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NerdCast 1027 - Hobbies: Ciência, Prazer e Prejuízo

24 de abril de 20261h36min
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Lambda lambda lambda, nerds! Como diria um sábio: "Se for caro e burocrático, tudo me diverte?"

No NerdCast de hoje, Alottoni e Azaghal recebem Altay de Souza, Ana Arantes e Sr. K para um papo divertido e científico sobre HOBBIES. 

Descubra toda a ciência por trás daquele hábito ou atividade que te dá prazer (enquanto o resto do mundo explode), e por que você PRECISA arrumar um hobby o quanto antes (exatamente porque o mundo está explodindo!).

Sociedade da Virtude: A Série

Nerd na Cloud

CITADO NA LEITURA DE E-MAILS

MK-II Aurora, da Dawn Aerospace  

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ARTE DA VITRINE: Randall Random

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Participantes neste episódio5
A

Alottoni

HostPodcaster
A

Azaghal

Co-hostPodcaster
A

Altay de Souza

Convidadojornalista
A

Ana Arantes

Convidadojornalista
S

Sr. K

ConvidadoPodcaster
Assuntos5
  • Importância dos hobbiesSaúde Mental · Estresse e Ansiedade · Identidade Pessoal
  • Hobbies e produtividadePrejuízo Financeiro
  • Hobbies e tecnologiaImpressão 3D · RPG
  • Cultura e HobbiesHobbies Sociais · Comunidade de Hobbies
  • Hobbies e Estilo de VidaEvolução dos Hobbies
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Você está ouvindo Nerdcast, no Jovem Nerd. Landa, landa, landa, merdins! Aqui é o Alexandre Otônio, do Jovem Nerd. Eu preciso de menos um hobby. Olá a todos, aqui é o Thayde Souza. Um prazer estar de volta. E vou dividir com vocês o meu único e grande hobby, que é judô. Não, não é o seu único hobby, não.

Tem mais. É verdade. Oi, gente. Aqui é o Narantes. E quando a gente só tem um hobby, pode ser que não seja hobby. Pode ser que seja um problema. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bipers aqui, quem fala é o Sr. K. Eu gostava dos meus hobbies. Hoje em dia eu ainda tenho hobbies, mas eles estão dormindinhos. Caramba!

É que eu tô mentindo aí em pouco tempo. Aqui é a Zagal, eu não consigo ter hobbies. Por quê? Vamos investigar. É isso, nerd. Você precisa de um hobby. Vamos entrar na psicologia, no entendimento científico dos hobbies e na desgraceias de cabeça e dinheiros que são gastos nessas atividades que são feitas para que a gente não enlouqueça. Ou seja, o Fred tem todos os argumentos possíveis. Sem dúvida.

Quanto mais burocrático e caro o hobby... Melhor. Melhor. E meus... Canelada.

Muito bem, Azaghal, vamos para mais uma semana de mesa encaralada no Nerdcast. Vamos. Hoje, Azaghal, dia 24 de abril de 2026, tem Sociedade da Virtude a sério! Exatamente, Jovem Nerd já está disponível no HBO Max.

Exatamente, olha aí, cara, tô falando... É a série Produção 100% Nacional, cês sabem, Sociedade é Virtude, criada pelo Ian SPF, pelo Tobias Daniluz, com vozes do Guilherme Briggs, do Antônio Tabet, Maíra Góes, Luiz Carlos Percy!

Duda Ribeiro, cara. Muito foda. Uma temporada inteira. Dez episódios. Azaghal inéditos. Supernovas com um novo vilão. Eles vão enfrentar um bilionário. Adivinha? Que é o Tablet, é claro. O que poderia fazer? Não, é o Persino. Não.

Agora, assista Na estreia, assista agora Faz diferença Assista no final de semana Por quê? Porque isso vai ser importantíssimo Para as próximas temporadas de Sociedade da Virtude Isso, isso ele faz Ele ficou de olho lá nas audiências Então a qualidade já existe Você conhece a Sociedade da Virtude ao longo dos

anos. Exato, a história a mais escrachada possível de super-heróis. Só que agora, eu vi algumas eu não vi ainda a série, apesar disso, estão me devendo screening, inclusive. Mas... Não, Ian mandou, tu não viu? Eu não recebi. E eu reclamei, inclusive. Será que eu sonhei que ele mandou e eu não recebi também? Ian. Mas você recebeu o e-mail? Eu não checo o e-mail. Ah.

Eu só chego em meio quando alguém fala assim, você recebeu o teio? Então você literalmente sonhou. Então eu sonhei. Não, eu acho que eu... Mas ele mostrou alguns trechos. Caraca, a animação tá fuderosa, inacreditável, cara. Tá foda, cara. Além do traço maravilhoso do Tobias e toda a equipe ali de Sociedade da Virtude. Então, gente, assista já. A série tá estreando hoje, dia 24. Mas amanhã, ou hoje, dependendo...

Que negócio é engraçado. Sábado, dia 25. Sábado, dia 25. De abril. De 2026. Isso. Vai ter uma live em vários canais. Sociedade da Virtude, canal do Gavetinha. Aham. Para assistirem juntos o Sociedade da Virtude. Os 10 episódios. Os 10 episódios. Caraca. Maratona. Cada um no aço HBO. Mas assistindo a segunda tela. A galera que... O Ian vai estar participando. O Tobias. A gente vai estar comentando. Vai ser uma festa. Foda demais. Olha aí. São 15 minutinhos o episódio. É rápido. Isso. Então você assistir 10 episódios são 150 minutos. Uma conta de parede. Isso.

Mas essa live do sábado vai dar diversos prêmios. Ah, válido. Vai ser um quiz com perguntas sobre a série. Então, se você na sexta-feira já assistiu os episódios, dá pra assistir várias vezes, inclusive? Dá. Deixa rolando. Assiste pra primeira vez, assiste a segunda. Aí na terceira, tá tomando banho? Deixa rolando o episódio.

Mas você vai estar preparado pra ganhar os brindes que vão rolar na live do sábado, dia 25. Excelente. Então, gente, não se esquece. Já tá disponível na HBO Max e também no Alto de Swim, Azaghal. Olha! Confere aí Sociedade da Virtude, a série 10 episódios inéditos pra você. Tem link aí no post.

as pessoas estão perguntando, por que vocês não vão estar na live no dia 25? Infelizmente a gente não vai estar porque o Alan vai estar fazendo apresentação no teatro musical que ele está participando e saindo há meses e claro que caiu no mesmo dia são várias as apretações, a gente vai todos os dias, então infelizmente a gente não vai estar na live, mas a gente vai estar assistindo Sociedade da Virtude da TV puta merda, muito bom

E hoje temos mais um episódio de Nerd na Cloud, já publicado aí na sua timeline do Nerdcast. E a gente tá falando sobre como AI, agora, não é só uma camada de software, passou a redefinir como startups são construídas. As startups estão nascendo em volta de AI. E eu tava curioso pra entender, tipo assim, o que elas estão trazendo de valor, né? Qual é a diferença entre uma startup bullshit, que só tá, enfim, conectando alguns sistemas e usando API de AI de alguma outra parada, e pra startups que vão realmente, estão propondo algum valor de mercado. Até a próxima!

Falou disso e do gramado Summit que está vindo agora no início de maio. Muito interessante, onde tudo isso vai ser discutido com muito mais profundidade. Mas tem um previewzinho no Nerd da Cloud desse mês que já está aí. Publicado na sua timeline. Clica aí e aproveita para conhecer o Magalo Cloud como alternativa de infraestrutura pensada para o contexto brasileiro. Toda no Brasil. Sem você pagar IOF, sem você pagar conta em dólar quando você faz serviço de cloud.

fora, etc. Dá uma olhada, magalu.cloud, tem link aí no post também, pra você se informar e pra você levar o melhor serviço de cloud, Brazuca, 100% Brazuca, pra sua empresa. Tem link aí no post, ouve lá. E se você não quiser ficar para ouvir os recados e e-mails do último Nerdcast que foi até a lua e voltou, pode pular diretamente para... 21 minutos e 55 Rob Scarlos.

Quero agradecer aos nerds que doaram sangue e salvaram vidas, como Tomás Goulart, Luiz Birolo Jr., Wesley Cauê Souza, Cauê Idec, Gabriel e Gilmar Figueiredo, pai e filho, muito bom, e Gustavo Dalosto. Muito, muito obrigado, galera. Doe sangue. E manda uma selfie de você doando sangue para nerdcast.com.br que a gente agradece e incentiva aqui toda semana. Há 20 anos, Azaghal.

Vamos doar sangue, galera. Quero mais nomes semana que vem. Iago Amaral. Não foi uma idade, mas ele é piloto de testes na Nova Zelândia, Zagal. Caraca, maluco. Isso é carteirada. Vamos lá. Na verdade, é um certificado de loucura.

Também. Sou piloto de testes do MK2 Aurora da Dawn Aerospace. Peraí, eu quero ver a cara disso. Vamos ver. Um MK2 Aurora. Caralho. É um space plane. É um avião desses. Maluco. Não, você tá de sacanagem. Não, o Nerdcast não chega no piloto de testes.

É um microavião. Tu vai deitado lá. É um avião tamanho de um torpedo. É isso? Não. Ou é só uma maquete? Não é possível. Senão o cara está... Piloto de teste de aeromodelismo? Eu não sei. Eu não sei se vai pegar um drone. Porque não tem... Não tem janela. Vai no Google. O que diz aí o resumo do AI? Ah, pilotado remotamente. É um drone. Mas é um space plane. É um space plane. Mas ele é piloto. Piloto de teste de drone.

Pronto. A Zagal descobriu, mas vou falar. Eu tava achando. O cara era um louco. Porra. Todo, pô. Eu sou piloto de teste de... Play Simulator aqui, pô. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Fã antigo do NETCAST, cara. Tá ótimo. Respeito. Moro na Terra-média desde 2022. Parabéns.

onde trabalho em um programa aeroespacial privado que desenvolve uma aeronave com motorização a foguete que será capaz de alcançar a linha Carman, amplamente aceita como a fronteira entre a atmosfera da Terra e o espaço sideral, em velocidades acima de Mach 3. Para jovens, é basicamente um Kerbal Space Program da vida real. Mas é um drone. Tudo piloto é de home office, é isso? Exato.

Foi muito bom escutar o Nerdcast sobre Artemis II e acredito que estamos voltando a viver os dias de glória da conquista do espaço. A humanidade tem futuro novamente, apesar dos pesares. Em 2024, tive a oportunidade de ser o primeiro piloto de teste de uma aeronave não tripulada a quebrar a barreira do som pela primeira vez na história. Ai... Eu não sei o que... Não, então, mas assim, na telemetria foi foda.

Que eles viram o número assim. Quebramos a bagunça do sol. Parabéns. O cara tem os ativos mesmo. Isso é uma responsabilidade. Mas você tem que dizer piloto de teste. Mas é, ué. É. Só que ele faz isso no banheiro de casa. Com o celular.

Você fala de teste, você imagina um cara que tá no limite, que fuma 10 maços por dia, sabe? O Neil Armstrong que ejetou de uma nave voadora que simulava o Lander Lunar, que ele tava testando pela primeira vez, a parada era pra cair, ele ter morrido, ele ejetou no último segundo e sobreviveu. É diferente. Ele tá testando drone. Se você botasse drone, eu sou piloto de teste de drone.

Ele é piloto de teste, ponto. Ele não tá mentindo. Não. Ele é piloto de teste. Ele tem que saber voar. Você pilota. Ele pilota. Ele não é possível que ele é um cara que nem eu de flat monitor que tá pilotando drone de verdade. Drone espacial. Não é. Ele é piloto, no mínimo. Será? Será que eu sou... Toca a madona aí. O papo que rola na rede. É que eu sou piloto. Será? Não. Eu não quero botar o cara em dúvida.

Mas quando você fala assim, a minha aeronave passou do Mach 1, sei lá, Mach 3, sei lá qual Mach. Mach 3, é. Você, automaticamente, na minha cabeça. Você pensa o Tom Cruise lá de capacete de astronauta. Você imagina o ser humano sofrendo forças extremas. Exatamente. Correndo risco. É, não. E levando a tecnologia no limite. Acabou, cagou. É só robô.

tá errado ele em fazer isso de casa? não tá chega de se arriscar também porra cara e a pode se arriscar pelos outros? porra cara eu tinha um amigo piloto que sempre falava que eu tinha jeito pra ser piloto mas eu falei assim não posso cara é muito EDH não consigo agora você pode eu posso ser piloto de teste de casa de casa de drone isso só tem que ter uma internet estável

Aí ele continuou aqui, dele quebrar a barreira do som. Esse marco vem de um esforço de mais de 120 engenheiros de diversos países que ajudaram a construir a Aurora. Atualmente estamos trabalhando na nova versão, que será o primeiro avião a decolar horizontalmente, por método próprio, alcançar o espaço e voltar planando tal qual o ânimo espacial fazia. Quer dizer, voltar planando, né? O ânimo espacial não decolava na horizontal. É, exato, exato. Mas é... Puta!

Toma combustível aí. Ah, não, é foguete. Enfim. Não, e ele vai voar, né? Até chegar lá, né? Ele vai decolar como um avião. Ah, provavelmente... Peraí, mas ele vai decolar... Ah, é, por isso que... Porque esses aviões espaciais, eles normalmente são acoplados em aviões maiores, eles soltam eles lá, lá na estátua, chupa do caralho. Isso. Tá querendo dizer que eles vão sair do chão... Maneiro. ...e chegar no espaço e voltar. Olha aí. Foda, foda. Imagina se ele estivesse dentro.

