NerdCast 1048 - O Segredo de Widow's Bay: A Melhor Série do Ano! Azaghal Cravou!
Lambda lambda lambda, nerds! Depois de muitos pedidos, alguns Emmys e um forte trabalho de evangelização do Azaghal, chegou a hora de mergulharmos em O SEGREDO DE WIDOW'S BAY!
Neste NerdCast, Alottoni, Tucano (oficialmente de volta à cultura pop), Katiucha Barcelos, Leonel Caldela e Azaghal falam da grata surpresa da Apple TV, que, com sua mistura deliciosa de terror Cthulhu e humor The Office, conquistou nossos corações nerds, e é REALMENTE A SÉRIE QUE VOCÊ PRECISA ASSISTIR AGORA!
NerdCon
- Ao vivo, TUDO PODE ACONTECER! Garanta seus ingressos para a NerdCon! Dia 20 de setembro de 2026, no Memorial da América Latina. Confira mais informações no site: https://nerdcon.com.br/
Audible
- Maratone T-Zombii e outras histórias incríveis antes da segunda temporada da áudiossérie: https://jovemnerd.short.gy/NCaudible1
Hostinger - Horizons
- Tire sua ideia do papel com a facilidade da IA: https://jovemnerd.short.gy/NChostinger6
Óticas Diniz
- Power-Up Óticas Diniz. Conheça: https://jovemnerd.short.gy/Ncóticasdiniz1
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- A mistura de terror e comédia em Widow's Bayequilíbrio entre gêneros·personagens cientes do terror·banalidade do terror na ilha
- O prefeito Tom e a tentativa de revitalizar Widow's Baynegação dos mistérios da ilha·comparação com ilhas turísticas·motivação para o filho
- O episódio da festa de Patricia e a busca por aceitaçãoPatricia como final girl·quebra de expectativa·detalhes do livro de rituais
- As referências e homenagens a clássicos do terror e ficção científicaLost e orientação·Tubarão e o personagem Wick·Iluminado e Carrie, a Estranha
- O flashback da origem da maldição e o pacto de Richard Warrena história dos colonos·pacto com sangue, fezes e sêmen·Richard Warren desenterrado
- O episódio do hotel e os jogos de tabuleiro sinistrosjogos com nomes bizarros·vídeos de orientação da ilha·a passagem do tempo no quarto
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Você está ouvindo Nerdcast no Jovem Nerd.
Aqui é Alexandre Antônio do Jovem Nerd. Eu quero encontro de Widowsbane e Night Vale.
Aqui é o Tucano e eu gostei muito desse spin-off de A Maldição da Mansão Blythe.
Ah não!
É spin-off de Midnight Mass, cara.
É verdade, a Missa da Meia-Noite, né?
Pode crer. Aqui é a Catixa Barcelos e eu já fui em festas que se beneficiariam da invocação de uma entidade.
Aqui é o Leonel Caldela e eu moraria numa ilha amaldiçoada em troca de não ter celular, não ter internet, sabe? Ficar no passado.
Aqui é a Azaghal implorando para as pessoas assistirem Widow Bay, cara.
Virou evangelizador de Widow Bay.
Ele me fez assistir esses dias, cara. Queria que você gravasse.
Porra, cara, eu gostei para caramba. Será que eu vou ter que mentir que eu não gostei agora então?
É isso, e-mails!
Canelada!
Muito obrigado, acabou. Espero mais uma semana de e-mails e Canelada Zona Nerdcast.
Vamos!
Reta final para nerd! Mas eu não tenho mais voz, eu tenho que ter voz no domingo, gente.
Tá de brincadeira? Tem que comer maçã.
Não, não é isso, é mito. Não tem maçã. Come maçã para as pregas, é bom para as pregas.
Que vai para as pregas vocais assim?
Tá bom, maçã. Tem que água, muita água.
Eu fiz nebulização, água quente com vinagre. Tivemos essa dica hoje, mas eu não sei se isso é coisa da vovó.
O cara trabalha com Gargarejo.
O cara trabalha com áudio.
Água, vinagre e sal, é isso? Água morna, vinagre e sal.
Tá bom, você tá acrescentando sal aí na boca.
Não, eu não sei, ele não fala. Enfim, eu vou cuidar da minha voz, calma. Olha só, domingo— eu não posso cuidar da voz assim, né?
Domingo, dia 27 de setembro, no Memorial da América Latina, no Teatro Simão Bolívar, nós estaremos lá comemorando os 20 anos de Nerdcast em grande estilo, com uma sessão lotada, abarrotada, mas ainda tem ingressos para a sessão extra. Exato, é domingo, é um domingo fim de dia, início de noite, mas você ainda pode ir lá celebrar com a gente. Você pode chegar antes, claro, da sessão, tanto da primeira quanto da segunda sessão, porque a gente vai ter uma área externa, o foyer, onde teremos várias ativações. Teremos ativações da Audible, PlayStation, Jambô, Óticas de Nis.
Olha aí, Amaldi Júnior, que petcada, hein, Ládio?
A gente conseguimos, cara. Exato, cara.
Cara, eu tô muito feliz que vai ter T-Zombie.
Teremos T-Zombie.
Vai ter uma ativação de T-Zombie com a Audible, cara.
Animal.
Ainda tem Iron Studios com um C-3PO em tamanho real, life-size, para você lá tirar foto. Inclusive, nas duas sessões terão sorteios de estátuas da Iron Studios, uma estátua por sessão, além de outros sorteios com kits, coisas maneiríssimas. E além, obviamente, da apresentação de 2 horas que você vai poder acompanhar lá com 9 Nerdcasters, cara, e trailer especial de uma animação do Didi Braguinha, A Mente de Didi. Exato, primeira mão.
Além disso, você vai poder comer hambúrgueres da 7 Kings, vai ter o food truck lá, e tomar cervejas maravilhosas e moonshine da Juan Caloto com o beer truck deles.
Maravilhoso. Então olha, você que fica, ai, sou de última hora, não sei se vou, não vou, não vou, vai, vai, gente, é uma comemoração muito especial 20 anos de Nerdcast, a gente vai estar ao vivo, ao vivo, tudo pode acontecer.
Ainda dá tempo, entre agora em nerdcon.com.br, garanta seu ingresso para sessão extra e a gente se vê lá. E você vai ser muito bem-vindo e vai ser foda.
Falando em Tesombias, a Gal, quero falar dos nossos parceirões da Audi, porque vão estar lá, né? A gente vai ter uma ativação incrível de Tesombi lá ao vivo na Nerdcon.
Incrível, pô, animal, cara, incrível, imersiva. É um conteúdo, não vou dar spoiler. Não, não, não dá spoiler, mas é imersivo.
Mas olha, eu quero dizer, é isso, é, cara, a Audible tá investindo muito no Brasil em histórias originais como The Zombie, por exemplo. A gente tá tão orgulhoso de estar fazendo esse trabalho com a Audible. E se você não conhece a Audible, gente, você encontra tudo. Tem best-seller, tem lançamento clássico, história infantil, um monte de gêneros diferentes, tudo narrado por atores, autores e profissionais da voz.
Isso, a gente tá falando de audiobooks. Exato, eu tô falando, a gente A gente tá falando de Tesouro aqui, que é um audiodrama.
Isso.
Mas a Audible também tem tudo isso, milhares, centenas de milhares de audiobooks em português.
Sim. E olha só, não é só audiobook, não é só alguém lendo o livro para você. Na Audible tem narração, interpretação, efeitos sonoros que faz a história ganhar vida, cara. Imersão, é quase um filme no seu ouvido. A gente sabe que ele tá fazendo isso desde sempre. E como você falou, Zagal, a Audible tem os originais Audible, que é o caso de T-Zombie. Exatamente, você sabe T-Zombie? Caso você não saiba, T-Zombie foi o nosso primeiro audiodrama lá em 2012.
Ele era acabar quando o mundo acabou, na verdade, o mundo acabou lá dia 21 de dezembro de 2012, narrado pelo nosso querido Guilherme Briggs. Isso, né, que foi incrível, foi uma puta experiência na época, que a gente transformou em uma temporada na Audible. A primeira temporada de T-Zombie, daquele tipo assim, a pré-temporada.
A temporada do Briggs é o prólogo, é o prólogo, exatamente.
O prólogo acontece no dia do outbreak, né, e nos dias semanas seguintes ao grande epidemia zumbi, quando o mundo acabou. E aí, The Zombie Audio Series na Audible começa muitos e muitos anos depois, quando a sociedade se reorganizou.
Isso, exato.
Então ainda existe zumbi e tal, mas assim, é mundo até arrasado. Tem umas pessoas, assim como o Henrique Caravelas, que era o personagem do Briggs, são imunes.
É, tem os imunes, tem a canibal.
Exato. Mas o que interessa é que existe toda uma relação religiosa em volta dessas pessoas que são imunes, porque essas pessoas Elas escolheram o título de Ungidos. Exato!
Os que são imunes se dizem ungidos, se dizem especial, escolhidos. Por isso eles não viram zumbis e eles usam isso pra manipular as pessoas nesse mundo pós-apocalíptico.
Então, por que eu tô falando isso? Porque você pode entrar na Audible agora e experimentar. Novos assinantes têm 30 dias grátis.
Olha aí, só vai!
Você pode maratonar a primeira temporada inteira de The Zombi.
Com certeza!
Se você for assinante Amazon Prime, melhor ainda, são 3 meses grátis.
Pô, aí dá pra ter zombi e um monte de livro, uma tonelada de livro.
Exatamente, sabe por quê? Porque a segunda temporada de Tesão Bicho tá chegando, Azaghal! A história vai continuar com um monte de surpresas, personagens novos incríveis.
Acho que na primeira temporada a gente tem Fabíola Nascimento, Simone de Assis, nosso querido Percy, nossa querida Maíra. Porra, mas tem gente nova vindo aí pra segunda temporada.
Tem, cara, vocês não vão acreditar. Então, gente, Assine a Audible agora, aproveita os 30 dias grátis. Não esqueça, você é assinante Amazon Prime, são 3 meses grátis. Você pode ter acesso a todo esse acervo incrível de audiobooks, audioséries originais, Audible que nem tem zumbi, muito mais. Aproveita, tem link aí no post. Audible, entra no clima! E, Azaghal, quero também dar o recado de Hostinger pra você que está fazendo um site, pra você que está fazendo um projetinho, um sisteminha web, o que você precisar, tem o criador de sites com o IA da Hostinger para te ajudar a tirar o seu projeto do papel muito mais rapidamente.
Você ainda tem o sistema de drag and drop que você pode pegar templates e criar o seu site dessa forma, arrastando, ou você pode simplesmente conversar com a IA da Hostinger no famoso Vibe Coding. Vibe codar o que você precisa, exatamente, seja portfólio, loja virtual, blog, site para empresa, área de membros, o que você precisa, sisteminha de agendamento, de controle de projetos, o que você quiser, a Hostinger tá lá para facilitar o bastante, porque O plano dele já inclui hospedagem, domínio, email profissional.
Ou seja, você não precisa ficar contratando uma coisa ali, outra coisa lá. Toda solução você vai encontrar em Hostinger, com plano que começa a partir de R$10,99 por mês. E você ainda tem 30 dias de garantia de reembolso. Então aproveite o cupom JOVENNERD, porque você ainda adiciona aí mais 10% de desconto na sua primeira compra. Não perca tempo, vai conhecer a Hostinger. Tem link aí no post. Ah, Zagal, agora eu vou ser o cara que usa óculos? Olha só.
Chegou a idade.
Eu sempre usei desde adolescente, agora as H usa para leitura. Leitura, mas quando tu tá usando computador tu usa? Sim. Então aí, rapaz, que vai entrar power up das óticas Genis, que são lentes com filtro de luz azul pensada justamente para dar mais conforto visual durante o uso de dispositivos. Você está aí, óculos também.
Não, mas esse filtro é Excelente, não é?
Então, para você fazer um upgrade sem abrir mão da personalidade, olha só, a Ótica Diniz tem vários modelos e marcas exclusivas. Tem a D2 Collection, Rita Eyewear e DNZ, com opções com grau, sem grau, fácil de encontrar. As Agal Ótica Diniz tem mais de 1000 lojas espalhadas pelo Brasil. Também estão no e-commerce, pode comprar online também. E Ótica Diniz tem mais uma ação chegando, Azaghal: estarão conosco na NerdCon!
Ah, esse cara, eu vou te falar um negócio aqui. Ótica Diniz com o Jovem Nerd já é um sonho.
Ah, é porque isso é um sonho à parte. A minha vida inteira eu fui impactado pelas óticas Diniz porque nós fãs de Amaury Júnior, que somos, a gente adorava os jabás malucos do Amaury Júnior.
Agora eu já falei, tá registrado em muitos Nerdcast, NerdOffice, que meu sonho era virar o Amaury Júnior da internet.
Amaury Júnior, a gente foi muito impactado com óticas Diniz, cara, no Jovem Nerd.
É o meu sonho virando realidade.
Nós estaremos usando óculos novíssimos da Ótica Geniz, da Nerdcon. Vai ser lindo. E você que estará lá... Não posso dar muito spoiler. Só vou revelar o seguinte: pode ter gente saindo da Nerdcon com óculos novos sem pagar nada, Zaga!
Olha!
Olha aí o sonho virando realidade. A gente presenteando os nerds, nossos queridos nerds, com óticas Geniz. Zaga, putzgrilo!
Cara, é um sonho.
Mas enquanto você não vai na Nerdcon, você já pode conhecer o Power Up no site das Óticas Geniz. Tem cupom de desconto, olha aí, Dini Jovem Nerd. Isso é um sonho, não é?
É um sonho máximo!
Caraca, usa o cupom Dini Jovem Nerd para você ter R$130 de desconto no kit ou 15% off em produtos das marcas exclusivas. Tem regulamento do site para você consultar e tem link aí no post. Keep the camera, keep it— Caraca, tamo junto demais! E se vocês quiserem ouvir os recados e e-mails do último Nerdcast, pode pular diretamente para 20 minutos e 42 mistérios da Baía das Viúvas.
Atenção para a galera que doa sangue e salva-vidas no Cacete de Agulha: André Hosken, Ana Mendes, Lucas Nogueira, Juliana da Costa, Gabriel Oliveira, Wilgner ou Vilgner, Rafael e Danilo Rigueiro. Preto. Muito obrigado, galera que doa sangue e salva vidas.
