NerdCast 1045 - Como Era Bom o Cinema dos Anos 90 - Parte 4
Lambda lambda lambda, nerds! Demorou, mas chegou. Na semana emque se completa 1 ANO desde que começamos nossa saga pelo maravilhoso cinema da década de 1990, é hora de encerrar essa viagem no tempo com chave de ouro com o grande ano de 1999!
Neste NerdCast, Alottoni, Max Valarezo, Gaveta, Marcelo Bassoli, Eduardo Spohr, Tucano e Azaghal renovam a carteirinha da videolocadora para tratar de clássicos como Star Wars: A Ameaça Fantasma, À Espera de Um Milagre, Clube da Luta, e... é claro... MATRIX! (Agora imagine quantos programas levaremos para falar da década de 1980! hehehe).
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- A revolução cinematográfica e filosófica de MatrixIrmãs Wachowski·Keanu Reeves·Laurence Fishburne·Hugo Weaving·Bullet time·Realidade simulada·Inteligência Artificial
- A complexidade e o legado cultural de Clube da LutaTyler Durden·Edward Norton·Brad Pitt·David Fincher·Anarquia·Anticapitalismo
- O legado e a recepção de Star Wars: Episódio I - A Ameaça FantasmaJar Jar Binks·Duel of the Fates·George Lucas·Anakin Skywalker·Ewan McGregor
- O impacto e a genialidade do plot twist em O Sexto SentidoBruce Willis·Haley Joel Osment·M. Night Shyamalan·Toni Collette
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- A profundidade e as críticas sociais de Beleza AmericanaKevin Spacey·Sam Mendes·Materialismo·Frustração social
Você está ouvindo Nerdcast no Jovem Nerd.
Aqui é Alexandre Antônio do Jovem Nerd. Hoje, pílula azul, por favor.
Aqui é o Max Valares e essa série já tá durando mais que os anos 90. Bom demais!
Olá, pessoas, eu sou Anderson Gaveta e eu sou literalmente Mr. Anderson.
Caraca, cara, aqui é o Marcelo. E em 99 nós éramos felizes e já sabíamos.
O pico da sua civilização.
Eduardo Sporri, existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho. Nossa, já deu para entender qual é o— exatamente qual é o grande fim.
Ou seja, vai ter outro programa de 99. 99 desse jeito.
Felizmente a gente já tem um só de Matrix, então pelo menos.
Exato.
Aqui é o Tucano, e apesar de 99 ter sido o melhor ano do cinema, o legado é terrível.
Por quê? Ah, por causa da outra pílula, a pílula vermelha e o Fight Club.
Puta que pariu, maluco!
Diabo, demônio!
Aqui é Azaghal, demônio! Tá aqui perto de mim.
É o Husky. Husky é um demônio, brother.
E aí, o que vocês falaram?
O Husky quis participar também, pô. Aí ele ficou constrangido.
Muito bem, né, Ed? Finalmente! Na semana que está fazendo 1 ano da publicação do primeiro Nerdcast de filmes dos anos 90, finalmente estamos fechando com 1999. Não inventa de fazer A e B. Vamos fechar essa porra hoje.
A gente vai acelerar e vai até o final.
Vambora, irmãos! Canelada! Muito bem, Marcelo Bassoli, vamos para mais uma semana de Mesa e Canelada, Zona Nerdcast.
Vamos lá!
Você fugiu, fugiu do Nerdcast XP97 porque Marcelo tava lá na D23 com a Iron Studios mostrando estátua exclusiva, um do Walt Disney, um monte de coisa de Avengers e caraca. E aí não gravou, não gravou, falou assim, ah, mas também não faço questão. Agora tu vem aqui.
Não, não, é que assim, cara, foi aquele né, né? É que eu achei tão merda que eu falei, ah, cara, não sei se eu vou.
Nossa, tão merda? Não foi nem é, você achou tão merda? Olha, não gostou de ver o seu amor preto e branco? Muito ruim.
Eu tava ouvindo o Nerdcast ainda e vocês falando, pô, mas só mudaram a cor e tal, porque, né, não mexeram mais. Porque aí é só pegar o boneco e repintar, porra, é óbvio que é isso.
Exatamente.
Aí pronto, aí os outros manda, pronto, não precisa pintar, não precisa nem modelar nada novo.
Olha só, mas o que que tem de bom acontecendo dia 20 de setembro? Anel de couro, Marcelo Batom!
Olha, não aguento mais esperar, já estou muito ansioso.
Não aguenta? Já tivemos a primeira sessão Sessão já esgotada e a segunda sessão tem ingressos à venda, que vai ser, né, 2 horas de um Nerdcast ao vivaço com a galera, com pré-show do Marcelinho ao vivo lá de meia hora antes de começar a nossa sessão. Marcelinho vai estar lá respondendo, interagindo com a galera que tá chegando, etc. Vai ser muito maneiro, só poder fazer perguntas pro Marcelinho. Marcelinho vai poder, enfim, eu não sei o que Marcelinho vai fazer.
É por sua conta e risco perguntar qualquer coisa pro Marcelinho. Mas olha, vai ter os nossos artistas, a roda dos artistas, vai ter jambô com Karen Suarelli e Leonel Caldela dando autógrafo. Vai ter mesa de RPG também, você vai poder jogar lá.
Nossa, que irado!
Vai ter food truck da 7 Kings para você, finalmente. Se você nunca foi, nunca provou hambúrguer da 7 Kings, vai lá que você vai ver. Vai ter Juan Caloto com o lançamento do nosso moonshine exclusivo feito para o Nerdcast RPG Western.
Olha aí que maravilha!
Lágrima de Uma Luna Sangrienta, você vai poder provar e levar para casa. Então, ó, leva tubo para comprar arte, artes, prints, e leva mochila para você levar sua birita, para você levar quadrinhos, vai ter tudo lá. E vai ter a Aeroestúdios, Marcelo Bassoli!
Estaremos lá como de praxe. Inclusive tem que falar para galera, chega cedo. Ó, que horas que abre lá?
Para quem vai para a primeira sessão, abre meio-dia. Para quem vai para a segunda sessão, abre 3 da tarde, o foyer, né, que eu digo.
Certo, certo.
E aí você, antes das sessões começarem, vocês vão poder circular no foyer, ver todas as atrações, que é onde vai estar a Aeroestúdios. Não chega, chega o quanto, o mais cedo possível, que vai ser muito você vai aproveitar muita coisa. E na Iron, olha só o que que vai ter na Iron. Você vai poder comprar a estátua do Ozobi, quem está pedindo.
É, exatamente. A galera, todo mundo que apoiou a campanha já recebeu, né, a estátua do Ozobi. Sim, exato, a estátua 1 para 10. Então agora quem não teve oportunidade de apoiar na época pode vê-la pessoalmente aí na Nerdcon. E se decidir adquirir, estará disponível lá.
que bonito! Você vai poder ver o jogo do Ozobi lá sendo exibido pra todo mundo ver como é que funciona. Se você nunca viu, vai ser muito foda o Board Game do Ozobi. Como também as expansões do Asteroide Vegas. Você também vai poder ver a expansão de Residium também, com a Coral, os Bugbears. Cara, é muito maneiro! A NerdCon é um festival maravilhoso de conexão do jovem nerd com a comunidade. Vai ser muito, muito foda. A gente comemorando 20 anos de Nerdcast.
E não é pra menos, olha só. A Iron Studios também vai proporcionar foto opportunities com estátuas.
E prêmios, e prêmios!
Ter prêmio, vai ter estátuas da Iron Studios de prêmios para quem tiver lá. Vamos ter algumas atividades que vão gerar. Então você pode sair de lá com uma estátua da Iron Studios debaixo do braço. Maravilhoso! Obrigado, Marcelo, obrigado, Renan, obrigado, Iron Studios, por estar participando com a gente dessa forma incrível, cara. 20 anos de Nerdcast com tantas parcerias.
A gente que agradece aí a parceria aí, porra.
Tamo junto! Não se esqueça que você entrando em nerdcom.com.br você pode comprar o seu ingresso para segunda sessão agora, que a segunda sessão começa às 18:30, com pré-show começando às 18h. Mas você pode chegar no foyer a partir das 15h no dia 20 de setembro, lá no Memorial da América Latina em São Paulo. Não se esqueça que você pode comprar meia entrada com a categoria meia entrada social. Você clica ali, você tem as meias entradas previstas por lei, mas se você quiser, você pode também comprar a meia entrada social.
E a contrapartida, você leva um livro em bom estado para doar lá no dia do evento, que a gente tá encaminhando com uma parceria com a Estante Virtual, que a gente vai encaminhar todos os livros doados pra eles, eles vão encaminhar também. Cara, é muito foda! Vai ser, ó, o ingresso não é só ingresso, o ingresso também vem com kit, com pin, cartela de adesivo, com dado exclusivo, D20 exclusivo da Nerdcom, com caixa exclusiva, com o livreto de migalha de sabedoria do Sr.
K, com 80 páginas que você abre aleatoriamente uma página, você recebe uma migalha de sabedoria desses 20 anos de Nerdcast, cara.
Tem stand do JNEC também, não podemos esquecer aqui de fazer esse jabá, Alexandre.
Exatamente, Vidani estará lá fazendo vinhetas personalizadas pros nerds. Você vai levar também, vai sair de lá com a vinheta personalizada do Vidani, cara. Maravilhoso, cara. É um festival maravilhoso com essa conexão com a comunidade, comemorando 20 anos de Nerdcast, meu Deus do céu! Aproveita, entra em nerdcom.com.br e compra o seu ingresso agora, gente. Se vê lá, vai ser foda demais! E se você não quiser ouvir os recados e emails e spoilers de segunda temporada de X-Men '97, você pode pular diretamente para 25 minutos e 28 clássicos dos anos 90.
Quero agradecer aos nerds que doaram sangue, salvaram vidas: Gustavo Henrique Andreotti, Thaís Blaut, Maria Elionay da Silva, Antônio de Castro Júnior e César Ferreira. Muito, muito obrigado, nerds, doem sangue! Mande aqui uma selfie para netcast@jovemnerd.com.br que a gente sempre agradece. E, ó, tem um pedido de doação urgente de sangue AB positivo para Cristiane Moreira dos Santos, no Grupo GSH, em Bela Vista, São Paulo. Se você puder doar, tem informações aí no post, é sempre Gente, a Cristiane agradece você que doa sangue, salva vidas.
Muito, muito obrigado, galera! Afonso Castagnoli, 28 anos, sociólogo, Curitiba, atualmente morando em Mol na Bélgica.
Vamos lá, quanto que vale um mol mesmo? É bastante, hein?
Quanto que vale um mol, né?
Não tem não uma medida?
Não, não sei. É mol? É uma medida de quê?
Em química usa, né? 2 mols.
Ah, mol, medida. Pera aí, mol, deixa eu ver na Wikipédia. O mol ou a mole é a base do Sistema Internacional de Unidades para grandeza de quantidade de substância, mol. Ah, cara, o cara lembrou, foi lá para as aulas de química.
Um mol vale 6 vezes 10 a 23 unidades, cara. É tipo assim, coisa para um caralho. Tava na minha memória, eu não sabia o que era mais, mas tava lá, tava lá na memória.
Olha aí, porra, parabéns! Eu vou chutar que isso foi desenvolvido em mol, essa medida, na Bélgica. Em relação à segunda temporada de X-Men '97, sinto que os episódios sofreram dos mesmos problemas que a temporada anterior, porém num grau maior. O principal exemplo é o trisal Vampira, Gambit, Magneto, que para mim já era um dos problemas do primeiro ano.
É claro que é um problema, Magneto tá sobrando, né?
A primeira aparição da Vampira, ela era também uma vilã da— ela é da Irmandade Mutante do Magneto, é isso?
Então ela trabalhava ali com a Mística, né?
Ah, com a Mística. Mas ela tava, ela tinha um envolvimento com Magneto, era turma do Magneto, não era? Ou tô maluco?
Isso eu não lembro, aí não sei, não sei dizer.
Puta, Mas então, mas enfim, o Magneto é o cara que, cara, tu viu na internet? Eu te mandei essa semana, não te mandei?
Mandou.
Que o Gambit tem aquela luva que os dois dedos do meio da mão elas têm cobertura e as outras não. E aí um cara, eu não sei se é uma coisa velha que eu nunca tinha pensado, e o cara falou assim, ok, já entendemos, já entendemos, Gambit. Eu falei, caraca, brother, nunca tinha parado de pensar nisso. Só não pode beijar na boca, mas o resto—
Eu vou contar uma parada aqui. No ano passado, no Gambit 1000, tem um momento lá que vocês estão, que eu fui lá prestigiar, tava assistindo na plateia, né?
Sim, sim.
Aí tem um momento lá que acho que é inclusive a Ágata, que ela tá explicando ali como faz a limpeza e tal.
Ah, tá, sei, sei.
E aí ela faz, ela pega assim, fala assim, aí você pega os dois dedos aqui assim e tal. Aí nessa hora eu falei, é isso aí, o Gambit sempre soube desse movimento.
É isso aí, meu amigo. O Afonso continua aqui, nomeadamente da rapidez com que a Vampira trocou o Gambit pelo Magneto, mas logo depois ficou revoltada porque o Gambit se sacrificou para salvar ela e os restantes mutantes em Genosha. Tá reclamando disso, que na primeira temporada, né? Fiquei na esperança de ver mais diálogos que aprofundassem esse luto destrutivo da personagem, que saiu descendo a porrada em tudo e todos por causa da perda do Remy.
Até a Vampira do filme ruim X-Men: Confronto Final teve mais desenvolvimento da dor que seu poder causava a outros e a ela, preferindo desistir dos seus poderes para ficar com o homem que ama. Se na primeira temporada vimos colares inibidores, não seria mais prudente ela usar esse colar em vez de, de vez em quando?
Cara, mas então, mas é que isso, então eu vou falar assim, porque essa é uma dúvida comum, né? Na verdade, essa rapidez da Vampira pelo Gambit, ela não é, não é que é uma rapidez, né? É que é uma questão humana mesmo, né? No caso dela mutante, mas assim, com o Gambit é meio que um beco sem saída. Ela não, eles têm como se relacionar, mas ele vai até um certo ponto, né? E o Magneto, ele sempre ofereceu algo a mais, né? Que é uma relação carnal mesmo, né?
Tipo assim, ele tem esse poder, ele tem uma parada que nenhum outro mutante pode oferecer para ela e tudo mais. Enfim, além de ser um velhão parrudo, né, aquele negócio todo. Só que ela usar o colar inibidor, tipo, imagina um mutante usando uma arma que é feita para reprimir, né, para suprimir. É como, sei lá, um prisioneiro, é um prisioneiro usar uma, né, tá libertado e vai usar o gema, sei lá, tipo, muito mal comparando, né?
Não, não, e Genosha, os mutantes eram escravizados com essa parada, né? Então eu acho que é um, tem um contexto muito mais profundo do que ser só um objeto que faz seus poderes sumirem aí para ela fazer sexo, sabe? É um negócio muito mais profundo e doloroso, etc. e tal. E não é uma coisa só prática assim, ah, bota o negócio aí, vamos embora, sabe?
Não, eles tinham que achar aquela mutante que anula poderes mutantes, né, e botar no quarto do lado da vampira. Era isso que eles tinham que pôr.
Caraca, mas aí, cara, isso é sacanagem também, cara. Fica 10 minutinhos aí, rápido, encostada na parede. Eu quero muito sacanagem isso, cara.
Ela tá dormindo, tipo assim, entendeu?
Eu me livro.
Não, cara, não, porra, que tá aqui fazendo aquele conjugado de hotel que tem uma porta?
Mas aí ele termina aqui. Para concluir, eu acho que ficaria mais feliz se ao invés de matar o noturno, ameaçar de matar vampira pelo poder que ela pegou da chip, uma solução melhor seria se os poderes dela, os da Vampira ou do Noturno fossem retirados em troca do poder para salvar Gambit.
Ah, mas aí você quer a Vampira sem voar e dar socão?
Porra, ninguém, ninguém.
É, porra, nem o Gambit quer isso aí também.
Não tem mais graça, né? O Gambit quer viver perigosamente.
É igual na primeira temporada quando a Jean largou o Ciclope, Wolverine perdeu ali a vontade, entendeu? O lance dele era cagada.
Exatamente. Mas ó, o que que tu mais gostou dessa temporada, Marcelo?
Cara, eu gostei muito dos primeiros episódios, a parte ali do Cable, Ciclope, Jean, muito foda mesmo.
A morte do Magneto foi sinistríssima, né?
A morte do Magneto foi legal. O que eu senti é que eles não sabiam a história que eles queriam contar na temporada, entendeu? Por exemplo, na outra temporada, beleza, ela tinha episódios episódicos, que eu acho que é o formato certo para esse tipo de série. Eu acho que ela não tem que ser linear, tipo, sei lá, Casa do Dragão, sabe? Uma parada assim.
Sim, sim, sim, sim.
Inclusive, assim, o formato que eu mais gosto de série animada desse estilo, para mim, é o Liga da Justiça, que era tipo normalmente 2, às vezes até 3 episódios que fechavam um arco, e aí no próximo episódio tipo era uma outra parada, é outra história.
Então eu acho que seria mais, talvez, né, seria mais, eu acho que esse tinha que ter sido o caminho.
Na primeira temporada ainda tinha o lance do Bastião e tal, né, era uma linha, teve um fio condutor por mais que tivesse histórias paralelas assim. Só que nessa tinha muita história paralela, eu não entendi o que eles queriam contar. Aí eu vi que vocês falaram até no Nerdcast, né, ah, gostamos muito do desenvolvimento da Polaris e tudo mais. Beleza, gente, mas assim, desenvolve a porra da Tempestade. Cadê a Tempestade?
Vocês nem mostraram toda a parada com Ford e tal. Foi tipo, ah, foda-se essa porra, cara.
Você quer usar a Polaris? Usa na 5ª temporada, que já contou tudo, história que já tinha para contar. Eu acho que ficou, a galera ficou muito escanteada. O próprio Wolverine ficou muito escanteado assim. Teve um episódio ali e mais nada assim. É, o Gambit não precisa nem falar, né?
Nossa, Marcelo veio reclamar do Wolverine ter pouco tempo de tela.
Não, o Gambit voltar desse jeito era melhor nem ter voltado, sinceramente.
Caraca, nossa, muito fraco.
Achei esse final foi fraquíssimo assim, na minha opinião. O começo eu gostei, eu me emocionei com Ciclope ali fazendo discurso de pai, aquele negócio todo lá, achei bem legal. Mas acho que depois eles meio que se perderam assim, sabe? Não acho que realmente eles não sabiam o que contar.
Vai ter terceiro G4 temporada, né? Isso já tá certo, né?
Vamos ver se eles se encontram, né?
Bom, bom, vamos se encontrar. Foi até uma parada que eu comentei, tipo, eles estavam jogando tanto essas sagas clássicas de X-Men nos quadrinhos e acelerando tudo para tentar botar tanta coisa que no final eu fiquei pensando, ah, a gente for assim, sabe, esquece as sagas e desenvolve uma história contínua nova para o desenho. X-Men Evolution não era assim? Ou ele ficava pegando emprestado sagas antigas também dos quadrinhos?
Não, não, era mais original, era mais original, era mais original, não era?
Não.
Então, mas por exemplo, sabe uma tem uma parada que me mata, principalmente na segunda temporada. Eu não sei quem é a equipe, tipo, não tem uma equipe. Porque assim, na saga, na de 92, tinha a equipe que era baseada muito na Equipe Azul dos quadrinhos e tal, né? Essa era a equipe principal. Às vezes aparecia um Colossus, às vezes aparecia uma Psylocke, né? O Noturno aparecia num episódio, aí alguns episódios e tal, beleza. E aí eram histórias mais individuais, por mais que eles adaptassem Dias de um Futuro Esquecido, né, da forma deles era mais episódico, sabe assim?
Então eu não sei, eu acho que eles perderam o fio da meada aí. Vamos ver se eles retomam, espero que sim, porque X-Men não tem nada melhor, né?
Nada melhor, nada melhor, nada melhor. Aliás, MVP jubileu, né?
Sim, jubileu. E o Noturno foi bem também, vai.
Noturno foi bem, porra, pelo amor de Deus.
Deu um pau em todo mundo lá, muito foda.
Ó, vou ler aqui o email de 20 anos porque o programa tá grande e dá uma acelerada aqui. Douglas Barelle, 24 anos, ator, dublador, estudante de licenciatura em história, Niterói, RJ. Tá certo, é isso, abre o leque. Pode crer. Esse é o meu primeiro email e desde que comecei a acompanhar o Jovem Nerd há mais ou menos uns 13 anos, quando saiu GTA 5.
Olha aí, olha aí.
E agora tô lendo seu primeiro email quando tá saindo GTA 6. Olha que bonito.
E a galera reclama do Martin, né?
Olha aí. Meu primeiro contato foi através do Nerd Player, porém logo comecei a acompanhar o Nerdcast e desde então muita coisa da minha vida acabou tendo grandes influências do Jovem Nerd. Olha aí, foi através de vocês que eu conheci o RPG. Olha, foda!
Ah, muita gente, aposto que muita gente, cara.
E por muitos anos mestrei para os meus amigos. Também foi através do Jovem Nerd que eu conheci a Alura, que acabou sendo importantíssima durante a minha graduação em computação. Olha que maneiro, que foda, cara! Em 2017 ainda tive o prazer de encontrá-los pelos corredores da CCSP e tirar uma foto. Porra, bro, tamo junto! Porém, o momento que me fez sentir mais próximo do Jovem Nerd foi em 2024, quando me tornei aluno do grande mestre ídolo Luiz Carlos Persi, olha aí, mais conhecido como Esqueleto.
E ele fez a voz do Retute lá, que é o Kang, que a gente esqueceu de falar disso, brother.
Era ele?
Eu não lembrei, não lembrava.
Então o cara, o cara lá, o faraó, que no final você descobriu que era o Kang. Sim, sim, Persi que dublou. Olha aí, olha aí, pô, Persi é o Kang agora mesmo, tá brincando?
Tá foda.
Ele continua aqui: comecei a ter aula de dublagem com o Persi em um estúdio de dublagem no Rio de Janeiro, no curso que era coordenado pela incrível Maíra Góes. Nossa, Nossa senhora, Maria Maíra Góes, minha querida amada Maíra Góes, nossa eterna Ângela de Françoise Laverie e eterníssima Dori.
Nem me fala, nem me fala.
