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NerdCast 1021 - Oscar 2026: O Orgulho do Brasil Vem na Pirraça e Raparigagem

13 de março de 20261h57min
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Lambda lambda lambda, agentes secretos! O NerdCast desta semana está ZERO POR CENTO IMPARCIAL em nossas expectativas finais para o Oscar 2026 e Brasil em Hollywood

Neste episódio, Alottoni e Azaghal recebem Aline Diniz, Marcelo Forlani, Max Valarezo e Carlos Voltor para uma visão geral dos principais filmes da disputa, e nossas apostas finais dos campeões e zebras (merecidas ou não) para a maior premiação do cinema.

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Participantes neste episódio6
A

Alottoni

HostPodcaster
A

Azaghal

Co-hostPodcaster
A

Aline Diniz

ConvidadoAtriz
C

Carlos Votor

ConvidadoPodcaster
M

Marcelo Forlani

ConvidadoJornalista
M

Max Valarezo

ConvidadoPodcaster
Assuntos4
  • Oscar 2026 - Bolão de PrevisõesBrasil no Oscar · Filmes concorrentes · Campanha de Wagner Moura · Impacto cultural do cinema brasileiro
  • Análise crítica de cinema e sériesAgente Secreto · Pecadores · Uma Batalha Atrás da Outra · Valor Sentimental
  • Análise de atores em destaqueWagner Moura · Timothée Chalamet · Michael B. Jordan
  • Oscar e Prêmios de CinemaCríticas ao Oscar · Expectativas de premiação
Transcrição886 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio

A NETUZ se uniu a uma das maiores lendas do futebol na busca pelo Hexa. Não é, Rivelino? Lendas? Tô aqui! Então vista sua torcida e baixe o app da NETUZ pra garantir o look estrelas. Mais algum recado, Riva? Polegado é agora!

NETUZ!

Você está ouvindo Nerdcast, no Jovem

Nerd.

Landa, landa, landa, nerds! Aqui é Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd. E eu não me considero uma pessoa violenta. Mas eu tenho uma lista crescente de pessoas que eu matava com marcado. Não é só mais um cara, não. Tem o vagaleta, um

baralho.

O Jovem Nerd está chegando na força do ódio nesse Oscar, estou gostando

de ver. Eu vou assistir, eu vou assistir de pijama e martelo na mão. Muito bom.

Eu sou a Lini Diniz e esse ano o Oscar vai ser especial porque, cara, Brasil de novo, né? Segunda vez aí de Brasil. É Brasil! A gente se coloca no seu devido lugar, mas eu confesso que eu fico um pouquinho feliz de saber que eu participo levemente, assim, sabe, dessas...

Duas vitórias? Duas vitórias! A gente vai trazer aqui, são dois anos, são duas vitórias consecutivas. Amém. Eu tava lá, entendeu?

Aline, você apareceu na Ellen DeGeneres, Aline. What? É! Não,

foi na Kelly Clarkson. Foi na Kelly

Clarkson, tudo bem, é isso.

Então nem conta, pô. Porque eles mostraram, o Wagner Mora foi lá e eles mostraram um monte de vídeos de pessoas reagindo a ele ganhar o Globo de Ouro. E aí tava lá as migas todas pirando, foi muito foda. Muito bom. Aline chorando. Chorando!

Gente, berrei ao vivo. Berrei ao vivar.

Foi lindo. Foi tudo. Fala, galera, aqui é o Marcelo Fulani. Secretário é a puta que lhe pariu.

Aqui é o Max Valarezo e, ó, Academia, ainda dá tempo de indicar Tânia Maria, a melhor atriz coadjuvante. Faça a coisa certa. Dá tempo.

Não vai dar tempo de votarem, mas dá tempo de indicar.

Aqui é Carlos Votor e eu acho que melhor elenco ela leva junto. Ela tá incluída, então melhor elenco, porra... Será

que ela vai estar lá? Não, ela já falou que não. Ah, poxa. Aqui é a Zagal e minha maior torcida é por cigarro indoor na cerimônia do Oscar.

bom.

O Azaghal tá maluco com o Champagne fumando. Trazendo os anos de volta. Fumando no Globo de Ouro. A gente tem. Com cigarro no copo. Ele botou

o cigarro no copo. Jogou.

Não era nem cigarro eletrônico, véi. Que maravilha. Não, era tabaco. Era.

Era tabaco mesmo. Era

fogo de verdade.

Nossa, cara. Eu queria apostar. Sabe assim, não é aposta. É mercado de previsão. Queria fazer uma aposta se o Champagne ia fumar ou não dentro da semana do Oscar.

Mas deve ter isso em alguma bolsa.

Minha maior expectativa

da noite inteira... Ele não vai fumar no Oscar, não vai fumar. Nem fudendo. Porque ele não é mesa, né? O clube de ouro é mesa, tem um clima de jantar. Ó, cigarro indoor e medo de guerra nuclear. A gente está de volta dos anos Caralho, bro.

Só falta ter o Robocop na cerimônia do Oscar.

Não vai ter RoboCard, vai ter RoboDog. Nossa! Muito bem, Neds! Estamos aqui oficialmente esquentando os tambores para o Oscar para o Brasil! É o Brasil concorrendo...

Há cinco Oscars, quatro por Agente Secreto e um por Melhor Fotografia de Sonhos de Trem. Adolfo Veloso, maravilhoso. Estamos torcendo também, Adolfo, estamos juntos. E a gente vai falar, assim, dos filmes de Machado. Não tem muito filme, tem filmes. O Max viu Então, parabéns mais uma vez. Zerou, platinou o Oscar.

Platinei o Oscar mais uma vez e eu não tenho mais um miolo sobrando aqui na minha cabeça.

Mas a gente

vai falar dos principais, obviamente, os mais cotados do Brasil, de Agência Secreta, obviamente, e a gente vai dar spoiler. A gente vai falar spoiler porque a gente quer poder comentar detalhes do filme, então se você não viu algum desse filme, fica atento. Mas vale a pena, vamos esquentar os tambores para o Oscar do Brasil! E meus...

Canelada.

Muito bem, Azaghal. Vamos para mais uma semana de Mesa e Caneladas. O Dere de Cast.

Vamos.

É semana de Oscar, Azaghal. Olha aí. Finalmente, Brasil. Brasil, ziu, ziu. Concorrendo a uma cacetada de Oscar. Estamos na torcida por todos os talentosíssimos brasileiros envolvidos na sétima arte. Estamos juntos. Estaremos juntos domingo, dia de março. Não, YouTube do Jovem Nerd. Não, Oscar de pijama, Azaghal.

É isso

mesmo, estaremos nós, Cate Barcelos, Max Valarezzo, Bulba Souza, Bulba Souza, Bulba Sauri,

Lout Comics e Cauê Moura. Exatamente, CLB.

CLB.

Desce a letra show.

DLS. Todo mundo de... DLS? Ah, não. Não, DLS é o... Desce a letra show. Ah, é verdade. Tem muita sigla, cara. Tem,

JN,

ODP. ODP. Acho que é de pijama. Nossa, nem entrou no vocabulário ainda.

Exatamente. Então já entra no canal do YouTube, já tá lá a live, já tá programada. Pra começar, ativa o sininho antes de começar a live do Oscar, mas a gente vai ser a sua segunda tela. A Zagal diz, não, segunda nada, vai ser a primeira tela. Sim. A transmissão do Oscar é a segunda tela. Lógico que é a segunda. Tá louco. Vai ter quebradeira? Vai ter uma catarra. Porque o DL Show tem quebradeira no DL Show. E aí a gente vai ter que ter quebradeira, entendeu? Vai ter. Vai ter que ter alguma quebradeira? Vai ter.

Além da quebradeira, vai ter várias surpresas legais. Vai ser uma live muito,

muito divertida. Cara, sério, vai ser muito foda. E ó, como a gente vai estar de pijama, dessa vez estamos de pijamas dedestores, cara!

Exatamente,

pijaminhas, cutulesco para suas noites assombradas.

Já tá aí. A Nerdstore

está na loja agora, Zagal. E já entramos lá com promoção. Atenção, tá rolando desconto em três novas estampas. Caralho, que porra é essa? Reclama com a loja.

Não, não, não vou acabar com a loja. Eu sou brother pra caraca da loja, cara. É isso, a loja tá junto com a gente e a gente já tá entrando com três estampas do Nescast RPG. São seis opções de modelos pras camisetas. Não é só as opções de estampa. Porque tem a camiseta normal, que foi o que a gente sempre teve. Sim. Só que a gente tem a Oversize, a gente sempre teve Oversize também. Sempre não, a gente já teve. Já teve, é, não foi sempre, né? Mas

teremos... Porque Oversize não é uma camiseta grande. Ela tem proporções grandes. Proporções grandes, é isso. É pra jogador de basquete?

uma camiseta 3G, 4G, 5G não é oversize. Ah, eu achava que isso era não, eles são tamanhos grandes. Ah, oversize ela é mais largona. Largona, exato. Então a pessoa que usa uma camiseta P pode usar uma camisa P oversize, entendeu? O Cauê é um cara de oversize. Não, ele usa uma camiseta grande mesmo. Tu falei que o Cauê tá gorda? Não. O Cauê é grande. Ele é alto. Também.

E ele tem massa.

É você que tá dizendo.

Mas olha só, tem oversight, tem regata. Sim. Que aliás, também na Praia do Cauê.

Coragem. Pessoa de coragem.

Não, coragem é uma pessoa que sabe se garantir, pô. A regata tem que se garantir, né? Tem. É isso, eu não me garanto. Mas tem, ó, manga longa, aí eu garanto.

Cropped. Cropped, que é mais... Tem que se garantir também. Tem que se garantir. Ah! Sobretudo, a Cropped tem que se garantir. Pá, cara, é muito mais do que todas as outras. E moletom, Azaghal. Exato. Temos moletom das nossas estampas. Então aproveita. Nerdstore, na loja. Aproveita as estampas novas.

Nosso pijamão com turlejo que a gente vai estar vestindo. Pijama maravilhoso que você vai ver na live do Oscar. Ele vai poder usar

na sua casa. Ai, que

bonito. Confortável. Delicioso, gente. E você

pode usar numa vida real, assim, também, né? Não que a casa não seja, mas... As

pessoas estavam viajando de pijama nos Estados Unidos. Vou doméstico, cara de pijama. Eu vou no aeroporto,

acho que... Ou de tampa, proibiu. E aí, então, um ano de tampa, eu falo

assim, gente, acabou, né? Chega. Chega dessa balançada. Aí é demais. As pessoas vão ao cinema,

vão no mercado de pijama. Mas o

que a gente vai fazer? Eles vão falar assim, tu não pode embarcar, tá de pijama? E o que é pijama?

E o que é pijama? Pois é, é justo. Então, é isso. Não vou de pijama. Passando a ser barrado em tampa. E vamos lembrar que com a maior premiação do cinema chegando, nós, brasileiros, estamos torcendo muito pro Brasil. E a Elo acredita muito no valor da nossa cultura, das nossas histórias e tudo que a gente constrói juntos. Portanto, o Elo é o cartão da torcida brasileira. Ela tá sempre presente no Dia de Outros Brasileiros. Tá em shows, tá em restaurantes, eventos culturais, experiências. E, claro, você vai no cinema.

Sim. Então, gente, vamos preparando a nossa torcida. Se liga aí no horário da nossa transmissão. Vamos mandando aquela energia boa pela nossa cultura, pelo nosso cinema, por tudo que o Brasil representa. Porque onde tem um brasileiro, tem a nossa torcida. Link na descrição pra você ver tudo sobre ela. O cartão da torcida brasileira.

E mais um lembrete de volta às aulas, Azaghal, muito importante. Seja escola, seja faculdade, hora de se preparar para o novo semestre e comprar livros. Pode pesar no bolso, ainda mais quando começa um ciclo acadêmico e tem um monte de livros para comprar junto. Portanto, não se esqueça, estante virtual, estudantes encontram livros escolares universitários por preços muito mais acessíveis, incluindo a possibilidade de você procurar os livros...

pelo ISBN, que aí facilita você falar, eu preciso da edição tal. É muito específico, então você pode procurar. Você tem um ISBN dessa edição, você pode procurar na Estante Virtual e achar exatamente a edição que você precisa daquele livro. Porque o catálogo da Estante Virtual reúne livros novos e seminovos. Ou seja, um livro que tem seu ciclo de vida repetido, né? A Estante Virtual começou como um grande catálogo de cebos. Exato, eu

sou OG de Estante

Virtual.

ODI, ODI, original. Exatamente. Mas olha só, você ainda pode economizar ainda mais usando o cupom FACULDADE para livros universitários. Então aproveite. A Estante Virtual conecta livreiros a leitores de todo o Brasil ajudando a democratizar o acesso à leitura. Aproveite essas promoções, volta às aulas e garanta os seus livros na Estante Virtual. Tem link aí no post.

E se você não quiser ouvir os recados e e-mails do último Nerdcast, pode pular diretamente para... minutos e prêmios para o Brasil. Quero agradecer aos nerds que doaram sangue e salvaram vidas. Fábio da Rosa, Felipe Bastiani, Gabriel Freires, Rafael Aguiar...

E Pedro Fortunato, muito, muito obrigado. Lembrando, tem um pedido de doação de sangue urgente, doação de sangue e plaquetas para Pietro Souza de Oliveira, no Hospital do Câncer, na Praça da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Já doei sangue lá, inclusive. Você que puder ir sempre quando um pedido é nominal, é urgente, é para salvar vidas. Aliás, toda doação de sangue salva vidas, mesmo que você nunca saiba o que vai acontecer com o seu sangue.

Ele vai salvar vidas. Então, muito obrigado a todo mundo que doou. Sempre que você doa sangue, tira uma selfie e manda para nerdcast.com.br, que a gente agradece aqui e estimula todo mundo a sempre doar sangue. Sempre que possível, doar sangue que salva vidas. Muito bom! Fernando Cristino, anos, químico. São Paulo, capital. Pela idade, note-se que sou da mesma geração da maioria da bancada do último episódio, nosso Sem Pauta. Não é bancada,

gente. Bancada é coisa do não ouvo. Isso aí é ouvinte de não ouvo. É. OUVO

É

Que ele chamava de bancada. Bancada, exatamente. É o cast. Ah, cast? Olha aí. E como bem definiu a Katyusha, nessa mesma edição, bastava viver no Brasil nos anos para ser ouvinte de pagode. Ainda que involuntariamente, como é o meu caso. Mas vamos ao foco da mensagem. No episódio, vocês discutiram a qualidade das letras de pagode, brasileiro e alemão, com grande destaque para trechos de Cheia de Manias.

Imortalizada pela inconfudível língua presa do Luiz Carlos do Raça Negra. Ocorre que este, obviamente, não é o único sucesso de pagode da época que trata dificuldades em relacionamento. Imagina se esse é o único sucesso que trata dificuldades em relacionamento. Provavelmente esse é o tema mais universal da poesia em todos os tempos, né? Tá lá Shakespeare, quinto anos, falando de problemas de relacionamento.

Porra. Há outra canção de destaque do gênero da mesma época que consegue ter uma letra ainda mais complicada pra dizer o mínimo, ao menos o refrão. A música é temporal do arte popular, Azaghal.

É! Até parece que o amor não deu. Não deu! Até parece que não soube amar.

Senhora, é Deus e é

Pai.

Você reclama do meu apogeu, do meu apogeu. E todo o céu vai

desabar. Ai, desabou a garra.

A metáfora de um relacionamento em crise como uma tempestade que vai se agravando, morte da canção, nem é...

das piores. Mas o que dizer da rima rica, verbo com substantivo abstrato, de não deu com apogeu? Ou Leandro Lehar, autor da música e recordistas em direitos autorais nessa época, não sabia o significado de apogeu? Ou simplesmente estão falando de uma música inspiradora mais implicante da história? Afinal, todo homem é um poço de defeitos, mas quando nem o apogeu presta, o buraco é bem mais embaixo. Caraca, você... Ah, porque você reclama do meu apogeu.

Ou seja, o melhor do cara... Do cara é

pouco, é merda. É pouco.

Ou seja, é uma pessoa... Muita gente... Uma pessoa...

Tem aquele ditado, né? Que tem a pessoa submarina, né? O que é a pessoa submarina? Só quer te levar pra baixo.

Ah, sim. Pode ser. Sigo no aguardo do fim da saga cinema dos anos Só falta hein? Só falta

O Tisga, que é um anasso de cinema, né? Um abraço para todos, pessoal do Português, Sra. Jovem Nerd, Kat, Mary Jo, demais mulheres do Nerd Verso neste mês de março. Vida longa, Nerdcast, Caneca de Mamica e os demais produtos da... Produtos, agora tudo é produto. Tudo

é produto. Sucesso sem brigado, querido. Só falta mas na verdade depois de tem uma década de inteira.