Nossa, já pensou? Não, é maneiro. O cara tá fazendo isso na Nova Zelândia. Nós somos otários. Cala a boca, não. A gente é muito... Eu ia aqui se fuder nos Estados Unidos. A única coisa que a gente faz remotamente aqui é comprar online.

gravar, gravar Nerdcast, a gente nem grava na rádio. Tá zoando o cara que pilota o Mach 3. A vida remota, gente, tá achando o quê? Exatamente, não ouve o que a gente tá falando, não. Parabéns, porra, que inveja. Foda demais. Quero compartilhar que as inúmeras horas de voo que passam em frente ao simulador são ambientais com a companhia de vocês escutando Nerdcast. Caralho, na moral, isso é foda demais. Ele pilotando o drone do Mach 3 ouvindo Nerdcast. Olha aí. Porra, cara. Se tiver um filme sobre o Aurora, a gente vai tocar.

no karaokê. Ah, gente, por favor. Gostaria muito de poder contar mais sobre essa história e, quem sabe, ajudar a fomentar o interesse no espaço entre jovens do Brasil e falar mais sobre o programa de espaço que ocorre aqui na Nova Zelândia. Caso um dia vocês voltem a visitar a Christchurch. Olha aí. A gente não precisa visitar, meu amigo, a gente pode fazer um papo remoto.

Ele tá convidando a gente pra visitar o quarto general dos caras lá. Você tá jogando um monte de gentileza fora. A gente aceita, cara. Bora lá. Ele vem perigosamente aqui. Crash Church é a cidade lá que teve o... Que teve o mega terremoto em 2011. Olha aí ele na pista. Ele é pequenininho mesmo, dona lá. Então, se ele ficasse na frente do avião, a perspectiva forçada...

Não, o avião ia aparecer menor ainda. Porque ele ia estar na frente do avião. Mas aí tá longe, né? Olha a foto da asa do avião. Puta que fotão. Olha, vou te falar. Nova Zelândia ali. Nossa, cara. Porra, parabéns aí, cara. Os engenheiros, todo mundo. Fotão. Eu tenho link aí no post. Você vê as fotos que ele mandou do Don. Maneiro, maneiro. É maneiro. É que tá zoando, mas é maneiro. Porra, muito foda, cara. Irado, irado. Felipe Scott. Também não falou a idade. Jornalista de Palhoça, região metropolitana de Florianópolis. Olha isso.

Estou enviando contato para elogiar o programa sobre Artemis 2. Obrigado, querido. Que conversa interessante e divertida. Gosto quando vocês debatem assuntos de história e ciências. O motivo do meu contato... Hoje tem mais ciências, olha aí. O motivo do meu contato é apenas para sugerir dois programas televisivos que estão diretamente relacionados ao tema do último episódio.

O primeiro é uma série documental que eu não sabia da existência, mas que apareceu, entre aspas, nas últimas semanas no catálogo da HBO, com a repercussão da nossa viagem da NASA à Lua, que foi From the Earth to the Moon, da Terra à Lua, produzida pelo Tom Hanks em 1998. Foi logo depois do Apolo 13, né? Olha aí. Ele fez essa série que era mais... É tipo assim, era que nem o Band of Blood.

Ele fez só do Ryan, ficou empolgado, eu vou fazer uma série dramatizada, mas mais documental. E a mesma coisa com From the Earth to the Moon, que é sobre Apolo 11 e o primeiro pouso da humanidade na Lua, de fato. Aliás, não, ele conta a história das missões da Apolo ao longo das décadas de 60 e 70, mostrando detalhadamente como cada uma das missões se deu. Dos seus fracassos, Apolo 1, né, que teve um incêndio, matou os três astronautas, até a conquista da Lua na Apolo 11. E outra série que eu vi...

vieram cobrar da gente até hoje. Eu já vi a primeira temporada, mas não vi o resto e tô em pecado. Chama-se For All Mankind, da Apple TV, que é fodástica. Diferentemente da outra produção, essa é uma ficção com pé na realidade. Ela imagina a corrida espacial com um homem da União Soviética pisando na Lua antes dos americanos. O primeiro trailer é muito maneiro, né? As pessoas vendo lá, pisando na Lua, pisando na Lua, aí quando você vê o cara bota a bandeira da União Soviética. A ideia é boa, a ideia é muito boa.

E eles vão contando como que os americanos, por terem perdido a corrida para chegar primeiro na Lua, como a coisa escala de uma forma diferente. Porque o que aconteceu é, os americanos chegaram primeiro, os russos já estavam fudidaços, e aí falaram assim, ai, então foda-se. E aí eles abandonaram o projeto, admitiram, admitiram! Os russos falaram assim, é, beleza, vocês chegaram e a gente não vai gastar mais dinheiro com essa porra. E alguns anos depois, o próprio congresso falou assim, vamos parar de gastar dinheiro com essa porra. Exato. Porque os russos não vêm mais.

E aí o que acontece? E aí a gente, enfim, o programa espacial foi mudando para outros tipos de, né? Foi para shuttle, depois estação espacial. Teve outra estação espacial antes. É, mas diminuiu a grana. Skylab e tal. É, exatamente. Mas no For All Mankind, a ideia é como os russos chegaram primeiro. A corrida continuou. A corrida esquentou ainda mais. Sim. E aí eles passam a, os americanos passam assim, agora o nosso objetivo é construir uma base militar em Marte.

só qual é? Começou na luta e aí o programa, em vez de perder grana, eles ganham mais é mais incentivo, porque continua rolando Guerra Fria, continua rolando toda aquela parada, aquela medição é muito maneiro, e aí eles começam um programa que realmente existiu, mas foi muito minguado, que é o programa espacial de astronautas mulheres

E que ganha mais força, porque eles precisavam fazer uma coisa diferente. Então vamos botar um monte de mulher na lua. E aí tem todo o machismo da época. Cara, é uma série espetacular que eu tô em pecado, como eu falei. Não fiz as outras temporadas. Muito fada. Então, por consequência, a União Soviética não cai nos anos 90. Sim. Tipo assim, ela ganhou um novo combustível de importância, geopolítica, o caralho. Novos combustíveis são descobertos.

é muito maneiro, cara. Ele falou assim, achei interessante em uma matéria do New York Times, ao analisar a quinta temporada da série, mostrar que nos anos 2010 não teríamos redes sociais como temos hoje em nossa sociedade. Caraca, não sabia disso. Olha, talvez um futuro mais brilhante pra humanidade se isso tivesse acontecido.

Há poucos sinais da presença agitada tóxica das redes sociais, que, por volta de 2012, nossa própria linha do tempo, estavam em plena ascensão. Quase não há traços da cultura online, memes, fomo. Existem o que parecem ser iPhones, afinal, a série é produzida pela Apple. Sim.

mas as pessoas não passam o tempo todo grudado neles, né? A explicação pra isso é que a sociedade estava voltada a construir equipamentos barra produtos voltados para a exploração espacial sem tempo pra perder com redes sociais, fica a reflexão, é isso. Porra, antes os russos tivessem chegado primeiro.

Agora um e-mail sobre 20 anos de NETCast. Olha aí. A gente tá lendo aqui toda semana. Mande aí, cara. A gente tá falando pra galera. Mande pra NETCast.com.br Um momento onde o NETCast teve muita relevância na sua vida. Pode ser quando você descobriu. Ou alguma coisa que te marcou. Qualquer coisa. Então, hoje, Alexandre Amorim, 49 anos, servidor público. E Saskatoon, além da muralha, Canadá. Caraca, lá em cima. Você tá além da muralha? Além da muralha...

Puta merda. Esse realmente é um ouvinte antigo, pois mandou todos os dados. Olha aí. Fala, nerds. Esse não é o meu primeiro e meio. Aí, até começou da maneira certa. Durante muito tempo, ensai a escrever essa mensagem, mas nunca encontrei a ocasião certa. Achei que a comemoração dos 20 anos do Nerdcast era a oportunidade perfeita. Acompanho vocês desde antes do próprio Nerdcast. Ainda na época do blog, da Casa dos Heróis, de Versões Unidas. Nossa.

Nossa Senhora, que foda, cara. Tamo junto. Tudo aquilo que fazia o Jovem Nerd ser um universo tão particular. Conheci o JN por causa de uma reportagem do Omelete sobre o que esperar de Matrix Revolutions. Eu lembro que eu escrevi esse texto na época do Matrix Reloaded e mandei pro Omelete. Falei, Omelete, humildemente, aí ó, escrevi um texto se vocês quiserem publicar. Só bota um link lá pro Jovem Nerd. Pô, foi muito maneiro, cara.

Muito, muito maneiro. Que foda que você chegou por esse link. Desde então, nunca mais deixei de acompanhar vocês. Posso dizer sem exagero que escutei todos os netcasts e tive o privilégio de ver de perto essa caminhada do Anonimato ao Estrela. Olha aí, olha aí. Viu até o alasagão do Big Brother 3.

É difícil escolher um episódio favorito. Tenho um carinho especial pelo Nerdcast sobre as guerras mundiais, que eu vi mais de uma vez. Ao longo desses 20 anos, aconteceu muita coisa por aqui também. Do lado de cá, do fone de ouvido, vocês me acompanharam no mestrado, no doutorado, no casamento, no nascimento das minhas duas filhas e muitas noites em claro cuidando delas. Hoje com 14, 15 anos. Nossa, o tempo passa.

doideira. Que doideira, né? Isso é uma doideira. Caraca. Além das esperas durante as aulas de tênis, da preparação para maratonas, das corridas, de tantos outros momentos da vida. Olha aí. Também acompanhei tudo que foi acontecendo com vocês ao longo do tempo. Tenho até hoje o primeiro livro do Eduardo Esporte, aquela publicação limitada. Nossa, sem orelha, né? Será que é dos 70? Pô, ele é das antigas, deve ser.

ou é a capa do Harrod? Pois é. Viu o nascimento da Nestor? Ah, então pode ser que ele tenha o primeiro ao mesmo. Participei da campanha de que vocês fossem entrevistados pelo Jusso Ares. Não dei nada. Essa é a maior... A gente chegou a fazer a pré-entrevista. Mas fomos flopados. Já que é, antes de você ir no Jusso Ares, a produção ligar pra você e fazer uma mini pré-entrevista pra ver se você era engraçado, interessante, maluco e tal. E aí nunca mais ligar. Nunca mais ligar.

Chegamos quase. Foi graças a campanha. Obrigado, obrigado. Participei da Sky Nerd. Perdi a chance de comprar o baralho dos netcasters. Acompanhei a mudança pra Curitiba. Depois pra Flórida. Vi o crescimento da Mônica, do Boxe. O sucesso dos outros netcasters. Inúmeros prêmios conquistados. Caralho, em resumo. Vibrei com cada conquista de vocês. E sigo torcendo pra que haja ainda mais sucesso. Tanto na vida profissional quanto na pessoa. Pô, obrigado por esse carinho, cara. Não tem nem palavras, cara. De verdade. Legal mesmo.

Foda demais, Alexandre. Meu charazão. Porra, tamo junto, cara. Que maneiro ouvir isso. Obrigado por ter, né, escrito sobre isso. Eu acho muito foda, porque tudo isso é muito invisível pra gente, né? Não sei se vocês vão se lembrar, mas muitos anos atrás eu fiz algumas camisetas nerds aqui e enviei pra vocês. Entre elas, uma do Italian Stallion, outra do Twin Pine Small e outra vermelha com o logo do Super-Oi Americano. Caraca!

Tinha, né? Tinha, eu usei antes de muitos anos. Foi ele que mandou? Eu acho que sim. Caralho, brother! Você tá de sacanagem aí! Porra, Alexandre, tamo junto, cara. Obrigado, cara. Onde é que você tá? No Canadá, além da muralha. Nossa. Porra, cara, se eu tiver aí além da muralha, a gente tem que se encontrar. Parabéns pelos 20 anos de Nescast. Muito obrigado por terem feito parte de tantos capítulos da minha vida. Porra, eu que agradeço. Que meio foda, cara. Tamo junto demais, querido.

Mande o seu também. Mande. Nerdcast.com.br Conte a sua história nesses 20 anos. É isso.

Quero começar perguntando a definição de hobby. Um hobby é uma atividade prazerosa realizada no tempo livre, fundamental para o relaxamento, redução do estresse e saúde mental. Essa definição... Eu tô lendo exatamente a mesma definição da Wikipedia. Tá vendo, então? Mas é isso mesmo. Hobby é uma atividade de lazer. Que você faz porque é legal. Mas ela ia ter que ser recorrente. Tem que ser recorrente pra ser um hobby, né? Tipo assim, ah, eu vou passear no parque. Não é um hobby isso. É um passeio. Eu vou passear no shopping. É um papo... Tem gente que tem lazer em passear no shopping.

depende se você faz isso toda semana, sempre que você tem um tempo livre, você vai fazer isso. Tá, então a gente pode já dizer que tem hobbies michurucas, né, que é tipo passear no shopping, um hobby muito michuruca, né. Não é hobby, passear no shopping, deve livre. Robiscos, Robiscos, pequenos Robiscos.

Não, tem que ter algum tipo de recorrência, gente. Ele é recorrente, mas ele não é uma coisa que você tem que estar fazendo o tempo inteiro. Então você vai no cinema uma vez e vai fazer o teu hobby de ir ao cinema. Quantas vezes você vai ao cinema? Ah, umas duas, três vezes. Entendeu? Eu fui no show do Paul McCartney e do Tendency Uzi. Não tenho hobby de ir ao show. Na vida. O Tendency Uzi você não foi, você caiu no show. É diferente, inclusive. Você nem pode dizer que foi no show.

