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Nerd na Cloud 24 - Os Acertos e "Paletas Mexicanas" das Startups

24 de abril de 202656min
0:00 / 56:25

A inteligência artificial mudou a forma como startups são criadas, operadas e escaladas. O que antes era apenas uma camada de software, hoje envolve decisões profundas sobre infraestrutura, dados, compute e distribuição.

Neste novo ciclo, inovação não depende só de ideia — depende da capacidade de executar com eficiência, escalar com previsibilidade e transformar tecnologia em operação real.

Neste programa, vamos discutir como a nova geração de startups nasce orientada por IA, com foco em automação de trabalho, agentes e verticalização — e como a infraestrutura em nuvem se torna peça central para viabilizar esse modelo, especialmente no contexto brasileiro.

Magalu Cloud

Gramado Summit 2026

ARTE DA VITRINE: Randall Random

EDIÇÃO COMPLETA POR RADIOFOBIA PODCAST E MULTIMÍDIA

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Participantes neste episódio3
A

Alottoni

HostPodcaster
M

Marcos Rossi

ConvidadoCEO e fundador da Gramado Summit
T

Thiago Caserta

Convidadofundador da Movistax
Assuntos4
  • Inovação em StartupsInteligência Artificial nas Startups · Cenário de Venture Capital · Desafios de Execução · Gramado Summit 2026
  • Cultura de Startups no BrasilEvolução do Ecossistema de Startups · Experiência do Empreendedor · Diferenciação no Mercado
  • Inteligência ArtificialSoberania de Dados · Impacto da IA no Mercado
  • Tecnologia e InovacaoImportância do Gramado Summit · Networking em Eventos
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E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio

Você está ouvindo Nerdcast, no Jovem Nerd.

Lá da Lá da Lá da Nerds, aqui é Alexandre Tratando, Jovem Nerd, gramado é muito mágico cinema.

Fala pessoal, eu sou o Thiago Caserta, sou fundador da Movistax, startup de A, que foi adquirida pelo Magalho Cloud em dezembro de e hoje eu tô aqui pra falar sobre startups de A, ou como eu gosto de chamar PowerPoint com inferência. Nem toda startup de A é uma startup de A.

Olha! Fala, pessoal. Eu sou o Marcos Rossi, CEO e fundador da Gramado Summit, que é hoje um dos principais eventos de inovação do Brasil. Eu até queria ter alguma piada meio pronta agora, mas, cara, não é minha área. A única coisa que eu posso dizer é que durante três dias a cidade do chocolate, do fundido, do Papai Noel, se transforma em um epicentro da inovação do Brasil. É isso aí. Prazer aqui estar batendo um papo, podendo contribuir de alguma forma.

Oi, oi, pessoal. Aqui é a Mônica Hillman, gerente de comunidades da Magalu Cloud. E eu já participei de outros Nerd na Cloud. E algo que a gente sempre traz para a discussão é a IA para devs. Então agora a gente vai mudar o lado da mesa, né?

Agora vamos mudar o lado da mesa. Vamos devs para IA.

Então agora a gente quer ver a gente que está construindo coisas, né? Não é só acordar, agora estão se

construindo. Exatamente. Não, e a gente está aqui para falar isso no Nerd na Cloud. Justamente a gente está falando de inovação, de startups no Brasil, tecnologia, tem IA em voga em todos os lugares. E o que vai ser muito discutido no Gramado Summit, né, Marcos? Que está chegando aí. Que dia? a de maio. Spoiler em Gramado.

Mas é isso, cara. Não é só chocolate, Papai Noel, cinema. Tipo assim, tem muita inovação e tecnologia acontecendo em Gramado. A gente vai falar muito sobre isso, porque vai ter muito papo de inovação acontecendo. E é bom a gente estar ouvindo. Ainda dá para se inscrever,

Marcos? Cara, ontem eu bati um papo com um amigão. E eu falei, todo evento com mais de mil pessoas que dizem que vai dar sold out de ingresso. Está mentindo, tá?

A gente vai vendendo até os segundos do tempo. Enquanto tiver espaço e

gente, a gente libera. Então, gente, tem link aí no post já para você se informar de tudo. Está chegando o Gramado Summit. Vamos conversar muito sobre isso logo depois do... Não tem e-mails aqui, gente. É só musiquinha. Sobe a musiquinha.

Eu sou a única que não sou o esterto pera e também nunca criei um negócio. Então eu queria saber um pouquinho da história de vocês. Sempre fui salitando a minha vida. Quem sabe futuramente aí agora com a IA eu invente alguma coisa.

Talvez você seja a única pessoa racional então aqui no

papo.

Eu sou o Alexandre, eu até falei com ele antes, que provavelmente tem mil jovens nerds aqui, que ele explica no Nerdcast o começo dele. Mas eu queria um pouquinho de cada um, porque vocês começaram antes desse boom de A, não?

Eu vou dizer de mim que eu sou, querendo ou não, eu sou o cara que eu não me envolvo diretamente com tecnologia, porque no final do dia que eu faço o evento, sou um grande entusiasta, porque comecei o movimento de startup, acho, no Rio Grande do Sul, quando startup ainda era uma coisa muito distante da realidade. A gente, vou falar em Venture Capital em era uma coisa que não era tão popular quanto...

É hoje e principalmente em cidades que não estavam em grandes centros. Então, eu na verdade sou músico de formação. Não brinca! Sério? Eu com essa carinha meio nerdola aqui, eu pensei em ser punk rocker em algum momento da minha vida. Eu juro pra você que eu vivi isso bastante. Até que, cara, me apaixonei por um... Que eu acho que no final do dia, viu, Mônica? Pra mim é...

Cara, a música tem tanto a ver com a revolução digital, porque a gente vai para um momento de rebeldia, de quebrar paradigmas, de conseguir fazer com que a nossa arte, entre aspas, ela acabe se tornando uma realidade. Eu não fazia ideia, cara, do que era startup. Estava tentando achar um rumo para a minha vida, porque no Brasil ser música é muito complicado e eu não sei se algum de nós aqui tentou viver de música, mas o músico conseguiu perseverar. Tocando rock no Brasil, olha, eu bato palma todos os dias.

E aí conheci um e-commerce, um marketplace de turismo que ficou muito conhecido. E, cara, eu adorei que eu conheci a empresa, eles tinham quatro funcionários, no ano seguinte tinham e no terceiro ano eles estavam batendo aí funcionários. E aí eu tentei entender o que era isso. E aí fui para aquela coisa mais básica. Pô, isso aqui é um conceito de startup, não citando quem foi a pessoa e qual era a empresa. Basicamente é um grupo de pessoas que se une para criar um projeto escalável, disruptivo e que trabalha em condições de extrema incerteza que desafia o status quo todos os dias.

pô, eu quero fazer esse trem aí, cara, porque deve ser bem parecido com o que eu faço na música, o tempo inteiro acreditando que aquilo que eu faço é arte, e de repente não é certo.

Foi lá e descobriu que era bem pior do que ser músico, né? Porque o músico ainda tem a parada, né, cara, do cara tá fazendo algo que ele realmente ama, né? E quando você tem uma empresa, cara, na verdade, talvez a menor parte do tempo você tá fazendo algo que você realmente ama.

Você tem que fazer um monte de outras coisas que fazem parte do processo. E você não gosta.

Cara, tu sabe que a música é assim? Também, né? Você também tem que fazer um monte de coisa que você não gosta. É,

fala isso pro baterista, né? O cara que tem que chegar antes e sair depois, né? Porque tanta coisa pra montar e desmontar.

É, velho, a gente capta recurso com o investidor. Tecnicamente é o quanto a gente cobra por um show de algum lugar que tá pagando ali mil, dois mil reais pra ter o cachê da tua banda. E aí todo músico quer tirar a sua parte, né? Quando poderia ir pra um caixa da empresa pra que tu conseguisse, aos poucos, ter um pouco, um senso de empresa.

Na verdade, cara, a startup que eu criei quando eu recebi os primeiros mil por que eu achava incrível, todos os três sócios queriam ProLabor, tá? Então a gente tirava ProLabor do investimento. Aí é óbvio que seis meses depois não tinha mais muita coisa.

Não, tava todo mundo full time? A galera tem que pagar o boleto, tem que ter alguma coisa, tem que pagar.

o boleto do fim do mês. Pode ser que pegam pro Labore super simbólico. Mas é que não era bem um full time, viu? Não, eu entendo. É um movimento de que, até quando você tá organizando uma startup, você tem que entender porque é sempre um negócio muito magro, no sentido de, tipo assim, o peso da inovação é, não existe um ecossistema pra parada, não existe mercado solidificado pra parar, entendeu? É isso.

Tipo assim, a gente no Jovem Nerd viveu isso. No início, quando a gente começou o podcast, ninguém sabia o que era podcast. Ninguém entendia o que podia anunciar no podcast. Mesma coisa. A vantagem da inovação é, quando o negócio explodir, se explodir porque o ecossistema se aqueceu, porque todo mundo está entrando nisso, etc. Você, no mínimo, ou se você moveu o ponteiro da agulha, você, no mínimo, quando acontecer, quando explodir, você vai ter mais experiência que todo mundo. Vai estar lá na frente, entendeu?

