NerdCast 1026 - Artemis II: A Nova Era da Humanidade na Lua
Lambda lambda lambda e de volta à Lua, nerds! No NerdCast de hoje, vestimos nossos trajes espaciais para discutir a missão que marca o retorno da humanidade à vizinhança lunar: a Artemis II!
Junte-se a Alottoni, Pedro Pallotta (Space Orbit), Katiucha Barcelos, Marcel Campos e Azaghal numa viagem para entender todos os desafios técnicos absurdos, os orçamentos astronômicos e os perrengues inimagináveis de colocar quatro astronautas na ponta do gigantesco foguete SLS e atirá-los rumo ao futuro da exploração lunar.
Superman Day com Carlos Voltor
- Participe do evento neste sábado, 18 de abril, a partir das 16h, na Galeria Magalu (Conjunto Nacional - São Paulo)
CITADO NO PROGRAMA
NerdCast 323 - Marte, Curiosity e a Fronteira Final: https://jovemnerd.com.br/podcasts/nerdcast/nerdcast-323-marte-curiosity-e-a-fronteira-final
Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan, narrado por Guilherme Briggs: https://www.youtube.com/watch?v=4_tiv9v964k
Flickr oficial da NASA: https://www.flickr.com/photos/nasahqphoto/
Fotos da Artemis II explicadas por Hank Green: https://www.youtube.com/watch?v=oaXRREHVkHo
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- Missão ArtemisDesafios técnicos da missão · Orçamento da NASA · Experiência dos astronautas · Impacto geopolítico da missão · Tecnologia de reabastecimento em órbita
- Exploração LunarHistória da exploração lunar · Comparação com missões Apollo · Papel das mulheres na missão
- Exploração EspacialBase lunar permanente · Próximas missões Artemis
E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio
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Nerd.
Lando, lando, lando, nerds! Aqui é Alexandre Tônio do Jovem Nerd indo além da última fronteira.
Eu sou Pedro Palota do Space Orbit e eu estava lá na NASA pra ver o ser humano voltar pra Lua.
Eu sou a Catilchia Barcelos e como a Terra parece o melhor lugar do mundo vista de longe.
Eu sou o Marcel Campos e vou te dizer em cada foto dessa missão.
Aqui é Azaghal, testemunha ocular da história. Muito bem,
nerds! Estamos aqui para falar de pornografia de competência. Nossa, foi frio. É isso. É o que a galera...
Tá dando esse apelido pra um sentimento geral dos entusiastas e pessoas que nem eram entusiastas de espaço, mas que foram dragadas pelo hype do momento da primeira missão tripulada do programa Artemis, né? Que é antigo pra cacete, né? A gente vai lá, eu vou voltar lá.
atrás, em quando foi a primeira vez que eu ouvi falar disso. A gente tá tão inundado de merda pra todos os lados, que a gente quando viu pessoas sendo extremamente competentes nas suas áreas, fazendo um negócio, foi planejado do início ao fim.
Flawless, quer dizer, o Palota e o Marcel vão falar se foi Flawless ou não, mas assim, pra gente aqui pareceu que foi, é isso, a missão do início ao fim bem sucedida fizeram exatamente o que eles tinham que fazer é lindo ver pessoas competentes atingindo seus objetivos e a gente aplaudiu, a gente vibrou, vimos ao vivo aqui, até o Splashdown eu, o Piccolo aqui, a gente ficou maluco durante o...
Blackout, a gente vai falar do lançamento ao Splashdown, a missão Artemis que deu a volta na Lua depois de mais anos. A gente voltou a namorar a Lua. Que coisa
linda. E Deus!
Canelada.
Muito bem, Azacão, vamos para mais uma semana de Mails e Caneladas no Nerdcast.
Vamos. Azacão, olha só, nesse fim de semana, dia de abril, tá rolando o Superman Day, é isso? Sim.
Dia de abril é o dia do super-homem.
Então, dia Superman Day, vai rolar um evento na Galeria
Magalu, em São Paulo. Isso, exatamente. Ali na Paulista, nova loja da Magalu. No conjunto nacional, sabe onde é,
né? Sabe onde é, sabe onde é. Isso,
ficou inacreditável. E tá tendo essa ativação de Superman há um tempão já, ó. Exato, exato. Com um monte de coisa legal acontecendo. Mas no sábado teremos nosso querido Carlos Voltor falando com Ivan
Reis, rapaz.
Olha esse time. Os maiores nomes da DC Comics. Foda demais. Carlos Volta representando. Jovem Nerd. Nerdcast. Vai ser muito maneiro esse papo. Vai lá ver, cara. O cara que já desejou. Já desejou Superman, obviamente. Ivan Reis. Ou seja, papo de quem entende. Carlos entende superar melhor todo mundo aqui. O cara, Ivan
Reis é um artista requisitadíssimo. Requisitadíssimo e tal. Inclusive fez a capa do quadrinho de a própria carne.
Exato.
Exato, pô. É, nos
honrou. Exato.
Uma honra a capa
fodástica do Ivan Reis no nosso quadrinho. Puta pariu. E agora ele vai estar lá com o Carlos Volta neste dia Vai acontecer, Jovem Nerd, dia que é sábado. Exato. Das às horas, o Super Bate-Papo. Carlos Volta e Ivan Reis. Lembrando, Galeria Magalu no Conjudo Nacional na Paulista. Não perca!
E se você não quiser ouvir os recados e-mails do NERDICAT, pode pular diretamente para...
minutos e fotos da lua.
Azaghal, olha, destacando as artes dos fãs, o Elliot Kay Lewis do NERDICAT RPG. É Elliot
Kay Lewis com o Dom Azaghal. Ficou erradíssimo.
Icaro Rodrigues mandou os dois, o pessoal junto ficou muito... Ficou muito bom, muito bom. Olha ele, já que a mina do Elliot é assombrada, quem é que ele foi chamar lá? Olha lá.
E é legal que
cada um tem pendurado no pescoço o seu amuleto da sorte. Exatamente.
Ficou
muito bom.
O Wesley Silva mandou aqui o último devorador de mundos. Cara, ficou muito maneiro. É um desenho meio
que anatômico,
né? Exato, anatomia do... E aí ele botou os múltiplos braços.
Vai se ferrar. Ficou muito maneiro, cara.
Que ativo abrigado, querido. Ficou
animal mesmo. Foda
demais.
Quero agradecer aos Ness que deram sangue e salvaram vidas. Olha, Madson Uchoa, Rodrigo Ágia, Milena Sabela, Tiago Dutra, João Victor Souza e Samuel Lacerda. Muito, muito, muito obrigado por doar sangue, gente. Dois sangue, tira uma selfie. Mande aqui pra ness, caixa.roba.jovemnet.com.br. Mande os achos dos fãs também. Mande os e-mails sobre o último episódio. O que você quiser. Mande pra ness, caixa.roba.jovemnet.com.br. Tamo junto.
Lembrando que tem um pedido de doação urgente de sangue pra Maria Cecília Monteiro Ramos no IEM. SANGUE PRA MARIA CECÍLIA MONTEIRO RAMOS NO IEM
Com Banco de Sangue, Unidade Santa Casa em Cuiabá. Quem puder ajudar, quem estiver aí em Cuiabá, é sempre urgente. A gente agradece. Salve vidas e dois sangue. Mande a selfie pra gente que a gente agradece. Valeu! André de Oliveira não informou a idade, mas ele é influencer de cultura pop em Inglaterra.
Inglaterra é grande. Assim, na verdade é até pequeno, mas... É, mas enfim. Mas tem várias cidades na Inglaterra.
Qual é a cidade? Qual é a cidade? Vamos lá, vamos lá. Adorei o Cass sobre devoradores de estrelas e queria dividir uma experiência muito legal que tive com o filme. Moro aqui na Inglaterra e nas cenas finais, já sabe, tem spoiler aqui, né? É, gente, pelo amor de Deus.
Exato. Vai ver o filme se você não... Quando aparece Grace na praia com o Rocky, aquilo tudo foi filmado bem perto de onde eu moro, numa praia chamada Doodle Door, ou Doodle Door, como muita gente fala por aqui. Também conhecida como a Pedra do Elefante. Sim. Eu vi uma galera visitando lá o lugar. Olha aqui que tá o Grace, o Rocky. Tem um detalhe que eu achei muito maneiro. Essa locação foi usada como base visual pro planeta Eridium e provavelmente foi escolhida porque a formação natural de pedra lembra bastante o nosso querido Rocky.
Na época, rolou um burburinho gigante na cidade de que o Ryan Gosling estava filmando aqui. Foi uma loucura. E ele estava mesmo. Caraca. Todo mundo comentando, gente tentando descobrir onde ele estava e teve até quem encontrou com ele na rua. Só que eu não fazia ideia de que era Devoradores de Estrelas, muito menos que seria... Indurdle... Indurdle... Durdledor.
Pra quem não conhece, Dordodora é uma praia lindíssima no sul da Inglaterra, na famosa Costa Jurássica. E é costelar um dos lugares mais bonitos do país. Vale muito a visita. Agora tá famosinha. Ah, é. Agora tá hypada. Depois que assisti o filme, voltei lá e fiz questão de registrar tudo. Tô mandando algumas fotos, inclusive com um balde de pipoca no formato do capacete do Grates, que saiu por aqui numa rede de cinemas.
Cara, que maneiro. Olha aí. Cara, esse aí já não foi fundo de Windows? Essa parada aí? Puta, eu não sei. Eu não uso há bastante tempo. Onde a gente conhece? É do Goonies isso? Eu não sei, cara.
Eu já vi essa parada. Essa formação que faz isso assim, ela não é incomum, né?
Não exatamente como essa, mas esse portal, assim, é uma parada que existe em outros formatos. É bonito, é bonito pra caramba. Bonito, lindo.
Quer dizer, assim, bonito é a formação machosa. A praia... É esquisitíssima, né? É praia na Inglaterra, né?
Não vamos esperar muito, não. Mas, em se trata de Inglaterra, linda a praia. Linda a praia, belíssima a praia. Não, lugar bonito. Bonito, bonito, olha lá. Tirou fotinho lá, muito bom. Tem link aí no posto. Valeu, queridão. Leonardo Braz, anos, publicitário, São Paulo SP. Olha aí.
Olá, né? Espero que estejam bem. Muito obrigado. Você também, querido. No ano em que o Nerdcast completa anos, resolvi enviar meu primeiro e-mail. Ó. E também, como todo bom Nerdcaster, bater no peito pra dizer eu estava aqui desde pelo menos. Olha aí. Caraca.
muito bom. Então, obrigado, querido. Tamo junto. Outro dia, tentando buscar na memória como havia conhecido o site e o podcast, me dei conta de que foi através do livro do Eduardo Spor, A Batalha do Apocalipse. Olha que legal. Mas tu conheceu o livro primeiro? Que foda. Uma querida amiga lia e quando estávamos no ensino fundamental e quando vi do que se tratava fui em busca de mais informações, que me levaram até o site, consequentemente ao podcast. Desde então, escuto o programa Religi...
Curiosamente todas as sextas-feiras. Obrigado, querido. Até revisito alguns episódios só pela nostalgia. Hoje tem anos de idade e anos acompanhando vocês. Cara, que uma vida. Tamo juntos na vida, querido.
O cara acompanha o Nerdcast mais na metade da vida dele.
Isso é foda demais. Isso é uma loucura. Já parou de pensar nem na
verdade. É uma loucura. Que foda, cara. Puta, muito bom. Bom, ele falou aqui, né? Quando eu penso nos programas que mais marcaram os de astronomia, são os que me vêm à cabeça. Bom, hoje vai ser um programa para você também. Pois é.
E um dos programas que mais marcou, que coincide com o momento atual em que vivemos, foi o Nerdcast Marte, Curiosity e Fronteira Final. Nele, além de toda a discussão sobre a sonda Curiosity e os dados que coletaríamos no planeta laranja, tivemos um trecho incrível do palio e do ponto azul de Carl Sagan narrado pelo queridíssimo Guilherme Briggs. Nossa, foi nesse episódio, nem lembrava. O Briggs, ele fez um corte desse pedacinho e publicou no canal dele. E a parada viralizou fodamente. Tipo assim, milhões de views, mano.
É, mas a locução dele é muito foda, né? A locução dele é incrível, ficou muito foda. E a locução, o canon em português, é essa do Briggs, que ele fez no Nerdcast muito bom. Essa narração mexeu tanto comigo que sempre a revisitava em momentos de inspiração. Se você procura Palha do Ponto Azul, Guilherme Briggs, no YouTube, você vai ver, você vai achar.
Não, você pode ouvir o Nerdcast do Não, não, pode ouvir.
Não, eu sei. Porra, manda... Não, mas é que o cara, às vezes, quer ouvir só os trechos. Ouço o Nerdcast. É gente que editou. A
voz é do Brinko, é foi a gente que editou. Exato, olha aí.
Então, hoje, enquanto escrevo esse e-mail, no momento em que a Artemis II está batendo um recorde de distância já alcançada por seres humanos em relação à Terra e passando pelo lado oculto da Lua, trago minha recordação desse episódio que marcou profundamente em que possui uma narração que atravessa anos no espaço-tempo e continua...
atemporal.
Caraca, que loucura. anos. Foda
demais. Deixo aqui meu agradecimento, Alexandre, Dave, toda a equipe e família Jovem Nerd por terem continuado depois de tantos anos a nos presentear com o seu trabalho. Tenho certeza que vocês fazem a diferença. Um abraço. Obrigado, meu querido. Valeu, cara. E
vocês todos aí...
Mandem também seus e-mails com qual foi o Nerdcast, qual o momento desses anos de Nerdcast que te marcou. Exato, pô. Assim como marcou o
Leonardo. Exato, tamo junto. Olha aí, quantos Leonardos na nossa vida. Olha, é verdade. Lembra que Léo Lopes é Leonardo Lopes. Não. Incrível. Quem poderia imaginar?
