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Nerd na Cloud 23 - Green IT: O Futuro da Sustentabilidade na Nuvem

06 de março de 202632min
0:00 / 32:05

A tecnologia passa por um momento de maior responsabilidade técnica. Sustentabilidade deixa de ser apenas um valor institucional e passa a influenciar diretamente decisões de arquitetura, operação e infraestrutura. Green IT surge como um conjunto de práticas focadas em eficiência, redução de desperdícios, melhor uso de recursos computacionais e impacto operacional mais consciente.

Neste programa, vamos discutir como Green IT se aplica na prática ao desenvolvimento e à operação de produtos digitais. A conversa aborda decisões técnicas como dimensionamento de infraestrutura, arquitetura de sistemas, localização dos dados e escolha do provedor de nuvem, além de como a Magalu Cloud se posiciona como uma nuvem alinhada ao uso eficiente de recursos no contexto brasileiro.

Magalu Cloud

ARTE DA VITRINE: Randall Random

EDIÇÃO COMPLETA POR RADIOFOBIA PODCAST E MULTIMÍDIA

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Participantes neste episódio4
A

Alottoni

HostPodcaster
M

Marcelo Bassoli

Co-hostPodcaster
L

Lúcio

ConvidadoFundador da Samax
R

Rafael Ferreira

ConvidadoCine Platform Engineer
Assuntos3
  • Green IT FundamentosEficiência energética em TI · Impacto ambiental dos data centers · Arquitetura de software sustentável · Uso de energias renováveis · Desperdício de recursos em cloud
  • Desafios da NuvemOver-provisioning em cloud · Custos de operação em cloud · Segurança em ambientes de cloud
  • Data Centers e InfraestruturaData centers submersos · Uso de energia nuclear · Desafios de construção de data centers
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E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio

Você está ouvindo Nerdcast, do Jovem Nerd.

Landa, landa, landa, nerds! Aqui é o Alexandre, o tom do Jovem Nerd. E como Ruby Rod sempre disse, tem que ser verde. E must be green.

Salve, galera. Muito prazer. Meu nome é Rafael Ferreira. Atualmente, eu trabalho como Cine Platform Engineer, que basicamente é um nome gourmet para o DevOps Engineer, que também é basicamente o engenheiro de gambiarra. Excelente. O melhor engenheiro. O

que realmente faz as coisas funcionarem.

É um bom

preguiçoso, então já estou aí com isso na veia. Então a gente cria algumas automações envolvendo cloud, DevOps e infraestrutura. E cá estou aqui hoje nessa ilustre parceria aqui sobre Green IT. E o papo pode ser muito massa.

Prazer,

eu sou o Lúcio, eu sou fundador da Samax. A Samax é uma plataforma de FinOps que olha para custo de cloud, para a estabilidade dos nossos clientes, como eles estão funcionando, como que está o consumo deles dentro das principais nuvens públicas. E a gente roda anualmente uma pesquisa, o Radar da Nuvem, onde a gente compara como que as empresas estão se comportando, como que elas estão consumindo cloud, como que elas estão consumindo IA, como que elas estão trabalhando essas informações dentro de...

casa e apresentando para todo mundo ter ali uma base de comparação para saber se comparado com o coleguinha está todo mundo indo bem ou mal na linha de custo.

Exatamente, por isso que a gente vai falar hoje de Green IT, como o Rafael já mencionou.

é um termo guarda-chuva, que hoje a gente pode dizer que fala sobre sustentabilidade no TI de forma geral. Você está falando sobre, obviamente, eficiência de gasto de energia, de água, de tudo. A grande discussão do debate público com a vinda da IA, tão forte, com tanta construção de novos data centers sendo disputados entre cidades e...

Outras que não querem, né? As pessoas falando, não construam o Data Center aqui, pelo amor de Deus. Toda essa disputa, esse debate público tem a ver com sustentabilidade de uma forma geral, né? Local e global. Porque a gente sabe que, enfim, todo o avanço do capital tem como teto a materialidade dos recursos que ele precisa para funcionar, né? E aí a gente tem energia para crescer como tem que crescer. A gente tem água para crescer como esses Data Centers têm que...