Cara, isso é um problema. A gente fez um Nerdcast sobre anos e vão ser quantos anos Quatro, né? Uns quatro?

Não é isso? Quatro Nascast de anos E, cara, anos eu não sei. Vai ser um por ano? Fudeu. É muito filme, cara. A gente tem feito... Ah, por ano? Ah, entendi. Sabe, tipo assim, a gente vai fazer Nascast por anos Um por um por Cara, é muita

coisa. Sério, é muita coisa. A gente vai chegar lá. Mas a vantagem é que depois você pode pegar de até e fazer tudo num programa só.

Faz, irmão. Faz um corte.

E dá só que faço.

Sacanagem. Sacanagem. Lucas Aguiar, anos, comerciante, grande bairro do Tijuquistão, Rio de

Janeiro.

Tijucã. Olha aí. Veio trazer um comentário sobre a carta de Pokémon do Logan Paul e a loucura do mundo. O coleção dele vendeu lá por, sei lá, milhões de dólares. Eu vi. Ou comprou, não sei. Já não lembro.

Eu não vejo problema... Porque assim, tem colecionador e colecionador. Porque eu sou um colecionador, por exemplo. Eu coleciono estátuas. Mas eu não coleciono pelo valor financeiro delas. Nem pelo valor de revenda. Nada que eu compro colecionavelmente, falando, eu compro pensando em revender. Não, é. Você não é

um especulador. É, eu jogo a caixa fora. Eu jogo a caixa fora de tudo. Você joga a caixa fora. É, não tem... A matéria fica lá. Eu compro três bonecos, aí fica a dona caixa. Eu compro...

Um só de cada, eu abro, boto na prateleira, eu quero ver. E é isso. Mas tem essa galera aqui que fica pensando na revenda.

Na revenda, exatamente. Azaghal, vou te falar. Se uma estátua toda, de repente, valesse milhões de dólares, eu vendia essa merda. Eu não

estou dizendo que eu não venderia. Mas o que eu estou dizendo é, nenhuma das estátuas que eu tenho, eu comprei pensando, puta, essa estátua é uma estátua limitada, só fizeram X, um dia vai valer uma grana e eu vou vender.

Porque senão eu teria guardado a porra da caixa. Sim,

com certeza. Essa galera a gente vê sempre no primeiro dia da Comic Con. A galera dos colecionadores vão lá pra comprar tudo pra sentar em cima. Funko, galera. Você não consegue nem ver. Funko exclusivo. Isso é interessante pra caralho, inclusive. O quê?

Essa galera que vai e compra toneladas, você não consegue adquirir as paradas.

É porque eles compram

pra revender. É insuportável isso. Bom, trabalho com venda de itens usados, colecionáveis. E apesar de hoje estar me especializando em mídias físicas em geral, LPs e CDs, etc. Caraca, brother, olha aí. Tem uma

tendenza.

Já lidei muito com brinquedos, prataria e antiguidades. Porra.

Pô, a gente tem que ter o contato dele. É sempre bom conhecer uma pessoa que entende todos esses mercados de tranqueira. De

prataria. Tu quer comprar uma prataria?

Não, eu não vou comprar prataria, mas eu posso querer... Silverware. Silverware.

Vai ficar pulindo teus garfos e tuas colheres? Não. Prataria

é isso? Olha, eu vou falar uma coisa. Nós temos um item único. Caneta Montegrappa...

Cthulhu.

Ah, não é único. Tem algumas peças. Tem

algumas peças, mas assim, o Giuseppe falou pra gente que ela é de um material que a indústria de canetas não trabalha mais. Sim, sim. E que esse material é raríssimo. E colecionadores procuram qualquer coisa. Ah, é verdade. Esse é um item

maluco. Esse eu tenho a caixa. Então.

Essa

caneta, mas essa caneta, ela é

mais

única

ainda porque ela é do Nerdcast RPG Cthulhu. Essa caneca foi a minha única por vários motivos. Porque ela é uma caneta do Nerdcast RPG Cthulhu. Uma caneta que a gente idealizou. Todo o processo, né? O José presenteou a gente com essa caneta. Exato, um desenho original. A amizade do José, da generosidade que ele tem. A gente não pode vender, nem fodeu.

Jamais, jamais. Eu não conseguiria. Eu não teria coragem. Eu não teria coragem de vender. Mas aí

vem um colecionador, um shake. Assim, eu compro essa camisa. É um milhão de dólares.

Olha a hesitação. A respiração da hesitação. Um

milhão de dólares realmente é muito

dinheiro.

dizer não assim. Quanto vale uma amizade? Não, eu acho que isso não estragaria a amizade, porque eu não

contaria pra ele que eu vendia a minha, mesmo porque ele não sabe qual é o número da minha. Tu não contaria pro José que tu vendeu? Não, talvez eu comprasse de alguém, comprasse lá do Carlos Voltaro.

Que filha da puta! Caralho! Olha, passando a perna dos amigos, cara. Passando a perna não.

Tu tá trazendo a brincadeira, vamos brincar. Não, você tem que agenciar a venda. Você pega um Finder's Feed Eu pergunto,

Carlos, eu tô querendo comprar mais um. Você quer quanto? Não, tu

não vai fazer isso. Tu vai fazer, eu posso agenciar. Você quer um milhão de dólares, Carlos? Não,

não. Me dá

mil.

Não, eu posso vender a minha por um milhão de dólares e depois comprar do Carlos. Que

lindo você! Isso que é passar a perda dos amigos, seu desgraça. Não, por que? Ele não tá querendo vender? Por quê? Você vai vender, vai comprar por um milhão pro Carlos? Não. Não, claro que não. Mas eu não sou um shake. SHAKE

Eu vou na proporção. Eu vou na proporção. Carlos, não vai ter sua caderneta, não teve nunca.

Mas

olha só, ele continua falando aqui.

Eu tenho uma realidade

muito diferente de um shake. E eu vou aplicar a minha realidade ao Carlos. Que

absurdo

isso. Você está desficando. Não adianta

você desificar. Eu não queria

vender

minha caneta. Você que jogou um milhão no meu colo.

hipoteticamente. Mas olha só, ele continua aqui, ó. Já lidei muito com brinquedos pra taria de atividades, por isso me interesso bastante por programas sobre assunto. Um dos que eu mais gosto está na Netflix. É tipo um reality sobre um grande leiloeiro dos Estados Unidos, o Ken Golden. Ele é especialista em colecionáveis de esporte, mas está expandindo a empresa pra cultura pop. E foi ele que convenceu o Logan Paul a leiloar a carta.

A carta Pokémon lá. Que além de super rara, acompanhava um cordão de ouro e diamante super cafona que ele usava pra andar com a carta pedurada no pescoço. Caraca.

O norte-americano, ele é brega. É brega. É brega na sua essência. É muito, muito, muito.

Pra mim, no entanto, o que foi de cair o cu da bunda foi mesmo o leilão de um outro objeto relacionado a Pokémon. Um Cheetos Flaming Hot em formato de Charizard. É,

eu já vi essa parada.

É tipo o Jesus da torrada, sabe? É, o Jesus

da torrada. Eles venderam o salgadinho dentro de um case. Então, só pra explicar pra quem não tá entendendo o que é um Cheetos Charizard. O Cheetos é o Cheetos, é isso? É o snack.

Mas lá tem o Cheetos Flaminhot que é apimentado, cara. Sim, mas o Cheetos é aquele triângulo de milho. Não, o Cheetos não é triângulo.

Não? O Cheetos é um... Ah, é aquele... O Cheetos é aquela puff puff de milho, né? É, é,

é. Aquele negócio que... Isopor de milho. Isopor de milho, é isso.

E tem um que nasceu com o formato de um Pokémon, de um Charizard.

Exato.

Então é um pedaço de salgadinho, não um saco de salgadinho, não. É um salgadinho.

Exato, um salgadinho.

É como se fosse um pão no formato de Charizard, só que é um Cheeto. Aí saiu... Não nem um Cheetos, porque é um

Cheeto só. É, um Cheeto. Dentro do saquinho tem um Cheeto. Exato. Aí eles venderam um salgadinho dentro de uma case, imitando uma carta de Pokémon. E algum otário, ele riscou otário, fã.

Comprou por mais de mil

dólares!

Saiu na CNN aqui, ó. Mas eu vou falar um negócio

pra você. Parabéns pro empreendedor que vendeu um Chito Xerazard Flaming Hot. Chamou de Chitozard. Por mil dólares. Parabéns, cara. O cara vai dar um Chito,

mas ele é perfeito. Ele é o Charizard. Parabéns

pra

essa pessoa. Parabéns, de verdade. Eu espero que você seja uma pessoa do bem. Exatamente. Não é que nem alguém que quer vender a caneta pra um amigo pra passar...

comprar caneta do amigo pra vender infelizmente nunca encontrei um item dessa magnitude mas verdade é que se fosse comigo eu ia olhar, dar risada comer logo em seguida então parabéns pro abençoado que teve a ideia de vender tá vendo

aí?

Não, porque você para pra imaginar, quando você come um Cheetos, por exemplo, você fica analisando o formato de cada Cheeto. Não,

você nem olha, você vai comendo. Exato. E esse abençoado, ele é que tá olhando. Quem é essa pessoa que olha Cheeto por Cheeto? Às vezes é uma pessoa que tem um problema de amorroida e que já tem problema de amorroida. Quem que passa de comer pedra

sabe o que tem. Ela tá comendo o

Cheetos Flaming Hot. Aí ele fala assim, porra, só vou comer os que tem menos. Aí ele fica olhando, ah, isso aqui. Aí o que de repente... Ah, de puta!

mil dólares Parabéns Para pra pensar que

Esse é um tipo de pessoa Que provavelmente Bota o Cheetos Em uma bandeja pra comer Ele organiza o Cheetos Eu comendo um por um

Não é possível, cara Porque você não come isso Você come isso de mãosada Foi uma cagada Você come de mãosada

Então Come de mãosada Isso aí É uma cagada Então, ó Gente, vocês que ficam Agora vai ter um monte De analista de Cheetos E

qualquer coisa, manda um e-mail pro Lucas

aí. Será que

você pode

fazer em laboratório um Cheetos Charizard?

Então, como qualquer mercado aquecido, você tem os fakes. Você

tem

arte, você tem cópia de quadro, você tem fake de tudo. Esse

Cheetos não vai...

não vai estragar?

Eu não sei qual é a proteção que ele botou aqui nessa caixa. Botou na resina? Se ele botou numa resina, provavelmente sim. Essa galera aqui. Ou se ele estragar, melhor ainda. Melhor ainda? Ele vai deixar de ser Charizard. Sim, porque o otário que comprou isso por segundos merece isso. Aí

sim. Tá

bom. Então tá bom.

Eu sei que tá todo mundo animado e a gente vai fazer essa torcida pelo Brasil é isso que nós somos, mas eu acho que ano passado foi mais intenso a possibilidade do Brasil ganhar do que esse ano, tô com essa sensação Vocês estão com essa sensação? Mas é que nem a Copa de é a Copa de Então

peraí, quer dizer que então no próximo Oscar a gente leva? Ah não, cala a boca É verdade,

é só uma sensação Tá vendo? É isso que tá quando o Jovem Nerd quer fazer referência a futebol, dá nisso

Tudo errado. Fiquei com medo agora do Wagner Moura passando mal, né? É, puta, vai ter um piripá, coitado,

vai... Não, mas, pô, de verdade, assim, esse ano, assim, eu sinto que as nossas chances estão mais fortes do que ano passado, cara. Você acha que estão mais fortes? Não só porque a campanha tá sendo, assim, magistral da Neon.

A gente tá nas categorias de melhor fotografia com Sonequinha no trem, que é isso mesmo. Sonequinha. Fiquei cinco minutos indo pro filme e dormi.

Mas é que esse filme não é tipo um... Sonho de trem? Não é tipo um Lendas da Paixão com trem? Não sei porque não consegui. Mas é porque vai seguindo a vida do cara. Não é ter uma trama, ter uma linha. Não, é a vida do cara. Antes

fosse a vida do cara. Ele é bem lento. Ele conta, na verdade, a história do cara indo trabalhar. Aí mostra ele trabalhando. Aí depois mostra ele com a família feliz um pouquinho. Aí mostra que ele tem que deixar a família. Aí depois mostra ele trabalhando. Aí mostra ele no trem voltando pra casa.

Até agora Lendas da Paixão com o trem. Porra, tu tá falando mal. Isso é Lendas da Paixão? É isso. Não, ok.

Aí, ó, vai trabalhar na fazenda, aí vai pra guerra, aí volta da guerra, aí se apaixona pela menina, aí não sei o que, aí é comida por urso, é isso? Que isso? O pai tem um derrame, aí o pai tem um derrame, mas combate,

tá? Mas é a vida na fazenda, é vida na fazenda, vida no campo. Isso aí, não fazer justiça é esse filme, eu vou aqui defender sonhos de trem, tá? Mas a fotografia... Não, eu vou depender da

paixão, que se foda sonhos de

trem. Sonhos de trem tem a...

fotografia maravilhosa. Fotografia maravilhosa, é

isso. É isso que interessa. Filme é bom, mas é lento. Ué, mas é um lento bom pra caramba, pô. É o que deixa o personagem florescer. Mas você se importou

com esse personagem?

Pra caralho, pra caralho. Eu me importei com o personagem porque o filme é tipo, esse mundo super inóspito, naquela época super violenta, agressiva, difícil.

E você tem um cara que ele surge, cresce nesse lugar e ele é uma pessoa boa. Então, tipo, o filme é muito sobre como pode uma pessoa boa, tipo, nascer num lugar hostil e se manter como uma pessoa boa e esperançosa, mesmo num lugar hostil e difícil. Parece ser, tipo, impossível. E o filme é sobre a resistência dessa esperança e dessa bondade. Pô, é mais bonito o filme. Não, é triste. Ele

é muito triste. O final, então, você, tipo, ele é muito triste.

Fala que a lenda

de

paixão contra ele, por

favor.

O problema com esse filme é chegar no final com o sofrimento que o cara passa o filme inteiro. Ué, mas essa é a intenção do filme, pô. Eu sei, mas, porra, já basta a minha vida. Já basta a minha vida. Mas a gente tem

que combinar aqui que o Sonho de Trem, tadinho, né? Ele veio aí, tá silencioso, tá quietinho. É mais um filme de Oscar.

assim.

Sim. Do jeitinho

dele, entendeu? É o filminho assim que você fala, ah, ó o filminho de Oscar chegando aí, ó, entendeu? Ele cabe certinho no molde, você fala, ó, é feito pro Oscar, tá vendo?

Total, total. E ele, de fato, não chega aos pés de outros concorrentes principais dessa categoria principal, mas assim, pô, Adolfo Veloso indicado nessa categoria, merecidíssimo, assim, é um filme que tem uma fotografia predominantemente natural, tentando usar o mínimo possível de luz artificial. Olha aí, que nem a própria carne.

Ah, que bom! Ai, que bom! Tá muito beijo, tá agora.

Cadê a própria carne no Oscar, hein? Essa própria...

Pois é, cadê? Esnobados,

esnobados. Esnobados, no

Oscar. Vocês inscreveram? A pergunta é essa. Vocês

inscreveram?

Não, claro

que

não. A gente perdeu o prazo.

A gente perdeu o prazo. Como

você... O bom é que não foi pro Frambuesa também, né? Tem

Frambuesa. Sempre

há uma esperança, mano. Mas esse ano estamos bem representados já no Frambuesa. Brasil em todas as premiações possíveis.

Ah, é aqui que tá no Brasil, no

Framboesa? Que fez o filme da Angela Diniz. Não, o filme do Silvio Santos. E é Isis Valverde. Isis Valverde. Ah, Isis. Ela

tá no Framboesa? Me conta mais sobre isso aí.

Eu tô descobrindo isso agora, eu não fazia ideia.

Que isso, gente? Vocês trabalham com o quê? Conta mais sobre isso aí. Pode

doalar, mano.

Ela tá no filme do Stallone. Nossa senhora, mas mereceu. E aí ela tá com Corrida Frambeza de Ouro. Mas eu tava falando, seriamente, pra indústria brasileira é bom, porque, porra, a gente tá chegando em todos os lugares.

Representação, é isso. Representatividade. Pra quem não viu o filme, o

filme do Stallone é o Código Alarum.

Nossa senhora.

Filmaço, filmaço. Ótimo pra não ver.

Gente, que buraco que eu tava enfiada. Eu nunca ouvi falar nesse filme.

Eu nunca ouvi falar desse filme na minha vida. Meu Deus.

Eu não sei se isso é bom ou se isso é ruim. Ainda tem o filho

do Clint Eastwood no elenco, além do Stallone, da Isis Valverde. Porra, o filho do Clint Eastwood

é a maior gente boa. Esse se fudeu mesmo. Mas ele tá concorrendo assim com uma Isis Valverde? O Stallone tá concorrendo e o filho do Clint Eastwood também tá concorrendo. O

filho do Clint Eastwood ficou amigão do Rex. É isso, o cara, boa

praça.