Valeu, querido. Tamo junto.
E aí
É muito interessante a gente ver que a gente está de novo numa espécie de corrida espacial, porque a China está aí querendo chegar na Lua também, né? Mas é meio que um repeteco. A gente está indo para a Lua, vendo essas coisas incríveis ao vivo na TV, aplaudindo a ciência, a engenharia, a competência das pessoas, enquanto o mundo está em um nível máximo de tensão geopolítica, medo de guerra nuclear.
Eu até publiquei uma charge de um artista no Instagram, que é o Artemis saindo, né? Indo pra lua. Então, um foguete indo pra fora e internamente um monte de foguetes indo em autodireção. É bem isso mesmo. Nossa, cara. É do Untitled Army. O artista fodão e ele fez
essa charge. Ah, maneiro.
Apesar de parecer uma coincidência de que eles estão indo à Lua bem na hora que está tendo a guerra, a Epsom Files, um monte de problema, Trump, o cacete e tal, a gente que está acompanhando o programa desde cedo, é uma coincidência, a gente não é conectado.
Um cortilo de fumaça não tem como funcionar desse jeito, não é tão rápido assim, né? Não dá para falar, a gente precisa de um foguete para amanhã,
para a Lua, o astronauta dentro. Duas semaninhas, tá?
Definitivamente não A Náutra não consegue
comprar nem uma câmera fotográfica Nesse período
Esse projeto é tão enroscado Ele é tão problemático Na parte de custos e tudo mais Que pra começar que um voo desse do SLS Que voou junto com a O
essa cápsula para fazer Artemis, é na faixa de bilhões de dólares por voo. É inacreditável. Assim, é muito dinheiro. E a complexidade dele, a quantidade de fornecedores juntos para montar um foguete só e por aí vai, é gigante. Então, assim, ele acontecer já é um milagre por si só, né?
Já é um milagre. E, ó, só para dar um exemplo, eu estive lá no Kennedy Space Center com a Agatha em
E a gente fez um tour que não existe mais, que você entrava dentro do VAB, que é aquele prédio enorme lá, o Vehicle Assembly Building, que é onde eles montam, né? Montavam as Space Shuttle, onde montaram os Saturn Vs do programa Apollo, onde todos os...
grandes foguetes montados, eu vi aquele prédio por dentro, que é uma parada muito louca, porque ele é praticamente oco, né? Então você tá num prédio de mais andares por dentro, gigantesco daquele, olhar pra cima é uma coisa surreal, um negócio meio Star Wars, sabe? É uma estrutura gigante demais pra ser algo que a gente tá acostumado a ver, sabe? Então a gente foi lá, o guia falou assim, isso em
Fevereiro de ele falou assim, esse é um dos últimos tours que a gente tá fazendo aqui dentro do prédio, porque ele vai ser fechado ao público, porque a gente vai começar a montar o SLS aqui. E eles falaram que o primeiro voo da Artemis que ia ser o voo de teste não tripulado, estava programado para
É
um rosco do cara. Eu fui lá no VAB, em outra oportunidade que eu tive de participar de um outro programa de acesso dentro da NASA, para a imprensa. Ano passado, eles estavam terminando de montar o SLS da Artemis II. Então, foi bem bacana. Terminar! Ótimo! Eu fui no início de e
você foi agora em
É, então. Obviamente, a gente estava terminando de montar esse, né? Porque o SLS do Artemis já foi.
Tem uma curiosidade sobre esse prédio aí. Uma coisa muito interessante. A bandeira dos Estados Unidos está do lado de fora. Para quem quer ter uma noção de tamanho. A bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete da NBA.
É
sinistro, Malu.
É muito doido isso, cara.
E quando você vê, ela parece pequenininha lá em cima, né? Parece pequenininha. E sabe qual é o problema? Porque esse prédio, ele é na flatland, sabe? Ele é na península ali, o capo canaveral. E ali não tem nada. Ali, inclusive, é uma reserva, né? De preservação ambiental. A NASA tem um programa lá de preservação dos animais, da flora local. Super respeitoso. Pesado eles lançarem foguetes ali, etc. Eles tentam manter o máximo possível aquilo equilibrado.
Então não tem nada. Não tem construção, não tem... Imagina um lugar completamente plano.
um prédio de dólares, você não tem referência com nada. Você vê ele de muito longe, você acha que, ah, que legal aquele prédio, você não tem noção do tamanho do monolito que aquela porra é. É sinistro, cara. É
gigantesco, não tem nada mesmo em volta, só tem lá crocodilo e o pica-palma. Não tem mais nada.
Tem também essas coisas. Não tem
uma
prédio no Dismo ali
perto?
Tem, o Marcel conhece. O Marcel já viu muito lançamento
lá.
É lá onde o foguete sobe, né, cara?
Não, me pariu. A Zagal foi também, que eu sei. Foi com o Marcel lá. Foi com o Marcel. E os meus
pais.
É um programa muito antigo, tá atrasadíssimo, e essas coincidências são só coincidências, porque ele funciona paralelo ao resto. Como o Pedro falou, é um milhão de coisas, fornecedores, engenharia, pareceres técnicos, cara, é muita coisa, é muita coisa pra dar errado. Por isso que eu falei que o pessoal tá cunhando o termo de pornografia de competência.
É isso, porque não é nada mais do que isso. Eu vi uma influenciadora falar assim, você pode ser um médico fake, você pode ser a celebridade, você pode ser um ator, você pode ser qualquer coisa, político, empresário, fake, que eu digo, você não é o que você está dizendo que é, entendeu? Nesse sentido. Mas você não pode ser um astronauta fake.
A
Artemis, ele é a missão, a Artemis no caso, é a missão mais importante do século e a missão mais importante desde o programa Apolo, né? Então você está colocando quatro seres humanos para ir perto da Lua, na verdade, na maior distância que o ser humano já foi do nosso planeta, né? E eles estiveram...
visões simplesmente inacreditáveis, né? Eles puderam ter o efeito... É, eu tenho umas
dúvidas aqui, que muita gente deve ter também, a respeito desse negócio da Lua, né? Especificamente, que é, a missão Apolo, ela também foi a Lua, pousou na Lua, inclusive, né? Há quem não acredite, mas pousou, mas ela já circundou a Lua. Circundar a Lua não é uma novidade, é o que é novidade, é a elipse da circunferência que a gente fez, certo? E, claro, a qualidade de fotografias que a gente conseguiu tirar, mas essa volta pelo lado obscuro da Lua já foi feita anteriormente,
correto?
Sim, já tinha sido feito. A NASA, ela comunicou mal numa parte. Ela falou de um jeito como se a gente não tivesse visto o lado oculto com os próprios olhos. Pois é,
exatamente.
Ela comunicou mal isso, mas o que ela quis dizer, na verdade, e isso até foi difícil de explicar pra galera toda, é que a gente nunca, né, a gente, nós seres humanos, né, como um todo, nunca tínhamos visto o lado oculto da Lua completamente. As vezes que passaram, né, os astronautas passaram o lado oculto, foi muito próximo da superfície. Ah, ok.
Então é uma perspectiva que era nova Que o ser humano não tinha visto Então realmente isso ficou meio complicado
Sabe aquele fotão que ele tirou da lua Eclipsando o sol Você vê o espaço e aquela bola Suspensa Essa foto é uma coisa inacreditável
Inacreditável!
Inacreditável! Inacreditável! E vou te falar uma coisa. Quando você pega os testemunhos dos astronautas... Porque as câmeras que eles estão usando é uma Nikon D5, né? Dentro da espaçonave. Ela tem um range, né? De cor. E o que você tira de foto, geralmente é aquela foto que a gente conhece da Lua, né? Tipo, ela meio cinza ou branca, né? Naquele sentido. Mas, na real, eles escreveram que a Lua tem um tom bege claro. E algumas partes dela até são verdes, cara. E isso é muito interessante, porque não dá pra captar com foto.
É, você precisaria ter uma profundidade de cor muito maior, porque é muito tênue essas coisas, né?
Mas eles conseguiram enxergar essa cor a olho nu? Essas variações de cor? O olho não consegue enxergar mais cores do que a câmera.
Nosso olho é um negócio muito absurdo, cara. A gente tá vendo agora essa diferença das fotos da missão da Artemis mas, tipo, daqui a pouco, quando a gente tiver câmeras melhores ainda, a gente vai parecer num lugar completamente diferente, assim. Quando eles falam, ah, as cores eram tal, você fica, cadê isso? O astronauta que
tá lá, ele tá vendo colorido ou ele tá vendo que nem...
Como assim, porra? Quando eu capto com a câmera o Matumburu taca, vê a lua eu faço o meu olho.
É, a câmera, assim, tem uma coisa. A lua é um negócio muito complicado porque ela é muito difícil de você conseguir distinguir cores. É basicamente branco e preto. Tanto que tem um dos motivos de ser difícil de pousar na lua manualmente e essa parte de você não conseguir identificar a diferença de terreno.
Quando você tem uma boa iluminação, você vai conseguir enxergar essas mudanças tênues, mas elas não são gritantes, elas não são coisas absurdas, que nem a diferença entre uma mata e o mar, um contraste gigantesco. Mas isso tem algum motivo para ser essa mudança?
É o solo. O solo da lua, que é o regolito, que a gente chama, ele é um cinzão, tá ligado? Então, você vai conseguir enxergar em alguns pontos específicos essas diferenças de cores que é difícil de enxergar realmente. É que
nem a galera que mora em lugares com gelo, que vê tons de gelo. É, tipo isso. Quem mora na lua, consegue ver o que você
tá dizendo. É basicamente isso.
Quem mora na lua, gostei.
Quem mora na
lua. O atu.
Tem uma coisa importante que é, viralizou uma foto da lua, assim, bem brancona, com várias cores, assim, um negócio muito lindo e tal. Essa foto, ela é uma foto editada, alterada, da galera que faz observação espacial. Porque eles colocam a saturação lá em cima, eles colocam, tipo, a sharpness lá em cima pra gente conseguir ver um pouco. Não é que eles pintaram por cima da foto, mas a edição, ela é, na vida real, uma coisa tão que seria impossível a gente ver aquela quantidade ali de cor, tá?
Mas
é importante dizer que a NASA, quando tem cor falsa ou ultra saturada nas fotos oficiais da NASA, ela sempre comunica. False color, entendeu? Nesse ponto, ela deixa bem claro que em cores falsas ou ultra saturadas.
Às vezes eles querem fazer um color coding para elementos químicos, né? Isso,
para...
Exatamente, para ressaltar diferenças. É como se a gente estivesse vendo um gráfico com mais informações do que da luz visível. Lembrando, a coloração falsa significa para nós, seres humanos, a capacidade dos nossos olhos de enxergar essas coisas com essas cores. A gente está ressaltando e criando, dentro do espectro de cores que a gente vê, criando novas informações visuais, entendeu? Mas que não são a mesma que a gente vê com a luz do sol batendo e vindo para o nosso olho.
Um
ponto interessante de dizer que todas essas fotos que estão saindo da Lua e da missão Artemis, você pode acessá-las tanto pelo arquivo oficial da NASA ou pelo Flickr, né? Tem o arquivo oficial da NASA, você tem todas essas imagens da Artemis E tem um negócio chamado EXIF, que é tipo, basicamente, o negativo digital da parada. Ele tem todas as informações da câmera, do horário. O RAW, né? O RAW da foto, né?
É o RAW do RAW, assim, tipo, ele vai dizer qual foi a lente, aonde foi editado e tudo. Então, se alguém tiver alguma dúvida com relação do que foi feito nessa imagem e por aí vai, acaba ajudando bastante a entender como que foi feito esse trabalho todo. Então, a NASA é extremamente transparente com isso, cara.
Essa imagem que viralizou, ela não foi uma imagem da missão Artemis II. Ela foi só uma coisa que viralizaram enquanto estava muito se falando sobre a Lua. O pessoal só supôs que era da Artemis II e aí, tipo, viralizou de novo. Mas, na verdade, não é uma imagem oficial da NASA.
Se você gosta muito de fotografia aí de espaço, ou se você está simplesmente apaixonado por isso, tem um vídeo que eu quero falar para vocês. Tem um link aí no post, vou pedir para a galera botar. Do Hank Green, que é um advogador científico maravilhoso.
Maravilhoso. É um vídeo de meia hora, onde ele explica cientificamente, cosmologicamente, o que a gente está vendo em cada uma dessas fotografias que estavam viralizando durante a missão, sabe?
É muito bom esse vídeo.
É muito bom. E esse vídeo é uma delícia de ver, porque não é tão técnico quanto você acha que é. É uma delícia de ver. Veja, tem um link aí. O nome do vídeo é Explaining the Most Important Artemis II Photos.
É um vídeo delicioso pra quem gosta de fotografia, pra quem gosta de imagem, pra quem tá empolgado com isso, ele vai explicar um monte dessas coisas.
É um vídeo bem casual mesmo, assim.
Super casual, super fácil de entender, exato.
É legal dessas fotos, principalmente aquela foto da Artemis durante o eclipse, né? Curiosidade, foi o eclipse mais longo que um ser humano já viu na história, tá?
Exato, né?
eles tiveram a oportunidade, quem já viu um eclipse total do Sol alguma vez presencialmente, é algo simplesmente inacreditável. Dá pra entender porque os maias achavam que o mundo ia acabar, tá ligado? Aquelas coisas assim.
Eu não lembro qual dos astronautas que estava descrevendo, quando eles estavam fazendo esse passeio por trás da Lua, né? Bem mais longe do que as missões da Apollo fizeram, e ele estava tentando descrever assim, olha, o nosso cérebro não é feito pra entender isso que a gente tá vendo aqui. Ele falou que o ser humano talvez não tenha evoluído pra conseguir ver isso.