Ou existem soluções não só de hardware, mas de software, de arquitetura de nuvem que possa fazer com que os processos sejam muito mais eficientes, muito mais verdes, muito mais sustentáveis do que eles são hoje. Vamos debater e discutir sobre esse assunto. É muito bom, muito importante, porque o futuro da humanidade está amarrado nisso.

Como é que a gente começa a falar sobre o que o termo Green IT cobre? Ele cobre que tipo de processos, ideias ou entendimentos de como se deve fazer

a tecnologia ser sustentável. Se me permite, eu vou dar um passo um pouco para trás, que a gente comentou que o tópico é Green IT. Mas pode vocês aí, galera que estão ouvindo, chamarem do que vocês quiserem. Tem o termo de Green Ops, que é também o famoso famigerado com DevOps. Hoje a gente coloca Ops na frente de tudo.

tudo, né? Green Software, Green Computing, Green Sustentabilidade, a gente pode falar do ESG, que é o guarda-chuva maior. Então, pô, o Green coloca na frente do que você quiser e aí a gente consegue falar e discorrer mais sobre o assunto, né? É bem na

linha do que o Rafael falou. Acho que sustentabilidade é um dos principais assuntos dos últimos anos e, obviamente, tem ganhado cada vez mais espaço e Green IT, Green Ops.

sustainable development, qualquer coisa nessa linha, surge muito para conseguir conectar cada vez mais o tema de sustentabilidade com o dia a dia do negócio das empresas e não parecer que é um assunto só nichado só de uma área pequena, mostrar como que isso impacta, não só

na operação, mas como isso impacta na qualidade do código sendo desenvolvido, na qualidade do trabalho sendo feito. É muito para conectar como que o time de tecnologia, como o time de desenvolvimento, consegue impactar de forma direta iniciativas ali que vão melhorar consumo de energia, que vão melhorar consumo de capacidade de computação. Acho que todo mundo pegando muito público aqui do Nerdcast, do Jovem Nerd de modo geral, cara, custo de placa de RAM. Porra, nem me fala.

GPU está estourando porque todo mundo está consumindo cada vez mais. Então, para a gente conseguir ter cada vez mais capacidade de computação, ter cada vez mais acesso a melhores sistemas, mas sem estourar o custo para todo mundo, a gente precisa pensar com uma visão muito mais estruturada para o código, para como a gente está fazendo arquitetura de software e tudo mais. Põe,

um ponto interessante que o Luiz comentou, então, em comentário,

mas ele já fala sobre FinOps, e aí falou sobre custos, aí todo mundo aí tá se perguntando, pô, mas quando a gente fala sustentabilidade, Green Software, GreenOps, é um FinOps melhorado? E eu tenho por mim, Rafael, que é quando a gente trabalha com FinOps, mas de uma forma com conscientização.

Então, pô, eu tô escolhendo a linguagem de programação focado em menos consumo energético, em menos questão de build, em menos questão de bibliotecas. Não, ah, eu vou colocar aqui é mais performática, mas não, eu vou colocar pensando nisso, adequando ao meu negócio. O Lúcio também comentou sobre a parte de arquiteturas. Então, pô, se a gente falar sobre vários padrões de frameworks e arquiteturas de software, a parte de desenvolvimento, padrões de cloud adoption, framework com...

tudo relacionados à cloud, também são. Eu até tenho uma palestra sobre isso, que eu gosto de falar que o último estágio, eu coloco, na verdade, um personagem, como se eu gosto muito de videogame, então ele está passando várias fases, ele vai evoluindo, tendo uma conscientização, e no final da jornada dele, que a gente começa a falar sobre sustentabilidade e a parte do Green IT.

sem a gente falar de outros requisitos, se a gente falar sobre cloud, adoção de cloud, ou até a parte do on-prime, se a gente utilizar as melhores questões de hardware, a gente vai estar só falando de uma coisa que está no final da jornada. Então, a gente tem que ter toda essa conscientização até chegar nesse

último assunto. No final das contas, Green IT é muito sobre... Não dá para chamar de um final para se melhorar, acho que no final das contas está todo mundo indo para o mesmo caminho. Como a gente consegue aproveitar o máximo dos recursos que a gente tem sem, obviamente, desperdiçar...

recursos, que é o ponto principal. O

quanto vocês já viram isso acontecer em termos de arquitetura mesmo? No quanto que um... Eu vou dar uma experiência bem beabá com o próprio Jovem Nerd como exemplo, que era... A gente tinha um banco de dados antes que era um monstro de Frankenstein lá, a criatura.