Além do melhor filme internacional, que esse é certo. Esse já, o champanhe já tá separado. Esse é nosso, esse é nosso. A gente tem chance real, real, assim. Domingo a gente vai tá no insano. Vai tá no modo foda-se, o Brasil é o melhor do mundo, pra cabeça. Se a gente perder tá errado, é isso. Mas agora...

Além de melhor filme internacional.

Eu acho que a maior chance que a gente tem é como ator. Que a campanha do Wagner Moura tá gigante. A campanha dele tá grande. Ele tá em todos os programas, ele tá, tipo, todo mundo fala dele, todos os atores falam dele. Mas e o Michael

B. Jordan, cara? Eu acho a atuação do Michael B. Jordan tão foda em Sinners. Eu fico balançado. Eu vou torcer pro Wagner Moura, essa é a realidade. Mas o Michael B. Jordan

tá roubado. É dois personagens. Mas o Wagner faz três, né? É verdade.

Mas

cara, se a gente parar pra olhar pras primeiras premiações que rolaram que teve o Critics e teve o Golden Globe o Golden Globe meio que não... nenhum dos dois afeta muito como funciona ali o Oscar, né? Porque não são os mesmos votantes e tudo mais. Mas quem ganhou o Critics foi o Timothee Chalamet e aí no Golden Globe, que divide comédia e drama em duas categorias diferentes, aí o Timothee Chalamet ganhou uma e Wagner Moura ganhou a outra.

Então, assim, tem chance, tem chance. Tá rolando todo o bafafá ali em cima do Marty Supreme, que, enfim, pode prejudicar um pouco o Marty Supreme ali na votação do Oscar. Qual é o bafafá? É do Josh Taffey, que parece que tem algumas acusações de assédio.

com ele, é.

Mas quem é esse, o diretor? O diretor, o diretor. O

diretor é roteirista, né?

Olha, mas eu vou te falar um negócio, eu perdi de a e fui eliminado do meio do campeonato. Tipo assim, é ping-pong demais e gente chata demais.

Deixa eu agora um momento bastidores aqui. O Exposed. Eu tava aqui trabalhando hoje de tarde aí chega a mensagem do Alexandre, do Jovem Nerd no Telegram. Max, tô aqui vendo o Match Supreme. Já tô cansado de ping-pong. Vai ter muito mais ping-pong.

O pior é que o pingue-pong dá uma sumida durante

um bom tempo de Martin's Supreme.

Então,

eu tinha uma expectativa completamente diferente desse filme. Eu achei que ia ser um filme sobre o pingue-pong e só sobre um cara insuportável. Então, aí eu perguntei, Max, isso

aí é gambito da rainha de pingue-pongue? De pingue-pongue, eu falei, não, não é. Mas

se você parar pra pensar... Ele manda bem. Ele manda bem porque ele é insuportável. INSUPORTÁVEL

Insuportado. Isso é insuportável. É, isso é o mérito dele na atuação. E é mérito

dele, claro. Aí eles me jogam no mesmo filme. O Timothy, claro, excelente ator, fazendo papel chato, mas assim, eu tô na vibe de Cavaleiro dos Sete Reinos. De ver gente legal, gente boa. Aí você tá com as expectativas erradas. Eu não tô com saco pra ver gente escrota, entendeu? Eu não quero torcer pra gente escrota.

Mas eu concordo, viu? Eu também não tô com saco pra torcer. Beleza, o Timothy Allamy tá muito, muito, muito bem no filme. Eu acho que é isso, assim. Você odeia ele no filme. Sim, mas isso é mérito dele, né?

mérito dele, entendeu? O mérito dele. Mas é isso, cara, mano, o Michael B. Jordan interpreta gêmeos idênticos que são completamente diferentes um do outro, entendeu? Se é pra alguém ganhar em cima de Wagner Moura, que seja Michael B. Jordan.

É, eu vi um Instagram, um Reels de uma menina falando que, se você reparar, eu vou, inclusive, assistir de novo, eu já assisti mais uma vez o cinema, eu vou assistir antes do Oscar, mas que um dos personagens, um dos dois irmãos, tem covinhas e o outro não, mas isso é o Michael B. Jordan, não é efeito especial em maquiagem.

É

que tem o Michael B. Jordan e o Michael A. Jordan, né? São dois, na verdade.

Nossa, B1, B2, é isso? Também tô me perguntando. Não, e a coisa

dele usar sapatos mais apertado pra ser um, mais folgado pra ser o outro, pra mudar a maneira dele caminhar. Cara, ele construiu os dois personagens bem distintos. Porra, foi foda.

É exatamente o que a gente falou. Se não for Wagner Moura, que seja o Michael B. Jordan. Na verdade, se não for agente secreto em tudo que tiver pra ganhar agente secreto, que ganhe pecadores.

Que seja pecadores. Sim, sim, sim! É isso. É isso. Sim!

Eu acho que sim, né? Seu puta filmaço merece muitos prêmios mesmo. E é uma parada assim, que é um conflito dentro de mim. Mas eu acho que o champanhe, por exemplo, com ajuvante é realmente espetacular, cara. Porque o personagem dele é nojento, asqueroso. É, eu não gosto.

Tu não gosta? Vocês lembram do Tropical?

que eles falam que o... Enfim, piada datada, mas eu acho que vale trazer de volta aqui. Eles falam que o Champagne foi full retarded. Eu acho que ele foi full retarded no mundo.

É, caraca. Putz, cara, eu acho que ele tá o filme inteiro com uma calcinha enfiada no régua ali. Mas é bem isso mesmo. É

bem isso mesmo. Mas o filme, ele é exagerado demais, né?

Eu acho que é o personagem. Só que a gente acabou de falar sobre o Timothee Lamey, o fato dele tá insuportável no filme. Eu acho que o Champagne, ele chega nesse nível de insuportável, assim. É, você

fica com ódio dele.

Você quer que ele exploda

no filme, entendeu? Ele é um vilão filha da puta pra caralho.

Na hora que ele morre, o jeito que ele morre no final do filme, eu gargalhava dentro do

filme. É, humilhante, sabe? E

assim, era eu e meu marido rindo, assim, desesperadoramente dentro do cinema. Porque é muito engraçado quando ele morre no final do filme, o jeito que ele morre.

Beleza, ele tá muito bem, mas aí eu vou trazer aqui, eu vou defender que pra mim tem que ser Delroy lindo, porque é a mesma coisa do Timothee Lamey. Ele tá insuportável, mérito dele, muito bem, insuportável. Mas assim, insuportável por insuportável, é mais fácil de interpretar do que o fofo, né?

E o Delroy lindo tá maravilhoso no filme. Ele tá maravilhoso, tá maravilhoso. Ele rouba a cena toda hora que ele aparece. E não

tem Oscar ainda, tem Oscar? Não deve ter Oscar, merece Oscar.

É a primeira vez que vem indicado.

Então, merece, tá vendo?

Eu gosto muito do Delroy também. Cara, mas eu não sei. Eu gosto muito mais da atuação do Stannis Karsgård. Cara,

é muito foda. É muito foda. O jeito que ele olha... Ele tem um olhar, assim, que às vezes parece que a toxicidade dele vai entrar na sua alma e arruinar seu coração, assim. Do jeito que o personagem dele... É

muito bom ator, né? Ele é foda mesmo. MESMO

Eu fiquei numa dúvida. Tem uma cena no Valor Sentimental, do Stellan Descarga, que mostra ele novo. É uma cena de algum filme antigo dele novo? Eu fiquei pensando muito

nisso, porque é igual a ele, cara. E não parece aquela rejuvenescimento digital de jeito nenhum.

Ué,

não é um dos

filhos dele?

Não, não, não. Porque ele... Mas não é muito mais novo. Você reconhece ele como o Estela Escarga, tipo, há anos atrás. anos atrás. É bizarro, cara. É bizarro. Eu não descobri a resposta até agora. Ou se pegaram uma cena de algum filme antigo que ele fez. É um take só. É um take. Quantos segundos tem a cena? Se

tiver oito segundos, é AI.

Até oito segundos. De graça ainda. De graça.

Caralho! Se

não acontecer aqui, ainda vai acontecer. Mas voltando pro Champagne, eu gosto do jeito que fica muito caricato, porque também, pô, esse filme, parte do ímpeto dele é satirizar pra caramba e fazer a extrema-direita parecer a coisa mais patética do universo. Não precisa esforçar, não. Não precisa, de fato.

Aquela

cena que ele penteia o cabelo, ele lambe o pente e passa no cabelo, aquela cena é real, é referência real de um documentário do Michael Moore, que um dos secretários lá do governo, acho que era Bush e tal, ele não tá na câmera, a entrevista ainda vai rolar, e aí o cara é real, ele pega, lambe assim, igual o champanhe, e penteia o cabelo pra ficar engomado e... Essa caricatura é baseada em pessoas reais, cara.

Esse

é o problema,

quando fica muito próximo da realidade, dói, dói um pouquinho mais

forte, sabe? Dói, dói demais.

Mas aí, por isso que eu quero trazer aqui, ser o defensor único aqui, o Azarão, de Benício Del Toro. Simplicidade de Benício Del Toro.

Sensei, sim.

Não é, cara? Eu vejo muitos paralelos entre uma batalha depois da outra e a gente secreta. A batalha depois da outra é Hollywood e a gente secreta é vida real. É o que a Maria Fernanda Cândido fala, né? Que é Brasil, rapaz. Não tem essas paradas de... Pô, cara, que

isso? A cena do malombre. Malombre. É muito bom. É muito bom.

É muito maravilhoso essa cena. É melhor cena do filme, cara. Não, porque ele

é o... O

Natruca Negra.

Muito bom, cara.

Maravilhoso.

Então, cara, ele é a resistência mais de boaça. Que a gente já viu, cara. O cara tá bebendo cerveja enquanto tá mandando o cara se jogar do carro pra polícia atrás. Tá de

boa. Mas você não tem a sensação de que ele interpreta assim o personagem porque ele já viveu isso uma vez? Tipo, não é a primeira vez que ele tá fazendo isso?

Foi essa sensação que eu tive, sabe? Sim,

não. Ele é o Bad Bunny do Fiat.

Exato, é isso assim, ele tá ali, ele é o cara que é o líder da resistência. Ele tá ali falando, eu já fiz isso, gente, faz assim, ó. Na hora que ele fecha o chão ali, põe o tapete em cima, eu falei, mano, é a vez que esse cara tá fazendo isso.

Sim, porque ele sabe ler os idiotas. Ele sabe o que que eles fazem. Sabe todos os paranauês, os caras, etc. Já tá burro velho disso. Então por isso que ele é um pessoal de maneiro. Porque ele mostra pouco, ele aparece pouco, etc. Mas ele carrega dentro da interpretação dele esse peso que você falou, Aline. Você sabe que o cara é faixa preta nessa merda, entendeu? E não porque ele é fodão, tipo, ultra ágil e tal. Não, é porque ele é de boa, o mundo tá pegando fogo. E ele tá ainda... Peraí que ainda falta um golinho da cerveja aqui, cara.

é muito maneiro eu gostei muito do personagem dele é claro que não deve ganhar mas assim pra mim foi um daqueles papéis que foi o elogio que fizeram pro Wagner que assim não é overacting não precisa e que foi a mesma elogio que fizeram pra Fernanda Torres ela entrega tudo ali em uma simplicidade absolutamente paralela com a realidade no

olhar

pressão. O bom sensei, né, de artes marciais é esse, é o cara que sabe usar a energia dele na hora certa, cara. Você não vai ficar se matando. Enquanto o novato vem querendo mostrar serviço, mano, o velho vai lá, cara, com uma torcidinha de braço ali, o cara já tá no chão, mano. Essa é a diferença, essa é a experiência, né, isso que traz. É foda demais.

Mas é

muito doido isso, porque pra mim, esse Oscar, ele, óbvio, ele é muito emblemático, porque além dele ter o Brasil no protagonismo aí, né, pra gente pelo menos, tá? Porque a gente tá o quê? Com síndrome de protagonista, é tudo sobre a gente. Sim, o Brasil está no foco, no holofote. É

soberba, assim, é ano de soberba. Mas, gente, o Brasil movimenta as redes sociais do Oscar como nenhum outro país, é essa realidade.

Como nenhum outro país. O Oscar vai querer todo ano ter um filme brasileiro ali. Todo,

se o Brasil entregar um filme...

um filme que é bom e tá entregando um atrás do outro, a gente vai tá lá todo ano mesmo.

Exatamente.

É, a academia vai chegar assim, gente, pelo amor de Deus, manda um filme mais pro ano que vem, então manda no ano que vem vai ter o do Seu Jorge. Ali o de Gosta do Seu Jorge, hein? Exato,

o Seu

Jorge é celebrado lá. Não, então, mas tem que falar assim, ó, a gente só manda o Seu Jorge se vocês baixaram a tarifa

aí.

Gente,

vamos usar as

nossas armas. Exato,

exato. Cada um luta com o que tem. A minha felicidade, além do Brasil estar nesse Oscar, que tem uma coisa que eu bato. Eu acho que teve um Nerdcast uns anos atrás que eu gravei aqui com vocês, que eu falei a mesma coisa. Todo ano a gente tem um valor sentimental. Todo ano a gente tem o Se Eu Tivesse Pernas. Todo ano a gente tem os mesmos filminhos, que são o mesmo filme de Oscar. Você fala, olha o filme de Oscar.

É o Hamnet, é o filme do Oscar, entendeu? Mas esse ano a gente tem o quê? Pecadores, que é terror. A gente tem uma batalha após a outra, que é comédia.

Pra mim é terror. Não, mas esse ano é o ano do terror no Oscar. A gente tem Pecadores, que bateu todos os recordes. Tem Frankenstein, que tá também concorrendo a vários prêmios. Tem a Amy Médica com a Hora do Mal como melhor atriz coadjuvante.

Exato. Mas esse é meu ponto, entendeu? A gente tá aí com terror e comédia. Cara, eu tô tão feliz.

Aline, é comédia? Eles classificaram uma batalha após a outra como comédia?

Uma batalha após a outra concorreu em todos os treinos como comédia.

Não, não, beleza. Eu sei que tem um ar de sátira e etc. Mas olha, eu vou falar pra vocês. É porque é a experiência de vida aqui, nos Estados Unidos. Esse foi um dos filmes mais aterrorizantes que eu vi na vida.

Mas é só tu pensar. Antigamente, Idiocracy saiu como comédia. Hoje é quase biográfico.

Pra mim, batalha após a outra... É claro que eu tô sempre o agente secreto e tal. Mas assim, é pra mim esse. Isso é um filme de Oscar. Isso é um filme que o cara olha e fala assim. Isso, pode ser minha obra-prima.

Mas eu acho que essa é a beleza de uma batalha após a outra, entendeu? É nos pequenos detalhes que entra a comédia. Mano, o Leonardo DiCaprio caindo de cima do prédio, de cima da árvore. Eu passei mal, eu passei mal. Entendeu? Quando eu fui assistir, eu assisti no cinema, eu assisti aqui no Cidade Jardim, entendeu? O pior que eu podia ter assistido na minha era só eu e o Renato.

É, Cidade Jardim ninguém vai ver filme de resistência.

Mas a gente cascava de rir, é isso. Mano, pra mim, uma das cenas mais engraçadas do ano é Sean Penn entrando no seu escritório, onde ele recebeu a sua promoção. Ele acende o seu charuto, põe o pé em cima da mesa, olha pra saída de ar e fala Ah é, fodeu, morri. E morre! Isso é muito engraçado! Isso é de uma nuance! Timing cômico, espetacular!

Só faltava um martelo ali, né?

É claro que esse filme falou muito com a gente aqui, porque a gente tá vendo essa merda de Ice todo dia aqui, etc. E a gente sabe que isso é só um passo a mais pra chegar ali. Não falta muito, não, entendeu? Porque muitas das coisas ali já são estabelecidas. Inclusive, todo aquele rolê do Champagne querer entrar naquela seita lá de supremacia branca, etc. Tipo assim...

absolutamente real. Absolutamente a realidade de como funciona o sistema aqui, etc e tal. E até um paralelo de, tipo assim, a gente mata as pessoas que a gente não quer. Como já aconteceu na vida real recentemente, provavelmente. Algum paralelo, sabe? E isso é muito assustador porque é quase que um outro não olhe para cima.

Mas eu acho que é aí que tá o humor.

Sim, tem um humor nesse sentido pra você rir de nervoso.