Mas olha o range da Maíra, cara, de Dori a Ângela. É impressionante, é impressionante. Nossa incrível diretora também de dublagem, muito maravilhosa. Como eu morava em Macaé, no interior, sempre chegava muito cedo para participar da aula e passava o tempo com a minha namorada no café que fica ao lado do estúdio. No primeiro dia tivemos a surpresa e a felicidade de encontrar o Persino nesse mesmo café, como ele também chegava mais cedo, passamos todas as tardes antes da aula conversando.
Como podem imaginar, apenas tomar um café com ele já é uma aula. De vez em quando, inclusive, falávamos sobre Jovem Nerd. E olha aí, ó, fofoca, principalmente sobre os bastidores de França e o Labirinto.
Olha aí, ah, então foi recente, pô, recente.
2024, é verdade, falou 2024, 2024. É, em 2024 a gente ainda tava filmando A Própria Carne, então ele não tinha visto ainda.
Ah, sim, sim, ele Continua aqui.
Certo dia ele falou sobre o quanto estava empolgado com o convite para participar de um filme. Olha aí, olha aí! Mas evitou dar muitas informações. Olha aí, boa, Percy! Adiantou apenas que era um filme de terror.
O NJ cantando, né?
Tava cantando.
Não, imagina, Percy, tá tudo certo.
Profissional.
Pouco tempo depois vocês revelaram estar produzindo um filme e também fizeram mistério. Mas já havia ficado claro para mim, o Jovem Nerd está produzindo um filme e o Percy só pode estar nele. Olha aí! Detetive. Aí ele ligou os pontos, ele tinha informação privilegiada.
Ah, mas é isso, né? O Franço Labirinto e tal, né? Aí ligou os pontos.
E ó, você sabe o que que o Percito também fez? Ele fez a voz do Prior rapidamente no videogame do Rough Gun.
Ah, olha aí!
Porque o Prior já tinha tido uma voz maravilhosa, inesquecível, lendária. Quando a gente fez os audiodramas para vender, né, o livro 1 e 2, o Prior tinha a voz de Isaac Bardavico, pai. Não é pouca merda não, cara. Nosso querido, saudoso, da Clara Davi, nosso Wolverine eterno. E aí, quando a gente— ele já tinha falecido, né?
Esqueleto original também, olha aí, o Percy assumindo.
O esqueleto original, exatamente. E aí, quando a gente foi fazer vozes para as cutscenes do Rough Gunner, a gente pensou logo no Percy, né? E enfim, super funcionou, ele cumpriu, né, cara? Ele, enfim, o Percy é demais, cara. Não tinha como não aproveitar essa oportunidade. Conversei muito com ele sobre A Própria Carne e até contei um pouco para ele sobre quem foi H.P. Lovecraft e o que era o horror cósmico. Ele tinha dito não conhecer.
Gosto de pensar que nem que seja absolutamente microscópica, dei uma pequena contribuição para o filme. Ó, muito obrigado, querido, tamo junto. Quando ele foi gravar o filme, ficamos umas 3 semanas sem aula. É exatamente as 3 semanas que a gente ficou gravando.
Você tava lá, inclusive, né?
Eu fui na última semana, exatamente, consegui na última semana. Mas depois a gente gravou o filme em 3 semanas, cara, sinistro.
Puta, tempo recorde sinistro.
Tempo recorde pela necessidade. O Ian pediu 4, a gente só tem olhando para trás.
Mas a necessidade, ela que traz a criatividade.
É, meu filho, mesmo. Era 12 horas de diária. Ao retornar, ele contou que estava muito realizado com a experiência, que adorou o personagem e que nem se reconhecia quando assistiu o que foi gravado. Cara, foi muito maneiro, porque ele, ele não queria ver nada, nada, nada, nada, nada. Ele ficou o filme inteiro sem ver nada. Foi um dos últimos dias de gravação, se não me engano foi no último, que a gente gravou aquela cena do porão que ele vê que tá rolando uma confusão em cima e ele olha Tem até no trailer que ele fala, fica quietinho aí, sabe? Essa foi a primeira cena que ele viu no monitor.
Depois, tipo assim, nos últimos dias de gravação, antes ele tava confiando nele, no diretor, é isso?
É, se ele falou que tá bom, tá bom. E aí nesse dia ele sentou ali atrás do monitor com a gente. Eu tenho isso filmado, um dia eu vou, eu vou arranjar um lugar para publicar isso. E eu filmei a reação dele, ele tava se vendo, ele tinha acabado de gravar essa cena. Aí depois, né, que tava enfim mudando câmera, luz e tal, ele foi sentar, sentou ali na frente do monitor e a gente começou a repetir a cena que ele tinha acabado de gravar.
E ele ficou olhando, cara, e ele tava tão— ele ficou tão empolgado, cara, porque ele ficou assim: nossa, nossa, mas isso é muito verdadeiro, tá muito verdadeiro! Ele ficou feliz que tava— ele ficou falando: tá muito verdadeiro, eu não sabia que tava assim! Mas, cara, ele ficou todo orgulhoso, ficou todo feliz, cara.
Não, e é foda porque eu fico imaginando, né, um cara que ele, pô, tem uma carreira espetacular na dublagem, né?
Sim, sim.
Mas assim, agora as pessoas estão vendo ele atuar, né? Porque antes você não vê ele, você ouve ele atuar, né?
É, ele dá muita aula de dublagem, teatro, né, então, mas assim, no audiovisual, né, conhece pouco dele.
Ele tem papéis, mas é menos, né?
Exato, não é muito extenso. Então, puta, foi incrível ver. E a gente ficou muito realizado de falar assim, meu Deus, o que que o Percy está fazendo nesse filme, cara? Muito foda, muito foda. Mas enfim, aí ele termina aqui: fiquei muito feliz quando pude finalmente assistir ao filme, que amei, inclusive no cinema. A sensação era de ver algo de que fiz parte, mesmo sem ter envolvimento nenhum. Mas enfim, olha que legal, cara. Obrigado pela companhia de sempre.
E que venham mais 20 anos de Nescafé. Eu não sei se a gente aguenta mais 20 não.
Acalma, vai sair igual o Hugh Jackman, porra, vai fazer a Topway.
A Dona Luísa falou que a gente tem que— quando a gente chegou ao Nerdcast 1000, ela falou rumo aos 100 mil.
X-Men 97 vai estar na 15ª temporada.
Ah, vamos lá, vamos falar, reclamando. Vamos lá, é muito filme 99, realmente pico da civilização.
A gente foi feliz todas as semanas de 99.
Exato, né?
Vamos tirar o elefante da sala logo e falar sobre o episódio 1.
Mas de cara, acho válido. Olha, eu tinha coisas ruins a falar sobre o episódio 1 durante muitos e muitos anos, décadas até. Hoje eu só tenho coisas boas a falar.
Tá forçando, cara.
Não existiria Jovem Nerd sem episódio 1, Dudu. Não, mas é um legado, é um legado, porque o Jovem Nerd nasceu em 99, mas ele nasceu, o episódio 1 foi chama.
Não, eu acho que rolou uma parada tipo ioiô, maré, pele de pica, porque a parada vai e volta. Porque quando saiu do cinema, a maioria das pessoas adorou, porque tava nada, puta que pariu, Star Wars de novo.
A maioria não, A estreia foi um evento, maluco.
Calma, os fãs odiaram, a maioria gostou, saiu extasiada do cinema.
Quando baixou um pouquinho a adrenalina, aí passou a odiar, aí começou a detonar.
Galera estava desnorteada, as pessoas não sabiam porque não tinham gostado do filme. Esse é o grande ponto.
Não, a culpada foi o Jar Jar Binks na época. Todo mundo falava, ah, é o Jar Jar Binks, é uma merda e tararéu.
Todo mundo falava mal do Jar Jar Binks.
Mas o Jar Jar Binks, contra o cara, o ator, o Ahmed Best, ele ficou na merda por muitos anos por causa dessa porra, desse hate que ele sofreu por causa do Jar Jar Binks.
E nem a galera nem sabia quem ele era, né? Imagina se soubesse.
Pois é, pois é.
A crítica ao George Lucas também como diretor, e sendo que os principais problemas do filme nem tem a ver com a direção.
Não tem, tem bastante a ver com a direção.
Não, não, não, calma, calma.
100% culpa da direção.
Não, não, não.
O maior problema é o roteiro.
Não, mas olha só, mas olha só, a gente não vai falar não, não, porque só vem coisas boas de episódio 1. Quando a gente ouviu começar a tocar Duel of the Fates com aquela porta abrindo e o Darth Maul ligando as duas lightsabers, e a gente terminou essa cena alucinado, ninguém saiu falando mal. Sim, sim, ninguém tava, todo mundo alucinado. E é bom para caralho até hoje.
E eu digo mais, é o melhor combate de lightsaber de toda a saga Star Wars, é aquele ali.
Então a gente tava acostumado com o combate de lightsaber da primeira trilogia, que era velocidade 0,5, e esse era uma velocidade foda.
Era, vocês já ouviram, vocês já viram que foi reduzida a velocidade dessa luta aí no push final do Obi-Wan contra o Darth Maul, quando a porta, né, ele viu o Qui-Gon morreu e aí a porta abre, ele vem com tudo. Essa parte eles reduziram porque tava muito rápido.
Eu vou dizer, a mesma coisa aconteceu com Bruce Lee, dizem, né, que o Bruce Lee fez um movimento tão rápido e o pessoal fala, cara, isso não funciona para vídeo, você precisa fazer um pouco mais lento, não tá registrando.
Aconteceu mesmo, verdade. Mas ó, eu vou falar que em Episódio 1 1 em qualquer filme. Nenhum filme de Star Wars feito até hoje tem uma boa cena de luta de lightsaber. Qualquer fan movie supera as cenas de filme.
Ryan versus Darkman, Ryan versus Darkman é foda para caralho, compadre, compete.
Não, você tá falando em termos de, vamos dizer assim, de coreografia. Isso, mas luta de lightsaber não é necessariamente, tá? A parte dramática também, que aí o Império Contra-Ataca ganha assim de lavada.
Exato.
A luta do Ben Kenobi com Vader, acho maneira por toda a simbologia que Tem, mas é coreografia, né, que a gente tá falando.
São dois velhos batendo com a bengala, né.
Eu acho que o grande lance que a gente só foi descobrir anos e anos depois, décadas depois, né, na realidade, é que o George Lucas com esse filme, depois com os outros dois, né, as prequels em geral, ele conseguiu fazer uma nova geração de fãs que hoje é super relevante. Tem uma geração inteira que é fã de Star Wars, que as referências dessa a galera são esses personagens. É o Obi-Wan jovem, é o Anakin. O Anakin é o personagem que a gente na Iron mais vende de Star Wars.
É impressionante porque a Disney, com todo o seu poderio e cabeças, eu não sei se pensantes, mas muitas cabeças, com certeza não conseguiu nem chegar perto do que o—
mas se a gente for entrar nessa seara, aí vai ser meio complicado, cara, porque assim, o que a Disney fez, vou tentar falar bem rapidamente, cara, Cara, foi uma catástrofe inadmissível, cara. Maior empresa de entretenimento do mundo fazer uma trilogia sem planejar um storyline. Eu só vou falar isso, eu não vou entrar muito, que inclusive concordo contigo, não é sobre isso. É assim, não é sobre isso, mas assim, isso é inaceitável, cara.
Paga porra de um roteirista, cara. A gente em grupo de WhatsApp prepara um storyline melhor do que aquilo. Então assim, isso é o ponto básico.
E do que o Marcelo tava falando, que o Marcelo tá falando sobre a geração, aí eu tenho lugar de fala.
Aí é isso aí, o Max é essa geração aí.
Aí finalmente, agora vai entrar aqui o calor aqui, porque isso é uma das coisas que eu acho que é legal de eu falar, que é muito diferente a minha experiência com o Episódio 1 do que a experiência que vocês tiveram. Porque o Star Wars para mim foi, eu comecei vendo a trilogia original no VHS e eu já virei fã de Star Wars aí. E aí quando então anunciaram que ia ter esse filme aí, eu já fiquei maluco, né, porque ia ser a minha primeira vez vendo Star Wars numa sala de cinema.
Você não viu as reexibições da trilogia clássica? Porque teve, né, no espaço assim.
Eu não era tão fã assim.
Desculpa aí, não, pô, o Max tinha 3 anos, é, 6 anos, cara, calma também, né?
Ah não, ele era criança. Não, tudo bem, tudo bem.
Ó, em 99, eu nasci em 91, eu tava prestes a fazer 8 anos em 99.
Era a idade de ser conquistado pelo Episódio 1.
Exatamente.
Foi mal, pera aí, Dudu tá cobrando do cara com 7 anos de idade, 8 Só Deus, entendeu?
Só Deus.
Não dá para ganhar, né? Eu já falei que eu gostava da trilogia clássica, mas não, não dá para ganhar, tio.
Por isso gostou dessa merda de Episódio 1 também. Meu Deus do céu, deixa eu ver os argumentos.
Vamos analisar os argumentos.
Não, não é nem para falar sobre o filme em si, fazer uma análise do filme, é mais para falar sobre a minha memória realmente, tipo, de ter visto pela primeira vez um filme de Star Wars numa sala de cinema e sendo esse. Então para mim ele acaba tendo um apelo nostálgico muito grande por conta disso. Foi a primeira vez que eu vi numa tela gigante, né, aquelas letras descendo pela tela e ouvindo a trilha sonora e tudo mais, que era uma coisa que eu meio que já fantasiava a essa altura, tipo, porque eu ficava vendo nos VHS e ficava, nossa, como deve ser legal ver isso numa sala de cinema.
E aí eu pude ver pela primeira vez com o episódio 1. Então eu tenho muito essa carga nostálgica e eu lembro que eu gostei para caramba assim do filme. Aí, por exemplo, tem o Anakin. O Anakin do filme, ele é basicamente um moleque da idade que eu tinha quando eu tava vendo esse filme. Então ver um moleque no filme que era da minha idade assim, e sabendo que ele ia virar um cara fodão, e você ficava curioso assim, e então poder ter esse nível de identificação com um garoto sendo o prometido de Star Wars, para mim pegou muito assim.
E pô, Kenobi, né, do Ewan McGregor, eu achei do caralho. Enfim, para mim foi tudo muito legal, menos o Jar Jar Binks. Nem para mim funcionou o Jar Jar Binks.
É muito atemporal, porque tipo, as minhas filhas, por exemplo, elas quando assistiram Star Wars aí a primeira vez, elas tinham 8, uma outra 6 e tal, né, 9, 6 e tal. E assim, também a idade do Anakin, os filmes favoritos delas são esses primeiros, tipo o Episódio 3, Vingança dos Sith, quando o Anakin tá virando Darth Vader. É o único momento da saga inteira que elas choraram, tipo assim, porque o que que o Anakin tá virando, sabe assim?
Então eu acho que ele não tocou a gente que era mais velho porque a gente tava esperando outra parada, entendeu? E ele quis contar uma história nova que talvez naquela época pra gente não fez sentido, ou fez e depois a gente não achou tão legal. E realmente tem problemas de atuação, de direção e tal, mas eu acho que o legado— Tucano comentou de legado aí no começo do programa, né? O legado desse filme, ele é grandioso. Hoje vendo assim, realmente o que ele fez e ainda faz com crianças de agora assim é muito impactante mesmo, cara. O George Lucas ali foi gênio, a gente não reconheceu ele na época.
Eu compartilho um pouco do sentimento do Max, porque assim, eu tenho 47, eu nasci em 79, então assim, eu também não tinha visto Star Wars no cinema, cara.
O Retorno do Jedi é de 83, mas tinha visto só os Special Edition quando saiu, né, o VHS. Mas quando saiu esse Special Edition em 97 no cinema, os 3 filmes originais, não, não vi, não vi, não um cara tão fã assim.
Vamos embora, Gazeta, não somos bem-vindos aqui.
Posso falar uma coisa? Eu também não tinha visto, eu só vi o episódio 1, foi meu primeiro filme no cinema Star Wars também.
O meu também foi, cara, porque eu conheci Star Wars, sei lá, 95, 96, por aí, eu já adolescente assim.
Eu sou do tempo que passava no cinema, o episódio 4 passava no cinema, eu tinha, sei lá, 6 anos de idade e chamava Guerra nas Estrelas, não era Star Wars.
Assim, eu via porque passava na televisão, mas assim, eu redescobri Star Wars depois no VHS, adolescente. E aí eu realmente amei a coisa. Caraca, esse filme da minha infância é muito mais foda do que eu lembrava. E aí eu fui ver no cinema e foi foda.
Eu vi todos os filmes da trilogia original no cinema. Lógico, o primeiro foi anos depois de ter passado, passou de novo, porque, né, nos anos 80 tinha isso, né, do filme velho voltar a passar porque tava vago, o cinema tava vago.
E teve essas reexibições também. Ó, o episódio 1 tem coisas boas. A gente não falou da música, a música é excelente, né, cara. É muito boa, não só o do Fate, mas aquela música dos robôs e tal, muito legal.
Tudo.
O começo do filme é excelente, o começo é muito bacana. Quando você começa a ver o filme, você fala, pô, finalmente estamos vendo os Jedi no seu apogeu, né, cara? Tipo, e aqueles alienígenas que aparecem no começo, você tem a cara do Star Wars, né? Mas o grande problema, cara, eu acho assim que realmente é o roteiro, cara. O roteiro tem uma barriga enorme depois que chega lá na Tatooine e tal, ele vai decaindo.
Caraca, é negócio de DNA. Como é que é o nome do planeta? Os dois irmãos falam, como é que é?
Tatooine.
Planeta é esse, o nome do planeta.
Tá bom, não é tão fã assim. Não tem fã nenhum.
O Jovem Nerd tá só assim, ó, derrubando cada um.
Eu tô de gatekeeper foda aqui, né, cara?
Foi mal, eu confundi. O planeta do Vader era Tatooine. O outro que é o Jabu, né, jacuzzi lá.
Não, quando ele chega em Coruscant e aí tem cena de Senado e tal, para criança, quer dizer, o Max deve ter, assim, que porra é essa que eu tô vendo?
É, não, isso aí eu apaguei da memória.
Eu voto de não confiança no chanceler Valorum!
Proponho um voto de desconfiança à liderança do chanceler Valorum. Não, e as rotas de comércio e não sei o quê, tipo, meu Deus!
É, não, mas falando em rota de comércio, eu só quero dizer que George Lucas, ele conta a história da queda da República de uma forma assustadoramente real, que nós estamos vivendo hoje. E eu vejo toda geração que fala assim, gente, lembra quando vocês achavam um bestial do cacete Toda aquela guerra começar por causa de guerra comercial e bloqueio de rotas comerciais. Olha o que está acontecendo! Olha aí, só não tem Jedi, só tem Sith.
A primeira regra do clube da luta é: veja o jeito de morrer.
O auge da sua civilização.
Já que vocês estão falando que é só amor, deixa eu só falar uma coisa. Um dos piores filmes que eu vi na minha vida é de 99, tá? Porra do 13º Guerreiro!
Não fala maneira dessa, né?
Como assim?
Como assim?
Sabão que você vê esse filme, cara.
Que isso?
Esse é o Antônio Bandeiras?
Todo mundo, Antônio Bandeiras.
Nunca vi esse, cara.
Esse filme me frustra tanto. Aquele negócio ali da cobra de fogo, não tinha um negócio desse? A cobra de fogo, porra dela.
A gente chamava de 13 Guerreiros. 13 Guerreiros. Não, olha só, como é que a escassez, né? Porque não era um filme bom, mas a gente sabia tão pouca coisa sobre medieval, sobre viking, sobre RPG, que porra, a gente virou um filme que a galera gostou até por referência de jogo, né? Tem uma cena icônica nesse filme, pode falar mal, mas tem uma coisa que é bacana, que mostra como é que o Antônio Bandeiras aprende a linguagem dos vikings, né?
E aí ele vai passando, no começo ele não entende, parece que os cara falando uma linguagem estranha, e depois ele mostra outra cena, o cara entendendo um pouquinho mais, e finalmente eles falam inglês, na verdade, que é a linguagem dos vikings, né? Que enfim, essa cena é bem maneira assim.
Ele faz às vezes do Ibn Fadlan, que é o árabe que registrou como é que era.
Sim, é inspirado, né?
Inspirado.
Esse filme eu aluguei, eu não fui ver no cinema, né? Aí blockbuster, né? Eu lembro de alugar e, pô, beleza, achei que o Bandeiras, que era o fodão, ia ser o fodão dos 13 guerreiros ali. E na verdade não, cara, tinha um maluco lá que era o loirão, que parecia o Arthas do Warcraft lá, o chefe dos chiques, cara. Ele era o fodão e ele morre envenenado pela bruxa, tipo assim de um jeito, sabe, mundano. Não mundano, porque não é bruxas e venenos, mas no final, né, eu acho, né, não é que no final assim, antes da batalha final, né, antes da invasão que os caras fazem e tal.
Então assim, o que eu quero dizer foi, para mim assistindo foi uma surpresa ali também. Eu gosto da temática.
Eu tive uma frustração porque eu vi esse filme, eu vi o trailer dele, e o trailer dele parecia uma história foda. E aí quando tu vai ver o filme, expectativa total. O trailer, a história toda do trailer se passa em 3 minutos, tipo, acabou, pronto, agora vamos pegar essa parte chata e vamos esticar ela o filme inteiro. Porra, Cara, foi uma angústia para mim. Eu fiquei muito irritado com esse filme. Eu nem lembro do primeiro. Gaveta, é, eu tenho que ver de novo.
Ou não.
Filme dirigido pelo John McTiernan, né, que fez o Duro de Matar.
Pois é, que é foda para caralho.
Exatamente, fez o primeiro Predador e inclusive o segundo filme que John McTiernan lançou em 1999, porque lançou dois. Ele lançou esse e lançou Thomas Crown com o Pierce Brosnan.
Nossa Senhora, cara, Thomas Crown é irado e vai ter com o Michael B. Jordan.
Caraca!
Não é possível, galera.
Eu sou o cara do contra hoje aqui, peço perdão.
Hater do Joe McTiernan de 1999, é um hater impossível.
O Thomas Crown era o ladrão de casaco, é isso?
Era o ladrão de obras de arte.
E vai ser o B. Jordan, né, que vai ser. A galera tá falando que é por causa do papel que ele faz no Pantera Negra.
Ah, porque ele rouba um avião também.
Olha aí, ó, o Gaveta não gosta tal, mas assim, vale ver, eu acho legal. René Russo também, muito bom no papel ali.
E René Rússia, muito anos 90, né?
Renée Russo, ela era a mulher do Mel Gibson também no Máquina Mortífera. O último assalto ali, o roubo final do quadro, é muito foda.