De fato, não. Isso é uma visão absolutamente alienígena
pra gente.
Exatamente, a gente fez, usou a tecnologia para conseguir ver isso que não era para ser natural para a gente, isso é, eu achei de uma sabedoria que ele falou, ainda mais naquele momento emotivo, que me fez pensar várias vezes a respeito dessa frase que ele falou é uma frase com um peso significativo do que eles estão fazendo ali,
muito
foda tem
uma curiosidade, que eu acho que é muito legal falar também, é que eles captaram muito bem, de uma maneira incrível não tem pôr do sol, foi o pôr da terra e o nascer da terra, pela visão deles isso foi lindo demais Obrigado
que a gente tem essas fotos da Terra nascendo no horizonte da Lua. Tem desde o programa Apolo, inclusive que aquela foto famosa, né, chamam de Earth Rising, né, de era uma foto que eles não estavam preparados para tirar. Eles estavam tirando fotos da superfície para, enfim, o motivo da missão ali, de reconhecimento, de terreno, etc., para ter essas fotos. Então eles estavam tirando fotos preto e branco. E aí, de repente, eles não, cara, tipo assim, eles não estavam preparados para tudo que ia acontecer. Era a primeira vez que eles estavam fazendo essas paradas, entendeu? Então...
Eu não sei se foi na Polo isso. Então se foi na Polo foi em Foi na Polo sim, porque o Jim Lovell estava nessa missão. Que você ouve o cara pedindo um filme colorido pro Jim Lovell. Jim Lovell, o Tom Hanks fez o papel do Jim Lovell no Apolo O Jim Lovell é o cara que foi duas vezes pra Lua e não pousou. E não pousou. Pois é, ele foi na Polo que fez exatamente o que a Artemis fez. Quer dizer, não exatamente. Porque a Artemis não chegou a entrar em órbita da Lua.
Ela só deu uma girada e foi embora de volta direto pra Terra. A Polo deu voltas, né? Ela entrou em órbita da Lua.
O Eugene Lovell tava, né, nessas duas missões, né? A Apollo era a missão que ele ia pousar e ele não pousou. Mas enfim, o cara tava tirando foto preta e branca da superfície. E aí ele tira uma foto da Terra bem perto do horizonte da Lua. Só que essa foto não foi a que ficou famosa. Porque essa foto é preta e branca. Porque ele tava com o filme preto e branco. Porque não precisava de filme colorido pra tirar da porra da, né, da missão que eles estavam fazendo ali.
Não precisava. E aí, cara, ele só vê o áudio. É muito maneiro. Tem um áudio no vídeo do Hank Green. Tem um áudio e ele fala assim, Jim!
Rápido, me dá um filme colorido. É a Terra,
eu não posso perder essa foto.
E
aí ele trocou, e aí a foto que foi famosa, a Terra está mais para cima porque eles estavam girando, né, por trás da Lua e aparecendo do outro lado, então a Terra começou a... E ele tinha pouco tempo por causa do movimento da nave. Se você estivesse na superfície da Lua, você não veria nunca a Terra nascer, porque a Lua está trancada, você veria a Terra fixa
no mesmo ponto do espaço sempre.
É, só porque eles estão se movimentando em volta dela, né? E aí você tem essa percepção interessante que é uma perspectiva não natural, né? Se nascesse uma civilização do lado oculto da Lua e nunca
fosse pro outro lado, eles nunca saberiam que a Terra existe, por exemplo. Se nascesse, sim. Acho indiscutível também.
É muito foda. Então, uma coisa maneira é quando a gente vê a Terra nascendo, tipo, se você vê o movimento da Terra nascendo e tal, esse é um movimento que só é possível porque eles estão voando ao redor da Lua. E se você tivesse parado, você nunca veria a Terra nascer, ou se pôr, ou whatever, né? É muito legal isso.
Isso é difícil de imaginar, porque essa parada de perspectiva fora da Terra é algo que só pessoas tiveram na história, entendeu? Pode crer. É muito complicado você explicar isso e até às vezes você criar... Hoje você pode criar simulação, animação e tudo mais. Por isso que o Rocky faz maquete, pra ficar mais
fácil. É, né? marcha.
As pessoas às vezes não têm noção da distância, cara, que está. Então, por exemplo, a Estação Espacial está a mais ou menos quilômetros da Terra. Com certeza, a gente não tem noção nenhuma. E a Lua, cara, a Lua está a mais ou menos mil quilômetros da Terra, aproximadamente. Então são mil vezes mais de onde está a Estação Espacial. Uma viagem muito incrível, muito desafiadora para qualquer tipo de nave, para qualquer tipo de ser humano, porque, meu, muita coisa tem que ser levada em consideração para chegar
lá.
Essa missão gerou fotos da Terra, que eram fotos que a gente não via há muito tempo, porque todos esses satélites da estação espacial, como você falou, quilômetros da superfície, é muito pouco, ela tá basicamente colada na
atmosfera da Terra. É como se você estivesse tirando foto de alguém sempre com a câmera 3x, que tá pegando, tipo, o nariz e parte do lábio superior da pessoa.
Eles nunca veem a Terra como uma bola. Eles veem como uma parada esférica, mas assim, imensamente vasta. Como se eles estivessem vendo horizontes muito distantes, mas mais redondos do que a gente vê na Terra, porque a gente tá colado na superfície, é uma parada muito grande. Mas a foto de ver a Terra como uma bola, de longe, fazia uns anos que a gente não tinha uma foto nova.
A
gente tem um satélite geoestacionário ali, que tem, por exemplo, de meteorologia, como o Góis e tal, eles tiram foto disso direto, tá? Desse tipo de perspectiva. Mas não foram seres humanos tirando a foto e não foram seres humanos vendo. E eles foram muito mais longe do que um satélite geoestacionário que está a mil quilômetros. Então a perspectiva é realmente diferente. Para você conseguir ver a Terra nesse campo visual todo, você tem que estar realmente muito longe. E eles tiveram essa oportunidade de ver e curiosidade que a foto que...
viralizou, né, principal, é uma foto tirada com a Terra escura, né, a Terra à noite ali, né. O ISO lá
em cima, né.
É, e dá pra você ver ali algumas coisas interessantes, como as auroras, né, tanto a boreal quanto a austral, né, na Terra, você consegue ver a fina camada da atmosfera, que tudo que você respira tá ali dentro, cara, pra ver como é super fino, e também você consegue ver as luzes das cidades ali em alguns lugares, é marcada. Então essa foto, ela tem uma quantidade de informação ali gigantesca. É muito foda, é muito foda. Essas fotos são muito fodas. Isso é muito foda.
Mas acho
que esse lance das fotos, ele traz uma coisa que é relevante, assim, motivo pelo qual essa missão Artemis II, ela viralizou tanto, ela mexeu tanto com a gente, né? Que a gente normalmente tem muita coisa acontecendo no espaço. Tem muitas pessoas na estação espacial. Tem várias coisas rolando aí. Mas é exatamente isso que vocês falaram. De, ah, a gente tem como tirar essa foto. Mas não são humanos tirando essa foto. Não são humanos vendo isso aqui. Não é a mesma coisa.
E a gente tem um negócio, cara, inexplicável dentro da gente de quando é uma pessoa vendo aquilo ali.
Exato.
De quando é uma mão humana que está operando essa câmera, sabe? É uma visão artística, mas não é só a visão artística. É uma sensação de contato mesmo com essa experiência de exploração que a gente não tem quando somos só máquinas fazendo.
Mesmo porque a Artemis fez isso, só que sem nenhum astronauta, né? Exatamente. Eles deram a volta na Lua, na cápsula, né? Deu a volta, voltou e eles estavam testando. Esse lançamento eu e a Zagal vimos ao vivo, né? Foi foda demais. Da primeira, né? Que foi em Foi em Já faz um tempo assim? Inclusive,
estavam todos juntos lá. Eu, Marcel, o Zagal e...
A
noite virou dia. A noite virou dia, maluco. Porque foi às da manhã, esse foi de tarde, o lançamento. O lançamento da Artemis foi de madrugada. É uma parada inacreditável. Mas assim, mesmo com a Artemis fazendo isso, ela estava não tripulada. Eles estavam testando. Essa missão também foi uma missão de testes, né?
Mas na Artemis deu ruim na volta da cápsula, né?
Não, ruim não deu. Não, assim, deu ruim no sentido de que eles fizeram melhorias no escudo, nessas coisas, né? É, é. No escudo da renda e entrada, porque ele deu alguns problemas no escudo de renda e entrada. Não teve consequências, mas eles perceberam e ajustaram, né?
É, eles ajustaram a trajetória, eles não mexeram no escudo, tá? Ah, tá. Eles vão deixar pra mexer só no próximo.
Mas aí pra você ver, é justamente pra complementar o que a Kat falou. Essa missão Artemis que foi em não tripulada, poderia ter feito fotos assim. Eu acredito que deve ter feito, mas tipo assim, não é a mesma coisa, né Kat? Você ter seres humanos... Primeiro, você poderia até apontar a fotografia com o computador e tal, mas o ser humano escolhendo o ângulo, na janela, tirando a foto e falando sobre isso, sobre a sensação de estar ali, é outra coisa.
Tem
alguma coisa, Clara, tem alguma coisa atrás, sabe? Você imaginar que a pessoa tá olhando aquela lente, que por trás daquela lente ela tá respirando de um jeito emocionado, porque ela tá fora da casa dela.
Exato, existe
uma experiência
humana
naquela
foto. É uma parada muito sinestésica, né? Eu falo assim que o ser humano, ele tem o pioneirismo impresso no DNA. Se fosse assim, a gente estaria até hoje vendo todo mundo na África, entendeu? Porque o abierce do ser humano foi lá. Não, cara, o ser humano se espalhou por todos os continentes do mundo, né? A que preço?
É, mas a gente se espalhou. Assim, se espalhou no sentido de sair da África, foi para a Eurásia. Não, eu sei, a gente resolve problemas de uma forma inacreditável, né? Exatamente. A expansão do ser humano foi isso. A gente descobriu todos os locais terrestres da Terra, basicamente. A gente decidiu que a gente ia criar grandes cidades, ia começar a estudar o universo. E aí começamos a descobrir mais sobre o universo e a gente decidiu que a gente ia para o espaço. E assim, a Terra é um planeta para a gente gigante, né?
Mas é minúsculo, o universo é muito maior que isso, entendeu? Então assim, a gente pode mandar um robô, pode mandar uma sonda, mas nada, nada vai substituir a visão do ser humano fazendo alguma coisa como isso, entendeu? Se fosse assim, a gente não ia em show, sabe? A gente ia ver tudo pela internet, entendeu? Exato, é isso aí. A gente não ia ir num restaurante porque você ia fazer comida em casa e ia ser a mesma coisa. Não, a gente quer sentir isso, faz toda a diferença. E o ser humano quer saber o que o outro sentiu também.
É engraçado tu falar isso do show porque eu acho que todo mundo que tava acompanhando muito de perto essa missão realmente criou uma relação parasocial com a tripulação, assim. Porque você ver uma pessoa qualquer indo num show não é o mesmo sentimento que você tem quando é um amigo seu que você sabe que é fã daquela banda e tá indo naquele show e manda o exato mesmo vídeo pra você, sabe?
Eu acho que você, sei lá, se envolve de um jeito completamente diferente que foi o que aconteceu aqui. Gente, eu não sei explicar, cara. Quando eu vejo o rosto desses astronautas, eu fico... Nossa, minha galera. Cara, eu sei. Ah, eles são tão engraçados. Eu ouvi eles. Eles são tão legais. Tu nem sabe, mas é gente boa.
Tá que nem aquele meme do garoto rindo com o... do podcast. Como é que eu ouvi podcast? É.
É, exatamente, na frente do cartaz, assim.
Eu vi os astronautas a um metro de distância. Porra, animal. Tanto em janeiro, fevereiro e agora abril, né? Março, abril. Eu estava lá. Você se alinha emocionalmente demais com essa história. Pô, esses caras vão pro Quinto dos Infernos, uma bomba controlada. Uma bomba controlada, exatamente. Pra ganhar o salário do mês, tá? Que é o salário do mês que os caras ganham. Pra fazer uma parada que é perigosa pra caramba, do ponto de vista, mesmo se eles voltarem, pode ser que tenha algum problema, uma...
a ziquezira aí que os caras ficam zoados, e o cara vai lá e fala, eu vou, tá ligado? A astronauta não ganha salário milionário não, maluco. Não, pior que não. Não, só
isso.
Não ganha hora extra.
Não. Não ganha hora extra. É salário
do mês, filhão. Os dias trabalhando não vão dar hora extra pros caras.
Tá bom que, assim, a palestra desse cara vai valer uma bala depois. É,
não, aí beleza. Mas aqueles astronautas, aquele casal, que não era um casal, era uma mulher, mas não era um casal, oficialmente. É, não sei. Não sei o que aconteceu lá. Não aconteceu nada, tá louco? Eu não sei o que aconteceu lá, eles podem ter. Eu não sei. Eu tava lá?
Não tava.
É, tiveram meia hora, minutos de silêncio quando eles estavam atrás da Lua. Ninguém sabe o que aconteceu. Não, eu tô dizendo que aquela galera ficou na estação
espacial. Ah, na estação espacial. Eu brinquei falando que o período que a
galera tava lá no lado oculto da Lua e tava sem sinal, era o momento de falar as maiores atrocidades da história da humanidade. Que ninguém ia ficar sabendo, tá ligado? O que acontece no lado oculto da Lua fica no lado oculto da Lua.
Exatamente.