Mas você pode também ver assim, não, isso aqui não aconteceu. Por isso que o mercado de startup pero é super difícil, porque está todo mundo testando coisas inovadoras e algumas coisas pegam, algumas coisas não. Eu vou dar um exemplo. Eu trabalhei em uma startup, estagiei em uma startup lá em que era um, ao mesmo tempo, era uma empresa que era um provedor de internet, lembra disso?

Essa foi a época de ouro dessa galera, né? O pré-bolha, né? O

pré-bolha e que tava se coligando com uma empresa que na época não existe mais, chamada Cerberus. Era uma empresa britânica que tinha, olha isso, que tinha na época patenteado um formato de compressão de arquivo de música que eles chamavam de .cbr de Cerberus, era alguma coisa assim. Era um MP3, sabe qual é? Só que patenteado. Muito à frente do seu tempo.

Muito! E aí esses caras estavam... Por que que eu sei disso? Porque esses caras estavam meio que acoplados. O branch do Brasil dos caras era um inglês maluco que tava usando acoplado nesse provedor de internet. Botafogo ali no Rio de Janeiro. Resumindo toda a história, a empresa não deu certo. Porque ele fez tudo certo. O business model do cara era fazer uma iTunes Store. Era vender música num formato que na época... Tô falando mano.

A maior parte das pessoas no Brasil não tinha internet nessa época. Quase ninguém, na verdade.

Então, beleza. Ele viu o modelo de negócio que ia explodir depois do início da década de Explodiu com a Apple e outras. Mas ele não conseguiu fazer acontecer porque era too soon, entendeu? A MP3 depois chegou com o formato aberto e matou. Você não tem uma vantagem competitiva

por ter essa patente. Cara, eu quero fazer só uma contribuição do que eu senti na pele. E aí, eu não estava em eu estava em Três pontos que pra mim foram cruciais. Primeiro, feature não é startup.

tu faz alguma feature melhor do outro, não quer dizer que tu tenha uma startup, até porque se não é muito fácil fazer a cópia. O segundo ponto pra mim, cara, que também é, ninguém me ensinou a vender. Esse era o meu grande problema, assim, era tão legal, assim, meio que o deslumbre que existia com algo que eu estarei criando do zero e que, enfim, no final das contas era só uma feature melhor. Mas é a importância de vendas, assim, dentro do processo, tirar um pouco esse deslumbre de que vou revolucionar o mundo e entender que eu tenho que ter um negócio e o negócio precisa parar de pé. E eu acho que, cara, o principal ali, quando veio...

Talvez o meu exemplo seja muito ruim, mas, cara, quando o Facebook mostrou pro mundo, junto com o Uber e o Airbnb, o que era um conceito de startup que todo mundo quis ter uma do ponto de vista popular, cara, o dinheiro é muito fácil. Quando o dinheiro é muito fácil, entra muito, só que tu não tem um bom negócio estruturado, não vende bem. E aí ele acaba muito rápido também. Então, pelo menos na minha experiência, teve muito isso, cara. Um deslumbre, não saber vender. E eu acho que o principal é achar que feature é startup.

Tanto que você deve ter mais experiência do que eu com isso. Existiu um mercado de startup por startup. Justo? Tipo assim, ah, não, eu estou criando a startup. Obviamente existia a guerra do unicórnio, né? Tipo assim, ó, qualquer startup pode ser o próximo unicórnio, caralho, tal, não sei o quê. Mas acabou que se criou um mercado de startupeiros de, tipo assim, a galera estava mais interessada em começar uma empresa e conseguir alguns rounds, um seeding, um venture capital. Ah, e depois a gente vê o que faz.

Pouco se portando com o valor do produto Ou da inovação Ou do serviço que está criando ali, entendeu? Era mais para... Porque como o capital estava muito quente Começou a vir muito

peixe Na verdade, até um ponto não é incomum A partir de uma série B, né? A gente, na verdade, as startups captam em fases, né? Dinheiro Então, geralmente, na fase, cara, que não existe nada Se existe um PPT, ela vai captar um round anjo, né? Ou seja, ou muita gente chama de FFF, né? Que é o Family, Friends and Fools, né? Família Fabrício

Os amigos e os bobos, né? Se a gente fosse usar a tradução literal. E aí ela vai, obviamente, crescendo, né? Essas fases de acordo com a evolução da própria startup. Então, de repente, obviamente, ela já começou a mostrar alguma atração. Ela pode captar um round que a gente chama de seed. Aí vai depois com a série A, a série B, etc. Foi muito comum, eu acho que principalmente aquelas startups que nasceram ali um pouco antes da pandemia e aí tiveram a oportunidade durante a pandemia captar em rounds muito...

grandes, de o founder, os fundadores da startup, terem colocado o que a gente chama de secundária, ou seja, eles terem pegado uma parte do dinheiro e realizado uma saída parcial da participação nos negócios. E isso, de fato, virou um negócio. Muito startupeiro, vou chamar assim, ganhou muito dinheiro em séries B, séries C, e, de repente, a startup morreu antes de uma série D. Isso acabou acontecendo em alguns cenários.

E os caras meteram dinheiro do bolso, do equity, enquanto eles fizeram aquela saída parcial e etc.

Exato. Um mercado paralelo de startups, é isso? E o caso mais clássico, cara, isso foi registrado até em sério, na minha opinião é do próprio Adam Neumann, né, com o WeWork. Cara, é um cara que saiu, assim, bilionário. E no fim do dia, por mais que ele tivesse um sonho, talvez ali ele empacotou em inovação algo que na prática, né, era economia real, não era necessariamente só um negócio, não era um negócio digital, né?

Ele estava vendendo o real estate, estava vendendo um pedaço de escritório. E a partir do momento que ele conseguiu vender aquele sonho para muita gente, muita gente colocou dinheiro, e lá na frente eles observaram que, na verdade, eles não estavam tendo retorno do dinheiro que eles investiram, cara, já era o momento que ele já estava muito avançado nas rodadas de capital. E ele conseguiu, obviamente, aí, enfim, de diversas formas, seja com o salário dele, com bônus, e até essas saídas secundárias em rounds que ele teve, né? Cara, se capitalizar, e hoje talvez seja um dos caras...

Ô, Thiago, eu

vou te fazer uma pergunta aqui, cara. Mas porque tem o case Teranos também, né? Que eu acho que ficou bem conhecido. Esses

cases entram em fraude, né? Tipo, cara, a pessoa...

Mas a minha pergunta é quando tu tem alguma coisa que em algum momento ela... Vamos lá, atinge a maior parte da população no sentido de um termo que era de um nicho, ele se tornar muito conhecido. Tu não acha que é porque também o mercado de venture capital não sabe muito bem o que ele quer e aí ele vai botando dinheiro em tudo que

é lado? Com certeza. O mercado de venture capital, pra mim, é um dos mercados mais racionais que existem, assim. E são os mercados que geralmente criam essas bolhas, né?

Mas racionais ou irracionais, perdão? Irracionais, irracionais. Porque

na prática, quando você olha, por exemplo, no caso da Bolsa de Valores, empresas de capital aberto, cara, você tem benchmark, você tem comparativos. Tipo, cara, se você ver o valuation da Microsoft... Não, você

pode calcular. Você pode calcular se está overvalued ou não. Você calcula isso com as informações que você tem dos cores e etc. E você

faz comparativo do mesmo setor, do mesmo tipo de produto, etc. Cara, e startup não. Ele é um sentimento irracional.

É muito mais Velho Oeste, né? Nesse sentido. Você meio que tem que saber. Ai, ó, vou explodir um dinamite nessa mina aqui. Vai ver se tem alguma coisa. Ver se tem prata, ouro ou nada.

É uma aposta, é uma aposta. E aí ele tenta capturar o máximo de upside possível. Ou seja, né? De potenciar o ganho. E aí, cara, quando eu vendi a minha primeira empresa, a minha primeira startup...