Muito foda a musiquinha, né?
Bem maneiro mesmo, toca musiquinha, aí liga os sprinklers do— puta, cara, é animal.
A edição é maneira. Claro, não é um Baby Drive da vida, mas tem toda essa pegada da música compôr edição. Isso realmente é legal.
Eu não lembro tanto, eu devia estar no mau dia.
Caraca, você tava mal, você passou uns meses ruins.
Eu vou rever, é, vou rever. Talvez tenha a ver com término de namoro, alguma coisa assim.
A primeira regra do clube da luta é: veja o jeito bom, o auge da sua civilização.
Daí eu ia puxar um, não, ia puxar um bom, é um filmação na verdade, que é À Espera de um Milagre.
Junto com Um Sonho de Liberdade, aquele que faz a galera: o quê, Stephen King escreveu isso?
Mas esse é um filmação em tudo, né, cara? Assim, todas Atuações são fodas, né? Não só o Tom Hanks, puta, mas todo mundo, todo elenco, né, cara?
E tem meme até hoje, né? Refeição, tô cansado.
Que meme é esse, velho, que eu não tô sabendo?
Tô cansado, chefe.
Estou cansado, chefe.
Aí tem espanhol.
Só vale registrar que esse filme ele tem uma coisa sobrenatural, né? Tem um detalhe sobrenatural, é o que diferencia um pouco do Sonhos de Liberdade, né? Que é um filme que não tem nada, né, de sobrenatural.
É que ele tinha o poder de cura, né, que ele sugava, né, doença, as pessoas.
Aí ele curou a broxadura do guarda, né? O guarda tava lá, ele foi lá e curou a broxadura do guarda.
É um filmaço.
Esse filme apresentou para o mundo, para mim pelo menos, o Sam Rockwell.
Não faço ideia quem era, cara.
O Gas Ninja, cara.
Ele era o preso desgraçado, né, cara? E ele manda muito bem, que ele era o desgraçado, ele era o vilão.
É um vilão, né? Tipo, é o criminoso real, né, do crime. Filme que o Mark Clark Duncan tava sendo acusado, né?
Eu achava legal que esse cara é muito bom. Eu falei, pô, esse cara é muito bom, cara.
Esse cara passa, sei lá, ele é excelente ator. E ele apareceu ali, mas a gente nem se ligava quem ele era, né? A gente só ficava com raiva do personagem do cara e tal.
Mas esse filme era tão bom que eu fui assistir com uma namorada da época. E aquele, né, você ia no cinema, você não ia para ver os filmes, né? Você ia para namorar e tal. Eu assisti, ele me cativou, entendeu?
Ele quebra um negócio que a gente esperava, que era o seguinte: ah não, quando o filme é muito grande é muito chato. Porque esse filme tem 3 horas e, cara, para mim vai.
Se você ver, nem sente.
Esse filme é gigante. As pessoas falavam isso: ah, o problema desse filme é que ele é muito grande, esse filme é muito grande. Caraca, vai embora, vai ver esse filme.
Não, o filme vai embora.
É isso aí. Quero puxar, que eu deveria ter puxado antes, quando a gente tava falando de roubo, né, de assalto, é o maravilhoso Armadilha, o Peter Zeta-Jones e o Hugh Connery.
Ah, tá bom. Bug do milênio. Quando você fala assim, todo mundo tem uma cena na cabeça desse filme.
Esse não é aquele do Blade Runner?
É esse mesmo?
A mulher entrou no imaginário de todo mundo.
Eu confundo esse filme com A Rocha, não sei por quê, cara.
É meio que é um filme de assalto com o Sean Connery, é isso? Esse filme tem uma frase que eu nunca esqueci, que eles vão fazer um assalto de 8 bilhões de dólares, né? E aí ela quer metade. Aí ele fala assim, não, nem fodendo metade, tal, não sei o quê. Aí ela fala, o que que você vai fazer com 8 bilhões de dólares que você não pode fazer com 4? 8 bilhões de dólares no total.
Você disse 1 bilhão.
Essa era a sua parte.
O que você pode fazer com 7 bilhões que não possa com 4?
Nunca esqueci essa frase, achei maravilhoso.
A primeira regra do clube da luta é, veja o auge da sua civilização.
A Bruxa de Blair.
Puta que pariu!
Esse filme parou o mundo assim. Teve aquele lance porque ele foi um found footage. Ele inaugurou found footage?
Não, né?
Não, ele não inaugurou found footage, mas ele popularizou.
Ele é o Pelé do found footage.
Só dizer que a minha experiência vendo esse filme, eu caí como um pato, maluco.
Tu caiu? Ó, eu também, eu também.
Eu fui no cinema com amigo meu, ele falou que, ah não, mas esse filme foi encontrado não sei o quê. Porra, caralho, caí e assisti o filme todo como se fosse, sabe, cara? E pô, quando você vai sendo enganado dessa forma, o filme é uma experiência bem sui generis, né, cara?
Caraca, é engraçado que eu não, eu sabia que era filme, que eu sabia que aquela campanha de marketing era fake. Achei maneiro, criativo e tal. Primeiro uso da internet assim como, sabe, uma coisa de marketing guerrilha, etc. Foi, puta, muito sinistro. É um filme super pequeno, né, feito com os amigos e tal, que eles venderam a licença, a distribuição, por 1 milhão de dólares. Depois 1 milhão e 70 milhões de dólares. Mas assim, ele é todo, né, na filmagem dos amigos que estão lá fazendo, né, o projeto de ir para floresta sobre a lenda da bruxa de Blair e tal.
E, cara, mas eu consegui me colocar tanto no lugar deles, mesmo sabendo, me projetando, cara. Quando que eles estão naquela madrugada que tem aquele barulho de criança e começa a mexer na barraca deles assim, foi o filme que mais me aterrorizou na vida até hoje.
Tem motivo para você ter ficado tão imerso assim, porque você tava falando, ah, se o filme que inventou o found footage ou não, não foi, porque antes já tinha um que é um filme italiano que é o Holocausto Canibal.
Ah, esse era found footage.
Só que aí esse não tem o mesmo nível de imersão porque é uma parada assim, tipo, ah, são documentaristas indo lá longe numa comunidade que ninguém tem acesso. Agora Bruxa de Blair pegou esse conceito e colocou numa parada que qualquer um de nós, não qualquer um de nós, mas que muitos de nós poderiam fazer. Tipo, vários de nós tinha, sei lá, equipamento de home video para fazer videozinho caseiro.
É uma expedição, é onde moleque indo no bosque, é, e juntar os amigos e ir para o bosque e tal.
E quantos de nós não crescemos ouvindo essas lendas urbanas também? Então é um negócio que pegou essa ideia do falo, puta, a gente colocou de terror, né, Max?
Sim, no sítio, tu vai viajar com a galera.
Mas olha só, o marketing desse filme foi acertado. Eu caí também que nem um patinho que nem os porcos, que é o seguinte: eu tava vendo o marketing deles e eles estavam proibindo os atores de dar entrevista depois, justamente para parecer que os caras tinham morrido no evento.
Foi boa, foi boa.
Tinha contrato, os cara não podia aparecer.
Sabe, eu vou falar que eu invejo o Gaveta para cacete, cara, que deve ter sido uma experiência fodida. Eu vi gente na sessão que eu tava acreditar no filme, chorar, sair chorando no final assim. Caralho, chorando! Eu vi, eu vi a pessoa aí, tipo, não, é mentira, é tudo mentira, eles estão vivos.
A pessoa ficava assim, cara, o final do filme, o corte dele com a pessoa, eu lembro até hoje, eu tô olhando para quina das paredes aqui de casa, eu tô vendo uma pessoa de costas aqui, tipo assim, nossa, não! É muito sinistro, cara. E é um fun fact, eu fui ver no Shopping Eldorado esse filme e eu fui entrevistado pela MTV quando eu saí da sessão do cinema.
Que maravilhoso!
Só que aí, de sacanagem, tipo assim, eu tinha achado, meu, incrível, aterrorizante e tal. Aí, de sacanagem, o cara me perguntou, ah, o que que você achou do filme? Eu falei, ah, gostei muito não, acho que não vale a pena.
Que babaca! Que isso, cara! Por quê?
Porque adolescente babaca, adolescente babaca, adulto babaca, adolescente babaca.
Na época eu tinha um fanzine, ela era underground.
Eu tava acreditando muito no filme, só que aí eu fui pesquisar para fazer a matéria e aí eu descobri que era mentira. Aí achei uma merda quando fui ver, achei uma merda. Depois eu passei a gostar, entendeu?
A gente vivia um período mais crente naquela época. Você lembra que o Fantástico sempre tinha uma reportagem sobrenatural? A menina que chorava vidro, não sei o quê.
Tinha direto. Lembra do Rá?
Claro, essas merdas naquela época, a gente era outros tempos, entendeu, cara?
Quando eu fui escrever a matéria, eu descobri que tem um município nos Estados Unidos chamado Blair, que não foi gravado nesse município, porém eles tiveram que desativar os telefones da prefeitura de tanta gente ligando para lá querendo saber informações.
Caraca, que doido!
Uma das coisas que esse filme marcou muito é que foi o primeiro filme de terror assim que eu conheci que tinha essa pegada do tipo, você não vai vai ver o monstro do filme, sabe?
É isso, foi uma das coisas que eu odiei.
Nossa, puta, isso aí é uma das coisas que me impressionou muito, porque eu fiquei, caraca, como é possível ficar tão apavorado sem ver o negócio? Eu molequinho também, né? Mas enfim, é porque isso é tipo, não tinha ainda uma referência de um Alien, O Oitavo Passageiro, que escondia muito o monstro. Eu não tinha referência ainda do Tubarão e tal. Então para mim, a primeira experiência que eu tive com isso de você não ver a ameaça foi com A Bruxa de Blair, velho.
O medo é sempre da antecipação, né, cara? É muito foda.
De verdade, até hoje eu considero um dos melhores filmes de terror da história.
Assim, o negócio é pensar que o terror ele tá mais na reação da pessoa, né, do que qualquer outra coisa, não no monstro em si. Então é o que eles fazem, né, no sentimento.
Esse filme passa muito essa angústia.
A menina catarrenta, né?
Coriza, não é catarrenta, coriza.
A primeira regra do clube da luta é: vejo gente morrer.
O auge da sua civilização.
Agora, o Gaveta falou de ser pego como patinho. Teve um filme dos anos 90 que pegou todo mundo que nem patinho.
O Sexto Sentido.
Ah, deixa eu fazer só um disclaimer antes da gente falar. Se você não assistiu até hoje, você vai se foder.
Se a pessoa 27 anos depois, ah não, que isso, calma, calma.
Já assistiu O Sexto Sentido, brother.
Se você não assistiu até hoje, pula um pouco aí, porque é uma experiência de vida você tomar.
Não, Marcelo, Marcelo, já foi.
Se você não assistiu O Sexto Sentido até agora, vai se foder.
Esse é o bom de ter visto esses filmes tudo tão criança, é um monte de primeira primeiras experiências. Foi o primeiro filme que me teve uma reviravolta no final. Eu não sabia que filmes podiam fazer isso.
Ah, plot twist?
É, eu nunca tinha visto um filme com final com uma reviravolta. Foi o meu primeiro, foi esse aí. Então não sabia que existia uma autorização para fazer isso, sabe?
Tipo, todo mundo caiu que nem um patinho porque achou que o Shyamalan era foda, né?
Não, eu vou concordar com o Tucano. A gente gravou há anos, anos atrás o Nerdcast sobre o Shyamalan. Eu meti o pau no Shyamalan naquela época. Eu fui vilipendiado, cara. Eu fui escroto Criticizado aqui nesse programa.
Eu gosto do Shyamalan, mas eu também, só que eu também, calma, ele vai do céu ao inferno, uma velocidade inacreditável.
Ele começou muito bem, né, cara?
Esse aí, Corpo Fechado, e começou com muitos filmes bons.
Não, A Queda da Manágua, ele fez O Sinais, que é maneiro, ele fez A Vila, é excelente A Vila.
Eu também, Dudu, A Vila tem haters para caralho, é mesmo?
Eu acho bom também, eu acho bom, eu gosto. Agora, agora Dama na Água é legal, não é o melhor, mas é legal. Pô, cara, o Fim dos Tempos, vocês viram o Fim dos Tempos?
Não, não, pera aí, ó, é 99. Não, pera, chega. 99, 1999.
Tá bom, então só tamo junto, cara.
Mas o Sexto Sentido não tem como, cara. Eu acho que não conheço uma pessoa que não gosta desse filme.
O Sexto Sentido é tão bom que o Shyamalan não deve nada a ninguém. Ele podia ter feito só esse filme e tchau. E tipo assim, o fato dele fez um monte de filme merda depois é triste, a gente fica meio com raiva.
Porra, o cara.
Mas cara, volta lá, o O cara fez esse filme, cara, o filme, um dos melhores filmes de muita gente, sabe, de suspense e tal, de plot twist.
E vocês não acham que esse filme é um filme que talvez hoje em dia, não é que ele não funcionasse, mas não daria para esconder? Porque assim, eu fui no cinema, eu não fazia ideia do que era esse filme assim, não tinha informação, não tinha um monte de canais de notícia e tal. A gente ia lá, vinha o que tinha no cinema para ver ali na hora mesmo, né, e entrava para ver. Então assim, Eu não tinha a menor ideia sobre o que que era, então nem sabia que era de espiritualidade, ser sentido, sei lá, intuição.
Eu não, cara, Bruce Willis, né? Eu não imaginava que ia ser nada sobre isso assim.
Esse filme, para mim, quando a gente fala que ele é muito bom, é porque é o seguinte: todo mundo fala da virada, né? Ah, o plot twist no final é maravilhoso. Mas até o ponto da virada já era um filmaço, já era um êxito. Sem a virada já é um filme. Quando deu a virada, ele foi de foda planetário.
Quando o menino fala para mãe que a avó, a a mãe dela foi no negócio que ela achou que a mãe não tinha ido, e a mãe começa a chorar. Tipo, é muito, é muito sensível o filme também.
Essa cena, a Toni Collette dá um espetáculo tão gigantesco, porque ele começa a falar do espírito da mãe dela, né? E é tão bem escrito a cena, porque você não sabe o que aconteceu entre ela e a mãe. Você sabe que ela é uma mãe meio largo filho para lá e para cá, tipo assim, ela tá tentando ainda, é uma mãe solo, né? E tá tentando viver a vida, sustentar o filho e tal, não sei o quê, fazer as coisas funcionarem, ainda as coisas não dão muito certo, etc.
E cara, quando ele começa a falar, tudo tá no subtexto. Você não sabe a história dela com a mãe dela e tal, mas cada parada que ele fala e cada reação dela, você vê o peso dessa culpa, dessa coisa, essa separação das duas, e como que no final de todo esse arco isso fecha a parte mais importante da relação dele com a mãe e da mãe com ele, né? Tipo assim, não tem nada a ver com o Bruce Willis essa parte, né? Tinha a ver com o dom dele de falar coisas espíritos.
E finalmente ele conseguiu se comunicar com a mãe sobre isso, e de uma forma que fechou essa ferida aberta no coração. Então o filme é um filme de terror, de suspense, com esse plot twist, mas tem essa história super bonita que tá no subtexto do arco da mãe dele, sabe?
Não sei se é terror, não chamaria de terror não.
É terror porque tem negócio de espírito e tal. Eles venderam um filme como filme de terror, né?
Tem uns sustos, né?
Tem uns sustos, tem sustos.
Só tem um problema esse filme, né? Só dá para ver uma vez.
Não, você tem que ver a segunda.
Eu O cara disse o oposto agora, que é o tipo de filme que quando você sabe o final e aí você rever, aí você começa a apreciar as outras coisas. Porque não é que nem tava falando, você não é só o final. E aí você começa a ver, caraca, é mesmo aqui essa cena, ele tira a mão e tá a marca da mão.
Imagina, o Max é o escolhido mesmo, né? Olha que jeito bonito. Porque eu, quando fui ver a segunda vez, Max, eu fui ver para ver, não é possível que esse filho da puta me enganou 100% do tempo. Ele errou em algum lugar, ele errou, eu vou pegar. Então assim, tanto é que esse filme ele tem a segunda maior bilheteria de 99, ele só perde do episódio 1. Caraca, que porra! Star Wars e tal voltando para o cinema. Eu, ser sentido, ficou em segundo lugar, cara, porque a galera acha que foi ver duas vezes mesmo.
Foi no mínimo duas.
Eu só queria deixar claro que foi uma piada, tá, gente? Eu aprendi com meu amigo Alexandre Otoni que quando um amigo faz a piada, você não vai contra a piada.
Qual foi a piada? Agora eu não sei, era uma piada? O que que você falou que é a piada?
Que só dá para ver duas vezes.
Ah, é, mas não gostei do timing.
Eu não vi o Tucano, achei que não foi aquela piada, não foi bem executado, timing foi ruim.
Tem que aprender comigo, os mestres estão presentes. Mas olha só, eu quero só falar também da escolha do Bruce Willis, que foi acertada. Por quê? Porque o Bruce Willis era um grande herói, né, um grande protagonista, um grande personagem, um astro. Então, embora ele não seja o vilão, não é essa, não é isso, mas você não espera que ele esteja morto, entendeu, cara? Você não espera isso assim. No teu subconsciente você já tá pensando que o Bruce Willis vai ser o cara que vai resolver a parada, vai ser, né, o protagonista.
Exatamente, tal. E aí isso também, se fosse um outro ator, talvez, entendeu, não fosse tão fácil de enganar. Então isso também ajuda. A escolha do ator também é importante, eu acho.
Falando em atuação, não dá para esquecer de falar do Haley Joel Osment, né, que é o que faz o menininho, que ele tava explodindo assim, explodiu por conta desse filme, né. Assim, era uma mega promessa porque o bicho destrói. É um absurdo a atuação desse menino nesse filme, foda demais.
Você tava falando que não dá para repetir a experiência do Sexto Sentido, mas só para tentar passar um pouquinho o que eu passei, porque eu fui ver esse filme no cinema sem saber nada, tomei o choque Eu lembro disso claramente, cara. Eu fui ver essa porcaria aqui na Barra da Tijuca, no Barra Shopping. Eu saí e era todo mundo se olhando. Eu lembro da sensação da gente falar assim, caralho, será que eu tô morto? Eu não sei, caralho, será que eu tô morto?
Eu lembro todo mundo falava isso assim, e você sai meio aéreo assim. Eu lembro que a gente saía aéreo, a gente foi pra praça de alimentação e todo mundo meio, caralho, será que eu tô morto mesmo? Todo mundo, cara, assim, esse filme deixou a gente pensando por dias, sabe?
E ele criou tipo assim, lembra daquela propaganda que era o cara saindo da fila do cinema e falando, o mocinho morre no final, a mocinha morre no final, queimado Quem matou foi o marido.
A mocinha morre no final, a mocinha morre no final.
Quem matou foi o marido, quem matou foi o marido.
Era tipo, eu nem lembro do que que era essa propaganda, mas esse filme ele era perigoso assim, né? Assim, lógico que a gente falou aqui que dá para ver o filme de novo e tal, mas se você toma esse spoiler antes de ver a primeira vez o filme, cagou tudo. Aí não tem como.
Eu e Agatha demos muita sorte porque a gente tava depois de sei lá quanto tempo, a gente foi na Blockbuster e alugou o DVD, a gente tava vendo lá. E aí a gente tava revendo, né, em casa, tereréu. Aí a vó da Ágatha entrou, viu que a gente tava vendo o filme e falou assim: ah, já vi esse filme, ele está morto. Caralho, soltou de graçaça assim a gente. Caraca, que cagada que a gente já fez essa porra, tá vendo de novo, sabe?
Você já tinha visto?
Ufa, cara, motivo de crime.
Dona Ieda, a senhora poderia ter roubado a gente de uma experiência Isso é de vida, cara.
Eu queria conversar com a audiência aqui, pedir desculpas aí para uma amiga minha dessa época. Eu já citei ela aqui, que ela lia a revista Sete na escola, levava lá, adorava cinema. E a gente falando no telefone, ela falou, não, me conta aí, eu não ligo. Tipo assim, eu falei, não, você vai ligar, porque é muito, tipo, sabe assim. Eu queria falar com ela sobre o filme, mas ela não tinha visto, então eu não ia contar a parada. Só que ela insistiu, não, pode contar, vamos falar do filme, não sei o quê.
E aí eu contei, e até hoje quando a gente se encontra, ela fala dessa porra aí, que realmente—
mas ela pediu.
Não, mas aí foi sentimento.
Ela pediu, ela pediu, ela pediu, mas às vezes—
peraí, peraí, que historinha é essa? Você tava conversando, queria falar sobre o filme com alguém, aí você escolheu uma pessoa que não viu o filme conversar sobre o filme?
Não, mas não, porque a gente conversava sobre outras coisas e tal, né?
A vontade de beijar faz a gente fazer cada coisa.
Aí você acabou completamente o assunto, aí você falou, sabe o que mais, eu vou estragar a experiência de uma vida agora.
Cara, por isso que eu brequei antes de começar o assunto, porque realmente eu tenho essa, né, a mágoa quem tem é ela, né? Eu tenho esse peso na consciência.
Os dois estão errados, ela de não ter visto o filme no cinema e você de ter feito essa parada.
Os dois estão errados.
Tava no cinema ainda, cara, tava no cinema ainda.
Então vai ver no cinema e a gente conversa depois. Não tinha nada mais de 99, tinha mais de 50 filmes fodas para falar no ano.
Exato, você tinha que estragar esse.
Eu queria puxar um aqui que foi muito falado na época. Eu só vi uma vez em 99 no cinema e eu não entendi o hype dele, que é o talentoso Replay, cara.
Não, porra, o filme é bom, as atuações são incríveis, cara. Que isso?
Eu entendo você. Ele não parece ser isso tudo.
Exato.
A história foda de um falsário, de um cara que falsifica identidade, dá golpe em todo mundo.
Porra, agora tá elogiando o Matt Damon, brother.
É o meu pai, caralho.
Eu realmente acho isso aqui foda, impressionante. Assim, não tanto pelo Matt Damon, apesar dele mandar bem, mas pelo, como é que é o nome dele?
Tem o Philip Seymour Hoffman nesse filme.
Isso, não, atuação, o Philip Seymour Hoffman nesse filme para mim é inacreditável, melhor do filme longe.
Não, ele é muito bom em todos.
Ele é excelente.
Aproveitando que puxaram o Matt Damon, Dogma, é de 99 também.