Não, mas eu tô falando daqueles dois astronautas, uma mulher que ficaram na estação espacial por um tempão. Ah, tá! Que ficaram o quê? Mais de um ano, sei lá. E era uma missão que era pra ser super curta e eles não ganharam nem um minuto de hora extra.
Não. E eu entrevistei esse astronauta, tá?
Eles eram pra fazer uma missão de dias com a cápsula da Boeing de teste. E aí deu merda que eles acharam que era muito arriscado eles voltarem. Eles podiam morrer, podiam ter um problema catastrófico. E aí eles falaram, então vai pra situação espacial que depois a gente vai buscar vocês. E eles ficaram meses na situação espacial.
E aí eu entrevistei ele basicamente falando assim, eu não vou falar nada para denigrer a NASA e tudo mais. Porém...
E ele falou, eu sabia que eu não ia voltar Nos oito dias que era esperado Ah, quando ele foi, ele sabia que ele não ia Ele sabia, ele falou, eu sabia que eu não ia voltar Tipo, ele sabia que tava zoado a parada? Sabia, ele falou, claramente sabia Assim, eu fico pensando, cara Astronauta é tudo maluco É tudo maluco
Claro, porque eles dois que foram na Starliner, por exemplo, lá da Boeing, eles sabiam que ia dar pau. Esses de agora, a chance de dar pau era menor, tá? Esses da Artemis Mas, cara, eles foram pra lua, velho. É muita chance pra dar merda, gente. Você não tem noção. Entendeu? É, tudo viruleio da cabeça. Tudo piloto de teste, é tudo louco. Não, eu falo que eles são piloto de teste. Eu falo que piloto de teste é tudo doido. O cara fala assim, ó, você vai pilotar uma aeronave aqui, ó. Tá legal, bacana, mas quantas horas de voo lá tem? Zero. É, é
isso.
Olha, Zagão, olha pra você ter noção. A estação espacial, lembra, ela tá a quilômetros da superfície. Ou seja, se a Terra fosse do tamanho de uma bola de basquete, imagina só. A estação espacial estaria o quê? Dois centímetros acima da bola?
Ela estaria grudadinha. Ela estaria bem grudadinha na bola. Você dá uma ideia? A estação espacial internacional ainda está dentro da atmosfera terrestre, tá? É, não é vácuo-vácuo total. É, eles
ainda estão um pouco protegidos de radiação e tudo, inclusive.
Eles não vão
respirar se abrir a janela.
Mas é o que é considerado atmosfera, pelo menos até
quilômetros. É, exato. E eles estão a né? Então, exatamente. Então, Azaghal, imagina que a Terra é do tamanho da bola de basquete. Você imagina qual seria a distância da Lua nessa proporção da Terra? Tipo, quantos metros? Mil vezes mais, como o Marcel já ilustrou aqui pra gente. Mil vezes mais não, cara. Não é?
É isso mesmo, tá correto. Esquece a comparação da estação. Imagina quantos metros estaria, quantos metros mesmo estaria a lua da bola de basquete? É dois centímetros da bola de basquete? Não, não, a estação, não sei a estação de basquete, esquece a estação. Só imagina a bola de basquete, a terra é a bola de basquete. O cara tá querendo
calcular, o cara quer calcular, deixa. Eu quero calcular.
Não, eu quero que você chute, eu não quero que você calcule Eu quero que você chute pela sua percepção De o quanto você acha que a lua é longe da terra Entendeu? Cara, daria pra pensar pelo raio da terra
Mas aí seria...
Não,
não calcula,
não calcula Eu achava que a lua...
Que isso, jovem nerd de anticiência Que isso, que
isso?
Não
pode calcular. Proibido calcular. Não
sei, cara. A Lua é um
queijo. É fácil. Não, é mais fácil. Se eu não me engano, são terras de distância. Você pega a Terra, até chegar na Lua, seria terras. Então, seria bolas.
São bolas. Ou seja, mais ou menos metros. Imagina uma bola de basquete a metros de você. É longe pra caralho que a Lua tá, cara. A Lua não é pequena, não. A Lua é o tamanho da África, maluco. A Lua
é uma das maiores luzes do sistema solar.
Exato, a lua é gigante, brother. A lua é do tamanho da África e a África não é do tamanho da África, ainda tem isso. É, porque nos mapas que a gente vê a África tá reduzida, né? E a Europa aumentada, não tem isso? É, sim, por
causa da perspectiva de como os mapas são desenhados. Tudo que tá nos polos tá exagerado nos mapas que a gente conhece, né?
É, é muito legal ver esses vídeos da galera arrastando, assim, os continentes, se dizendo assim, ah, nossa, o Brasil tá bem pertinho, nossa, tá em cima do Equador. Vamos arrastar um pouquinho pra cima aí.
A
Groenlândia fica bizarro, né?
É, pois é. Mas aí é isso que eu tô querendo dizer. A gente sempre imagina que a Lua não tá tão longe quanto ela realmente tá, porque a gente tem esse pensamento geral de que ah, não, ela tá aqui girando em volta da Terra. É que nem um satélite. Não, mas ela tá longe pra cacete. É um fator de risco absolutamente diferente.
Tem muita
coisa que pode dar errado, tá? Numa missão dessa, assim. Então, por que qualquer espaçonave aí, a Starliner da Boeing ou a Dragon da SpaceX, simplesmente não mandam pra lá? Você tem que ter um monte de redundância, o que chama de sistema de suporte à vida. Então, se você tiver um problema de sistema de reciclagem de oxigênio, você precisa ter o SPARE, né? A reposição a substituição e...
três, tem que ter uma forma dos caras se resolverem aquilo meio que manualmente, aí você precisa ter comunicação o tempo todo, você precisa ter propulsão extra pra caso de problema, e por exemplo, é tanta coisa, cara, escudo extra de radiação, estudo melhor de radiação, a órbita é mais complexa também, ela pode mudar dependendo, né, os ajustes da órbita, não a órbita em si, mas os ajustes, tudo pra fazer com que essa missão aconteça dentro do esperado, então tudo isso é um fator de risco muito alto, o trabalho da NASA e dos fornecedores da NASA, que a NASA não trabalha sozinho nessa missão,
fazer com que eles entendam o máximo possível o que pode acontecer pra na hora poder trabalhar de uma maneira mais precisa. Tanto que, assim, a Artemis II, ela foi perfeita, cara. Não dá pra falar do ponto de vista operacional que ela foi uma missão ruim de forma nenhuma. O que deu problema na Artemis? O banheiro, tá ligado? Teve uns outros probleminhas ali de... Mas
esse problema aí vale muito mais que viu? É,
né?
Cara, mas os problemas foram tão mundanos. Essa foi uma das minhas partes preferidas. É tipo assim, ai, vamos pra alô, vamos. É que não foi você que quebrou a privada.
Não, o problema do banheiro foi maravilhoso, gente.
Quebrou a privada. O pacote office não funciona.
Eu não sei se isso foi PR, cara. Porque isso foi maravilhoso. Isso chamou atenção fora do normal pra missão. Que o lançamento foi do caralho e tal. Mas assim, quando começou as piadas, ó. Já deu problema no banheiro e deu problema... O cara tem dois Outlooks e os Outlooks estão com...
Não é possível que
o cara do espaço tá recebendo e-mail, cara. Que suicídio é esse? Caralho, meu irmão. Se eu recebo um e-mail numa missão espacial, eu juro por Deus, eu abro a porta da nave. Que sacola, cara. Mas,
Azaghal, você sabe um concorso interessante? Eles usam Windows na nave.
Eles não podem usar um Windows mais moderno, que tem um monte de paradas desconhecidas, que tem que conectar com a internet, que tem que fazer update, que tem que não sei o que. Eles têm que usar um sistema que é absolutamente troubleshooted, que não tem mais um bug que possa estar escondido atrás de meio bit, que ninguém tenha visto, que possa gerar uma falha catastrófica e matar os caras no espaço, entendeu? Que saudade do Windows
né?
A NASA só usa o Windows Pense nisso.
Você sabe como é que eles consertaram o problema do banheiro, né? Era que tinha congelado uma parada no encanamento lá, eles viraram a cápsula pro sol e o sol descongelou a parada e o banheiro voltou a funcionar. Não foi isso? E
só um dos sistemas não tava funcionando direito, que era o do xixi, né? Não, isso era o básico.
Eles
tiveram problema de bomba, a bomba não tava funcionando. Aí depois eles tiveram esse problema de congelamento. Aí eles tiveram outro problema que eles começaram a fazer a purga do xixi. E, tipo, passou duas horas e purgou do xixi que precisava purgar. Então, cara, o banheiro... Você vê, né? O ser humano vai a mil quilômetros por hora e o banheiro continua sendo um problema.
Mas na Apollo, todo mundo tinha que fazer xixi e cocô no saquinho e guardar a porra do saquinho.
É, eles fizeram xixi no saquinho agora na Artemis Porque deu esse problema, eles ficaram fazendo xixi no saquinho. Ele já tem
esse luxo de ter banheiro, velho. E o banheiro é maneiro, cara. O banheiro é grande, velho. Perto do que tem por aí, é grande. Tipo, tem uma portinha. Tu fecha a portinha mesmo. Tem privacidade,
bro. Tá louco?
Então, cara, tu pode dar aquele tiro violento
lá que tá tudo certo, Deus. Dependendo do tiro violento, do que você comer, tu pode girar a nave sem nem perceber.
Vão matar todo mundo, né, dentro daquela coisa. No lado escuro da lua, inclusive.
Feijoada na véspera.
O
pessoal falava que a Mir fedia pra caralho. Não, toda espaçonave fede, cara. Toda espaçonave, toda estação espacial fede, cara. Não tem jeito. O negócio é
que se você tá lá dentro, você deve se acostumar com isso e se torna padrão, assim. A gente é acostumado com isso. Nosso cérebro esquece o cheiro esquisito que a gente tá sentindo e normaliza aquilo. É por isso que a gente não sente o próprio cheiro.
Catix, é um negócio muito louco que os astronautas, em algumas missões, que agora é do pessoal da Boeing, que teve aquele problema e tal, eles ficaram com pouquíssimas roupas. Eles vão manter na mesma roupa várias vezes. E não tem lavar roupa lá. Não tem, não tem. Isso
é uma coisa que a galera pensa. Porque diz assim, aí lava. Lava não, vou ficar pela não.
Aí
teve um astronauta chamado Dom Petit, que por sinal é um fotógrafo espetacular. Foi anos de idade e tava voltando da estação espacial. O cara é um monstro. E aí ele ficou muito tempo na estação espacial em várias épocas diferentes, cara. E ele falou que ele chegou a usar um short lá por vários meses, tá ligado? Vários meses. E aí, tipo, ele depois foi fazer um experimento lá com tomate, que ele falou que ele plantou tomate na própria cueca, cara. Pelo amor de
Deus! A mente científica deste homem é
fascinante. É preciso me explicar. O importante é saber a cueca estava...
carregada ou não carregada? Adubada, que tava adubada. Não, eu quero saber se alguém comeu esse tomate, maluco.
Tomate é inocente. Eu queria falar
que o tomate tava uma merda,
né?
Eu quero primeiro separar os nomes, porque tem muito nome. Porque tem Artemis, tem SLS, tem Orion, tem Integrity, etc. Vamos entender de que forma é composta uma missão dessa, né? Quando a gente fala Artemis, a gente está falando do programa. De toda a iniciativa organizada de formar uma missão com objetivo. Nós vamos levar a humanidade novamente à Lua. O programa Artemis engloba
essa ideia. Tipo o programa Apolo.
É, a Artemis ainda é mais abrangente, porque isso tem um monte de missão de carga no meio, tá? Então, eu tenho o programa Artemis, e tem as missões Artemis.
Mas esse é o programa que engloba um monte de missões, e um monte de instâncias diferentes de interações com o mesmo objetivo, né?
A missão Artemis foi uma missão de testes não tripulada que a gente viu sendo lançada em Foi até a Lua, voltou e tal. Eles ajustaram um monte para a missão Artemis que foi essa tripulada, mas que é uma missão de testes também, né? Sim, sim.
É um passo pequenininho para o que vai acontecer nos próximos anos. Nossa, isso me deixa com frio na barriga, cara, pensar no que vai acontecer nos próximos anos.
Demais, e a gente é muito louco Porque com todas essas informações que estão rolando Hoje em dia, né, e guerra e tudo mais Teve algumas coisas que passaram meio em branco Que as pessoas não estão falando Poxa, foram seres humanos que foram pra mais longe Da Terra em toda a história Nunca teve ser humanos que foram tão longe Segundo, é a primeira missão que a gente tem Que se aproxima da Lua com seres humanos Que tem uma pessoa de cor e uma mulher E um canadense, que não é um americano, cara
Tem várias coisas aí que são históricas nessa missão.
Sim, sim. Aliás, um monte de mulheres na liderança do controle da missão, etc. Sim, muita gente, muita gente. Na transmissão tinha demais, né? Nossa, foi muito legal de ver. Muito, muito. E a Christina Kuk, ela viralizou também pra caramba, né? Não só porque foi a primeira mulher a dar a volta na Lua, etc. E as pessoas estavam lembrando de não só o fato dela e...
de todas as mulheres na liderança da missão, etc., no controle, né, da missão. E eles estavam lembrando, olha, a última vez que o ser humano deu uma volta na Lua, as mulheres não podiam ter nem cartão de crédito, por si só, nem sem autorização do marido. É, acho que
as pessoas perdem um pouco a noção do... A Cristina, ela é só a
astronauta mais experiente que os Estados Unidos tem, cara. Ela é tipo, boa pra caramba. Ela ficou muito tempo na
Estação Espacial também, né?
É.