Mande selfies de você doando sangue para nerdcast@jovemnerd.com.br e mande também os emails sobre o último Nerdcast para a gente ler aqui, que nem o Rafael Martins, 38 anos, médico pediatra, instrutor de RCP, ressuscitação cardiopulmonar, de Ribeirão Preto, SP. Salve, nerds! Em certo momento do último Nerdcast, vocês começam a discutir sobre o uso do desfibrilador na parada cardíaca, certo? Então existem 4 4 possíveis ritmos de parada cardíaca, né?
Assistolia, a linha reta ou flatline, aquele segundo. Atividade elétrica sem pulso, a ESP. A ESP parece alguma instituição de São Paulo. Terceiro, fibrilação ventricular. E o quarto, taquicardia ventricular sem pulso. Então todas me dão desespero, todas são merda, né, cara? Nesses 2 últimos, o coração até recebe estímulos elétricos, mas não que não traduzem batimentos efetivos. E são justamente esses ritmos os chamados ritmos chocáveis, ou seja, que precisam receber o choque do desfibrilador.
A fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular sem pulso.
Para os outros dois ritmos, a assistolia e o ASP, insistimos na massagem cardíaca e, em ambiente hospitalar, na administração de adrenalina sem necessidade TikTok. Será que esse que é o da Mia Wallace? Mas o que eu queria falar era sobre o que fazer quando estamos diante de uma parada cardíaca. Olha aí, vamos lá. Sou instrutor de RCP pela Associação Americana de Cardiologia, American Heart Association. Parabéns! Então, ou seja, temos aqui uma carteirada, né, que é quem manda nessa parte, né?
Regula, né?
É, provavelmente sim. E a primeira coisa que temos que fazer é ligar para o serviço médico de Primeira coisa, antes de encostar na pessoa, fazer qualquer parada, é ligar para o serviço médico de emergência, que é quem vai trazer, além de toda a experiência em conduzir a parada cardiorrespiratória, PCR, vai trazer o desfibrilador externo automático, DEA, imprescindível para o sucesso da reversão da PCR em ritmos chocáveis. E enquanto o SAMU não chega, vamos mantendo a circulação com massagem cardíaca.
Entendeu? E aí vem um outro ponto importante que o Azaghal até chega a questionar sobre a importância de ensinar esses primeiros socorros na escola. Olha aí o que você falou. Na última atualização do seu material em 2025, a AHA— desculpa, não consigo.
Não é esse o AHA.
Não é esse o AHA. Recomenda que crianças a partir dos 5 anos de idade já sejam introduzidas no assunto RCP.
Eu tô falando, eu tô falando.
Para que que a gente ia precisar aprender essa dízima periódica Eu trocaria facilmente, facilmente, uma aula de massagem cardíaca para que aos 12 anos consiga conduzir uma parada em ambiente extra-hospitalar com segurança.
Cara, eu tô falando a verdade, eu acho que é imprescindível.
Dá para habilitar então essa criança a partir de 12 anos, já pode administrar isso, tiver bem treinado.
Olha aí, o neto tá com vovô em casa, o vovô estribucha. Você não souber, vai ficar gritando, ligar para emergência, não vai acontecer mais nada. Se ele souber, ele vai ligar para emergência, obviamente, mas vai poder atuar.
Olha aí. Entender, cara. Então é isso, mas aí precisa de um treinamento.
Eu vou fazer um curso disso, eu me decidi agora. Sério?
Tá falando? Beleza.
Enfim, espero que você consegue fazer uma automassagem.
Não, você não consegue fazer uma automassagem. Isso é uma coisa que, que ótimo. Enfim, espero que esse evento tenha sido proveitoso. Foi muito. Encerro com um chupa Chiquinho Scarpa, pois para mim quem é que tem que apresentar a Mansão Traitors BR é a equipe Jovem Nerd. Porque o Chiquinho Porque a gente falou que se tivesse uma Mansão Traitors no Brasil, ia ser apresentado pelo Chiquinho Scarvas agora, na mansão dele que ele quer vender e nunca consegue vender.
Porra, aí ele não consegue vender aquela mansão, podia alugar para produção dessa, ele já ia ficar feliz.
Vai alugar baratinho mesmo a mansão dele.
PS: infelizmente não sei opinar sobre The Pit, pois tenho ranço de série médica.
Bom, mas a galera falou que tava mó treta com o ator principal de The Pit lá.
Tava treta?
Porque não sei, parece que ele não sei, não sei, só vi que tinha treta, mas não me aprofundei mais.
Ah, ele talvez fale, talvez eu tenho inveja desses da vida de médico de TV. Ah, com certeza, no meu quartinho de plantão nunca rola pegação, só muito sono mesmo.
Tá no hospital errado. César Hoffman, 33 anos, pedreiro digital sênior, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Olá, Beriros, tudo bem? No dia 20 de setembro de 2024 era lançado o episódio 950 do Nerdcast, com os melhores momentos do até então últimos 49 episódios, certo? Nesse dia nascia uma fagulha que eventualmente cresceria e se tornaria a Jornada do Baralho, que foi anunciada publicamente ao mundo durante a leitura de e-mails do episódio 996, no dia 5 de setembro de 2025, quase um ano depois.
Desde então, muita coisa que aconteceu, só para explicar o que tá acontecendo aqui para quem tá fora de contexto. A gente lançou um baralho do Jovem Nerd, do Nerdcast, há muitos anos atrás, milênios.
Exato.
E naquela época a gente lançou um desafio que era quem conseguisse autógrafo em todas as cartas de naipe que tivesse os personagens.
É porque são nerdcasters que estão, né?
Valete, dama, rei, valete, dama, rei, ás. Essas cartas tinham personagens do nerdcast.
Exato.
Quem conseguisse autógrafo de todos esses nerdcast Cada um em sua respectiva carta, né? A gente daria um iPad. Exato. iPad ou tablet, que é uma diferença muito grande. Desde então, ele continua aqui, ó. Muita coisa aconteceu. Foi publicado um site, www.jornadadobaralho.com.br.
Lembra que ele fez? Ele tava na missão, cara.
Algo que eu mesmo nunca tinha feito antes por conta, mesmo com tantos anos de carreira como desenvolvedor web. Eu só mantinha o dos outros, o site dos outros. Foram viajados em torno de 13 mil quilômetros entre translados aéreos e terrestres atrás das assinaturas dos Nerdcast.
Caraca, que guerreiro!
Foram produzidas duas animações de introdução e encerramento que juntou um time de estrelas entre musicistas, storyboarders, animadores, ilustradores e locutores.
Nossa!
Para dar vida a um desejo bobo vindo de um fã.
Nada bobo.
Meu primeiro trabalho autoral produzindo e dirigindo curtas animados.
Olha que foda!
E o mais importante de tudo, foram coletadas todas as assinaturas necessárias para completar o desafio do baralho.
A gente tava sabendo que só faltava uma, que era do Guilherme Briggs.
Quando a gente soube, faltavam duas.
Faltava a Francine, a esposa do JP. E aí depois a gente soube que ele conseguiu. E aí faltava o Briggs. E aí, ai, ai, e aí ele conseguiu Será?
Ele continua dizendo que o motivador foi apenas uma brincadeira, mas caramba, incrível reparar em como isso me trouxe tantas oportunidades de aprendizado e crescimento pessoal, sem entrar no papo de LinkedIn.
Cara, que foda, brother!
14 anos depois, nossa, o desafio e a jornada do Baralho estão oficialmente concluídos. Nossa, calma que a gente não validou ainda. Ah, meu Deus, o desafio só acaba quando a gente validar.
Tudo bem, tem que validar, beleza.
A sua jornada sim, essa jornada também só vai terminar quando a gente pegar isso em mãos. Abraços e preparem o iPad, nos vemos na NerdCon no dia 20 de setembro de 2026 no Memorial da América Latina.
Nossa, se prepara, Zaga! Não acredito, cara, que logo na NerdCon! Que bonito isso, nossa, tô emocionado, cara!
Maneiro, maneiro!
Vamos levar iPad. Alô, Magalu, vamos levar iPad, pô, vamos fazer um cupom aí. Caraca, não, não, não, não, não, não, não, a gente vai, não vale compra. Se prepara porque essa NerdCon vai ser foda demais!
Ao vivo, Jovem Nerd, tudo pode acontecer, cara.
Compre o seu ingresso que ainda dá para ir, cara. 20 de setembro a gente se vê na NerdCon.
nerdcon.com.br.
A gente se vê lá, porra! E atenção, vale lembrar que hoje nós temos 2 Nerdcast, duplo de surpresas, H!
Temos aqui esse de Widow's Bay, como a gente, né, já anunciou, tava prometido. É o Nerdcast finalmente, né, porque eu tô falando para as pessoas assistirem há um tempão. Mas temos também o episódio especial de Mobland, que é uma série espetacular.
Exato!
Obrigado Paramount Plus por mostrar Mobland para a gente, cara, que tava fora do meu radar e é legal demais.
Terra da Máfia, cara, caso você não tenha conhecido, é uma pérola escondida de série.
Pierce Brosnan, Ellen Mirren, Tom Durin, Tom Hardy, nosso querido Tom Hardy.
Cara, é uma história de família de máfia em guerra com outra família inglesa, máfia inglesa, exatamente, com Guy Ritchie dirigindo episódios. Tem aquele dedo de— você gosta de filme de crime de Guy Ritchie? Cara, é a vibe total de Guy Ritchie. Eu não conhecia essa série, mas a gente tá falando sobre ela no Nerdcast Extra nessa quarta-feira. Ó, se você não viu, não quer tomar spoiler, a gente gravou tipo uns 15 minutos sem spoiler só para fazer o setup para você.
Caraca, você se interessa? E aí vale a pena, porque você vai maratonar e aí você vai ouvir o Nerdcast, a gente falando da primeira temporada, porque hoje estreia a segunda temporada. Exatamente, essa que é a parada, tá estreando a segunda temporada de Terra da Máfia na Paramount Plus, cara. Aproveita, Nerdcast duplo já tá na sua timeline do Nerdcast. Foda demais! Estamos aqui gravando após o peso de tantos Emmys para o Windows B.
Gravou semana passada, né, que o Windows B ia levar e levou, malandro.
Caraca, cara, 14 Emmys! Nossa Senhora, sendo o melhor ator e os dois coadjuvantes humilhou, né, a concorrência. É, pois é, cara, é só tudo isso. Vamos lá, vamos Vamos entender o mistério de Widow's Bay. São muitos mistérios de Widow's Bay, na verdade, né? É um poporri de mistérios.
São muitos mistérios. Essa é a melhor parte, na verdade.
São todos, cara.
Mas eu acho que o maior mistério que se revela pra gente é o formato da série. São esses episódios super dinâmicos de 30 minutos.
Não é 30 minutos, seu desgraçado.
Não?
Eu achei que eu ia ver numa noite, eu ia ver 5 e eu dormir no terceiro, porque é 45 minutos.
Ah, mas mesmo assim não é 30 minutos.
30 minutos é É o Ted Lasso. Inclusive, eu interrompi o meu Ted Lasso.
Olha isso, né? E o Widow's Bay tem uma coisa ultra inovadora que nunca tinha sido pensada na vida, que é episódios com início, meio e fim, que cada um conta uma história e que se encaixa na narrativa maior. Olha só que coisa inovadora, filha da fantasia, né?
Mas assim, não precisa inovar, é só dar certo, é só funcionar.
Não é que seja só funcionar, o texto é muito bom.
Tem, é tipo, é só funcionar, é só ter pessoas geniais no roteiro e atuações sensacionais e encontrar um serviço que vai topar uma ideia completamente nova e fazer um equilíbrio perfeito de comédia e terror.
Caraca, é só isso.
Qual que é o gênero? Porque podia ser terror, mas o que a gente tem de referência de terror é outra coisa, né?
É, como eu falei no Nerdcast do M, do Esquenta do M, eu sempre considerei que num terror a comédia sempre sobressalece, acaba sendo a comédia que toma conta, e como se tivesse vestindo um skin de terror, mas na verdade é comédia. E assim, você pode debater o que que é. Se tem gente que acha que é mais comédia do que mistério, terror, etc. Eu já achei que era um equilíbrio muito interessante. Eu posso dar um exemplo da cena quando ressuscitam lá o Richard, o cara das antigas, né?
Quer dizer, ressuscita não, o cara tava vivo lá, né? Desenterra um cara, né? Então a cena é ele na sala, o morto-vivo, o nosso protagonista lá pronto para falar com o morto-vivo, que é uma parada absolutamente absurda, sobrenatural, clima tenso, etc. Aí de repente, quando vai começar, abre a porta. Esqueci minha bolsa, gente. Entendeu? É isso, esse é o equilíbrio, sabe?
Eu estava pensando em como tirar minha vida com minhas próprias mãos quando eu vi.
Foi mal, esqueci a bolsa.
Essa é a quebra do terror que depois volta pro terror de novo.
Essa cena eu acho muito boa, mas eu vou dizer que pra mim a força do Widow's Bay ainda tá numa outra coisa, cara, pro meu gosto. Que em geral a série não deixa a comédia diminuir o terror.
Sim, justamente isso.
Cada pessoa vai ter sua interpretação. Para mim é uma série de terror em que o terror tá tão institucionalizado naquele lugar, é tão antigo que as pessoas aprenderam a conviver, e tudo que é cotidiano acaba ficando um pouco engraçado, né, um pouco banal.
É verdade, é exatamente isso, é exatamente isso.
E agora o pulo do gato, que eu tenho que confessar, não fui eu que pensei isso, tá? Eu tava vendo, lendo coisa sobre o Widow's Bay hoje, estudando para o Nerdcast. Olha, eu sempre, cara, sempre Johnson's Baby é uma história de terror em que a maior parte dos personagens sabe que tá numa história de terror.
É verdade, legal, verdade.
E isso, cara, é uma inversão, porque tem alguns gêneros, né, de filmes, de livro, pode ser qualquer coisa, que a força do gênero é que os personagens não sabem que eles estão naquele gênero. Por exemplo, comédia romântica, os personagens acham que estão na vida normal, mas a gente sabe que eles vão se apaixonar. É verdade, a gente sabe que eles podem brigar, eles podem ter nosso desentendimento, mas a gente sabe que eles vão ficar juntos.