Era um código muito tosco, com muita coisa remendada em cima. E aí, o que acontecia? Toda vez que alguém entrava no site, ele fazia lá queries, full queries, no banco de dados inteiro, só para popular, sei lá, as notícias que estavam na home do site, sabe? E aí, isso, o servidor abria a bico toda hora, porque era uma arquitetura mal feita. Depois que a gente teve profissionais reais trabalhando no nosso back-end, né? A gente parou, a gente começou a criar caixa de notícias, a gente começou a criar um monte de outras...

eficiências de arquitetura de software que faziam que os processos que aconteciam lá e faziam o hardware abrir bico não faziam mais. E por consequência tornava tudo muito mais eficiente e mais barato em termos de custo de uso de processador, máquina, hora máquina etc.

Quanto que isso acontece o tempo todo numa operação, sei lá, por exemplo, de cloud ou de qualquer coisa que é super pesado para o processador, até mesmo para uma NPU processar hoje em dia? O quanto que a gente avançou mais na arquitetura de software em exigir menos do hardware e o quanto que a gente avançou dos hardwares de simplesmente saberem processar mais em termos de, sabe, de aceleração? Quem é que está na frente de avanços?

Falando a minha opinião, e obviamente o Rafael entende muito mais disso e pode refletir, mas eu sinceramente acho que a gente avançou muito mais na capacidade de processamento do que na otimização de sistemas. E por que eu estou falando isso? Até como se a gente para para olhar, a computação sempre se falou da lei de Moore, que a cada meses a capacidade de processamento...

Isso está muito mais rápido. Hoje em dia, a capacidade de processamento cresce muito mais rápido do que isso. E mais do que isso, a utilização, a disponibilidade de processamento está muito maior. Então, se a gente pega o que era o site do Jovem Nerd há mais de anos atrás, quando vocês começaram...

o site inteiro deveria pesar mega, mega por aí. Hoje, uma única imagem no site vai pesar muito mais do que isso. Exato. Então, isso pesa muito e com toda a disponibilidade, toda a capacidade, toda a velocidade que a tecnologia ganhou de modo geral, o volume de testes, o volume de coisas que a gente coloca no ar está muito maior. Até falando um pouco sobre o radar da nuvem, a pesquisa que a gente faz, a gente estimava, isso ficou provado com o resultado da pesquisa.

que mais de do que é gasto com nuvem não precisava. É desperdício. São recursos que estão sendo alocados sem necessariamente serem utilizados para gerar valor para a empresa. Então, é uma taxa de desperdício muito grande que a gente, obviamente, conseguiria otimizar de forma com uma utilização mais racional.

Eu vou responder o meu por lado aqui, gerando mais dúvidas pra deixar a galera dar uma pesquisada aquela provocada. Bom, quando a gente fala de processamento, a gente tem um conceito desenvolvido pela Green Software Foundation, que é a parte de fundação, onde determinou padrões, onde tem toda essa parte de... Onde a gente consegue...

mais informações, eles definiram uma arquitetura de software chamada Green Software Architecture. Lá ele tem três pilares, que é o AT, então vai envolver a parte da lógica, como vai ser a experiência do usuário, a parte de serene, a parte de cache, que você comentou antes. O segundo pilar é o HAL, que é a metodologia. Então a gente começa a trabalhar sobre design patterns, a parte de conscientização, a parte de grupos de trabalho que possam evangelizar dentro da companhia e até mesmo a questão do dark team, então a utilização do tema black...

negro, pra poder deixar a tela mais escura. Consequentemente, você consegue diminuir o gasto do que uma tela mais branca, que tá com o brilho tourado. Isso também é uma melhoria pequena, singela, mas se a gente multiplicar, acaba somando. E a parte de UR, que é o terceiro pilar, que é onde vai rodar essas plataformas.