Opa, o filme proibidão da época!
Uma certa decepção que eu tive, que a gente já tava nessa onda de anjos e demônios e tal, e a gente foi ver e é um filme de comédia, né?
Mas enfim, é Kevin Smith, gente, é outra parada.
Pois é, cara, mas é um filme de comédia, uma crítica social foda e tal.
Aí chegou Metatron, o anjo, né, dando associação lá pegando fogo, aí eles jogam extintorada de trapalhões em cima dele.
Muito bom.
Alanis Morissette como Deus.
Eu confesso que esse filme, fizeram tanto hype dele, tanto hype. Não, Kid Dogma é muito foda ainda, porque a igreja tava proibindo, brother. Então eu fui com a expectativa muito alta, eu não fiquei tão impactado.
Esse filme eternizou Buddy Jesus.
Buddy Jesus, esse filme que o não salvo usou localmente.
Caralho, eu não salvo, Exatamente, esse filme eu não sabia.
Então, mas vocês não tinha impressão? Porque tinha saído antes o Stigmata. Eu não sei, eu relacionei, achei que ia ser na mesma pegada.
Não, não, não, Patrícia Arquette. O Mensageiro Noel é importante.
O 13º Apóstolo, cara, era muito bom.
Caraca, muito bom, cara. JC era o Chris Rock.
Você conhecia o JC? Era, tinha muita coisa boa.
Eu falo até hoje, eu falo que quando eu falo assim, tipo Jesus, Maria, José e os 12 Apóstolos, eu preto, falo 13.
Exato, porque foi limado, porque era o preto, o apóstolo preto que foi esquecido pela história. Exatamente, que foi apagado da história, né?
E ele fala que Jesus também era preto, né? O Jay-Z, o brother dele jogava carteado com ele.
Branco ele não era.
Até Salma Hayek nesse filme, ela é a musa, né?
Tem outro filme dessa época de demônio, anjo e tal, que era O Fim dos Dias do Schwarzenegger, lembra?
Nossa, nossa, primeira cena Arnold chorando, chorando. Com uma caixinha de música na mão. Excelente, sinto aqui que gosta do Arnold, cara.
Nessa época, eu não sei por quê, eu era muito fã do Gabriel Byrne. Aí eu fui ver esse filme, porque porra, é o Arnold Schwarzenegger e o diabo é o Gabriel Byrne.
Tu era fã por causa do Excalibur, como todos nós.
Do Excalibur?
É, do Excalibur. Gabriel Byrne é o Uther, cara. Uther, quer dizer, né?
É verdade.
Ele era o padre do Stigmata e aí no final dos dias ele era o capiroto, não era isso? Tipo, ele fez...
É, isso.
Pode crer.
Primeiro vocês falaram que era comédia, agora vocês falaram que é um terror.
E se eu for no meio do caminho?
Um pouquinho, 99 saiu A Múmia.
Olha aí, adoro A Múmia, cara.
Caraca, esse filme eu me diverti tanto, meu Deus do céu, marcou muito.
É um filme hollywoodiano bem superficial, mas ele marcou muito, cara. Tanto que o Brendan Fraser trabalhando agora, que vai fazer, ó, vai fazer de novo A Múmia aí. Então vamos, Múmia 4.
E aquele cara ficou a vida inteira conhecido como Imhotep, né, cara?
Imhotep, exatamente.
O nome dele é Imhotep, inclusive, não me engano.
Imhotep dos Santos, assim.
Nessa época, tipo assim, eu lembro que A Múmia marcou muito por causa dos efeitos especiais, do 3D, daquela tempestade de areia com a cara dele. Isso era muito impressionante na época. Eu lembro, a galera ficava muito, muito impressionada com efeitos visuais de A Múmia, que era uma parada top de linha na época. Já tinha tido Jurassic Park, etc.
e tal, mas até nas coisas pequenas, assim. Uma das cenas que me traumatizou muito desse filme era quando tem os escaravelhos que entra debaixo da pele do cara.
Nossa, exato, né?
Só vê o montezinho assim andando por baixo da pele. É um efeito digital tão simples, mas que funciona tão bem.
Esses caravelhos é o equivalente da nossa época. Eu não vou voltar não, vou só fazer uma referência. A Ilha de Khan, cara, quando o cara bota aquele vermezinho no ouvido do cara, sabe? Né? Parecida.
Tu falou da Ilha de Khan. Em 99 também teve Heróis Fora de Órbita, Galaxy Quest.
Ah, Galaxy Quest, brother! Que eu achei que não ia ser nada, mas esse filme virou um filme cult, que era uma É uma zoeira de Star Trek.
Tem o Alan Rickman, muito bom esse filme também.
É, cara, e é uma loucura, e é maneiríssimo, cara. É um filme que deu muito certo, é irado, muito engraçado, cara. Exato, eu achava que não ia ser nada e isso marcou para caramba uma geração.
É que a história é uma galera que faz uma série, né, de Star Trek, só que eles vão para o espaço e se metem em outras confusões.
É literalmente isso.
Mas tem legal do gosto desse filme também são coisas assim, essa coisa que fazia com Star Trek, né? Tipo, começa eles, né, no mundo real, né? Então, sendo uma convenção e tal, e aí tem aqueles tropos dos fãs. O fã sabe muito mais da série do que eles mesmos, sabe? Então essas coisas são bacanas, engraçadas. Até mesmo os alienígenas que eram fãs dele, quando eles vão lá, eles falam: mas você que fez tal coisa? Nem lembrava. Essas coisas da parte de comédia que são bacanas, né? Vale muito a pena ver.
Eu queria puxar um um assunto delicado aqui. Opa, Vivendo no Limite com o Nicolas Cage.
Puta, da ambulância!
Eu lembro que achei esse filme chato. Então ele foi vendido como Taxi Driver dos anos 90, né?
É, eu achei chato, eu vi até metade.
E aí Scorsese com Nicolas Cage, o Nicolas Cage que tinha ganhado o Oscar, né?
E roteirizado pelo Paul Schrader, que foi o roteirista de Taxi Driver.
Pois é. E aí ficou muito abaixo das expectativas, né?
É um filme que meio que ficou no tempo, não marcou, né? E o que é estranho isso, que são dois grandes astros, né, tanto diretor quanto ator, né. Na época o Nicolas Cage era um grande astro. E assim, daqueles filmes que, cara, tu nem lembra que é do Scorsese, né, cara. Parece que é um filme, mas eu não achei também tão ruim não.
Eu acho que difícil ser ruim sendo do Scorsese, mas assim, comparado realmente com as outras coisas que ele fez, assim, esse aí tá sempre esquecido.
A primeira regra do clube da luta é: veja o jeito bom.
O auge da sua civilização.
99 teve a volta do Stanley Kubrick.
Kubrick, para mim um dos grandes diretores que eu mais gosto. No seu último, ou quase último filme, né, porque dizem que ele começou a preparar o Aí, né, depois o Spielberg terminou. Então tem meio que isso. Agora é assim, oficialmente é o último filme do Kubrick e é um filme muito, deu muito o que falar, porque tinha até hoje, né, e o Tom Cruise e a, como é que é o nome dela, e é um clima muito onírico, né, cara, aquela parte voltou à tona, né.
Ultimamente, e falam que foi inspirado já naquela época no esquema do Epstein.
Sim, sim, sim. E cara, tem caras que estudam Kubrick e tal que dizem que o filme realmente foi mexido tipo depois que ele morreu, sabe? Que não é o estilo, algum estilo de algumas cenas não era o que ele faria, por exemplo e tal.
Tem a teoria da conspiração que ele foi morto por causa desse filme. Sim, tem as teorias de que ele não acabou o filme, que mexeram no filme depois que ele tinha morrido, né?
Porque ele morreu antes do filme estrear e ele discutiu né, David, que ele discutiu com os produtores. Tem um podcast que é o Tarantino e esse cara que eu não sei o nome dele, que é um cara que estuda aí o Kubrick e tal, e eles comentam sobre esses assuntos aí que o David tá falando.
Mas tem aí, tem uma galera que disseca uma cena que seria mais emblemática nesse sentido, que seria mais ligada na parte dos Epstein Files, esses círculos de pedofilia e paradas bizarras aí, que é a cena final justamente, que ninguém se ligou e deixaram ela, né? Ninguém se ligou, quem tentou manipular o filme, eu digo, que é o casal lá, o Tom Cruise e a Nicole Kidman, estão chegando numa loja infantil, tipo uma Falso Artes da vida e tal, e eles estão com a filha.
E essa é uma cena do filme mesmo, né? Então eles estão com a filha e em dado momento eles se afastam, a filha vai embora e ela é levada assim, pega na mão, é levada por dois velhos, dois homens velhos, e eles, o casal fica na loja. O que o pessoal atribui ao significado é que eles estão entregando pedofilia por esse culto.
Exato.
Se você digitar no Google, pelo menos aqui no meu algoritmo, Stanley Kubrick, vai aparecer Stanley Kubrick filmes, Stanley Kubrick De Olhos Bem Fechados, e depois De Olhos Bem Fechados Epstein.
Se você começa a pesquisar, isso é buraco do coelho, rabbit hole ali, né? Você vai, você vai caindo em um monte de buraco do quê, meu amigo?
Desculpa, coelho, do coelho.
Você não terminou a palavra aí?
Menino, você tá mudado, menino.
Que isso?
Esse filme tá mexendo com a minha cabeça, desculpa.
Pô, mas esse filme eu fiquei perturbado. Eu lembro que a minha namorada na época, provavelmente é que eu terminei que eu fiquei puto depois, mas eu lembro que ela odiou esse filme. Ai, que porra, que esse filme fica repetindo aquela, aquele pianinho o tempo inteiro. Mas eu lembro que foi uma das primeiras vezes que eu fui do contra em relação a ela assim, e eu gostei. Eu falei, cara, eu sei que ele me deixou desconfortável, mas É, mas eu gostei.
Eu falei, o cara me manipulou, cara, o cara me deixou desconfortável. Isso foi legal.
É que tem filmes, a gente entende isso depois, né, que tem filmes que a intenção é te deixar desconfortável. Então tu sai do cinema não gostando e depois você entende que a intenção era essa, né? Tipo os filmes do Aronofsky, assim, cinema não é só entretenimento, né?
Tipo assim, é entretenimento, mas ele não tá só para te deixar feliz, né, ou empolgado.
E tem uma, assim, fala-se muito esse negócio do culto, mas o filme todo em volta disso uma cena lá que não sei se vocês lembram, que ele vai tentar ter uma coisa com uma prostituta e não dá certo. Aí quando ele volta no dia seguinte, a mulher fala: não, ela tava com AIDS, não sei o quê. Aí tu fica: caraca, sabe? Tipo, então todo filme ele é em volta dessa coisa do sexo, o quão perigoso é o sexo, a relação do sexo com morte e tal. É um filme bem, bem tenso mesmo, cara, bem interessante para ser estudado.
Trilha sonora é sinistra, né? Tem essa musiquinha do piano que é extremamente angustiante, mas tem também outro que é uma música meio ritualística que também é sinistra.
Nossa, a música é Essa música ritualística é sinistra, tá na minha mente, eu tô ouvindo ela agora em loop e não vai parar até amanhã.
Não, é um filmaço assim, e que pega esse contexto do suspense e começa a levar para uma parada tão assim de tipo você não saber mais o que é verdade ou não, a paranoia, que como o público pega um clima de paranoia, sei lá, meio, sei lá, filme anos 70, e traz de volta.
Bebê de Rosemary, Bebel de Rosemary, tem muita coisa, é bem Isso mesmo. Agora, só para um fun fact aí, que teoria da conspiração com Kubrick mesmo, né? Porque tem aquela história de que ele filmou, dizem, né, que ele filmou. O Tucano vai gostar. Homem na Lua, Homem na Lua, né?
Ah, começou!
Ah, pode crer!
Porque ele pegou, ele pediu uma lente emprestada pela NASA, ele criou uma câmera, né, para filmar com luz natural, para filmar o Barry Lyndon. Aí fizeram essa ligação de que ele, ele que filmou Homem na Lua e fez 2001 e tal.
Então, enfim, é legal que a NASA gasta 4% do PIB dos Estados Unidos por vários anos, mostra um monte de foguete no espaço, mas na hora do pouso na Lua a gente vai botar no chroma key.
Isso aí é desvio de dinheiro, todo mundo sabe.
Tuca, não dá mais, por favor. Nem para nostalgia desse Tucano conspiratório eu gosto de ouvir. Eu me sinto tão incomodado quanto Tom Cruise naquela porra daquele ritual de olhos bem fechados.
Primeira regra do clube da luta é: vejo gente morta.
O auge da sua civilização. Eu queria ouvir a reação de vocês a isso aqui, ó. Cavaleiro Sem Cabeça com Christopher Walken.
Eu adoro esse filme!
Gostei, gostei.
É de 99?
Caraca, eu não sabia que era de 99.
Eu gosto, eu gosto.
Você não gosta? É bom, filme ótimo.
Não, eu gosto. Não, é que eu achei que não ia detonar. Eu falei com medo, eu tava a princípio—
Não, divertido. Icabod Crane, sabe? O negócio desse filme é É a vibe, é o clima de, sabe, Tim Burton, cara.
Tim Burton, não fala só Tim Burton, mas Tim Burton fazendo assim terror, terror mesmo, com Johnny Depp, né?
Puta parceria!
A estética do terror para fazer uns filmes mais família, ele não. Agora eu vou fazer uma parada que é pesada assim para os padrões do Tim Burton. É, eu fiquei traumatizado com uma cena desse filme, que é quando tem um cara lá na igreja, um negócio quebra a janela e taca o cara assim por trás. Puta merda, essa cena me traumatizou muito.
É bem mais do que um, sei lá, Eduardo Monte Tesoura, ou até, sei lá, Os Fantasmas Se Divertem.
Não, pô, esses são engraçadinhos e tal, comédia. Esse filme é terror. Pô, quando o Christopher Walken abre a boca, mostra a cara com aqueles dentes serrados dele, todos pontiagudos. Nossa Senhora, é muito aterrorizante. Aquela árvore, né, que ele mergulha naquela árvore do inferno e tal. É um filme que, pô, cara, é muito maneiro. Um filme, ele é mais jovem jovem adulto, e não é um terror pesadíssimo, etc., né, para molecada e tal também, adolescente e tal.
É cara do Tim Burton. Eu acho esse filme muito maneiro, cara, super autoral. A música é maravilhosa. Esse filme, eu lembro que eu ficava empolgado que esse filme tinha o Imperador Palpatine e o Alfred dos filmes do Batman.
Caraca, eu nunca fiz essa conexão, bicho.
Tinha a Christina Ricci, né, a Wandinha.
A Wandinha, exatamente.
Tu fala Wandinha, geração Nova já não pega, não pega. Não, porque agora é outra bandinha, já tem, já teve.
Ah não, é a bandinha dos filmes da família, exatamente, os filmes antigos dos anos 90. Mas cara, filmação, filme muito maneiro.
O lance que me conquistou muito nesse filme, cara, foi porque eu jogava Ravenloft na época, né? E o filme, se você for ver, veja esse filme, quem joga Ravenloft no D&D, que é exatamente Ravenloft. Inclusive a questão das brumas, sabe, cara? Aquele negócio do nevoeiro que fala tal. E tem o Lorde do Domínio, cara, O cara é exatamente Ravenloft.
A Zagão jogou muito Ravenloft.
Do nada, do nada, alguém jogava. Que porra é essa?
Tá querendo pegar piada nas questes do Velho Testamento para trazer para cá.
A primeira regra do clube da luta é: veja o jeito de morrer, o auge da sua civilização.
O lugar chamado Not Hill, vocês viram?
Caramba, melhor comédia romântica, uma das melhores.
Não dá para— o Rio Grande não dá. Ah não, cara, uma das melhores.
Outra coisa, 99, a gente ia falar de Notting Hill.
Eu descobri uma parada. Vocês lembram que tinha um cara que era o alívio cômico, né? Que era, porque assim, era mais romance do que comédia romântica, né? Só que tinha um cara que ficava de cueca. É o Otto Hightower, é isso aí.
O cara faz o maior papel de sério agora no Cidade Dragão.
Perdeu a cabeça, tá igual um encabólio.
Aí, toma ali spoiler para quem não viu.
É isso, porra, caralho.
Ó, tem um filmaço de 99 Muito melhor do que Notting Hill, American Pie.
Nossa, o primeiro foi 99?
Foi o primeiro, foi 99.
Marcou demais, 99.
Cara, tá brincando?
Tava vendo White Lotus.
Caraca, Tucano, que coisa impressionante! Você tá vendo White Lotus?
Mas que Tucano tá vendo em pé de laço, Alexandre!
Olha aí, primeira e segunda temporada tá lá, a Mãe do Stifler.
Você sabia que a Mãe do Stifler, na época que ela era Mãe do Stifler lá no American Pie, ela era mais jovem do que nós hoje.
Pô, mas isso é fácil, né?
Mais jovem que o Max.
Não, mas o Max é o caçula, né?
O café com leite.
Agora eu fiquei curioso para saber qual era a idade dela, para ver se eu já passei.
42 na época.
Nossa, caraca!
Ela tinha 37 anos de idade.
Não, que mentira!
Nossa, era mais nova ainda.
Não, caraca, mas não bateu nada ainda.
Caralho!
Uma das minhas comédias favoritas é também de 99, que é Os Picaretas, que juntou o Steve Martin com o Eddie Murphy. Vocês lembram desse filme?
Não lembro, cara.
Não lembro.
Ah, ninguém lembra?
Existência desse filme, mas eu não lembro de verdade.
Ah, lembro! Chubby Rain, Chubby Rain, que eles vão fazer um filme de uma invasão alienígena, que os alienígenas vinham na chuva gorda. A chuva era um pouco mais gorda que uma chuva normal porque ela tinha, sei lá, alienígenas. E aí é a história deles querendo fazer esse filme bosta, um filme B. E aí sei lá por que que ele tem que fazer com o Eddie Murphy, faz um bobo alegre.
O que acontece é o seguinte, eles não contam para o Eddie Murphy que eles estão fazendo um filme.
Isso, eles não contam.
Então tudo que acontece, o Eddie Murphy fica bolado. Tipo, a mulher vinha matar ele. Que que essa mulher tá vindo matar? E ele fica, começa a fugir da mulher.
Ele—
mas por que que ele não podia saber? Que eles queriam criar uma linguagem autêntica do ator que não sabe que tá fazendo um filme?
É, o cara não queria gravar porque eu acho que era um lance desse assim, não lembro. Eu ia ter o ator que era o tipo Eddie Murphy, não podia. E eles acharam esse cara que era da lanchonete que era igual ao ator. Então vamos filmar com esse cara, as pessoas vão achar que a gente tava filmando com o Eddie Murphy mesmo. Só que o cara não queria atuar, então eles botaram o cara sem ele querer no filme. Eles inventavam o filme. Cara, esse filme foi muito engraçado, cara.
Caraca, eu fui ver quem dirigiu esse filme, foi o Frank Oz.
Frank Oz, o Yoda.
Fez a voz do Yoda, pô.
Agora, falando de comédia, Office Space: Como Enlouquecer Seu Chefe.
Ah, esse é um filmaço, cara.
É engraçado porque apesar dele ter umas coisas que parecem um pouco datadas de vida de trabalho, ele tem tanta coisa que é tão atual ainda nesse filme, cara.
Cara, muito. O The Office, o The Office totalmente. Eu não sei se o Ricky Gervais bebeu nessa fonte depois para fazer o The Office, a versão obviamente britânica, né, porque foi adaptada para os Estados Unidos. Mas assim, ele era o The Office antes de existir o The Office, sabe? E ele era uma comédia meio difícil de— que ele é do Mike Judge. Mike Judge, ele é o criador do Beavis and Butt-Head, dele é o diretor do Idiocracy também.
Então ele tem toda— ele sempre faz esses filmes meio tipo fora da caixa, totalmente fora da curva. O Office Space é essa história de alguns caras que trabalham no escritório de bosta, meio The Office, tá meio Dunder Mifflin, e eles odeiam trabalhar lá. E tem a mulher que fica atendendo o telefone.
Just a moment.
E o cara quer se matar. Então o filme tem esse marasmo deles estarem morrendo lentamente nessas baias de um escritório, né? Sem nada para viver, né? E outras relações de trabalho, tipo a Jennifer Aniston faz uma garçonete que ela tem que usar os pins naquele lá na roupa, no uniforme dela. E ela usa só um ou outro e o cara faz assim: Não, você não vai usar os pins? Ela faz assim: Mas não é, não é obrigatório. Você falou que não é.
É, não é obrigatório. Mas você sabe, né? Quem usa mais pinza, a gente sabe que tá mais comprometido.
Acho que o lance aí é o cara se achar o máximo. Eu tenho umas pinzas, eu sou tipo um diamante, eu sou um ouro, sabe? Isso que é essa piada.
Exato. E é maneiro que junta um monte de gente que tá super insatisfeita com o trabalho, etc. Eles decidem roubar a empresa, tipo aquela parada de roubar um centavo de cada conta que eles tinham e botar numa outra conta. Eles fazeram uma conta milionária e desviaram esse dinheiro, etc. Então o filme vira, depois de, né, dessa comédia do dia a dia monótono desses Agora vira tipo um heist, né? Eles querendo fazer esse assalto à própria empresa.
Tem a cena maravilhosa que até hoje é lembrada do assassinato da impressora, que foi muito emblemática. Eles levam a impressora no porta-malas, eles abrem o porta-malas.
Cara, essa cena é maravilhosa da impressora. Puta que pariu, cara.
É maravilhosa. Eles assassinando como se estivessem matando o Joe Pesci no cassino, sabe?
É maravilhosa.
E o foda é que tem um cara que eu gosto muito dele como ator, Stephen Root. Ele faz o Windows Base, sim, exatamente. Ele é o maluco lá que fala que vai foder tudo, tem que tocar o sino. Ele faz o cara que é o super nerdão quase invisível do escritório, que só fica: alguém roubou meu grampeador. E o cara vai sendo rebaixado dentro de— ninguém demite o cara porque não pode, sabe? Ele vai sendo rebaixado, rebaixado, rebaixado. E no final ele tá trabalhando no almoxarifado, no subsolo e tal.
E ele é o cara que taca fogo na porra toda da empresa e acaba com todas as evidências que os caras roubaram a empresa. No final é um filme redondinho, maravilhoso, fora da curva. Uma comédia que você não espera. É uma coisa meio Vixe de 40 Anos, sabe? Aquela comédia inesperada que você tem um monte de assuntos que você nunca parou pra pensar antes. Hoje, óbvio, depois de The Office, vai ter muita coisa que você vai: ah, já vi isso tudo no The Office, etc.