Filme de zumbi, que a galera normalmente não sabe, tipo, nunca teve zumbi na cultura pop, então zumbi é uma novidade.
Exatamente. Em geral, história de terror é isso. Tu chega numa casa, pô, uma casa antiga, eu posso ter medo que, sei lá, que vai entrar alguém para me roubar. Não tem medo de um fantasma, porque fantasma não existe.
É isso, fica bem claro naquele episódio que a Patricia é perseguida lá pelo Slasher.
Caralho, muito bom, cara!
Aquele é um dos melhores episódios, porra.
No final, quando ele morre, ela fica com a arma o tempo inteiro porque ela sabe que ele pode voltar.
Exatamente.
Mas é exatamente isso, na verdade, quando Eles falam com todo mundo da cidade, acontece isso, né? Tipo assim, ah, aconteceu tal coisa, tal coisa apareceu. Não, mas fica tranquila, é só tipo, contanto que tu não invoque o demônio depois da meia-noite, fica tranquilo. Isso aí, eles levaram 6 amigos meus, mas bobagem, porque na verdade já tava tarde ali para eles. Então tá todo mundo sabendo que é um negócio sinistro, bizarro. A única pessoa que tá em negação é o prefeito, e ele tá em negação, aspas, né?
Sim, ele é o prefeito do tubarão. Será que ele olhou?
É, né, cara?
A gente começa com ele no lugar normal, ele passa a ser o condutor desde o início, onde a gente tá chegando sem saber nada do que tá rolando em volta. Ou seja, ele sabe que tem um monte de weirdo, um monte de esquisitão que fica falando esses mistérios da ilha e as maldições, etc. E ele, como o trabalho do prefeito, que a gente acharia sensato, que é revitalizar a ilha para o turismo, tá vindo jornalista, quer que todo mundo se comporte, etc.
E aí é legal que ele compara com duas ilhas muito turísticas, e uma que eu por acaso visitei recentemente, que é Bar Harbor, lá no alto do Maine. E tipo, para mim que tive em Bar Harbor, cara, é justamente essa ilha pequenininha, é uma população de 5 mil pessoas, tudo fofinho, tudo arrumadinho, todo mundo adora Bar Harbor, que é do lado do Parque Nacional de Acadia, que é lindo, etc., o que faz a cidade ser super visitada, porque é microcidade.
Aliás, a galera de Bar Harbor deve ter pirado com essa série dele ser citado. E a outra que eu esqueci o nome, que também é mais chiquitinha, né? É Martha's Vineyard, exatamente.
A perdedora dessa história.
A única coisa que faz ele ser diferente, Leonel, do prefeito do Tubarão é a motivação dele, que no final das contas não é por cobiça, ambição, é que ele queria fazer uma ilha melhor para o filho dele que não podia sair, né?
Isso, exatamente.
Quer dizer, todo esse trabalho de início, né, você começar um passo de cada vez. Então é um prefeito querendo revitalizar a ilha, recebendo jornalista. Por favor, maluco, para, não toca o sino, não fala que vai ter tempestade, pelo amor de Deus, todo mundo se comporta nesse fim de semana, caralho.
Cara, mas tem isso, mas tem uns detalhes que o que eu mais gosto são os detalhezinhos. Tipo assim, o barco chega antes da hora, ele tá desesperado, aí o cara: não, o teu jornalista chegou. Aí Aí onde ele tá? Eu mandei ele para a Sociedade Histórica. Aí ele sai desesperado, ele sai desesperado e ele chega lá e a mulher já tá falando de canibalismo, não sei o quê.
Ele chega lá, a mulher tá tipo assim: ai, teve a caça às bruxas, foi ótimo, a gente pegou todas elas, queimou todas elas. E eu estava para mostrar para o Arthur o julgamento das bruxas. É um grande orgulho nosso. Nós capturamos e prendemos ela.
Olha só, olha só, Jerry, eu assumo daqui, tá? E ele fala, olha, ela falou que tem caso de canibalismo. Ele, não, isso é um exagero. Aí abre a cena, tem um gigante, um jornal, põe no jornal, caso de canibalismo em Windows Bay.
Cartaz enorme!
Ele até começa a falar pro cara, olha, os primeiros imigrantes foram 42 que chegaram aqui. Aí a mulher fala, não, 43. Aí o prefeito, olha, é cedo demais pra gente falar sobre isso.
Exato, esses detalhezinhos.
Tem um monte de coisa que eles vão jogando que podem ser explicadas ou não. E se não forem, não forem, que não fazem diferença, mas elas, algumas provavelmente vão fazer parte de um arco narrativo maior, mas que vão dando esse tempero extra, sabe? Esses detalhezinhos que eles vão jogando lá do folclore da ilha, né, como um todo.
Exatamente.
Depois ele fala assim: ah, e a ilha antes disso era inabitada. Aí ela responde: é, exceto pelos dentes.
Caraca, isso é muito bom! Esse tipo de provocação, sabe, que não precisa ter payoff.
Não precisa, não precisa. Já só o mistério, esse lugar que tem um bilhão de mistérios.
Exato, muito bom, cara. Eu demorei um pouco para entender que não era só uma história principal e que era um popurrí de mistérios, e que essa era a graça.
Eu gosto desse episódico, cada episódio uma coisa. Eu acho, puta, para essa série funcionou perfeitamente, sabe?
Dá a noção de ser um lugar muito vivo porque as pessoas não estão todas existindo só ao redor da mesma narrativa.
Como é na nossa vida, tem quantas narrativas, histórias e perspectivas, e sabe, mundos diferentes dentro do nosso mundo, né? Às vezes a gente vê duas coisas se perguntam, e eu sei, cara, parece que são dois lores diferentes, dois IPs diferentes, mas o mundo real é isso, tem de tudo, né, cara? Então o Windows, imagina, um lugar tão maldito que não é só uma maldição, é tudo, todas as maldições, né, cara? E eles vão revelando isso tudo com essas pitadas de humor, de coisas que você não espera.
Por exemplo, essa aqui abre, cara, não teve nada de canibalismo, exagero, e aí abre, tem um negócio gigantesco. É a primeira vez que é apresentado a essa linguagem que eles vão imprimir na série toda, né? Até então, se você tá desavisado, você tá assistindo, você de office, tudo normal, de office meio normal não, é que aquela galera da prefeitura é maravilhosa, né?
É, mas é que essa é a primeira quebra, é Parks and Rec de Cthulhu, cara.
Exatamente, Parks and Rec de Cthulhu.
Exatamente, não, vai ter a cena dele olhando o calendário de lobos, né?
Várias.
Aí ele chega em julho, tem um carro capotado.
Não preciso explicar, é isso, cara, é isso. Esse é o tempero, né, da série.
O que eu acho que muita gente se confundiu com essa série é que ela é realmente um terror, mas é um terror diferente, e os trailers, eles passavam uma vibe de terror muito forte. Então teve muita gente que começou a assistir aí os primeiros episódios. Eles são muito mais— o primeiro episódio principalmente, ele é bem mais comédia do que terror. E aí acho que teve uma galera que largou. E cara, é tipo aquele meme do cara parando logo antes de encontrar diamante, sabe?
Exatamente.
Se você parou, volte, por favor. Porra, dê essa chance a você mesmo.
Fica bom em tudo, sabe? O que eu acho incrível de Widows Bay, cara, você pega, por exemplo, o Tom. É exatamente isso que vocês estão falando, assim, vai chegar o cara, ele fica: gente, pelo amor de Deus, 24 horas a gente fingir que tá todo mundo normal aqui. Não é possível que vocês não consigam. E de certo modo é uma coisa tão vida real isso que me fez sentir a mesma coisa que um outro episódio de outra série me fez sentir, que foi o episódio de Natal de The Bear, que tem aquela confusão toda no jantar de Natal em casa.
Aquele é gatilho, cara. Aquele é gatilho, cara.
Mas é a mesma coisa, só que em escala grande aqui, pô. Porque é como se ele tivesse chamando um amigo para visitar a casa da família dele, que é insana, e ele dissesse assim: gente, por favor, vocês podem interpretar personagens por 24 horas, Era, se o pessoal vai embora daqui a pouco, entendeu? E aí você consegue se conectar a isso, porque as pessoas estão sendo esquisitas e você fica, meu irmão, cala a boca, pô, calma, por que tu tá dizendo que queimou as bruxas e ficou tudo bem?
Porque não precisa disso. E é legal, porque ao mesmo tempo que é esquisito, é engraçado, a gente se conecta, mas é muito assustador também.
Eu sou muito, muito partidário de a gente aceitar qualquer obra com peito aberto assim, né, com tipo sem cinismo. E se tu para para pensar, imagina Imagina se tu tivesse, de verdade, imagina, tá vivendo numa cidadezinha que é 3 mil habitantes, tu não tem como sair de lá, tu nasceu ali, tu vai morrer ali, é a tua casa. E cara, a morte, o, sabe, o terror é uma parte tão intrínseca da tua vida que tem literalmente um jornal com, ah, caso de canibalismo, não sei o quê.
Tem uma outra manchete que eu até anotei aqui, cara, que é névoa rouba as almas das pessoas. Isso é muito terror, cara, isso é muito terrível. Tu para pra pensar que tipo, ah, eu tô ali, eu tô conversando com a Cate hoje, eu não sei se ela vai estar viva amanhã. Porque ela pode ser que, sabe, alguma das maldições da ilha pegue ela. A banalidade do terror é um negócio que se tu aceita, se tu não fica simplesmente apontando e rindo, sabe, se tu começa a entrar no clima, é um negócio assustador pra caralho, cara.
É uma cidade Lovecraft, é Innsmouth. Só que Innsmouth é uma cidade que era pra ser, tipo, que afasta os forasteiros. E Widows Bay quer trazer os forasteiros. Só que a galera é muito esquisita, tá ligado? E os forasteiros é que não querem vir.
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Tem uma cena aqui engraçada, que quando tá o jornalista do New York Times, eles estão no bar e tá tendo a névoa lá fora, né? O Leonel falou da névoa que rouba as almas, tal, não sei o quê. E o Tom, ele não acredita, mas ele sabe que tem, que tem uma hora que tal, não sei o quê, aí começa a dar merda. E aí os caras vão sair, ele: não, tem alguma coisa lá fora! Ele mesmo: caralho, o que que eu fiz na frente do jornalista? E o jornalista ainda fala assim: cara, então é uma encenação.
Não, vocês não precisam disso, não sei o quê.
Porra, cara, eu tava gostando tanto da cidade, vocês não precisavam trapacear desse jeito.
Porra, meu Deus, já entendi tudo agora. Vocês não querem ser Nantucket, querem ser Salem.
A cidade é legal, não precisa de gracinha.
Mas isso é a parada legal da série, e que não é escondido, é bem descarado na real, que são as referências a outros clássicos do terror. Não só o terror como a da ficção científica, Lost tá na cara, né, assim, com aqueles orientation movies que eles veio no episódio 3, que é foda demais.
Aquela subterrânea que tem aquela cadeira na frente do portão, muito a vibe das stations de Lost.
Tubarão, tem uma cena que tem um quadro negro e tem um quadro verde, na verdade, e tem um tubarão desenhado nele assim. E o Wick, que ganhou Emmy agora inclusive pelo personagem, ele é uma paródia do Quint do Tubarão. Só faltou entrar lá e arranhar o quadro negro, porque ele fica—
aquele ator é fenomenal, cara. Meu sonho é que a gente fizesse Franço Labirinto nos Estados Unidos e aquele ator fosse o Omar, cara.
É verdade.
Eu amo aquele ator, cara, desde NewsRadio, cara.
É verdade, NewsRadio.
NewsRadio, Como Matar Seu Chefe, Como Imitar Seu Chefe.
Barry, Barry, nossa, ele brilha em Barry também.
Ele é demais.
E aí, meu irmão, cadê você?
Até o papel de burocrata da US Robotics, de homem centenário, tipo assim, ele é ótimo, que você entende o desprezo que ele tem pelo robô. Ele tem um olhar de desprezo. De maluco, de tudo, cara, que é muito bom. E como uma luva, né? E mereceu M para caralho.
Ó, tem, ó, Iluminado, referência Iluminado, tem referência a Carrie, a Estranha, tem várias referências.
O vestido, cara, vestido da Patricia, cara.
Esse episódio dela, cara, ah, pô, ela ganhou M para esse episódio. Eu vi 3 vezes, eu vi a série 2 vezes.
É a virada, esse episódio é a virada, esse episódio.
E ele é tão que assim, tá tudo lá. Você vê a segunda vez, eles vão dando pista que tá tudo errado nessa festa antes de você realmente mostrar. Por exemplo, ela deu a lista dos ingredientes para aquela velha maluca comprar lá da prefeitura. Aí ela fala: você conseguiu os ingredientes? Ela: consegui, eu não sei para que serve metade dessas coisas. Ela já manda assim que a lista é bizarra. Outra hora ela fala assim: esse arranjo na sua cabeça não tá meio exagerado não?
E ela tá com a coroinha simples, sabe? Só que na real ela tá com um bicho morto na cabeça.
É muito bom, cara. E depois ela pega e diz: mas vocês não me avisaram de nada. Ela: não, mas você mandou a gente apoiar. Eu tentei avisar. Você tinha suas ressalvas, por que não disse nada? Você me pediu para te dar apoio.
É muito bom, cara, muito maravilhoso.
E é legal porque tudo isso acontece com a motivação da personagem, né? Uma super motivação de querer ser aceita, de que ela é a garota que ninguém acredita, que foi perseguida pelo serial killer. Justamente, né? Só que aí ela vai fazer um ritual com a garota. Caralho, cara, que maravilhoso!
O lance irado da Patricia é que ela é a Carrie, mas ela é uma personagem muito atual, cara. Esse é um negócio muito foda. Tipo, ela tem um desespero por ser aceita e por ser descolada. Tudo que ela quer é ser cool. E isso tá nos detalhes. De novo, a mesma coisa que o Deiv tá falando, tipo, tem coisas que você só nota quando você vai ver mil vezes. Teve um negócio que eu vi no Twitter do pessoal tirando uma foto do quarto da Patricia, e lá atrás dá para ver um perfume que ninguém vai saber desse detalhe a não ser quem estava lá, que é um perfume que viralizou no TikTok.