Então, um conceito que o Lucas comentou. Existe muito, muito desperdício na cloud, mas se a gente pensar que a gente está colocando essa aplicação, esse site, seja o que for, dentro da cloud, que ele roda em servidor, já predisposto, teoricamente, a ser uma máquina, uma VM, os datacenters ultraprocessados para poder ter essa visão de software verde. Então, a partir de resfriamento com água, a questão de painéis solares, entre outras coisas.

a gente já também está dando um passo à sustentabilidade. Porém, você comentou sobre avanços, sobre maiores tipos de processamento, então a gente fala sobre hardware, software, mas tem uma parte negativa que é a parte do lixo eletrônico. Então, se a gente está criando muita inovação, se a gente está trocando a parte de hardware, se a gente está trocando vários componentes eletrônicos, a gente precisa descartar isso. Se isso está sendo descartado de forma adequadamente, isso também está.

indo contra o ponto de sustentabilidade. Imagine que a gente está gerando uma pilha de lixo de eletrônicos que não vai ter um descarte. Isso também já é um outro problema que a gente tem quando a gente fala assim, não, a gente precisa avançar, a gente precisa criar inovação. Tá, mas e esse outro lado, onde fica?

Mas o que vocês acham que impacta mais no consumo de recursos operacionais hoje? Porque para mim, aquele negócio de você criar um cache das minhas notícias, um banco de dados do Jovem Nerd, aquilo fez uma puta diferença, sabe? Só que eu vi que eu estava gastando energia à toa com coisas, com recursos de uma estrutura mal feita, né? Mas mesmo quando você tem a estrutura bem feita, hoje em dia, o que é que puxa mais, entendeu? Numa cloud.

É acesso único de usuário, é ataques de DDoS que acontecem em serviços que volta e meia você tem que ficar se blindando disso. Tipo assim, é segurança, é simplesmente uso, é hackeamento de, tipo assim, computador zumbi, que às vezes o cara tem alguma coisa no sistema dele que alguém hackeou. Eu não sei o quanto que, em termos de segurança, isso é um problema no dia a dia de cloud, sabe? De um monte de código malicioso ficar sequestrando o poder de processamento de cloud para, sei lá, minerar bitcoin, essas porras assim.

O que é que consome mesmo hoje que é algo que a gente tem que resolver pra caramba em termos de Green IT? AI. Chate GPT, como é que eu quebro um ovo sem sujar os dedos? É isso?

Eu concordo com...

do ponto anterior, a questão de over-provisioning, então a gente colocar máquinas super dimensionadas. Ah, tô usando aqui a Cloud, vou subir aqui no maior, large que tem aqui, seja o que for, gastou ou não gastou, e a Cloud, aí beleza. Eu como analista de suporte, o engenheiro, não tô pagando a conta do cartão black lá do nosso chefe, então vambora,

né?

E aí, cara, virou o mês. Ó, Rafael, o que tá acontecendo aqui? Por que a gente tá gastando mil dólares por causa de uma máquina? Ah, peraí lá, deixa eu pegar e fazer um ajuste, né? Eu subi pensando que era isso. Eu vejo que tem a questão também de contratar pessoas que têm essa conscientização, pô, saber trabalhar com a Cloud.

Hoje a gente tem, seja na Magalu, seja nas outras clouds. Pô, a gente tem que ter pessoas altamente qualificadas, tanto é que existem as certificações para isso. Não dá para a gente poder falar assim, ah, não sei, não me avisaram. Tem isso também. Tem uma questão de arquitetura de processadores novos, que a própria AWS e a própria Azure, que é a cloud que eu tenho mais contato hoje em dia. Eles têm processadores que é o ARM64, que é baseado nesses que a gente roda em celulares. Pô, é altamente performáticos. A AWS fala que tem...

cerca de até de menos consumo de energia, e o da Azure é de são coisas absurdas. Mas a gente vai ter que fazer toda a refatoração, todo o build novo da arquitetura do software para poder rodar nesses processadores. Então, achando que a gente vai virar a chave aqui, que vai ser isso. Uma coisa que hoje eu estou trabalhando bem focado em clusters Kubernetes...