Mas isso, sabe, precede The Office. É um filme que marcou muito a época. E até hoje ele tem lá os seus filhos, né.
Quando eu conheci a Bárbara, ela tinha uma comunidade no Orkut chamada Eu Quero Botafogo no Prédio. Que era por causa desse filme.
Caraca, muito bom!
Amor de primeira!
Primeira vista assim, meu Deus. Ah, é, Tucano apaixonou na hora.
O Tucano achou que era Clube da Luta, né, mas era outro filme.
Esse filme tinha também o Michael Bolton, lembra desse personagem?
Sim, que era o Nerdola, que ele tinha que explicar que ele não era o cantor o tempo inteiro.
Exatamente, muito bom.
A primeira regra do Clube da Luta é: veja o jeito bom, o auge da sua civilização. Ó, dentro das comédias tem um clássico também que é Máfia no Divã, né?
Nossa, de 99, muito bom!
Pode pular esse inclusive, né?
Não, foi antes do Sopranos, acho que foi meio junto, né, Dudu?
Foi meio ali na mesma época, né?
A impressão que eu tenho é que tem uma inspiração no Sopranos esse Máfia no Divã.
A gente falou isso no, acho que no Nerdcast de Sopranos, que por ter sido tão junto não deve ter tido conexão.
Mas essa foi a primeira comédia com De Niro?
Ah, eu não sei.
Não, ele fez o Rei da Comédia, literalmente.
Não, mas aí não é comédia. Mas assim, é porque isso é tudo antes do filme dos Fockers, essas porras.
O De Niro, ele tava ali, tinha aquela, ele era aquele badass, aí fuck you down, Chinatown, não sei o que lá, né? E de repente ele fez esse filme, esse filme foi uma quebra de expectativa, né?
É o tira do jardim da infância dos velhos chorando.
Isso é muito bom, né? E pegou todo todo mundo quis, cara, ver uma comédia. Cara, é isso, é o Tira do Jardim de Infância que foi para o Schwarzenegger. A primeira comédia de Schwarzenegger que todo mundo foi ver pela curiosidade maluca de ver o cara fazer comédia foi isso, De Niro. E foi ótimo, né? Funcionou para caralho, né, cara?
Quando eu fui ver, eu não achava que ia ser tão bom. Esse é aquele filme assim, ah, deve ser mais ou menos. Eu, acabou o filme, pô, não é que foi divertido esse filme?
Foi divertido para caramba quando eu vi esse filme.
O Méria Coincidência a gente pode chamar de comédia?
Não.
O De Niro é foda, marcou para caralho. E ele forçado, né? E tipo assim, you have a gift, you have a gift. Mas quem carrega esse filme nas costas pela comédia é o Billy Crystal, que ele é um Super Saiyajin de comédia, entendeu?
Sim, sem dúvida.
Nesse filme é o Billy Crystal e o De Niro é a escada pra coisa acontecer, né? Que a magia é feita no Billy Crystal, né, cara?
Eu tô vendo aqui, antes de Máfia no Divã, ele fez Ronin, Grandes Esperanças, Jackie Brown, Fogo Contra Fogo. Era só filme sério, sabe?
Então não tinha comédia, foi a primeira comédia dele.
É, não tem o que tu É por isso que eu perguntei se o Mera Coincidência pode ser considerado uma comédia. O papel dele não é assim mega engraçado, mas o filme é uma comédia, né?
Mas é que eu acho que é isso que você falou, o papel dele no Máfia do Divã, ele é mais a parada cômica do filme, né?
Que é uma comediazinha leve, né, de Hollywood.
É uma sátira, então meio que tá ali dialogando com comédia, mas é uma comédia no mesmo estilo do Máfia no Divã.
É meio sátira, exatamente, é diferente.
Um dos filmes que eu mais vi na vida, eu até fiz um top sobre isso daí, eu não sei se Ninguém vai se juntar comigo nesse, tá? Mas vamos ver, para mim ficou marcado o finalmente o filme do South Park, que foi em 99.
Eu vi no cinema, porra, boa!
Esse eu ri demais, deixa chorar, eu ri de chorar.
É isso que tem a música do Canadá, não é? Isso é Tem as músicas aí, tem a música da mãe do Cartman também. Nossa, bom demais!
Não, não, sim, pegando, comendo diabo. É porque assim, até então você tem uma série, especialmente uma série animada, vai fazer um filme, o filme é sempre meio secundário, é sempre meio, é uma história, parece que os cara pegaram um episódio deixaram para fazer um episódio. É, e essa foi a primeira vez que eu me lembro assim de ter visto uma série animada e vai ver o filme e não parecia só um episódio, parecia um— não, cara, os cara guardaram várias das melhores piadas deles para o filme. E aí saiu tudo no filme.
Para continuar nas animações aqui, eu vou falar 3 filmes, mas eu quero focar em um. Os 3 são Toy Story 2, que foi a terceira maior bilheteria desse ano de 99, é que foi a primeira continuação, né, da Pixar ali. Era o segundo filme da Pixar, na real.
Bom demais.
Aí tem o Tarzan também, da Disney, trilha sonora de Phil Collins.
Você não acredita?
Maravilhoso, filme é excelente, maravilhoso, excelente. E O Gigante de Ferro, cara.
Eu não sei qual é o hype desse filme, não consigo entender.
Crianças choraram Choraram, Azaghal. Vocês já não eram mais criança.
Tem criança chorando até hoje.
Tem piada disso no Ted Lasso, que ele bota o Iron Giant, ele fala: calma que daqui a pouco vai ter uma sala cheia de adulto chorando. Aí mostra a pessoa vendo o final, todo mundo chorando.
É que para muita gente esse foi o primeiro filme super emocionante assim, que tipo ele morre no final, né? E aí todo mundo fica destruído. E aí acho que você, quando é criança, você chora. Eu não chorei quando eu vi a primeira vez, que eu vi adulto já. Eu achei bonito o filme, etc. e tal. Mas eu entendo. Max, você chorou?
Sim, com certeza.
Aí, ó, tá vendo?
Chorei nos 3, no Tarzan, no Toy Story e no Gigante do Céu.
Aí já é demais.
Tarzan, brother, chora que pá do Tarzan!
Deixou um legado importante, que foi o filme que lançou a carreira do Brad Bird, que é o diretor desse filme. E depois ele fez Os Incríveis, fez Ratatouille, fez o terceiro Missão Impossível também, que não é lá o melhor filme dele, mas enfim, é bom, é bom, é bom. Agora, o Tarzan foi um negócio que, esse das 3 animações aí que Marcelo citou, Tarzan foi a animação que me pegou nesse ano assim, foi um negócio de louco. O que lembro que mais me pegou era o senso de dinamismo que o filme tinha na direção que fazia da ação.
Então é um filme que já experimenta mais com computação gráfica pra fazer as cenas dele surfando nos troncos. E aí você junta isso com a trilha sonora do Phil Collins, que o próprio Zagal já falou aqui, que é um negócio absurdo. Tem meme até hoje que é maravilhoso. Tipo, esses memes são muito bons. É tipo, a Disney falou assim, ó, Phil Collins, seguinte, é um filme sobre um cara criado por uns gorilas e tal, não precisa fazer nada demais. Não, aí o bicho vai e faz essa paulada de trilha sonora.
E a versão em português é de quem? Do nosso amigo Ed Motta.
Parabéns pela memória.
Ele tinha feito o Nando em Por Amor na Globo, ele tinha o cabelo mais comprido.
Parabéns pela memória.
Essa mesmo, cara, é isso aí. Com aquela música lá da Palpite, lembra?
Palpite, andando de helicóptero.
Ele era piloto de helicóptero.
Mas Toy Story 2 eu achei incrível porque ele conseguiu ser uma continuação de um filme que já foi incrível, revolucionário, cacete e tal. E ele conseguiu não ser só mais do mesmo, ele conseguiu expandir essa história e juntar outros temas, da coisa do Woody ser peça de colecionador e o cara querer juntar, né, a coleção toda para mandar para o Japão. Então os temas todos ficaram incríveis, né? Ainda falando de brinquedo, ainda explorando todo o universo deles, foi muito criativo.
Como não foi só um caça-níquel de, ah, fez sucesso, faz mais um filme aí. Não, cara, é um filmaço.
E trouxe personagens que ficaram, né?
A Jessie, né?
Ela não tá no 1, né? Ela aparece nesse aí e ficou para sempre, tão importante quanto todos, né? Exato, exatamente.
Aí esse negócio de expandir o universo, literalmente, né?
Porque era antes era casa do terreno deles, depois eles vão, agora eles vão para outros lugares, né? Vão para aquela loja de brinquedo, depois vão para casa do cara, depois vão para o aeroporto e tal.
Pô, a gente viu por dentro do negócio das malas, brother, pela primeira vez na vida!
Mas expandiu o lore também no sentido de mostrar o Woody, que a gente achava que o Woody era um boneco que tava ali, né? E depois você vê que o Woody, aí tem essas teorias que a gente até já falou em outros programas, de que o Woody era um boneco do pai do Andy, né, cara? Que é um boneco bem mais, e faz sentido por ser negócio de colecionável, Bojador, tipo um cowboy dos anos 50 e tal. Então realmente expandiu e continua, foi o que você falou, cara, não foi só uma cópia do que é o primeiro, né, fez totalmente diferente, expandiu o universo e continua sendo emocionante pra caramba, como todos os Toy Story é, todos são.
A motivação do vilão, que é o Prospector, que é o brinquedo que nunca foi tirado da caixa e ele nunca foi brincado, então ele não tem nenhuma empatia com essa parada de brincar, porque ele não viveu essa experiência. Então pra ele, ele que foi sempre esquecido dentro da caixa, ele quer puxar os outros pra pelo menos ter algum destaque, algum, algo. A vida que ele imagina na condição de um brinquedo de caixa é pelo menos ser admirado à distância e não ficar esquecido num armário. Que história incrível, cara!
Por isso que eu abro todos os meus até hoje, não deixo nenhum fechado.
Os Toy Stories sempre trabalham com isso. Eu acho muito legal usar essas motivações humanas. No terceiro também tem aquele ursinho, né, que foi jogado fora. Então ele também tem essa frustração, assim como esse boneco do segundo tem, né. Então, porra, olha como é que os caras trabalham emoções humanas, cara. É muito maneiro, cara.
É primoroso.
O exército de Buzz, né, que tem naquela loja também. O Imperador, né, a história do Imperador também, muito maneiro.
E ele era pai do Buzz, a gente descobre.
A Disney tá tentando fazer um rebranding do Lotso. Você olha na internet assim, a galera que, ah, nossa, adoro o Lotso! Aí tem um monte de ursinho do Lotso agora, produtos dele.
Na China a gente viu Lotso para caralho.
Então, tipo, então, olha aí, tá rolando esse rebranding aí. Antes não era tão mal assim, tá?
Ela tem igualzinho, igual do desenho, igual do desenho. Eu falo assim, caraca, você sabe que você tá comprando vilão. Aí eu falei, mas ela é tão fofinha, é tão fofinho. E ela vai, ela dorme com ele.
Daqui a pouco ele joga os brinquedos dela na fornalha, fica ligado aí.
E a Disney tá fazendo isso agora porque o vilão desse Toy Story 5 aqui não é o, não é o tablet? E aí a Disney tá vendendo essa capa de tablet em tudo que é lugar.
Puta merda, acabou no 3. Toy Story fechou no 3, fechou bonito.
A primeira regra do clube da luta é: veja o auge da sua civilização.
Eu quero trazer um filme, Magnólia, também é de 99, com Tom Cruise também.
Boa!
99 teve muito filme de tênis verde, mas isso é um tênis verde de Hollywood, né, cara?
Isso que é interessante, né? Mas é um filmaço, cara. É um, acho que o primeiro filme que o Tom Cruise saiu da zona de conforto dele, né?
Exatamente. Um filme com cara de independente, só que de Hollywood.
Esse que eu Nascido em 4 de Julho, né, David? É o primeiro filme que ele não tá bonito.
Faz sentido você tá falando, é porque esse aqui ele tem essa cara de independente. O Nascido em 4 de Julho é um blockbuster também, mas com certeza tá fora da zona de conforto do Tom Cruise, certamente. Mas, ó, outro filme que teve com essa vibe, não independente, acho que essa vibe, é O Informante, né? Russell Crowe e Al Pacino, né?
É Al Pacino, exatamente, né? É que é a história da grande denúncia que saiu no 6th Sense, né, que ele ele era um detrator da indústria de tabaco, que foi um mega julgamento que provou que a indústria do tabaco sabia que o cigarro, né, tipo assim, viciava, era feito de propósito, tava ligado, associado a câncer, e tudo que eles ficaram durante um século fazendo propaganda em Hollywood, que cigarro era coisa de legal, de gente boa, de gente bonitona, e que era cool fumar.
E tinha um grande segredo, e esse cara deu uma rasteira na indústria do tabaco que perdura até hoje. Ele ficou tentando recuperar esse mercado com vape agora, essas porras, etc., mas assim, tudo mudou para sempre descobre depois dessa história, depois dessa reportagem do 60 Minutes, do julgamento, etc. e tal, né?
E Russell Crowe arrebenta nesse filme, arrebenta.
Ele deveria ter ganhado o Oscar por esse filme, mas ele foi ganhar pelo Gladiador depois, mas ele arrebenta nesse filme.
Mas acho que é o melhor papel dele, né?
É o melhor, com certeza.
O Russell Crowe, que era para ter sido o Tyler Durden, né? Vocês sabiam?
Ah, é?
Não sabia também, né? E o Aragorn, eram os dois.
Ah, o Aragorn já sabia, mas Tyler Durden não sabia.
E o narrador barra Jack foi cogitado Matt Damon e o Sean Penn.
Nossa Senhora!
Outro filme nessa pegada aí, Beleza Americana.
Beleza Americana, eu não tinha maturidade para entender.
Eu também acho, Dudu, eu também acho que não tinha.
É o filme do ano, né?
É, ganhou Oscar, ganhou, foi melhor filme, ganhou tudo, ganhou 5 Oscars, eu acho que ganhou melhor filme, melhor ator para o Kevin Spacey, melhor uma porção de coisa. E aí entrou numa onda agora das pessoas falarem mal desse filme, das pessoas assim, ah, esse filme não era tão bom assim não, a gente se empolgou. Ah, bom, eu fico com ódio Muitas pessoas falam isso, cara. Esse filme era bom sim.
O Sinistro, que se não me engano foi o primeiro trabalho do Sam Mendes no cinema, né?
Isso, Sam Mendes.
Sam Mendes, ele fez depois Estrada para a Perdição, 1917, recentemente o Rambo, né?
Fez o Skyfall do 007 também.
Não, ele é um super diretor, cara.
Ele estreou nesse filme, caralho, foda.
Quem nunca filmou um saco voando no vento assim, um saquinho de plástico, né? Tentou alguma coisa engraçado para mim.
Filma o saco voando no vento. Para mim, esse filme, ele é engraçado porque esse aí é um filme que obviamente meus pais não deixaram eu ver quando esse filme saiu, né, porque eu era uma criança. Até porque o pôster é aquela, né, a moça lá com as pétalas, não sei o quê. Então esse é um filme que essa era a imagem que eu tinha do filme durante vários anos da minha vida, né, assim.
Então eu não sabia que era um filme proibidão.
E aí você entra na adolescência e fica, nossa, esse filme deve ser— então eu tinha criado toda uma imagem, uma mística desse filme. E aí quando eu fui ver ele de fato mais velho assim, e aí eu fui ver que tipo, caralho, não, pera aí, o cara, fim da menina, é uma parada creepy pra cacete. Então me surpreendeu pra caralho, porque eu achava que o filme ia ser outra coisa, sabe? Tipo com aquela mente de adolescente, não sei o quê.
Mas aí você vê assim, caraca. E só por essa rasteira que o filme me deu por conta dessa expectativa já me pegou demais. E aí depois você vai apreciando o filme por outras coisas que ele faz de construção de cena, as atuações mesmo assim, o roteiro. É um filmão.
Mas esse personagem aí do militar, tu vê que ele não só tem essa angústia de esconder isso, ele joga essa angústia para tudo em volta dele. Então ele joga frustração no filho dele, o filho dele vive sob essa regra. O medo que ele mais tem é que o filho possa ser homossexual, tipo um pavor da vida dele. A mulher parece que tá em cárcere privado assim, ela não vive, ela tá lá anulada, ela tá anulada porque ele montou o castelinho dele do que ele acha que tem que ser uma família.
E aí o filme ele vai todo revertendo isso, né? O cara que é o machão, na verdade você vai ver que ele só é um cara que tá vivendo em frustração absurda. A garota que fala que é popular, no final você vai ver que na verdade ela é uma insegura do caramba. A mulher, a esposa, que na verdade ela valoriza tudo, valoriza o material o tempo inteiro. Tem uma cena do sofá que é muito legal, que ela, né, aquele derrama o negócio no sofá.
É só um sofá, porra! Ela quer se relacionar com outro cara só porque ela tá pensando na grana, no dinheiro. E chega no final, ela chega à conclusão que não importa, né? Quando o cara se mata lá, ela abraça a roupa dele e ela vê onde realmente tá o valor das coisas. Então é um filme que vai revertendo o papel de todos, né?
Todas as pessoas estão fugindo de algo. Ele tá fugindo, ele fala, vai trabalhar no McDonald's, você é muito qualificado. Ele Eu quero trabalho com menos responsabilidade possível. É, o cara tá fugindo da realidade dele, a filha fugindo dessa família totalmente disfuncional, vai, né, achar no garoto esquisitinho também da outra família disfuncional alguma coisa. Os dois estão fugindo daquelas famílias e eles se encontram nesse meio do caminho.
Todo mundo tá fugindo, usando uma máscara e fugindo de uma realidade que no final, quando ela chega em todo mundo, né, finalmente o filme desabrocha e acontece, né, o clímax, etc., do filme.
E é muito curioso, cara.
O Dudu comentou da maturidade aí, eu também acho que tipo assim, mesmo o pôster desse filme, o nome do filme, eu vi até um post outro dia, o cara comentando, né, que antigamente os pôsteres eles vendiam mais uma ideia e hoje eles vendem mais o elenco, o elenco, né.
Muito legal esse post.
Por exemplo, Jurassic Park era só o logo assim, né, o pôster, pá, Jurassic Park. Então é o do Batman e tal, exato, do Alien, enfim.
E aí esse é assim, tipo, beleza americana, aí tem uma menina com as rosas, pétalas assim, tipo, aí tem um outro, uma outra versão que é uma barriga assim, um bico e uma flor e a mão segurando a flor assim, apoiada na barriga feminina. Parece uma barriga feminina, né?
Então, mas aí esse pôster, esse nome tudo, ele não vende o filme que ele é na real, né? E mesmo assim as pessoas iam no cinema, esse filme disputava no meio de todos esses filmes fodas que a gente falou aqui. Ele achou o lugar dele e achou fortemente, né? Assim, ganhou Oscar e tudo mais. Então, mas assim, não é que ele ganhou Oscar, mas era aquele filme que ninguém viu e ganhou Oscar, sabe assim? Ele era um filme de bilheteria, cara, um filme que tava no cinema e as pessoas iam assistir, comentavam sobre ele, né?
E esse filme foi o primeiro Primeiro que eu vi com a trilha sonora do Thomas Newman. Esse cara é um, para mim, um dos mais, os caras mais fodas de trilha sonora de Hollywood hoje em dia. Ele é inacreditável. A trilha sonora desse filme marcou tanto quanto o filme.
Concordo, esse cara é épico. A primeira regra do clube da luta é: vejo gente morrer.
O auge da sua civilização.
A gente tem O Mundo de Andy, 99, que é um filmaço com Jim Carrey. Quero Ser Joe Malkovich, 99 também. Tudo Sobre Minha Mãe, né, do Almodóvar, 99 também. Ghost Dog, filmaço, filmaço. Samurai Urbano aí. Meninos Não Choram, 99, cara, tem muito. Ó, é Hurricane, o furacão com o Desi Osbourne.
Garota Interrompida, cara, esse é foda, hein.
Puta que pariu, né?
Muito filme absurdo, cara.
O Colecionador de Ossos com a Jolie também é de 99.
Colecionador de Ossos mudou minha vida.
Sério? Por quê?
Porque esse aí foi o filme que me fez Eu tive toda uma fase da minha vida fissurada por histórias de investigação criminal, história de serial killer e tudo mais. Para muita gente foram, sei lá, o Seven que causou isso, mas o meu fascínio com isso surgiu com O Colecionador de Ossos, cara. Esse aí eu fiquei maluco com o jogo de gato e rato.
Eu tô um pouco estupefato de tanto filme que eu fui ver no cinema em 1999, cara.
E sabe o que é louco?
A gente ia muito ao cinema, cara, muito. Esses filmes todos eu vi no cinema.
Sim, sim, eu também. Esse ano, esse ano eu fui duas vezes.
Não, pera aí. Aí, mas tu canta, tu tem, né, tem motivo.
Eu lembro bem, cara, do Colecionador de Ossos, porque tinha acontecido aquele, lembra que teve aqui em São Paulo, o cara entrou no cinema e metralhou uma galera e tal? Foi 99 isso. Aí eu tava na sessão do Colecionador de Ossos e entrou tipo 2 policiais andando no cinema assim. Aí, cara, eu gelei, eu falei, fudeu, os cara tão procurando alguém aqui. Eu fiquei com medo, eu lembro exatamente assim agora, eu sentado, os policiais, e eles andando, passando na frente de todo mundo assim. Eles realmente iam estar procurando alguma coisa, não acharam nada lá.
Mas como tinha acontecido esse caso aí do tiroteio, eu não queria ser a voz da tristeza e do rancor, mas eu, eu realmente, eu tenho implicância com esse filme, O Coleção. Eu gosto, mas esse filme me irrita. Eu odeio a solução desse filme. Ele é, qual o nome, qual o artifício que a gente dá de roteiro? Os pô vai saber isso daí. Que assim, é aquela solução fácil que não tinha como você adivinhar que era assassino porque ele não tava na lista.
É uma informação nova, né?
Não tem, é um roteiro ruim, não existe mais.
Existe uma palavra, tem um nome disso assim, é o artifício quando você tem um mistério mas você não tem pista no filme.
É tipo, ele tá dizendo que a solução se apresenta no final sem você ter a mínima chance de ter pensado que poderia ser isso.
Sim, sim, é isso, é Deus Ex Machina.