Exato! Mas eu acho que é aí que tá o humor. Cara, eu lembro quando o VIP passava... Tudo bem, eu tô falando aqui. O que tem a ver uma coisa com a outra? Mas eu lembro quando o VIP passava, que foi no primeiro mandato do Trump, se eu não me engano. E era um bagulho que era assim. Eles faziam uma piada esdrúxula. Dava duas semanas, ele tava fazendo a mesma coisa. Alvo invasso lá.

pra todo mundo assistir na televisão, entendeu? Então, chega um ponto que quando a realidade descola tanto da realidade, você só consegue fazer piada. E a piada é isso, assim. Pra mim, uma batalha após a outra, ele é importante porque é isso. Ele te faz olhar pra onde dói e ele te faz rir daquilo. Porque você fala, cara, é só gente estúpida que tá fazendo essas coisas. Exato. Ninguém sabe o que tá fazendo. É, cara, as cenas

do Leonardo Cabo falando

de...

Eu não lembro os códigos, cara. Porra, cara. Eu tô aqui dizendo, bebendo, que nem um maluco. O personagem, uma bob, pra mim, é espetacular. Entendeu?

Esse filme mexeu muito os botões. Porque eu ficava torcendo, ele ligava pro cara, você tem que me saber falar. Qual era a frase mesmo? A pergunta chave que ele fazia lá? O que horas são, né? O

que horas são? O que horas são, né?

O que horas são? O que horas são? Faltam um minuto pra ele daqui a pouco. Eu falaria isso. Mas assim, o fato dele não conseguir lembrar. Mas sou eu, você me conhece, filha da...

puta e tal, não sei o que. Eu falei, meu Deus, meu Deus, lembra, pô. Cara, isso é muito agonente. O filme, uma batalha depois da outra, que aliás, esse título da vida do brasileiro, né, basicamente. Não tem respiro, cara. O que eu achei foda demais do filme é o quanto ele foi um mini up no início, onde ele contou toda uma história que você achava que era a história do filme, mas assim, em minutos eu falei assim, beleza, isso aqui é só a introdução.

Agora que a gente vai pular anos pra frente e agora que vai ser a história de verdade. E eu falei assim, que vai ser a história do filme,

Caraca, mas aquilo já era um filme inteiro. Todo aquele início, sabe? Eu tava muito comprado ali naquele início. Da resistência deles, e não sei o que. Da esposa dele grávida, com metralhada, com barrigão. Que porra é essa, caralho? Não sei o que. E aí, tudo que acontece nesse filme, esse filme eu achei tão... Apesar dele ter esse toque hollywoodiano, de cenas incríveis de ação, etc. Ele muda a direção por onde ele tá indo, assim, que nem a vida.

O negócio do Leonardo de Capcaí, do lado do prédio, o Ethan Hunt nunca ia cair. Sim.

Ele cai que nem um saco de bosta. Exato. Por cima do

prédio, entendeu?

O cara caiu no prédio, brother. Fudeu. Cara, é muito bom isso, cara. Porque é muito real. Sabe qual é a coisa mais que, pra mim, mais solidifica que esse filme, de fato, é uma sátira, é uma comédia, é pra você ver graça nisso? É o Leonardo DiCaprio interpretar um personagem que não sabe fazer nada direito, que tá ali tentando, mano, catando cavaco. O filme inteiro, esse cara tá tentando entender o que tá acontecendo.

e a Regina Hall interpretar a personagem mais séria do filme. Isso, pra mim, é assim, Friday, entendeu? É a troca de papéis que você fica assim, o Paul Thomas Anderson sabia direitinho que ele tava. Não, ele

sabe, o filme tá todo no controle. E, cara, a sequência final da perseguição na estrada do sobe e desce, que coisa incrível. Sério. Quase vomitei. Quem

assistiu aquilo no MX? Eu assisti no MX, cara. Eu sou o mais lindo que eu vi.

Ô, Forlani, ele filmou...

Com a câmera, tipo, não sei quantos milímetros, mas é zoomzaço, que você normalmente não faz. Você vai pra trás em cena de estrada, porque você quer ver a textura do asfalto passando perto da lente e tal, não sei o que. E não, ele vai assim, não, não, eu vou botar o ponto focal lá na frente, vou dar um mega zoom, e você vai ver, na verdade, eu vou chapar esse sobe e desce e vou transformar num elemento de tensão do filme. Por quê? O carro...

aparece, o alvo some. O alvo aparece, o alvo some. Cara, e a conclusão disso é espetacular. É uma tensão de você. Como a Aline falou, de vomitar de tão foda.

Aquilo eu montei a russa, cara. Aquilo é lindo demais. Assim, lógico que a gente tá torcendo pelo Adolfo Veloso.

Mas o trabalho que o Michael Bauman faz nesse filme é sensacional. E essa cena especificamente, não sei se vocês viram, né? Mas ele fala que eles filmaram um dos takes. Aquilo ficou tão lindo que eles falam assim, ninguém vai acreditar que a gente filmou isso daqui. Aí eles afrouxaram os parafusos que estavam segurando a câmera pra ter umas tremidas e dar uma realidade pra aquela cena.

Maneiro. O

Paul Tomazano e o Michael Ball não falam isso daí. Não adianta. Tipo, se a gente colocar isso aqui no ar, a galera vai achar que é inteligência artificial. Ninguém vai acreditar. Não, cara, é uma das cidades de perseguição de carro mais únicas do

cinema.

Porque a gente já viu de tudo. A gente já viu de tudo, Max. E o cara trouxe o negócio, puta que pariu, novo.

E é simples, é uma linha reta. Mas os carros estão entrando e sumindo do campo de visão. Você não sabe o que vai acontecer. Puta que pariu, cara. Quando o carro tá parado, que coisa foda. Eu e a Agatha assim, quando a gente sabia, né? Mas quando vai subindo, vai surgindo o carro. A gente,

por favor, se explode essa merda, seu filho

da puta.

Muito bom, cara. Foi uma catarse pra gente, sabe? Porque a gente tava tão tenso o tempo todo. E nesse momento, quando você tem uma pequena vitória, você... Puta, cara, que filmão.

Bom demais. Mas só voltando rapidinho pro Adolfo Veloso aqui, eu quero que ele ganhe só pra ele gritar vai Corinthians, cara. Ele falou que ele ia gritar, mas ele gritar. Ele gritou já. E falando no final, ele fala vai Brasil, vai Corinthians. Muito bom. And the Oscar

goes to... Brasil!

Eu queria trazer aqui, eu não vi todos ainda dos documentários, mas teve um que me chocou muito que eu assisti, que foi o Alabama Presos do Sistema.

É o meu favorito da categoria, é bom demais.

Eu assisti dois, dos dois que eu assisti, esse pra mim foi absurdo. Esse é um documentário em que eles seguem os presos através das filmagens que eles fazem com celulares contrabandeados pra dentro da prisão.

Gente, que surto.

É muito bom. Os celulares que os presos utilizam lá dentro. Exatamente. Porque eles o vendiaram. Mas peraí, quem levou o celular para dentro? A produção fez isso intencionalmente? Não, não, não, não. Tem alguma investigação. Então é tipo, entre aspas, um found footage. Entre aspas. Eles tiveram acesso a esse material depois. É, eles tiveram contato

com os presos. E os presos passaram a enviar para eles.

Ah, num feio de arquivo de investigação, essas coisas, né?

Não.

Não, não, exatamente. Eles fazem vídeo chamada de dentro da prisão com os documentaristas. Caraca, e

podia isso? Não, poder não pode, né? Não, não, não pode.

Mas foda-se. E eles fazem isso pra fazer vídeos pra denunciar os abusos e as violências que os guardas cometem contra os presidiários, tipo, matando presidiários. É bizarro.

É uma vibe parecida com a vizinha perfeita, que esse eu vi. Foi o único que eu vi,

achei impressionante a montagem, né? A montagem é muito impressionante.

Esse matéria, entre aspas, found footage, né? A vizinha perfeita, essa da Netflix, é só com... Assim, a maior parte... Tem uns depoimentos e tal, mas a maior parte é só bodycam da polícia indo atender durante alguns dois anos e tal um monte de chamada. Uma vizinha desgraçada que era racista e vivia implicando com os vizinhos pretos dela, com as crianças, não sei o quê. E aí um dia ela matou a mãe de uma das crianças porque ela foi lá brigar com ela. É aqui pertinho,

sabia?

É

que perto. É no condado aqui do lado. É que perto, pois é. Ah, é? Caralho. É, Florida Woman. E aí ela, enfim, deu um tiro através da porta e matou a mulher. Mas o

sinistro é a forma como eles conseguem fazer a narrativa. Exato. Só com esse material de bodycam de polícia e de câmera da delegacia, né?

E as ligações. As ligações pro Então é só relatos, né? E é muito impressionante a narrativa do documentário. E é

uma história de violência estúpida, que acontece numa vizinhança, tem racismo envolvido, tem toda essa discussão, etc. A puta Karen que reclama de tudo, etc. E eles mostram como isso evolui pra violência mortal. Uma pessoa inocente morreu e a mulher foi presa aí, vai passar o resto da vida na prisão.

Mas é interessante, como o Dave falou, a montagem de pegar um monte de... Porque isso deve ter vindo de um arquivo do julgamento, de investigação, porque todos os footage, todas as ligações deviam estar anexadas nesse processo. Acho que é público, né?

Esse caso, ele foi em várias threads, acho que Twitter, threads, na época que isso estava

acontecendo. Sim, sim, sim. E aí ele chamou bastante atenção, na época isso aí eles montaram muito bem o documentário e

tal.

A montagem desse do Alabama, do Alabama preso no sistema, é muito foda. Porque os documentaristas tiveram, vão tendo acesso, né, a essas informações que os presos vão passando pra eles e entram em contato com os familiares, né? Então, tem o caso do cara que morreu. E aí, você tem o relato que a polícia deu pra família. E o que foi passado pra família e como aconteceu. E aí, você tem os relatos internos da prisão mostrando o que realmente aconteceu e como aconteceu, né? Porque você tem os vídeos disso. É muito bom.

vi ainda não, mas eu fiquei bem curiosa.

Aline, você que é a rainha das séries, você viu The Jinx? Óbvio. Maravilhosa. Então pronto. É o mesmo diretor. É o Andrew J. Eu

amei!

Pronto, então, exatamente. Você

vai curtir.

Dos documentários tem um que é muito bonitinho. É bonito, mas é triste porque trata de doença. Trata de, tipo, aceitação do final da vida. Que é da poeta Andrea Gibson. Sim, é o Embaixo da Luz de Neon. Embaixo da Luz de Neon, que é foda também, né? Que acompanha a vida dela ali no momento que ela descobre um câncer. Momento dos tratamentos, da felicidade do momento que tem uma remissão. Até o momento que volta e vai até um ponto ali da aceitação que tá no

final. Da categoria de documentário intimista e tal.

eu acho que ele não tem tanta chance de levar o prêmio porque os outros são mais esses documentários de importância de comentário e denúncia social, política e tudo mais mas esse Embaixo da Luz não é bonito mesmo por conta dessa questão da intimidade mas eu acho que Alabama

leva com tranquilidade porque é uma parada que é muito forte

Eu acho que a vizinha perfeita tem mais chance É porque eu acho que é mais

popular Porque no ano que teve aquele Que ganhou o Fly Solo Que é o cara que escala Eu

odeio esse cara Por que?

O cara subiu agora no Natal O cara é bom Eu

odeio esse cara do Free Solo

Tinha um outro documentário que era perfeito, que era o For Summer Que era a história dos refugiados ali na... Menino, eu lembro Porra, era lindo aquele documentário O hospital, né? O hospital Foi um documentário que me deixou com ansiedade pesada Porque eu tive que parar o documentário Ver a história real pra saber o que tinha acontecido Pra poder voltar pro documentário Até spoiler do documentário Não consigo esperar meia hora

Não porque, cara, tava batendo muita ansiedade em cima do que tava acontecendo na história. Que eu não aguentei parar ali e esperar o documentário me dar essa resposta.

Você é o tipo de pessoa que no Big Brother eles revelam antes que a resposta tá certa. Na prova do líder. Você é esse tipo de pessoa. Você é o cara que vai no fofoque e vê no spoiler de novela.

A

gente podia falar de um pouco de animação, que eu acho que esse ano não vai ser nem Disney, nem Pixar. Eu acho que Guerreiras do K-Pop leva. Ah, porra, lógico, né?

Ah, não, tem a menor dúvida. A minha maior tristeza com Guerreiras do K-Pop, especificamente, na verdade, é que I Lie To You não vai ganhar a melhor canção original, né?

Nossa, sim. Obrigado. Porque é a melhor música, mas não vai levar por causa de Golden. É, porque é Golden. Assim,

veja bem. Golden é incrível, tá? Eu amo. Maravilhosa. Perfeita. Merece? Merece demais. Mas assim, cara, que tristeza que é um ano que Golden veio aí com o pé na porta. Porque I Lie To You é muito foda. É incrível, velho.

Pecadores não tem como. Pecadores leva a canção e leva a trilha sonora.

Mas eu acho que eu preciso engajar, gente. Então é K-pop.

Peraí, Carlos, você acha que I Like To You, Pecadores, ganha em cima de Golden e melhor canção original? Eu

não sei se ganha pra valer, mas o meu coração não me deixa dizer que não ganha. Ah, coração não diz nada. Ah, tá.

Claro que diz, coração de tudo. Ele tá em negação.

Existe uma chance dos votantes não aguentarem mais ouvir. Pois é. Não aguento mais, pelo amor de Deus. Exatamente. Em inglês, guerreira do K-pop é K-pop Demon Hunter. Eu não fazia ideia. Demon Hunter, é. O Brasil virou guerreiras do K-pop. Não. Se botar demônio, fuder. O K-pop Demon Hunter é muito bom, cara.

Não, mas pra trilha não tem pra ninguém. Não tem competição. É de pecadores. Porra! Se eu tenho uma certeza, né? Nesse Oscar é Pecadores, melhor trilha sonora. E melhor canção original pra Golden K-Pop de Manhunter. É muito

triste ter essas duas concorrendo pesado no mesmo Oscar. Realmente, Light Will merecia ganhar.

Merecia. E é isso, assim. Eu não sei. É que a gente... Eu gravei um podcast do Entre Amigas, no meio disso tudo hoje à tarde. A gente tava falando sobre a...

Diane Warren que dó dessa mulher a grande azarona

é ai coitada ela não vai ganhar nunca essa porra mas olha só Aline me ajuda eu vi a Diane Warren lamentando lá que pô todo ano ela é indicada e nunca ganha e nunca ganha e nunca ganha tipo assim cara ela tem uma carreira absurda

Ela tem milhões de indicações. Ela é incrível. Ela é top tier. Faixa preta. Sétimo Dan. Melhor do que... Quem são os Jedi Masters do que faz? Ela, a Diane Martin, faz isso. Diane, você precisa mesmo.

É, tipo, sabe? Abre mão, cara. Vai viver sua vida.

Tu zerou essa porra, cara. Eu quero que ela ganhe, porque ela merece. Mas assim, eu achei que a reação dela tava muito lamentosa, sabe? Tipo assim, como se ela... Ai, eu preciso disso.

Não precisa, você foda pra caralho. O Hitchcock nunca ganhou um Oscar, galera. A canção dela que tá indicada esse ano é uma canção que ela compôs pra um documentário sobre ela, né? Ai, então eu pareço que ela tá mordida. Puta merda.

E tem uma parte do documentário que é só pra falar sobre isso. Sobre a relação dela com o Oscar. E é ela dando depoimento. E é meio que assim, pra ela, é porque ela é muito, muito aplicada. Ela ama o que ela faz. Ela dedica completamente da vida dela. Ela comprou as músicas e tudo mais. E pra ela é como se fosse meio que a última fronteira. Tipo, a última coisa que ela sente que ela ainda não conseguiu. Porque ela já conquistou tanta coisa, tanta coisa. Ai, cara, mas eu acho triste.

Porque assim... Ela conseguiu um Oscar honorário. Então isso ela tem, pelo menos. Não, mas ela fica triste

com isso também, sabe? É que eu acho que assim, foi uma coisa que eu falei lá no podcast também. A gente tem que lembrar que essas premiações, elas já foram sobre qual é de fato o melhor de todos.

Porque tinha, mano, quando o Oscar começou, a primeira premiação foi e tantos anos atrás, tinha cinco filmes lançados no ano, né? Aí é fácil você escolher um de cinco. Agora, a gente tá vivendo num momento onde a gente tem, cara, sei lá, lançamentos. E tô falando dos grandiosos, tá? Desses que tem grana pra investir. E uma coisa que a gente não pode esquecer também é que é isso, assim.