Então, a gente poder utilizar o melhor do containers, em vez de usar virtual machines, utilizando o infrastructure as a service, a gente utilizar containers para poder colocar várias caixinhas pequenas, utilizar várias outras ferramentas de cloud native para poder fazer o scale down, scale up e poder utilizar o maior hardware mínimo, né? No mínimo possível.

E aí a gente consegue ter toda a dinâmica, a flexibilidade, a escalabilidade

que a cloud provém. A gente vê muito isso no dia a dia, nos projetos que a gente faz, nos clientes usando a plataforma. É muito o que o Rafael falou, a parte de over-provisioning ou de estruturação errada mesmo. Porque no final das contas, em cloud, em todo esse sistema, tem duas coisas que pesam muito. O gasto de computação, o gasto de computação também pesa, e a transferência de dados. Como que isso está circulando de um lado para o outro.

Então, quando você faz backup, em que momento você coloca isso em consideração, onde está esse backup. E muitas vezes o cliente monta uma arquitetura que não faz muito sentido. Eu já vi cliente que, por questão de preciosismo técnico, estava rodando uma infraestrutura com mais de máquinas, sendo que se ele focasse muito em reduzir consumo, não é nem reduzir consumo, é um consumo mais consciente, uma ou duas máquinas já tranquilamente atenderia toda a demanda dele. Ele estava com...

Mais de máquinas, nenhuma delas batia de utilização da capacidade. Imagina se eu montar um cluster com notebooks, pra cada um deles tá rodando Word.

Exato,

sim. Vamos ver o ProVision. E tá pagando por isso, né? Tá pagando por isso. E no final das contas, assim, a conta chegando todo mês, a fatura do cartão de crédito comendo solta e ninguém parando pra pensar que poderia ter uma estrutura um pouco mais racional, né?

Sim.

Sim, sim, sim. Como é que eu detecto isso? Se eu tenho serviço, como é que eu posso ter certeza que eu não tô comendo uma bola dessa? O que ele tem que falar que ele precisa?

Primeiro ponto é sentir a dor no bolso. É você olhar e falar assim, nossa, acho que deu ruim, a fatura tá mais cara do que eu esperava. Deu essa dor, que a primeira dor que todo mundo sente...

é parar e olhar para... Aí pode ser no console da própria provedora de cloud, no console da Magalu tem isso muito fácil de ver, no console de provedores, em geral, é muito fácil de olhar, que é como que está a utilização de fato. Você vai lá, no final das contas, você reserva uma máquina com oito núcleos, núcleos, e ela não bate de capacidade. Olhou isso, e agora fazendo aquele mini já, mas desculpa, a nossa plataforma mostra isso também.

Olhou isso, você consegue parar e pensar, pô, beleza, como que eu vou otimizar isso? Eu preciso de toda essa demanda? A gente nem entrou na parte do Rafael de DevOps, de Platform Engineer ali, para saber se a linguagem de código escolhida é a melhor, se toda a parte estrutural ali está da melhor forma possível. A gente não mexeu em nenhuma linha de código, é só olhando mesmo se as máquinas que a gente está usando estão fazendo sentido.

Você pode montar ali indicadores, vários alertas, te ajudando a acompanhar como está o seu índice de consumo. Ah, verdade.

Isso tem que ser parte do dia a dia de todo mundo de tecnologia que está olhando para essa parte. É aí que mora o perigo, né? Sim, sim.