Sério?
E todo mundo comprou.
Não, poderia no TikTok brasileiro, poderia, né? E era uma coisa de tipo assim, ai, todas garotas legais estão usando o perfume Glossier You, não sei o quê. Aí tá a Patricia em Whittles Bay com o Glossier You dela dentro da casa dela. E todas essas coisas de tipo, o pessoal fica falando coisas e ela fica tentando corrigir o discurso do pessoal porque ela tá tentando trazer uma lógica e uma moral de internet, de quem é cronicamente online, para uma galera que tá ali vivendo problemas reais, que tipo tem uma entidade querendo me matar de noite, entendeu?
Ela fica, olha, não, isso aqui é, não tem como você falar desse jeito. O problema não é você dizer lésbica, o problema é o tom que você tá usando. E esses diálogos são maravilhosos, cara.
Ela fazendo a festa, ela é toda o Bob Esponja organizando as festas, né? É total, horário para tudo. Não, você não pode fazer isso, não tá na hora ainda de fazer isso, vem para cá.
E legal, porque você sabe que ela é desesperada para ser aceita como uma pessoa bacana e todo mundo achar ela incrível. E eu acho que tipo assim, qualquer pessoa que já foi socialmente excluída de algum jeito na vida já teve essa fantasia. Talvez eu esteja projetando, né? Caraca, vai ter um dia que eu vou fazer um negócio tão massa e tipo assim, todo mundo vai achar tão legal, e aí todo mundo vai entender que na verdade eu era legal e tal.
E é muito essa vibe, que ela começa a dançar e é tosco, e todas as escolhas que ela faz são toscas, e a galera tá lá meio que— é muito foda. Esse episódio é perfeito, pô, perfeito.
E o absurdo que o panfleto, o cartaz, panfleto, né, da festa tem o nome dela, e é um evento da prefeitura.
Sim, ela tem que ser protagonista, é tudo que ela quer, tadinha.
Um detalhe que eu achei genial era o livro que ensina ela a fazer a festa. Entre aspas, ou seja, que instrui o ritual, que é um livro que claramente tá falando com ela, tipo Necronômico, o Necronômico, é porque ela tá folheando lá e quando ela se depara com uma situação, tá escrito na página o que ela deve fazer, que eu entendi pelo menos, né, que é para a gente entender que o livro tá instruindo ela o ritual. O nome do livro é A Sua Vez.
É muito bom.
Agora, a autora é Lucifer, tipo Vaga. É um negócio que eles não ficam esfregando, sabe, na tua cara. Não fica: nossa, este nome, Lucifer, poxa, me lembra alguma coisa. É sutil, cara, sabe?
Tu tem que entender aquela coisa de: ai, criei uma coisa engraçada, todo mundo nota aqui, criei uma coisa inteligente, gente, vamos falar alto caso não tenham notado a minha genialidade. Não, é tanta coisa de genialidade que eles não têm vergonha de só deixar no background.
Exato, exato.
No episódio, né, do Mike Myers careca, tem uma não arma de Cherkov, né, que é o taser.
Ah, sim, cara, que ela tá descarregado, ela deixa descarregado.
É muito bom. Então aparece desde o início, aí tá com 2%, aí ela sai correndo, aí ela tenta carregar na casa da amiga, amiga vem encher o saco dela, ela descarrega na menina, na amiga. Aí quando ela vai ver, tá 1%, ela fala assim, ó, bom, ela tem que andar com essa porra desse taser, porque se apareceu é que ela vai usar no final, né? Exato. Aí tu fica esperando ela usar o taser, e como é que ela vai usar o taser para matar um morto- vivo, né, um serial killer sobrenatural e tal.
E aí, ó, ela vai botar gasolina e ela fica tentando botar fogo com um choquinho, né, com a faísca do taser. Só que o cara apaga, o cara tá pegando fogo e apaga. O taser não serviu para porra nenhuma. E ele aparece desde o começo, tu fica esperando ela usar, e no final ela não usa. Usa e não resolve para porra nenhuma, só para dar choque na amiga.
Os planos deles são todos frustrados pela normalidade do negócio, entendeu? Tem um cara bizarro com uma máscara, claramente um negócio esquisito, aí ele tá pegando fogo no posto de gasolina e tem uma pessoa desesperada olhando ele com medo e gritando. Aí chega o cara lá e diz, pô, pera aí, um cliente pegando fogo. Poxa, gasolina, gente, vamos apagar aqui, é para isso que a gente tem extintor e tal. E tipo, você fica, caraca, parem de atrapalhar o trabalho dessa mulher.
O xerife é muito ruim, né, cara?
O xerife é maravilhoso, porque ele nem sai da loja de conveniência.
Passageiro da agonia, cara.
Uma outra coisa que para mim ficou muito genial, quebra de expectativa. Hoje em dia o negócio que, meu, virou palavrão, porque sabe, as séries usaram tão mal ao longo dos últimos anos que eu não quero mais quebra de expectativa. Só que o Widow's Ele, cara, usa mil vezes de forma perfeita. Porque é exatamente isso, tipo, tu pega a narrativa normal e tu inverte. Só que inverte de uma forma que faz sentido e é satisfatória. A Patricia, além de ser a pessoa inadequada e que quer ser aceita, coisa e tal, ela, na adolescência, ela foi uma final girl de filme de terror, né.
Tipo, todo filme dos anos 80 de terror, sei lá, Sexta-Feira 13, coisa e tal, tinha a final girl que era a sobrevivente. Que era a guria boazinha, que muitas vezes era que era meio excluída, que era, não era a descolada, que ela sobrevivia ao assassino. E daí a virgem, a virgem, a virgem, exato. O que acontece no Middle Bay, cara, eles assim, porra, como assim tu sobreviveu? Tu tá mentindo, o assassino nunca foi atrás de ti, tu nunca teria sobrevivido dessa forma.
E ninguém acredita nela, cara, ninguém acredita na final girl. É uma quebra de expectativa, só que bem feita, porque tu começa a parar para pensar assim, se todo mundo morreu ao teu redor e tu foi o único sobrevivente, ou as pessoas iam achar que tu teve alguma coisa a ver com isso, ou ninguém ia achar que passou por isso, sabe? Mas o que que tu é especial, sabe?
A coisa genial é exatamente isso, cara, que ela tava mesmo mentindo porque ela queria ter um assunto.
Ela tava mentindo que ele ligou para ela, mas que ele foi na casa dela, ela fala que foi mesmo, não é isso?
Eu não sei se foi, para mim não foi, porque ela fica falando, ah, eu durmo com a minha cômoda encostada na minha porta todas as noites. Aí você vai ver a porta tá aberta. Ah, eu lembro que aconteceu isso. Aí não aconteceu. Aí depois, no final, quando ela vai usar o taser na menina lá desgraçada que detesta ela, que também ainda bem que ela usa aquele taser, foda-se essa mulher, ela fala, né? Aí tá bem, certo, eu menti disso e tal.
Só que ela fala com um tom que eu tenho certeza que ela mentiu sobre tudo, porque ela não falaria com um tom tão casual sobre aquilo ali. Só que a coisa mais legal é que no começo do começo do começo ela cita essa história porque é alguma coisa que faz ela ser a protagonista de alguma coisa, né, que faz ela ser muito importante. Ela: ah, eu fui a pessoa que sobreviveu a fulano de tal. E você não precisa ouvir 50 vezes para entender que aquela é uma história que ela fica repetindo o tempo inteiro porque ela quer estar no centro de alguma coisa.
E aí o prefeito fala para ela assim: ah, mas ele atacava adolescentes, meninas adolescentes, você tá aí nos seus 40 anos, não vai ter problema nenhum. E aí no final o cara vai lá, tá aquela com 40 e poucos anos, pô. Mas é isso que o Luan falou, não tem por que você acreditar, porque a galera ali, eu acho que nenhuma coisa que não fosse tão— é fantástico e ao mesmo tempo tem muitas reações realistas. É isso, o cenário ele é tão realista que não tem por que a galera acreditar quando ela fala uma história que é absurda.
Como assim tu é tipo uma super-heroína, tu se escondeu embaixo da cama e o cara não olhou embaixo da cama? Pelo amor de Deus, entendeu? Aí até a mulher fala assim, a menina que morreu ela se escondeu dentro da secadora de roupa, o cara ligou a secadora de roupa E ela morreu queimada. Tipo, é muito mais inteligente do que se esconder embaixo da cama. Mas ela fica: Não, mas eu passei por isso e tal, e bababá. E a galera leva a sério a história no nível que eles não levam a sério o que ela tá falando em nenhum momento.
Bem-vindo a Widow's Bay.
Houve canibalismo?
Tem algo no fogo!
A gente não tem como saber o que vai ser lembrado daqui a não sei quanto tempo. Mas em geral, séries ficam mais na memória, né, sobrevivem mais quando elas têm mais variedade, quando não é só uma narrativa contínua, só uma coisa. Acaba um episódio, o episódio seguinte começa no segundo seguinte, uma coisa um pouco mais aberta, um pouco mais calma, que era as séries mais antigas. Arquivo X, Arquivo X, Star Trek, Buffy, Xena, todas essas maravilhosas ficam mais na memória, né, cara?
E essa série, cara, vai ficar— eu, porque assim, agora vai demorar para chegar uma próxima temporada aí, pelo menos uns 2 anos nessa brincadeira, que eles vão filmar em 2027, início de 2027.
Então só 2028.
Mas, cara, eu quero muito esses personagens de volta porque eles são todos incríveis, cara. Os diálogos, meu Deus do céu, cara. Eu falei no Nerdcast semana começar de repente aqui o cara falar, eu tava vindo e aí eu dei carona para uma moça. Ela pergunta, ah, mas qual a idade dela?
O julgamento, ela era bonita?
Então não quero comentar isso e tal, porque você nunca me deu carona.
Exato.
Aí, não, mas aí, ai, você não deu carona para não sei quem?
Ela pergunta qual a idade, aí ele tá assim, uma idade apropriada. Ela, porra, resposta estranha para quem só tá dando carona.
É muito bom.
Ele, aí ela falou, você nunca ofereceu carona para velhota ali? Aí ele oferece, você quer que eu te leve para casa hoje? Ela: não, obrigado, não precisa. Aí ele faz uma cara de satisfeito, ela continua: para mim é melhor de manhã cedo. Texto maravilhoso. Aí ele faz uma cara de derrete assim. É muito bom, cara. E é o tempo inteiro, é frenético, você não consegue respirar. Os textos vão se acumulando, as maluquices vão em cima da outra.
Quando o Rick tá lá na porta da hospedaria martelando as tábuas e gritando que nem um louco, aí tem aquele drama todo, sei lá, o cara chama ele de Redneck, bota no carro. Aí ao fundo, não é o destaque mais, o dono da hospedaria abre a porta e o Vespeiros ali, vou botar as tábuas por dentro.
É muito bom, cara, é maravilhoso. E é só para fechar a cena, né? Ele pregou no patente para pontuar a cena, né? A cena termina com isso, que é incrível.
Infelizmente tem um personagem que eu acho que não vai voltar, ô David, que é o Diller. Ah, o Diller foi sugado, velho.
O Diller morreu mesmo e foi levado para o céu.
Seduzido, malandro.
Será que eles querem fazer uma jogada com ele estar high?
Nossa, caraca!
Uma outra coisa legal, o desenho que ele mostra, que ele fala assim, ah, ele tomou esse cogumelo e fez esse desenho aqui que parece meio uma mão, alguma coisa assim, é o mapa da ilha que aparece no primeiro episódio, no radar de tempestade, não sei o quê.
E é claramente uma mão, é claramente você colocar a mãozinha em cima do papel e passar a caneta assim pelos seus dedos e fazer o contorno.
É muito bom, caralho. Mas a ilha tem o formato meio de mão assim, é totalmente emblemático também, né, cara?
Eu acho que é isso que é massa, é porque são essas coisas muito sinistras que estão no meio de coisas muito naturais e outras coisas que estão muito engraçadas. Tipo esse episódio que a gente falou da festa da Patricia, que tudo tá rolando de um jeito muito legal, muito engraçado, fica sinistro de verdade de repente. Quando ela começa a dançar e aí começa a aparecer tipo nos espelhos que estão da festa, quando a câmera tá girando, aí começa, você começa a ver uma galera com a boca completamente aberta e o olhar vazio.
Aí você A primeira que aparece, eu tava imaginando que era um sonho dela, alguma coisa assim, que ela tava arrasando, né? Ela tava dançando no meio e a galera em volta dela. E aí aparece uma mulher com a boca aberta, só que é muito de relance, é antes de começar a aparecer a galera toda. Sim. Aí eu falei assim, caraca, é muito sonho isso, tem uma mulher que tá de boca aberta com ela dançando. Aí logo depois aparece a galera no espelho com a boca.
Aí eu falei, caralho, não era, ela não tava admirada, ela tá enzumbizada, velho.
É sinistro, é sinistro essa cena. Eles não mostram, tipo assim, não fica parado e aí acaba a música e todo mundo fica com a boca aberta e fazendo, ó, não tem isso. A festa continua, continua várias cenas, tá todo mundo, uhul, e outras cenas você gira a câmera e tá todo mundo com a boca aberta. Você, mano, calma, o que que tá acontecendo? E a Patrícia lá no momento dela dizendo, ai, final, essa é minha música, gente, vamos lá embora.
Agora o DJ, eu não sei se é mais aterrorizante ele com a boca aberta ou ele normal, né? Bizarro demais, cara.
Esse personagem é tão bom. Eles terem feito uma máscara, uma prótese da cara dele, que é só estranho o suficiente para você saber que tem alguma coisa muito errada, mas Mas ao mesmo tempo é parecido o suficiente com a cara dele para aparentemente destravar o celular dele com Face ID.
É muito bom.
E é muito bom o fato dele, porra, eu não sei o que que é isso, nunca fiz isso, eu não sou DJ, e ele mandar benzasso na festa. É bom demais também.
Talento. É a comédia do dia atual, porque o Hidro é meio solto assim, né? Tipo, você não sabe qual é a época que se passa. Quando começa a passar propaganda do Spotify, caraca, meu Deus, maravilhoso.