Na verdade, cara, não sei nem se eu chamaria ela de startup, porque ela estava num segmento menos, vamos dizer assim, imprevisível, né? No fim, era uma empresa de serviços, a gente estava trabalhando com novas tecnologias, sim, mas cara, no fim do dia, a gente usava capital intelectual para entregar os serviços, então não era uma plataforma, não era um SaaS, não era um marketplace ou coisa do tipo. Mas quando eu vendi essa empresa, e o cara que comprou, ele é o fundador de um grupo sul-africano que tem capital aberto e tal, o cara é um bilionário, assim, até talvez você ache notícias dele, assim, de billionaire tycoon, né? Tipo, ele é um serial entrepreneur, um empreendedor serial.

um cara muito inteligente e um dia conversando com ele num jantar eu perguntei cara, quanto você estaria disposto a ter pago pela minha empresa eu sei, a gente já combinou o valor você já pagou e tá tudo certo e aí ele me ensinou uma parada muito interessante que eu acho que se aplica muito respondendo até a sua pergunta Marcos cara, no fim do dia determinação do valor eixo do valor da empresa tá muito mais relacionado o quanto exatamente com a pergunta que eu fiz o quanto a pessoa tá disposta a pagar

E essa disposição, ela não é, muitas vezes, racional. Ela tem, muitas vezes, aspectos irracionais por trás. Puta, eu gostei da sua marca, eu gostei do seu logo, eu gostei das pessoas que estão aí dentro, eu gostei do seu posicionamento. E é aí que a gente chama de valor intangível, né? Então, por exemplo, um Adam Neumann, na minha opinião, ele levantou aqui, sounds absurdos com o SoftBank, e a série, né, lá do WeWork, né, na Apple TV, ela mostra bem isso, porque, cara, ele conquistou, através da carisma, através do jeitão dele,

o founder e o cara que tocava o investimento no SoftBank. Então, assim, no fim do dia, é muito disso também. É muito sobre vender o sonho aí entre aquela habilidade que você falou. Cara, vender é, talvez, a habilidade mais importante de qualquer empreendedor. E por isso que a gente está numa fase agora, e a Mo talvez pergunte isso ou não, porque a Mo falou de devs, né? Todo dev quer empreender, todo dev quer ter a ideia genial. E agora, com o IA, o cara consegue fazer, tipo, o que ele faria em dois meses e em três dias. Só que no fim do dia, isso não vale nada. Assim como uma boa ideia não vale nada.

que vale a capacidade de execução. E quando a gente está falando de empreendedor, uma das principais capacidades que ele precisa ter é habilidade de vendas. Ele precisa saber vender o sonho dele, saber vender o negócio dele, o produto dele, porque senão ele não vai captar dinheiro, senão ele não vai conseguir, obviamente, gerar atração a partir das vendas do produto, do serviço que ele tenha. Eu comecei empreendendo, não porque estava na moda, na verdade, eu já queria ter empreendido desde mais ou menos, só que eu acabei recebendo uma oportunidade pela Microsoft ir para os Estados Unidos em então aceitei trabalhar no time de engenharia por lá.

cara, esse bichinho do empreendedorismo, vamos chamar assim, quando me picou, cara, ficou uma parada na minha cabeça que tipo, meu, eu preciso fazer o que eu quero fazer. O que que é essa inquietação que eu tinha? A de olhar o problema e pensar que dá pra fazer melhor. Eu acho que essa é talvez um dos principais motivos da gente ver inovação, da gente ver startup legal criando coisa.

É, inovação é justamente isso. Exatamente. Não é você inventar a lâmpada, é você fazer a lâmpada funcionar e escalar ela pra colocar em todos os lares do mundo. Isso que é o valor.

Quando veio LED, né? Tipo, cara, é pra ser mais barato, mais eficiente. Exato. Eu não vim desse mundo do pitch, eu vim principalmente do mundo assim, eu quero resolver um problema, eu quero construir um produto, eu quero fazer a coisa certa e entregar valor. Porque no final é isso, né, cara? Se a sua empresa, independente se é uma startup ou não, não entrega valor pro cliente, ela nem deveria existir no primeiro lugar. Ela nem deveria existir em primeiro lugar.

Sabe que eu acho isso muito legal, cara, mas eu acabei fazendo eventos sem querer, né? Quando eu tinha a minha startup, era tentar fazer com que o turismo não fosse commodity. Até então, essas plataformas, elas tornavam o turismo 100% commodity, né? Então, era a passagem com o melhor valor, era o hotel com o melhor valor. Vem de uma cidade como Gramado, assim, existe uma questão de experiência, que experiência não necessariamente é preço, né? Consegue agregar um valor aí quando tem uma experiência. A gente focou em casal, então era um e-commerce de viagens pra casais. Eu sempre tive a vontade de trabalhar com o consumidor final, não com o B2B. Enquanto startupeiro, assim, que é uma coisa do Brasil bem difícil, pelo menos na época.

E uma das coisas que agora ouvindo o Thiago falar, cara, eu sempre ouvi o pitch de tem que resolver uma dor, tem que resolver uma dor. Então acredita, cara, que o que eu queria de verdade era deixar a minha marca no mundo de alguma forma e o mundo não precisava ter o tamanho global. Assim, pô, se de repente aqui na minha comunidade, cara, mil pessoas, de alguma forma, daqui a uns anos, alguém lembrar, pô, o Marcos contribui para o crescimento econômico da cidade. Isso é o que me fez começar a empreender.

E curiosamente, na área de eventos, cara, era dar voz pra quem não tinha tanta voz assim. Por isso que eu te fiz a pergunta sobre o mercado de Venture Capital não saber muito o que ele quer. Eu conheci, cara, nesse meu curto período aí, alguns projetos muito legais, cara, muito. De, pô, o cara que saiu de uma financeira, pra não dizer o nome da financeira aqui, e ele queria criar um aplicativo que iria quebrar e oferecer uma solução melhor. Cara, que incrível isso. E da onde? Ah, tá aqui, enfim. Pô, eu queria reunir essa galera aqui pra mostrar. E na minha cabeça, tudo sempre funcionou como música, assim. Quando eu tentei ser músico...

o mundo não era tão digitalizado quanto ele é hoje. Cara, distribuição e sucesso em música tinha a ver com tu assinar o contrato com uma grande gravadora. O Brasil tinha, sei lá, cinco gravadoras. O sonho do moleque era ser músico. Então, pô, será que eu vou conseguir sentar com o cara? Ele vai lançar meu disco? E aí, pra mim, até era mais ou menos assim. Era muita ideia, muito empreendedora. E, cara, Venture Capital muito concentrado em alguns locais, assim.

Falei, cara, onde o maluco, maluca, que quer mudar o mundo aí, com essas histórias incríveis que eu tô vendo? Pô, um moleque que pegou um Arduino e criou um negócio que ele chamou de botão do bem. Onde, antes do Apple Watch, ele criou nesse botãozinho, assim, que ele distribuiu no bairro dele pra pessoas com mais de anos. Criou um softwarezinho, colocou em algumas unidades básicas de saúde. A ideia é que, quando uma pessoa com mais de anos se acidentasse, ela clicasse no botão, não precisasse pensar muito, e uma unidade de saúde básica conseguisse saber que ia acontecer um acidente.

Ah, incrível, ninguém ouviu falar nesse cara. Vou reunir uma galera aqui em Gramado, e Gramado é gostoso, pra dar oportunidade pra essa molecada, cara. Ela conseguir, de alguma forma, mostrar que tem muita coisa bacana. E tem, na verdade, sim, tem pouca gravadora pra muito músico. Que talvez a gente devesse ter um pouquinho mais de gravadora pra tanto músico bom que tem. E assim começou a gravar o Summit, cara. Mas pra mim sempre foi, pelo menos já, a pergunta de pô, eu queria deixar minha marca no mundo, cara. Nem que meu mundo seja minha cidade. Boa!

Nossa, a minha pergunta foi boa. Olha quanta informação rendeu.

Tá vendo, Mônica? A diferença que você faz quando você participa? Eu

só sou curiosa. Eu adoro muito ouvir história. Developers, developers, developers, developers.

Dentro do nosso papo, o start... Startup... Startupero, startupero... Não, startupero. Para de portuguesar a palavra. A gente é português com muita palavra. Pois é, não. Olha só. Luiz Helena nem gosta que fica falando...

Ela não gosta mesmo. Tive que explicar que nerd não tem como traduzir. Jovem, nerd, a gente adotou essa palavra. Ela significa tudo, em todas as línguas. Mas assim, dentro desse papo, a gente sabe o que aconteceu, que depois da pandemia, teve uma grande seca dos venture capitals. Vamos não cair na bolha do ano de novo? Vamos parar antes?

antes de explodir. E aí, né, obviamente, porque, enfim, um milhão de assuntos, não só tecnologia e sim, mas enfim, toda a montanha russa geopolítica de economia mundial que a gente tá vivendo desde então, né? Então, obviamente, as empresas recuaram e começaram a ter que entender como que vão ser feitos os novos investimentos. E aí, nesse recuo, a gente começa essa era lá em com o chat de PT queimando largada.

A diferença é que nesse mercado, meu amigo, quem queima a largada não manda voltar não, todo mundo tem que queimar. E aí a gente começou uma nova corrida e hoje a gente tem um cenário bem distinto do que a gente tinha antes. Voltou a se aquecer, obviamente, voltamos a chamar de bolha novamente e a gente viu uma quantidade gigantesca depois de que os modelos públicos começaram a ser...

sedimentar e ter suas APIs distribuídas e aí você começa a ter todo o nascimento dos agentes e a gente viu esse influxo enorme de novas empresas, novos serviços novos apps, de tudo não só os serviços anteriores que começaram a incorporar IA nas suas camadas de atendimento

nas suas buscas, etc e tal, nos seus chatbots, mas de novos serviços que não existiam, zero, não existiam nada relacionados a isso, mas que começaram a explorar esse novo ecossistema tecnológico, né? E aí, qual é a visão de vocês, vendo daí? Tipo assim, ah, aquele recuo que a gente teve de...