O Oscar é brincadeira de você correr atrás. É de ter grana pra gastar com junket, com entrevista. É lobby pra caralho. Eu tô aqui, eu tô com um site aberto aqui. Ele tá completamente envelopado com Wagner Moura e Suburby, entendeu? The Secret Agent, Mion, A Knockout. Tá tudo escrito aqui. Porque é isso, assim, o For Your Consideration, que é o negócio que eles fazem, essas campanhas de pré-indicação do Oscar, que entra em...

todos os veículos de trade. É isso que o Wagner Moura tá fazendo de passar lá em todos os talk shows. Não é do coração dele que ele tá fazendo isso. Tem alguém camelando, marcando essas entrevistas pra ele, entendeu?

Sim, assessoria monstra, especializada, né? E isso custa muito dinheiro.

Então assim, eu sinto que a Diane Warren, sim, eu tenho dó, porque ela aparentemente precisa disso. Mas cara, eu não sei se vai ter outra indicação pra ela, eu espero que eventualmente ela ganhe. Só que cara, é o ano que ela está indicada com um documentário sobre ela. Ela tá indicada na categoria que ela foi indicada um porrilhão de vez. E não só ela não tem chance de ganhar, como ela não chega nem em terceiro lugar, sabe?

Exatamente, é. É, sinistro. Algumas coisas pra comentar em cima disso, é, vendo o documentário também, uma das coisas que é revelada no documentário, que a própria Diane Warren revela, é que quando ela tinha, sei lá, já anos de idade, alguma coisa assim, ela começou a investigar um pouco sobre o jeito dela, fez uns testes, e aí ela descobriu que ela é autista.

Então, eu acho que talvez o documentário também deixa a entender que a forma como ela se relaciona com essa questão do Oscar também, essa importância, também tem uma certa particularidade porque ela é neurodivergente. Então, aí eu não sei, obviamente, tem um aspecto diferente do autismo, então cada autista vai lidar com essas questões de uma forma diferente.

Mas pelo que eu peguei no documentário Eles mostram que isso também tem relação É muito da personalidade dela De acordo com a neurodivergência dela Inclusive você estava falando ali Dessa questão de fazer a social Do Oscar e tudo mais Pra ela, isso é uma coisa que ela fala muito no documentário Ela não consegue fazer isso, ela não é uma pessoa social Nunca foi, entendeu? Ela odeia Ocasiões sociais, essas coisas de fama E tudo mais, então pra ela

nem fica difícil por conta dessa questão do autismo dela e tudo mais.

Ah, então talvez ela esteja a pé da vida, porque ela tem que ir mais uma vez pra uma porra dar uma premiação do Ródio, que é dessa, e ela não vai ganhar. E ela for assim, toda essa bateria social, toma, que merda!

Mas no final das contas, eu entendo também, cara, imagina você ser indicada a quantidade de vezes que ela foi indicada, nunca ganhar e ter que ficar lá fazendo cara de paisagem pras câmeras. Eles tem um saco, velho, na décima quinta vez você já tá assim, ah, vai tomar no cu, né? Não ganho mais.

Estou falando de merecimento, né? Eu acho que uma coisa que faltou no Oscar esse ano foi o Agente Secreto ser reconhecido como o melhor design de produção. Sim. Porra! Mas isso, assim, é uma coisa que nunca ia acontecer porque eles não entendem o que é Brasil, né? Nos anos e em Recife. Exato. É, pode crer. Falta muito referencial. Tipo, eles não têm bagagem pra isso. Pra entender o tanto que é genial o design de produção do Agente Secreto.

É, se for bem, eles acham que é o Brasil hoje, né? Inclusive.

É verdade. Quando eu fiz intercâmbio, a minha hostess me perguntava se eu tinha geladeira. Caralho! Juro pra vocês. Eu fiz intercâmbio em tá?

Já tinha geladeira?

Tinha. Ficava tudo na geladeirinha. Mas, o que ela não sabia, que ela me perguntou se eu topava com um macaquinho na rua. E a minha resposta é sim, porque aqui onde eu moro, tem saguí. Pior

que sim, né? O pior é você ter que responder que sim. And the

Oscar goes to... Brasil!

Mas pra mim, de idade de produção, já que puxaram, tem que ganhar Frankenstein. Dentro dos filmes que estão ali, Frankenstein é absurdo.

Guilherme, o Guilherme merece. Guilherme é foda, cara. O Frankenstein foi dividido, né? Eu adorei, gostei pra caramba. Pô, achei muito bom. É, eu não curti tanto não, cara. Todos os filmes, milhões de filmes de Frankenstein tem diferenças.

muito grande em relação à obra original. Cada um faz sua adaptação de um jeito, etc. Calma que ainda vem aí o Frankenstein

do Christian Bale. E

é foda!

É foda! Eu assisti ontem! Sério?

Olha, eu não tava levando fé, não. Caraca, eu amei o filme. Mas assim, o que eu gostei pra cá, eu vou falar do final. Eu posso falar do final do filme? Eu

acho que todo mundo já sabe, né? O livro é de Pois é, né?

da spoiler

do... Quem assistiu A Noiva e gostou? Eu. Pelo amor de Deus, me explica o que você gostou, porque eu odiei isso. Sério?

Não, Aline, a explicação é o Carlos gosta de tudo.

Não, não, não.

Eu amei a Jesse Buckley de noiva. A

Jesse Buckley é a única coisa boa desse filme. Ele parece um TCC de faculdade.

o

Cristão B. estava

com a cara de

canastrão nesse filme. Então, eu tenho que explicar o aparelho no seguinte, o Carlos é um otimista máximo. Exato. Ele é o cara que vê o copo meio cheio sempre, e o meio cheio dele não é da metade para baixo, é da metade para cima. A parte de baixo fica sem

nada porque a água sobe. Exatamente. De

tão

otimista que ele é em relação

a tudo. O filme da Universal, o franquiceção original...

Ele marcou muito, porque foi o filme que fez o franquecer com aquela cabeça chata, com aqueles parafusos, que ficou clássica, né? E, obviamente, a criatura, ela é muito mais violenta, né? Até no livro mesmo, tipo assim, ele mata o irmão dele, que era criança no original, pra se vingar dele, pra ele sentir. E ele vai casar com a personagem que era da Mia Goth, né? A criatura planeja, vai lá no casamento e mata.

Existe uma guerra entre o criador e a criatura, onde a criatura está vingativa, está querendo machucar o Victor Frankenstein de todas as formas possíveis. O Del Toro, talvez a maior mudança que ele fez em relação a todas as outras, a original e até a outras datações, foi de transformar o Frankenstein em uma criatura imortal, que explode dinamite e morre. Mas eu gostei muito, quando eles estão ali no navio e no final, o discurso do Victor...

é um discurso de perdão, que é uma novidade nesse sentido. Tipo assim, o Deutoro quis transformar a criatura muito mais numa vítima, que não deixa de ser, porque não pedi pra ser remontado e virar uma coisa viva que não se encaixa em lugar nenhum, e etc e tal. Mas eu achei tão foda, tão até poético, que pra mim tem esse negócio de criatura e criador, né? E eu fiz até um paralelo, essa interpretação minha, cada...

Beleza de cinema é isso. Que eu não sei se o Del Toro tinha isso em mente. Mas é como se fosse quase Deus, no final, conversando com a humanidade. E é onde a humanidade fala assim, caralho, brother, você me criou em sofrimento. É o sofrimento eterno. E ele fala assim, cara, eu achei muito foda assim, mas se você... Eu não lembro, eu tô parafraseando, né? Mas que no final ele é assim, se você não consegue morrer e esse é o seu destino e você vive... Ele fala assim, pois viva!

Viva!

Eu achei bonito isso, sabe? Porque é como se até a ideia de Deus pedir perdão por ter cagado na sua criação, entendeu? E se você quiser botar essa interpretação, se Deus criou a humanidade, mas criou o pecado e criou o inferno, você criou o pecado e você não quer que eu tenha pecado? Você imputou o pecado na humanidade e você não quer que a humanidade passe por isso e sofra? Você é o nosso criador. Você é responsável. Não bota essa responsabilidade em mim, não, sabe?

Então, pra mim, era quase que... Eu acho que ele fez um paralelo do Deus criador falando pra sua criatura, tipo assim, eu sou imperfeito e desculpa, me desculpa. Mas agora você existe. Então, tome a existência, viva. Eu achei foda isso. Puta, fiquei até arrepiado aqui. Eu achei uma interpretação foda dele.

É uma interpretação diferente que o Del Toro traz, mas pra mim, o negócio que é assim, o Del Toro, a carreira dele, são os filmes que mostram que pra ele, ele sempre enxerga o monstro com compaixão. Ele tá fazendo isso desde Cronos, lá no começo da carreira dele, passando por os filmes até do Hellboy, A Forma da Água.

É sempre mostrar o monstro como a criatura vítima, que merece compaixão. Então é uma assinatura dele que ele traz de volta pra esse Frankenstein. Só que, ao mesmo tempo que isso cria momentos bonitos e poéticos, como você falou, eu acho que quando ele aplica isso no Frankenstein, ele pesa tanto a mão nessa compaixão, que acaba descaracterizando muito do que eu acho que faz.

a essência da criatura ser tão marcante, que é, pô, beleza, é uma criatura que quando é pra criar empatia na gente e mostrar o sofrimento, funciona muito bem. Mas o outro lado da moeda dessa criatura é o medo, é o lado de ser assustador, apavorante. E isso não convence em momento nenhum do filme. Esse é o meu maior problema, sabe?

Porque o Frankenstein é gatinho no filme. Aí, ó, turma que não gosta do

Frankenstein

é gatinho.

Eu não falei que não gosta, eu só constatei. Ele é gatinho pra caralho. Mas

ele é o Fuguesa Gatinho. Você tava falando agora, Jovem Nerd, do filme original lá do James Whale, né? Da Universal. Tem uma cena nesse filme que pra mim, ela é a cena que encapsula perfeitamente essa dualidade da criatura. Que é uma cena, a criatura tá passeando na floresta e ele chegando no ar e tem uma garotinha.

E a garotinha não fica com medo dele. E ele sente uma proximidade com ela. E aí ela começa a mostrar pra ele o que ela tá fazendo. Ela tá jogando, tipo, pétalas de flor na água pra elas flutuarem. E aí ela ensina a criatura a fazer isso. Aí ele começa a jogar uma flor, outra. Aí quando acabam as flores, o que ele faz? Ele olha pra menina, pega a menina e joga na água. E a menina morre afogada.

Então é a essência da criatura como essa questão da criatura que é inocente, tem capacidade de ser bondosa e trazer momentos bonitos, mas também por conta da sua natureza, ela acaba causando momentos de horror, de morte, de violência, de um jeito que é muito chocante. E eu acho que é esse outro lado da moeda que faltou na criatura do Deltor.

Eu entendi que você acha que faltou, porque você acha que isso é uma essência importante da criatura. Mas...

eu vou defender ele tipo assim talvez não tenha faltado porque ele eu não quero essa interpretação eu quero uma outra interpretação eu quero mostrar como eu falei a criatura é muito vigativa no filme original no livro etc e isso é essa dualidade que você está descrevendo tipo assim ele pode ser ao mesmo tempo bondoso, inocente e ele também não tem noção de nada ele é um monstro gigante forte

caralho, e ele pode ferir, é meio é quase que, meio um negócio do King Kong também, sabe, tipo, é o monstro que ele vai destruir o seu mundo tentando fazer carinho em você, mas assim, eu acho que é uma escolha, é uma escolha do diretor, fala assim não, eu vou criar uma história onde essa criatura, ela é inteiramente a vítima, e ele não tem culpa, e se ele fizer alguma coisa ruim, etc, não vai ser por vingança e nada, vai ser só pela

o abandono, a falta de noção, de compreensão do mundo. Mas é muito legal que ele trouxe... Porque no filme original, a criatura fica lá... Não fala direito, etc. E no livro e outras adaptações. E nessa, a criatura não só fala, mas quando aprende a ler, a escrever, e tem conversas filosóficas existenciais. E isso que é foda da história do Frankenstein.

Não é só que ele criou uma criatura e ficou, vira o leite da cabeça porque não conseguiu lidar com essa criação e tal. A criatura pensar e filosofar sobre a sua própria existência, pra mim, é uma parte essencial da história e que o Deutoro mandou bem pra caramba.

Existem manuscritos que foram os originais da Mary Shelley que eles trazem formas diferentes de apresentar a criatura. Botam o Victor Frankenstein muito mais vilão, muito mais como o próprio monstro mesmo, né? E dando um desfecho diferente pro monstro, né?

Eu não li o livro, essa versão nova. Tá até saindo recentemente, acho que tá tendo até... Que é uma versão antes das modificações feitas pelo Percy Shelley, feita pelo Byron, que mexeram nos textos originais dela, da Mary Shelley.

Ela tinha anos, né? Pouca merda não. Mesmo que eles tenham mexido, etc, cara. Só

que o que eles mexeram foi tirando certos elementos da história. Então eles deram uma modificada em elementos que ela trazia pra história, criticando a sociedade, coisas mais voltadas pro feminismo. Então, tipo...

O original dela provavelmente está mais próximo do que o Del Toro fez. O

Lord Byron chegou e falou assim, Mary, essa frase, mulheres deveriam votar. Vamos cortar essa aqui, né? E o Oscar

vai para...

Fórmula é só um filme de propaganda que nem Transforma era pra vender boneco. Zero vontade de ver. Cara, esse filme é maneiro,

esse filme é maneiro. Não, cara. Se você falar que filme é maneiro... Não,

a edição do filme é muito foda. Mas eu não duvido, mas caso você que quer, a Arábia Saudita comprou a Fórmula nos Estados Unidos.

E agora tá com a Apple, né?

Na transmissão, né? Não, eu tô falando da Fórmula mesmo. Sim, sim. Esse filme é uma propaganda pra o americano gostar de Fórmula e ver. É literalmente porque existe He-Man. Você vê o He-Man, aí você... Eu quero comprar boneco do He-Man. Basicamente isso. Então, pra mim, pareceu um filme muito marketing. E eu não tive nem vontade de ver, porque eu já vi filme de carro, de Ferrari versus... A série do Senna é boa também.

A série de cena é melhor. Eu aposto que a série de cena é melhor.

Ele tá

pra Dia de

Trovão.

É um dia de trovão

na Fórmula Até porque, assim, a história do F1, né? Cara, aquilo nunca ia acontecer. Você pega... Dando spoiler aqui, né? Pra quem não assistiu ainda. Mas, assim, o personagem do Brad Pitt, ele volta a correr, ensinar, né? O novato. Só que, assim, ele sai batendo nos outros carros. Cara, ele ia ser expulso. Ele ia perder a diferença dele em duas corridas.

Aí entra uma liberdade poética Que pra mim é o ponto fraco do filme Agora tecnicamente As corridas são muito fodas E eles tiveram a carta branca Da Fórmula pra correr Eles foram em várias corridas mesmo Deu pra ver o Brad Pitt Em Mônaco, no México Eles fazendo as cenas Enquanto tava rolando A prova em si, mas enquanto

O circo tá montado lá, o circo de verdade Isso, inclusive com os pilotos Aparecendo e tudo mais O circo de verdade

Mas não é, meu. Eu vi um cara comentando que era assim, ah, mas não tem uma espada meio chapa branca também? Tipo assim, nossa, o Lewis Hamilton é realmente um piloto. O Lewis

Hamilton acho que é um dos produtores do filme. Ele é produtor do filme. Ah,

então tá explicado.

Mas é aquilo, Fórmula levaria som, acho que mixagem de som, melhor mixagem, melhor som, e melhor montagem pode ir pra Fórmula

Mas todo ano tem

aquele filme que é o filme das categorias técnicas, né? É, é. Todo ano tem um filme que é o filme da indicação da melhor atriz, que só tá indicado a isso, e esse ano é o Se Eu Tivesse Pernas, que é Rose Byrne. Todo ano tem o filme das categorias técnicas, e todo ano tem o filme do filme que passa a rapa e não ganha melhor filme.

Então, vamos

ver como vai ser esse ano, né?

Curioso que o Pecadores encaixa em quase todas aí, hein? Ah,

é? Exato.

Pecadores pra levar tudo. Mas então, Aline, me explica então que tipo de filme é Bogônia. Nossa...

É esse tipo de filme. Nossa, exato. Obrigado. Obrigado.

Vocês não gostaram de Bogônia?

É que eu acho que o Yorgos Lanthimos, ele tá cumprindo já o papel, assim. Ele tá todo ano, ele bate o ponto dele lá.

O filme de Frankenstein dele foi muito bom. Exato. Maravilhoso.

Pobras criaturas, foi tudo que a noiva gostaria de ter sido e não conseguiu.

Olha aí, muito bom.

Pô, mas eu vou te falar que, assim, não sei se é um filme pra Oscar. Não, não é pra Oscar. É um filme

maneiríssimo. Assim, primeiro eu tenho um gatilho pessoal, um combo, né? Que é um filme de alienígenas do passado com a Emerson. Dois gatilhos terríveis pra mim. Mas, assim, brincadeira da parte, o filme não é ruim, o filme é bom. E principalmente... É um filme surpreendente. Eu fiquei surpreendido. Tu não sacou. Em algum momento você fala assim, ah, ela é alienígena, eles vão falar que ela é alienígena de verdade. Eu não saquei, não.