Aquela tripulação toda, assim, tipo, eles selecionaram a galera do programa Artemis. Tem uma série de astronautas que estão nesse programa. Pensa assim, o astronauta já é uns caras muito fera. Essa galera que eles selecionaram pra Artemis já é uma galera muito top level, assim, tá ligado? Muito mesmo, dentro do próprio programa de astronautas. Esse pessoal que foi na Artemis, sem ser o Jeremy, que ele é muito recente, né? Ele nunca tinha ido pro espaço. Ele foi o único que nunca tinha ido, né? Pois é.
O cara inaugurou o primeiro voo dele. Não, vou dar uma voltinha na Lua. Tá mal acostumado aí, garoto.
Eles pegaram esses, principalmente o Vitor Glover, né? Ele é um cara absurdamente inteligente e muito fora da curva. São pessoas absurdamente qualificadas.
A Cristina, ela ficou dias no espaço.
Caraca! Ela de
longe foi o tripulante que mais ficou tempo no espaço, porque ela ficou muito tempo na agitação espacial, né? O Vitor Glover foi a segunda pessoa que mais ficou tempo, ele ficou dias.
durante a missão Crew-1 da SpaceX. O Reed, que é o comandante, né? O Reed Wiseman. Ele ficou dias. Então, tá logo abaixo do Victor Glover. E o Jeremy nunca tinha ido. É,
eles são dentro do ranking da própria missão, né? Tem gente que ficou mais... Então, Russo ficou dias. Os carros russos são todos malucos. É, sim, sim.
Não tô falando de dentro da nave, especificamente.
Mas tu sabe, Kátia, que teve um frisson com toda essa atenção pública, né? Na missão, teve um frisson durante um tempo das lésbicas do mundo descobrindo a Cristina. E ela falou assim, tem umas lesbian vibes. Tem esse cabelo, tem essa quantidade de bolsos.
Ela teve como se fosse no passado. Enquanto falamos, as fanpages de Cristina Koch estão rolando. Tá todo mundo maluco.
Eu sei que ainda tá, mas aí eu sei que no final ela falou assim, Ai, deixa eu ver. Ela tem um marido. É casado.
Ela é casada, viu? Eu vi uma galera desapontadíssima. É, ela é
casada. Mas é
que a
galera ficou muito assim, nossa, tem umas vibes aí. Nossa, tem uma foto dela tirando uma foto que o antebraço dela tá tão incrivelmente forte que todo mundo viu assim,
galera. Não, a Agatha tá malhando como nunca. Depois que viu ela, eu falei assim, não, ok. Eu vi eles treinando, os quatro juntos, cara. Pelo amor de
Deus, cara. Não, é. Eye of the Tiger. Pelo amor de Deus. Os caras estão muito fortes, cara.
É
uma galera muito impressionante e muito incrível. Eu tenho vergonha de ser humano, sabe? Quando
eu vejo essa galera. Então, mas é assim, eles têm que trabalhar o entrosamento entre eles o tempo todo, cara. Porque se der uma zica, você não pode entrar em desespero. Tu não pode enfiar o dedo na cara do colega. Ô, tu é um bosta, porque lá na semana passada, tu pisou no meu carro. Entendeu? Não dá, cara. Pode ter mágoa.
Não pode ter mágoa. É,
não, não pode, não
pode. E aí os caras viram uma família mesmo. Não, mas eu senti que eles tiveram uma ligação eterna agora que é foda, né, cara?
Caraca, se você viaja pro interior do Ceará com três pessoas, você fica amigo deles pra sempre.
Fica amigo
pra sempre. Ou inimigo pra sempre também. Ou inimigo.
É,
isso
aí.
Eu tenho uma hipótese, uma coisa chamada... Você entra em modo de defesa. Quando você sai, por exemplo, fora do país, o seu país não fala o seu idioma, qualquer coisa vai te irritar mais fácil, porque tu tá ouvindo um idioma que tu não tá acostumado. Exato. Tá fora do teu ambiente. Exatamente.
Exatamente. Você nunca tá
relaxado, né? Totalmente relaxado.
Exatamente. Tanto que quando tem viagem internacional, às vezes com muita gente, sempre dá umas tretas. Agora, imagina o cara sair do planeta Terra, que é do fucking planeta Terra. Ele fala, tu vai a mil, e tu não pode tretar
com o amiguinho, tá ligado? Não, se bem que quando eles estavam do lado da lua, essa era a hora. É. Não, eu falei. Pode ter tido fight.
Agora, seu filhado da puta, tu vai ouvir tudo.
Não sei se vocês viram a história de que quando eles estavam se aproximando do ponto mais distante, eles começaram a zoar dentro da espaçonave pra ver quem ia ficar do lado mais distante dentro da espaçonave ainda, tá ligado? Sim,
é o recordista do recordista. Um deles ia ficar mais longe de todos, tá ligado? Vai ser eu, né?
É,
mas são pessoas muito... Eles parecem realmente ser muito... Não é porque eles são meus amigos pessoais, porque claramente eles são, né? Mas eles parecem ser muito gente boa, assim. O treinamento realmente é muito extenso fisicamente, intelectualmente, mas emocionalmente também. Eles aprendem a não brigar. Aprendem a ficar de boa. É exatamente o que a gente quer que, sei lá, a galera tenha agora na Copa do Mundo. Todo mundo ali tá completamente sereno dentro do possível.
E eles são todos engraçados, eles são todos inteligentíssimos, não só, né, academicamente. A gente não.
aquela coletiva que rolou depois que eles voltaram, que eles falaram as primeiras palavras e tal. E é um negócio, assim, surreal. Porque são pessoas impressionantes em todos os níveis e quando uma pega o microfone e começa a falar, acho que o primeiro a falar é o Reed, né? E aí ele é engraçadão e você fica, ai meu Deus, esse cara é tão gente boa.
Cara, a Tio já tá muito aquele meme do podcast, cara. Eu
tô muito, eu tô muito. Seus
melhores amigos imaginários.
Cara, como que
todo mundo é tão engraçado, espontâneo, gente fina, inteligente, fisicamente capaz.
Sabe qual é o nome disso? Pornografia de competência. É isso? A gente tá apaixonado por isso. A gente tá precisando disso, Catiú.
Eu tava lá quando os astronautas chegaram no Kennedy Space Center, né? A gente foi ali pro Shuttle Land Facility, que é onde o ônibus espacial pousava.
Lembrando que você
tava lá
cobrindo o evento de dentro da NASA, com credencial e
tudo, de lá dentro. Exatamente. E aí eu tava lá, né? Tava um sol do caramba, cara. Tava muito sol. E aí eles chegaram, cara, de jato, velho. O quê? Chegaram pilotando jato. Olha, cara.
Que é isso, que é isso. Aura Farming. Total. Desnecessário.
Cada um deles, não. Estavam em dois em dois e a tripulação de reserva eles chegaram no jato da NASA. Que nem o Ryan Gosling, maluco. E eles estacionaram, ô, Jovem Nerd. Não é que eles estacionaram lá no Quinto dos Infernos. Eles estacionaram a metros de mim. Tu viu eles
saindo do jato? É, é. Ah, caraca, peraí, cara, que eu vou ter que ir no banheiro ali rapidinho. Não é possível. Tinha alguém com o outro BR que eu
atorou em algum...
que é incrível. Vai se fuder,
cara. Ah, eu sou merda mesmo. Vai tomar no cu, cara. É maravilhoso. Você vê eles pousando, eles estavam circundando, eles estavam em formação. Aí saíam, eram três jatos, aí um pousava, os dois, aí um outro pousava e por aí vai. E eles foram chegando, chegando e chegando perto, chegando perto e falaram, caraca, o cara vai parar e parar na minha frente, tá ligado? Aí os caras saem, fazem o cheque de eles, fizeram o cheque pós-pouso ali e tudo mais, desligaram a aeronave, fecharam o cano, fizeram tudo ali e, ô, e aí, galera, beleza? Vamos dar entrevista aqui agora. Eu falei, meu meu Deus.
que coisa incrível, cara.
Tu sabe qual era o jato? Tu lembra? Eu acho que era o T-18. Caralho, vai se fuder, cara.
É sinistro, que são as pessoas muito capacitadas em tudo, né? É muito impressionante mesmo, né? É
assustador.
É
assustador.
teve uma parada muito maneira que foi a cratera, né, que foi nomeada pela esposa do Jeremy. Foi do Jeremy? Do Reed. Não, do Reed. O Reed, que era o comandante da missão? É,
o Reed perdeu a esposa dele em E ele é pai de duas meninas, né? Elas já estão grandinhas, mas, assim, jovens adultos. E ele homenageou ela.
Quantos anos, jovens adultos? Acho
que ela, não sei, acho que deve ter, sei lá, uns...
anos. Ah, não. As meninas são
novas até, assim. Calma, calma. Estou chutando
pela idade. A garota já não tem mãe. A
mãe faleceu. Elas têm anos e o cara falou, vou no espaço, já volto. É fome.
Não, não, não, não. Só a Núteis. Só a Núteis. Vou comprar cigarro na lua.
O próximo
cara, já
volto. Não, tadinho, ele é muito fofo. Não, assim, eu
sou pai, né, já, né? Então, o Marcel também, né, o Dave, o Alexandre e tal. Então, depois que você vira pai, você vira meio, fica bundão pra caraca, né?
Não, você tem medo de tudo, é isso?
Eu tava a 5km do foguete, já fiz isso várias vezes, com vários lançamentos diferentes, assistindo essa distância. Cara, se o foguete explodir, cara, existe uma chance real de alguma coisa voar e te matar.
Não, mas chance remota, 5km é bom. Você tá se achando muito especial que você vai tomar um pedaço de foguete na tua cara.
Cara, já teve pedaço do Starship que voa a 16km de distância, cara. Não tô zoando. Nossa senhora, claro que voa.
Você tá vendo a diferença de uma empresa privada pra uma agência pública?
A diferença de maluquice? Como ele é booster de combustível sólido, a explosão acontecendo ali próximo do solo, a reação é mais rápida do que no caso do combustível líquido. Então assim, tipo, cara, tu já fica com medo, tá ligado? Imagina esse cara que fala, eu vou pra Lua, eu vou deixar minhas duas meninas aí esperando enquanto eu vou comprar cigarro. Exato, é o que eu tô falando.
Sendo que a esposa
já faleceu, né? Tipo, é isso. Esse é o meu ponto. Não sei se são jovens. Não, elas são adultas. São adultas, é verdade. É, você já pode dirigir, já dá pra se virar.
Mas ele falou, tipo, que tava se afastando da terra e ele, nossa, é muito incrível e você quer muito viver aquilo e tal e aí você se afasta da terra e você pensa que massa e aí você imediatamente quer voltar pra casa e você quer ver as suas pessoas e você quer estar perto das pessoas que você ama.
E deve ser um... Ai, sei lá, fico toda arrepiada, cara. Porque deve ser uma coisa muito incrível. Porque você tá representando muita gente ali. Mas também deve dar um desespero muito grande. Porque tudo que você deixou pra trás, cara. Você olhar pra uma bolinha e pensar que tudo que já existiu, que você conhece, tá dentro daquele canto, deve ser desesperador.
Aí parece o brasileiro que vai pra Orlando e não consegue ficar uma semana sem comer feijão. Peraí, querido, né? Vai lá no restaurante de Orlando. Não, porque
o risco não é o mesmo. É
maior. Ir pra Orlando
é maior.
É, cara, mas ficar comparando com viagem que a gente faz, assim, na nossa vida casual, faz muito sentido, porque é a única coisa que a gente tem pra comparar de fato. A gente nunca vai pro espaço, mas quando o Victor Glover tava falando, ah, eu vou pilotar a mão, né, manualmente, a máquina, a nave, por uma horinha ali, uma hora e meia, e eu fiquei, brother, se eu for pra China, eu não vou pilotar um carro.
Nenhum avião, nada, né? Um avião,
um piloto, jamais. Ninguém vai fazer isso. A humanidade dá isso.
Ah, mas só, pode ter certeza que é muito, muito mais perigoso ser motoboy em São Paulo do que ir até a Lua com a NASA. Com
certeza, absoluta. Com certeza, sem sacanagem.
estatisticamente, poxa. O Reed, ele teve a oportunidade de dar o nome para uma cratera. Como é que é esse negócio de nomear cratera? Uma cratera lá era do lado oculto, que eles estavam indo para o outro lado, era uma mais da lateral. Como é que aconteceu? Que foi uma cena super emocionante, né? Acho que ninguém tinha planejado isso, na verdade, né? Eles meio que surpreenderam o controle,
falando, ae, a gente pode fazer um negócio aqui? Ali eles tinham uma lista de crateras que eles iam observar, né?
Então o cara não vai lá e fala assim, ah, vou escolher uma aleatória aqui, né? Sim, sim. Então eles têm essa listagem, eles vão seguindo e eles vão descrevendo para a NASA o que eles estão vendo. Porque assim, cara, às vezes a foto fica caca e por aí vai. E eles precisam analisar essas feições e tudo mais. Coisas que a câmera não pega, né? A câmera é uma projeção 2D, entendeu?
Eles adicionam mais informação. Eles têm a câmera, todos os dados, mas eles vão adicionar uma informação que é única. Que é a informação da testemunha ocular ali.
Exatamente.
Ela só ajuda, não vai atrapalhar a compressão das fotos que eles estão tirando.
E aí eles sabem, pelo mapa, que eles estudaram isso pra caramba, quais carateras foram nomeadas e quais não foram. Não tem caratera pra caramba na Lua, entendeu? E eles vão nomear aquelas que eles estão observando, entendeu? O cara não vai olhar lá no Paulo Norte e falar, putz, essa aqui eu vou dar o nome.