É porque o cara era meio que, pô, ah não, o enfermeiro estava aqui, eu tenho, na verdade eu tenho, é um retcon quase assim, tipo, na verdade eu tenho todo um histórico contra você, não sei o quê. E eu fiquei, ah, porra, manda para o filme.
Exatamente.
Aí eu fiquei meio puto com esse filme, que eu achei essa solução— é um filme que tava indo tão bem, eu achei essa solução muito pobre, sabe? Na época eu lembro que eu fiquei com raiva desse filme.
O que não acontece não ser sentido, porque tá lá tudo.
E a maneira como o cara fala no final do Colecionador de Ossos é o texto é ruim, o cara fica falando, pô, você me transformou num, sei lá, num ser humano, num humano, fizeram tudo comigo na cadeia, lembra? O discurso é meio, sei lá, meio isso.
Mas olha, vocês estão falando de filme de investigação e crime dos anos 90, nós temos que falar então rapidamente do maior supercine de 1999, Risco Duplo, com Tommy Lee Jones e Ashley Judd. Olha aí, é um Oscar de supercine esse filme, que é muito bom, é ruim, mas ele é um puta supercine. Que olha a história, ela casada com o cara rico e tal, aí o cara arma de ele fugir, ele incrimina ela da morte dele e ela vai presa por conta disso.
Isso, por assassinato e etc. E aí ela solta depois de alguns anos, ela é solta, né, numa condicional, etc. e tal. E aí ela descobre que o cara tava vivo, que o cara armou para ela. E aí ela descobre que existe uma lei nos Estados Unidos do double jeopardy. Se você já foi condenado, julgado e condenado por um crime, você não pode ser julgado e condenado pelo mesmo crime depois, é, uma segunda vez pelo mesmo crime. Então, como ela já foi condenado por assassinato e o cara não morreu, ela pode matar o cara e não acontece nada com ela. Exatamente, cara. Isso é um puta super cinema.
Chama pré-venda, pré-venda. 99 também tem aquele do fundo do mar, que tem no elenco, primeiro nome do elenco é Samuel L. Jackson, e ele é o primeiro a morrer em 5 segundos de filme.
É culpa do tubarão, né?
Isso.
Nossa Senhora, esse filme, nossa.
Thomas Jane, pô. Era Thomas Jane, o mocinho do filme. Que tem os experimentos contra Alzheimer no tubarão. E aí, eles têm um puta laboratório embaixo d'água e tal, que eles fazem experimentos, os tubarões ficam mais inteligentes e tal. E aí, obviamente, escapam. Tem o LL Cool J também nesse filme, que ele é o cozinheiro. Que ele tem um papagaio. O papagaio sobrevive, tipo, é um dos sobreviventes do filme.
Eu falei um monte de filmes aqui, citei eles. Mas eu queria parar um segundo só pra gente falar rapidamente de Quero Ser John Malkovich. Porque esse filme é realmente foda.
Cara, ele é bom.
Do Michel Gondry, né? Ou é do Spike Jonze?
Eu sempre confundo qual é o Spike Jonze. Esse é o Spike Jonze, o mesmo diretor de Her.
O filme é essa história maluca que eles acham uma portinha entre andares de um edifício, eles entram e dá acesso à mente do Joe Malkovich. E, cara, aí é fenomenal, porque assim, ele quebra a quarta parede no sentido que você tem um ator, Joe Malkovich, você tá dentro da cabeça dele. Tem a Cameron Diaz também, mano, muito bem nesse filme. Ela tem esse estigma em Hollywood, né, que a mulher para ser valorizada como atriz tem que fazer papo de feia. E ela faz papel de feia. Pô, mas esse é um filmaço, cara, em todos os sentidos.
Esse filme é o seguinte, para quem escuta esse Nerdcast aqui esperando, cara, eu quero ver as dicas dessas séries anos 90, uma dica assim: esse é um filme maluco, estilo, sei lá, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. É nessa vibe, é nessa. Porque eu tô falando isso porque tem gente que não gosta. Caralho, eu vi Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, achei uma bosta. Possivelmente você vai achar esse filme uma bosta também, muita loucura. Mas para quem gosta de filme muito louco, esse filme é prato cheio.
Então é muito bom porque ele usa, tipo, o jeito como ele faz um surrealismo usando a cenografia. Então ele tem umas paradas que é só bizarra. Então, tipo, o andar onde ele vai trabalhar, o John Cusack, né? É aquele andar que fica meio que entre dois andares e é um negócio que fica meio apertado, ele não consegue ficar de pé direito. E aí ele vai entrando na mente do Joe. Aí você tem as cenas que são vários Joe Malkovich na mesma cena e ele com várias roupas, vários figurinos. Não, é um negócio surrealista muito legal, mas tem sentido, né?
Talvez o fato só de você falar já pensa assim, cara, o cara tá no andar no meio, ele é esquecido, ele não tá no lugar que que oprime ele, ele não tem lugar pra ficar em pé. Ou seja, a pessoa dele não aparece, ele é um ninguém, ele é um qualquer, ele tá no meio do caminho. E você tá no lugar que você pode se esticar e ser você mesmo. Com o John Malkovich, ele consegue ser ele mesmo, que ele gostava dos negócios de fantoche, ele se expressa pela primeira vez ali, tem todo um significado. É maluco, mas tem significado.
Sim, total.
Eu lembro muito de ver essa capa de DVD, de VHS, na locadora, que um monte de John Malkovich. E aí, tipo assim, eu quero ser o John Malkovich. E aí eu falava, caraca, esse cara é o maluco do Con Air, né?
Porque ele só tem...
Único filme que eu tinha visto do John Malkovich era o Con Air. Eu falo, caralho, quem é esse cara aqui?
A primeira regra do clube da luta é: vejo gente morta.
O auge da sua civilização.
O Jovem Nerd quer ir para reta final, mas ele tá esquecendo que em 99 ainda tem Joan of Arc.
Cara, nossa, bom demais! Esse filme foi, não fez sucesso, né? Mas eu amo esse filme, esse do Luc Besson.
Eu tava muito muito na vibe de Milla Jovovich, cara, nessa época. Eu via qualquer coisa que ela fizesse.
Quem não tava, né?
E Tucano, eu vou te falar, esse filme era super longo, eu lembro bem, porque eu fui ver ele umas 3 vezes, porque a primeira eu assisti, as outras não, entendeu? Mas era um bom filme para isso. Ah, vou ver o filme e tal. Qual filme?
Cinema do Marcelo era lugar de escolha, cara.
Cara, eu tinha 16 anos em 99, David.
Eu tava Se tivesse esse clube de cinema que tem hoje, o Marcelo, o adolescente Marcelo, teria mais dinheiro.
Eu vi esse filme uma vez no cinema só na época e nunca mais vi, então eu não lembro quase nada. Mas o que marcou até hoje, inclusive eu pego o clipe no YouTube e fico mandando para as pessoas, é a cena quando ela tá presa no final, vai ser julgada, vai ser, né, queimada, etc., pela igreja. E ela tem uma conversa com a consciência dela, que é interpretada Dustin Hoffman, que mandava pra caralho, que puta ator. Enfim, qualquer parada que ele faz, ele manda pra caralho.
Mas assim, a história da Joana d'Arc era aquela, ela dizia que ouvia Deus, né, que Deus falava com ela e etc., via, enfim, o Espírito Santo. E as pessoas, eles usaram ela como um artifício de propaganda e inspiração para as tropas que estavam ali na Guerra dos 100 Anos contra a Inglaterra e estavam querendo coroar o rei da França depois da conquista militar. E ela foi usada até o ponto em que o João Malkovich, o João convite, exatamente.
Por isso que eu ia falar, aí o convite veio de novo.
E aí depois que ele é coroado, ele joga essa porra fora, queima como herege e tal, não sei o quê, porque ninguém fala com Deus a não ser a Santa Igreja, o cacete, etc. Então ela tá presa esperando esse momento, e aí ela começa a duvidar dela mesma. Será que eu ouvi Deus? Será que não? Eu ouvi. E isso é personalizado pelo Dustin Hoffman, que tá ali na cela com ela conversando. Mas será você mesmo? Ah, mas eu vi os sinais, a espada no campo.
Eu vi, eu vi a espada no campo ali. Você viu uma espada no campo, né? Mas era o sinal de Deus me falando que eu tinha que— como é que a espada ia aparecer no campo assim? Que aquela espada era o sinal que ela tinha que ir para guerra, né? Deus tava mandando ela ir para guerra, etc. e tal. Ele faz uma análise cética, lúcida e racional, né? Que assim, tem muitas coisas que podem acontecer para uma espada aparecer no meio do campo.
E o Luc Besson filma, né, vários exemplos do cara correndo, tomando uma flechada, cai, a espada cai no campo, sabe? Ou várias situações da espada saindo do cavalo. Aí ele fala assim: e até mesmo o inexplicável. Aí o cara chega e tá andando no campo, ele joga a espada assim no campo, assim, vai embora, sabe? Puta vida. Aí ele fala assim: mas de todas essas possibilidades, você escolheu essa. Aí ele mostra a cena maravilhosa com um coro de voz assim, ó, das luzes do céu abrindo, faixas de luzes, e a espada desce voando, né, levitando lentamente dos céus para o campo.
E ele fala, cara, você não viu o que era, Joanna. Você acreditou no que você queria acreditar. E, cara, é um discurso de racionalidade versus sistema de crença tão maravilhoso nela mesma examinando a própria consciência dela, que pra mim é o que sobreviveu desse filme. Procure essa cena que é muito foda.
Esse eu nunca vi.
Agora, ó, assistam o filme se vocês tiverem 16 anos.
Eu sei que o Jovem Nerd tá acelerando, querendo acelerar, mas a gente tem que falar um pouquinho do Jim Carrey no mundo de Andy, cara, porque esse filme é fantástico também.
Depois ele reclama que X-Men '97 foi corrido, né, David?
É foda.
Mas porra, cara, porque eu assisti a essa série Taxi, né, que é onde o personagem Andy Kaufman lá ficou famoso. E quando eu vi os trailers depois do filme, cara, assim, é inacreditável inacreditável como o Jim Carrey conseguiu se transformar nesse ator, cara. Assim, é um negócio fantástico, cara. E esse filme é muito angustiante, né? Apesar de ser um filme baseado na vida do cara, que negócio de comédia, humor meio que nonsense, né, e tal, é uma angústia monstruosa o tempo todo tá na pele daquele cara, né?
É porque ele era o cara da comédia para ele mesmo, né? Ele fazia comédia para ele.
O Andy Kaufman, ele é assim um grande nome assim de um humor muito experimental mesmo, assim, de levar a ideia da performance para fora da tela, para fora do palco, e a vida dele ser uma performance assim. E tanto que é o que você descobre vendo esse filme, que tipo ninguém sabia muito bem, afinal de contas, o que que era o Andy pessoa real, o que que era um personagem que ele mostrava para todo mundo. Então é um negócio que é muito, é até avant-garde mesmo assim, uns negócio de vanguarda do humor, o negócio que ele fazia.
E o mais doido é você depois ver, recomendo se você for ver se você está ouvindo isso e ainda não viu O Mundo de Andy, veja O Mundo de Andy e depois veja o documentário Jim e Andy, que é um documentário sobre como o Jim Carrey usou o método para fazer o Andy Kaufman e como ele viveu o personagem. E ele quis entrar nessa pira também, ele tipo, agora eu sou Andy Kaufman e não o Jim Carrey. Como isso fez ele dar uma surtada, é um baita documentário.
Pedir para a galera chamar ele pelo nome, né, personagem no set e tal. Jim Carrey é um grande ator, ator, cara, assim, é que a gente até subestima porque, né, verem filme comédia, enfim, tem a galera que subestima. Mas assim, ele em questão de se transformar inclusive, né, em outras pessoas, dê uma procurada, cara, por vídeo dele antigos, né, em que ele faz, digamos assim, até o James Dean e tal, cara. O cara levanta o cabelo, comprime os olhos, vira o sujeito, cara. É impressionante o talento do cara.
E engraçado que como o Andy era esse cara de que você nunca sabia se tava falando com o Andy ou com, sei lá, um ato dele, né, um personagem, etc. e tal. E teve época que ele andava como aquele outro personagem, aquele cara. O Jim Carrey, que já tava meio pirando, tendo aquelas paradas dele de método e etc., e de identidade que ele carrega até hoje, etc. e tal. Mas eu achei que é poético, porque assim, ele encheu o saco de todo mundo nessa produção. Quando você vê o documentário, você fica meio, puta que pariu!
Esse também é um ótimo filme para você ver que esse negócio do método ganhou uma mística, mas também é um negócio que inferniza a vida de todo mundo.
Mas eu entendi a pira dele de querer incorporar o Andy, porque o Andy incorporava os personagens dele. Ninguém conseguia tirar o Andy do personagem quando não queria. Quando ele tá com câncer, né, tipo assim, aquela— não tem um negócio que descobre que tá o câncer e ele não sai do personagem?
Aí ele saiu do personagem para entrar no outro, né, que era o Tony Clifford lá.
Tony Clifford, isso, é exatamente. E o Jim Carrey querer viver isso, para mim eu achei autêntico, apesar dele ter chutado com o saco de todo mundo. É assim temático, né? Era o Andy Kaufman, porra.
Esse tipo de humor aí inclusive é tão dentro do personagem. Quase todo mundo tem um amigo assim. Eu tenho um amigo assim que é, ele é tão irônico, tão irônico que eu não sei se ele tá zoando, ele tá falando a verdade. Já viu gente assim? Ele fala de zoeira contigo, não gostei disso não, não sei, ele fala alguma coisa, fica, cara, ele tá de sacanagem, ele tá falando sério? Ou então assim, eu acho que ele tá usando a persona dele para ele poder falar que ele realmente tá pensando.
Tu fica na dúvida para sempre assim. O Andy Kaufman, ele era isso, sabe? Então já é difícil interpretar uma pessoa que faz isso, né?
A primeira regra do clube da luta é: vejo gente boa, o auge da sua civilização.
Eu ia puxar uma coisa aqui que é o seguinte, é um filme que só eu gosto, mas sabe essa onda de filme gêmeos? Então você teve, sei lá, O 13º Andar e teve Matrix perto, tem filme de Impacto Profundo, Armagedom, e aí você teve O Show de Truman e Ed TV.
Não, não, eu não, não, Ed TV não, cara. É versão merda do Truman Show, porra.
Eu sou a única pessoa do planeta que gosta dessa porcaria.
É mesmo?
Eu queria te ajudar, Gaveta.
Eu queria. Uma coisa assim que a gente ainda vai falar e tal de Matrix, mas é porque o Gaveta mencionou um filme que é O 13º Andar, porque eu já fiz um vídeo sobre isso lá no Entreplanos, que é uma coisa que eu acho muito foda de 1999. Eu não queria deixar de falar sobre isso nesse episódio, que é também você perceber como é um padrão muito fascinante em filmes hollywoodianos, especificamente de 99, que é essa temática de você não saber o que é real ou não.
É um negócio muito específico, mas que tá em tantos filmes. A gente obviamente tá em Matrix, a gente vai falar mais de Matrix, mas O 13º Andar é um filme que é bem sobre isso também, que é sobre realidades virtuais e os personagens que estão lá dentro não sabem que estão dentro de uma simulação. Outro filme que saiu em 99 que tem isso é o Existenz, com Z no final, do David Cronenberg, com o Jude Law. Não sei se vocês viram esse aquele filme, que é um filme sobre de ficção científica que tem realidades virtuais e você entra.
Quando a galera queria zoar a galera cult, né, que eu detestava Matrix, dizia que, ah, eu tenho muito melhor David Cronenberg aí, falaram do Existe. Ah, pronto, você pode falar também do próprio Cidade das Sombras, né, que é outro dessa mesma época. Cara, o próprio Show de Truman também é perto dali, você não saber se você tá vivendo uma realidade, você tá vivendo uma simulação, que é exatamente isso que o Max tá pontuando, né.
Tem muitos filmes que a gente já debateu aqui e que são isso, a bruxa de Blair, você não saber se o filme era se é uma história real ou não. O Mundo de Andy, que é sobre um comediante que você não sabia se ele tava falando a verdade ou não.
Espírito do Tempo, né? Espírito do Tempo.
Gaveta, achei um filme aqui que, para fazer companhia, só eu gosto, ninguém mais gosta, de 99. O Homem Bicentenário.
Caraca, como só tu gosta também!
Esse aí eu lembro que eu gostei quando eu vi quando era criança. Eu tenho que rever agora, já depois de adulto, mas é porque o Robin Williams, ele era o meu ator favorito, eu queria ver tudo que ele fazia. E esse aí eu lembro que eu chorei para caramba.
É, pô, é emocionante Esse é um filme ruim que eu gosto.
Esse é um filme ruim, eu sei que é ruim, mas eu gosto.
É que eu sou muito fã de Asimov, então foi o primeiro filme baseado em Asimov que eu vi na vida, e eu fiquei maluco, né? Tipo assim, cara, Homem Biceterário, puta que pariu! E aí eu já tinha lido o conto, etc. e tal, né? É baseado em dois contos, né? Mas o Homem Positronico e o Homem Biceterário. E era o Robin Williams, cara. E é tipo assim, é dirigido pelo Chris Columbus, que faz os filmes, filme bom, mas é tudo muito água com açúcar e tal, não sei o quê, né?
Mas assim, ele começa como esse filme filme meio de comédia, porque o Robin Williams, eles fizeram. E eu falo assim, bom, isso não é nada Asimov, mas é o Robin Williams, então eu deixo. Mas assim, no final ele vai virando um filme muito emocionante, sabe? Porque é a história de um robô que queria ser humano, né? E ele tem um dom artístico, e aí ele consegue independência porque ele faz arte.
E tamo fodido então.
Na época, o robô fazer arte era algo que a gente achava bonitinho. Ah, que merda!
Era emocionante, né?
Tu não via Nova Geração não, porra? O Data fazia a mesma coisa.
É porque a gente não viu a tela do Robin Williams, senão tava lá o Will Smith comendo macarrão, né?
Mas assim, no final ele vai ganhando feições humanas, aí ele vira o Robin Williams, né? E aí no final ele quer virar totalmente orgânico, né? Ele vai fazer uma transfusão porque ele se apaixona pela neta da família que comprou ele, né? E quer viver com ela a vida, né? Meio que Highlander, sabe? Que a recompensa era o cara virar mortal, né? E ele queria viver, ter uma experiência humana. Então ele, ele quando faz a transfusão de sangue, ele, ele fala: e aí, chefe, quanto tempo eu vou durar?
Ele: sei lá, se você comer bem, fazer exercício, mas sei lá quantos anos. Ele: pô, mas você não sabe. Ele: bem-vindo à condição humana. Aí, putz, me arrepia só de falar, cara.
Em quanto tempo o sangue vai enfraquecer meu sistema?
Ah, eu não sei.
Você faz exercícios?
Come direito?
Eu acho que em 30, 40 anos.
Isso é muito vago, chefe. Não sabe exatamente quanto tempo eu vou durar?
Eu lamento.
Seja bem-vindo à condição humana.
Que ele traz assim o mundo do robô, o mundo todo certinho, metrado, engenhado, etc., previsível, calculado. E a experiência humana é o oposto, é, a gente não sabe, cara, o que vai acontecer.
É dúvida, né, cara?
É dúvida, é ansiedade, é preocupação e tal. E tudo isso faz parte. Você não quer ser humano? Então seja humano por completo, com o bom e o ruim. E é maravilhoso. E eles ficam juntos e morrem juntos depois, velhinhos. É muito emocionante. Chorei que nem uma criança.
Lembra muito aquela cena, rapidamente, do Cidade dos Anjos, né? Quando a A Meg Ryan morre, aí o amigo dele que é anjo fala: porra, isso aqui é vida e você tá vivendo, né?
Viver isso totalmente, isso aí.
Mas eu acho que foi uma merda. Foi mal.
Vamos para os últimos 2 filmes maiores filmes.
Chegamos no top 5 do Dave aí?
Não, agora estamos no top 2, Marcelo. Você tá fazendo outra coisa em vez de ver filme.
Tucano, a sua identidade foi moldada de alguma forma por Clube da Luta?
Jack, pois é. E agora toda vez que eu vou falar do meu canal, eu tenho que explicar que não tem nada a ver com estuprador, velho.
Como assim, cara?
É estuprador mesmo, porque o Jack era na cadeia, era uma gíria para estuprador. Mas só que saiu da cadeia e hoje quando fala o cara é Jack, o cara é estuprador, tá ligado?
Sério? Não sabia disso não.
Eu também não, caralho, não fazia ideia.
É que vocês não andam no mesmo lugar que eu.
Street smart demais, meu Deus do céu. Mas é porque nesse filme tem essa narrativa dele falando: eu sou, sei lá, a tireoide do Jack, o Reader Digest que eles acham dentro do galpão que eles estão morando lá. É como se fosse a doença falando que eu sou a doença do Jack, e por favor, eu sou o câncer no intestino de Jack.
Aí vai falando como é que vai evoluindo e tal, não sei o quê. O narrador, né, o Edward Norton, não tem nome, só quem tem nome é o Tyler Durden, mas ele é creditado no elenco como Jack.
Ah tá, ele é o Jack, apesar de não chamarem ele de Jack.
É isso, né?
Eu conheci o Tucano, tinha um blog, lembra? Câncer de Jack.
É isso aí, o Câncer de Jack, é isso aí.
Não, porque ele fica transformando essa parada do Jack pelo filme, né? Tipo assim, aí chega uma hora que ele faz assim: eu sou, sei lá, a vingança de Jack.
Isso, isso.
E aí o Tucano achava maneiro, super cool.
O filme é bom pra caralho, só que o que se transformou aqui é foda, né, velho?
Foi sequestrado, a temática do filme foi sequestrada pelos macho alfa que acha que é tipo, é só ficar se batendo, que acha que o Tyler Durden é um exemplo, né? É, e não uma crítica, né?
Eu demorei para ver esse filme por isso, porque eu via a divulgação dele, Clube da Luta, parecia só um filme de porrada, só um filme de porrada, os cara vão soltar as porradas, só ia acabar.
Eu tanto de filme que eu vi no cinema em 99, esse eu não vi. Esse é top 3 filmes da minha vida assim que eu acho foda, e eu não vi exatamente por isso que tu falou. Eu achei que era um filme do Van Damme, tá ligado?
Caraca, eu vi por isso também.
Eu falei, caralho, Brad Pitt na porrada? Vou assistir essa merda aí.