Você estava lá quando o show chegou. Do Tendency, sim. Mas o Paul McCartney... O Paul McCartney você foi, ativamente. Né? Passagem avião, trem... O Tendency foi passivo. Você foi passivo no show do Tendency. Foi porque a oportunidade se apresentou. É isso. E aí nós agimos em cima da oportunidade.

Mas o hobby tem isso, Jovened, que não é só o momento em que você está, é toda a preparação em volta. Tem um planejamento, tem um planejamento. Tem um planejamento, é uma atividade que é mais do que a hora em que você está engajado na atividade. É tudo que está em torno dela.

E gera uma tradição, né? Você gera uma tradição comportamental com você mesmo. E aí você acaba definindo coisas sobre você mesmo a partir dos seus hobbies, por exemplo. Ou gera alguma auto-percepção de identidade também. Ó, eu quero listar aqui, pra começar, os hobbies do Sr. K. Eu sabia. Vamos lá. Eu sabia, vamos lá. Título de Nelson Rodrigues.

Vamos lá, você já teve mergulho. Mergulho não era hobby, era esporte, mas vamos lá. Mas era esporte, ficar na água boiando é esporte aonde, que é isso? É, é, é esporte. Praticar esporte também é hobby. Xadrez é esporte agora, que nem mergulho. Não, xadrez, reza a lenda que também é esporte, por incrível que pareça. Se você não sua, se você não sua, não é... Não, no comércio não é transição de dar esporte, você tem que suar. Eu concordo com a sua definição, se você não sua não é esporte, eu concordo. Mas o ponto é, debaixo d'água você não sabe se tá suando ou não.

Pô, mergulho, era um hobby. Era um hobby, não. Era um esporte, mas vamos lá. Rapel, você não teve a fase do rapel? Não, não, não. Nunca foi hobby. Rapel eu fiz algumas poucas vezes e não configura um hobby, não. De jeito nenhum. Fotografia. Fotografia, hobby. Fotografia é um hobby que eu sinto muita falta. O cara que anda 10 quilos de equipamento fotográfico nas costas é... Saudade de 10 quilos.

Airsoft. Airsoft também era um hobby. Airsoft era um hobby, concordo. Não vou considerar o Airsoft como esporte, que é sacanagem. Não, não. Eu não levava como esporte, eu levava como hobby. Você soava mais do que no mergulho, eu te garanto isso. Você se dedicava mais do que em esporte. O cara ia de palhaço completo, ficava de sniper, camuflado, na janela de scope.

Eu não considerava um esporte, eu considerava um hobby, que me divertia horrores. Eu sei. E impressão 3D é hobby, é trabalho ou o quê? É esporte? Cara, se você falar escultura digital, é hobby. Se você falar impressão 3D, é trabalho. São coisas diferentes. E qual que é a diferença? Porque tem muita coisa que eu faço na escultura digital, pelo prazer de fazer, que fica comigo e que nunca ninguém viu. E tem coisas que eu faço na escultura digital que são impressas e viram anéis, viram... Os anéis, as joias do Sr. K.

É, viram produtos, viram pendentes, etc, entendeu? Por isso que eu digo que há uma diferença aí. Tem muita coisa que eu esculpi e nunca imprimi. Eu esculpi, olhei e falei, ok, esse aqui é um projeto que eu vou terminar depois. Eu guardei. Me falta habilidade pra terminar esse projeto do jeito que eu quero. Tá ali guardadinho. Então dá pra dizer que o hobby, ele seria uma atividade onde o fim é um fim em si mesmo. Ela é um fim em si mesmo. Sim. Um hobby não pode fazer dinheiro. Se o hobby faz dinheiro, é uma atividade financeira. É a maneira mais fácil de você marcar.

um hobby. Eu passei separado uns anos atrás, aí eu comecei, eu voltei a pintar miniatura, que eu fazia isso na adolescência, aí parei uma vida toda e em 2019 eu voltei a pintar. Aí, depois de um tempo, a gente fez um negócio de um canal por assinatura, aí eu comecei a postar mais vídeos de pintura nesse rolê, porque eu comecei a primeiro mostrar o hobby, né? Não lembro, na Hotmart a gente fez durante a época. Ah, sim, verdade, verdade. Eu tava achando que você tinha feito um OnlyFans de...

Olha aqui o meu pincelzinho. Aí, não, não. Não, é porque assim, eu tava postando e aí a galera gostava, etc e tal. E aí veio o negócio... Tava postando no Instagram, você diz. No Instagram, é. Comprou um hobby mesmo. É, isso eu lembro. Aí teve o negócio, ah, Roto, mas não quer fazer o teu negócio de pintura aí e aí você faz por assinatura, você mostra, mas faz tipo como se fosse uma coisa mais densa ainda.

E aí eu fiz isso por alguns meses e eu falei, eu vou matar meu hobby, sabe? Transformar ele em trabalho, sabe? E aí eu até parei de publicar os vídeos de eu pintando, porque pintar e filmar já atrapalhava o hobby. Já transformava o hobby numa atividade meio profissional. Aí depois eu tinha que editar o vídeo, botar a música, ficar bonitinho, etc e tal.

E aí eu falei, tô estragando o hobby, tô transformando em atividade profissional, tô transformando em não sei o que, diga dinheiro. Para! Para que tu vai perder o hobby. Aí eu parei e eu mantive o hobby. Então esse negócio de transformar o hobby, porque o Jovem Nerd era... É isso que eu quero perguntar pra vocês, a parte psicológica. Porque o Jovem Nerd era um hobby, no início. E aí a gente gostava tanto disso, o hobby. O hobby dava tanto prazer que a gente resolveu pagar um contador pro hobby. Aí a gente falou assim, porra, a gente não pode pagar um contador pro hobby? Isso é um absurdo.

Até acrescentando aqui, a dúvida é que o hobby, em teoria, né, ele é uma atividade que você faz para si mesmo, né? Isso. Mas nos tempos que nós vivemos, é muito comum que as pessoas compartilhem as coisas, que foi meio que aconteceu com o Jovem Nerd. Foi meio... O hobby que era público. Isso.

Exato. E muita gente faz as coisas na internet e compartilha. Hoje em dia eu nem sei mais se as pessoas compartilham por compartilhar, porque, sei lá, 20 anos atrás, quando existiam blogs e não tinha ainda rede social massiva como é hoje, as pessoas compartilhavam pelo prazer de compartilhar mesmo. Não era com segundas intenções, e eu não tô dizendo que elas são escusas, né? Mas hoje... É, tem uma economia pra isso. Exato.

Exato. Hoje, quando a pessoa compartilha alguma coisa online, existe uma intenção ali daquilo, pegar view, virar uma fonte de renda, o que seja. Então, a minha pergunta é acrescentar isso, sabe? O hobby, ele tem que ser compartilhado, não necessariamente? Não. Não necessariamente. Não necessariamente. Ele pode ser um hobby social, quando você faz junto com outras pessoas. Tipo, jogar. Jogos de tabuleiro, RPG. Batalha campal. Também. Esse é um hobby que eu gostaria de ter. Queria ter um hobby desses.

E só falar pro senhor Ká que praticar esporte é hobby. Se você não é um atleta profissional que só faz isso pra viver, você trabalha e pratica esporte porque você gosta, ainda que competitivo, também é hobby. O meu caso, por exemplo, é judô. Eu faço judô há 31 anos.

Caraca, maluco. É, e sempre foi hobby. Tá, até faixa preta, né? É, sim, sim, já faz tempo. Aham, na mão. De que dan? Terceiro, agora. Como eu treino há muito tempo, sempre fez... Eu falo assim que eu não vou pro judô, eu volto pra ele. Eu reservo sempre uma parte da semana pra isso, e é um conflito mesmo, né? Porque, querendo ou não, você gasta algumas horas, e você poderia estar fazendo outra coisa, ganhando dinheiro, sei lá, com isso. E é uma escolha intencional, vou abrir mão. A galera até me pede, mas, sei lá, reunião, eu desmarco. Tipo, esse é o horário do judô, é pra mim, e sempre foi um hobby. Sempre foi um hobby, e sempre vai continuar sendo.

Aí que eu vou colocar a pergunta que eu queria fazer no início. Transformar o hobby de trabalho foi o que fez o Jovem Nerd ser o Jovem Nerd, certo? A gente gostava muito, era um prazer muito grande. Os nossos trabalhos mundanos não eram prazerosos. É antes do podcast, inclusive, né? Muito antes, exatamente. A gente tá falando ali de blog. E aí a gente foi e aí a gente começou a querer fazer cada vez mais isso. Aí seria legal se a gente fosse pago por isso, mas ninguém ia pagar a gente. A gente começou a descobrir coisas assim, porque ser pago por isso significa financiar a...

Aquela é um prazer. Quando a gente fazia, mesmo que já publicamente, né? Sempre foi público, né? Mas a gente fazia pela graça dos outros verem e comentarem. Era o pagamento que era suficiente na época. Era o nosso pequeno hobby, exatamente. Só que a gente gostava tanto que a gente queria, de alguma forma, né? Descobrir uma forma de ser pago pra fazer isso. E a gente foi descobrindo lá. Publicidade. 20 anos que se passaram, o hobby virou trabalho, beleza? E mudou a nossa vida, etc. Só que a gente teve que procurar outros hobbies. Então o hobby, quando vira trabalho, ele vai deixar de ser hobby.

Sim, ele deixa de ser um fim em si mesmo, né? Ele vira um fim por uma outra coisa, aí perde o sentido dele, né? Então, mas isso não quer dizer que você vai perder o sentido do que você faz, né? Só que não é a função de hobby, ela não existe mais. Mas aquele prazer que você tem de descomprimir a sua mente de qualquer atividade mais...

séria que você tem, etc., que pede a sua atenção, responsabilidade, etc., o hobby é justamente o alt-tab disso. É isso. Exato. Ele tem função regulatória. Ele é um negócio que você faz porque aquilo diminui seus níveis de estresse e ansiedade, pelo menos de forma global. Eu ia perguntar se a ansiedade podia ser considerada hobby, mas não existe ou não, né? Não, não.

Hoje em dia, né? Em outra categoria. Eu acho que tem gente que faz por esporte. Esporte tem. Ansioso por esporte tem. Atleta da ansiedade. É tipo isso. Não quer dizer... Porque fica parecendo assim, que uma vez que você se transformou em trabalho, você parou de gostar daquilo que eu paro de te dar prazer. Não, tem gente que tem sorte, que faz o que gosta, que tem satisfação. Não, a gente faz o que gosta. Mas é diferente de ser hobby, entendeu? É diferente.

Exato, é diferente, porque o hobby não tem compromisso Porque o hobby tem comprometimento, mas não tem consequência se você... Se você não fizer É, exato, né? Já o trabalho, não Se você não fizer, vai ter consequência Depende, se você falar isso pro meu Game Master, eu acho que ele não vai concordar com você We don't make mistakes, we have happy accidents

Uma coisa importante dessa discussão que a gente tem aqui é, parece que a gente tá falando aqui de privilégio. Ah, porque, pô, o cara tem o privilégio de ter o hobby, tem o privilégio de tirar um tempo da semana pra fazer judô, tem o privilégio de parar pra pintar miniatura, pra imprimir coisa, pra modelar coisa, etc. Porque, tipo assim, às vezes a pessoa até tem tempo livre, mas aí tem família, tem que levar filho na creche, na escola, não sei o quê. É, muita gente nem tem o tempo livre, né? E o hobby, ele precisa vir num tempo livre. Porque o que acontece? É isso que eu quero perguntar pra vocês. Não necessariamente.

dependendo com jeitinho você consegue fazer seu hobby no horário de trabalho cagada remunerada pode ser hobby? cagada remunerada

Veja bem, não disse que você vai executar o seu trabalho bem, não disse que você vai ser bom no seu hobby. Como é que você faz tudo ao mesmo tempo, fazendo tudo mal feito? Mas não quer dizer que você tem que separar o momento do seu dia e falar, isso aqui é o meu hobby. Mas eu acho que tem, acho que essa é a parada. Isso seria o ideal. É, mas acho que é isso, é o escape, né? Mas no mundo atual, você tem que ter o escape dentro do que você está fazendo, às vezes.

Então, mas aí nessa economia, no mundo atual, nas perspectivas geopolíticas, econômicas, etc, que a gente vive, o que acontece? A gente vive numa cultura de produtividade, onde o valor da pessoa é muito medido pela produtividade, não deveria, mas é assim que o mundo que a gente está vivendo hoje se configurou. Então, isso acaba criando algumas armadilhas, que a gente pensa assim, nossa, se eu quero fazer um hobby, eu vou fazer um hobby que seja produtivo, que eu esteja aprendendo uma coisa, que eu possa... Isso é uma armadilha filha da puta mesmo.

E isso acaba sendo uma armadilha de você se sentir culpado de fazer qualquer hobby, que seja crochê, pintar, cantar, tocar instrumento, ou seja, de falar assim, putz, eu não vou aprender a tocar guitarra, porque eu não vou ser músico profissional, não sei o que, é melhor eu gastar mais do meu tempo sendo produtivo em alguma coisa que possa, sei lá. As pessoas, na verdade, estão procurando segurança, né? É isso, pro futuro, etc. E aí que eu pergunto, é fácil a gente cair nessa armadilha? A gente fala assim, nossa, meu hobby tem que ser uma coisa produtiva, eu tenho que ser produtivo, e tem como ser as duas coisas?

ou não. É, porque antigamente não tinha esse problema. A pessoa podia tocar cravo na casa de campo e tava tudo certo. Hoje em dia você vai tocar cravo... Caralho, mas nossa senhora, por favor, no sino babaca. Tocar cravo na casa de campo.

Que força foi essa? Não foi, cara. Eu tô falando em 1900 e Jenny Austin. É isso que eu tô falando. É isso que eu imaginei. Aquela propriedade pequena, assim, da porta da mansão até o portão tem pelo menos um quilômetro e meio. Numa linha rata.