Eu fiquei nessa dúvida também, porque os carros é tipo Cuba, né? Os carros são todos antigos para caralho. Aí, que período que deve se passar isso aí e tal? Não sei o quê. De repente um turista tá falando que tá sem sinal. Eu falei, não, pô, tem internet, então não é tão velho.
Então a parada do tempo na ilha é também para mim uma incógnita, porque no episódio lá do quarto da hospedaria, no final o cara fala, não pode abrir, né? Fica aquele negócio de pode abrir, não pode abrir e tal, hotel. E aí o dono do hotel fala, o cara desafia ele a ficar no quarto do dono do hotel, né? Isso. E ele fala: não, eu posso ficar, não tem problema nenhum. E aí ele deixa a porta 10 segundos, e quando abre a porta, o cara tá já descabelado e desesperado.
E por que que vocês demoraram tanto tempo? E aí depois eles fecham de novo, e quando abre a porta, o cara tá transtornado já, como se tivesse passado muito tempo. Então acho que tem uma relação de tempo, de como o tempo passa na ilha, principalmente nesse quarto, com certeza, tá óbvio. Porque, por exemplo, o velho que aparece meio morto lá e que no final vira um zumbi e ataca o prefeito, na ficha médica dele diz que ele tem 37 anos. Innitidamente ele tem uns 60, né? É horror cósmico total, cara.
Mas isso vai algum lugar que eu não lembro mais não, né? Tipo meio como dessas, fica por enquanto, tá perdido ali.
É mais uma coisa que aconteceu na ilha, é mais uma coisa que tá.
É porque eu não sei se o que que vai ser só um detalhe, como assim, ah, os dentes, aquele negócio de mexer na boca.
Algumas coisas tem que se pagar, né?
Porque muita coisa, exatamente, alguma história que vai, né, ter um payoff ou não.
Eu acho interessante os dois, na É verdade, eu acho que algumas coisas, claro, tem que ter um payoff. Mas eu acho interessante simplesmente a ilha ser um lugar bizarro, cara. O Azaghal tava falando do episódio do hotel, cara. Que obviamente, o melhor episódio é os da Patricia. Mas os melhores detalhes pra mim estão no episódio do hotel.
Que é os jogos de tabuleiro, cara.
Nossa!
Not yet, not yet, not yet, run!
Cara, adorei, adorei!
Eu lembro pelo menos de 4 jogos de tabuleiro. Um é esse, né, o não ainda, não ainda, não ainda, corra!
Cara, é perfeito!
Muito bom.
O outro, dentes, ele abre a caixa e o jogo é um alicate.
É muito sinistro isso, é muito bom, cara.
E daí começa a ficar sinistro de verdade, que tem um jogo que eu não sei se eles chegam a mostrar mais, que é ela não deveria ter dito isso. Nossa, tipo, e o jogo que ele tá jogando mesmo com o fantasma lá, que, cara, nunca fica completamente claro, mas dá a entender que um jogo sobre um assassino que mata a família inteira. É o Daddy's Home, é o Daddy's Home, que as peças do jogo é tipo uma garrafa de bebida, um bastão de beisebol, lata de cerveja, e tem tipo as casas que ele passa, é tudo umas coisas aterrorizantes. Só que nunca fica claro, nunca fica claro, nunca fica totalmente claro, né?
Mas fica claro o suficiente para você ficar, galera, vocês, por que vocês não estão comentando que esse jogo é esquisito?
A caixa do Daddy's Home é aquela ilustração meio família dos anos 50 americano, a A mãe trazendo o frango assado pra mesa, os filhos sorrindo, e o pai com a cara de psicopata absurdo, com os olhos arregalados na mesa. E é justamente isso, né? A family game, que eles falam. Daddy's home, cara.
Eles nunca falam sobre isso, cara. É genial. É tipo, tu pode não notar, sabe, cara? Esses detalhes, meu, isso pra mim deixa a cidade viva mesmo, a ilha viva, tá ligado?
Totalmente.
É, tem aquele vídeo também, né, que É muito uma vibe muito Twin Peaks ali, que ele vai assistir na TV do hotel e é um cara, um senhorzinho dizendo, ah, bem-vindo a Windows Bay e tal, vem comigo que eu vou te mostrar aqui a cidade, não sei o quê e tal. E tá na praia. E aí o velho vai andando e nada acontece, a câmera fica no mesmo lugar e você fica, ai, que engraçado. E aí ele continua andando e o silêncio continua lá. E ele continua andando e o silêncio continua lá.
E você fica, meu irmão, tem alguma coisa esquisita aqui. É muito delicado você conseguir fazer isso de passar do legal, tipo assim, ah, é uma propaganda vintage Gente, que legal você assistir isso aqui para comédia, do tipo assim, nossa, que esquisito, para o terror de quem tá filmando, porque a pessoa não tá se movendo. Porque colocaram isso então no hotel, se o problema fosse que não tinha dinheiro e o cara deixou essa câmera num tripé, esse cara desapareceu, ele voltaria para pegar isso. Por que que ele não voltou?
Tem outra coisa que essa série tá fazendo direitinho, cara, que é algumas coisas fora da série, né? Então, por exemplo, a Apple TV colocou um vídeo de 1 hora que são as câmeras de segurança da E aí você tem uma câmera no hotel filmando o Tom, prefeito, conversando sozinho na sala. Até porque tá imaginando aquele cara, né? O cara não tinha outro hóspede, só ele, o palhaço assassino, né? Isso. No vídeo que tá no canal da Apple TV, esse vídeo tem uma hora de vários momentos, né, assim, mas é como se fosse uma hora, um período, e tu ficasse trocando de câmera durante uma hora.
Então uma das câmeras é ele conversando com ninguém, sentado, e a outra é a Patrícia durante esse mesmo período lendo o livro lá, o Necronômico, na praça, e vai anoitecendo e tal. Então Cara, então eles começaram a criar essa mitologia fora da série para você ver o material, sabe?
Pô, saudade de Lost. Exato, né?
Então a inspiração de Lost tá aí também.
Caraca, muito bom!
Que saudade mesmo, cara.
Esse vídeo é muito bom. O Atacar mandou esse vídeo que é tipo uma hora de ambiência de Widow's Bay. E aí você pensa assim, ai, vou deixar só o barulhinho aqui. Só que de vez em quando você olha o vídeo, você tá, cara, que porra é essa? Aí começa tipo, tá os barcos lá no píer, aí barulhinho e tal. Nossa, Widow's Bay! Aí do nada muda a câmera e você, meu Deus, negócio sinistro. Aí do nada, um negócio engraçado, aí do nada aparece um personagem.
É muito legal, cara. A mesma coisa que eles fizeram com Ruptura, que eles lançaram aquele manual da Lumon e tal. Eles estão o tempo inteiro tentando trazer para vida real aí para o pessoal esses detalhes. É muita coisa de quem tem carinho com o material que tá lá.
É isso, é isso. É porque eles se prendem a todos os detalhes, sabe?
Mas eu acho que o maior carinho é justamente em como eles conseguem fazer essa mistura de mistérios que tem homenagens, né, É uma homenagem até aos Simpsons.
A estátua do cara sem cabeça é obviamente o debedor de Springfield.
Caraca, muito bom!
Sabe o que eu li online? Que a estátua— eu li online, mas eu não acredito— que eles disseram que a estátua tava sem cabeça porque eles não tinham contratado o ator ainda.
Não, mas é verdade, eu vi entrevista isso aí.
Ah, você viu entrevista? É verdade?
Eu vi entrevista, pessoal falando assim: a gente não sabia ainda quem era o ator, a gente deixou lá assim.
Aí é sério, é tão versátil que funciona.
E é tão Widdle's Bay, né? A galera ficar passando pela estátua sem cabeça é um detalhe muito legal.
O que eu acho que é um cuidado muito muito, muito sutil, foda, é que, por exemplo, no Arquivo X, cada episódio você vai ver uma lenda diferente. Ah, o lobisomem, a chupacabra, não sei o quê, alienígena, e volta, aí o pé grande. Eles foram passeando por toda essa sorte de mistérios, né, lendas urbanas, etc. E isso fez, como a gente falou, né, o Arquivo X ser super memorável, porque tudo funcionava no Arquivo X, né. Só que o Arquivo X, além de ter esses episódios contidos, né, com mistério que, né, início, meio e fim do episódio, tinha lá a história contínua que era dos alienígenas, da irmã do Fox Mulder, que foi abduzida quando era criança, etc. e tal.
Só que hoje é o episódio da história principal, hoje é uma side quest, hoje é episódio da história principal, side quest, side quest. O Whittles Bay, ele mistura isso em todos os episódios. Então cada episódio que traz um mistério diferente não deixa de avançar a história principal, não deixa de tocar na história principal, né? Então eu achei que foi muito mais mesclado e faz com que a série se torne meio que uma molécula de carbono, que tudo se encaixa nela, meio como era Arquivo X, mas sem precisar ter o episódio disso, o episódio daquilo.
É tudo muito misturado. E isso faz com que a ilha ganha personalidade maior ainda, onde a gente pode encaixar o mistério que a gente quiser ali, entendeu? E como ela é moderna e tem esse contraste dela ser isolada do mundo, então os carros são velhos, mas tem celular, mas tem propaganda do Spotify no meio da festa. A gente vai trazer o nosso mundo moderno para aquele lugar também, entendeu?
E não tem como tu saber o que que vai ser, entre aspas, da mitologia e o que que só vai ser uma coisa jogada, né?
Exato, exato.
O lance, por exemplo, tudo bem que não seria uma side quest, mas o lance da esposa do Tom, né, do prefeito, eu pensava que era só um background dele, né? Quando ele diz, ah, pois é, ela morreu, não sei o quê, eu pensava, tá, é o background do personagem, pai solo. É, e daí tu vê, cara, que isso se conecta com a mitologia principal de uma forma absurda, cara.
Deu para prever, né? Isso deu para prever depois que você começa.
É isso que eu ia falar, a única coisa que é muito previsível é isso, né?
Não, é só depois do episódio do flashback, eu acho, que você entende o lore do passado da ilha, e aí você vê a importância de que a A maldição tá atrelada àquela linhagem. Aí quando você— ah, tá bom, vai ter alguém hoje que é descendente do cara. E aí essa pessoa não vai ser genérica, vai ser uma pessoa importante.
Então a hora que ele chega, o Tom chega no abrigo, inclusive a parte do— vocês estavam falando de referência, a parte do abrigo que a galera começa a brigar é muito referência ao Nevoeiro, né?
Nossa, também é maravilhoso, cara.
Quando ele chega, alguém fala para ele que a maluca lá, a fofoqueira, traçou a genealogia. Aí a Patrícia Mas você não vai querer ouvir isso. Aí eu falei, porra, é o filho dele, é lógico. Aí dá mó volta para depois chegar no filho dele.
Mas eu tenho para mim que ele não é pai biológico do garoto.
Ué, mas não faz diferença.
Não, não faz.
Mas assim, é porque ele vai ver da mãe.
Não, sim, sim, mas eu tenho para mim que pode ser que o pai biológico seja alguma figura também relevante na história, que pode continuar vivo mesmo que aconteça alguma coisa com o menino, né?
Agora, a cena da velhinha é excelente, né, cara?
Bebê morto, bebê morto, bebê morto de plástica.
A primeira vez que essa mulher aparece já é bom, a Rosemary, né, que ela diz assim, ah, porque ela vai contar uma fofoca. Aí ela, não, longe de mim fofocar. Ele, não, eu não quero saber. Ela, não, eu nem vou falar, mas assim, aconteceu isso aqui, isso aqui, isso aqui. Você pôs essa mulher maluca, essa mulher maluca. Quando chega no final, pô, ela falando ali. E é uma coisa que a gente fica muito puto em todas as outras séries, e aqui funcionou maravilhosamente porque eles conhecem um combo bizarro, é isso, que é a falta de senso de urgência.
O mundo tá acabando, ela diz assim: gente, preparei aqui uma apresentação inteira. Não fala rápido quem é ela. Não, não, senta aí que eu vou falar. E você: pelo amor, o mundo tá acabando, pô, precisa sair resolver as coisas. Ela: só um minuto, fulaninha lésbica. Isso aqui a gente achava que ia dar certo, mas aí acabou que eles separaram. Então bebemos.
E ela fala: eu tô achando que vocês não querem bater papo, né?
Ah, é muito bom, cara.
Mas eu tava falando da outra velhinha, eu tava falando da Ruth quando eu falei a cena da Ruth. A cena da Ruth é muito boa. A hora que ele chega e fala assim, ó, você tem um bonde e o bonde descarrilhou e vai pegar 10 pessoas. Você tem uma alavanca e vai virar. Você puxa?
Aí você tem que puxar.
Então eu puxo, você não tem opção. Qual o problema?
Cara, aquilo é muito bom porque ela pega assim, não, não, como assim? Por que que tá me colocando nessa posição de escolher? Eu não vou escolher porra nenhuma. O bonde é as coisas ruins que acontecem na vida, a gente não tem controle sobre isso, cara. É um negócio tão, sei lá, lógico, tão pragmático, sabe? Então que vai ter o momento do sacrifício, não sei o quê. Ela: não, porra, foda-se, eu não vou escolher, eu vou engajar nisso, tá ligado?
E o Tom chega assim e fala: quantos anos ela tá? 84. Não vai durar muito também, cara.
É muito bom.
Aí quando chega, ela tá andando na esteira, cara. Andei mais de 2 km, o mundo acabando, e ela na esteira com walkie-talkie. Ela sobe para pegar, ela sobe mais rápido a escada do que eu, cara. Ela parece uma lebre pulando os degraus.
Não, ela tá inteira essa, esse negócio dele não dar carona para ela ajudou muito, pô. Mas é legal, é uma quebra de expectativa isso também, né? Porque aparece a personagem super idosa, a atriz super idosa, aí você pensa, ah, vai ser só um gag, né? De, ah, eles vão ficar falando que ela tá muito velha, que ela não entende as coisas, fica dormindo, e aí ela vai perder informações porque ela é assistente dele.
E é isso aí, ela nunca sabe quem ligou, né?