Seeding, investment. E aí agora, de repente, voltou, só que com uma nova face, com novas possibilidades, mil. Mas, ao mesmo tempo, todo mundo fala assim, cuidado, porque eu acho que tem uma bolha aí. A gente tem um problema de infraestrutura crescente, que a gente não tem data center suficiente, nem energia suficiente para alcançar as projeções de crescimento que estão colocando nos guidances das empresas, pelo menos das gigantes. E a gente tem que resolver esse problema antes, mas, ao mesmo tempo, eu não vou ficar esperando resolver o problema, porque, senão, eu vou passar a minha frente. Então, está aqui os serviços.

E aí, como que está essa zona nesse novo cenário de startups e novas empresas com novos serviços que estão usando a IA como a nova plataforma de inovação e de, enfim, mistura de serviços?

Cara, eu estudo e acho que eu participei bastante de algumas fases de tudo que aconteceu.

E aí, assim, na minha opinião, eu acho que ocorreram duas tempestades perfeitas, quando todos os elementos se alinham para que algo aconteça. Então, por exemplo, nesse caso da pandemia, na minha opinião, eu acho que teve três coisas que aconteceram. O mercado perdeu noção de preço, noção de risco e de tempo. E por que eu falo tempo? Porque, cara, talvez tinha muita gente que aconteceu, obviamente, várias fatalidades, mas talvez muita gente falou, cara, eu posso morrer amanhã. Eu preciso olhar para oportunidades.

agora, né? Então, acho que perdeu-se um pouco essa visão de longo prazo, que sempre foi o que drivou, o que motivou muito essa visão de investimento em startups e tudo mais. A gente teve um cenário de juros baixos, a gente tinha alta liquidez, a gente teve a aceleração da digitalização, tanto que os e-commerces, né, obviamente cresceram muito, porque, cara, ninguém podia sair de casa, ir numa loja física, tinha que comprar online, e aí o dinheiro ali, cara, o dinheiro mais barato, custo de oportunidade baixo. Então, assim, mesmo teses muito simples, acabaram levantando muito dinheiro. O que acabou acontecendo foi que depois desse momento veio a conta, de...

veio a ressaca. A inflação subiu, os bancos centrais apertaram juros, e aí o mercado voltou a olhar para aquilo que é chato em startup. Margem, CAC, retenção, unit economics, governança. Não

dá para ir só na esperança, né? A gente tem que ter um pouco mais de solidez,

né? E aí todo mundo que parecia que era promissor na época, começou a ser olhado como caro, como frágil. E aí sabe o que aconteceu? Cara, muitos startups que levantaram muita grana ali na pandemia, não conseguiam...

conseguiu levantar as rodadas seguintes. E sem ter o dinheiro, né, sendo gerado pelo próprio negócio, cara, muitas das startups morreram. Algumas conseguiram, talvez, surfar um pouco essa onda de ar, e aí em o que aconteceu com o chat GPT foi muito interessante, porque aí é outra tempestade perfeita. O GPT mesmo, o GPT-3, ele já existia como API em provavelmente.

Só que qual que é o ponto? Pra usar ele, você precisava ser dev, você precisava, obviamente, ter visto ali do que se tratava. Muita gente nem sabia do que se tratava aquilo. Em o que a OpenAI fez, ela criou uma interface. No momento que ela colocou uma caixinha na frente de alguém, acessando aquela mesma API que existia, talvez já com uma versão mais nova do GPT, que era o E a gente viu o potencial daquilo. Cara, muito startup falou, eu consigo.

fazer algo muito melhor usando, por exemplo, essa API dessa OpenAI, esse GPT que tá aí, e de repente, cara, colocar uma camada aqui e falar que eu sou uma startup de A, ou que eu sou powered by AI. E foi o que aconteceu, acho que assim, muitas startups, principalmente ali em elas vieram com esse discurso de A, mas na prática, cara, elas eram o que a gente chama de rapper, né, elas eram só uma interface, um pacotinho ali embrulhado, e por trás eles estavam usando essas APIs, né, da OpenAI, etc.

Exato, exato, justo.

Nada errado com isso.

Isso, tá, galera?

Mas é aquele negócio, o que ele tá fazendo que mil outras pessoas não podem fazer e se ele não tiver um diferencial, ele vai morrer já, já. Vai ser engolido.

Diferenciação nenhuma. Até porque os próprios laboratórios, né? Tipo, a própria OpenAI, a própria Anthropic, lançaram depois serviços e tem lançado agora ainda mais. E, cara, matam essas startups que são rappers

dessa maneira.

Mas é que daí a gente volta para muitos startups achando que é feature, né? Que feature é startup. É, e não é, exatamente. Cara, eu assisti um bate-papo muito legal na minha vida, em algum momento que eu vi até então o CTO da OpenAI, eu acho que era uma italiana, se eu não me engano. Foi em Cannes, sim, em algum momento.

E ele tava sendo entrevistado pelo David Droga, que é o CEO da Accenture, talvez. E, cara, era um papo muito legal, assim, pra entender até onde vai. Enfim, sabe que tinha tanta gente participando daquele papo? Eu tenho certeza que a maior parte das pessoas nem entendia o que era conversado naquele bate-papo ali. Então, eu acho que quando tu acaba estourando uma... Agora eu vou falar bolha, mas num outro sentido aqui. Quando tu estoura uma bolha e te torna muito popular, eu acho que as pessoas querem descobrir negócios muito fáceis, assim, pra se tornar relevantes. Sem necessariamente ter o conhecimento pra isso. Certo.

Exatamente. Porque às vezes é a sensação que eu tenho, assim, cara, beleza, tem isso aqui, pouca gente sabe, vou lá, vou ter que fazer, e daqui a pouco vira meio que regra, assim. Agora, no último bate-papo, eu comentei sobre a uberização das startups, né, que em algum momento todo e qualquer startup era o Uber de alguma coisa, que fazia parte de pitch, inclusive. E aí, tô falando só do ponto de vista de quem faz evento, cara, a gente tem quase startups programados do Summit de todo o país, em diferentes estágios.

E aí era muito comum. Ah, o meu negócio é meio que o Uber do não sei o quê. Uber do não sei o quê. Uber do não sei o quê. E agora, cara, é difícil contar nos dedos o número de startups que são agentes de IA, assim. Eu acho que é quando o mercado cansa e a gente volta a se inserir em um outro tipo de bolha. Porque aí você volta a ser commodity, não volta? Sim, total.

E aí volta... Cara, eu sempre falo isso pra qualquer empreendedor, assim, que vem falar comigo e pedir conselhos.

cara, você tem que se apegar ao básico, você tem que fazer o básico bem feito. Então assim, eu acho que essa seca que teve pós pandemia no mercado de venture capital, investimentos em startups e tudo mais, foi basicamente uma mensagem do mercado dizendo, olha, eu vou parar de financiar a esperança e vou voltar a financiar a execução. E cara, nenhuma empresa de sucesso que a gente conheça teve uma execução ruim.

todas elas tiveram sucesso, elas têm algum tipo de execução, seja em vendas, em distribuição, a própria tecnologia, uma viralização de alguma maneira, que fez com que ela crescesse e se mantivesse, obviamente, com a capacidade de execução dos fundadores e do time, relevante no decorrer dos anos. Foi exatamente isso que aconteceu e por isso o Marcos está falando de... Cara, toda startup hoje é um agente diário, de alguma maneira. Eu sou um agente para isso, para comprar passagem. Eu sou um agente para escrever posts. Cara, no fim do dia, qual a diferenciação desse cara para o que eu consigo fazer hoje com...

um Cloud Cowork, com um Cloud Code, com um OpenClaw, etc. E aí entra o ponto principal. Na minha opinião, hoje quem ganha é quem tem distribuição. Então, assim, pode ser que você até crie algo que, por exemplo, o Cloud vai lá e, cara, de alguma maneira mate aquilo.

se você entrega valor e você domina a distribuição, e por isso que a gente vê um movimento, e eu tenho visto um movimento, principalmente a partir do ano passado, de influenciadores criando produtos de tecnologia. Por quê? Porque eles usam ele próprio, que tem lá milhões de seguidores, como canal de distribuição. E aí, ele traz uma parada que, cara, que é o sonho para qualquer empreendedor, que a sua empresa tem o quê? Fãs. E que o influenciador geralmente já tem. E por isso que a gente vê movimentos de CEOs de mercado, e acho que quando a gente fala de marketing hoje em dia, apesar de não ser o papo aqui, muita gente fala de que o CEO, o fundador,

ele precisa aparecer, precisa das caras. Porque esse cara que vende, é ele que vai criar esse monte de distribuição muitas vezes.