Uma linha reta, tudo gramadinho Carrinho de golfe Pega o carrinho de golfe Vou tocar cravo Não tinha carrinho de golfe em 1910 Não tinha Meu alvoé está em manutenção, vou no cravo agora

É, porque hoje é muito fácil você pegar aquela habilidade que você tá desenvolvendo, porque acaba se desenvolvendo alguma espécie, né, de habilidade, e postando isso online. É. E é quase que natural. E aí, essa é a armadilha de transformar o hobby num trabalho. Exatamente. Tem um ponto importante aí, que eu acho que é o que controla você. Então, por exemplo, no hobby clássico...

você é controlado pelo fim em si mesmo, que é a própria atividade. Então, você se reforça pela atividade em si, e é prazeroso e tal. O cravo é mágico. O cravo é um negócio mágico. Pura, pura luxúria o cravo. É, exato. O hipocampo fica ali naquela loucura. Loucura. Mas aí, a questão é quando o hobby vira trabalho, ou é quando você tá colocando o controle no outro. Então, você se sente, entre aspas, obrigado a fazer algo postar pro outro ver. Porque o outro vai cobrar, inclusive, apesar de não pagar nada por isso. É, às vezes ele cobra. Às vezes?

E aí que é interessante, você vê, por exemplo, a semiótica da rede social, né? Que você tem um perfil na rede social com seguidores. É como se fosse uma coisa meio messiânica mesmo, né? Em que você vê os outros e é visto. Até o Foucault chamava de panóptico. O panóptico era uma torre que tinha janelas pra dentro, então todo mundo via e era visto por todo mundo, o tempo todo. Então a rede social é meio assim, né? É, Holanda, né? Amistadã, basicamente. Você anda qualquer canal lá, todas as casas são isso.

É, então, como as pessoas veem e são vistas, você tem essa meio que obrigatoriedade de mostrar e dever satisfação pros outros, mesmo sem querer. Sim. Eu costumo chamar isso de lógica dos receituários, que funciona assim. Então, hoje em dia, as pessoas estão sempre procurando como, né? Como perder peso, como ganhar dinheiro, como não ter frieira, coisas do tipo. Só que elas não percebem... Não, não, não. Frieira, não. Não deixa frieira, não. É, então. É bom? A coceirinha da frieira, né? Pô, caralho. Aquela coceirinha... É demais. Tá maluco, gente. Não mata a frieira, não, porra.

Você não precisa de frieira, você pode ter um vaso de urticar em casa E esfegar nas costas Ele quer a sensação do alívio da coceira da frieira Bota na lista do Sr. K Mais um A frieira é o hobby do Sr. K Inclusive ele não deixa a frieira melhorar Ele mantém a frieira Sob controle Exato, pra ele continuar coçando

Tem anos que eu não tenho frieira, porque com o advento de trabalhar mais em casa, eu uso menos sapato fechado, eu não uso mais meia, fica molhado o dia inteiro, suado, etc. Molhado é foda, que isso? Pé de trincheira? Caralho, que isso? Primeira Guerra Mundial?

Pois é, então eu não tenho mais frieira. Ficou uma parada que eu perdi na minha vida. Você pode recuperar e fazer, inclusive, aí você faz, você recupera o seu hobby, passa a trabalhar em casa com essa sua bota de airsoft que você tem ainda aí. Então você calça ela pra ter frieira. E aí você pode fazer um OnlyFans, um...

Um pack de pezinho de frieira. Nossa, senhor Ká, olha aí, vai transformar em trabalho. Bom, uma pessoa que pagasse pra ver um pé com frieira, eu não sei. Eu acho que é uma pessoa que precisa de... É doido pra tudo nessa... Ah, não duvido nada. Olha só, no king shaming, mas porra, há limites, né?

Há coisas piores, viu? Há coisas piores. Esse é bem ok, eu acho. Não faz bom pra ninguém. Senhor Carlos, você postar a foto de frieira e dar uns 50 pau por mês é um bom roubo de verificação. 50 pau, pô, meu? Essa galera que ganha o pé aqui do pezinho, ganha grana, maluco. 50 mil reais por mês pra ter uma freirinha coçando? Porra, agora!

Vai virar profissão esse hobby? Eu mantive uma frieirinha durante anos e não ganhei um centavo com essa porra. Tá vendo? Era hobby. Não era uma antiga garota. Exatamente. Mas era outro mundo. Era um mundo mais ingênuo. Era um mundo mais ingênuo. Hoje em dia não dá mais. Então a gente categoriza os hobbies de antigamente. Tocar cravo e coçar frieira era uma coisa de antigamente. Isso, isso. Hoje em dia é postar na internet.

Esse virou o grande hobby coletivo que é postar na internet. É verdade. Então, mas eu acho que o hobby coletivo nem é postar, é scrollar. O Doom Scroll. Isso mata qualquer hobby, cara. Exato, porque isso não é um hobby. É o anti-hobby. É anti-matéria do hobby.

Exatamente, o anti-hobby. Exatamente. É o devorador de hobbies. É, cara, é muito... Eu fico impressionado como ele suga o tempo. Vou só olhar rapidinho aqui. Ele suga... Eu tô olhando lá o Dungeon Crawler... Não posso falar. Dungeon Crawler Crawler. Dungeon Crawler, é. Isso, né? O explorador de catacumbas lá, de Marmorrascó. Que é ótimo. Mas eu fui lendo no avião, porque eu vou não tinha Wi-Fi, graças a Deus.

O que parecia um benefício é uma desgraça. Olha só falta de controle. É, né? Graças a Deus que não tinha. Era só não conectar no Wi-Fi se tivesse. E aí eu fui lendo o livro e tal. Estava gostando, avancei bem. Voltei aqui com... E não consigo, porque eu começo a... Ah, vou olhar aqui rapidinho só o Instagram para ver o que aconteceu no Big Brother. Toma ali.

Toma, eu não consigo ler o porra do livro, cara. É uma desgraça. Porque os devoradores de hobbies estão ao nosso redor. Então, mas eu acho que aí tem outra distinção importante, que é hobby é diferente de hiperfoco. E performance também, né? Exato. Uma coisa é performance, outra coisa é hiperfoco, outra coisa é roubo. Hiperfoco comigo, eu gosto. As coisas não se confundem. No hiperfoco, você tá num estado de desregulação atencional. Ah, comigo também. E você tá...

absolutamente focado em alguma coisa. Que não necessariamente faz sentido, nem deveria justificar o seu tempo, né? O que seja, é uma coisa que você se atenta àquilo fixamente durante longos períodos de tempo, perdendo contato com tudo que tem em volta. Você perde noção de tempo, você não sente fome, não sente frio, não sente sono. Então, isso é um estado de perforo.

Então, hobby é uma atividade. Tem muita gente que usa o termo hiperfoco e não é hiperfoco, de fato, né? É, exatamente. Não, é que nem... Lembra da época que eu lembro, acho que a gente até fez um podcast de que tudo era TDAH ou que tudo era TOC. Tem uso da moda, né? Eu acho que ultimamente tá na moda o tal do hiperfoco. E ser hiperdotado agora também. É.

Altas habilidades. Ah, as altas habilidades e tal. Que susto. Superdota. Doug Houser. Agora ela tá na moda. Nem é esse termo, nem... Mas as pessoas têm usado. Eu vejo usar. Não, mas altas habilidades é mais... Altas habilidades e superdotação. Não, eu sei. É mais acadêmico. Mas porque virou moda, todo mundo quer dizer que tem. Entendeu? É isso que eu tô...

É, mas eu sei. Na época do Whindersson, falou-se muito disso, né? O negócio das altabilidades é um negócio muito mais... Como a Aninha já falou, né? O cérebro é que nem... Não é que nem um botão que você liga e desliga as coisas, né? É tipo uma mesa de som gigantesco com um milhão de dials e cada um está configurado de uma forma diferente. Então, a gente agrupa configurações cerebrais que têm um amplo espectro e a gente tenta dar alguns nomes para ficar mais fácil a gente entender. Então, mas não tem um altabilidade superdortante que é igual ao outro, entendeu? E tem muita gente que não é e só está dizendo que tem.

Esse meu ponto. Pode ser também. Uma coisa que as pessoas não entenderam é que altas habilidades de superdotação é restrito a uma área de conhecimento. É uma área. Não quer dizer que você é um gênio. Exato. Quer dizer que você tem altas habilidades de superdotação em um campo restrito, que quando você tem sorte é a mesma coisa que você faz da vida. Daí a coisa vai pra frente.

É, na maior parte das vezes é horrível Dá mó trabalho Você tem que se adaptar a um monte de coisas, é horrível Uma das maiores pontes de ansiedade e depressão na infância É, as pessoas idealizam muito E agora todo mundo é narcisista Quando você pode ser sua cuzão Qual o problema é esse cuzão, na verdade?

Qual o problema? Qual o problema de você ser otário? Entendeu? Agora tem que pôr um nome bonito. Bota o DSM na cabeça da pessoa, coitado. Exato. Às vezes não chega a ser um narcisista, mas é um cuzão. É, não sou. Tá vendo? A Ana com certeza sabe disso, né? Tem um negócio chamado princípio de prebac, né? Opa! É, é muito interessante. Dá pra pensar os nossos comportamentos como se fosse uma economia de coisas. Porque você não é separado do ambiente, tá tudo junto. Isso. Quer dizer, a gente tá separadamente no sentido de que o ambiente vai influenciar o nosso comportamento o tempo todo.

Não só a nossa genética, a nossa cultura. Existe tudo misturado. Ambiente, cultura, genética, aspecto socioeconômico, tudo. Isso. Não existe comportamento sem o ambiente e vice-versa. É tudo uma coisa só. Então, por exemplo, imagina uma escola e tem uma criança e ela fica quatro horas na escola. Então o período total de tempo que ela passa lá é quatro horas.

Imagina que você observa ela e você vê que ela passa 80% do tempo brigando com as outras crianças e 20% do tempo lendo, por exemplo. Então, a experiência dela na escola, ela passa muito tempo mais brigando do que fazendo qualquer outra coisa. Aí o princípio de pré-marketing diz o seguinte, se você reforça coisas que às vezes não tem nada...

Nada a ver com aquilo que você quer punir, que é, por exemplo, eu quero que ela brigue menos. Então, ao invés de punir esse comportamento, eu posso reforçar outros comportamentos que não têm nada a ver. Então, eu chego para a criança e falo, ah, vamos jogar bola? Aí eu começo a aumentar o tempo dela jogando bola. Como o período na escola é quatro horas, se você aumenta o tempo dela jogando bola, automaticamente diminui o tempo dela brincando.

Porque quatro horas são total, né? É uma coisa econômica mesmo. Você reforça um comportamento que às vezes não tem nada a ver para diminuir aquele comportamento que você quer diminuir. E aí a criança começa a ter uma experiência de que, poxa, parece que na escola tem outras coisas que não seja só brigar. Em vez de só punir o comportamento indesejado, você vai estimular os outros comportamentos mais desejados e eles vão preencher mais espaço naquele comportamento geral da pessoa. É isso.

E a criança nem percebe que tá sendo punida, entre aspas, porque ela não tá, né? O hobby tem esse papel, ele começa a ocupar espaço na sua vida de forma a diminuir outros tipos de comportamento que podem ser negativos pra você. Como, por exemplo, ficar scrollando infinitamente, ou procrastinando coisas e tal. Então, assim, o hobby, ele tem um custo, que é, por exemplo, ah, eu treino, né, judô e tal, isso é um gasto de tempo. Entre aspas, eu perco dinheiro. Esse custo é amortizado pelos benefícios da própria atividade. Então, é tipo um investimento que você faz em você mesmo.

E é uma coisa que é fácil da gente entender quando você vai fazer exercício e o seu corpo vai agradecer, vai se sentir bem, vai estar mais forte, mais saudável, etc. É, não agradece não, viu? Dói muito, viu? Cair, eu não recomendo, nunca aprendi. Não, eu sei, mas agradecer de uma forma indireta com os resultados positivos da sua saúde e tal.

Altair, eu fui até conferir, tá? Isso que você descreveu é DRI, não é PREMAC. Ah, DRI. Ah, então confundi. É, porque eu lembrei de cabeça. Mas tá tudo bem, obrigado. PREMAC é quando você usa uma e que tem tudo a ver. PREMAC é quando você usa uma atividade de maior preferência, contingente a uma atividade menor contingência. Uma atividade reforçadora que você só tem acesso quando você faz outra que não é tão reforçadora.

Isso, é próximo, né? E tem super a ver com o hobby. Do tipo, eu tenho que trabalhar que nem uma... Eu acho que umas oito horas da semana, eu gasto oito horas de atendimentos esse dinheiro usar para comprar lixo de RPG. É isso, eu tenho que fazer uma atividade menos reforçadora que me dá acesso à atividade que eu gosto muito de fazer.

Na verdade, você está criando um crédito para você mesmo. E sem retroalimento. Então, você compra os livros de RPG, você tem um ganho que melhora a sua capacidade de atender e vai criando um efeito diálogo. Que me deixa menos estressada, que me dá satisfação. E aí, o fato de eu ter que trabalhar essas horas para poder ser esse dinheiro para poder gastar no meu hobby, torna esse trabalho mais motivador. Porque eu tenho uma motivação para me engajar no trabalho, porque ele me dá acesso às coisas que eu gosto no meu hobby.

Mas aí eu pergunto, o hobby, pra ele existir, ele só existe como um remédio a atividades indesejadas ou não tão recompensadoras, dopamínicas, etc? Ou não, não necessariamente. Às vezes você faz uma coisa que você não gosta muito.