Aí tipo assim, o roteiro que coloca para uma atriz tão idosa assim uma personagem relevante, tipo um roteiro massa, sabe? De que ela teve que entregar várias emoções diferentes, foi muito legal.
Esse aqui deu em cima de mim. Ó, esse aqui também deu em cima de mim. Aí esse aqui é o reverendo não sei o quê. Ah, vai dizer que ele deu em cima de você? Não, não. Quer dizer, pensando bem, deu em cima de mim também. Ela também, a freira. A freira também deu em cima de mim.
É engraçadão, sabe, que ela é engraçada, ao mesmo tempo ela fica nostálgica, ao mesmo tempo ela fica muito triste, ao mesmo tempo ela fica feliz, ela fica orgulhosa das coisas, fica orgulhosa que ele tá ali na casa dela. E a atriz entrega demais, pô. Essa atriz é muito boa.
É uma personagem que não serve só para uma coisa, né? Eu pelo menos tive a mesma sensação que o Tom, que tu acha que vai ser uma personagem que nem tu falou, de uma função só. Ela vai ser a velhinha meio esquecida, meio cômica. Quando chega lá, tu vê que não, ela é uma pessoa completa. E o Tom tem essa mesma experiência. Ah, ela vai querer se sacrificar porque ela vai achar que ela já viveu o suficiente. E quando vê, não, cara, ela é uma pessoa cheia de lados, cheia de facetas, né, cara? É muito bom.
O lance do filho do Tom, o Ivan, dormir na casa dela também já denuncia o que que ela vai falar, né?
Porque é verdade.
Do nada ela deixa um moleque dormir na casa dela.
É muito pesado esse negócio dele matar ela. Ah, eu vou matar a velha lá em casa dela. Aí chega lá e ela: quer um chazinho? Eu tenho esse, tenho esse. Ai, que o teu filho quando vem aqui tem isso, isso. Aí ele chega lá, geladeira, tem um pote. O filho dele: meu Deus, caraca, eu não acredito, vou ter que matar essa mulher. E ela vai se tornando, cara, ela consegue se tornar tão adorável. Você como audiência se apega muito à velha imediatamente.
E ele falando no rádio com a Patrícia Real value shows up in reliability you don't have to second-guess, like a set of Firestone all-season tires. They're designed to deliver confidence-inspiring wet weather traction and a quieter ride, no matter the road, season. After season. Firestone all-season tires for durability you can count on, just like people count on you. Firestone, always dependable since 1900.
Cara, é muito bom esse episódio, cara, por vários motivos. Primeiro, eu fiquei com pena dele, né, porque ele teve a oportunidade de ter um casinho ali, um relacionamento legal com a turista, com a turista que ele deu carona e tal. E no final ele dá uma esculachada nela porque ele acha que é a bruxa, né, que tá querendo pegar ele, né. E ele dá uma esculachada: eu sei quem você é, eu sei que tipo que você é. E aí ela vai embora falando: nossa, essa eu precisava ficar sem, né.
A mulher vai embora assim. Que mal por ele, cara. Mas tem umas paradas muito malucas nesse episódio, do tipo, os cara monta um palco na praia com caixa de som e o e não funciona. Ele fica com o microfone na mão gritando que nem um louco, aí pedem pro cara do farol trazer uma bateria, aí o cara vai pegar a bicicleta.
Muita merda, muito bom.
Aí ele anda com a bicicleta pra frente. É muito esses detalhezinhos, cara, me pegam demais. Ele anda com a bicicleta um pouco, aí ele para. Ah, esqueceu alguma coisa. Eles estão olhando de binóculos, cara. Aí ele, o que que ele esqueceu? Aí ele, não volte com a bicicleta, deixa a bicicleta.
Aí ele volta.
É muito bom esses pequenos detalhes, cara.
Não tem pressa.
Não, Garrett, vem no seu tempo.
Ele tá vindo de bicicleta? Eu não acredito.
Ai, meu Deus, parou.
Não é possível.
Não, não, não, puta que pariu!
Eu não levo a bicicleta de volta não.
Isso para mim é ouro, cara, porque assim o roteiro ele é estressado ao máximo, sabe?
Exatamente.
Uma coisa importante que vale destacar aqui é a forma como a sereia— seria porque ela nadou, né? Mas é bruxa, sereia, não sei na verdade o que é. Mas a forma como ela mata os homens, né?
É que ela deixa eles tipo dormentes sem conseguir se mover Não, não só isso, ela senta na cara dele. Exatamente, ela senta na cara dele sem eles conseguirem sair.
Meu Deus, é muito bom! E a velha explica isso tudo para ele, a velha da prefeitura. Você foi arranhada aí, aquela velha fumante, você foi arranhada, ela vai te caçar com não sei o quê e ela vai te pegar. E ele fica: eu não vou, que eu não quero ouvir mais, ouvir isso. E aí tem a cena que ela quase consegue, cara, só que ele consegue destravar a poltrona. Nossa, que desespero, maluco!
O Tom é muito massa, né, porque ele é logo no começo colocado como um covarde desgraçado, que o Rick fala assim: Ah, eu lembro quando eu era criança, fingia que tocava campainha na frente de toda a galera, na verdade não tocava campainha nenhuma. E aí ele fica a série inteira tipo fingindo que não tá acreditando em nada, mas todas as vezes que ele tem a oportunidade de entrar em pânico, ele tá entrando em pânico. Ele só tá tipo fingindo para galera que é corajoso para tentar negar essa ideia de que ele é um covarde.
Por exemplo, na hora que chega a mulher que tá dando em cima dele, que ele tá paquerando com ela, ele vai: ah, eu sei o que você é, não sei o quê, não sei o quê. Ah, ué, não era tu que não acreditava? Então por que tu tá acreditando agora?
Exato.
Todas as oportunidades de fazer isso aí, de entrar em pânico, ele entra em pânico. Assim como o cara York Times, ele fala, ah, não saiam porque a neblina, não sei o quê. Ele tá o tempo todo aí, isso aqui, cara, é de enlouquecer.
É isso, é isso.
Só que ele tá muito fingindo, coitado.
Tem uma parada que me incomodou demais, cara. Eu não consegui relaxar vendo essa série porque eu não sabia com quem o Tom parece, porque eu falei, caralho, será que é o Bill Murray?
Ele parece Iberê Tenório, é igual o Iberê do Manual do Mundo, igual.
É isso que tá na sua cabeça, ele é o Iberê.
E episódio termina com o rádio da polícia no carro lá do maluco. E o delegado: que porra é essa que tá acontecendo aqui? Que no dia do episódio seguir, na verdade, tá acontecendo em paralelo a festa da Patrícia, que liga para ele no meio da treta, a bruxa sereia buscando ele. E ela: então você disse que estaria aqui na minha festa, não sei o quê. Na minha festa que ela falou.
Aí é legal que eles continuam com a parada do faroleiro lá, que quando tá a tempestade eles vai: ah, vem aqui, traz o negócio. Eles trocam, o cara vai lá na chuva, aí quando chega lá o cara foi de encontro a ele, eles trocaram de lugar. E tipo assim, esse desencontro maldito no Sabe, o mundo tá acabando também, mais uma vez.
É, mas o mundo tá acabando, mas tem os problemas do dia a dia, que é a lezeira da galera. É bateria acabando, é tipo sinal ruim, uma pessoa gritando para outra pessoa não entendendo o que ela tá dizendo. São os problemas do cotidiano, cara, eles acontecem também num cenário apocalíptico.
Exato.
E é legal porque eles vão botando esses temperinhos, né? Tipo assim, ele odeia a garçonete Cat e ela trabalha em todos os restaurantes da cidade. E aí, no primeiro dia, quando ele leva o jornalista lá do New York Times para o Baleia Salgada, Salt Whale, ele fala com o cara especificamente: olha, voltou a energia, vai estar tudo certo, e sem Cat. Ele fala assim. E aí ele tá jantando, é obviamente a Cat que tá servindo eles, ela vem com uma jarra d'água e joga no whisky dele.
Ele fala: não, não, não era água, ele vai derretendo. É muito bom, cara. E aí depois, quando ele tá jantando com a turista, eles estão esperando a Cat trazer, não chega com o negócio e ela bota um hambúrguer na mesa e ele olha para ela e fala assim: nitidamente não foi isso que você pediu. Ela: não. Então tem esses pequenos, sabe? Existe uma rusga dele com essa mulher e não foi a lugar nenhum, não veio de lugar nenhum, mas preenche os espaços, né?
Caramba, tu falou disso agora do pedido vir errado e eu lembrei que no episódio do Slasher a Patrícia pede um delivery e aí ela pediu um parmigiana e veio um hambúrguer desgraçado de peru.
Hambúrguer do Rex, cara, hambúrguer do Rex sem pão e uma linguica Patrícia, velho.
Caraca.
E tem outra coisa nesse episódio, que tem outros também, que eu acho que é muito cutulesco, e o Leonel pode falar melhor com certeza, que é o padre.
Ah, o padre, como eu amo quando tem um padre, cara.
É obrigatório ter um padre, porque o padre tá super de boa, né? E aí de repente fala, ó, você tem que ver essa molecada aí porque eles tocaram sino ontem à noite. Ele falou, o sino é impossível. E aí, não, eu vi. Aí a Patrícia me ouviu. E aí ele volta, quando ele olha para o sino, sino tá todo acorrentado, amarrado.
Nossa, cara, essa é a parte que, puta, É o mistério mesmo, sobrenatural para valer.
E aí o padre fica louco, ele começa a ficar completamente transtornado a ponto de se matar no final.
Quando o padre se mata, tudo fica muito sério, cara.
Exato.
Você pode estar levando a brincadeira de, ah, os caras tocaram assim, não, assim não tá preso. Aí você, ih, sinistro, não sei o quê, o padre deve estar esquisitão e tal. Aí o padre se matou, aí você, calma.
O padre comia cogumelo, gente.
É, mas eu não sei se esse era o maior dos problemas dele, dada a circunstância.
Esse sino da morte toca 9 vezes no início, né, e depois 8 no final. Então, que eu entendi que assim, a ilha tá querendo sacrifício, né?
É o que eu entendi também.
É o que a ilha sinaliza, o número de vítimas que ela precisa, que ela precisa.
Exatamente. A gente fala assim, mas o que que conta? Porque o 8 vezes foi o cara que foi sugado pela porta, pela porta assim, porque teve o cara que foi sugado pelo tornado, né? Mas aí ele não conta.
Não, eu acho que tem que ser uma parada meio que equivalente.
Os mistérios que ainda tem que ser resolvidos, né? Então, tipo assim, o que que conta como uma morte da ilha? É só se você já ficar para porta?
Parece que naquela porta deve ter algum tipo de criatura, alguma coisa assim, entidade. Foi sacrificado para entidade, a ilha, né?
No caso, a ilha, exatamente. Mas então só teve um?
Não, se não tiver sacrifício, as pessoas vão morrer na ilha de várias outras coisas, mas não conta como sacrifício. Tem que ser uma coisa que, tipo, a população vai lá e entrega aquela galera.
E tem um negócio que até naqueles vídeos da Diamond Corporation lá eles falam, que é: as pessoas precisam sentir medo, né? Você vai ter o instinto de confortar as pessoas, não as conforte.
A ilha gosta, não caíra, né?
Mas fala, enfim, a entidade gosta do sabor do medo, tipo. Então eu acho que é um negócio mais específico assim, não pode ser qualquer morte.
Eles nem falam entidade, né? Dizem só tipo assim, eto, né? Tipo, a coisa gosta do gosto do medo deles. Aí você— calma, volta, passou muito rápido por essa informação. E é um vídeo do cara dizendo assim, então você é um sacrifício. Ah, seja bem-vindo, você vai fazer um grande serviço para sua comunidade.
Então você é uma oferenda.
Você foi a pessoa escolhida por um comitê de seus colegas em um justíssimo e rigoroso processo seletivo.
Aceite seu destino com orgulho.
O seu sacrifício vai poupar inúmeros membros da nossa comunidade de um sofrimento desnecessário.
Muito obrigado pelo seu sacrifício. O Hidra Bene agradece.
E é logo o Dale assistindo, ele tá tipo fechado dentro do armário sozinho. E ele, que porra é essa? E você vê que ele é uma pessoa capaz de grandes escândalos, mas de potencial ainda não aproveitado.
Verdade, a molecada podia ser sacrificada, né? Olha, o cara que já foi aquela molecada, os jovens todos ali podiam ser sacrificados tranquilamente, ninguém ia sentir falta.
Aliás, por exemplo, o Bicho-Papão, outro mistério não resolvido, que aparece inclusive no primeiro orientation movie lá, né, que tem um glitch, ele aparece.
Pois é, então esse Bicho-Papão estaria coletando esses sacrifícios?
Pode ser que sim, ainda não tem essa resposta.
São os mistérios que ficaram ainda para fazer segunda temporada, mas acho que não queimou a mulher dentro da máquina de lavar.
Não, mas o Boogeyman não é o Mike Myers. Eu acho que é. Não, não, Boogeyman é tipo Slender.
Ele foi atrás da Patricia e ela falou: viu, ele veio atrás de mim.
É porque tem uma parada que é o mistério dessa ilha também, é por que que tem tanta loucura sobrenatural lá. Tem bruxa que arranha, tem palhaço IT imaginário, tem velho que virou zumbi, aparição do próprio hotel.
Então, mas pode ser só porque sim, porque a gente quer que seja uma ilha maluca de um monte de— ou então, sei lá, o mistério principal vai enlouquecendo as pessoas e criando essas Que essas coisas passaram a acontecer nesse momento, né?
Elas não estavam acontecendo.
É, você não sabe o que que é causa e o que é consequência, ou que é só coincidência.
É isso.
Tipo, a gente não sabe se essa criatura que tá lá e precisa de gente sendo sacrificada para ela é a mesma criatura que o Wade fala que quando ele era adolescente foi lá e saíram uns tentáculos e tipo puxaram os amigos dele e mataram os amigos dele. A gente não sabe se é a mesma criatura. Deve ser porque a gente supõe que é um monstro lovecraftiano, mas será que é a mesma? Ninguém sabe.
Então, mas eu acho que o lance da ilha precisar de sacrifício acho que tende a ser uma coisa mais etérea assim, mas tipo, a ilha como um todo precisa sacrifício. Esse monstro deve ser uma das coisas.