Você mencionou o incentivo econômico, né? Você pode estar gastando dinheiro que você não precisava gastar, etc. E quando a gente está falando de green, de verde, de sustentabilidade, etc., a gente sabe que muitas das soluções que se propõem, principalmente as emergenciais, não são, sei lá, economicamente viáveis ou economicamente interessantes, etc. A gente vê que muitas resistências de protocolos...

de sustentabilidade entre países, etc., é simplesmente essa. O cara quer ser verde, mas ele também não quer poder desacelerar o seu desenvolvimento industrial, o cacete, etc., né? Então fica sempre esse empurra-empurra. Mas dito isso, existe alguma outra forma da gente melhorar sistemas, fazer eles serem mais sustentáveis, mais verdes, etc., que não seja só pela vantagem econômica, que seja porque a gente simplesmente tem que fazer isso para ser sustentável, caramba!

Porque a gente não quer destruir o planeta. Boa, quando a gente falou, logo quando a gente estava introduzindo, tem a parte do ESG. Então, tem algumas maiores corporações, maiores empresas que geram esse relatório de ESG dela. Então, de parte de sustentabilidade. O ESG, ele, na verdade, ele é um guarda-chuva maior, né? É o Edge Environment, o S de social e o Edge Governança. Aí, boa, boa. Tá vendo? Então, por exemplo, quando a gente fala de social, a gente tem a parte de...

De inclusão, então trazer grupos minoritários para a nossa organização, a parte de governança, o ambiental. Então a gente tem até esses relatórios que a gente faz em públicos, para poder até mesmo algumas empresas fecharem parcerias, as empresas que têm essa visão, darem as mãos e poder fechar negócios. E isso é tão importante que existem cargos focados só em ESG. Eu já participei de empresas que tinham pessoas só focadas nisso. E eu tenho até uma pesquisa que é uma base, né?

analistas de SG ganha de a um especialista de a e você que pode estar ganhando seu salário mínimo, pensando o que você pode estar fazendo da vida, gerentes de SG ganham de a mil por mês. Caraca! É, são bastante dinheiro. Tem algumas empresas, não sei se todo mundo notou, mas, por exemplo, o iFood, quando você pede alguma coisinha, ele vai lá e ele dá essa opçãozinha de sua entrega, está saindo e a gente já compensou com a emissão de carbono.

O Boozer, que é aquela plataforma de pegar ônibus, a gente consegue fazer uma doação em valor singelo pra poder diminuir o impacto ambiental da viagem.

Tem

até o C6, que gerou esse extrato de carbono, que você consegue comprar mudinhas, que em algum lugar do mundo eles vão fazer essa plantação. E você consegue gerar, ajudar de uma forma pessoal

isso.

Agora, a gente está falando de Green IC e a gente tem que falar de data center. Tipo assim, o quão verde, o quão sustentáveis são esses data centers agora é o alvo de discussão pública. Nos Estados Unidos, eu tenho visto o Conselho de Cidade.

se reunindo, oradores rejeitando pressão dos deputados e governantes pra dar tipo, razão aos lobistas que querem construir o Data Center X, Y, Z perto da cidade tal, e eles nos contratos já vi na discussão que no contrato eles não davam a garantia de que eles não iam ter um aumento de custo energético eles não estavam nem, coitados, lutando pelo meio ambiente, eles estavam lutando pelo custo energético, o risco dos

moradores locais terem o custo energético aumentado sistematicamente por causa disso, porque vai ter uma minicidade de data center sendo construído ali na vizinhança deles, então essas discussões estão rolando, o Google está com o Google e outras empresas tem contratos para construírem novos reatores nucleares

até e poucos, etc., para dar vazão do gasto energético que eles precisam para esses data centers, etc. Como é que a gente começa a conversar sobre data centers dentro do Green IT?

Vou comentar sobre alguns pontos que eu ando pesquisando. Então, vai ser muito afirmações colocando pontos positivos, se estão errados, se estão certos. Vamos trazer informação para a galera, já que é um assunto muito polêmico.

Já que agora na era da IA Todo mundo tá correndo encontrar Pegar memória RAM Pegar as placas de vídeo Pra poder construir data centers Quem fez o teu PC exão da NASA, fecha Agora tá complicado Você começar do zero Pô cara, fui vendo Pra instalar no meu notebook Só tem um slot soldado Ah droga Comprou, comprou, quem não comprou

Eu tô chegando na época de trocar o meu notebook, eu fui olhar o preço e já comecei a ter vontade de chorar.