Eu fiquei, na verdade, o filme inteiro esperando. Tomara que não seja. Tomara que não seja. Eu também. Eu também, porque eu achava maneiro. Aí, tá mostrando os caras malucos. Dois malucos diferentes. O cara conspiratório e tal. E a CEO maníaca psicopata e tal, não sei o quê. E eu tava achando maneiro essa. Aí eu pensei assim. Só falta ela ser linígena de verdade. Eles darem essa moral pros teoristas da conspiração. E aí foi. Mas é claro. Mas não é moral,

porque, assim, ele... Pelo menos a minha leitura. E se as teorias da conspiração fossem verdade?

Tem até terra plana nesse filme, né? A terra é plana nesse filme. É, exato. A terra é plana é muito maravilhoso. É tudo absurdo e caricato. Tipo, ela usa a calculadora pra botar a senha e entra no armário e a terra é plana e parece, sei lá, uma parada de barbarela. Só que é a nave

alienígena. O grande problema disso é quando a gente olha para a realidade e vê que ela é igual. As pessoas acreditam exatamente nisso. Então, aí por isso que eu achei.

Você quer dar moral pra

isso?

Mas é dar moral ou é fazer uma piadinha, entendeu? É o Coringa, que é você o quê? Bater palma pro maluco dançar. É

exatamente a linha.

É exatamente isso. Você quer fazer o filme pra fazer piadinha com os caras? Você vai fazer um negócio que é esse. Que vai ter gente que vai entender que é piadinha. E vai ter gente que vai entender. É The Boys. Que vai ter gente que vai idolatrizar o Capitão Pátria. Que vai falar, ó, Capitão Pátria, tudo na minha vida. E não entende que aquilo é uma paródia. Que aquilo é uma crítica.

Mas assim, desse filme, eu quero destacar o Jesse Plemons que... Cara, não sei se por esse filme, mas está na hora dele concorrer a um Oscar. Ele é bom, cara. Ele é bom demais. Ele entrega demais,

cara.

Christian Dunn ficou revoltado que ele não foi indicado. Pois é, né? Ele é casado com Christian Dunn, não fazia ideia. Aí ela começou a twittar, não foi isso? No Instagram. Fala assim, meio que esnobaram o meu marido aí.

Mas eu concordo, viu? Porque eu acho que ele não tem o star power que o Leonardo DiCaprio tem. Mas Jesse Plemons, está faltando um reconhecimento público para ele aí. Porque, cara, é muito bom.

Você

tiraria um quem dali? O

DiCaprio? Não, o DiCaprio manda bem. Ele é muito bom, cara. É foda. É isso que é difícil,

entendeu? Esse que é o problema.

Ah, o Timothy, ele

tem tempo. Ele tem tempo, é foda.

Ele tem isso. Boa, Aline. Isso me lembrou do Ethan Hawke. O Ethan Hawke concorreu a vários Oscars, inclusive como roteirista, porque ele também é roteirista. E como ator, acho que esse é o segundo indicação. E a primeira foi do dia de treinamento, né? E o Denzel ganhou. Ele e o Denzel estavam concorrendo, não era isso?

E o Denzel ganhou. E aí o Ethan Hawking falou assim, que ele era muito novinho, né? Já tem mais de anos. Eu revi esse filme recentemente. É bom demais. Massimo. É que meditava. E aí o Denzel Washington sempre um posto de sabedoria. O Ethan Hawking falou assim, não, o Denzel ganhou, ele falou assim, cara, não fica triste, porque se você ganhar um Oscar agora, se você é jovem, etc., o Oscar vai moldar a sua carreira e você não quer isso, você quer...

moldar a carreira que vai receber um Oscar, entendeu? E ele falou assim você tem tempo.

Tem o rolê da maldição do Oscar, que depois que o povo ganha o Oscar não faz mais nada. Que foi o que aconteceu. A Ana Pequin sofreu disso, tadinha. É

verdade. E ano passado ganhou a menina do... Anitta. Não. A Nora. A Nora.

roubou mais um Oscar do Brasil ela é muito nova

ela mandou bem, ela é ótima excelente atriz você quer apostar quanto que ela vai desaparecer por um tempo agora porque é isso, aí sobe o cachê da gata ninguém mais quer contratar

É, ah, não, muito caro. Exatamente, cara. É muito cedo, gente. Valoriza a galera que tem experiência, que tá entregando uma carreira junto com o papel.

É jovem. Jovem tem que sossegar o facho. Dá cinco minutos, respira fundo.

Já que vocês estão falando de melhor ator, vocês acham que o The Rock foi esnobado nesse Oscar?

com o Smash Machine? Não, não merecia

estar ali não, cara.

É uma das melhores atuações da carreira dele, mas... Mas a comparação, não tem muito o que comparar, né, Carlos? Em termos de atuação.

Se eu fosse tirar alguém na categoria de melhor ator, eu tiraria o DiCaprio esse ano. Eu acho maneiro o papel dele e tal, mas ele não é extraordinário como outros papéis que ele fez.

mas aí entra um pouquinho no lance de ser a chave da comédia, né? É uma atuação que é menos premiável, sabe? Acho que entra um pouquinho nisso também, né? A gente tá buscando sempre algo diferente, algo que te faça sentir coisas diferentes da sua vida e tal. Eu acho que a comédia, ela não chama atenção do jeito que... É só a gente ver, né? O próprio Jim Carrey, né? Nunca foi reconhecido, enfim, vários outros comediantes, né?

Agora que ele não vai ser reconhecido mesmo, que tá... Não, não.

Ele

tá irreconhecível, né, agora, inclusive.

Agora tá

foda. Mas Dali está ali, cara, eu não sei. Eu gosto muito do Jess Plemons também. Eu acho que ele tá chegando a hora dele. Mas eu não sei quem eu tiraria dali, não. Talvez, sim, fosse o DiCaprio. Mas é uma coisa bem parecida com isso que o Dave tava falando mesmo. Talvez ele seja mais fraco, mas eu acho que tem esse porém. Por ser um personagem de comédia, né.

É muito doido que a gente ainda não consegue, né? Não consegue aceitar comédia como bagulho que é difícil de fazer. Porque eu fico muito bolada. O Leonardo DiCaprio tá indicado. Você não vai ganhar. Obviamente não vai ganhar porque é isso. É um papel de comédia. Ele tá fazendo um papel patacoada ali. Fazendo uma banheira.

Exato, entendeu? E não vai, ele não vai ganhar por causa disso. Mas o Jordan Peele já falou sobre isso, sabe? O cara, eu esqueci o nome dele agora, mas o cara que fez Chernobyl. Ele é o mesmo cara que fez Se Beber Não Case. E ele falou que Se Beber Não Case é mais difícil de fazer do que Chernobyl.

É o Craig Mason. Craig Mason, obrigada. É mais difícil fazer rir do que fazer chorar. Que nome!

viu o que é, entendeu? E eu fico muito triste, cara, porque o Forlis tava falando, ah, se fosse pra tirar, eu tirava o Leonardo DiCaprio, que é o cara da comédia! Tira o Chalamet que tá fazendo ali, véi!

Tira,

tira o franguinho.

Ai, eu fico chateada.

Nesse momento de defender a comédia, eu acho perigoso, porque o Brasil tá em alta no Oscar. Se a gente começa a abrir espaço pra comédia, o que vai representar o Brasil? Leandro Hassum? Tem Tony Ramos, Gloria Pires.

Aí traz de volta o Fernanda Torres Vamos fazer um filme dos normais Aí eu

gostei Porque esse é o negócio Esses atores nossos que foram pro Oscar Eles tem um histórico muito bom de fazer comédia

Porque é muito mais fácil Você sair da comédia e ir fazer um drama Do que fazer o contrário Tem muita gente que não sabe fazer comédia Porque fazer comédia é muito mais difícil

Nosso querido Celton Mello, olha o range. Olha o range, Celton Mello. Exato, cara.

Exato. Jaburanga, Jabucréia.

Jaburanga, Jabucréia. Jaburu, Jabucréia, Jaburanga. Saneamento básico, pô. Saneamento básico, uma excelente comédia brasileira que tem justamente Fernanda Torres e Wagner Moura com papéis super engraçados. Não, pô, bom demais. E o Oscar vai

para o

Brasil.

Já que a gente tava falando do Ethan Hawke, só pra dedicar um pouquinho pra falar de como é incrível a atuação dele em Blue Moon. É uma atuação que mereceu demais essa indicação, de verdade. O Ethan Hawke, ele interpreta um letrista de canções populares dos Estados Unidos que compôs um monte de hit lá nos Estados Unidos dos anos a É o

Sullivan Massadas dos Estados Unidos?

Tem um filme que me dá um pouco de medo porque me faz ter flashbacks da época que Central do Brasil concorreu ao Oscar. Ah!

Já sei. Que é um filme que traz Shakespeare na história de novo. Comparar Hamlet com Shakespeare apaixonado é de uma sacanagem, meu amigo. Eu tô comparando os dois. Eu só tô dizendo que os dois têm Shakespeare. Hamlet é um filme muito bom. Que eu acho que quem destrói nesse filme é a Jess Buckley. O filme é ela.

É mais uma história do Shakespeare se inspirando a escrever uma história? É isso aí? Eu não vi esse aí. É

um prequel de

Hamlet.

A história acompanha a mulher dele, que é a personagem da D.S. Buckley. Que é a Agnes. A

mulher de quem? A mulher de Shakespeare. Então como é que você tá dizendo que tá comparando Shakespeare apaixonado? O Shakespeare é um questionário. A

história não é sobre

o

Shakespeare. É sobre ela. É

sobre os dois, é sobre os dois. Tipo, tem um paralelo com o Shakespeare apaixonado, porque sim, é um filme sobre o Shakespeare, a vida dele e como acontecimentos da vida real do Shakespeare influenciam ele a escrever Hamlet. Mas o que eu tava falando é que um filme é muito superior ao outro, obviamente. OBVIAMENTE

Tá, mas me convence a assistir esse filme.

É, tem linguagem de época, é difícil. Tu tem que ter visto Hamlet antes. Que a

única coisa que eu vejo sobre

esse filme é que você vai

chorar. Mas a ver vai chorar. Ele

é dramático. Ele é bem melodramático. Ele quer muito fazer você chorar. Eu, no caso, não chorei no filme. Eu também não. Ele é um bom filme. Ele é um bom filme, mas assim... O

bom é que Hamlet não é uma coisa que você precisa ver. Você já viu. Isso, causa o Rei Leão. Porque é Rei Leão, é o Homem do Norte, é a história que todo mundo já conhece.

Exatamente. Mas então, parte da graça do Hamlet é justamente porque ele vai contar como acontecimentos da vida real do Shakespeare inspiraram ele a escrever Hamlet e isso vai fazer você enxergar Hamlet, uma perspectiva que você nunca teve, mesmo que você tenha visto essas outras versões como O Homem do Norte, O Rei Leão você vai ver todas essas versões com um outro olhar por conta do que você vê em Hamlet

Eu acho a parte

final do filme a melhor parte da história. No momento em que ela, depois da morte, depois de todo o drama que ela passou, ela assistindo a peça. Uma das apresentações da peça. E ela se emocionando, ela vivendo a peça na vida dela. Fazendo o paralelo com a vida dela. Então esse é o momento que é o emocionante do filme.

Aí que é pra chorar, essa hora que é pra chorar. É, eu vi no cinema,

acabou o filme, tava tipo, dez pessoas em volta de mim, todo mundo soluçando de chorar.

Mas a gente vê a podridão do reino da Dinamar?

Não, não.

Importante, importante.

A gente vê a podridão da família dele e dela. E assim, é um filme que dá uma ficcionalizada, assim. Ele é baseado num livro. E tipo, a esposa que a gente vê no filme não foi a esposa dele na vida real. Vale lembrar, a esposa do Shakespeare se chamava Anne Hathaway, assim como a atriz.

Não, sério. É, o nome da esposa do Shakespeare era Anne Hathaway, igualzinho, igualzinho.

Vocês não viram já a história de que parece que eles reencarnaram e casaram de novo? Que ela é a cara da Anne Hathaway dele e ele é a cara do Shakespeare, o marido da Anne Hathaway?

Caraca, eu nunca vi isso. Tá falando sério?

Gente, procurem isso, é bizarro. Ele é igual o William Shakespeare, o marido da Anne Hathaway. Caraca, eu tenho que pesquisar aí.

Procura, procura.

Agora eu tô falando sério. É surreal, é bagulho de reencarnação.

É

uma categoria que a gente não comentou muito e que Hamlet está inclusa, é a melhor seleção de elenco.

Pô, então isso é novo, né? É a primeira vez que o Oscar está inaugurando uma categoria nova desde É a primeira categoria nova em anos. Qual foi a categoria nova de

Longa metragem animado. Aí eu pergunto o seguinte, o que que essa categoria julga? Porque como é uma categoria nova, acho que vale a gente falar um pouco até pra gente entender, as pessoas entenderem, né? Que é...

Estão concorrendo nessa categoria, Agente Secreto, Hamnet, March Supreme, Uma Batalha Atrás da Outra e Sinners, Pecadores. O que ela julga de fato? Porque quem concorre nessa categoria é o diretor de elenco. É. É a pessoa que escolhe, ou que aponta, que indica os atores para o filme. Mas o que é julgado aí de fato?

A Aline vai me corrigir se eu estiver errado. No Globo de Ouro tem melhor ensemble, não tem? É diferente. É diferente, porque nessa categoria, nessa outra premiação, eles analisam, tipo, a performance do elenco. Aqui no Oscar é diferente. É a seleção do elenco. Na verdade, é

o diretor de elenco. É quem contrata essas pessoas. Porque quem tá indicado não é o elenco. É quem fez a direção de elenco.

Então, quem

tá indicado no agente secreto é Gabriel, entendeu? Que é a pessoa que selecionou todo mundo, preparou todo mundo e foi atrás. E pensou nas pessoas que eram especiais pra cada papel específico.

Nessa categoria, dá pra avaliar diferentes coisas. Dá pra você avaliar, por exemplo, se o filme escalou atores pensando em... Se eles combinavam, de fato, com os papéis, ou se era só um filme que escalou um monte de ator famoso.

Se é um filme que fez escalações inusitadas e que funcionaram. Se é um filme que, por exemplo, descobriu talentos novos. E eu acho que meio que todos esses filmes indicados fazem isso em algum nível.

Cara, você falou isso agora. Porra, era uma vez em Hollywood, teria levado isso fácil, né? Ah, teria. Fácil. Porque o elenco ali descobriu tudo. Com certeza.

O favorito de melhor elenco esse ano é Pecadores. Errado. Tá errado. É incrível, mas tá errado. Tá errado.

errado, é o agente secreto. Mas se você pegar, por exemplo, o Pecadores, ele faz tudo isso. O Pecadores, ele pega atores muito famosos e coloca com atores menos conhecidos. Teve uma puta de uma descoberta com o Miles Caton. Tá, muito bonito isso tudo, mas agente

secreto.

Faz tudo isso também. A gente tem a descoberta da Tânia Maria. Tem a

dona Sebastiana. Tá brincando?

comigo. Mas sabe o que é? O elenco do Agente Secreto é de longe o melhor. É muito único, cada personagem é totalmente diferente. Mas sabe qual é o problema aqui? Eu acho que é

o mesmo

sofrimento de design e

produção. Eles não conhecem. Porque eles não vão entender o quanto esse elenco representa o

Brasil. E eles não entendem o jeito de cada agente. Exato. Pra eles é muito alienígena, entendeu? Então é muito mais fácil achar isso tudo no Sinners, no Pecadores, e provavelmente deve ganhar essa categoria. Mas assim, de elenco, é imbatível o Agente Secreto, cara.

Só pra trazer uma informação que o Max perguntou, Golden Globe não tem categoria de elenco. Quem tem categoria de elenco é o Critics' Choice e é também direção de elenco. Quem é premiado é quem cuida da direção de elenco.

Obrigado, Língu. E quem que ganhou desse ano?

O Critics foi Pecadores. Eu tenho uma confiança que o Brasil tem alguma chance nessa categoria porque o tabagismo está voltando. E a dona Sebastiana.

fumando com varadas de anos.

Davis tá com hiperfoco em cigarro.

Ele não fuma, ele só gosta, ele só acha maneiro. A imagem do cigarro. E a voz do fumante. A rebeldia do cigarro.

Achei ousado o champanhe acender com um isqueiro o cigarro dentro de um ambiente cheio de gente.

câmera.