Mas, entre aspas, você é obrigado. E aí, o próprio hábito vira um hobby. Por exemplo, no meu tempo livre, quando sobra um tempo, eu jogo videogame. Eu gosto de jogar videogame. Mas eu não fico seguindo nada, assim. Eu jogo os jogos que eu jogava quando era criança, eu gosto. Você não fica 300 horas no Dark Souls, que nem o Sr. Cass, no hiperfoco, sem comer, sem dar comida pros cachorros.

Não, não, não, não. Olha só, eu jamais gastaria o tempo que eu gastei em Dark Souls se existissem Cindy Nelson e Noronha na minha vida naquela época. Entendi. Então eles preencheram aí uma outra coisa. É verdade.

Os bichinhos dependem exclusivamente de mim e da Priscila, em alguma razão. A minha obrigação é para com eles. Ponto. Depois eu vejo o meu. Eles tomam café da manhã primeiro, eles vão ao banheiro primeiro. Depois eu faço o meu, porque eu tenho autonomia. Eles não. São seus filhos. Ser pai de pet é hobby, gente? Ser pai de pet, não. Não é hobby. É, não é hobby. Não é hobby. Não é hobby.

É outra categoria de coisas que você faz porque você se importa. Mas não é Rob. Não, mas aqui tem um a mais, Choninha. Esse a mais é onde está o Rob, talvez, né? Cala a boca, não é Rob porra nenhuma. Tá falando errado.

No seu caso, é cachorro? Cachorro, de dois cachorros. É cachorro. São cães, cães. Cães e caninos. Lobo, dog francês, top shelf. Com todas as características perfeitas. Um negócio inacreditável. Perfeitas, cara? O que que tem de perfeito no Noronha? Você tá vendo, Aninha? O nível do a mais, que é o hobby? Não, fui eu que falei. Veterinários falaram. Ele tem todas as características perfeitas da raça. Ele seria um animal excelente pra reprodução.

Nossa senhora, olha aí que beleza. Vai transformando um trabalho agora, vai virar negócio. É. Olha aí, olha aí, querendo matar o Rob. Vamos monetizar o neurônio, vamos monetizar o neurônio. Agora eu tô imaginando o cachorro tocando cravo. Tá bom. Aquela casa gigante, né?

E se uma música pudesse te levar mais longe? Pra perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026.

O hobby, às vezes a gente pode realmente aprender uma coisa nova. Claro. Eu entendi que o meu funcionamento, o meu cérebro é, eu gosto mais de aprender coisas novas do que aprender uma coisa nova e ir pro nível, sabe, faixa preta de judô que o Altaí é, sabe? O prazer de receber um aprendizado novo, pra mim, é muito mais forte do que o assunto em si. Ou seja, é farming de dopamina. No começo tudo é novo e te dá boost de dopamina. Com o tempo, vai perdendo. Isso. Alguns ficam e alguns vão embora.

É uma característica do TDAH, nós sabemos disso. Aham, sim, sim. Eu tenho na minha casa um quarto, que na verdade eu chamo de mausoléu dos hobbits. Porque eles morrem e vão parar lá. Porra, excelente! Tem uma caixa inteira cheia de coisa de tricô e crochê, tem outra caixa inteira cheia de coisa de pintura. A Oli tem outra caixa inteira cheia de... sabe assim? Mas tem aqueles que perduram, porque eu acho que esses são os que a gente realmente... que realmente dão alguma satisfação duradoura para a gente.

Eu acho que é legal que a gente ache algum desses. Senão a gente vai passar a vida inteira pulando de coisa em coisa. O que eu estou falando é um comportamento muito específico, assim, muito comum, que é TTH, etc e tal, que é esse negócio da dopamina. A dopamina fala mais do que a atividade em si, etc e tal. Então uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Mas é hobby também. Não é que você largou que deixou de ser hobby. Porque naquele momento era um hobby seu. Mas eu queria filtrar para que todas as pessoas que têm hobbies, mas têm características diferentes, já pegam esses hobbies. Eu queria filtrar isso para a gente poder tirar as camadas perciais e chegar no núcleo da coisa.

A minha pergunta é, o hobby é sobre estar no momento presente, certo? É. Essa é a raiz da coisa. Independente do que seja, independente se for fogo de palha pra um, depois pula pro outro, etc. A pessoa está ali, o que está em comum entre todas as formas diferentes de ter essa atividade é estar no momento presente, que não necessariamente é hiperfoco, né? Mas o hiperfoco também te coloca no momento presente, né? É óbvio, mas... É o hiperfoco que na verdade tira você do momento presente. Ele tira você do momento presente?

Você perde a percepção de tempo. O hiperfoco, sim. Mas não é porque você está completamente no momento presente ao ponto de o tempo não fazer mais sentido para você na sua percepção? Isso não é atenção plena. Não é atenção plena? Sério? Não, não. Não, isso é hiperfoco. Mas qual a diferença? É consequência negativa. O momento presente é flexível. A atenção plena ao momento presente é um estado flexível.

Esse é um mau uso do termo, sabe? Por exemplo, você pintando lá as suas miniaturas. Você até muda a sua percepção de tempo, o tempo passa mais rápido, coisas do tipo, mas você tá observando a você mesmo fazendo aquilo. Certo. O lado negativo, por exemplo, que seria o hiperfoco, é você tá desligado. Então você lá scrollando infinitamente alguma coisa, ou tendo um comportamento meio desadaptativo como uma forma de lidar com ansiedade. Isso seria um hiperfoco, mas não é necessariamente o momento presente. Na verdade, você tá deixando de experienciar o momento presente, né?

O hobby, eu acho que ele é um exercício de estar com atenção plena no momento presente, mas eu acho que ele pode induzir, para quem já é propenso, pode induzir a hiperfoco. Porque tem muito reforçador, tem muita coisa que libera muita dopamina ali naquele contexto. Mas eu acho que o hobby, a atividade que a gente está chamando de hobby, ela tem as duas facetas. Mas se ela for só hiperfoco, aí ela não é hobby, ela é hiperfoco.

Ah, é desadaptativo, né? É desadaptativo. O hobby, ele é regulatório. Isso. Bem ao sandbox mesmo. É uma caixa de areia pra você observar você mesmo e experimentar o tempo ali. Isso pode virar adicção de alguma forma? Isso pode se transformar numa adicção, num vício? Pode. E aí ele perde todos aqueles benefícios regulatórios e que te colocam no momento presente, etc. Porque ele passa a ser uma coisa que você precisa pra não sofrer. É diferente, né?

É, ele pode virar um hiperfoca, ele pode virar um comportamento compulsivo. Aí pode ter alguma causa material, assim, da pessoa, mas pode ser alguma coisa do contexto da vida. Então, um exemplo é, tipo, puxar ferro. Tem gente que, tipo, você mesmo machucado, você vai treinar, sabe? O que você tá deixando de pensar pra ter que cair esmagando ferro todo dia, sabe? Ouviu essa, Rex? É.

Esse que é o negócio, sabe? Tem que tomar cuidado com isso. Então, por exemplo, voltando até o exemplo do judô mesmo, às vezes você vê a pessoa que vai treinar machucada. Mas pra quê? Dá uma descansada. Você vai voltar melhor e tal. Mas a pessoa não consegue deixar de treinar, sabe? Então, o que ela deixa de pensar pra ter que fazer aquilo? Pra ter que treinar machucado? Então, o hobby tem o seu lado poético, bonito, até existencial, né? Mas ele pode mascarar muita coisa. Tudo depende do contexto onde ele é utilizado.

Exatamente, você pode estar buscando aquilo por um outro motivo, você está preenchendo alguma outra coisa que não adianta. Se você não acertar essa parada na terapia, sei lá, você vai ficar só preenchendo aquele vazio, um buraco sem fundo que você vai estar colocando coisa e vai estar vazando por baixo. É isso, né? A diferença é a seguinte, você pode ver o cara fazer exatamente a mesma coisa. Se eu olhar, o Sr. K e o Dave estão fazendo exatamente a mesma coisa, coçando a mesma fria.

Falei que você ia ser julgado. Um tá fazendo isso porque estar envolvido naquela atividade é satisfatório pra ele. O outro tá fazendo isso porque fazer isso impede dele ficar pensando numa coisa ruim, ou dele ficar sentindo culpa de não sei o quê, ou dele tá, sabe assim? Uma coisa é você fazer uma atividade por escolha. Eu paro quando eu quiser!

Exato, aí quando você vai pro outro Que tá fazendo aquilo pra tapar o buraco Pra evitar tomar contato com outras coisas Isso é o vício Isso vira uma coisa recorrente Toda vez que eu fico ansioso Eu vou e pego videogame Começo a jogar e fico lá e vira um hiperfoco

Aí eu começo a ficar culpada, faz três dias que eu tô sentado na frente do computador e sem tomar banho, sem comer, sem ir no banheiro. Aí eu largo aquilo e vou resolver uma coisa na vida. Só que aí eu fico pensando na culpa, porque eu fiquei, porque eu gastei, porque eu não sei o quê. Aí eu vou ficando ansiosa, ansiosa, ansiosa. Pra parar de sentir ansiedade, eu me ensino a jogar de novo. Porque quando eu tô lá, hiperfocada, eu não sinto mais nada.

Então a gente entendeu que hobby é uma palavra que tem muitos significados. E um deles é que a gente acabou de determinar que existem hobbies saudáveis. Sim. E essa é uma característica. E existem outros que já se transformaram em outra coisa e já não é mais saudável para a mente da pessoa. Tudo depende do contexto. Tem atividades que você pode ver de fora. A pessoa está fazendo e aproveitando ela mesma. E uma outra pessoa pode estar completamente em uma crise de ansiedade lidando com aquilo.

Isso que a gente não falou do prejuízo financeiro que o hobby pode trazer à pessoa. Que às vezes deixa o mental no chinelo. Ou desencadeia na crise. Não é, Fred? Não, eu nunca tive isso. Não sei o que está falando.

Nunca te vi isso. Gastou-se um dinheiro em equipamento fotográfico. E daí? E daí? Qual o problema de ter gasto? Eu só não fotografo mais porque eu não viajo mais, cara. Olha. Aliás, é um outro hobby que também está prejudicado aí. Mas viajar é hobby? Ou é só diversão? É um hobby de muito privilégio.

Não, às vezes não. Às vezes é mochileiro, mete a mochila nas costas. É, eu vejo gente que viaja por hobby, é isso. Para seis meses num lugar, para juntar grana, para poder passar mais seis meses viajando. É, tem galera que tem essa garra. Mete a mochila nas costas, vai trabalhando um pouquinho em cada lugar. Mas é mais que um hobby, aí já virou o... Mas isso não é lifestyle? Virou um lifestyle, o nome digital, essas paradas. Tem um monte de hobby que vira lifestyle, não? Mas aí se vira lifestyle, é hobby? Tem as duas partes, elas estão misturadas.

É, pode cair na lógica de trabalho, depois virar o seu ganha-pão, e aí perde um pouco do sentido, né? Se você tem que tirar um visto de nômade digital, é hobby? Não é! Não, nômade digital é trabalho. Que nem quando a gente contratou um contador pro hobby de fazer o Jovem Nerd. Não é mais hobby, pô. Deixou de ser hobby, com certeza. We don't make mistakes. We have happy accidents.

Pô, mas vocês falando de RPG, RPG é um ótimo hobby, né? É. É verdade, é um hobby que eu tinha. Todos aqui, todos, acredito. Desde que eu não resolva, que você tem que ter todos os dados, todos os livros. Esse negócio de ter todos os dados, agora não resolveu, não. Então. Não, mas assim...

Eu gosto de comprar dados de RPG. Eu acho eles bonitos. E eu gosto de jogar com dados físicos. Mas eu não consigo comprar todos os dados. Tanto que nos últimos eventos que eu fui agora aqui na Megacon em Orlando. E até na última San Diego Comic Con. Ou na CCCP mesmo. Eu não achei nenhum dado que eu olhei e falei. Nossa. Teve uma vez que em San Diego tinha um stand de dados. E os caras, não sei se você lembra. Eles tinham uns dados de vidro. Lembra disso? Lembro, lembro.

eu tenho um eu não comprei porque era caríssimo era literalmente 100 dólares o kit D4 de vidro é assassino e aí eu fiquei, porra, é lindíssimo o dado era lindo, lindo, pesado e tal eu falei, eu não posso usar porque vai quebrar eu tenho esse, eu paguei essa grana e quebrei o D4 no primeiro ano

Pelo menos você não pisou. Mas aí eu acabei não comprando. Você mandou mal. Você é um robista de primeira viagem. Mas não é um hobby. Comprar dado não é hobby pra mim. Comprar coisas não é hobby. Ah, não fode que não é hobby pra você aqui, ó. Te conheço, né, de hoje, pô. E comprar não é um hobby. Coleção é hobby, por exemplo. É. Coleção é hobby.

Ah, então eu tenho um hobby. Então, tá vendo? Colecionismo. É, então pronto. Então quando você compra várias coisas sequenciais ou próximas de algo similar, é um hobby. Somos robistas, Atagal. Acabou. Eu sou um robista. Minha coleção de estátuas é um hobby. Olha aí. Quem diria? Isso aí, viu? E você se diminuindo. E você se diminuindo.

Não, pior que eu não tenho mais espaço aqui. Eu já criei um esquema no meu escritório pra caber mais coisa. Aí, Jorge, já não é mais saudável, Aninha. Já não é mais saudável. Não, faz parte do Rob, porque eu gosto de decoração. Então, eu fico imaginando, assim, eu vou botar uma nova mesa aqui pra ter espaço na mesa atual pra poder botar. Porque a Sideshow lançou uma aurora inacreditável. Isso, então. Isso é porque ele já abandonou os planos, que já foram planos, de construir um mezanino.