É, meu amigo.

Quando você pegava com giga, é um valor, você pegou com o computador tá triplicando o preço.

Pois é, pois é, já vai começar o mercado dos leilões. Você vai ver os PCs sendo leiloados

mesmo.

E aí, a gente tem muita questão da questão do consumo energético, onde esses data centers vão ser aplicados, porque vai concorrer com as cidades. Tem várias questões que os prefeitos estão querendo trazer, aí vai trazer ruim para a população. Pode ser também, sei lá, a questão de quanto o cancerígeno vai ser, as transmissões que a gente não consegue enxergar.

Em muitas questões muito, muito grandes, tem um ponto em que a Google e a AWS, essas gigantes, estão trabalhando de produzir data centers utilizando energia nuclear. Então, reza a lenda que é uma energia muito mais limpa, que é uma energia que vai conseguir sustentar data centers, sustentar cidades. Porém, o eônus e o bônus, eu vejo que um lado muito, muito complicado, que as mesmas pessoas que estão construindo são as mesmas pessoas que estão sancionando, que estão...

olhando a questão de regulamentação, se está certa a instalação. É um tal do cachorro correndo atrás do rabo. Aí é complicado, não dá para saber se é certo, se não é. Porque a hora que deu ruim, aí vai falar assim, pô, não sabia. E aí já é tarde. E tem um outro projeto que teve uma tentativa com sucesso da Microsoft de ela testar um datacenter mergulhado no mar. Se a gente procurar para o projeto NETIC, ele foi finalizado em Teve várias, várias...

pontos positivos, então a questão de resfriamento, a questão de latência menor, que eles poderiam colocar no meio do oceano, perto assim do continente, a questão até de pessoas indo e tendo que entrar nos laboratórios, ter que trocar as peças de hardware, a questão das energias serem mais limpas, então, pô, utilizar a própria onda, o mar, pra poder fazer a questão de geração de energia, utilizar aquelas hélices eólicas gigantes. Pesquisando, a gente encontra até alguns chineses produzindo isso.

precisamos ficar um pouco de cara, já que os malucos estão aí anos luz na frente de nós, mas são algumas tendências de mercado quando a gente pensa em data centers e projetos mais sustentáveis, e vou deixar o Lúcio complementar com o que

ele conhece também. Eu acho que quando a gente está falando...

falando de data center, você tem alguns pontos ali, né, em como ele consome energia. Obviamente que ele existir e ter aquele monte de computador, aquele monte de processador ligado junto, consome muita energia, porque, né, pra alimentar tudo aquilo precisa de muita coisa, mas principalmente, como o Rafa falou, pra manter tudo isso funcionando sem dar problema, você precisa resfriar, então aí vai mais um monte de energia pra manter isso numa temperatura ótima de funcionamento.

e para fazer com que tudo isso funcione ainda melhor, para que você mande informação de um lado para o outro, você tem toda a carga energética desse tráfego de informação para o mundo inteiro, vamos colocar assim. Hoje, a maior parte das empresas do Brasil, quando usam cloud, usam servidores fora do Brasil. Então, você tem que pensar que toda vez que o computador aqui vai mandar uma informação, ele tem que esperar essa informação e voltar, e isso, obviamente, aumenta o custo nas duas pontas, tanto aqui quanto lá.

O fato de você conseguir ter os servidores mais próximos, de você ter toda a infraestrutura mais próxima, e aí tanto a parte no oceano quanto aqui no Brasil mesmo, melhora muito esse processo, reduz muito o custo nesse ponto. E o fato, falando muito de Brasil, o fato da nossa matriz energética ser uma das mais limpas do mundo é um ponto super...

positivo pensando em TI verde mesmo, porque no final das contas, um data center rodando na Europa, na grande maioria das vezes, ele vai estar alimentado à base de carvão. Aqui no Brasil, mais de das vezes, ele vai estar alimentado ou de energia hidrelétrica, ou se pegar os novos que estão surgindo no Nordeste, energia eólica, energia solar. Então, são fontes muito mais limpas e isso garante um custo mais baixo de energia.