Não é um nível. Não, primeiro que parece que ele foi mastigado por um dinossauro e cuspido dentro do Globo de Ouro, né? Porque ele tá... Não só a roupa, ele está amarrotado. É um ser humano. Ele está amarrotado. E aí o cara puxa aquele cigarro que parece que ele comprou no varejo. Sabe qual é? Comprou a granel. Granel, exato. Ele não comprou o maço. Ele comprou

três.

Exatamente. E botou no bolso, ficou meio amassado. A própria

apresentadora do... Acho que foi a Chelsea Handler que fez a piada falando que ele parecia uma wrinkly leather handbag. Ele parece uma bolsa velha de couro, barrotada. Porque é isso, assim. Ele tá, mano, laranja. Tá

encardido, né?

Ele parece uma múmia que foi desenterrada ali, ó. And the Oscar goes to... Brasil!

Outra categoria que tem uma controvérsia aí, o Max até abordou num vídeo dele recente que eu vi, é o de figurino, né? Sim. Ah, sim. Por causa de Avatar. Exato. Ah, não. Ah, não. Avatar tá concorrendo a figurino, assim como Frankenstein, Hamnet, Marte Supreme e Cineiros Pecadores. Exatamente.

Agora,

do Avatar que é foda, né? Então, tem motivo. É bizarro porque você vê assim, como assim o Avatar tá indicado a melhor figurino se é um monte de roupa criada por computador que não foi nada fabricado de verdade. Porque melhor figurino sempre premia os times que se dão ao trabalho de fabricar de fato as roupas e tal. Mas aí que tá, as roupas de Avatar dos Nave não foram criadas diretamente no computador. A equipe do filme, de fato, fabricou mais de duas mil...

peças, todas essas roupas que a gente vê no filme foram fabricadas de verdade com terra de tecelagem, com trabalho de couro, com trabalho de carpintaria, tudo assim. Colocaram atores pra vestir essas roupas e serem filmados fazendo diferentes movimentos, nadando e tudo mais pra ter referência. Na verdade,

todos os personagens CGI do filme estão pelados e a roupa foi colocada fisicamente depois.

E aí

eles pegaram e escanearam as roupas Pra reproduzir todas as texturas Digitalmente, então sim, as roupas Que a gente vê no filme são digitais, mas elas foram Todas criadas em cima de um monte de figurino Que foi fabricado de forma muito meticulosa E com muita habilidade Então pra mim isso faz sentido a indicação Sabe?

Não vou defender o Avatar, mas eu vou defender o figurino digital concorrer. Justamente por quê? O que eles estão julgando? O uso de materiais, entendeu? Porque quando você faz... Descreve todo esse processo aí de Avatar. Você tem os mesmos artistas que vão idealizar.

desenhar as roupas, fazer lá todo, a parte de, não só da beleza, da cultura, que no caso de Avatar você está criando uma cultura totalmente diferente, cada tribo de Navi tem uma cultura diferente e isso vai refletindo o figurino todo, etc. Então existe um pensamento massivo de design com artistas incríveis que fazem isso e os artistas que montarão, que farão, mesmo que seja, vamos dizer que não faça a versão física para depois escanear, o cara vai...

Se fosse do croquis direto pro digital, o artista digital é

artista. Não, e tem um outro ponto, né? Trilha sonora nem toda é composta com orquestra e mil músicos, né? Você tá valorizando os artistas. Muita trilha sonora é um compositor que faz isso digitalmente, né? Pode

usar sempre. Exato, né? Então é por isso que eu falo. Tem um monte de artistas, não defendendo avatar, mas a categoria de figura digital nesse sentido.

É a terceira vez que você fala que você não tá defendendo avatar.

Não, essa batalha eu não

vou defender

nunca. Longe de mim. Eu tava pronta pra grudar, Kiko. Na hora que você começou a falar, eu falei, ah, nada a ver. Mas eu concordo com você, sabia? Eu acho que você tem um ponto muito certo aí. Tipo, você tá fazendo físico ou você tá fazendo digital. Mas tá fazendo, aí você não pode ficar com inteligência artificial. Você tem que fazer.

fazendo, né? Porque, ah, não, porque então pra concorrer tem que ter máquina de costura batendo linha. Então

a gente pode dizer que Guerreiras do K-Pop foi esnobado no Oscar esse ano. Na categoria melhor figurina. Pode. Acho que tá autorizado.

É um bom figurino. Os Saja Boys são incríveis

mesmo.

Mas a ideia é porque o figurino foi construído à parte de tudo. Eles fizeram as roupas, eles desenharam as roupas. Mas foi

exatamente o que o Alexandre falou. Porque no caso de Guerreiros K-Pop também foi desenhado o figurino. A parte foi uma coisa

especificamente única, ser desenhado à parte de personagens?

Elas têm lookinho pra cada show, Carlos.

E o que a gente tem que julgar é o resultado final na tela, não o processo. A roupa no personagem e o que aquilo tá fazendo dentro da história. Cara, Saja Boys, aquele chapeuzão, é muito bom, cara. É muito bom,

cara. And the Oscar goes to... Brasil!

Tem um filme que tá concorrendo aqui, The Lost Bus. Sim, O Únibus Perdido, do Paul Greengrass. Ele tá concorrido só a efeitos visuais ou tem mais categorias? Só a efeitos visuais. Nossa, esse filme é uma... Deus me livre, cara. Matthew McCogney, motorista de ônibus, escolar. E aí ele vai buscar as crianças no colégio, tem um drama familiarzinho ali. Mas pega um fogo na cidade e aí é o Matthew McCogney dirigindo o ônibus, fugindo do fogo pra salvar as crianças.

É uma história real daqueles incêndios que dão na Califórnia, aqueles incêndios colossais, né? Aí teve um desses incêndios que a área do incêndio pegou uma escola e só tinha um ônibus escolar ainda dentro dessa região. E aí esse cara foi lá pra ter essa missão, assim, de, tipo, resgatar.

E o cara era o Matt McConaughey. Mas aí o filme... Por isso que é uma história real. Mas o filme inteiro é uma situação só dele fugindo num ônibus aí? É. Tem um draminha familiar. Eu adoro esse filme de situação única. Ah, mas é fraco o filme. É fraco? É fraco, sim.

pra caralho. Pô, cara. Me lembra dos filmes de temperatura máxima. O carro que não tem freio. Aí fica aquele drama. O

carro

desgovernado.

Esse é da Apple TV? É a Apple TV? Esse filme é, né? É a Apple TV. Mas também tá concorrendo efeitos visuais. Avatar. Fórmula Jurassic World. Longe de mim defender Avatar.

Eu acho que é o que leva, né? E Pecadores. Pecadores também tá concorrendo. E tem bons efeitos no Pecadores, cara. Porra, se tem, viu? A cena dele tocando lá e as gerações vindo e a música. Puta, aquilo é foda demais, cara. Bom, esse é maravilhoso. Aquela sequência é premiável. É porque ela é tão bem feita que você nem atina que aquilo ali é um efeito visual, sabe? Você entra no flow da parada, sabe? Da música. É muito foda aquela cena, cara. Melhor que os bonecos do James Cameron, vou dizer aqui.

parece que estão piorando a cara da filme ainda

está concorrendo Jurassic World esse aí está o Jurassic

Park continua sendo melhor já está com pena no Jurassic World? não estou

com pena deve ficar no Johansson que está fazendo esse tipo de

filme

Vamos agora concentrar nossas energias no que interessa. Agente secreto. Brasil no Oscar, mais uma vez. Bora. A gente acredita que as chances de melhor filmes internacional são muito maiores do que qualquer outro. Ganha de valor sentimental? Ganha. Olha. Fala com um pouco

de... A gente é brasileiro, né? A gente tem que acreditar em alguma coisa nessa

vida. Porque, é... Eu também acredito que ganha, mas valor sentimental tá vindo aí que tá muito forte, né?

É porque tem muito valor sentimental. Nossa.

E Sirat? Ganha de Sirat? Não, não, não. A gente ganha de Sirat. É, Sirat não ganha nada. A gente odeia Sirat esse ano? Esse é o ódio do ano? Esse é esse ódio. Eu vou falar que o cara foi fraco também. O

que é? O cara tentou jogar um hate e afinou. Afinou? Afinou, afinou. O cara não sustentou o hate. A gente nem tem muito pra onde bater mais.

E o filme é fraco, de

verdade, assim. Ele tem duas cenas boas no filme inteiro e o resto é muito... Ah, não, não. Não vale a pena. Não merecia ter sido indicado a melhor filme internacional. A tecla que eu fico batendo é... Tem um filme japonês que tá indicado a melhor maquiagem penteado esse ano, que é o Kokurro, que tá passando nos cinemas brasileiros agora. Ele tava no páreo pra conseguir uma indicação pra melhor filme internacional. Ficou de fora.

Ele é muito mais filme do que Sirato. Sirato é um filminho muito fraquinho, cara. Então a gente deita Sirato na porrada com o Aline Secreto.

com martelo com martelo

Max martelo

pois é exatamente a única saída é muito melhor que ele sim que é o do Park Chan-wook o sul-coreano que é o de old boy sem martelo sem martelo

E o Voj Hind Hadjab, esse eu ainda não vi. Esse aí é legal, esse aí é da Tunísia, ele é uma história real. Você tinha uma equipe de resgate que ficava atendendo ligações de emergência, e aí teve uma menininha ligou pra eles e falou assim, ó, vem me ajudar porque eu tô preso aqui num carro e os soldados estão atirando no meu carro, mataram toda a minha família, eu tô com a minha família morta aqui do meu lado. Mas assim, é uma criança de tipo anos, assim, sabe? Então eu tô falando de um jeito muito mais eloquente que a criança.

E é uma história real. E eles conseguiram autorização e tudo mais pra usar essa gravação no filme. Então no filme, quando você ouve a menina, não é uma atriz. É a gravação real da menina, entendeu? É pesado o filme, é pesado.

É meio parecido com o que vocês estavam falando do Alabama, né? De ideia.

Só que ali não é um documentário, a voz do Henry Jha, porque ele é dramatizado, né? Assim, a gente tem a voz da menina real, só que toda a parte que tá conversando com ela são atores que tão fazendo. É um filme bom, pesado, mas também não ganha de agente secreto, nem de foi apenas um acidente e nem de balação de mental. Pra mim, esses três filmes são muito bons, muito, muito bons. Eles tão em outro patamar, concordo.

Não tem jeito, né? A gente vai torcer pra Agente Secreto. Mas não seria injusto nem valor sentimental, nem foi o Panos do Ocidente ganhar.

Vocês viram um vídeo dos gringos falando de Agente Secreto, tipo, fazendo um review, sabe? Essas coisas, analisando e tal. Não vi nada.

não vi nada. Cara, foi muito legal, cara, porque o Cleber B. Nossa Filha, ele é autoral pra caralho, ele tem uma forma dele de fazer filme, e o Agente Secreto não, é um filme óbvio, ainda mais pra um público estadunidense, que tá acostumado com uma fórmula mais roligiana, é o que eu falei, uma batalha depois da outra, pô, Thomas Anderson, gênio, mas ele é muito mais parecido com o formato do filme que a galera tá acostumada a ver de Hollywood.

Mas o Agente Secreto, cara, se você não tiver meio que... Olha, esse não é um filme normal e você tem que entender isso, senão você vai pirar e você não vai entender. Porque é um filme longo e ele é longo de propósito. Porque o Cleber Mendonça Filho, ele tava até falando em uma entrevista recente que eu vi dele. Pô, aqui tem filme que, assim, você vê a cena, a cena te dá a informação que você precisa entender, mas você não tem tempo de sentir aquilo.

Você não tem tempo de sentir a emoção, de você degustar, de você estar lá com ele. E aí ele deu um exemplo da cena inicial do posto de gasolina, que é uma cena de minutos, e que ela é uma apresentação do protagonista, uma apresentação das reações do protagonista, a maluquice, o absurdo que ele tá vendo lá, o cadáver, tipo, ali, a polícia, tipo, nem ligando pra isso, querendo extorquir o cara de dinheiro da cervejinha, aquela situação bizarra, desconfortável, que você ainda tá tentando se situar. Onde eu tô?

O que que está acontecendo, sabe? Para o gringo, isso é muito menos óbvio do que para a gente. E eu achei, cara, como é que eles vão encarar isso aí? E eles estão adorando. Parece que os caras estão com sede de alguma coisa nova. E o Cláudio Andalça Filho tem uma linguagem que foi muito bem aceita, apesar de não ser uma linguagem fácil para o público geralzão, entendeu? Eu espero que a academia, os votantes, compreendam ou entendam isso.

Porque o filme merece muito destaque justamente por isso. Ele está mostrando uma linguagem que...

que a galera não tá acostumada a ver. Cara, é uma forma incrível de contar a história. Pra gente, tem um significado muito maior, porque a gente secreto é Brasil pra caralho. Pra eles, é mais uma coisa exótica e que eles estão interessados,

pelo menos as críticas. Sim, é um filme Brasil pra caralho. E tem motivo também pros gringos verem o filme e sentirem uma conexão de alguma forma, porque também uma grande parte do filme é o diálogo cultural Brasil e Hollywood, né? É

verdade.

Um pouco disso. De

Tubarão, até a própria sequência da Perna Cabeluda, que é tão inspirado em cinema trash dos Estados Unidos. Isso foi uma característica muito boa do cinema do Kleber, que é o jeito como ele mistura a influência gringa com brasileira, e ele traz as duas coisas e cria algo muito novo. Até se a gente pensar na gatinha de Dois Rostos, qual é o nome, os nomes da gatinha? É Liza, tipo Liza Minelli e Elis.

É o gringo e o brasileiro numa coisa só, sabe? Então eu acho que tem muita coisa que o gringo vê nesse filme e consegue se sentir até mesmo apreciado também, porque ele tipo, olha só que legal, tem um pouquinho da gente aí também, só que disso é um negócio completamente diferente do que a gente tá acostumado.

Lembrar também que, fazendo uma comparação direta entre o Agente Secreto e o Ainda Estou Aqui, do ano passado, o Ainda Estou Aqui, ele é um filme muito mais palatável, ele é muito mais direto, ele é muito mais linear. Isso, muito parecido com o que eles estão acostumados, né? Sim, sim. E tanto é que ele fez milhões e meio aqui no Brasil, de público, de pessoas. Caraca!

Agente Secreto tá batendo agora. E, assim, eu fui assistir o Agente Secreto. Quando eu saí do cinema a primeira vez, assim, eu gostei mais. E quando eu fui assistir a segunda vez, eu falei, caralho, esse filme é muito foda. Você não consegue pegar tudo na primeira vez que você assiste ele.

É um filme que você precisa digerir, né? E discutir às vezes, né? Mas

eu acho que também tem a questão da regionalidade do filme, sabe? Que é isso, assim, a gente vive num país continental. A gente não tem uma única cultura.

E eu acho que tem esse rolê também, que pra gente já é difícil. É isso, tem que assistir o filme várias vezes, tem que ler, tem que estudar sobre, tem que correr atrás, pesquisar. O rolê da perna cabeluda, sabe? Foi uma coisa que, mano, me passou muito batido. Porque um, eu tenho anos. E dois, eu nasci aqui em São Paulo. Minha microbolha é sudeste, entendeu? Tipo, eu não conheço o país. Então, é uma coisa que é isso, assim. E a gente percebe o quão rica é a nossa cultura.

também, quando você se pega nesse momento, sabe? Que um filme que é muito que o Orlando tá falando, é muito mais linear é muito mais explicado, é muito mais mastigado, ele é muito mais direto ao ponto que eu ainda estou aqui, mas o Agente Secreto tem esse rolê da arte, do subjetivo do interpretativo, que a academia gosta muito, eu fico meio no muro eu não sei, eu confesso que eu não sei eu acho que toda hora eu tô me pegando assim eu tenho um momento que eu tô com o copo meio cheio, que eu tô vai Brasil, caralho, vamos ganhar tudo, cinco Oscar pra cá

E tem um momento que eu tô assim, será? Eu acho que a gente volta de mão vazia. Não, vazia não. Vazia não, o que é

isso?

Calma, calma. Só as vozes

intrusivas, é isso.

Não, é a TPM, entendeu? A TPM, alguém me ama.

Sabe o que eu acho maneiro? É porque esses filmes, né? O Agente Secreto, Ainda Estou Aqui. Todos os outros que já concorreram ao longo dos anos. Eles representam o Brasil lá fora, né? E eu acho legal esses filmes serem tão diferentes.

Que mostra como o Brasil é diverso, né? Eu ainda estou aqui, é um estilo de filme sobre uma localização geográfica do Brasil muito específica, é, e um momento histórico. Esse não, esse é um filme que, apesar de tratar de um momento histórico e toda essa questão, ele é de outra região, as pessoas se comportam de maneira diferente, é culturalmente diferente, e o filme tem uma estética, uma direção, né, diferente, então... É.