Só pra expandir a área das coleções de status, action figure, essas paradas, né? Então você vê. É saudável? Ó, meu escritório tinha sete janelas. Hoje só tem duas porque eu cobri cinco janelas. Pra ter mais parede, pra apontar mais coisa. Eu acho que se não dá trabalho, não vale a pena. Vamos focar nessa mezanina aí, Zagal.

Se não dá trabalho, não vale a pena, cara. Porra! Ainda bem que eu não tenho esse hobby, porque deve dar muito trabalho. Pra mim, o outro trabalho não é gostar das coisas e comprar elas. Isso é possível, é administrável pra mim. Tem essa vantagem, esse privilégio, né? Pra mim, o drama é o storytelling. Porque eu não consigo botar... Ah, eu comprei uma estátua nova, eu vou botar na prateleira do lado de outra que não tem nada a ver. Tem que ter uma história!

Tem que ter uma organização, claro. Eu tenho aquelas sentinelas da Iron Studios, né? Aquele kit com as três sentinelas e a porra de X-Men e tal. Tem toda uma história da ação que tá acontecendo ali na minha cabeça, claro. É um diorama. É, você fez um diorama. Botei até um chapolin colorado ali no meio da galera. É o multiverso. É o multiverso. Mas agora começou o multiverso bem antes da Marvel. Mas olha aí, não sabia que eu tinha um hobby.

Eu tenho peça desse tiamate aqui que eu pedi pra fazer ele pra mim exclusivo. Você, amor, Robi. Tu pediu pra fazer a carteira do motherfucker, não foi? Não, não. Não, a carteira do próprio acabe. A carteira o cara fez e me mandou. O que eu pedi pra fazer foi uma carteira de passaporte. Foi de passaporte do próprio acabe. Mandou fazer... Mas isso é Robi. Isso não é Robi. Não foi o que fez com ele. Eu comprei só. Não, mano. Você mandou fazer faca. Você mandou fazer... Mas isso não é Robi. Isso é Robi? Você mandou fazer jaqueta pintada a mão dos X-Men. Eu gosto de coisa exclusiva.

você é hobby? Claro que é. Sim. É a sua coleção. Então é isso. Comprar não é o hobby. Mandar fazer não é o hobby. Você faz essas coisas para o seu hobby. Tu comprou impressora 3D para imprimir o Spectrum Man aqui para botar no teu diagrama. A impressora 3D eu comprei achando que ia ser uma coisa e ia outra.

Virou uma peça de decoração. Olha só, aí que eu me fudi. O Azaghal, eu tava... O Fred ficava na impressora 3D, impressora 3D, impressora 3D. Eu falei, não, Fred, não posso entrar nisso. Não posso ter mais um hobby. Aí, beleza, eu consegui me desviar disso. Aí o Azaghal comprou, aí eu vi a impressora da minha frente imprimindo. Aí eu falei, caralho, fudeu. Aí eu tive que comprar também. Aí, agora, eu já tô na resina. Não, jamais. Jamais girei pra resina. Eu não tenho paciente.

Não, para a Regina não Para a Regina jamais Porque o Fred me fudeu O Fred mandou uma peça Ele modelou uma peça do Ozob Imprimiu em resina e me deu pra pintar Aí eu fiquei enrolando dois anos e meio pra pintar pra ele Pra dar uma pintada no seu AK Não

No Zob, no Zob. Aí quando eu pintei, eu falei assim, nossa, como resina é melhor de pintar, como fica mais perfeita. Então, você aqui, pronto, comprei pressão. Porra, Fred, agora eu vou te fuder, Fred. Presta atenção. Caralho. Tô violento ele, né? Porque, ó, Aninha, existe um hobby que ele não é saudável. As pessoas que têm esse hobby, elas não sabem que elas estão... Talvez elas saibam, mas elas... E aqui na arte verde, fala assim, é tarde demais pra mim, meu filho. Que se chama Warhammer 40K. Sim, por favor.

Esse é a maldição de todos os hobbies. Warhammer 40K é o nascedouro. É só um punheteiro de Warhammer 40K porque você não começa essa coleção. Você comprou uma cartelinha quando esteve aqui, que nem eu, ficou enrolando aí. Não montou nada, não pintou nada. Eu acho que essa galera do Warhammer tem que, quando vai mergulhar, é tipo homem de honra, sabe o que é?

Eu acho que tem que ser que nem cigarro, maconha medicinal. Tem que ter aviso do Ministério da Saúde. Tem lugar e hora para fazer, não é desse jeito. Ministério da Saúde, tem que ter tudo isso, porque não é regulado, é um problema.

Porque assim, Aninha, é um Wargame. É um Wargame. É um jogo de tabuleiro que você... Tem os bonequinhos e aí você... Não tem um tabuleiro. Você monta o tabuleiro. É só mesa, mas você pode fazer um cenário. Ele não tem grid. Você mexe ele na reguinha, essas coisas e tal. Então é um jogo de guerra de bonecos e miniaturas. Só que os bonecos não vêm prontos. Eles vêm em cartelas que você tem que montar, colar, pintar. Isso também é impossível. E você faz o seu exército. Você não compra o seu exército. Você faz o seu exército.

Alexandre, eu nunca vou jogar Warhammer 40K. As pessoas jogam ou as pessoas pintam as miniaturas. Duas coisas não dão tempo. A vida é muito pouca, por exemplo. Exato. Mas é que existem as pessoas que pintam e jogam. E as pessoas estão muito deep. Estão muito profundas no hobby. E elas estão perdidas. As pessoas não têm mais salvação. Tem câmera hiperbárica que traga a hora de volta para o mundo real. Não tem. Sabe o cara que fez o Superman? Aquele último, o bonitão?

Por que você acha que você não tá vendo mais ele em filme nenhum? Porque é Warhammer, exato. Porque o cara é viciado em Warhammer 40K. Então, mas é isso aqui que ele fez de errado? Ele vai produzir a série do Warhammer 40K. Transformou em trabalho. Transformou em trabalho. Matou o Robin. Pois é. Virou trabalho já essa bosta. Matou.

mob dele, cara. Mas Warhammer 40k é um negócio impressionante, né? Porque tem uma literatura vastíssima, né? Exato. Milhares de livros. A gente tem um amigo aí, advogado, que lê tudo. Volta o meio, eu tô carregando livro pra ele lá pro Brasil, pra ele continuar a leitura dele. Ele ainda tá comprando livro de Warhammer. Recentemente eu lê pra ele. Caraca! Que coisa impressionante. Ele não coleciona nem nada, mas... Coleciona sim. Ih!

ele tem um ou outro negócio porque tem uma galera que é absurda de volume de coisas ele coleciona sim ele está começando a coleção dele começando o livro é a maconha é a entrada para a droga pesar eu fico feliz em dizer que eu posso ter sido responsável por ele começar a comprar bonequinhos da Joy Toy

Eu comprei um, mostrei pra ele, falou, ah, que maneiro, ah. Aí eu comecei a mostrar vários outros, outros, outros. Aí um dia ele me manda uma foto de um dreadnought. Eu falei, puta que pariu, você passou a parede, seu doente. Ele só respondeu com orgulho, bonito, né? Aham.

O que é que é o problema? Agora é uma descendente. Agora já era. Agora nós estamos juntos. Estamos de mão dada. Você jogou um amigo no universo das drogas. É isso que você fez, cara. Posso fazer uma pergunta de leigo? Assim, desculpa, preemptivamente. Qual é a diferença desse Warhammer e o Forte Apache, por exemplo? Warhammer é mais legal. Caraca, Forte Apache. Caraca, tá aí. Pelo amor de Deus.

Warhammer 40K é um jogo de tabuleiro criado em 1980 alguma coisa, ou 70 alguma coisa, não lembro, ponto, foda-se. A Game Shop, que era a detentora dos direitos do jogo, percebendo que as pessoas gostavam demais daquela merda, levantou a hipótese de, porra, se a gente criasse um universo, qual o Lorde?

disso aqui. Os livros vieram depois do jogo? É, era um jogo de miniatura, jogo Wargame. Agora eu vou falar o seguinte, 1980, 2026, e tem livro sendo escrito até hoje. Qual foi o último livro que você ouviu falar sobre Forte a Paz?

É porque ele é colonialista. É o jogo colonialista. O Forte Apache nem Apache é, pra começar. O Forte é dos militares. Então pronto. Pra mim, Forte Apache era só o Playmobil. Era um brinquedo, gente. Você não me veia comparar silvícolas sendo exterminados.

pelo homem branco, com um jogo que é claramente uma piada contra o fascismo e as pessoas não entenderam essa porra até hoje. Você não me venha comparar a Cucumbunda, porra.

Vocês já tiveram um hobby inesperado? Você, entre aspas, foi obrigado a fazer alguma coisa que você fazia por obrigação ou não se importava? E, de repente, você foi fazendo, foi virando um hábito e aí você começou a gostar e virou um hobby? Corrida. Isso. A galera da corrida. Opa! A galera da corrida. Fortaleza é a cidade com mais gente correndo ao mesmo tempo do Brasil e uma das maiores do mundo. Olha aí! Conço bastante gente, cada vez mais gente que tá aderindo à corrida, né? Assim, como o hobby mesmo, né?

É exercício físico, claro. Por experiência própria, na verdade, é daquele caso que começa a ser obrigado, aí você se investe tanto na coisa que você não consegue mais sair, porque afinal de contas você já investiu pra caralho naquilo. Ah, é a mão do pôquer, né? Não, e tem o ganho social, né? E tem a coisa social, é a turma da corrida, é piriri e pororó. Mas tu tá no esquema das meias coloridas, meias que sinaliza, é isso? A meia azul, opa. O que que é isso?

Tem color coding pra correr? Tem color coding na corrida. Tem color coding pra correr, meu bem. Como assim? É só quem tá dentro do hobby que entende o léxico do hobby. Meia azul é pegação, não é isso? O quê? O quê? Meia azul porque você tá disponível. Não acredito! Tem isso! As meias falam? As meias falam por você.

Mas eu treino por obrigação, né? Então eu vou com camisa de político. Mas a galera não sabia que tinha esses códigos, assim. Qual é um código pra camisa de político? Nenhum, ele não sabe. Nenhum. Tá bom. Eu vou mundrungo treinar, tipo... Não fez exato, você vai correr com a camisa do tiririca, sei lá, ou é uma coisa. É, assim, no meu caso, vira um ciclo vicioso. Porque, pra eu começar a correr, eu tinha que me motivar de alguma forma. Aí, eu tenho uma amiga, muito amiga da onça, ela, de graça, e falou, olha...

Se você for no shopping, comprar uma roupinha de corrida novinha, você vai querer usar a atleta, motiva, né? Aí vai, gasta uma oportuna, compra a porra do tênis, que custa o preço de um carro. Aí você começa a correr, mas daí você já investiu tanto em continuar investindo, pra continuar mantendo. Pois é.

E aí você já vai investindo mais ainda e daí você fica mais preso ainda no negócio e não tem mais como sair. É basicamente isso. Não é o hobby. Isso é a definição de patologia. Então, o Warhammer é isso. Você investe demais nisso. Agora não posso sair. Não, senhor. Não investo demais. Investo é ótimo. Não investo demais.

Eu decidi que eu vou ler os 56 livros que me foram indicados pelo nosso querido advogado. Vou ler, mas sem pressa. E depois eu vou lendo os outros. Miniaturas. Gosto de miniaturas? Gosto. Tem tudo a ver com escultura digital. Então as miniaturas eu vou me dar o luxo de adquirir também com o tempo. Pensa o seguinte, eu acordo às 5h45 da manhã pra ir correr. Puta que pariu.

Qual é a meia que você usa? Você corre com meia, sem meia? Qual é a tua meia? Não, eu corro de meia, porque senão vai machucar meu pé, né? Se você quisesse a sua frieira de volta... Exatamente, eu corri sem meia. Olha aí, Fred! Não, não, não, não. Vai errado. Usa um saco plástico de meia. Isso, pra frieira voltar. Botar a meia, botar o pé dentro de um saco plástico e botar o pé com o saco plástico dentro do tênis. Aí a frieira volta.

Com a meia molhada. Mas aí não necessariamente usar a meia molhada. Eu posso correr com a meia seca e passar o resto do dia com a meia molhada. Pode, pode também. Eu posso, inclusive, tomar banho com a meia. A dúvida é, qual é a cor da meia? Exato. Branca. Eu acho que branco é o default. É o default, não tem nada.

Não, normalmente eu corro todo de preto. Não, mas peraí, Aninha, fala mais umas códigos aí de meia. Eu só sei entrar azul, eu acho que só tem esse. Tu tá na azul? Eu devia estar, eu não comprei meias azuis, agora eu vou ser obrigada a ir no shopping pra comprar meias azuis pra poder correr.

A meia-zul é um discriminativo pra, tipo, tô na área, assim? Tô na pista. Tô na pista, tá certo. Tô na pista, literalmente. É que, assim, depende do lugar que você vai correr, né? Eu, por enquanto, na minha vida, eu corro na tacinha do lado de casa. Fico dando volta ali, parece que tem ratinho na roda. Mas o povo que vai correr na beira-marve... Você tem que estar...

parada, uma coisa assim, não é qualquer um é um evento mesmo, olha só existe toda uma dança social na corrida, na minha pracinha aqui é só as veinhas, na vida mara que tem rola toda essa conversa isso é uma pesquisa antropológica, tem que ver isso aí total, meia azul solteiro meia verde ficando acabei de ver isso, amarelo cautela, cautela, o que que significa isso, vermelho, viúva ou viúva caralho

Meia preta, divorciado. Meia divorciada. Poxa, agora eu tenho medo das meias que eu vou usar sem saber agora. Não, não é possível. Meia branca, casado ou casada. Então eu tô certo, porra. É, eu meia branca eu sei grato. Meia cinza, indeciso. E meia com estampa de abacaxi de cabeça pra baixo. Aí já virou loucura. É meia do Bob Esposito. Aí é outra coisa. Mas, gente, é pra você ver, todo hobby tem mil níveis de entrada. De robilândia.