Aí a gente teve aquela maravilhosa viralização do CEO do McDonald's dando aquela micro mordida. Eu adoro CEOs que eles não dão as caras. CARAS

Você

sabe que eu tenho um medo disso, dessa humanização das marcas. Então, isso é uma faca de dois legumes, meu amigo. Eu digo não só por uma situação parecida com o McDonald's, assim, de te expor a... Enfim, é algo que não é verdadeiro. Ele não é o Steve Jobs do McDonald's, ele é o Seio Vigente, né? É isso. Mas eu digo assim, cara, quando tem um canal de distribuição tão grande, apresentar produto ruim e fazer com que produto ruim chegue no mercado na maior parte da... É uma droga. UMA DROGA

Hoje, cara, e esse é um ponto que eu ia trazer aqui também Talvez em Você aceitava um produto ruim Cara, hoje ter um produto bonito, um produto funcional Com usabilidade, que entregue minimamente Cara, é obrigação Ah, não, mas, então, não, mas, ó Eu sou uma empresa antiga, estabelecida, não vou citar nomes aqui Eu sou um grande RP europeu Cara, não vou mudar nada, eu domino o mercado Show de bola, você realmente domina o mercado É muito difícil, tem um lock-in que a gente chama, né Tem muita empresa que usa você e, cara, talvez seja difícil de sair de você Mas se você é uma startup E aí

Cara, menos que a dor seja extremamente latente, que seja uma dor que ninguém nunca resolveu. Cara, eu acho muito complexo hoje a gente falar de não ser minimamente bom, entendeu? Cara,

coloca numa realidade pra quem trabalha com micro e pequenas empresas que acompanham do mercado brasileiro. Será? Mas

você tá falando de eu criar um produto, uma PME, uma pequena e média empresa, ou eu sou uma pequena empresa e estou vendendo serviços pra...

É

um influenciador muito grande, que a maior parte do teu público é micro e pequena empresa, que precisa de algum tipo de sistema e tu consegue chegar no teu canal de distribuição num público muito bom.

Essas empresas são fãs deles, é fã desse cara, por exemplo, desse influenciador, elas vão comprar, mesmo produzindo ruim. Só que não vai sustentar. Por quê? Porque lá na frente, na minha opinião, é igual o vendedor de curso, cara, na minha opinião. Hoje, você pode olhar, eu não sei pra vocês, mas aí talvez seja a bolha do meu algoritmo do Instagram.

Ah, minha bolha tá bem nessa.

A quantidade de coisa que eu recebo de caras vendendo curso de Cloud Code, Cloud Cowork, etc. Cara, esse cara, ele tem que aproveitar agora mesmo, gente, para vender. Porque ele não consegue. Depois ele desaparece.

Então, mas vai ser relevante. O que ele está vendendo agora vai ser relevante quando desaparecer ou não vai? Entendeu? Essa que é a pergunta. É isso.

Eu ia contextualizar uma situação que aconteceu agora há pouco, faz nem uma hora, que eu estava procurando founders de startup no Instagram, porque o que eu estava captando é, ó, influenciadores.

Ah!

dos que eu encontrei, aí a biografia era vendendo o curso.

Nossa! É, não, isso também é outra coisa endêmica desse mercado, o mercado do mercado, né? Mas

aí eu tenho uma crítica aqui. O cara que está vendendo o curso...

Ele está vendendo o curso porque a startup dele, talvez não seja toda aquela promessa que ele vendeu, e ele não ganhou dinheiro com ela, entende? Ou será que ele está vendendo realmente uma história de sucesso?

É, vai ter de tudo.

Porque tem disso, né? O cara vai ganhar dinheiro mais vendendo o curso, de uma parada que ele talvez não conseguiu atingir com o objetivo, do que com a própria empresa dele.

A história

era lá do Little Miss Sunshine, né? Que o cara era esse cara, né? Ele vendia lá uma vida de próspera que ele mesmo não conseguia ter.

Eu vou dar os meus dois centavos de contribuição aqui, porque desde que eu comecei a Gramado Summit, vendedor de curso é o que mais me pede palestra, tá? Muda a sua vida.

ao tipo de produto que ele tá vendendo. Mas é uma coisa impressionante. Casa muito com o que tu comentou, viu, Thiago? Que é quando tu tem algum negócio que tem destaque por um período de tempo e é ruim e não consegue sustentar, a pessoa vai acabar vendendo curso porque o negócio dela não era tão bom assim. Que eu não consigo acreditar, cara, que, por exemplo, pega a case de bilionário, cara. Bilionário que do nada começa a vender curso. Cara, não...

Não tem lógica, entendeu? Pra mim não tem lógica. Não sei porque não era um bom empreendedor, assim. Exatamente o que você falou,

cara. Eu não consigo também ver, assim, cases bilionários, né? Caras que deram muito certo e resolveram falar assim, não, vou parar de dar foco no meu negócio agora e vou vender curso, né? Porque é onde, obviamente, ele vai colocar o esforço que ele vai ter resultado.

E até um ponto importante, cara, na área de tecnologia principalmente, tá? Só pra não parecer que eu tô falando de alguém, de um ou de outro, mas assim, pra mim isso é onde mais tem uma... E posso estar muito errado, mas a sensação de golpe pra mim tá em guru de tecnologia tentando vender algum tipo de visão de mercado vendendo... Cara, pra mim não funciona.

Ah, mas isso tem... Todas as áreas, brother. Não tem jeito.

Não é só tecnologia, não,

né?

Não tem como,

brother. Vai ter em tudo, cara. Pra mim não é nem o drive, assim, sabe? Eu não consigo ver isso. Um bilionário que vai vender curso porque, meu, cansou de resolver problema. E, de novo, eu não quero colocar ninguém como exemplo aqui, mas é uma coisa que é bem recorrente.

Não, eu vou botar também. Eu passo fã também porque faz cinco anos que eu vendo curso. Brincadeira. Cinco anos que eu dou aula.

Mas esse é o ponto que eu

ia trazer aqui, amor. Desculpa,

viu, Mônica? Eu não sabia,

mas

tudo

bem.

Não, mas você sabe que, na verdade, eu acho assim, uma coisa é você vender uma parada, que eu sei que você está envolvido aí, principalmente em cursos de programação, tecnologia no geral, arquitetura de software, etc. Cara, isso é uma base que é importante, é uma base de conhecimento técnica, que assim, independente se eu vou trabalhar numa empresa ou se eu vou empreender, cara, pode ser relevante, entendeu?

Agora, o que acontece, e eu acho que o que o Marcos está tentando trazer, é a visão do cara que vem de um sonho, de algo que, cara, não é tão simples, entendeu? Tipo, na época que o Lovable estourou, aí uma startup, muita gente já conhece, uma startup europeia que tem ali uma solução que você usa a linguagem natural, você usa, enfim, o prompt para a criação de código de apps. Inclusive, até a empresa, a startup que eu vendi para o Magalu, a gente tem uma solução disso, que é o CodeStacks.

E, cara, assim, muita gente viu ali a oportunidade de vender o quê? Vender o sonho de você criar o seu SaaS. Você criar a sua solução de tecnologia pra você empreender na área de tecnologia, seja com, sei lá, um SaaS de criação de conteúdo, seja um SaaS pra mercado, um SaaS pra restaurantes, o que quer que seja. A forma do vendedor, e aí eu vou botar um pouco a culpa aqui na galera do marketing de copy, é o quê? Ele tem que vender o sonho, né? O ser humano, ele compra o sonho. Então, cara, você vai ficar rico com isso.

ganhar no mínimo mil reais por mês com isso e coisas do tipo. Esse é o ponto. Cara, montar uma empresa não é só fazer código, não é só colocar o produto. Na verdade, essa parte hoje com o IA, talvez seja a mais, eu vou colocar entre aspas, tá? Porque tem controvérsias, a mais simples. A mais difícil é o que eu falei aqui agora. É fazer o que é chato, é vender, é você resolver problema todo dia, né? Empreender não é criar código, gente. Criar código é um pedaço, é uma parcela importante, mas que hoje talvez até virou até mais commodity do que era anteriormente.

E

até pra eu não me redimir aqui, porque eu continuo com a mesma opinião. Mas assim, eu acho que quando a gente faz evento, vem ciclos, assim, de gurus que vendem soluções mágicas. Vocês lembram quando entrou o metaverso, cara? A grande promessa daquilo que o metaverso seria no mundo é de um ano... Já, já morreu. A meta matou, a meta matou

oficialmente, cara. Depois de quantos bilhões,

né? bi.

no lançamento do Metaverso, em um ano vieram, pelo menos pra nós aqui, as pessoas mais brilhantes do planeta Terra queriam ensinar como o Metaverso seria o futuro, e ah, eu tenho minha forma, pô, eu ganhei muito dinheiro com isso, agora eu vou dar esse curso do Metaverso porque é o futuro, e cara, dois anos depois ninguém mais falava. É, é isso. E até um cuidado que eu tenho aqui, cara, muito grande com a curadoria de Gramado Summit, pra não cair nessas, vamos colocar aí nos gurus tradicionais de mercado. As

palhetas mexicanas da tecnologia. Exatamente,

cara, exatamente.