Nossa energia é relativamente barata aqui no Brasil e principalmente uma fonte energética que não gera CO2, que não gera tanto CO2, né? Que é uma preocupação enorme que a gente tem que ter.

Mas a gente tem alguma esperança que a energia eólica solar possa sustentar data centers aqui? Porque eu sei que o Brasil está olhando aí, querendo trazer...

data centers para o Brasil, fechar negócio nesse sentido e tal, e existe todo o impacto ambiental que está sendo discutido também, e eu sei que você falou, ah, beleza, eles têm fontes de energia renováveis, né, a gente não está queimando carvão, né, que nem nos Estados Unidos e China, e etc, mas, mas e aí? Isso também não vai gerar impacto? Ele vai dar conta? A gente consegue continuar sendo sustentável? Essa discussão está acontecendo em alguma forma?

Essa discussão tem acontecido bastante. Antes de fundar a Samarx, eu trabalhava numa startup focada em geração distribuída de energia solar. Isso tem avançado bastante o uso tanto de energia solar quanto de outras fontes de energia renovável, não só solar, não só hidrelétrica, mas eólica também, que no final das contas, se a gente pega a costa do Nordeste.

Você tem sol o ano inteiro, sem muita nuvem nem nada, e você tem muito vento. Então você consegue usar ali de forma geral as duas fontes meio que se garantindo. Quando você não tem sol, você tem muito vento, então continua funcionando do mesmo jeito. E isso tem fornecido uma boa base. Você tem muito data center estrangeiro querendo vir para cá. E aí, de novo, eu gosto de falar bem dos parceiros. E a Magalu Cloud foi nossa parceira durante o Radar da Nuvem. É nossa parceira no Radar da Nuvem.

e um dos data centers é no Nordeste até para aproveitar mesmo, melhorar a distribuição, no final das contas, você já tem uma base aqui em São Paulo, você coloca mais uma no Nordeste, reduz essa latência dentro do território nacional e você aproveita uma fonte de energia muito boa e muito barata, que dá uma competitividade muito grande.

capacidade de utilizar fontes renováveis que torna a emissão de CO2 muito baixa na cadeia como um todo. E

continuando nesse papo aí também, falando sobre âmbito nacional, aconteceu nesse ano a COP30, que é a Conference of Parts, que são uma junção de vários países onde se juntam para poder definir esses avanços visando

meio ambiente, visando o futuro do país. Cada ano acontece num lugar, esse ano aconteceu aqui no Brasil e decidiram, foi conversado, a galera tem bastante líderes globais pensando nesses assuntos, né? Não é só tacar o fogo aí que uma hora vai sair.

Gente, magalu.cloud, você já sabe. É por isso que a gente está aqui no Nerd na Cloud e a gente está falando da nossa cloud no Magalu. Lembrando, latência. Você está com seus serviços rodando em servidores no Brasil. Você está pagando por um serviço no Brasil. Não está exposto ao câmbio, não está pagando em dólar, não está pagando em UOF ou qualquer outro tipo de coisa que você tenha. Vem aquela continha de servidor de cloud no final do mês.

Sempre uma surpresinha. Ai, meu Deus, quanto é que está o dólar, etc. Você está falando no Brasil com suporte. SUPORTE

em português, tá falando com a galera no Brasil, galera que desenvolveu o MagnoCloud por vários anos, robusta, com latência de Brasil. Isso faz diferença até na parte verde do negócio, não faz? Com certeza. Porque se você estiver pedindo dados lá, na Europa, lá na Califórnia, etc, todo o consumo energético tá sendo, né, direcionado pra que você faça essa operação muito mais distante.

Enfim, já é mais green IT

só por estar no Brasil com o seu serviço, com o dono no Brasil. Mas vai lá, conhece bagalu.cloud, não é .com.br, gente. É bagalu.cloud, tem link no post, certo? Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, podcast e multimídia. PODCAST E MULTIMÍDIA

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