E é legal porque tem isso mesmo, né? Quando é um hobby social, existe todo um vocabulário próprio, uma regra social ali na coisa. É quase uma tribozinha ali em volta daquele hobby. E isso também faz parte da definição de hobby. É uma maneira de você criar identificação.

É, você se constrói em torno disso também, né? Isso. Significa pra você, você significa pro grupo e vice-versa, se retroalimenta, né? Gera identidade. Gera identidade. Eu não sei se é um hobby ou é um gift pleasure, eu acho. Porque eu tenho insônia já há alguns anos. O cara pesquisador de sono tem insônia? Eu tenho, mas o que eu vou fazer? Não quer dizer que eu não trate, eu cuido dela, né? Eu cuido da minha insônia. Que chance eu tenho, então? Olha, é uma regra geral, todo psicólogo faz psicologia em causa própria. Cuidar dos outros é só um colateral.

Por isso a quantidade de psicólogo maluco que existe no mundo, né? Não, isso aí é bem tranquilo. Mas aí eu tenho o hábito de... Eu estudo, eu gosto de estudar, né? Então eu vou estudar no bar. Então eu vou de madrugada e fico no bar estudando. Ah, que robinho galassoso. Caralho, que papinho furado. Eu vou estudar. Era só o que me faltava. Mas é que você tava nessa hora? Tava estudando, pô. Tava estudando. Essa foi ótima mesmo.

estudar no bar. Que história, por favor do meu. Dois dias atrás, eu tava no bar três da manhã e tava vazio, assim, tava meio vazio, eu tava sentado lendo. Garçom aqui nessa mesa de bar. É só meu hobby. Só tô estudando.

o bar começou a encher, começou a vir umas pessoas aí alguém, uma pessoa que eu nunca vi chegou assim, o que você tá fazendo? falou, tô estudando, mas por que? mas por que não? qual o problema? mas você tá com algum problema? você tá no bar estudando você tá com algum problema o cara faz isso pra chamar atenção só pode, só pode vou causar agora vou levar uns livros, uma gramática e sentar no bar pra start conversation qual a corda meia que você bota, Altair? quando você vai estudar no bar

vocês estão brincando, mas o meu orientador da vida inteira, a Alta Doutor Gilberrosi, a gente tinha uma aula com crédito da pós-graduação, em que a gente ia toda terça-feira semana sim, semana não, a gente ia no bar discutir artigo científico, agora tem toda uma explicação, porque tudo tem que ter uma narrativa. Mas a minha faculdade inteira eu fiz isso com o David também

A gente passava todas as aulas no Barra Lagoa. Era hobby. O Barra Lagoa era hobby. O professor estava junto? O professor vinha nos encontrar em vários casos. É, mas não ganhava crédito. A gente passou. Vários alunos ficaram sem aulas enquanto estávamos no Barra Lagoa com o professor, inclusive. Várias vezes. Foi só uma vez. Então, o Barra Lagoa era o hobby. A aula de modelo reduzido, a gente fez 100% fora da sala. Com guardanapo e palito, né?

Esse era um caso, era uma coisa oficial. Vocês sabem qual é o significado? A raiz da palavra simpósio? Não. Simpósio. Vento grego, obviamente. Tudo vento grego. Que quer dizer beber e um simpósio. Era o nome que se dava. Ai, mas você abriu uma porta agora. Você abriu uma porta.

Que jamais se fechará. E agora fica me julguendo. Eu faço o que me lembra se faz. Você tá sozinho. Beber junto. Tava onde, seu vagabundo? Essas horas, eu tava no ciposo. Mas era eu, professor Possani, fazendo lista de cálculo 3. Vem na aula dele, no bairro. Tava no ciposo. Tava no ciposo, caralho. Dos gregos, dos filósofos.

Grandes estudiosos. Tô aqui, ó. Tô de meia branca e tudo, caralho. Nossa, que imagem, hein? Que imagem, tá vendo? Você de meia azul, no vale, estudando, tocando cravo. Tocando cravo, com cachorro. E coçando a frieira. E coçando a frieira. Pintando miniatura de Warhammer. Boa sorte pro Randall na vitrine.

Eu fiquei feliz agora porque eu achava que não tinha hobbies e eu descobri que eu tenho um hobby, que é colecionar estátuas. E eu fiquei até pensando agora, quando vocês estavam falando, que eu agora estou na vibe de achar estátuas diferentes, não óbvias. Nossa, é mais um nível do hobby aí. É, mas é o que vocês falaram do nível. Então, pô, eu tenho um cara que faz mashups, né? Então ele pegou, por exemplo, um dia de fúria. Ah, legal. Com up. Sério? É.

Ah, perfeito, porque é a mesma roupinha. Ah, aquele do dia de fúria, é verdade. O Michael Douglas lá, o bichinho, o personagem? Isso, ele misturou o Michael Douglas com o velhote. Então é o velho, mas com a roupa do Michael Douglas, o cabelinho do velho segurando o balão e uma metralhadora. Sabe o que é? Maravilhoso, maravilhoso, moleque.

E daqui na Megacon, ano passado, eu comprei uma... A menina, ela fez uma parada incrível. Isso você não consegue fazer licenciado, como a Iron Studios faz, por exemplo. Ela fez o Caco, né? O Kermit, o Caco dos Muppets, versão Xanomorfo. Ah, sim. É maravilhoso. É. Esses mashups... E ele fez a Miss Pig como a Ripley. Ela, na verdade, é uma artista, né? E aí, esse ano, eu voltei na Megacon esperando encontrar o stand dela, que é um stand pequenininho.

lá na Shally, pra ver o que ela tinha criado. Aí ela não fez nenhuma chave, mas fez um alf comendo um sanduíche de gato maneiríssimo que eu comprei, obviamente. É isso, foi muito maneiro. Mas eu agora fico nessa vibe de achar peças, ou encomendar peças, por exemplo, o meu diorama, Iron Studios. Já tá difícil de fazer o Banshee. Já tá difícil de sair o Banshee. É verdade, não sai esse Banshee. Pigmeu, zero oportunidade. Já vi que não vai rolar, então já arranjei um Pigmeu, agora o Jovem Nerd comprou impressão de resina, já vou meter ele pra imprimir.

Eu tentei imprimir aqui na impressora de filamento, mas é insuportável. Aí eu desisti de imprimir. Mas eu fiquei feliz de saber que eu tenho um hobby. Me sinto um pouco aliviado agora.

ser o diferentão, que não tem hobbies. Eu achei que eu tava morto, sabe? Eu não tinha nada na minha vida. Ah, não, tô que bom. Minha vida é só trabalho. É, exato. Eu tava nessa... Tava Jack Nicholson, né? Não, eu tava até procurando. Pô, realmente na época de Natal e Halloween, é um hobby meu da Andréia decorar a casa.

Ah, esse é o hobby teu. Mas não é... Ele é o hobby anual, né? Não acontece recorrentemente. Mas te dá um trabalho desgraçado. Dá um trabalho bom, mas uma vez por ano. Acontece todo ano, é recorrente. É, isso aí. Ele é o hobby dele. Ele fica caçando, brinca com o vizinho. Vocês viram o do cara da luz quente e da luz fria? Não. Não. Ai, gente, procura esse meme no Instagram.

luz quente e luz fria, só que é luz quente e luz baixa de abajur, luz assim, né, projetando a parede pra refletir e tal, versus luz fria do teto, aquela luz que tem no ambiente, na casa, exato. Dessas associações de moradores que tem nos Estados Unidos, vocês tem essa merda aí, deve ter, né? Tem, é um inferno isso. Que mandem tudo. Bom, tem poder de...

polícia essa merda. Tem lado bom e lado ruim. Tudo tem lado bom e lado ruim. Porque quando você mora num lugar que tem associação de mal-alheadores, aqui chama Homeowner Association, né? HOA. HOA, é HOA. É bom porque o seu condomínio não vira uma loucura. Porque quando não tem, a pessoa estaciona um barco na frente da casa, faz coleção de pneu velho, assim, vira um desespero. Então...

você vê que a pessoa tá filmando, tipo, escondidata numa reunião de um HOA, e aí a veinha com cara de presidenta da HOA, e ela começa a gritar com o cidadão. Ah, eu vi! Nós somos uma comunidade tente, Carl! We are a warm community, Carl! We're squalling our light bulbs now? No, we're addressing why your house looks like a gas station at 2am. You went 5,000 Kelvin, Carl.

Ela começa a gritar com ele, mas é tão engraçado que ela repete assim, Porque ele decorou a casa do Natal com luz branca, em vez de decorar com luz amarela. Não, ele fala assim, você meteu 5 mil kelvins, Carl. 5 mil kelvins. E aí, cara, os comentários são todos assim, eu odeio esse vídeo por me fazer concordar com a associação de moradores. Fazer efeito.

Ele deve ser fake, né? Não é fake, não. O cara meteu alguma iluminação absurda, super luz branca, 5 mil Kelvin. Eu acho que a luz branca na decoração natal funciona se tiver um storytelling. Tudo tem que ter storytelling. Ah, tá aí, mas agora você tá defendendo. Por que ele mete 5 mil Kelvin na decoração natal? Não, eu não gosto. Eu prefiro luz quente na decoração. Ou colorido, dependendo, né? Mas assim, se a sua temática for neve, sabe qual é? Sei lá, você comprar aquelas luzes, aqueles... Tem umas estalactites de gelo, assim, que você bota na... Não, beleza.

Aí tem que ser branco, super branco, né? Mas a mulher falou que o cara tava precisando pôr de gasolina duas horas da manhã. Então, mas isso é uma realidade e é uma tristeza, cara. Eu queria lançar uma campanha. Aproveitar que a gente falou disso aqui. Lançar a campanha. Vamos fazer um movimento contrário a essa frieza urbana que está acontecendo agora em que tudo é essa luz branca a 5 mil Kelvin e fica tudo...

asqueroso, tudo esverdeado. As pessoas voltaram a usar luz branca nas casas? As cidades inteiras são luz branca, cara. Que coisa horrorosa. É horroroso. É, iluminação urbana é luz branca. A gente esteve no Rio, agora no casamento e a gente tava no Shopping Leblon lá almoçando, foi encontrar com o pessoal, o Dudu, o Fred tava lá também. E aí tinha vista lá da Lagoa, Rodrigo de Freitas, né? Toda aquela região ali. Tudo...

branco, horroroso, nas ruas, nas casas, tudo, virou aí? Cara, horrível. Cadê os postes tudo de luz laranja? Trocaram tudo. Não acredito. Tá tudo branco, cara, fiquei em choque. Ô Fred, tu deixou isso. Virou um graal, né? Virou tipo um graal. É, um graal, exatamente. Eu posto gasolina às três da manhã. Um vídeo que circula que fala que o filme Drive do Ryan Gosling, provavelmente foi o último filme filmado em Los Angeles enquanto a iluminação era de tungstênio, né? Que é a luz amarela. Mudaram em Los Angeles também?

mudaram o mundo inteiro. Que isso, Bruno? Pra essas merda de LED que flica no slow motion. É uma bosta. Nossa, cara. Você não acha mais lâmpada de filamento pra comprar. Impossível. Você pode comprar de LED da cor amarela, porra. De 4, 4, 3,5. Mas o LED amarelo é ruim.

Ele não é a mesma coisa. Não, não é a mesma coisa, mas eu tô dizendo que existe, você pode ter, teoricamente, o conforto visual de 3,5, sei lá, 3,800 Kelvin e ser LED. Mas ele flica, né? Ele flica, depende da qualidade da lâmpada. Mas aí, porra, você vai comprar uma lâmpada merda? A lâmpada diz qual é a frequência dela, só se você comprar uma frequência alta. Ah, foda-se. Compre uma cara, compre uma cara que a frequência é boa, foda-se. Compre uma cara...

Mas tem lâmpada de filamento, sim. Tem umas bem gostosas, mas elas custam caro pra caralho. Não, mas aí beleza. Você vai comprar uma lâmpada de filamento Edison, sei lá, e custa o preço de um carro. Mas aí combina pra iluminar os seus bonequinhos, não combina? Por exemplo. A gente vai passar por uma crise energética. Filha da puta, no mundo inteiro, tu não vai comprar lâmpada de cadecente agora. Por mim, vou comprar vela. Vela e querosene. Se não der trabalho, se não tiver esforço, não vale a pena.

Eu acho que iluminação à vela é uma boa. Você gosta de uma luzinha quente, uma coisa mais amareladinha. É vela. É vela que tu quer. Iluminamos o próprio acaso inteiro com vela. Eu acho uma tristeza. O mundo tá pasteurizado como está. De tudo é igual. Outro dia eu passei em frente a um banco e ele parecia um McDonald's. Porque eu não sei se o banco tá... Sabe qual é? Se é o McDonald's que virou um banco ou o banco virou um McDonald's. Não, você...

Mas eu vi que esse negócio com os McDonald's da década de 1990 era tudo colorido. Era maravilhoso, cara. E hoje é tudo quadrado, uma caixa e tal. Parece um banheiro público. É, mas eu vi um malandro falando que, gente, isso é uma parada arquitetônica para que você possa trocar de uma forma mais barata o estabelecimento que está ali.