Excelente. Cara, eu vou dizer esse ano, a gente optou pelo Make It Human como grande base de discussão para Gramado Summit pelo fato de que eu acho que tá na hora da gente pelo menos tentar discutir o papel do ser humano num jogo que ele ainda não... a gente não discute tanto quanto deveria, talvez o comparativo que eu faço talvez ainda pode ser uma visão um pouco ingênua, mas lá em na Revolução Industrial, a gente teve um bate-papo e um entendimento sobre o novo papel do trabalho do ser humano, e eu acho que agora é uma hora legal da gente começar a conversar como vai ser a gente no futuro, né?

porque eu também não queria cair nessa onda de, pô, agora só tem a gente de A pra todo lado, sem ter uma especialência melhor que o outro. Todo e qualquer evento de inovação em tecnologia precisa falar sobre A, porque se não falar sobre A, não é um bom evento de tecnologia. E eu não acho, cara. Eu, de verdade, eu não concordo. Eu tenho dentro da Gramado Summit um palco de e-commerce, porque eu acho que o e-commerce é uma parada super relevante e do ponto de vista técnico é algo interessante a ser debatido num palco de inovação. Assim como eu também vou falar sobre A, mas eu não preciso ser um evento de A, porque este ano requer que eu seja.

É, porque é o buzzword do momento, né? Se você voltar dois anos atrás, era metaverso. É isso. O buzzword, você vai dizer... Justamente, você quer achar a substância, você quer achar onde que essa tecnologia realmente vai, porque o propósito do evento é esse. E não ser vitrine da commodity do momento, né? É, isso aí. É uma parada

que eu tava lembrando, cara. Eu tava lembrando aqui até uma parada engraçada de uns três anos atrás. Eu tenho um amigo que ele é um puta desenhista, artista de rua, grafiteiro, enfim. O pessoal não gosta de chão de grafiteiro, né? Mas um artista mesmo, né? O Furlan aí, até citando ele. E ele falou... E ele falou...

cara, fui convidado por um projeto aqui pô, os caras vão ficar bilionários eu vou fazer todas as artes, eles vão fazer o NFT a tokenização da minha arte porra, corta pra hoje o que tá acontecendo?

Exato, não, é muito hype, fogo de palha, de muita coisa e como novidade, assim vocês têm uma posição de ter mais contato e vivência no mundo tecnológico pra vocês cheirarem o bullshit meio de longe né

Mas você vê, a maioria das pessoas não tem. Eu lembro que quando o Marcos Zuckerberg fez aquele vídeo lá anunciando o Metaverso, todo o investimento, etc. Aí começou o FriSond, toda a mídia especializada, toda a mídia de negócio financeiro, Bloomberg, todo mundo. E aí, de repente, estava lá o prefeito da cidade tal fazendo a nossa primeira reunião no Metaverso para a gente ver aí como é que é que vai aí.

Tipo, não faziam ideia.

Eu recebi uma ligação em algum momento de uma pessoa durante a pandemia que teve aquele aplicativo que tu reunia pessoas pra debater por meio de voz, grupos de voz. Não vou lembrar o nome do aplicativo. Ah, sim.

Ah, o quê? Que, tipo, rolou que nem o Twitter fez aquela... O mesmo negócio assim? Isso, isso. O Twitter fez o

Space, se eu não me engano. Exato, é. Tipo isso, né? Enfim, teve um aplicativo que meio que foi o Epic que estourou a bolha nisso. Isso. Já a gente nem lembra o nome mais, brother.

Ninguém lembra o nome.

Caralho, qual era o nome? Eles tiveram a oportunidade de serem comprados aí por tipo um caravão de milhões, né? Tipo, acho que a meta é oferecer uma grana pros caras.

E aí me colocaram num círculo de bate-papo muito aleatório. E o debate era, é o fim dos eventos presenciais agora que esse aplicativo chegou. E tinha uma tese de um especialista do porquê o meu mercado ia acabar que não fazia sentido mais. Porque, pô, se evento transmite conhecimento, a gente pode fazer por esse aplicativo aqui. Não tem porquê mais viajar. Os logísticos é mais barato. Eu falei, caraca, meu, sei lá, velho. Acabou de chegar esse rolê aí. Clubhouse.

Clubhouse, cara. Clubhouse!

Caraca, lembrou. Boa, boa, boa. Não parece

o nome de um

lanche? Totalmente. Aquele negócio você pede no quarto do hotel às duas da manhã. Dá um Clubhouse, por favor. Isso. Muito bom, muito bom. Mas é Club Sandwich, por isso que eu tô... Já comi muito. Todos ruins. E caríssimos.

Developers, developers...

É por isso que esse cuidado, agora, nessa explosão de IAs e serviços com agentes de IA, você tem que entender, porque às vezes uma ideia dessa... Você falou o negócio do relógio. O botão do... Ah, se cair, não sei o que botão. Beleza. Hoje isso é uma feature nativa de qualquer Apple Watch, ou se bobear qualquer smartwatch, que eu não conheço muito bem o mercado de smartwatch, mas assim, chega uma gigante...

E isso implementa a feature, que pra você é a sua vida. Pro mais gigante, era assim, implementa essa feature aí, pronto, te matou. É sinistro, entendeu? Então é isso que você tem que enxergar, né? Porque você falou assim, não é feature, startup não é feature, brother. Mesmo porque o Uber é uma junção de um monte de feature super comum. Geolocalização, mensageiros, mapa...

um monte de featurezinho que os caras simplesmente juntaram pra fazer o serviço que englobava todas essas features

independente. Então Uber não é feature. Não, mas tu tem cases legais, tipo Snapchat, assim, cara, que eu olhando de fora vejo, pô, tá aí um case que poderia ser só uma feature e ainda tem uma relevância dentro de um nicho. Não, com certeza.

Mas

não por falta de tentativa, o Instagram tentou matar essa porra mil vezes,

né? A minha tese, de vozes na minha cabeça, tá? É que nem toda startup foi feita para a maior parte da população. O Snapchat, para mim, é um exemplo disso. Cara, ela não é para todo mundo e está tudo bem. E que bom, ela fala bem com o nicho dela. Aí

eu adorava usar.

Sim, mas você reconhece que existe o sentimento de corrida do unicórnio para caralho também? Muito. E os caras falam assim, ah, eu não quero ser startup de nicho. Eu quero vender, no mínimo, minha startup para meta por bilhões.

Que era o caso do Instagram, né? Tipo, era uma startup que foi incorporada pela gigante. Beleza, todo mundo deu certo e terelão. Mas não era só o feature, era todo o resto, né?

E por isso que timing é importante. Exatamente. Eu sempre falo, cara, tem o timing de renda, assim. O cara que é startupeiro mesmo, tipo assim, pô, vou criar um negócio, meu objetivo é vender esse negócio. Eu fui um pouco assim com a Moogstax, depois do meu primeiro negócio. Eu sabia que a Moogstax ia ser adquirida em algum momento. A gente já teve até conversas com vários players, né, gringos, né? Obviamente, a gente acabou optando por estar junto aqui hoje a Magalu Cloud.

faz muita diferença, e aí eu não vou entrar aqui em aspectos ideológicos, mas eu acredito muito no aspecto da soberania de dados e eu acho que o Brasil também tá muito pra trás com relação a IA, cara, a gente, tipo assim, todos os laboratórios que criaram seus modelos, que tem seus modelos, ou são americanos ou chineses, né? Se amanhã ou depois, até fiz uma pergunta ontem numa palestra que eu tava. Galera, se amanhã o presidente dos Estados Unidos, independente de qual seja, fala assim, OpenAI, Antropic, Meta, Google, factem acesso aos seus LLMs a todos os brasileiros.

Como que vai ser a sua empresa amanhã? Como que vai estar o seu trabalho amanhã?

Acabou a tua empresa, exatamente. Cara,

mais uma vez, eu não estou falando que isso vai acontecer, tá, galera?

Não, mas você está dependendo da sua empresa num outro ecossistema que você não controla, né?

Exato. E aí, por isso que eu defendo muito esse aspecto, por exemplo, a questão da Magalu Cloud, pela questão da soberania. Tanto de dados quanto de tecnologia, cara. A gente está criando tecnologia...

no Brasil, isso é muito legal. Mas o timing é importante. Porque, por exemplo, se eu tivesse, talvez, feito essa venda, cara, agora em talvez nem teria acontecido. Por quê? Porque tem um timing. Então, o empreendedor é aquilo, né? Ele pode pensar em feature, tudo bem, mas ele tem que pensar que tudo existe um timing, assim. Tudo tem um momento de acontecer. E é por isso que ele precisa saber, e acho que esse é o maior segredo, né, cara, do bom empreendedor, ele tem que saber o momento de ele matar a startup dele. E quando eu falo de matar, é, todos os dias ele tem que procurar formas de matar a startup dele. Todos os dias.