É que tem um nível de
interesse até científico, né? De compreensão, de... Pô, isso aqui vale estudar, observar melhor isso, etc. E não é toda a cratera que tem essas mesmas características.
É, e aí eles pegaram uma cratera ali que eles observaram. Provavelmente já tinha sido feito anteriormente, né? Não foi feito na orelhada. Eles já tinham mapa, tudo fora. Essa aqui não tá. Pô, vamos fazer isso aqui. E tal?
E eles homenagearam com o nome, né? Carol, né? Que é a esposa falecida do Reed. Assim, eu não posso falar jamais perto da perspectiva de um astronauta, tá? É porque você cede muitas coisas na vida pra fazer essa carreira, tá? É afastar da família, muito treinamento e por aí vai. Posso falar da minha perspectiva que é um zilionésimo disso, cara. Esse ano só eu fiquei um mês e meio fora do Brasil com um filho e pequena esposa grávida por causa desse lançamento.
Eu sei como foi difícil. Agora imagina esse cara que ficou anos estudando, treinando e tudo mais, com esposa com câncer, com duas meninas pra criar e tudo mais. E como foi pesado isso pra ele, tá ligado? Como foi pesado essa perda, como foi doloroso. Então assim, tipo, eu achei maneiraço isso aí, achei sensacional. Foi muito
legal, mas o jeito que eles falaram também foi muito emocionante. Quem falou foi o Jeremy Hansen, né? E ele falou, ah, nós perdemos um ente querido. Ele não falou do Bridge, né? Nós perdemos um ente querido, o nome dela era Carol, ela era isso.
esposa dele, mãe de duas meninas e tal, e a gente queria colocar o nome dela nessa cratera porque ele disse que foi um ponto de luz na lua e eles achavam que ia ser legal fazer
isso.
E o que
é legal disso aí é aquilo que eu falei, eles viram uma família. A família deles viram a família da tripulação, tá ligado? Eles convivem. Eu acredito total, né?
É um nível muito grande de interação. Então eles são como se fossem irmãos que conviveram a vida inteira. É um sentimento muito forte que talvez a gente nunca passe por isso. Porque a gente nunca vai ter uma experiência como essa. E foi uma choradeira dentro da cápsula.
Foi lindo. Foi um momento muito bonito. Eles se abraçando, os quatro se abraçando. Foi muito maneiro. Pensa
quantos anos esses caras estão ralando pra isso, cara. Cada coisa é uma vitória gigantesca, entendeu?
Vocês não choraram, não, assistindo nada.
Eu não chorei porque eu tava muito ocupado trabalhando. Mas a vontade não faltou, tá?
Ah, essa cena deles abraçando me deixou com uma lagminha. Fiquei emocionado. Tava realmente emocionado. Foi foda. Assim,
no lançamento... Eu já assisti muito o lançamento e todos eles são incríveis, assim. Tem algumas coisas, cara, que não dá pra falar assim... Ah, olha, essa câmera aqui é a melhor câmera do mundo. Não vai mostrar. Pode ficar tranquilo que não vai mostrar. O brilho do motor durante um lançamento de foguete... Não mostra.
O som não mostra. Nada consegue traduzir o que é a parada de você estar perto do negócio desse.
O SLS, eu tinha visto lá aquela vez que a gente foi em que foi quilômetros de distância, que já foi espetacular. Agora eu assisti de quilômetros. Cara, é uma cascata de fogo, cara, de chama, que você não consegue nem olhar direito pro negócio de tão brilhante que é, tá ligado? Assim, tipo, puta, que coisa, que sensação absurda, que é difícil de explicar.
E uma última do Reader, que tu sabe que ele, nove anos atrás, em ele foi num restaurante e abriu um Biscotinho da Sorte. Ele fotografou a mensagem era A visita a um lugar estranho vai trazer a você renovadas perspectivas.
Olha o Biscotinho da Soja, eu queria nem ser chalante, falou.
O Vitor Glover falou que ele sonhou que ele ia pra Lua e tudo mais e ele foi pra Lua, cara. Tipo, antes mesmo dele tá no programa Artemis e tudo mais e, cara... Ele tweetou,
ele tweetou isso. Ele falou ah, eu sonhei que eu ia pra Lua, tô o dia inteiro, tipo, tentando voltar dessa sensação de emoção aqui e tal. A galera encontrou o
tweet. Ah, ele tweetou na época do sonho. Sim. Mas ele não era nem astronauta ainda ou ele era astronauta
já?
Ele já era astronauta, já era astronauta. Mas assim, esse cara, esse Vitor Glover, cara, ele tem um codinome, ele é da Força Aérea, era I.Q.E. I Know Everything. Mano, o cara voou aeronaves diferentes, piloto de teste e tudo mais. O New Arms era isso, né? Normalmente o codinome é alguma coisa que você fez ou alguma coisa que você é, né? E tipo, o cara basicamente não tinha nada que o cara não sabia ou que ele não sabia fazer, tá ligado? TÁ LIGADO
Ele é objetivamente uma das pessoas mais impressionantes da humanidade, da história da humanidade. Ele é surreal.
Eu falo desse cara desde a Crew One, lá em tá ligado? Tipo, eu falo, esse cara é fora de série. E ele tá nessa missão Artemis agora. E na minha opinião, esse cara vai estar no pouso lunar. Ele e o Reed Weisman.
Nossa, cara, eu queria muito, queria muito. Eles fizeram um videozinho apresentando os tripulantes, né, antes de tudo acontecer. E tem uma parte do vídeo do Victor que ele fala que ele foi a primeira pessoa na família dele a fazer uma faculdade, né, a ir pra universidade. E ele disse que duvidava muito da capacidade dele de ser academicamente impressionante. Ele ficava assim, não, eu sei fisicamente, eu sou impressionante. Eu olho pra TV, vejo as pessoas jogando esses esportes.
Eu me vejo no lugar delas. Eu posso fazer isso aqui. Mas eu não sei se eu consigo ser impressionante. Como essa galera que eu vejo fazendo ciência aqui. Então, de novo. É uma das pessoas mais impressionantes. Que a gente já viu sendo astronauta. Que já são as pessoas mais impressionantes de todas. Então, acho que vale a gente pensar assim. Como todo mundo tem esses momentos de insegurança. Sabe? Até as pessoas mais incríveis de todas.
Acho que é por isso que é tão legal. A gente ver essa galera chegando a essa distância. E fazendo esse tipo de coisa. Porque essa conexão. Essas experiências que a gente divide. Mesmo no simples do que é ser humano. É o que aproxima a gente. Apesar da gente não se conhecer pessoalmente ainda.
Uma coisa legal sobre o Victor Glover é que ele foi incentivado a virar astronauta pelo pai dele. O pai dele que falou, pô, por que tu não vira astronauta basicamente desse jeito? Ele foi selecionado pela NASA em cara. Olha quanto tempo esse cara ralou pra fazer isso. Pra ele voar lá, né, com a Crew One lá em
por aí vai, e agora ir pra Lua, tá? Então, assim, o currículo dele, acadêmico, é extremamente bom. Então, essas caras são muito estudados. Eles não são caras pegos aleatoriamente, tá? São pessoas que realmente são treinadas e treinadas e treinadas. E, pensa, o cara tava há anos na NASA pra poder ir pra Lua, tá ligado? Ele entra pra academia de astronautas, ele vira candidato a astronauta, ele se forma, o que é difícil pra caramba já ser selecionado, depois formar, e não significa que você vai pro espaço.
Exato. Ser astronauta é uma atividade que independe...
de você fazer voos. O que eles fizeram agora foi um voo. E você pode ser astronauta e ser pesquisador de campo, de batemática. Você pode ser um monte de coisa. Engenheiro. É claro que você sendo do programa de astronauta, você está no roster de ir, de voar alguma vez. Mas nem todos voam.
né? Depende das circunstâncias, né? A Artemis tem uma outra tripulação substituta, um substituto pra cada um. E essa galera não voa,
eles tão treinando igual a eles. Geralmente o que acontece é que quem é o backup voa no próximo, tá? Geralmente é assim. Mas não necessariamente, às vezes pode acontecer o cara teve uma dor de barriga lá e não voa, entendeu? Então esse tipo de coisa acontece. Até teve recentemente um caso bem interessante que um russo ia voar na Dragon da SpaceX e ele foi simplesmente tirado da missão porque pegaram o cara espionando coisa dentro da SpaceX. Então ele foi retirado da missão e botaram um substituto.
tudo, cara, em cima da hora.
O voo é a menor, é uma fração mínima da carreira de um astronauta. É foda, né?
Nem todo russo, mas sempre o russo, né? Exatamente isso,
cara.
Eu quero trazer um ponto aqui que é um vídeo muito interessante falando sobre a trajetória da nave, né? De como ela voa, né? Por que ela tem que ficar dando volta na Terra e tal, pra depois xilingar, etc. Uma coisa interessante que eu vi, que eu aprendi nesse vídeo, é que não existia a chance da nave errar e ir embora pra sempre.
porque ela fica fazendo um movimento elíptico cada vez maior, cada vez maior. Então, se ela errasse a Lua, errasse aquele movimento lá de retorno, né, que aconteceu, ela ia fazer um movimento maior e retornar pra Terra. Mesmo sem a Lua?
Mesmo sem a Lua. Tem diversos tipos de órbita da Lua, né? Justamente por causa do jeito que ela se comporta. Mas uma coisa incrível, eu tava assistindo um vídeo do Scott Manley, é um canal incrível que fala de foguetes e de exploração espacial, ele mesmo é um engenheiro espacial, e ele tava falando. O vídeo que ele fez é mais ou menos uns anos atrás.
Ele falando que é bem possível que o módulo da Apollo ainda está orbitando a Lua. Então ele tem lá os cálculos que ele mostra a possibilidade. E a possibilidade é bem grande,
cara. No pouso à Lua era o seguinte, você tinha duas naves que desacoplaram, né? O Michael Collins ficou em órbita. O Lander veio, desceu com o Neil Armstrong e o Buzz Aldrin. Beleza. Isso no primeiro que eu estou dando de exemplo, né?
E aí depois o Lander sobe, ele deixa a base dele na Lua, ele sobe, é a parte de cima, né? Se acopla de novo com a cápsula. Os astronautas estavam no Lander, entram na cápsula e aí eles desacoplam do Lander e o Lander fica em órbita da Lua, teoricamente até um dia cair. É porque o que é isso. É a cápsula, né? Então o Lander, ele vira lixo espacial em volta da Lua e ele pode ainda estar em órbita, é isso? Até hoje? Pode,
provavelmente está mesmo.
Bem comum. Lixo espacial demora pra caramba pra cair, dependendo da órbita ainda, se for um pouco mais alta, demora bastante.
Mas então, o motivo pelo qual eles não entraram em órbita da Lua, eles só deram uma deslingada na Lua, foi algo tipo assim, não, a gente não precisa testar entrar em órbita da Lua, a gente tá testando outros sistemas, é isso?
É. Então, tem uma questão aí que é bem complicada com relação a Orion. Existem umas histórias aí, uns rumores de corredor da NASA.
de que a Orion não consegue entrar em órbita da Lua com tripulação. Radiopião da NASA,
mano. Eu
achei
bem impressionante.
Tem que ter. Toda empresa tem.
Fofoca nos corredores da NASA. Gente, que elenco é esse aqui, pô? Você
tem que ter clearance pra fazer fofoca no corredor da NASA. É incrível. Eu não acredito que eu tô ouvindo
isso.
Se você pegar
a conta, fizer a conta lá da massa da Orion e a órbita e tudo mais, o que você precisa de carga, tripulação e tudo mais, você tem uma margem minúscula para você poder fazer manobra em órbita da Lua. Porque quando você entra em órbita da Lua, dependendo da trajetória, óbvio, você precisa ir perdendo energia para circularizar essa órbita. Ou seja, você entra geralmente em uma órbita mais elíptica, né?
uma elipse, você vai transformando ela num círculo, até pra facilitar uma série de observações e por aí vai. E a Orion, ela só conseguiria fazer uma órbita muito específica, que chama uma órbita haloquase retilínea. É um nome bem bizarro, que ela basicamente, ela encontra com a Lua e ela entra em órbita basicamente pelos polos. Eu tô simplificando muito aqui, porque é um negócio muito complicado mesmo.
ela é muito ruim pra várias coisas. Então você teria, por exemplo, a distância máxima da Lua era a coisa na casa de mil quilômetros de distância, tá? A distância máxima o quê? Que eles poderiam chegar? A distância máxima que a espaçonave ficaria da Lua. Ah, tá. Só que pra você pousar alguma coisa na Lua, você não pode fazer isso. Porque a tua velocidade, quando você passa perto da Lua, fica altíssima.
a gravidade da Lua vai te puxar e ela vai acelerar a sua nave. Isso. Porque você está caindo. Você está caindo em direção à Lua. Exatamente. E essa órbita da Lua, você não está, na verdade, orbitando a Lua ainda. Tem um outro ponto que é bem mais complicado que isso. Porque a Lua também está em
um movimento de translação bem intenso, né? Em volta da Terra. Então, você está em volta da Lua, mas você tem que estar em um movimento de
translação também. Isso. E aí, o que acontece é que a Orion não teria manobra, capacidade de manobra suficiente para fazer esse tipo de órbita.
Então, essa órbita que eles estão fazendo agora, que chamam de livre retorno, ela não depende de grandes queimas ali pra fazer voltar pra Terra, tá? Basicamente, a queima que eles fazem pra ir pra Lua... A queima, você diz, é quando o cara liga
a turbina, o motor, né? Isso. Pisa no acelerador. Pisa no acelerador, é, exato. É, porque eles só fazem isso na hora de ajustar custos. Eles não ficam que nem Star Wars com a turbina sempre ligada da X-Wing. Eles vão na inércia, aí eles usam queimas pra ajustar
as trajetórias.