Então se ali tiver que fechar o McDonald's, tiver que abrir outra parada, uma aula de roupa, fudeu, tem que derrubar o negócio inteiro, reformar. Então eles já estão fazendo tudo muito padronizado, o que é muito triste, para que você tenha uma modularidade maior de troca de negócios ali naquele ambiente.

Eu fiz uma associação bizarra agora, mas eu liguei o que a Ana falou do banheiro com a ideia de hobby. Eu lembrei de um filme que chama Dias Perfeitos. É um filme japonês. É um personagem que o trabalho dele é limpar banheiros. Então ele limpa banheiros públicos. E o filme, parece que ele é muito parado, mas ele é muito bonito, assim. Porque conta o dia dele. E ele é bem diligente, trabalha direitinho e tal. Mas ele tem vários pequenos hobbies. Ele vive sozinho. Aí, todo dia, num certo horário, ele senta na praça e tira foto da mesma árvore. Só que ele tira foto com uma câmera analógica mesmo. E ele revela.

Aí ele tem as plantinhas, ele cuida das plantinhas. É um filme bonito nesse sentido, assim. Porque ele valoriza o dia a dia das coisas simples. E ele dorme, acorda e é tudo igual. E é engraçado, porque parece que a vida dele é muito chata. Mas não, o filme é muito bonito por causa disso. Ele encontra sentido exatamente nessas pequenas coisinhas. A coisa de você manter um hobby. Por que ele tem essa recorrente?

também é uma maneira de regulação porque ele cria uma rotina com expectativa. Então, é como se você tivesse controle, porque existe essa rotina, tipo, todo sábado eu vou jogar futebol, ou todo Natal eu vou decorar a casa. Então, essa coisa da recorrência, da repetição, isso é muito importante quando você precisa criar essa sensação de que você tem algum controle sobre a sua vida.

Assim, é esteticamente bonito mesmo. Eu lembro, por exemplo, eu tento fazer isso aos sábados, assim. Eu levanto, eu pego o metrô, vou até a faculdade, ando. Aí vou lá no clube, nado, corro. Vai até a faculdade no sábado? Ou no domingo, assim. É na USP, né? Então é bonito, sabe? É um lugar bonito pra andar. É, é um parque, né?

com o parking. Aí eu volto de ônibus mesmo, de metrô, aí vejo um filme. Então, essa rotina é esteticamente muito legal, assim. E eu lembro de mim mesmo fazendo isso, durante esse tempo, né, indo até a universidade e voltando, eu presto atenção mais nas pessoas, na rua, nas coisas, porque eu sou controlado pelo próprio tempo que eu estou experienciando ali.

Aliás, isso é uma coisa interessante que tem a ver com o hobby, tem a ver com aquele negócio que a gente falou de doomscroll e cacete, que é você abraçar o tédio. A gente está perdendo o contato com o tédio e o tédio é uma ferramenta muito importante para a gente ser criativo. Exatamente. Já disse aqui, Kierkegaard. É, e a gente fala assim, é só o...

lembrar da gente. O ócio criativo, né? O ócio criativo, exatamente. Porque é quando, não só quando você tá, por exemplo, porque a gente era moleque e a gente entediado, sei lá, ia num restaurante com a família entediado, todo mundo ficava fazendo poção com maionese, mostarda, pimenta, sabe? Ficava juntando um monte de coisa no teto, assim. Pelo menos no meu círculo sempre foi assim. Fazia essas médias, então, tipo assim...

Brincadeirinhas de criança que não tem celular. É, tá tudo com o nariz enfiado no celular. Então, tipo assim, isso é só um exemplo muito anedótico de como o ócio e como o tédio, ele gera um impulso na gente de fazer algo a respeito disso e criar uma atividade que nos entretenha, né? Só que a ideia de você estar investido em uma atividade que te entretém é diferente de você estar só scrollando aquilo que te entretém.

também, mas você não está exercendo criatividade, você não está exercendo uma atividade, você não está exercendo nada você só está recebendo, entendeu? você não está agindo. A coisa do Drone Scholar é passiva, você está ali recebendo uma estimulação de alta intensidade, mas você não está produzindo nada com aquilo.

pode até receber uma informação ou outra que seja útil na sua vida, mas não é por isso que você tá ali. E não que você tenha que produzir também toda hora, etc. Você pode ter seu momento também de, puta, de só ficar desliga o sério e fica scrollando e tal. Mas é que isso, esse hobby entre aspas, que é passivo, ele tende aquilo que a gente falou, da adicção. Exato. Vai te jogando dopamina...

dopamina rápida, daqui a pouco, isso vai treinando o seu cérebro pra não gostar mais de coisas de longos formatos. Daqui a pouco você não tem mais saco de ver um filme de duas horas e meia, ou então você começa a ver um filme e você já tá com o celular na mão dez minutos e você nem percebeu. É, é desesperador. E isso vai treinando o nosso cérebro, condicionando o nosso cérebro a agir de uma forma diferente.

E o hobby é o antídoto para isso, que o hobby é te da agência. Isso que o Olé falou é total, é isso. O hobby é uma atividade, pressupõe que você é ativo na participação daquilo. Você está engajado de maneira ativa, não é que está produzindo coisas. Você pode produzir coisas dentro da sua cabeça, é produtivo, é criativo.

A coisa do Drone Scrolling, ou do hiperfoco, muitas vezes, ele é passivo. Ele é você passivamente se entupindo de uma estimulação de altíssima intensidade, como uma forma de deixar o seu cérebro numbe, sabe? É, o controle tá fora, né? O controle tá no algoritmo, tá no celular. É o algoritmo que tá controlando, exato.

É, e é bizarro porque é diferente, por exemplo, ah, eu vou ficar em casa vendo filme, por exemplo. Vou maratonar série. É muito diferente, né? Porque quando você vê uma série ou um filme, você tem que pensar minimamente, apesar de hoje estar tudo muito simplificado, né? Mas você tem que pensar, você chega a conclusões, se você vê uma obra boa, você vai discutir com as pessoas sobre aquilo, né? Então aquilo vai te movimentar de alguma forma. E quando você está nas redes sociais, você se vê, drum, scrollando, você...

Tá recebendo um milhão de estímulos que você nem reflete sobre. Você às vezes manda pra alguém, algum que te interesse, ou salva algum. Mas é muita merda que você fica vendo repetidamente, por um tempo quase indeterminado. Porque se você não se parar, você vai embora. Descobro foi três horas. Vou ler rapidinho aqui, depois eu vou ver uma série aí que a gente ia gravar. Não consegui. Quando eu fui olhar, caralho.

Caralho! Quatro horas, sabe? É, aí tu fala assim, ah, eu não vou ver esse filme agora, que é duas horas e meia, duas horas e quarenta. Aí tu vai pro celular, aí passou três horas, três horas e meia, e tu não viu. Exato, é desesperador. Então, não é sobre as horas que você vai estar preso no negócio, né? É sobre qual é o controle que o ambiente, as coisas externas, tem sobre o seu cérebro. E quando você tá exercendo uma atividade, você tá no controle. Você que tá fazendo do seu jeito, da sua forma. Então...

façam, tem um hobby, você precisa de um hobby, por mais que seja claro, tem hobbies que são mais privilegiados do que outros, etc, mas de qualquer forma esse tipo de atividade que te desconecta das atividades que são obrigatórias, que são necessárias a música era um hobby que era bem comum antigamente, né? Tocar cravo por exemplo

Mas as pessoas já aprendiam a tocar instrumentos, né? Aprender a tocar instrumentos. Por entretenimento e tal, né? Era uma parada comum, né? Você acredita que o CEO de um desses AI's que faz música... É, eu vi esse filho da puta. Falou? Ai, não, mas hoje em dia ninguém tem saco. Pra você aprender a tocar instrumento demora muito. Você tem muita dedicação e tal. Ninguém quer isso. Você quer chegar e fazer música. Que ódio que deu de ouvir uma pessoa falando com autoridade. Um negócio desse. Um absurdo desse, cara.

O Kierkegaard, né, ele tem um livro exatamente sobre tédio, assim, ele tem uma metáfora muito boa. O título é Rotação de Culturas, que ele chama. Ele fala assim, imagina uma pessoa privilegiada, entre aspas, ele coloca assim, né, pessoa privilegiada, entre aspas, é como se ela tivesse uma fazenda, e imagina que é uma fazenda infinita, que tem um tamanho infinito, e ela planta só trigo. Então, o que acontece? Você planta trigo, o trigo usa aquele solo, depois o solo fica gasto, né, não tem mais nutrientes, você pega um próximo lote. Então, imagina, por exemplo, um bilionário que adora hambúrguer, aí ele gosta só de comer hambúrguer.

Então ele vai comer hambúrguer em todos os lugares. Ele pega um jatinho pra ir comer no Japão, um hambúrguer diferente e volta. Pô, para, para, para, pera aí. Calma. O quê? O cara pegou um jatinho pra ir comer hambúrguer no Japão? Tem pessoas que fazem isso, infelizmente. Eu tenho. Eu acho horrível. Parabéns. Esse é o tipo de tédio que ele fala que é improdutivo, assim. Que não gera nada em você. Ele fala que, na verdade, a ideia do tédio é quando você é criativo com seus limites. Então imagina que você tem uma fazenda, só que essa fazenda é limitada agora.

E aí você, em vez de plantar só uma coisa, você planta, por exemplo, trigo, milho e, sei lá, feijão. Só que você faz uma rotação de culturas. Agrofloresta que chama, né? A ideia é que se você tem um limite e você é criativo com esse limite, você se torna muito mais feliz que qualquer bilionário que você imaginar. O Kikahad coloca de um jeito bonito essa coisa do tédio, assim. O tédio é um sentimento que faz você mudar de objetivo. Você tá, por exemplo, na fila do banco. A única coisa que você tá prestando atenção é no tempo passando. Você fica entediado. Então qual que é a tentativa do seu cérebro quando você tá entediado? Mudar de objetivo. Tentar fazer outra coisa.

E aí que nasce a criatividade. Então o tédio é indispensável. A gente precisa de uma sociedade com mais tédio pra ele obrigar você a se mexer. Exato. Ele estimula você a sair da apatia, sair do lugar. Esse tédio que cria motivação é uma coisa. Outra coisa é o tédio da inatividade. Eu tô sem estimulação e aí eu começo a ficar como se fosse uma pessoa adita em abstinência. E aí qualquer coisa que estimule o meu cérebro vai estar valendo e vai prender total a atenção da pessoa.

Eu tenho uma história de Ted, né? Uma história de Ted babaca, na verdade. Eu vou adiantar aqui. O que é? Em Paris? Entediado em Paris. Era isso? De fato. Tá falando sério? Sim, sim. Não é possível. Mas é uma história de Ted. Presta atenção, cara. Olha só. Já que você vai ficar entediado, é melhor entediado em Paris do que entediado em sua quarenta.

Não, eu não tava impediado, mas é o lance do tédio. Foi o ano que a gente ganhou o Leão de Canes. Ah, tá. Não, mas você foi a trabalho. Foi sozinho. Foi a trabalho, foi sozinho e tal. Mas na volta eu fiquei uma noite em Paris. Isso é o nome de filme. Uma noite em Paris.

E aí no dia que eu ia embora, meu avô era só noturno e tal, então eu fui passear de manhã e tal. Aí eu falei assim, já que eu tô em Paris, em vez de eu ficar nesse, nessa loucura, eu vou pra uma praça, vou comprar uma baguete, uns queijos, uns vinhos. Vou sentar e ficar comendo queijos e vinhos, vendo a vida passar em Paris, sabe qual é? Ouvi do cravo. Se tivesse um. Mas essa vida de sentar numa praça e ler, pra mim é impossível. Impossível, não consigo ficar cinco segundos, ah, eu vou sentar nessa praça aqui e ler, impossível.

Mas eu falei, vou tentar chegar nesse estado mental de tô em Paris, vou ficar vendo a vida passar as pessoas, os parisienses, os turistas vou ver qual é. Impossível achar queijo pra vender em forma de piquenique em Paris. Possível! Como assim? Eu fui um milhão de lojas. Ou você comprava uma roda de carro de queijo ou nada.

Ah, caralho, que frustração. Tu não achou um... Eu não achava uma loja de queijo. Ou, quando tinha, eram quantidades absurdas. Aí você tava condicionando essa parada. Ah, não, tem que ter um queijo. Exato. Daquele queijinho. Eu tava em Paris, caralho. Pra mim ia ser moleza. Eu entrei em qualquer lugar, ia cair queijo de piquenique em mim. Mas você não foi na loja de vinho? Não tinha um queijinho? Não, o vinho foi em cinco segundos. Então, mas não tinha um queijinho do lado do vinho? Não tinha. Porra, aí os caras não estavam sabendo vender. Inacreditável. Aí eu comecei a ficar puto, frustrado, que eu não achava porra do queijo. Aí o cara foi... O cara foi...

E ficou puto comendo a baguete seca, né? Fred, eu acho que você conhece o David há mais tempo que eu. Talvez o David tenha um outro hobby, que é ficar puto estressado. Isso não é hobby, é esporte. Não é hobby, é esporte. É esporte. Esporte é saúde, esporte é resultado. Exato.

Recomendo vocês estudarem no bar agora, tá? Olha aí, olha aí. Como é que é o... Desculpa, rapaz, é que... Simpósio significa bebê, Zú. Isso. Simpósio. Simpósio Balagoa 2026. Porra, Fred. Quantos simpósios a gente fez na universidade. Pois é, não bota no látice. Puta que pariu. Olha, perdendo a oportunidade de botar o simpósio no látice.

Tá de brincadeira, cara. A gente é doutor honoris causa só de simpósio do Barlagoa. É livre docente já. Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, podcast e multimídia.

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