Eu achei, e muita gente não vê até hoje esse filme por isso, o nome Clube da Luta. Fala, vou ver um filme de porrada. Cara, não é um filme de porrada, a porrada é tipo subtexto da coisa.
É interessante, como o Max falou, esse filme tem a característica dos anos 90 de você não saber o que que é real e o que que é imaginário, né?
Sim, sim.
Esse é outro grande exemplo.
Apesar de que vem do livro, né?
É a parada também que o Marcelo falou do pôster, né?
Sim.
Porque toda divulgação dele também não mostrava isso, mostrava, né, sabonete rosa, né, escrito.
Era o sabão, acho, inclusive, né, que mostrava. Isso, sabão que eles faziam lá com—
dá uma interpretação mais bizarra ainda da luta com sabonete. Você imagina o quê? Banheira do Gugu.
Ou então aquela galera que bota o sabonete dentro da toalha para usar de mangual também.
Caralho, O cara tá andando nos lugares muito sinistros, cara.
Eu quero saber o nome disso.
É que esse filme, ele vai se transformando, né? Ele começa, se você vai sem saber o que você tá vendo, é uma loucura, né? Ele vai se transformando, ele vai se afundando num submundo dessa parada do Clube da Luz, do cara brigar, e o cara tá, não aguenta mais ter essa vida corporativa, e ele entra num caos da própria mente, né? Uma destruição do mundo conformista que ele vivia, né? E ele vai se adentrando esse submundo meio sem propósito, até que começa a se formar um propósito, mas assim, é uma parada meio de rebelde sem causa, porque o próprio Brad Pitt, o Tyler Durden, fala: somos os filhos do meio da história, gente, sem propósito, sem lugar.
Nós não temos grandes guerras nem grandes depressões. Nossa grande guerra é a guerra espiritual. Nossa grande depressão é nossas vidas.
E acabou essa geração do meio. Agora essa geração agora tem tudo, né? Tem COVID, tem fascismo, tem a porra toda. Não, mas assim, a ideia é tipo assim, o que que surge do completo marasmo, da completa falta de foco ou de propósito na vida, né? E eles caem no caos autodestrutivo lá daquela luta e tal. Mas de alguma forma, isso começa a se direcionar da mesma forma caótica pra uma parada meio anticorporativa, antissistema e etc. Mas é anarquia caótica, né, no final, né. Ninguém é herói dessa porra desse filme.
Eu acho que tem um propósito, sim. Inclusive, eu vejo muita semelhança desse filme com A Beleza Americana.
Ambos...
Eles lutam por esse lance do materialismo, é meio anticapitalista o filme, ambos. Beleza Americana é isso assim, você tem que valorizar as coisas, você é legal se você tem o status, se você tem a grana, o carro do ano, não sei o que lá. E quando na verdade a sua vida é mais que isso. Eu vejo o Clube da Luta falando as mesmas coisas de uma forma diferente, dele mostrar que ele tá montando a casa dele perfeita no início e o trabalho dele, quando ele vê que ele tem que valorizar outras coisas, sabe?
Então ele nunca tá satisfeito, ele tá sempre comprando alguma coisa para completar a casa e a casa nunca tá do jeito que ele quer, porque é ciclo do capitalismo, é ciclo de compra, de você ter que comprar as coisas para ser feliz.
Você só vai ser feliz se você tiver o iPhone do ano, o carro do ano, a coisa do ano. E ele começa a ter essa, essa luta interna. Acho que seria isso, você entender que o bom não tá nas coisas, mas tá em você, você valorizar mais as pessoas, sabe? Então eu vejo isso nesse filme, assim como eu vejo em Belezas Americanas.
Inclusive, que a parada que eles fazem é o sabão que eles fazem e vendem nas lojas finas é feita com gordura retirada das lipoaspirações das mulheres ricas, né?
É, tem todo esse ciclo aí, tem um sentido assim.
Mas eu acho que tem uma interpretação que eu acho mais legal, que é a questão do Zen, cara. Eu nem entraria nessa seara que vocês estão falando. Eu acho aquela coisa de você seguir o que você realmente quer. Porque tem aquela cena no início que ele assalta, né, na verdade não assalta, um mercadinho, aí bota a arma na cabeça do cara, fala: o que que você faria agora se você pudesse viver qualquer coisa? O cara: eu faria tal coisa.
E aí, então beleza, então você vai fazer. Então eu acho que é mais isso, entendeu? É você se libertar dessas amarras sociais e viver a sua vida como você quer viver. Eu acho que isso é uma coisa muito própria do Zen, sabe, cara? Que eu acho que o livro traz isso também. Acho muito, muito maneiro essa interpretação. O filme é melhor do que o livro, é um negócio, porque eu concordo contigo, porque tem a questão visual, entendeu?
O filme ele é praticamente igual ao livro, só que tem toda edição, impacto visual, tal. Então eu concordo assim, ainda mais porque eu pelo menos vi o livro depois, então você já sabe o final.
Eu também, eu li depois o O final é diferente, o final é diferente.
As porradas doem, cara. Para mim, o soco que o Edward Norton dá na orelha do Brad Pitt lá, quando ele fala, me soca aí, me soca aí, lá na frente do bar na madrugada, esse soco que não tem nem som, você só escuta o som, o som de um soco real mesmo, que é só um claque no negócio, né, no ouvido e tal. Ai, desgraçado! Só que a Falta do som, a reação no Brad Pitt. Então, para mim, acho que foi o soco mais real de Hollywood, sabe? Eu senti a dor na orelha, sabe?
Melhor coisa desse filme é você enfiar a porrada no Jared Leto, gente.
Deixar o cara com a cara inchadaça daquele jeito.
Jared Leto teve que ficar um tempão de pé lá na frente porque ele olhava: não, você é loiro demais. Não, você é bonito demais.
E uma das coisas que eu gosto para caramba desse filme também é o como ele brinca com a linguagem cinematográfica também, que é uma das coisas que acho que também ajuda ele se destacar muito. Porque é isso, beleza, é uma adaptação de um livro, mas aí quando ele vai para o cinema, ele também sabe brincar com o que que os filmes fazem. Então tem umas cenas que você vê tipo meio que a película do filme saindo do trilho, né, quando as coisas começam a ficar disruptivas e tal.
Porque o Tyler Durden é operador de cinema.
Exatamente.
E ele fala do pontinho lá da queima dupla.
Uma queimadura de cigarro no cantinho. E aí é muito bom, porque aí ele fala sobre como ele gosta de inserir foto de pinto nos filmes e tals. E aí você tem todo aquele negócio de você depois voltar no filme e descobrir que tem os frames super curtos do próprio Tyler Durden aparecendo do nada antes dele ser apresentado no filme.
Então é 4 vezes, é.
E aí é bizarro, porque é bizarro e genial, porque é como se fosse o próprio Tyler Durden editando o próprio Clube da Luta. Então é como se fosse um filme pregando uma peça em você, não só por conta do plot twist dele ser o Jack também, mas como é isso, é tipo o Tyler Durden comandando a película do filme em si. É um negócio muito sofisticado, cara. Não é só uma curiosidade do tipo, olha só, você sabia que ele aparece aqui? É um negócio que tem propósito, sabe?
A quebra da quarta parede também, que não era uma parada tão comum, né? 99 é o ano do plot twist, né? Porque esse aí também é um plot twist do caralho, né?
Caralho!
É o plot twist que tá lá o tempo todo, né? Assim, vários momentos você tem a dica escondida ali, né? Não é gratuito, né?
Mas Tucano é um filme que só dá para ver uma vez então, é isso?
Esse filme poderia ter sido completamente outro. Eu falei do Russell Crowe, que era para ter sido o Tyler Durden, o Matt Damon ou o Sean Penn para ser o Jack, né, o narrador. Mas a Marla Singer, quem foi cogitado também foi a Courtney Love e a Winona Ryder, que foi a Helena Bonham Carter. Helena Bonham Carter, isso é, as três têm o mesmo estilo assim, né. Eu acho que mudaria menos, mas aí sabe quem foi o primeiro se recusou a receber a proposta para dirigir esse filme?
Quem?
Peter Jackson.
O quê?
Ele tava ocupado dirigindo um filme chamado Os Espíritos lá na Nova Zelândia.
Nossa.
Aí depois falaram assim, pô, se ele não pode, vamos falar com quem? Bryan Singer, que tinha feito Suspeitos há pouco tempo, né?
Sim.
E aí ele nem leu o livro e falou, não, depois eu vejo isso aí. E aí não rolou. Aí o próximo foi o Danny Boyle do Transpoint. Ele leu, mas não quis fazer. Aí ainda passou pelo David Owen Russell, que ele leu o livro só que não entendeu porra nenhuma. Eu não vou dirigir essa merda.
Ainda bem, né?
Chegar no David Fincher, que porra, casou que nem uma luva, né?
Nossa, demais, cara!
E eu queria fazer um elogio, que é o seguinte: eu acho a edição desse filme fantástica. Porque você contar essa história com todos esses detalhes, a gente falou detalhe de filme que sai, frame invasor, ele tem um lance de Depois de você mostrar a realidade, você tem um flashback de, olha, na verdade essa cena aqui não tinha ninguém, ele tava alucinando. Esse filme tem várias inserções digitais ao longo dele, e não é uma inserção digital, vamos dizer assim, só para mostrar que tem um efeito, sabe?
Sei lá, a senha, Swordfish, vamos fazer um giro de câmera aqui só porque tá na moda do Matrix. Não, é assim, tem um momento que ele tá no apartamento e começa a aparecer os preços dos produtos, faz sentido com as coisas.
Tem até uma piada que só funciona por causa da edição, Gaveta, que é o filme começa com o final, né, que ele tá lá com a arma na— e aí pergunta para o Edward Norton, né, tipo, quais são suas últimas palavras, né? E aí o narrador ele fala assim, eu não consigo pensar em nada. Aí tem o flashback para mostrar como eles chegaram lá. Aí quando a gente chega nesse ponto da história de novo lá para frente, aí fala assim, quais são suas últimas palavras? Ele fala assim, eu ainda não sei o que dizer.
Gostaria de dizer alguma coisa para marcar ocasião. Eu não consigo pensar em nada, ainda não consigo pensar em nada.
Não, isso eu não sabia até agora.
É muito bom porque, tipo, por que que ainda? Porque ele já falou isso antes na edição do filme, sabe?
Que foda isso!
Então o filme tem consciência da sua própria duração, é muito foda.
Você ainda pode botar culpa disso no roteiro, porque está no roteiro também. É verdade, mas eu acho que a edição faz isso não desmoronar. Esse é o tipo que eu essa história, esse é o tipo de coisa que se você não fizer uma boa edição vai ficar uma maluquice essa montagem, sabe? Então eu queria salientar o quanto essa edição desse filme é muito boa, cara.
Eu acho foda, tem uma cena lá para o final que o Edward Norton tá desistindo, ele quer cancelar a parada, a roda já tá girando, ele vai lá para falar com os caras: não, eu sou o Tyler Durden, então vamos parar, tal. Aí os caras falam: você disse que você viria fazer isso e era para a gente ignorar, né, cara? É muito, é desesperador, né?
Porque você fala, caralho, cortar as bolas dele, né?
Eu vou cortar as bolas dele.
É muito foda.
Só queria comentar que para mim a cena mais impactante desse filme não é nenhuma dessas, é quando eles vão fazer aquele roubo da gordura humana. Aí os caras pegam um saco de lixo, o saco de lixo, aí eles pulam por cima do arame farpado, né? Aí arrebenta o saco de lixo, aí vai aquela gordura toda em cima dos caras de lipoaspiração. Caralho, aquilo ali marcou, cara.
Tem uma cena também que eu gosto muito, que é quando morre o Bob, o Robert Poulson. Galera, não, é só mais um, ele é um macaco espacial, ele é um soldado, tal, não sei. Não, esse cara tinha nome, não sei o quê. E aí é foda que a gente não sabe na hora, né, mas é o Tyler Durden falando aquilo, né, é a mesma pessoa.
Sim.
E aí os cara fala, é, realmente, quando morre a gente tem um nome.
Que é a forma de você ver idolatria né? E você vê grupos radicais, né? Tipo, você vai tentar ver sentido em tudo, tudo que a pessoa falar. Não, não, então é porque acontece assim. Então quando a pessoa morre, agora tem nome no campo porque Deus colocou lá.
E a parada do maluco entrar com uma submetralhadora no, foi no Shopping Morumbi, foi numa sessão do clube da luta, né? Matou 3 pessoas.
Caralho!
É, eu lembro dessa história.
É bizarro. Eu lembro disso também.
Aí botaram, lembra? Botaram a culpa no Duck Nukem e tal também.
Nossa, porque o cara jogava Duck Nukem.
Não, no Matrix também, Matrix criou também.
Tinha um momento logo no começo do jogo que era uma sala de cinema e tal.
Aquele final fantástico tocando Pixies, Where Is My Mind, os dois de mão dada e tudo explodindo, aquilo não tem no livro. E teve uma polêmica que o filme trocaram o final na China, ele acorda antes das explosões e aparece um lettering falando que o Tyler Durden foi preso e foi mandado para o manicômio, e as bombas não explodiram.
Caraca, caraca!
No filme da China acaba antes e fala: gente, ficou tudo bem, fiquem tranquilos.
Só que esse final tem mais a ver com o final do livro do que o final do filme original.
Ah, é?
Caraca, chineses puristas!
No livro ele dá o tiro na boca e aí quando ele acorda ele tá num lugar tudo branco e silencioso, ele acha que tá do céu. Mas aí chega os enfermeiros com hematoma na cara, tipo com aquele olhar de cumplicidade, tá ligado? E falando, tá tudo certo, chefe, tá ligado? Aí ele percebe que ele realmente, tipo, frustraram os planos da explosão. Ele conseguiu tirar o Tyler Durden da cabeça dele, mas ele tá no manicômio e os caras que estão tratando dele são os caras do clube da luta.
Ou seja, estão pirados que nem ele.
É, não, e pior do que ele, porque ele meio que se curou com tiro, sacou?
Mas o filme terminar com ele falando a frase de que fecha o filme: você me conheceu em um momento muito estranho da minha vida. E aquela merda começa a cair, os prédios todos. Cara, que fechamento perfeito para esse filme, né, cara? Isso é redondíssimo.
Mas é o que eu falei da crítica. A crítica, a capitalismo também, são as instituições financeiras que ele tá destruindo. Isso não é qualquer prédio.
Sim, ele vai aos prédios dos bancos, cartão de crédito, essas coisas.
É para pagar os dados de débitos né, de dívidas da galera.
Na época que ficava num prédio esse tipo de coisa, hoje em dia não existe mais isso.
Eu já tô pensando aqui, cara, final de sexto sentido na China, o Bruce Willis tá vivo ainda, né?
É verdade, ele dá alta para o garoto. Dá alta para o garoto.
A primeira regra do clube da luta é: vejo gente boa, o auge da sua civilização.
Chegamos no ápice de 99, chegamos no ápice da nossa civilização. Se você parava pensar, depois disso a gente entrou no purgatório mesmo, né? Aquele negócio da gente tá morto já e tal.
É isso, é isso, é isso, justamente.
Não, cara, veio O Senhor dos Anéis depois disso, cara.
Calma, a gente tinha internet, mas não tinha redes sociais. Era o ápice, Marcelo.
Mas na época do Senhor dos Anéis tava no platô, então vai, vamos dizer assim.
Exato, aí começou a cair.
Matrix é um filme tão absurdo, revolucionário, assim, em tantos sentidos, cara. Puta que pariu, eu até sugiro, vamos fazer um outro programa, acabar esse aqui, a gente—
opa, a gente já fez, né? A gente já fez, né?
Eu sabia que isso ia acontecer, cara, eu sabia que ia acontecer.
Não, outro programa 99 não.
Você não quer fazer outro programa, Alexandre?
Não, porra. Você quer acabar antes de falar de Matrix?
Não, eu—
então você não é tão fã assim.
Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.
Sabe uma coisa que eu gostei muito na época do Matrix, do contexto, é que eu não sabia nada, nada do filme total, sabe? A campanha de marketing era o que que é a Matrix, né? E eu, cara, eu fui ver assim no hype, a galera foi ver no hype assim, caralho, o que que é, naquele mistério. Foi muito maneiro poder ver um filme e ser surpreendido por ele, cara.
Eu me lembro, cara, que quando o Morpheus começa a explicar o que que é a Matrix para o Neo, naquele momento ali eu tava tentando entender com ele, entendeu, cara? Sim. Então, por exemplo, o que que é? Ah, quando você paga suas contas, quando não sei o quê. Eu falei, cara, será que é religião?
Será que é?
Cara, eu ficava tentando entender mesmo, né? Porque era isso aí, o que que era a Matrix, que era a pergunta, né?
Não, Tinha umas paradas logo no começo, a gente falou do escaravelho, mas tem aquele robozinho que eles colocam no Neo também, que entra um camarãozinho. É o camarãozinho, cara, que entra, que vai no umbigo, né, cara?
Top 2 tecnologias mais angustiantes. Top 1 é aquele implante neural do Total Recall que sai pelo nariz do cara, que é uma bola de beisebol, que para mim aquilo é um escrotidão. E essa desse bicho sair do umbigo dele também é muito ruim.
Mas é porque ele não era o Neo, né, era a imagem dele. Então Ele poder manipular a realidade, não é fisicamente atravessava o umbigo, entendeu?
A angústia pra mim tava lá.
Não, sim, a gente não sabia.
Mas então, mas a gente não sabe, a gente tá vendo esse filme, a gente tá vendo o cara que é um hackerzinho, trabalha e tal, a gente acha que é um filme de tecnologia, etc. E aí de repente começa a acontecer umas paradas bizarras, surreais, do cara, a boca dele grudar, o cara meter esse camarão dentro. E assim, que porra é essa que tá acontecendo? E aí quando você vai pra né, é uma coisa meio surrealista. Você não sabe, vide o Neo colocando o dedo no espelho e puxando, né?
Tipo, parece aqueles quase que é uma alusão àqueles relógios derretidos do Salvador Dalí.
Então tá trazendo surrealismo, alusão Alice através do espelho, né?
Aquilo ali é muito, né?
Não, também não. Então, porque esse filme tem tantas camadas e formas diferentes, aplicabilidade, como diria o Tolkien, né? Ele falava: meu filme não é, meus livros do Senhor dos Anéis são metáfora para nada. Ele tem aplicabilidade, você aplica isso o que você quiser. E o Matrix é assim, apesar de existir. Hoje que a gente sabe uma trajetória das irmãs Wachowski falando sobre ser uma pessoa trans, que tem a ver com a jornada de você estar num sistema que te oprime, que suprime a sua verdadeira identidade, que você tem que, né, simplesmente mascarar, tipo assim, jogar o jogo, etc.
E de repente você, a luta pela sua própria identidade é um inferno, é, você vai enfrentar todo o poder do sistema contra você.
Elas contam que tem uns Acho que até o Keanu Reeves falou que, acho que a primeira versão do que ele leu do roteiro, uma ideia que acabou sendo tirada do filme é que alguns personagens dentro da Matrix tinham um gênero e fora da Matrix mudava o gênero, inclusive. As próprias irmãs Wachowski falam que naquela época que fizeram Matrix, elas ainda não se entendiam como pessoas trans e tudo mais. Mas que retroativamente, elas conseguem enxergar agora, na história que elas criaram, como tem sim esses aspectos que elas conseguem enxergar de que de alguma forma tava manifestando até o subconsciente delas de que iam passar por essa, estavam tentando passar por essa, né?
E não entendeu. E aí foi fazer o Edward West, né, cara? Porque era para ele ser o nível, né, cara? Isso que é bizarro.
Mas olha só, esse filme tem essa questão, é a questão de muita gente não ter entendido esse filme.
Isso foi achando que é um filme de ficção científica, de tiro, espada, porrada e bomba, e não tem nada a ver, né, cara?
E nem é só sobre robô, não é, mas O ponto de virada no meio, quando ele acorda ali, é um ponto muito confuso. O próprio elenco fala isso. Eu vi o Laurence Fishburne falando a mesma coisa, que foi a que eu senti também. Quando o Neil acorda e tá ali, é o momento que você fica, você não entende o que que tá acontecendo. Pera aí, ele foi parar dentro de um tanque com gosma e rasparam o cabelo dele? O cara raspar o cabelo dele? Até você entrar naquela explicação, rasparam a sobrancelha, maluco.
É, tu fica, por que que fizeram isso? Que Que porra de pílula vermelha é essa que esse cara tomou? Aí quando ele finalmente vai lá na explicação, e tu...
Ah!
E aí vai passando o filme, vai... Ah! As fichas vão caindo durante o filme.
Tu... Ah, tá!
Agora entendi o filme.
Eles jogam um pouco isso com o negócio da Alice no País das Maravilhas. Tipo, o Coelho Branco, etc. e tal. Como se fosse Alice no País das Maravilhas ao contrário, né. Porque ela sai do mundo real e cai num buraco pra ir pro mundo de fantasia, etc. E ele não, ele tava no mundo de fantasia e ele cai, né. As máquinas puxam a descarga e jogam ele. Que é a metáfora dele caindo no buraco do coelho, e ele vai parar no mundo real, que é completamente devastado, etc. e tal.
Isso é incrível. Mas assim, eu acho que a maior parte da aplicabilidade dessa história, o próprio Morpheus explica, né? Quando finalmente ele responde a pergunta que a campanha de marketing falou, né? O que é a Matrix? Você tem que— ninguém pode ser dito o que é a Matrix, você tem que vê-la por si mesmo, né? E ele fala com todas as palavras: o que é a Matrix? Controle. Então eu acho que a aplicabilidade maior é que a Matrix, as máquinas, assim, elas representam o sistema de controle, o sistema de controle que tá no nosso mundo.
E as pessoas dormindo, ele fala, essas pessoas são tão dependentes do sistema que elas— a gente tá tentando libertar as mesmas pessoas que estamos tentando libertar. Elas estão tão dependentes do sistema que elas vão defendê-lo, vão lutar contra a gente, cara. E essa pessoa é uma vítima também do sistema, o pior de tudo é isso, né? Você vê que eles têm que ir lá, eles saem matando os caras. Ele fala: enquanto essas pessoas estão plugadas, elas são nossos inimigos. E aí ele filma bem o cara de policial olhando para ele feio, etc. e tal.
Matrix é um sistema, Neo.
Esse sistema é nosso inimigo.
E quando está lá dentro, o que vê?
Executivos, professores, advogados, carpinteiros. As mentes das pessoas que estamos tentando nos salvar. Mas até que o façamos, essas pessoas continuam sendo parte do sistema, e isso as torna nossas inimigas. Deve entender. E a maioria dessas pessoas não está pronta para ser desplugada, e muitas estão tão habituadas, tão irremediavelmente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-lo.