É legal o Brasil chegar lá com vários filmes e cada um sem um estilo, né? Assim, ó, o Brasil é diverso dessa maneira. E não é uma formulazinha de filmes que vem aqui todo ano,

sabe? Até quando tem um aparecido, que é ditadura, opressão, essas coisas.

Agora, deixa eu falar uma coisa que eu acho uma pena gigantesca.

A Netflix ter lançado Filho de Mil Homens ainda ano passado e não ter segurado pra esse ano. Porque pra mim é um dos filmes mais lindos do ano passado. Eu acho que se ele fosse bem trabalhado, ele poderia ser o terceiro filme seguido do Brasil e eu consegui uma indicação, cara. Eu acho que é um filme maravilhoso que o Daniel Rezende fez que infelizmente não vai ter essa chance. Passou, já entrou na Netflix.

E eu não sei o que a gente vai ter. Eu não sei. A não ser que tenha alguma coisa que está muito abaixo do radar. Eu acho que a gente não consegue ter essa sequência. Essa sequência deve ser quebrada no ano que vem, infelizmente.

O Daniel Rezende é jovem

ainda.

Não, não, ele é. Eu tô só falando que a gente não tem... Você acha que esse seria a melhor chance? Quando a gente sabia que o Kleber tava fazendo o Agente Secreto, a gente já imaginava que esse filme ia ter uma força muito grande lá fora, né? Pela própria carreira do Kleber, ele é um cara que já participou de festivais internacionais, principalmente de Cannes e outras vezes. Ele já é conhecido como jurado, então ele conhece muito bem como transitar por ali. E ele tem essa linguagem cinematográfica.

muito boa, né? E nova e diferente de realmente querer fazer essa fusão entre o cinema que ele acompanhava tanto enquanto ele era crítico e o cinema que ele faz, que é super Recife, né? É super ele. Eu tô falando assim que a gente não tem, eu acho que pro ano que vem, nada tão forte, infelizmente. Pelo menos que eu saiba ainda pra gente continuar e ter um outro filme nas categorias principais do ano que vem de novo. Espero que eu esteja errado e que apareça alguma coisa aí que eu não tô vendo ainda, mas eu acho que não tem.

Mas acho que é um sentimento geral, se eu não me engano, acho que foi o Rodrigo Teixeira, um dos maiores produtores que a gente tem aqui. Acho que ele fez uma declaração alguns dias atrás que a gente nos próximos anos provavelmente vai dar uma sumida do Oscar, porque na visão dele a gente não tem nada muito engatilhado do nível que a gente teve nesse ano e no ano passado. Mas pode ser que esteja errado, pode ser que não tenha sido o Rodrigo Teixeira, mas enfim.

Obviamente a gente torce para que não seja o caso, que a gente tenha uma surpresa, que nem o Fernando falou, de alguma coisa que está aí meio que debaixo do radar e que surja e tenha potencial. Mas...

Calma que vem aí o segundo filme da Nonsense Creations. E o Oscar

vai para... Brasil!

Eu vou falar o negócio que acontece no final do filme, mas sem dar spoiler do quê? Só dar contexto geral, porque, apesar da gente dar spoiler dos filmes aqui, eu, a gente secreta, eu fui no Brasil, se você não viu, pô, vale a pena, vai ver. Vê antes do Oscar, dá tempo de ver. Já tá em streaming também. Já, pois é. Que é o seguinte, o filme é longo.

Eu falei assim, enquanto o ritmo normal de um filme de Hollywood, até mesmo o Endstock segue esse fluxo, que é um rio, né? Ele vai fluindo, a história vai fluindo, os personagens vão andando e vão todo mundo naquela direção do início, meio, fim. A minha visão, a gente se acredita é mais que um rio que desemboca numa lagoa.

E aí você nada, mergulha, vê, olha pra lá, olha pro lado e tal, não sei o que. E tipo, é muito mais rico em você conhecer aquele ambiente, mas ele não segue aquele fluxo normal que a gente tá acostumado. Mas o que eu acho que pra mim foi o gatilho de ligar tudo que a gente viu antes, nesse filme demorado, nessa lagoa que a gente nadou pra lá e pra cá, que a gente explorou de todas as formas.

É quando a gente vê no jornal como terminou a parada. E é seco. Do nada. E você... Hã? Não. Peraí. Não, peraí. Eu tô aqui. Peraí. Eu tô aqui. horas e Eu tô acompanhando isso. Como assim? Você vai mostrar na notícia... Tipo assim, isso pra mim foi a parada mais genial dele. Porque nada...

É tão pé no chão, nua e crua a realidade de você simplesmente... Foi isso. Foi isso que aconteceu. E isso tava pra ser apagado de ninguém mais ter essa memória, etc. Aí ele volta a discutir, faz aquela conexão toda, daquele fechamento de arco, etc. Mas assim, a cena do jornal, pra mim, essa é a cena do filme. Essa cena que pega todo mundo de surpresa, que eu acho que os gringos ficaram malucos com isso. Porque ela não dá na colherinha pra você. É meio Sopranos, né? Um pouco, né?

E isso depois de uma perseguição muito foda,

né?

Exato, exato. E que você torceu, que você falou assim, caralho, ufa! E apesar do ufa e depois você foge a cabeça do espectador, é o maior clichê do cinema. Mas é sutil, é tão precioso, é tão...

cru como a realidade, sabe? Que eu acho que isso, que pegou todo mundo, assim, caraca, esse filme tem uma substância incrível. E até quem não estava vendo, que era o meu caso, que eu estava, assim, muito confuso ainda vendo o filme, etc, e tal, começa a ligar todos os pontos, você começa a entender por que você estava vendo toda aquela história, por que você estava vendo tudo aquilo, entendeu?

e eu acho que isso nenhum filme tem nenhum filme tá concorrendo ao Oscar excelente filme maravilhoso mas isso é só do Agente Secreto é só do Kleber é só do Brasil e eu acho que são os valores de tipo assim a sensibilidade de você diz assim não, não eu não vou filmar uma sequência pra isso

Parece que é contra-intuitivo você chegar e concluir uma história enorme dessa forma.

Tá super alinhado com o que o filme inteiro é, porque... A começar pelo título do filme, né? Você vê um filme chamado O Agente Secreto, você acha que vai ser um filme de espionagem e tal, não sei o quê. Jason Bourne.

E aí você vai ver o filme, o cara não é literalmente um agente secreto. E aí você fica tipo, tá, mas peraí, que isso acontece então dele ser um agente secreto? Então o Kleber Mendonça, ele pega toda essa tradição e a expectativa que a gente tem de um filme tradicional de agente secreto. E ele pega convenções disso, mas ele tá sempre subvertendo, né? Então se a gente pensar na cena que tem o sogro dele carregando um envelope.

qualquer outro filme de espionagem é uma informação top secret que vai mudar no último momento alguma coisa que vai ser a informação que vai salvar o herói, aí quando ele abre o envelope é um desenho do filho dele, dizendo que ele ama o pai dele, sabe, então ele subverte esse negócio e pra trazer uma questão de conexão humana, de intimidade de relação, de uma geração com a outra, né, e aí quando você tem essa cena do jornal, é tudo alinhado ele tá quebrando de novo a expectativa do que a gente espera, do que seria um grande herói de um e aí

filme chamado Agente Secreto e ele fala não, não é isso aqui não, o meu foco é mostrar outra coisa, é mostrar essa questão da geração a memória, o encanto que se perde quando a esperança morre e como é que isso pode ficar apagado pro restante do mundo, assim, tipo o cara não era uma figura política, não era um Marighella, o cara era um professor de universidade que tinha um filho e tudo mais, mas assim, naquela intimidade naquela realidade, aquilo é muito importante

é questão de vida ou morte e ganha dimensões de cinema mesmo, e aí quando isso morre, também morre essa expectativa de você ter um grande final feliz de Hollywood, e tipo, não, é algo muito mais seco, é muito mais traumatizante porque a vida de muita gente que morreu na ditadura, infelizmente, foi assim teve gente que morreu na ditadura e que nem saiu no jornal

O

caso do ainda estou aqui, etc. Foi um caso que teve mídia, que teve, sabe? Mas o irmão do meu sogro, ele não consta nem na estatística. Ele desapareceu, ele era o Grêmio Estudante Único, ele tinha anos. Ele desapareceu nessa época, foi à praia e o cacete e nunca mais voltou. Mas assim, tá...

Tudo lá. Ele era alvo pra esse tipo de coisa, sabe? Nunca teve corpo, afogamento, nada. E ele não está nem na estatística que a família ficou com tanto, sei lá, medo, desemparado e tal. Eles só tocaram a vida. Então, o tio da Agatha, que ela nunca conheceu, ele é uma pessoa como o agente secreto do Kleber. Na família da minha esposa, existe uma história assim, que só eles conhecem.

Mas é muito doido, porque você vai pra Alemanha e você vê museus sobre o nazismo e sobre o holocausto. E você vê as placas históricas das famílias que foram separadas e perdidas. E aqui não existe nada.

Não existe. Isso é muito bizarro. É horrível. A gente vai aqui pro lado, pra Argentina. A Argentina julgou, condenou toda a galera da

ditadura.

Aqui a gente tá achando que é engraçado ainda. Tem político fazendo piadinha no parlamento. Pessoas indo pra

rua pedindo a

volta

disso. Exato.

É o que o Wagner tá falando em todas as entrevistas na grega, quando fala do filme, fala do ditador, etc. Ele fala assim, gente, isso foi na década de mas a gente vive os ecos disso até hoje? Até hoje! A gente não resolveu isso, entendeu? E vocês vão passar por isso também. Basicamente a mensagem que ele tá dando, entendeu? E tão dando atenção pra ele, porque tão vivendo um negócio que eles achavam que eles podiam viver.

entendeu?

É, a gente tá fazendo uma parada que a gente nem imaginava que poderia acontecer que é ver um presidente que tentou um golpe militares sendo presos tipo, pela primeira vez na nossa história

É, então aprenda aí, Estados Unidos com o Brasil Aqui é Brasil, porra!

E exatamente esse sentimento que tanto o Agente Secreto, como Ainda Estou Aqui, trouxeram de que, cara, isso é uma luta que é constante e que a gente ainda tá travando ela. Ainda, ainda. Isso ainda é real pra gente, ainda é recente. Ainda temos pessoas que sofreram com isso aqui. E ainda temos pessoas que querem que isso volte. Ainda tem pessoas que...

querem ganhar com isso de novo, né? Então é muito bizarro. Você

vê como se estica? Tem mais de meio século, cara. Mais de meio século. A gente ainda tá debatendo essa merda. Por isso que esses filmes são muito importantes, por isso que Agente Secreto é um filmaço que não só é do Brasil, mas ele é uma mensagem. Como o Brasil tá dando aula de democracia, de mensagens, que Agente Secreto seja mais um portador dessa mensagem. A gente tá torcendo demais porque não é só porque é Brasil o cara do Sirati tentou pagar o indigração. O que ele falou, Azaghal? Que se o Brasil fizer um...

Se

o Brasil indicar um sapato pro Oscar, todo mundo vai votar o chinelo? Vai todo mundo votar no chinelo. Depende, chinelo do pé direito ou do pé esquerdo?

Mas a parada do Wagner Moura tá indo em todos os negócios, toda hora que ele fala, ah, mas o nosso trampo tá preso, o nosso trampo tá preso.

Ele falou no Jimmy Kimmel semana passada, é isso aí. E eles aplaudiram, né? O nosso trampo tá preso. Aí a galera, yeah! And the Oscar

goes to... Brasil!

Bolão final, bolão. A gente secreto é o que eu quero, né? Não, não é o que você quer. Ah,

mas aí você recriminou o coração do Carlos e agora você quer...

Todo mundo quer a gente secreto. Porra. Todo mundo quer, entendeu? Entre querer e poder são duas coisas bem diferentes. Na volta a gente compra, é muito real.

É poder. Vamos assumir que com o coração todo mundo vota em Agente Secreto. Agora, qual que é o da razão?

O da razão não tem como não ser o Batalha Após a Outra. Pecadores. Pecadores. Não. Eu tô

entre os dois. Eu tô entre os dois, mas eu acho que vai dar uma batalha.

Eu vou dar a resposta sem graça, que é se a gente pegar, tem sempre a grande premiação que indica quem vai vencer o Oscar de melhor filme, que é o do Producers Guild Awards, né? Todo ano quem vence esse prêmio é o que leva o melhor filme. Esse ano quem venceu foi uma batalha após a outra, então estatisticamente... Eu gostaria

de lembrar que o prêmio de melhor filme no Oscar é sempre o prêmio que é o mais aleatório possível, porque tem aquela esquema de votação bizarro, né?

É, pode crer. É

verdade. Tem uns pesos diferentes. É

isso, assim. Não dá pra gente ter certeza. É, não dá. Não é voto direto. Ele é voto elentado. Ele é voto de preferencial. Então, assim, tudo pode acontecer.

É um filme meio complexo, mas o melhor exemplo que eu vi era, tipo assim, se tiver mais incidência de pessoas votando um filme em segundo lugar do que e o primeiro lugar tiver mais disputado, esse do segundo lugar sobe.

Sobe.

É, exato. Não, mas acontece também que se tem dois filmes que estão muito fortes, eles dois meio que saem e quem ganha é o terceiro. É muito bizarro.

É, né? É bizarro mesmo. O filme do coração é, com certeza, gente secreto, né? A gente tá votando no segundo lugar, na verdade. Exato. Pra mim, o segundo lugar é Sinners. Eu queria muito que fosse... É do coração também. Eu queria que fosse Pecadores. Apesar de eu ter gostado pra caralho de uma batalha atrás da outra, mas, porra, Pecadores foi muito impactante. No coração, o meu segundo lugar é Pecadores também.

Não, no coração, o meu primeiro lugar... Não, no coração... Bom...

Aline. No coração...

Aline. Não, não, não, não. Não, não. É que assim, pensando com a minha razão, eu sei que pai tá entre os dois, mas tá mais pendente pra uma batalha após a outra. Eu adoraria que pecadores ganhassem. Num mundo onde não existe chance de o Agente Secreto ganhar, tinha que ser pecadores, entendeu? Mas no meu coração, assim, topo do coração, Agente Secreto. Segundo lugar, pecadores.

É, exato.

É isso aí. No Omelette eu fiz um vídeo com o Hassel, né? A gente tava elencando ali. E a gente colocou o Agente Secreto em segundo lugar, né? Na aposta, tá? Sim, sim. Não no coração. Pra mim, uma batalha após a outra é o melhor filme desse ano disparado. Pro Hassel foi o Martin Supreme.

Nossa, mas o Hassel é uma pessoa... Olha, é a cara do Hassel! É uma

pessoa... Puta que pariu!

É óbvio!

Você não precisava nem ter falado por

mim!

puta, mas olha amassando um carlão da árvore não, cara e o

que a gente fez no final foi o seguinte, então tá então a gente colocou a gente secreto em segundo, o primeiro anulou o terceiro e a gente secreto ganhou, então pronto, vai ser assim

aí, arrasou, excelente amém, amém vai

ser o parasita

desse ano então, so you tell me there's a chance CHANCE

Cara, eu fico muito dividido, assim, não na razão, no coração sempre. É disso, tá claro, mas entre a batalha e Cines, puta merda, é muito difícil, é muito difícil, porque eu amei tanto os dois de formas diferentes e são tão grandiosos. E diretores maravilhosos. Dá pra dividir o diretor? Dá um pra diretor e o outro pro filme.

Isso acontece. Mas o PTA

é favoritaço pra ganhar de direção. É,

mas não, isso é. PTA é foda.

Mas eu acho que vai dar sinas. Vai dar pecadores, eu acho, cara. Essa é a graça do Oscar. Essa é a graça. É isso aí. É isso, gente. Xarei os todos. Um milhão de lives ao mesmo tempo. Vem com a gente. Fico

feliz quem ganhar ou quem perder. Eu vou ficar feliz, entendeu? Porque é isso aí. A gente tem filmes muito bons esse ano.

Não, não, não. Aline, se o Brasil não ganhar, você tem que ficar triste.

Por quê, mano? Porque eu quero ver

você agora na Ellen DeGeneres, porra. Que Ellen DeGeneres,

cara?

A

Ellen DeGeneres tá canceladíssima. Eu sei. Não, então... Na Kelly Classo. Na Kelly Classo. Na Kelly Classo. Na Kelly Classo. Não, eu também quero. Veja, tudo que eu quero é fazer parte da história de novo.

tudo que eu quero

de novo

tem que ganhar pecadores tem que ganhar uma batalha após a outra se ganhar Marty Supreme eu vou ficar meio puta se

ganhar Marty Supreme aí é sacanagem pra caralho aí não dá

eu vou deixar aqui, tá dito aqui no Nerdcast se ganhar Marty Supreme eu vou embora eu saio da

premiação

Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, podcast e multimídia.

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