Isso, então é basicamente isso aí, né? Agora, no caso de entrar em órbita, é mais complicado. E a Orion, ela tá meio que no limite operacional desse ponto. Por isso que é importante lembrar que a Orion, ela não pousa na Lua, tá? Ela é só uma espaçonave que vai chegar até, no máximo, à órbita da Lua. Eles não estão carregando um Lander nessa missão?
Não.
Então essa é a diferença.
E ao mesmo ponto, não existe o risco da nave sair e ir embora pro espaço adentro. Porque a gravidade da Terra vai puxá-la de volta, certo? Exatamente. Ela teria que queimar, sei lá, não sei quanto de combustível pra realmente conseguir escapar da gravidade da Terra e ir embora.
Isso, isso. Mas assim, a gente nem conseguiria pela quantidade de propelente que ela tinha lá dentro. É,
exato.
Então, não
tinha o risco dela sair embora e fudeu,
errei. Não, não. Do ponto de vista dessa missão, o que ela precisava fazer, que era fazer a trajetória de livre retorno, fazer um na Lua e voltar, pô, maravilhoso. Funcionou perfeito. Agora, pra Artemis que é o próximo passo, né, que é a próxima missão ali que eles querem fazer em órbita da Terra agora, antes ia ser do pouso, que...
ia ser o pouso, mas já mudaram o pouso pra quatro, né? Possivelmente. Exatamente. E aí eles querem fazer agora uma missão na órbita da Terra no ano que vem já, fazendo uma acoplagem da Orion com os landers que vão pousar efetivamente na Lua, que é o Starship Lunar da SpaceX. Óbita da Terra? Aí não, o que é isso?
Planeta flopado, não quero.
Não, aí não vou nem ver. Mas é porque, só lembrar, Apolo que posou na Lua foi a Então antes eles fizeram tudo isso, né? Exatamente. Mas já teve tudo isso, vamos agilizar. Então, mas é porque faz mais de anos, mano. Eu não tenho anos pra esperar.
A culpa não é nossa, que eles esperaram anos aí.
Sabe o que é interessante disso tudo? Eu vi uma frase durante esse período, de, assim, caraca, eles têm muita tecnologia hoje e tal. É, puta, muito diferente, nem se compara. E aí a galera tá chegando à conclusão, tipo assim, não é que a gente tá demorando demais pra ir à Lua de novo, né? A gente passou tanto tempo. Não, a gente foi à Lua cedo demais. A gente foi à Lua com a tecnologia. Muito, muito de limite de tudo que a gente sabia.
Ô, Jovem Nerd,
pra você ter uma ideia, entre a criação do avião e o pouso na Lua, foram por volta de anos, cara. Eu falo essa frase! É muito
rápido! É muito rápido você ter mil anos de civilização humana, basicamente, e aí a gente inventa o avião e anos depois a gente tá na Lua? Caralho!
E o fator de risco, cara. Exato. A chance do Neil Armstrong ter feito burrada no pouso lunar, e olha que era um cara extremamente qualificado, cara. Porque ele não tava onde ele tinha que estar, ele quase não tinha propelente pra pousar. Chegaram segundos da janela de aborto, né, do pouso. Exatamente. Então, assim, o fator de risco era muito diferente. Assim, eu falo que os caras eram malucos mesmo. Os caras não sabiam nada.
Não, eles estavam inventando aquilo, brother. O computador, assim, você pegar uma calculadora safada, você fez um controle remoto do mais vagabundo que você encontra, tem mais processamento do que tinha Apolo, tá ligado? A galera fazia cálculo com a reguinha de cálculo ali no papel. O fator de risco mudou. Não é admissível, nunca foi, né? Mas não é admissível você perder vidas no espaço, entendeu? O impacto público disso é muito grande, não só pela perda, né? Pela tragédia em si, mas isso afeta a continuidade dos programas espaciais.
Porque é um empreendimento muito caro, muito técnico, muito pesado, muito sacrificante. Você ainda vai matar gente e falhar a missão, entendeu? Tem que dar certo.
A gente tá falando basicamente de energia. Se você pegar, cara, um motor do Starship, pode ser um motor até do SLS, que é basicamente a mesma comparação. Se você pegar um motor do SLS, ele é mais poderoso do que um A380 inteiro, tá, de empuxo.
O motor, quantos motores tem na SLS? O SLS são quatro, mais os busses de combustível sólido, que é uma patada. O Starship tem desse, entendeu? Tipo, olha a escala de energia que a gente tá trabalhando aqui, entendeu? É tudo muito gelado, muito quente, muita pressão e muito desforço em tudo, tá? Então, assim, foguetes nada mais são que bombas controladas. Isso é uma coisa que é muito...
importante. É uma explosão que você direciona pra um lado só. Exatamente, por isso que eu falei. A gente minimiza essa história que eu falei de 5km e ter algum dano, porque a gente vê pouco foguete explodir no lançamento. Mas existe um risco sim, cara. Caraca, outra
coisa que eu vi nesse lançamento, que eu nunca tinha reparado, é que tem água ali embaixo no momento do lançamento, né? É, pro som. Pro som nos escaralhar tudo, né? Esse é o termo científico. São dois...
É literalmente isso. Quando a gente esteve lá, o cara falou assim, se não tivesse isso, você ficasse aqui, olhando de pertinho, o som mataria você. O som, a
vibração do ar, despedaçaria o seu corpo. Tem dois objetivos que chamam de sistema de dilúvio, né? Primeiro, é atenuar a parte sônica, né? A parte da vibração que causa dano, pode causar dano no foguete, dano no pad e por aí vai.
O próprio som que ele emite pode danificar ele. Isso, como disse o Azaghal, descaralhar tudo, termos sentido. Descaralhar tudo, isso termos sentido. E o outro é proteger o próprio pad durante o lançamento. Proteger a plataforma da própria descarga energética, que é muita temperatura e por aí vai, né? Então, o sistema do SLS é muito robusto. A gente vai saber agora como é que ele operou na Artemis mas na ele funcionou consideravelmente bem.
Mas mesmo assim, cara, teve dano no pad da Artemis a ponto de porta de elevador sair voando, cara.
Cara!
Tem
vídeo de sair da porta e levar essa energia ajetada, cara, porque é muita energia. E assim, esses sistemas de dilúvio, ainda que, se você pegar o SLS, que é o foguete mais poderoso que a NASA fez, mais poderoso que o Saturno ele é metade da potência do Starship, que são dois monstros, entendeu? Tipo, olha o nível de energia que a gente tá trabalhando, entendeu? A engenharia estão no limite, todos esses caras estão no limite da engenharia, tá ligado? Do que dá pra fazer e sempre empurrando pra ir além.
Mas aí, deixa eu te perguntar uma parada. A gente já viu o lançamento aqui de Falcon bem de perto. O David já foi lá com o Marcelo na praia de Nodista, viu? O barulho do foguete disparou o alarme dos
carros todos em volta. Porque a gente tava mais próximo, né? Eu já vi isso acontecer
também, já. É bem doido.
a gente
foi ver o SLS, a gente tava mais distante. Quando a gente foi ver esse aí do SpaceX, a gente tava bem mais próximo. Claro que o foguete era menor, mas a gente sentiu mais o impacto sonoro, né? A onda de choque. É bem maneiro. Aí você vê,
mas o Falcon perto do SLS é um foguete de brinquedo da Fisher-Price, né? É uma biribinha. É uma biribinha, exatamente. Leva satélite, mas levava carga também pra estação espacial, né?
Aí, beleza, aí teve aquele voo dos astronautas que foram pra estação, né, aqueles quatro que foram da SpaceX, que foram no Falcon Heavy lá no Dragon, no Crew Dragon, né, que é um foguete mais potente. Não, era o Falcon mesmo. Não, era o Falcon mesmo que eles foram? Então, é isso que é a minha pergunta. Tipo assim, eu sei que a estação espacial tá aqui, pertinho.
Mas por que o SLS tem que ser tão gigantesco? Porque a cápsula, quando entra em órbita da Terra, ela tem que ter muito mais energia e velocidade de escape do que as outras cargas ou astronautas que vão para a estação espacial. É por isso que o foguete que vai para a Lua tem que ser muito mais gigantesco
do que vão para a estação espacial? Quanto mais longe você vai, mais energia você precisa, né? É básico, né?
No caso, a Orion é muito mais pesada do que a Dragon, por exemplo. E você ainda tem a questão de que quando você faz um lançamento como esse, você precisa entrar em órbita, né? Ou seja, por volta de mil quilômetros por hora, você está em órbita da Terra.
Então, a minha pergunta subsequente seria, uma vez que eu estou em órbita, não é muito mais barato eu queimar combustível para eu atingir a velocidade de escape para ir para a Lua do que antes? Ou
essa energia tem que vir desde antes?
Mas esse é exatamente o ponto que eu ia chegar. Quanto mais empuxo o teu foguete tiver, mais você vai conseguir economizar combustível pra chegar lá em órbita e poder fazer essa queima, entendeu? Então você quer mais empuxo no momento zero. Não, não, não necessariamente no momento zero. Mas se você... Vamos supor, você tem o seu segundo estágio do foguete, que é aquela parte lá que já tá em órbita lá, que tem o motor e tudo mais.
Você pode entrar em órbita com toneladas de propelente, tô botando um número aqui, tá? E você consegue chegar até a órbita da Lua. Se você tiver toneladas de propelente, tu já não chega na órbita da Lua, entendeu? Então, quanto mais empuxo você tiver desde o começo, ou seja, ou ao longo dessa subida, porque não é linear essa parada, mais empuxo você vai conseguir ter nas próximas fases da missão.
É, quanto mais você sobe, vai ter menos impulso que você precisa. Você precisa mais no momento zero, é que nem a primeira marcha do carro. Precisa de mais força na primeira
marcha, não na quinta. Isso. Mas se você tiver mais propelente no espaço, é melhor. Só que pra você ter mais propelente no espaço, você precisa subir com mais massa. Aí entra na história da equação do foguete. É isso, exatamente. Então se eu tô
saindo mais pesado ainda, porque eu preciso desse propelente lá em cima, eu preciso de mais propelente ainda aqui embaixo, porque eu tô com a carga muito mais pesada.
Exatamente. E aí vira essa coisa muito louca que a solução pra isso, basicamente, é o que tanto o Starship da SpaceX quanto o outro projeto da Blue Origin vão fazer, que é basicamente reabastecer em órbita. Que aí você bota o bicho em órbita e você enche o foguete de novo. Entendeu? E aí tu taca o foguete e zero bala. Entendeu? Isso é muito massa, cara. Isso é uma loucura. Isso aí é muito louco. Isso nunca foi feito nessa escala. Nunca, desde o início do universo.
Esse é o futuro do programa Artemis, é estabelecer uma base lunar. E agora começaram, terminou a missão, começaram a falar sobre o futuro. Eu quero saber, né? A gente vai ter mais um voo de testes, pelo menos mais um, parecido com esse, tripulado, e aí depois um pouso. Mas aí, e aí? Aí acaba, e aí vira outro programa, ou ele transiciona para um programa de criar base lunar? Qual o futuro desse programa?
O administrador da NASA, o Jared Isaacman. O Orelha?
É o orelha, o orelha faz um
bom ouvinte. Cara, ele tem uma orelha de caricatura, é muito louco. Que legal que ele não... Ele zoa com isso, cara. O cara da Lazo, o orelha. Cara, desculpe. Quem olha pro cara, fala imediatamente, orelha. Aí depois você tá
reclamando de ser chamado de feijão. Ele entra na
brincadeira,
isso que é legal. Ele tem que entrar, cara. Ele não tem
nenhum tipo de outra opção de não entrar na brincadeira, coitado. Cara, eu falo que se ele botasse painel solar naquela orelha, acabava com o problema energético do planeta, cara. Tadinho. É que ele tem a orelha muito grande, coitado. É a idade dele.
Ele apresentou um plano muito legal, poucos dias antes ali da Artemis, pra criar o que chamam de memória muscular pra essas idas pra Lua. Tanto com carga, quanto coisas pra órbita, pra pousar e por aí vai.
É que eu ouvi falar que esse negócio de apouso é assim. Gente, no programa Apollo tinha um voo a cada meses, sei lá. E a gente precisa de mais milhagem. A gente tá revoltando, tem muito sistema novo. A gente precisa testar mais essa parada.
Exatamente.
Então a ideia dele é justamente falar assim, ó, a gente já tem esse programa aqui que é o CLIPS, que é o Commercial Lunar Payload Services, que é basicamente estamos pagando empresas privadas pra colocarem cargas na Lua. E é um programa extremamente barato perto de Paraná. Mas já tá acontecendo? Já, já. Mas já estão botando? Já, ano passado teve um lander privado que pousou na Lua, cara. Deixou um care package lá? Deixou um loot? Loot box? Deixaram um loot lá. Loot
box? Caraca, imagina os lunáticos achando loot box de
nada.
Foi a primeira missão lunar desde a missão Apolo que pousou na Lua. Que
loucura. Mas eles estão
deixando... O que eles estão deixando lá? Eles estão deixando... Então, foi experimento científico. Foi tudo experimento científico. Mas pelo menos o Lander americano que fez isso. E foi uma empresa privada que custou, tipo, pelas contas do inspetor-geral da NASA, custou um quinto ou um sexto do preço que a NASA faria, entendeu? É tipo, é um absurdo de diferença de grana, sabe?
E olha que a NASA não paga hora extra. Imagina se pagasse.