Para isso, com certeza, existe uma resposta e eles têm que pesquisar nas coisas do padre, porque o padre sabia. E quando o padre viu o sino, ele começou a procurar uns documentos, né? Ele começou aí pesquisar as coisas, né? Ele sabe, ele tinha um protocolo para que aquilo acontecesse.
Sim. E aí eu vi a pergunta, eu posso ter perdido, já esquecido: ficou claro por que que a tempestade estaria voltando neste momento agora? A gente entendeu que existe algum um avisador disso, ou simplesmente o Wiki só diz que o gigante acordou, basicamente, né?
Eu vi uma especulação, mas especulação de internet, né, que é tão trazendo muita modernidade para ilha, tipo que o prefeito tá tentando trazer um monte de forasteiro com os turistas, a máquina de café lá, a máquina de espresso, tá tentando transformar a ilha, tá tentando tirar das raízes, e isso estaria deixando a ilha furiosa.
A máquina de café que faz Puccini Express é realmente, foi um destaque muito grande, né?
É, mas aí então a Ilha se manifesta no início dizendo que eu quero 9 sacrifícios.
Tipo, foi isso que aconteceu, tanto que no final da temporada ali ela falou agora só faltam 8.
Exato. Pô, será que é um por temporada? A gente já tem 8 temporadas.
Eu acho que não, eu acho que a gente vai ter mais de um na próxima temporada. Ou que eles vão ter que resolver isso antes de fazer todos os sacrifícios, né?
Exato.
Aí, cara, isso é que é bom de você confiar na galera que tá fazendo e você confiar também no serviço de streaming que tá passando o negócio. Porque eu acho que eles não vão esticar isso aí eternamente, entendeu? Eles não vão fazer tipo 20 temporadas se não couber. Não precisa ser um por temporada. Acho que o roteiro vai pedir uma coisa e eles vão querer uma série bem fechadinha.
Se liga numa parada que eu pesquisei aqui nos créditos aqui da série. Tem um ator convidado que é o Errol Armstrong, com o Bicho Papão, o assassino mascarado que cometeu uma série de assassinatos em Widows Bay décadas atrás. Aí eu fui atrás de saber quem é esse cara. É o ator, para ver se parecia, né, com ele. E eu descobri que Aaron Armstrong interpreta uma versão mais jovem de Michael Myers nos flashbacks da noite de Halloween de 1978, no Halloween Kills. Não é só uma referência, é o cara maluco, o cara mesmo.
Caramba, velho!
Ai, cara, quanto mais você descobre, melhor fica.
Outra coisa que tem maravilhosa na série são aqueles vídeos de orientation.
Ah, maravilhoso!
Ai, cara, eu gosto dessa fada maluca. O cara fala Venha, vamos conhecer a ilha. Aí o cara fica andando horas para só ter assumido a cena, cara. Eu acho isso tão bom, cara. A outra, o cara tá fazendo uma casa, ele tá explicando não sei o quê, aí ele vira e vai abrir, a porta tá trancada. E aí ele fica simplesmente parado olhando para uma porta fechada e os créditos subindo, ele não se move, cara. Isso é tão bom, cara.
E é só semi-esquisito, né? Porque na hora que ele se vira para essa porta, ele se move de um jeito como se tivesse a imagem dando do rewind, é um pouquinho, mas é tipo assim um segundo só para você dizer tem alguma coisa esquisita, mas não é o suficiente para você saber o que é e nem para significar alguma coisa específica. É só para você ficar, poxa, eu não tô satisfeita aqui, eu não tô tranquila.
Isso é muito Twin Peaks, é que nem a Cate falou.
É verdade, que outra referência.
Essa coisa é muito Twin Peaks, porque eu não vi qual é, da normalização do absurdo assim.
Essas pequenas coisinhas, é uma cidade muito pequena em que tem várias coisas meio esquisitas, e quando chega uma pessoa falando coisas mais esquisitas ainda. Todo mundo age como se aquilo ali— ah não, entendi. Então a gente vai fechar os olhos e encontrar as pessoas nos sonhos? Ah sim, a gente tem que prestar atenção nas corujas. Ah, ok.
Para aquela galera esses absurdos são normal.
Tem várias coisas, tipo Twin Peaks não é o tema, mas tem o lance de ter as técnicas mesmo, né, as técnicas de filmagem. É, as coisas de estar ao contrário, né, que Twin Peaks tem. Os atores falam ao contrário para depois ao contrário ser as palavras de verdade, só que fica esquisitaço.
É para ficar só um esquisito o suficiente para você dizer tem alguma coisa errada, eu não sei como eles fizeram fizeram isso, mas ficou erradão. E também tem muita coisa na Red Room deles se movendo mesmo ao contrário, tipo, eles vão dançar tentando ir para frente, mas na verdade eles gravaram indo para trás. Aí quando eles vão para frente, os movimentos são todos esquisitos.
E até o lance, né, de ter esses personagens excêntricos que simplesmente fazem parte do ecossistema lá, e meio que todo mundo é legal, tu gosta das pessoas.
É tipo, todo mundo é esquisito, mas você é apegado a todos eles, né? Acho que tem muita coisa de Twin Peaks ali, é exatamente isso assim. Quando você vê a prefeitura, tem a mesma vibe das delegacia ali de Twin Peaks, que é tipo, tem um cara esquisitão e a assistente é esquisita também. E aí o xerife é o mais normal, mas ao mesmo tempo quando chega uma pessoa mega esquisita ele se encaixa perfeitamente. E você gosta de todo mundo porque todo mundo é adorável de verdade, só que eles estão envolvidos em um contexto que é sinistro e eles estão tipo seguindo a vida deles dentro desse negócio sinistraço.
E às vezes você quer como audiência entrar e dizer assim, ô, pelo amor de Deus, você não tá vendo que tá acontecendo? Tá acontecendo aqui é muito Twin Peaks isso, e não é explicado também que é bastante Twin Peaks.
O comportamento das pessoas ser aceito, e é bem isso que a Cate falou, tu fica tentando entrar na TV e dizer, não, pera aí, não é assim que as pessoas agem. Mas não que não seja bem feito, de um jeito bom, né? Tipo, no Twin Peaks, quando chega o agente do FBI, o Dale Cooper, em vez dele investigar com técnicas forenses, não sei o quê, ele resolve investigar de uma forma zen. Ele deixa que o universo fale com ele e aponte para onde que ele deve ir.
Cara, que é um negócio que não faz sentido nenhum, e o xerife de Twin Peaks aceita.
É, e aí ele pega e diz assim: não, as corujas não são o que elas parecem, a galera. Não, beleza, beleza, peguei a informação.
Exatamente.
Vocês estão falando de xerife, o Tucano falou que não gosta do xerife, mas eu adorei, cara. O cara de saco cheio.
Eu não falei que eu não gosto do xerife, eu falei que ele é um xerife merda.
Não, mas a gente salvou as pessoas.
O cara pegando fogo, a mulher com taser e jogando gasolina no chão, um cara com uma faca chegando, ela bota fogo, o cara sai para apagar e o xerife não sai do lugar, maluco. Ele só sai quando realmente o bicho tá pegando.
Acho muito bom, é porque tinha acabado expediente, né?
Ele totalmente de saco cheio, cara. Eu acho, puta, voltando para cena da pousada lá, da hospedaria, quando eles vão prender o véio, e aí o prefeito vai ajudar ele a botar o cara dentro do carro e bota a mão na cabeça como nos filmes. Aí o xerife olha para ele e fala assim: não. Depois o cara abre a janela, começa a gritar pela janela. Ele consegue abrir a janela porque não está algemado.
Vamos falar do episódio do flashback que conta, né? Acho muito maneiro, sabe, entrar numa outra era. E aí você vai mergulhar no lore principal, né? Na raiz do problema, do mistério. Aparentemente, aparentemente, exato. Porque você vai contar a história dos lados colonos e de como surgiu o pacto.
É, mas eu acho que a maldição já tava na ilha, né? A ilha já era sinistra.
Mas aí ele foi feito pacto que prendeu todo mundo dentro da ilha, né, que ninguém pode sair. E aí ele vai explicar isso lá com o cara que era o psicopata lá, e através da perspectiva da mulher que vem de fora para desposá-lo, né, para ser a esposa do cara e etc., a primeira-dama.
Que situação horrível, que sensação terrível! É o terror sobrenatural com o terror social político.
É total.
É interessante que a crise da meia-idade volta aí, porque ela fala que ela é solteira com 40 anos.
É verdade. E ela age como se ela já tivesse perdido todas as esperanças, né?
É, eu achei ela meio que espelho da Patricia, né?
Era no início, até achava que será que são os mesmos atores e tal. Depois eu vi que não, mas eu tava achando que ele tava tentando espelhar um pouco a dinâmica, né, da ilha moderna naquelas pessoas.
Mas é como se ela fosse alguém parecido com a Patricia, no sentido que ela tenta resolver as coisas sozinha e ela é muito corajosa, mas em uma época que ela não tinha tanta voz, né? Porque o legal da Patricia é justamente que ela tem muita voz e ela usa o tempo inteiro.
Exato.
Essa atriz, a Sarah Kate Warren, ela ganhou também o Emmy, né, como atriz convidada para fazer uma participação aí. Ela entregou demais também, foi um episódio só, ela foi muito marcante. Ela chega na cidade com essa promessa, gente, pá, você vai ser entregue a esse cara e você vai ser a mãe dessas crianças. Tem várias crianças lá na casa dele e tal. Ela chega nessa ilha e tá tudo esquisitaço, tipo, ela começa a olhar para os lados e tem uma galera sendo enterrada, tem muita coisa bizarra acontecendo.
E ela tentando ficar feliz porque ela tá encontrando essa promessa que é tipo, ah, eu vou ser amada por alguém, eu vou ter uma família, não vou ficar para titia, né, tô saindo do contexto para vir para esse mundo aqui. E tudo é um terror, e ela tenta engolir todos os sapos possíveis, e a situação dela é muito assustadora. Mas é a primeira vez que a gente vê esse flashback, né? A gente escuta falar sobre o Richard Warren por muito tempo, porque eles estão nessa sociedade histórica, também porque eles citam as coisas dele.
Aí tem aqueles cartazes e tal do Richard Warren, mas a gente vê ele pela primeira vez, e ele é um dos personagens mais esquisitos e assustadores. O jeito que ele age parece uma pessoa que realmente fez um pacto com entidade, porque ele não tá satisfeito, ele não tá feliz. Mas ao mesmo tempo, que é um negócio curioso, ele não é necessariamente um personagem mal. Ele é só uma pessoa desesperada, né?
Sim, ele não queria sacrificar, ele fez a única coisa que ele conseguiu para manter a população ali, para manter a população da ilha. Ele trouxe uma galera para ilha, porra, era uma ilha amaldiçoada, ele fez um pacto. Tipo, é uma coisa de vilão, mas tu vê que é um vilão também com contexto, né?
Não é um, não é só um maluco perturbado, né? Ele não tem esse sadismo de, ah, eu tô muito feliz que tá todo mundo morrendo e tal, que tá todo mundo se lascando, então, ah, eu não me importo com nenhum dos meus filhos. Ele parece se importar, mas tem alguma coisa muito assustadora, muito mais importante naquele momento ali para ele, entendeu? Ele parece não querer que a mulher necessariamente se dê mal, mas ao mesmo tempo, se ela atrapalhar, ele não tem escolha.
É esse aí o tipo de personagem dele. Tanto é que quando ele acorda depois, né, que o pessoal desenterra ele, que ele tava vivo o tempo inteiro, ele é um cara, pô, coitado, né? Ele é um cara legal. Ele fica, não, eu, eu, é, tem que fazer o bem mesmo, tem que acabar comigo e tal. E aí, na hora que a galera vai matar ele, não, não, calma aí, ainda tem muita coisa para viver.
Eu adorei o Richard Warren Desenterrado, eu adorei muito. Que personagem maneiro, sabia? Ele falando: eu assinei esse pacto com meu próprio sangue, fezes e sêmen. Eu tô baixando lá a caneta de papel.
Ela ofereceu um acordo pela salvação do povoado e eu assinei. Farei o pacto com meu sangue, fezes e sêmen.
Tudo nesse episódio é tão bom, cara. Quando ele chega lá e tipo, ah, ele tá lá em cima. Lá em cima? É, tá lá em cima, vai lá falar com ele. E eles agindo como se fosse de boa, entendeu? Porque o cara acabou de voltar de uma viagem bizarra de cogumelo. Aí não, tá, o morto tá lá em cima. Aí quando você chega lá junto com o Tom, tem um caderninho da Patricia dizendo tipo assim, tá com raiva de alguma coisa que eu falei? Essa pergunta não importa, sabe?
Tá falando com morto-vivo.
E aí na hora que o cara fala pela primeira vez que ele vai, aquele silêncio bizarro. Aí o cara fala uma coisa assim casual, ele pega e diz qualquer coisa, ele leva um sustaço assim. Eu falei, meu Deus, tudo é muito bom, é natural e assustador ao mesmo tempo. Aí você acha que o cara que acordou é um vilãozão desgraçado e tipo ele é a entidade, e na verdade, pô, ele só tá, passou muito tempo enterrado vivo, ele tá numa situação muito difícil também, tá? Você precisa ter algum nível de compreensão com o cara.
Não, e é bizarro porque ao mesmo tempo que é engraçado, esse equilíbrio que eles fazem. Porque assim, o cara falar que assinou um pacto com demônio é usando sangue, fezes e sêmen, cara, é uma parada absurda. Se você parar, o cara cagou, gozou em cima, jogou sangue e passou o dedo, misturou tudo, assinou. É isso, cara, é tipo CrossFit em 2026. Outra coisa maneira relacionada a esse personagem são as pinturas que tem na pousada, né, que quando o prefeito chegar ele fala assim, ele olha para um quadro que tem um barco indo embora e uma criança se afogando, e ele fala: eu não falei para você tirar os quadros mais sinistros?
Eu tirei.
Ele faz uma cara assim, meio desconcertado.
Esse aqui foi o que sobrou, né? Esse aqui é amigável.
Então, mas aí que é legal que isso acabou sendo, né, um plot device para você mostrar depois que alguém sobreviveu, né? E que tem descendentes na ilha.