Então, assim, o Uber, até a gente estava citando aqui uma coisa interessante, né? Quando a gente olha para a receita do Uber, obviamente, mais letralmente vem das corridas, né? O percentual que eles têm ali e tal, né? Eles pagam o percentual para o parceiro e eles ficam com um fio ali daquela corrida. Cara, hoje mesmo, eu estava pegando o Uber aqui, eu não sei se você já percebeu a porrada de propaganda que tem, assim. Eu mesmo acabei de fazer isso.

Nossa, é, uma garota.

Hoje

já é representativo a parte de ads. Assim como, eventualmente, eles vão colocando outras coisas e ele precisa pensar em formas que consigam trazer mais capital para a empresa, gere mais receita e, cara, formas mais inovadoras, vou colocar em trás, se eu precisar de ads e não ser inovador, de transformar o produto dele em algo que, cara, vai continuar evoluindo no decorrer dos anos, que vai continuar trazendo resultado, seja financeiro, seja de valor para o cliente e assim por diante.

E sem descaralhar a proposta original do produto, né? Exato,

lógico. E aí, esporadicamente, você entende porque a mesma empresa que faz computador faz liquidificador também em algum momento da jornada dela.

Exatamente. Aí você entende porque tem um jovem nerd no Magalu.

Que pra um bom empreendedor faz muito sentido. Muito, cara. Porque lembra que eu falei? Olha só, a gente tava falando agora da meta. Por que que quando o Mark Zuckerberg, ele fez o videozinho dele lá bonitinho, cara, as ações da meta subiram, ele conseguiu fazer o rebranding, ele conseguiu fazer uma porrada de coisas legais, no outro dia, porque ele domina o quê? Distribuição. Distribuição? Cara, ele por si só já é distribuição. O Elon Musk já é distribuição por si só. Um tweet dele vale quanto, cara? Imagina, ele ia falar, cara, quantos... Ele, porra, não tinha um lança-chamas que esgotou em não sei quanto tempo, tipo, uma coisa ridícula.

Ah, mas aí, cara, meu amigo, aí é o negócio do hype, da culta personalidade do Elon Musk. É,

essa é outra parada. Eu tenho um exemplo que não tem nada a ver com startup, mas é uma coisa que eu gosto muito, assim. Eu tento fazer, aprender bastante praquilo que eu faço. Eu acho que a moda te ensina muito sobre fomo, cara. E quando startup começar a buscar um pouquinho do mercado de moda, tem uma marca que eu adoro, que lançou um tijolo e vendeu tijolo e deu soldado de tijolo, tá?

É uma empresa de streetwear bem conhecida mundialmente e que lançou um tijolo, cara, senso de comunidade.

Ah, não é a Balenciaga, não. Tá vendendo tijolo. Não, não, não é. Ela é bem... Balenciaga é só saquinho de supermercado. Não, não, não. É só saquinho de supermercado. Eu já tava vendo a Balenciaga venderia um tijolo.

Ela é a marca de skate que hypou, assim, e acabou pegando... É a Supreme, né? Foi a Supreme que lançou, né? A Supreme lançou um tijolo, pô. Aí não tem nada. Aí não tem feature, não tem

nada. Não, não tem nada. Mas tem senso de comunidade, cara.

É desejo, comunidade, é o caralho, exato. Mas aí, tipo assim, acredita, falando de inovação, e vender tijolo não é inovação. E tijolo é, tipo assim, beleza, a gente criou aqui um rolê, uma comunidade, e a galera compraria um tijolo, beleza. Vamos ver, vou botar um tijolo à venda. Aí você entende isso...

beleza, vai ficar bom no Excel e etc. Mas assim, é diferente do cara... Certamente você não vai receber venda do tijolo hypado no gramado do Summit, entendeu?

Vai ter gente mais... Não, total, mas tu tem uma série de produtos muito bons também, o que eu quero dizer é assim, empresa que consegue criar um senso de comunidade, seja colocando o fundador na frente ou fazendo a sua marca ser muito mais um movimento do que propriamente um negócio, faz um canal de distribuição gigantesco, cara. Ah, com certeza.

Os nossos financiamentos coletivos do board game, etc, do Nesca e GPG, foram muito isso. Tipo, a gente fez com a comunidade produtos que eles mesmos votaram em querer e tal, e a gente... Enfim, teve essa experiência de uma outra forma, não startup, mas assim, de trabalhar com a comunidade, criar produtos de valor que a comunidade entendia que valia a pena, que funcionava pra eles e contribuíram, né? Super dá certo isso.

Mas, Ale, olha só como você... E acho que esse é o papo que a gente está falando do básico, né, cara? É que tudo que a gente está falando tem nome, assim. Tipo, crescer comunidade, a gente chama no mercado de community-led growth. Que é como, por exemplo, o Gramado Summit com certeza também se estabelece, já vai criando uma comunidade. É uma estratégia de aquisição e de definição muito relevante hoje.

porque é aquilo que a gente tá falando. No momento que a gente não tem diferenciação de valor, porque quase tudo é comod. Amanhã ou depois eu consigo matar através de um negócio que é open source ou foi lançado por um laboratório que eu já pago lá, ou PNI ou Anthropic. Um SaaS que eu tava usando, o que vai fazer eu continuar usando aquele SaaS? Ou o valor dele é muito alto, assim, pra mim em termos de retorno, ou eu tô inserido dentro de uma comunidade que, cara, tem uma troca ali que pra mim é muito mais relevante até do que o valor final que aquele produto me entrega. Que aí tem a relação com o pertencimento. Talvez o Marcos tá se referenciando.

Cara, eu pertenço aqui. Então, tipo, porra, eu vou usar esse produto XTTO. Cara, e aí a gente vê uma porrada de gente aí fazendo muito bem isso. Infelizmente, a gente acabou vendo isso acontecendo muito com o influenciador. Na venda de cursos, há controvérsia se os cursos de fato trazem valor final ou não. Ou se é mais em cima da base de fã naquele momento mais de fanatismo. Mas, cara, para quem é de tech, para quem está criando startup, um movimento de distribuição é interessante. Se ele conseguir estabelecer uma comunidade ou pré-produto ou até durante a construção do produto.

Na minha época, por exemplo, né? Eu trabalhei vários anos na Microsoft. Porra, a comunidade da Microsoft era gigantesca. Eu não sei como tá nos dias de hoje, porque eu tô distante, né? Um pouco. Mas, cara, muita gente usava a Microsoft, fazia certificações, etc. Porque eles eram o que a gente chama de fanboy, né? Assim como ter fanboy de Apple.

Developers, developers, developers!

É isso, tá falando de uma coisa só. É isso.

E esse cara que falou isso, tá? Ele era muito bom de fazer isso, o Steve Ballmer.

Esse bom tem muitas camadas do que significa esse bom.

É, tem

muitas camadas.

Apesar dele fazer umas previsões meio erradas em algum momento da vida. Cara,

é.

Tipo do iPhone, né? Que tipo, o

iPhone vai morrer, né?

Imagina o telefone escrito, só tem um botão, né? É, a Blackberry apostou nisso também. Adivinha quem morreu. E aí eu posso falar uma parada, que a gente estava falando de inovação e tal, e eu tenho uma frase que me marcou bastante, eu até queria trazer aqui, que é o seguinte, ó. A gente tem que separar o que é inovação de novidade.

Exato, é verdade.

Novidade, cara, é uma coisa que traz ali para as pessoas uma visão de uau, que ideia legal e tudo mais.

inovação é uma parada que muda hábito, que muda comportamento. Então, quando a gente olha para o Uber, é inovação. Porque, cara, mudou o hábito, mudou a forma até como a gente considera até o tempo aceitável para esperar um táxi, para esperar um carro.

Mudou, mudou para caralho. Antigamente,

ficou horas esperando e beleza, né? Estava ali de boa, pedia com antecedência. Hoje demora minutos, a gente fica pé da vida, né, cara?

Esse é um ponto relevante, assim, o que eu tô construindo, se eu quero, obviamente, criar algo inovador, porque também, né, nada errado de você fazer um wrapper de IA aí, tudo bem. Mas, cara, novidade vai chamar atenção, beleza? Inovação muda comportamento. Pra mim, a IA, do jeito que a gente conhece hoje, LLMs, Transformers, etc., é inovação.

Por quê? Por mais que a gente tenha uma bolha de preço, e isso eu tenho que concordar com qualquer pessoa que seja especialista ou não, e falar, cara, tá super valorizado uma série de startups e empresas aí, tem um overpricing de tudo.

Até as grandes, até as grandes, irmão.

Até as grandes, sim, as big techs e tudo mais, mas muito drivado por isso, pela IA. Cara, no fim do dia, em termos de importância, eu não acho que a gente tá vendo uma bolha, eu acho que a gente tá passando uma fase muito parecida com o que foi a internet, ali nos anos que era uma bolha, super valorização de muita coisa, gente que comprou gato por lebre. Eu acho que...