É, mas paga hora extra pra fornecedor, esse é o problema, entendeu? Essa é a treta. Porque eles são funcionários federais, aliás, entendeu? Então, a ideia deles é transformar esse ecossistema, que é que nem falar assim, pô, a gente vai, a partir de hoje, fazer uma operação no Rio de Janeiro, lá, sei lá, aqui do Sul aqui de São Paulo, toda vez tem que ficar indo pro Rio de Janeiro. Imagina se, a cada três anos, tu tem que fazer uma baita de uma operação no Rio de Janeiro, entendeu?
Pô, levar equipamento, levar a gente, treinar a gente, não, a ideia é, pô, toda hora vai alguém.
Do mundo, porque em três anos, muda tanta coisa no Rio de Janeiro, ter tanta...
É
um fator de risco maior ainda. O pior
exemplo possível. Vamos para a Lua. Mas em questão de perigo, né? Porra, muito mais perigoso, meu amigo. Então eles apresentaram esse plano muito legal de várias missões ao longo dos próximos anos, inclusive já preparando para fazer essa base lunar, essa presença permanente, que é a ideia do Programa Arkham.
Eu
quero entender isso, que eu já ouvi falar várias vezes Dessa ideia, mas e aí? Vamos jogar um monte de caixa na Lua Lootbox E aí depois, o que vai acontecer? Vai chegar um astronauta Vai abrir o manual da Tox Vai, cara É isso! Você aperta o botão
Ele monta
a
base
É Rei Bob o dia inteiro, né?
Vai ter um monte de missão, cara. Pelo que eles planejam, a partir do Artemis vai ser pra montar a base, né? Aí eles
começam, montam um pouquinho e voltam pra casa. Aí vem outro fulaninho, e aí vem a fulana. E é
isso? Foi assim que foi montada a Estação Espacial Internacional. Foi primeiro um módulo. Aí quando já tinha condições de ter um habitat, aí começaram a usar. E aí durante os anos eles iam acrescentando mais módulos,
aumentando a estação. O que muda disso é que agora eles têm mais veículos disponíveis Aos. Obrigado.
para fazer missões de logística, que chamam de carga, e a ideia é levar carga mais pesada, né? Então, pô, antes tu conseguia levar ali, sei lá, quilos, quilos ali de equipamento. Agora com o Starship, com o Blue Moon, que é da Blue Origin, e outras iniciativas, pô, tu consegue levar, cara, toneladas de carga, tá ligado? Em volume de carga muito grande. Ou seja, o Elon Musk e o Jeff Bezos vão ganhar mais dinheiro. É isso que vai acontecer.
E ao mesmo tempo, né, uma coisa interessante de falar sobre isso é que ao mesmo tempo que o programa Artemis está sendo um sucesso, operacionalmente falando, né, do ponto de vista de orçamento, o governo americano está usando isso como propaganda geopolítica, né, para falar da soberania americana. É, claro, sempre. E tudo mais. E ao mesmo tempo, o presidente americano mandou um corte de no orçamento da NASA. É, tomou uma rasteira agora. E
imediatamente depois, né, cara, foi bizarro isso aí. Ele tomou o ghosting dos astronautas e ficou puto.
Foi
muito bom aquilo, cara. O gol, sim, foi muito bom, cara.
Cara, foi tão constrangedor. O fato da câmera estar constantemente ligada e todo mundo calado e ele perguntando, então aí... O cara jogando
microfone, tá ligado? Brincando com microfone. Se você não viu, é uma cena muito dolorosa de ver, de assistir, porque ela é longa, né? Mas, assim, eles estavam falando com o presidente. Beleza, é um protocolar. Sempre fazem isso. É um evento histórico, whatever. Tipo, o Nixon ligou pra galera lá na Lua, entendeu? Tipo assim...
devia estar muito super feliz de falar com o Nixon, que era o presidente o Nixon era o presidente mais controverso dos Estados Unidos pros americanos, né, até então, né cara, acho que qualquer presidente, na verdade, né, cara é, os caras estão em outra vai, mas ali faz parte da política, faz parte da coisa é uma agência pública, etc, tem que falar com ele e o Trump ligou pra falar com os caras e tava um papo de maluco
Desconexo pra caraca. E aí, chegou uma hora que ele falou alguma coisa lá e eles ficaram só olhando com aquele microfone voando, né? Flutuando na frente deles. Aí, tudo que eles faziam era pegar o microfone e ajustar. Você achava que eles iam pegar o microfone pra falar, pra responder? Aí eles pegavam o microfone e davam uma ajustadinha, porque, sei lá, ele começava a girar fora de controle, ele dava ajustado, corrigia e deixava ele voando.
The office total, né, cara? Foi muito, foi muito. Foi muito The office, cara. Aí, silêncio, ajustava o microfone.
E cada um olhando pro ladinho, assim, pra ver se alguém falava. Alguém
fala assim, vocês tão ouvindo? Não, tão ouvindo sim.
O problema é que parece que não tinha o que ser falado. E aí ficou uma situação constrangedora, cara. Ninguém tinha o que
falar ali. Uma hora o Trump parou de falar. E aí ficou um tempão, um silêncio. E aí o chefe lá da missão, o comandante, pegou o microfone e perguntou. Base de operação? Tem alguém ainda aí? Pra você ir checando se a gente pega em contato. E aí vem a vozinha do Trump. Eu
ainda tô aqui. Puta que pariu.
Você tem muita coragem fazendo o que você está fazendo, muita honra e muita gente, mas eles estão muito orgulhosos de você. Administrator Isaacman, vou só fazer uma pequena comp check, para que vocês estão ainda no line e não tiveram uma handover.
I am, yes, I am. Aí entra a abertura
do The Office.
Cara,
é muito constrador, mas foi mais um momento de orçamento
dessa missão. Independente de lado político, cara, aquilo ali foi maravilhoso, cara. Foi tipo, mostra como há uma desconexão gigante entre a política e a ciência, tá ligado? É, desconexão total, mas ali depende, né? A ciência ali depende da política, então...
É, assim, eu não acho que o corte de orçamento da NASA vai durar, tá? Porque ano passado, os próprios republicanos seguraram o orçamento lá.
Quando a primeira cápsula chinesa fizer uma missão equivalente a Artemis II, esse orçamento vai voltar já já.
Não, eles não vão cortar esse orçamento. O que é engraçado é que o corte de orçamento da NASA, ele não é uma questão de republicano democrata, tá? É tipo, ninguém tá nem aí pra NASA nesse ponto, porque no governo anterior também cortaram o orçamento da NASA. É,
por isso que tá atrasando desde então.
Por isso que em os caras falaram que o primeiro voo ia ser em E foi em quatro anos depois.
Na pior das hipóteses, realmente, se a China começar a correr aí, meu amigo... A
China já tá correndo.
É, mas se acelerar um pouco mais, amanhã a gente tá na lua, pô.
A China, ela tem um programa espacial muito bom, tá? Nossa,
falar a gente como se não fosse todo mundo uma humanidade, né? Mas é a
gente porque é humanidade, entendeu?
Nesse caso a
gente chama de
humanidade. Se a China chegar na lua, a gente tá na lua. Faltou a Guerra Fria. A Guerra Fria acabar, ela atrasou a conquista espacial.
Se tivesse rolado Guerra Fria, a gente já estava em Marte. Em Marte, em Marte. Tem que ter atenção, exatamente. Tem que ter
concorrência. É um
livre mercado, não é
isso?
A China, cara, ela é um player relevante sim, cara. Os Estados Unidos só tá fazendo o que tá fazendo agora porque a água bateu na bunda, cara. Porque a China tem um baita programa espacial bom, tem gente boa, um programa de espação muito mais barato do que os Estados Unidos. E tem testado o Lander aí aqui na Terra, tem testado o motor do foguete que vai fazer missão, tem estação espacial de boa qualidade, tem frequência de astronauta indo pro espaço, né? No caso, o Taikonauta indo pro espaço e tudo mais. Então, não é um...
um player que você pode falar, ah, deixa pra lá. Não, cara, se eles querem manter a liderança deles no espaço, eles vão ter que ralar. E assim, quem sai ganhando com essa disputa é a humanidade, cara. É indiscutível, entendeu?
É, eu espero que dessa vez eles façam mais ciência mesmo, né? Eu espero que a gente estude cada vez mais as coisas, não seja só essa corrida pra dizer, cheguei. Aí eu falo, não, não, não, cheguei antes. Não, não, não, mas o meu é maior, não, o meu é maior. Eu quero
ouvir, não, a base, estamos
mirando.
na base lunar. Nossa, cara, mal posso esperar.
Queremos o ator, o vigia, que ele venha pra interferir. Construir uma casa pra ele, pra ele olhar pra Terra e falar assim, caralho, eu tenho que interferir. Tem
umas tecnologias que eles estão querendo trabalhar pras missões Artemis que são muito úteis, que é, por exemplo, a parte de gerador de rádio isótopo.
que chama, que é praticamente uma pilha nuclear. Então, é usar decaimento de plutônio para gerar energia e calor. Algo que só é usado em missões espaciais para espaço profundo, tipo a Void usa isso, ou o Perseverance, sei lá, em Marte, por aí vai. Mas usar isso para uso em base lunar, cara. Isso é algo que deveria ser um padrão já, tá ligado?
meio que você, ah, é caro, ah, não tem tanta utilidade pra agora e por aí vai. Tem
urgência, né?
Então, é isso. Mas é um negócio fundamental. Você não pode ficar dependendo de painel solar do tempo, ainda mais quando você tá no polo sul lunar, que é o objetivo deles, entendeu? E missões pra espaço profundo, você vai precisar disso daí, entendeu? Você quer mandar um negócio lá com fins do sistema solar, não dá pra usar painel solar. Então, esse tipo de tecnologia ajuda pra várias coisas na Terra, entendeu? Às vezes, as aplicações a gente nem imagina que tem. Às vezes, ela demora anos, mas é absurdo, cara.
Não se esqueça que o Velcro foi inventado na Apollo hein? Pra todo o lance da Apollo, pro programa Apollo, foi inventado o Velcro, entre outras patentes, centenas de patentes que eles criaram só pro programa. O
caso mais interessante que eu conheço de aplicação, que é a fralda descartável, cara. Ela foi desenvolvida pela Johnson para uso em programa espacial.
Tem muita
coisa, né, que veio do programa espacial, né? Então,
as nossas crianças aí nem sabem o que é farol da de pano, tá ligado? E quantas deficientes, quantos idosos, quantas pessoas doentes não se beneficiaram de vidas, não foram salvas por uma farol da descartável, cara. Porque não tinha banheiro.
Brasileiro, na Programa Paula, exatamente. Tudo isso porque o Alan Shepard ia tomar um choque na tarraqueta porque ele tava com termômetro no rabo. E ele não podia fazer xixi. Ele não podia fazer xixi? Não, quando ele tava pra voar lá, que ele fez o primeiro voo suborbital, dentro da espaçonave lá, e ele não podia sair, né? Tava tudo abastecido por aí vai. E aí, cara, ele falou, cara, galera, preciso mijar. E aí os caras falaram, tu não pode mijar.
Você tá com o negócio no rabo aí, e se você mijar, tu pode tomar um choque. Aí ele tava com o quê? No rabo? Como é que é? Tá com o negócio no rabo? Ele tava com o termômetro. Ah,
termômetro. Isso mudou tudo.
o nível de sacrifício que o astronauta tem que fazer o
astronauta tem que
voar com o termômetro
enfiado
no
cu
naquela época
era
assim desbravadores da humanidade rapaz, as histórias verdadeiras
Nossa.
Quero ver fotos, hein? Quero ver fotos desse termômetro.
Você não pode se mijar, porque você pode tomar
um choque do termômetro que tá enfiado no teu cu. Não tinha nenhum outro lugar pra botar esse termômetro. Como é que você vai botar um termômetro em outro lugar? Não existe axila aí, hein? Não tem axila no espaço, exato. O cara não pode ficar com o braço fechado, a visão toda. Pode? Como não pode? É claro que pode. E o vertape? É melhor do que ficar no rabo, né?
É. Se enfiar no teu rabo, será três dias? Ou você segura esse braço ou tu vai no rabo? Na boca. Não pode bater na boca o termômetro? Que nem um cigarro. Bota no meu cigarro. Cara. Bota o termômetro no cigarro. Foi a melhor.
Não é possível? O cara falando
assim, se o comunicante é Houston. A boca é meio presa, é muito bom. Olha
de ladinho assim, já vê a temperatura, ó. Com aquele red na boca, né? Pô, não tem nenhum lugar no fio. Eu quero poder mijar em paz, gente. Mas aí,
ô, Zagal, era só mandar o Clint Eastwood, não o Alan Shepard, né, cara?
Ai, gente, pra você ver o glamour do programa espacial é interminável. Muito
emocionante.
Ainda teve umas coisas, cara, que eles testaram no passado, porque assim, como não tinha o banheiro, eles faziam vários estudos pra saber como que a galera poderia fazer uma delas, era fazer uma dieta que o cara não fazia cocô, tá ligado? Ah, imagino, imagino. Então o cara tava com aquela barriga d'água, tá ligado? Nossa. NOSSA
É gigante, porque ele não fazia... Então, imagina, óbvio que os astronautas falavam que era extremamente desconfortável. Então, eles fizeram uma dieta pros caras não irem, não usar. Mano, que coisa horrorosa, cara. Você já tem que comer uma comida horrível. Ainda tu não pode cagar, cara. Cara,
eles deviam levar a galera que tem prisão de ventre em viagem pro espaço. Então, que ia ser um não problema
isso. Insônia, insônia,
né?
Imagina, tá resolvido. Tá resolvido. Tinha um cara que tem sono e
prisão de ventre.
É. Ai, porque você vai ter que passar X dias sem ir no banheiro. Meu irmão, tranquilo. Não sendo no banheiro da minha casa, dias ainda. Não, não, não. Não, não, não. Não, não.
Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, podcast e multimídia.
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