É muito massa isso aí, porque você acha muito que é só uma piada de você dizer: pô, tem uns negócio esquisito aqui que o pessoal não tirou. E aí depois volta, eu sei, e a criança tava lá. Aí você reconhece depois o broche, né?
Exato.
A gente tem que falar do Tom tomando chá de cogumelo, cara, que ele foi, bebeu, parando achando que era um copo d'água, virou, e o cara, cadê o chá? Não sei o quê. Não, você já tomou, você acabou de tomar.
Ele, o quê?
Ele, cara, é muito bom porque totalmente inesperado. A gente não tá esperando, a gente tá esperando que o Wiki vai tomar a porra do chá de cogumelo.
Exato, exato.
E o Vai tu e vira a parada.
Não, mas o que o dealer deu para ele achando que ele é o Rick. Eu falei que o Rick que é tomar assim, que você é o Rick.
Problemas da vida real de novo. Quando ele coloca ele naquele quartinho assim, ah, você só não pode olhar para o espelho. Ele fecha a porta, tem um espelho atrás da porta.
Meu Deus, não é possível.
Ele tem dos baratos os flashbacks, cara, é bom demais.
Ele chapado na reunião ali, cara, é o de você enlouquecer. O único defeito da série é que morreu pouco jovem mesmo. Eu tô contucando. Eles fizeram muito por Infelizmente morreu só um, achei pouco. Tô torcendo aí que temporada que vem vão uns 5.
O maior defeito da série é que ela não levou os 19 M que ela tava concorrendo, levou 14 só, né?
Cara, eu vou confessar uma coisa, o finalzinho, sabe, a parte lá deles no barco, coisa e tal, eu acho que não foi tão bom quanto o resto dos episódios. Não tô dizendo que eu achei ruim, só estou dizendo que o nível de qualidade que tipo 4/5 da série dessa temporada manteve, não foi igual no final, cara.
Mas a sua expectativa era que a série terminasse com um puta cliffhanger, alguma coisa assim?
Mas sei, cara, eu tava curtindo tanto a pegada da cidade mesmo, da gente, sabe, viver na cidade, ver esses detalhes e interagir muito com os personagens e ter esses backgrounds, essas coisas, que toda aquela parte do barco que é mais isolada, que eu entendo narrativamente porque que eles botaram, né? Porque se é um mistério a ver com o mar, com sei lá, uma entidade do mar, em algum momento precisa ir para o mar. Mas, cara, tava tão legal conviver na cidade que eu senti falta, sabe?
E justamente no final, que é a parte que tu espera que seja um clímax, eu achei que deu uma caída. Eu tava esperando, não era nem um cliffhanger, eu tava esperando que tivesse uma junção de personagens e de detalhes. Cara, assim, de novo, numa série que não tivesse colocado o nível tão lá em cima, eu ia achar, pô, episódio muito bom. Mas justamente eu tava curtindo tanto que eu senti falta, sabe? Pô, cadê os outros personagens que eu gosto tanto?
Cadê os outros detalhes, sabe? Sabe, cadê a textura que eu gosto tanto? É a minha grande crítica da temporada até agora, cara.
Para mim, na verdade, eu achei que o final mesmo, o último momento do último episódio, que ele pega o medalhão, joga no mar e vai andar de carro com o filho, sei lá, vai dar uma volta na ilha, não sei o que ele vai fazer ali. Para mim faltou, sabe, um mistério, um cliffhanger, algo mais expressivo para a gente ficar: caraca, e agora? Eu passei todos os episódios: caraca, e agora? Sabe, durante o episódio, no meio do episódio, caraca, e agora?
O final do episódio: caraca, caraca, e agora? E no último episódio eu saí sem o caraca, e agora?
É, acho que eles tentaram colocar isso aí no sino, né, tocando o sino lá. Aí você fica, lá vem. Mas realmente acho que é porque também tem algumas outras coisas que deixam o clima mais leve nesse final, né? Tipo, é para você ficar confortável, mas ao mesmo tempo desconfortável. Tá de manhã, um dia bonito, tem sol. Aí ele joga, ele tem toda essa, esse roleplay de que o ciclo tá sendo fechado. Ele joga o broche, ele tá o filho dele, acabou a tempestade.
E aí toca o sino e você pensa, ah não, não acabou nada não, isso aqui é só, foi só o aperitivo do bicho, né? Mas realmente não é tão impactante assim. Você tem que ficar olhando esses detalhes e pensando, ah, o roteiro colocou essas duas coisas ao mesmo tempo para a gente ficar tranquilo e ao mesmo tempo saber que não tá tranquilo, para sentir.
É, existe a parada, mas ela não impacta tanto. E acho que é uma opção estética mesmo de, sabe, terminar um terror num dia ensolarado. Eu acho que é uma opção estética deles, né?
Não, assim, Pensa porque vai ter outra temporada hoje em dia, né?
Tem isso. Mas se bem que a Apple TV é bem comprometida com as suas séries, que já quase ninguém assiste mesmo. A gente tá fazendo um esforço monstro para pessoas assistirem.
É, gente, pelo amor de Deus.
E é fato, né? Assim, agora essa série, como ganha muitos M's e vem, o pessoal vem falando muito online, lógico, ela tá ganhando corpo. Mas quando a Catuxa falou para mim dessa série, ninguém tava assistindo ainda.
Catuxa é nossa desbravadora.
Sim, foi a primeira, a primeira no Brasil que viu essa série.
Eu quero saber o que que o Leonel vai preparar para explicar qual é o mistério de Widowwood.
Cara, ó, é o ano das viúvas, né, cara? Elas estão aí mesmo.
É o ano das viúvas, cara. Widowwood é que nem Widow's Bay, é sandbox, sabe? É o que vocês quiserem fazer. Eu não tenho nada a ver comigo nessa merda, Talita.
Então a gente vai ter que fazer uma festa, cara.
É o jeito. Sabe, a cachorra.
No bar, cara, sério, imagina que foda a cena do Almôndega desesperado, cara, que não tem ninguém trabalhando naquele bar e ele fazendo sozinho, servindo os drinks, tá ligado? Tipo, vamos, dançem, galera, dançem, dançem!
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Lá e ele correndo de um lado para o outro levando o poste. Depois a gente descobre que quem tá com os chifres na cabeça é ele mesmo, que ele tá coringando.
Em vez de 9 badaladas, são 9 picaretadas na mina.
De todos esses micromistérios, a gente teve algumas resoluções, outras não, né?
Tipo, é, a maior resolução foi entender a árvore genealógica, que o problema é porque tem alguém alguém daquela linhagem que ainda está vivo, que é o filho do Tom e a véia também, né?
E a véia não morreu, Wolverine.
É, não, mas é porque o problema é tipo assim, eles estavam achando que eles iam resolver o problema matando ele. E agora o problema, se essa é a solução, tá sem solução, tá sem solução. Exato.
E se o filho do Tom engravidou aquela guria que ele tava falando a temporada inteira?
Nossa, jovens transões aí é muito jovens transões.
Não engravidou não, que ele é mó pau mole, velho.
E a gente sabe que se jovens transam no filme de terror, eles têm que morrer.
Tem que morrer, tem que morrer. E a geração atual não transa, né, que é a grande coisa que tá sendo falada. Então a gente pelo menos pode confiar nisso.
O meu palpite é que a Patricia é a chave da parada toda. Tipo, é claro que o Tom é o personagem principal, e aí agora o filho dele tá envolvido com, né, porque a linhagem e tal. Mas a Patricia, eu acho que ela Ela é a bruxa libertadora dessa parada, cara. É tipo, pô, porque eu acho que essa festa, ela fez isso muito bem feito. Então isso é um foreshadowing muito foda, sabe? Poder dela, o poder dela, que ela nem sabe, bruxa mesmo, ela é bruxona, entendeu?
E o livro encontrou ela por um motivo, né?
Provavelmente é verdade, pô, que aí não é à toa que ela também ganhou M.
Mas esse trio é fenomenal, é ouro, é ouro puro, que é o Tom, o Rick e a Patrícia, cara. É, puta que pariu, cara, quando eles se unam de verdade, é tipo um Avengers, né?
Motiva, cara, pode crer, cara. Porque o Tom é o ficou, eu tô, é o covardão, é o cara que acredita, mas não acredita, mas agora tá envolvido e tal. O Wiki é o conspiracionista, mora, é o cara que vai dar merda e tal, que eu avisei. Exato. E a Patricia é a que resolve as paradas. A própria forma dela querer aprovação, eu preciso de aprovação, tudo é a motivação dela, é não ser uma esquisitona e querer aprovação porque ela foi zoada a vida toda.
E é muito maneiro que você sente mal por ela, né, ser escorraçada lá pelas Barbies da ilha. E aí de repente ela traz um argumento: porra, eu vivi um drama real e você quis entrar só para aparecer. E, cara, bom argumento, né? Porque elas sofreram, sim, com a morte das amigas, das amigas e tal, do medo que devia ser daquela época que tava todas ameaçadas. Exato, né? Eu não tô querendo dar razão para ninguém, mas assim, é um conflito tão passível de acontecer na vida real, porque cada um tem uma dor dentro, né?
As duas tinham dor e ela tava tentando curar a dor dela para, tipo assim, participar e ser aceita. E sabe, no momento de tragédia, conseguiu justamente o contrário, né? Só que ela foi vista como alguém que tava só querendo, por malícia, querer se aproveitar da situação. E você vê que mesmo que ela tenha inventado a história, ou parte da história, você entende por que que ela inventou. Ela tá, por favor, me aceite também. Assim, esse é o problema que já aconteceu na vida real.
Lembra da presidente da Associação de Sobreviventes do 11 de Setembro? Era umas que falava que sobreviveu, ela tinha inventado essa história. Era uma pessoa que queria muito participar daquilo e aparecer e ser vista.
Ô, Jovem Nerd, peraí. O presidente aí do país que tu mora falou que ele também foi retirado dos escombros.
Mas esse é demente.
Em inglês tem um termo pra isso, cara, é grief hawk. Ou a pessoa que faz exatamente isso que tu falou, que é tipo, nossa, no 11 de setembro eu tava, eu quase fui pego, não sei o quê, eu sobrevivi por pouco. Daí tu diz, cara, o que aconteceu contigo então? Eu tava pensando em ir pros Estados Unidos mais ou menos naquele ano, sabe? Tipo, não tem nada a ver.
Urubu de luto. Aí você fica assim, pô, mas ela foi urubu de luto e tal, e as outras tinham razão e não sei o quê. Eu acho que isso é foda, porque como a gente falou, cria toda motivação dela fazer a festa, e ela tipo assim, eu vou fazer tudo que eu puder para ser aceita. E ela acaba, tipo assim, que eu acho que ela se descobre bruxa sem saber.
É, mas o negócio da Patrícia que eu acho massa é que ela parece patética, ela vem você a medida como uma personagem patética, mas ela é tudo menos patética, cara. Porque tipo, ela consegue fazer algumas coisas que a gente que vê filme de terror a vida toda fica tipo, nossa, era essa personagem aqui que se tivesse nos outros filmes ela teria de fato sobrevivido. Tipo, ela vê as coisas, ela sai com cuidado de casa, ela pega o taser, não dá certo, ela já sai correndo.
Ela não fica com esse negócio, ah, vou trocar de roupa fazendo isso aqui, não. Ela sai como tá, chega na casa das outras. A primeira vez que ela vê o cara que tá fazendo primeiros socorros nela, o cara do pronto-socorro, ela pega, não, não, não ajuda ele não, não ajuda ele não, ele vai levantar. Ela tem esse senso de urgência o tempo inteiro. Ela pega a arma, ela dá o tiro, ela continua arma apontada para o cara depois de morto. O cara vai ser cremado e ela tá com a arma apontada para câmara crematória.
É muito, é. Então ela tá muito na frente de todo mundo nisso, entendeu? Ela é heroína dessa história total, sabe?
Ela traz todas as coisas positivas porque ela tem muito da coragem que o Wick disse que falta no Tom, e ela tem muita bondade. Porque quando tá todo mundo disposto a, abre aspas, assinar o contrato com o demônio, que é, ah, vamos matar a senhorinha e a gente vai resolver tudo, ela tá Não, a gente não pode largar os nossos princípios, a gente tem que fazer as coisas do jeito certo. Mas aí ela vai lá e faz um pacto com uma criatura e quase mata todo mundo.
Esse trio, claro que eles não é uma coisa perfeita e eles trocam de papéis às vezes, né? Mas é muito aquela coisa de mente, corpo e emoção.
É total, é total.
O Tom é um personagem mais, entre aspas, intelectual, né? Ele não faz tanta coisa e ele é covarde, ele tá sempre com medo, coisa e tal. Mas ele que você, ele é o racional. O Wick é o maluco que simplesmente sai fazendo, né? Não tem reflexão, não tem, simplesmente ele é um rolo compressor reativo, é, ele age. E a Patricia é a emoção, né? Que nem a Cátia falou, ela é a moralidade, ela reflete, ela entende o que tá acontecendo num nível mais profundo.
E tu vê, quando eles se juntam, realmente a coisa vai para frente, né? Mas a Patricia é melhor, né? Acho que ninguém, ninguém discute.
Grupão de RPG, cara, é isso.
Eles são muito detalhe de RPG, naquela cena que tá os três tipo num restaurante conversando. E aí o Wiki pega, ah, é porque tinha esse cara, e aí tinha a esposa dele que era muito apaixonada por ele. Aí a Patrícia pega e diz assim, quantos anos ela tinha?
16.
E quantos anos ele tinha? Ele, sei lá, 60. Aí ela olha para ele com a cara assim de, putz. Aí o Tom tá olhando e dizendo, gente, esse é um detalhe que não importa. Aí ele, que isso, o cara, ela era apaixonada por ele, tipo assim, pô, os caras velhos eles também podem viver um romance. É muito absurdo, é muito, cara, é muito. Tá acontecendo uma parte gigante, o mundo tá acabando e a galera tá conversando merda.
É muito grupo de RPG isso aí, cara.
É um grupo de Call of Cthulhu, cara, total.
É um grupo de Call of Cthulhu mesmo. Tem até o padre, né? Só que o padre lá é mais fraco.
Padre dessa vez morreu, mas não gravaram episódio dizendo que na verdade o padre viveu.
Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.
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