Uma das genialidades do Matrix, cara, aí que tá, foi levar essa fronteira da aventura para dentro do computador, né? Porque todas as grandes histórias, a fronteira da aventura se passava no ambiente desconhecido para o herói, né? Pô, porra, quando ela na Grécia, você via lá o Mediterrâneo, mas um lugar assim, né, dos mares e tal, etc. Star Wars levou para o espaço, que é a última fronteira na época, lembra da corrida espacial, a fronteira final?
E onde é que vamos ter uma nova fronteira? Porra, no computador, né, cara? Então por isso que foi, como você falou, revolucionário, porque levou aventura para esse novo campo aí que tá todo mundo querendo saber o que que era essas BBS, porra, que que é esse negócio de entrar na internet. A gente não, 99, 98, a gente não sabia ainda muito bem, né, cara?
Então é foda a parte revolucionária do filme porque tem todas essas questões, né, de aplicabilidade que foi dito e tal. Mas, cara, se você olhar a cena de introdução do filme, que é a cena da Trinity, ela é espetacular, cara. Ela define um monte de regras do universo ali em minutos, 4, 5 minutos. Ela te dá uma cena de ação fantástica, cheia de referência de anime e tal. Ela te entrega 2 minutos de filme o bullet time, maluco. Primeiro gulo, ele sabe, acontece no começo do filme, cara.
Não é brincadeira.
Que porra é essa super-herói, cara? E que que é isso também, né, cara?
O que que eu tô vendo, né?
Tem uma cena que eu acho que ela é pouco exaltada, mas assim, porque ela é simples, é logo no começo, mas aquela cena da fuga do Neil do escritório com o Morpheus no telefone com ele, ele vai, abaixa agora, agora espera um pouquinho.
Muito legal.
Isso dá uma fundida na mente, você fala, caralho, o que que tá acontecendo?
E a cena é simples, né?
Cena simples, super simples. Uma coisa interessante que o Dudu falou logo no começo, e a gente tá falando aplicabilidade, o caramba, tal. Ah, que eu fiquei pensando, ah, o que que era? Será religião e tal, não sei o quê?
Pode ser também, pode ser.
Não é muito religião, porque assim, tipo, tem até um bate-papo do Laurence Fishburne com o Neil deGrasse Tyson, né? E eles falam que é claramente o Neil como Jesus Cristo, o Morpheus como João Batista. Aí tem o Judas, que é o Cypher, né? Claramente tem, eles até brincam lá, tem uma frase que o Cypher fala aí, o scare the bejesus out of me e tal, não sei o quê lá. É a própria Trinity, né, como o Espírito Santo, tipo a Trindade, enfim.
E no final é meio assim assim, no 1 não dá para ter tanta certeza, mas no 3, quando ele morre literalmente crucificado, né, para salvar lá a humanidade e tudo mais.
A única vantagem de fazer um podcast só sobre Matrix é não falar dos outros, cara.
Pelo amor de Deus, vocês estão falando aí do Cypher, seu Judas, não sei o quê, mas tem uma coisa que eu vou ter que concordar com ele. Dava para ter explicado o que que era Matrix, sim, vai se foder, porra. Dava para o cara falar, não, olha só, na verdade você existe do lado de fora, você dá uma simulação.
Então, uma gaveta, tu não ia acreditar, gaveta, você não ia acreditar que se chama. Tudo bem, você ia falar assim, a sua realidade realidade. Não tem. Aí você fala assim, por onde eu saio? Você não sai, você está dormindo, sonhando.
Eu pensei que o Gaveta puxou aí o Cypher. Eu falei assim, uma coisa a gente tem que concordar, o bife é muito melhor do que o bife.
Eu sou time Cypher para caralho, sabia?
Ainda que você falasse que você, ele não acreditasse, mas pelo menos você já falou. O Morpheus era mestre dos magos. Não, o que que é Matrix? São as contas, elas são o seu sapato. Ah, vai se foder, porra!
Simulação é um problema de computador que tá preso na tua cabeça. Mas é um filme, Gaveta, tem que progredir uma coisa depois.
Eu amo, é um filme da minha vida, cara, um dos filmes da minha vida.
É só porque tem Mr. Anderson, né?
Então, cara, esse é o clã. Eu acho que a gente não pode passar, pô, falar do Senhor Smith, né, cara? Porra, Hugo Weaving, pô, demais! Aquela cena do Morpheus preso no prédio que ele fica: vocês são a doença.
Nossa, cara!
Os seres humanos são um mal, um câncer deste planeta. Vocês são uma praga e nós somos a cura. E passa o dedo no suor do Laurence Fishburne.
Puta, é uma instalação perfeita, cara, esse escorregador.
O povo, o casting desse filme é foda mesmo. Ganharia, ganharia um Oscar de casting.
Odeio esse lugar, esse zoológico.
Eu odeio este lugar, este zoo, esta prisão.
O Matrix é foda também nos detalhes, né? Umas paradas que são, por exemplo, o déjà vu do gato.
Eu tava pensando nisso.
Isso é muito foda.
Essa parada do déjà vu, eu acho que ela estabeleceu uma mitologia. Isso que é legal também, né? A gente fala tanto de filmes que criam mitologias, Star Wars e tal, estabeleceu a mitologia para esse universo, existem regras, né, porque vocês falaram, né? O déjà vu é um detalhezinho ali que, pô, estabelece.
Quando alguém fala de déjà vu, eu tenho, eu automaticamente falo um erro na Matrix.
Isso é muito foda, é um detalhezinho ali que, pô, estabelece.
Quando alguém fala de déjà vu, eu tenho, eu automaticamente falo um erro na Matrix.
Essa brincadeira déjà vu foi muito maneira e muito bem colocada, porque tudo que acontece que acontece no filme, na Matrix, a gente pode encarar como um paralelo da nossa realidade. Porque eles falam que, né, aqui está o pico da sua civilização, que era a época presente que a gente tava vivendo na época, 99, né. Os celulares eram todos daqueles de flip, etc. e tal. A gente tava vendo esse filme, tá vendo um filme moderno. Hoje em dia parece um filme um pouco datado, mas a gente tá vendo um filme moderno em termos de tecnologia, é o que tem hoje.
Então quando você sai do cinema, você olha em volta e você tá que nem um Neo, né. Tipo assim, o que que pode me provar que eu não estou numa simulação como eles mostraram no filme?
É que nem o Gaveta saindo do Sexto Sentido, né?
Exato. Mas o déjà vu é ainda mais instigante porque é uma sensação que todos nós temos, que é uma parada misteriosa, que a gente fala que é essa parada do cérebro tá registrando a mesma coisa de duas formas diferentes. Então parece que você sonhou com aquilo, que você, aquilo é familiar de alguma forma, mas é um glitch no seu cérebro e não na Matrix.
Isso é o que você quer acreditar, Alexandre, o que você quer acreditar.
É que nem a religião, Deus, etc., né, que é infalsificável, né, você não consegue desprovar. O foda e o intrigante desse filme foi de jogar um monte de coisas da nossa vida real e dizer assim, você não pode desprovar que você não está numa simulação.
Sim, no Animatrix, né, no Animatrix, quando tem aquele episódio da casa mal-assombrada que eles refazem a casa, aí aparece justamente como é que funciona o déjà vu, né, que eles refazem do filme 1, né. Animatrix vale, Animatrix vale, todos são excelentes.
Ah, quando ele gosta vale, é isso.
Animatrix é 2003.
Animatrix não, calma aí, vamos defender, vamos defender. Animatrix não é continuação do Matrix, tô te falando, é que fortalece o lore, fortalece mitologia. E aí, o que eu tô te falando, aí quando eles refazem a casa aparece justamente o gato, e aí o déjà vu, que é justamente isso que você falou, entra para mitologia da história.
Mais um filme que eu saí me perguntando se eu tava ali Eu não tava ali. Caralho, tudo uma simulação! E cruzando, é tudo uma simulação, ou será que eu estou morto?
Então, mas isso instigou a imaginação de todo mundo e fez o filme ser falado e falado e conversado e falado demais.
E uma das regras mais importantes que ele coloca ali, porque quando a gente pensa ilusão, aquela coisa, né, você se belisca, cara, você não sente dor e tal. Mas aí a regra que ele coloca, pô, se você se ferir na Matrix, você também pode morrer na vida real, porque o cérebro, o corpo não subsiste sem o cérebro, né? Então é como se você saísse do cinema, Gaveta, ah, então vou sei lá, vou tropeçar aqui, pô, mesmo assim você pode estar na Matrix, né? Então nada muda na realidade.
É, na hora falaram assim, a mente muda. Eu pensei, ih, caraca, gravidez psicológica, é isso mesmo, caraca!
Sabe uma parada aqui? Esse negócio de bater o paralelo da Matrix com a nossa vida na época e tal já é uma coisa impactante. Agora vê de novo a cena do Morpheus explicando para o Neo a Matrix, o deserto real lá, sendo deserto do real, quando ele fala essa frase bem peculiar que voltou à tona agora, que é: nós nos maravilhamos com a nossa própria grandeza quando criamos IA.
IA, inteligência artificial.
E aí a gente fica arrepiado porque a gente vê só o paralelo da história contada lá no Animatrix, né, a Second Renaissance, né, que é maneiríssimo, conta toda a história de como é que foi a guerra contra as máquinas, etc. E a gente vê o nosso mundo de verdade invariavelmente caminhando para essa ficção científica que a gente viu nos cinemas em 99. Que loucura!
Eu tô lendo um livro agora chamado Seremos os Dados, do Marcos Bruzzo, que tem uma parte que fala sobre isso, né? A humanidade, ela é um ser que não é conhecido pelo que ela é e sim pelo que ela construiu. Aí os egípcios, ah, os egípcios foram que fizeram as pirâmides, os romanos foram os que dominaram o mundo, fizeram os aquedutos, tal, não sei o quê. É sempre o que a gente fez, que a gente construiu, que a gente se maravilha e não pelo que a gente é, né?
É verdade.
Olha aí, agora é uma pergunta bem nerd assim: se a Matrix tivesse continuado, digamos assim, vou entrar na coisa do Marcelo, eu vou lembrar que depois a Matrix se destrói e reconstruída, whatever. Mas se ela tivesse continuado, tá? Se a gente tivesse Matrix hoje, essa Matrix seria 99, manteria 99, ou seria de 2026? Como é que seria a Matrix?
Se é o pico da sua iluminação, é 99.
Eles se mantinham sempre 99 ou Inclusive tecnologia dentro da Matrix, entendeu o que eu tô falando?
Se vier para 2026, a galera ia querer muito sair da Matrix aí.
Eu acho que o pico, a gente não tá no pico da civilização mais, cara.
Eu acho que já foi, não seria 2026, com certeza.
As pessoas que continuaram vivendo na Matrix e tal, elas continuam vivendo sempre em 99.
Ah, eu entendi essa evolução tecnológica dentro dentro da simulação, se existe, né?
É por isso que tem que ter o reload.
É, tem um reload, Dudu.
É por isso que tem que ter o reload para continuar em 99.
Hoje em dia os cara não iam nem conseguir fugir da Matrix para achar um telefone com fio, com orelhão.
Ia ser foda, é verdade.
Mas tem o carregador, o carregador ia ser no USB, meu amigo.
Não, mas aí não é na internet, né?
Não, sim, mas era um ponto. Na verdade, eles não precisavam de internet, eles precisavam de um ponto fixo, né? Contato, né?
Acho que outra parada que a gente pode puxar aqui é a trilha sonora. Não só as músicas instrumentais, tal, não sei o quê, mas com as músicas escolhidas, né? A música que termina, Wake Up, que é do que o Dudu falou, do Rage Against the Machine.
Porra, Wake Up, porra, perfeito!
É o Neo falando, vou te pegar, eu sei quem você é, eu sei onde você mora, né?
Caraca, esse, qual é a versão da Matrix essa aí? Que eu não vi essa versão.
O Pereio é o Neo.
Mas uma coisa que eu não queria deixar de destacar assim, porque a gente tá falando muito sobre como é revolucionário e tal, mas o trabalho de efeitos especiais desse filme, o bullet time, ele é uma parada que foi inventada para isso. E é um negócio que não é só pela complexidade mecânica de executar, porque é aquele negócio, é um negócio que foram várias câmeras ao redor para disparar em segundos diferentes e poder reproduzir, porque você não ia conseguir nunca fazer uma câmera girar numa velocidade alta o suficiente em volta do ator para depois fazer um slow motion.
Então é um negócio bizarro, mas também por como o efeito do bullet time criava uma experiência sensorial que a gente nunca tinha visto no cinema. É um negócio muito difícil de acontecer, você ter um efeito especial que revoluciona mesmo, porque é esse negócio, você tá desacelerando a ação, mas você tá se movimentando pela cena rápido e tal. Nenhum filme tinha feito um negócio desse nunca, sabe? De você poder explorar o espaço inteiro e ficar indo para lá e para cá enquanto tá tudo em câmera lenta.
É um negócio Muito bizarro. E é tão importante o negócio, porque é muito doido a gente pensar também que esse é um filme tão importante, que teve todo esse orçamento pra fazer esse negócio todo, dirigido por duas pessoas que eram desconhecidas. As irmãs Wachowski, cara, não eram tipo...
Isso é loucura, né?
Isso é muito louco. Não eram tipo pessoas que estavam mega estouradas em Hollywood. Eram pessoas que tinham dirigido um filme antes, que é Ligadas pelo Desejo.
Elas roteirizaram Assassinos, do Stallone. Só que pediram pra tirar dos créditos, porque odiaram a merda que eles fizeram. Isso, exato.
Obrigado.
Então, essas pessoas que, tipo, só tinham dirigido um filme, sabe? E aí, como é que convence um estúdio a fazer Matrix? O que convenceu foram os testes que fizeram pra mostrar o bullet time. Porque tinham, olha, a gente tá pensando em fazer esse efeito especial aqui, que ele nunca foi feito e tal. Aí fizeram todos os testes já com o John Gaeta, que era o diretor de efeitos visuais. Fizeram um teste bem rudimentar assim, mas que mostrou que dava pra fazer.
E aí, quando a Warner viu aquilo, puts, isso aqui tá massa. Nossa, pode fazer o filme.
Não, e cara, que filmaram o backup, né? Eles filmaram todas as cenas lá do bullet time e elas também filmaram cenas sem o bullet time. Tipo assim, na hora que o policial tá tomando lá, tem que fazer uma cena de backup. Tipo, se esse efeito no final— a gente fez a cena padrão. Então em algum lugar lá no arquivo tem a cena da Trinity chutando o policial sem o bullet time. É só uma ela pulando e pá, sei lá, muda 2 takes.
E cara, é muito bizarro Sabe, porque assim, não é só a história, o tema ali, esses efeitos, tipo, tem ação, tem os personagens que são fodas para caralho, mas camadas, você falou, né, cara? Até frase de efeito, tipo, dodge this, né? I know kung fu.
Ele é muito completo assim, ele é uma obra-prima, cara. Eu tava aqui lembrando e vendo umas cenas, cara. O filme tem 2 horas e 16, o que é o tempo ok, né, para um filme hoje, tem 3, 4 horas. Então ele é até um filme longo para 99, mas, cara, acontece tanta coisa nesse filme.
Tipo, não tem barriga o filme, né, cara? Não tem barriga o filme, né? Tem uma cena atrás da outra, puxa outra.
Esse filme tem a cena de tiroteio no lobby, cara, no detetor de metal, que o Neo sabe. Puta, já aconteceu um bilhão de coisas e ainda tem essa cena quando eles vão lá resgatar o Morpheus.
E assim, cada cena e cada diálogo você consegue puxar uma discussão filosófica, tá ligado? Que vai muito além e que dá para fazer, por exemplo, um Nerdcast por cada discussão que eles têm, fazer uma discussão filosófica foda, porque tudo tem embasamento, tem referência, é muito foda.
Tipo aquele moleque que é o cara que recebe o Neo, que explica para ele, que faz a mulher do vestido vermelho, né, na simulação e tal. Você se apega a ele porque ele é todo empolgado, ele tá todo feliz, escolhido, chegou, é o mouse, e ele morre na primeira incursão que os caras fazem na Matrix, tipo, depois que o Neo chega. Cara, a gente nem falou da Oráculo, cara, aquele puta.
Então essa parada da Oráculo até puxar também e dizer que, como eu falei, que eu achei maneiro esse negócio de você pegar uma história que é antiga, mitológica, e botar dentro daquela skin da proposta de ser contemporâneo, sendo dentro do jogo. Oráculo é uma parada que sempre teve nas mitologias, nas grandes histórias. E a Oráculo ser, né, aquela mulher naquele cubículo ali, porra, demais. Cara, sabe? Tipo, e as coisas que ela fala para ele tem tudo a ver, né? Pô, roteiro é perfeito, né? Nem se fala.
Você não acha que lembra um pouco o Yoda, né? O grande mestre humilde, tipo assim, um lugar que você menos espera encontrar, tipo assim, a sabedoria máxima do universo tá ali naquele abrigo assim, né, para crianças e tal, né?
Isso sim, mas eu digo a representação, entendeu, cara? Porque o oráculo é um, né, que vem da Terra, ou então pode ser uma coisa mais fantástica e tal, mas tem tudo a ver. Por exemplo, né, personagens que representam conceitos, né?
Mais uma vez batendo na da identidade, ela aponta lá, né? Conheça-te a ti mesmo, né? Know thyself. Isso tudo é a libertação de você entender quem você é neste mundo, né? Onde é que tá enterrado você, a sua identidade verdadeira, né? O que que não é máscara? O que que não é simulação nisso, né?
Mas o importante aí é ela falar que ele não é o escolhido. Por isso que vem a brincadeira que eu fiz no início, quer dizer, que existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho, entendeu? Esse que é o ponto que ele fala no final. Ele só foi atrás do Morpheus porque ele achava que ele não era o escolhido. Aí ele virou o escolhido, né?
Exato. Mas ela fala ser o escolhido quando tá apaixonado. Ninguém precisa te dizer que você tá apaixonado, você simplesmente sabe.
Cara, ela é demais. A Orácula é um personagem incrível mesmo, cara. Puta merda.
A primeira regra do clube da luta é: veja o jeito bom, o auge da sua civilização.
O agente Smith, ele era fora da curva porque ele também queria se libertar. Essa é a grande diferença também, né? Lembra que ele falava que ele queria Ele tinha essa coisa, os outros agentes não. E finalmente inimigos fodas, porque como é que você luta com agente? Você não luta, cara, você sai correndo, entendeu?
É a regra.
Então não tem essa, não tem como lutar com agente, esquece essa história, né?
É muito foda porque eles estabelecem essa regra nessa primeira cena da Trinity, sabe? Quando chega agente, a Trinity sai correndo, ela tem que achar uma linha fixa para sair porque ela tá fodida. E aí no final, cara, quando o Neo vai enfrentar, ele não corre, pô.
Luta e páreo.
Então essa cena eu já discuti sobre ela, que é legal o seguinte: ele não corre, ele enfrenta. E no final das contas, pensa assim, em tese não serviu de nada porque ele matou o agente Smith, apareceu logo no outro corpo e não adiantou nada. Mas tem uma vitória moral ali, né? Como assim?
Porque ele muda de corpo, mano, ele muda de corpo.
Se ele matar o agente Smith, botar para ser atropelado no trem, no metrô, ele ficar lutando o tempo inteiro com agente Smith não vai fazer tanta diferença porque o agente limite vai ficar aparecendo em outro, em outro, em outro, em outro.
E é uma cena muito bem feita porque ele tem uma puta dificuldade para matar o cara e fazer o cara ser atropelado. Ele sai, fica lá na ponta dos pés para não ser atropelado junto com o metrô, e aí abre a porta do metrô e ele sai de dentro do metrô, cara.
Ele sai de novo, tu fala, puta, é muito foda, cara. Mas é legal que é uma vitória moral ali, né? É meio que é você acreditar, sabe assim? É porque ele tá começando a acreditar, né? É exato assim, você acredita.
Mas ele vê que tipo assim, ok, agora tem que correr, não adianta lutar com o cara aqui. Eu tô quase morrendo aqui e ele tá novo. É muito foda. E aí ele acaba morrendo, ele não consegue.
Esse filme, especialmente a primeira vez que eu vi, você vai entendendo ele com o tempo, conforme as coisas vão passando eu vou entendendo. Depois dessa cena que ele surge de novo e ele foge, quando ele foge ele bate de cara numa multidão, né, que é na feira, 7ª-feira. E aí você entende o meio do filme. Ah, é por isso, tem que ter medo de plateia. Pô, agora, sabe, puta, agora faz um puta sentido, sabe, porque Agora, parecia um agente Smith, né?
Você ouve isso antes, mas quando você vê aplicado no filme, essa construção é muito foda dos agentes. Porque a hora que o Morpheus, você tem que correr, a hora que o Morpheus pula ali é o desespero, porque você fala, meu, fodeu, ele vai morrer, é o sacrifício, ele tá se sacrificando, não tem como ele escapar de um agente, ele não vai. O Dave falou daquela cena do hall do prédio e tal que eles atiram, esse detalhe do concreto ou porcelanato, sei lá como é que chama, das paradas quebrarem de um jeito tão— não, não, eles lutam no banheiro, né?
Aí quebra lá a privada, quebra a pia, sei lá e tal. O jeito que as coisas quebram nesse universo quando eles estão lutando ou dando tiro e tal é muito único também. Você vê aquilo, você fala, putz, isso é Matrix, né?
Exato. E também o estilo, né? O que esse filme foi visualmente um catalisador de— não existia farmar aura, mas ele farmou tudo que 1999, cara.
Aí definiu uma estética de décadas.
Exato, exatamente. Para mim, o ponto alto do badassness desse filme é a pose que o Keanu Reeves faz no final daquele tiroteio lá no lobby do prédio, que ele vai, sobe no cara para chutar o cara, pá! E quando ele cai, ele cai com a pose mais badass do universo. Eu não sei porque não tem a estátua do Iron Studios assim.
Posso dar uma estragadinha nessa cena Ah não, por quê?
Não, não faça isso.
Porque a hora que ele faz essa pose, cai um rifle no chão e você vê claramente a ponta do rifle de borracha dobrando quando ela bate no chão assim.
Ah, Marcelo, tudo bem, cara.
É a realidade se dobrando, cara.
É verdade, é verdade. Você tem razão. Dudu salvou! Dudu salvou!
É que o Marcelo não é fã suficiente.
Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.
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