Tá no CAPEX, tá na quantidade de investimento que você tá fazendo e no retorno que você tá já se oferindo e se projetando. Tipo assim, opa, essa conta não tá fechando. Quando é que vai fechar essa conta? Essa aqui é meio que o balão que tá voando em cima de todo mundo. E

nesse momento de fechar, cara, o que é lixo vai ser desprezado? O que vai ficar? Vão ser as coisas

boas? Foi o que aconteceu no ano exatamente. Mas a bolha faz parte do efeito manada, né, cara? Que a gente vive desde que a gente se entende como gente. Exatamente.

Esse papo vai continuar no Gramado Summit, que eu sei, entendeu? E aí eu queria perguntar pra você, Marcos, o que você tá vendo? Primeiro fala um pouco do Gramado Summit, da importância dele dentro desse mercado. E me diz o que você tá vendo desse papo que a gente teve. O que tá chegando no Gramado Summit agora, em maio, pra gente continuar essa conversa. Pra gente entender mesmo quais vão ser as pautas mais relevantes a sendo tratadas. Quais vão ser os speakers mais importantes que vão estar lá. Tipo assim, conta um pouco, um geral, uma visão geral do Gramado Summit. O que a gente pode esperar esse

ano?

Eu acho que assim, num contexto geral, o que eu sempre busquei enquanto Gramado Summit foi ser autêntico. E no mundo onde está todo mundo tão igual o tempo inteiro, a gente desesperado por novidades, a Gramado Summit tende a ser autêntica, até porque eu acho que existe uma bolha de summits não só no Brasil, mas no mundo. E o que a Gramado Summit sempre foi autêntica no sentido de não ter medo de estar aquém da obviedade. E se a gente precisar criar, a gente ser protagonista naquilo que a gente entende que é um bom conteúdo, a gente é independente daquilo que o mercado espera de nós.

Uma das coisas que pra mim norteia no que tem de conteúdo de Gramado Summit é Make It Human, a ideia de a gente poder ter uma discussão de verdade sobre o nosso papel frente ao mundo que mudou por completo no último ano e tende a mudar cada vez mais, mais rápido. Então eu queria fazer da Gramado Summit esse grande palco de discussão.

a ponto que a gente tivesse conversas tão sérias e tão importantes como existem em eventos como Davos, na Suíça. E eu acredito que sim, a gente pode fazer de gramado um grande palco dessas discussões, onde tem desde a esfera pública, a esfera privada, conversando e entendendo qual é o papel do ser humano nesse jogo inteiro. E eu acredito que talvez a parte mais bonita, viu, é que do mesmo jeito que a gente conta com um player gigantesco, como a Magalu Cloud, no evento...

participando ativamente, trazendo as soluções, a gente também tem aí mais de startups do Brasil inteiro com ideias que muitas vezes são relevantes e estão buscando a sua primeira oportunidade, independente do round de captação, mas assim, talvez não estivessem num lugar tão fácil de serem encontradas. E uma das coisas que a gente fez recente, eu confesso pra vocês que eu gostei muito, porque é difícil entender o que a gente faz.

Cara, é mil pessoas, são todos os estados brasileiros, é um evento muito, muito grande. E eu acho que tem uma coisa muito bonita, que talvez a Gramado Summit seja o único evento que faz o que acontece quase que naturalmente quando a gente participa de evento fora do país, né? Porque olha só, a gente, quando participa de um evento fora do país, a gente...

vai por causa do evento, mas aproveita pra fazer turismo também. É uma coisa que no Brasil não é tão comum. E na Gramado Summit a gente quer que isso aconteça, cara. Que as pessoas venham pra Gramado Summit por causa do evento, mas, cara, encontrem uma cidade incrível aqui e que muitas das possibilidades de negócio, elas saiam dos pavilhões. Porque eu posso começar um papo com a Moni, com o Thiago, com a Lê. Cara, a gente vai se encontrar depois num fundi e vai continuar batendo esse papo. Ih, fundi, chocolate.

Porque a cidade, ela te dá essa oportunidade. E uma das coisas que eu acho muito legal e tem sido o nosso grande foco, cara, a gente tentou entender numa pesquisa quem a gente é na vida de muitas outras pessoas. E uma frase que veio quase que de forma recorrente é que ninguém sai igual de uma Gramado Summit e se tudo der certo, o mundo também não. Então fica meu convite aí, a de maio, cara, um evento realmente genuíno, verdadeiro e com orgulho gigante de ser brasileiro, cara.

Em gramado, chocolate, fundi, tudo isso junto, gente.

Eu queria reforçar o convite por parte da Magalha do Claudio, né? A gente vai estar lá com o stand grandão, vai ter palestras dentro do nosso stand, brindes. E aqui no meu ponto, a equipe do Marcos deixou um cupom para ouvir. Ah, é verdade. O quê? O cupom é Jovem Nerd Acredito que é para de desconto. de desconto.

Olha

aí, maravilhoso. Achei

que era para levar

pessoas.

É tão legal assim, porque nessa época, cupom de desconto é uma parada rara. Porque é um momento, e é uma coisa que eu nunca vou entender, e fica aqui como dica de entender comportamento para quando a gente vai participar de evento. No início de Gramado Summit, ele começa com dias de antecedência. Eu tento vender ingresso super barato para que a maior parte das pessoas adquiram de forma antecipada e deem tranquilidade e fluxo de caixa. É em cima da hora, é em cima da hora. Brasileiro é em cima da hora. É impressionante, cara. É isso, brasileiro é assim mesmo.

Aí eu encontro uma ou outra pessoa nos corredores. Pô, o ingresso tá caro. Falei, cara, comecei vendendo por um décimo do valor. Dá pra fazer antecipação disso e o fluxo da minha... O caixa da minha empresa agradece, inclusive.

Mas você que é brasileiro e compra tudo em cima da hora, ainda dá tempo. É isso que eu tô querendo dizer também. Muito bom, cara. Lembrando, dias... e de maio. e de maio, em Gramado. Não tem como errar. É Gramado Summit porque é em Gramado, gente. Não preciso explicar isso, né?

Os

hotéis, tem hotel ainda? Tá tudo certo? Gramado agora já começa a ficar um pouco sobrecarregado, mas... Ó, então fica ligado. Cara, nossa pequena cidadezinha de mil habitantes recebe aí milhões de turistas ano. É, realmente, não é pouca coisa não.

Vou estar em Gramado também, só fazendo parênteses aqui, a Mo já falou. Magalu Claudio vai estar talvez aí com o maior stand, né? O Marcos pode confirmar, mas acredito que sim. Do evento, um dos maiores.

Além das palestras, né, que vão rolar ali, múltiplas palestras no próprio evento, também vamos ter palestras no stand. Então, com certeza, vou estar lá também falando sobre inteligência artificial e palhetas mexicanas de tecnologia e tudo isso aqui.

Adorei o termo. Você sabe o que eu pensei agora, enquanto a gente estava falando de modas, e eu gostei do termo também. Vai para o slide

da palestra, metiagão. Vai, vai.

Bota no slide, bota no slide. Maravilha, gente. Não se esqueça, magalu.cloud é magalu.cloud. Você já sabe, você pode contratar, é um serviço aberto, você pode simplesmente fazer a sua conta e ver qual estrutura que você precisa, né, Mônica? É isso.

E contas novas ganham créditos, ganham reais para testar os nossos produtos. NOSSOS PRODUTOS

olha só, gente tem toda a informação aqui no post, não se esqueça tá chegando agora, Gramado do Summit, não perca vá pra Gramado, aproveita, dá uma esticada você já fica, é no fim de semana? ou é antes do fim de semana? agora, não sei quais são os dias quarta, quinta e sexta emenda no fim de semana é a

ideia Marcos,

sabe o que tá fazendo? Prefeitura e Gramado sabe o que tá fazendo também maravilha, gente, obrigado tem informações aí no post Magalu, também gigantesco, é isso, estamos com mega estande, mega estrutura lá velho velho

A gente vai ter Magalú Cláudia em quase todos os pontos turísticos.

No Fundir também vai ter Magalú Cláudia no Fundir?

Ai, não sei. Só nem descobri. Essa

eu não contei ainda pra ninguém da Magalú Cláudia, mas a gente criou umas plaquinhas de restaurantes parceiros que tem Gramado Summit Magalú Cláudia. Então, tecnicamente, vai estar no Fundir

também.

Tá vendo? É isso. É isso. Isso significa presença. É isso. Onde você for. Tecnologia, inovação, você vai ver, Maglo Cloud. Muito obrigado. Valeu, Gramado Summit tá chegando. Obrigado, Marcos. Parabéns, Thiago. Valeu. Muito bom. Bom Summit sem Gramado. Agora em maio, não perca. Tem link aí no post. Valeu, galera!

Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, Podcast e Multimídia.

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