Episódios de NerdCast

NerdCast 1025 - Devoradores de Estrelas: Rocky e Grace Salvam o Cinema

10 de abril de 20262h6min
0:00 / 2:06:27

Amaze, amaze, AMAZE, NERDS! No NerdCast de hoje, vamos falar sobre a obra-prima sci-fi Devoradores de Estrelas! (ou Project Hail Mary, ou Projeto AVE MARIA!). 

Embarque com Alottoni, Gaveta, Katiucha Barcelos, Carlos Voltor e Azaghal numa viagem interplanetária rumo à obra de Andy Weir, adaptada MAGISTRALMENTE no que já é um dos grandes filmes do ano!

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Participantes neste episódio5
A

Alottoni

HostPodcaster
A

Anderson Gaveta

Co-hostYoutuber
A

Azaghal

ConvidadoPodcaster
C

Carlos Voltor

ConvidadoPodcaster
K

Katiucha Barcelos

ConvidadoPodcaster
Assuntos5
  • Devoradores de Estrelas: Análise do FilmeAdaptação de Andy Weir · Rocky e Grace · Ciência e ficção científica · Panspermia · Relação entre humanos e alienígenas
  • Processo tradicional de produção cinematográficaEfeitos práticos · Trilha sonora · Cinematografia · Desafios de produção
  • AmizadeSolidão e pertencimento · Empatia entre espécies
  • Impacto Emocional na FamiliaReações do público · Momentos emocionantes
  • Análise crítica de cinema e sériesInterestelar · Perdido em Marte
Transcrição327 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026.

Você está ouvindo Nerdcast, no Jovem Nerd.

Lada, lada, lada, nerds! Aqui é Alexandre Antônio do Jovem Nerd. Amês, amês, amês! Olá, pessoas! Aqui é Anderson Gaveta. Eu quero saber se as pessoas assistiriam um filme chamado Projeto Ave Maria. Caraca, no Brasil ia ser outra história, né? Aqui é Caticho Barcelos e todo mundo agora é fã de pedra em karaokê, hein? Nossa, eu pensei no karaokê. No cinema eu falei, meu Deus, agora eu quero cantar.

Olha só. Não, cara, eu ainda sou o hater número um do Brasil. Aqui é Carlos Voltor. E como diria o Rocky, o mundo não é um ar grande de arco-íris. É um lugar sujo, um lugar cruel. Que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos pra sempre se você deixar. Você e eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente.

Se você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer. Porra, belo tradutor isso.

Não, tô só no final. Statement. Ele é statement, exato. Aqui é o Azaghal e eu gostei que esse filme validou tudo que eu gosto. O que? Rock? Pedra, joinha. Capel, tesouro. Joinha!

Azarok, porra Azarok, porra Eu não vejo a hora de imprimir um rock pra botar do lado do Azarok Exatamente Muito bem, nerds Ave Maria Cheia de crazy Não é possível, cara O jovem nerd religioso chegou Nossa, agora eu tenho um Deus Deixa eu chamar Andy Weird

É isso, gente. É isso. Vamos salvar. Cara, uma frase que me tocou o coração em termos de uma uma e a paixão pela ficção científica foi Rocky Gray Save Stars. Puta que pariu. Que coisa maravilhosa. Meu Deus. Canelada.

Muito bem, Zé Caval, hoje para mais uma semana de mesa, encaraladas, o Nerdcast. Vamos. As H. chegaram camisetas de a própria carne na Nerdstore. Olha aí, jovem, né? Bonito, bonito, duas estampas, fresta atenção. Uma baseada no símbolo do ritual do filme, né? Sim. Vocês sabem, né? Aquele símbolo lá, bonito. Pentagrama. Não é um pentagrama. É o tipo. O símbolo do ritual maluco, mágico, é canon, esse é o nome do...

a gente vai dizer que é cano. Símbolo do ritual maluco. A gente pode dizer que é. A gente, mais do que ninguém no mundo, pode dizer que esse é canonicamente conhecido como o símbolo do ritual maluco. Adorei. Mas essa é pra quem gosta mais de camisetas, né? Estampas mais... Discretas. Discretas. Discretas entre aspas, né? Não, é porque na frente tem a pequena estampa lá do cadeado, que tem o símbolo. Isso. E atrás o simbolão... Ritual maluco. Símbolo do ritual maluco. Do ritual maluco.

que já é o próprio Acá. Maravilhoso. E a gente também tem o velho e a menina, né? Vários elementos cartunizados no estilo do Gui Nascimento. Puta, mandou bem demais, cara. Aí já é outro estilo de camiseta com uma estampa mais, né? É. Grandora, desenhada. O Gui já fez várias paradas aqui com a gente. E essa estampa ficou muito, muito foda, cara. Então, você que é apaixonado por Abra Bracado e tem lá...

Na NerdStore. E além delas, nós temos as estampas baseadas no Nerdcast RPG, nos primeiros episódios de cada uma das nossas aventuras. Tem a de Cyberpunk com o Zob e a turma toda. O Grande Assalto. O Grande Assalto, exato, né? Tem de Ruff Gunner. Foda demais. E tem de Coutinho, de Sussurros do Caos Rastejante. Exato, nossas aventuras de RPG. Estão maneiríssimas, todas as estampas estão iradas. E tem vários formatos. Tem camiseta regular, que a gente pode dizer. Tem regata. Tem. Tem manco um priso.

Exato Tem moletom Cara, é isso Nosso pisão de Cthulhu Que a gente usou na live do Oscar Tudo lá Na Nerd Store A maior loja nerd do Brasil Tem link aí no post Mas se você não quiser clicar no link É nerdstore.com.br Você já sabe

E se você não quiser ficar para ouvir os recados e e-mails do último Nerdcast, pode pular diretamente para... 22 minutos e 15 alienígenas de pedra. Gente, a gente queria anunciar que o Malfátio, que vocês conhecem, que estão usando aqui no Jovem Nerd, Nerd Player, Nerdcast e tudo, enfim, vocês sabem, ele saiu Jovem Nerd. Agora ele vai seguir com o próprio canal, a própria forma de se comunicar. A gente tinha anunciado o retorno do mal acompanhado, mas ele não faz mais parte.

parte do Jovem Nerd, mas se você segue o Mal, o fã do Mal, ele vai continuar, né, na internet, etc, siga ele, e a gente tem que agradecer, quase 14 anos juntos, o Mal trabalhou não só no Nerd Player com a gente, etc, né, em gravações, mas ele trabalhava na parte administrativa do back office do Jovem Nerd, e por muitos e muitos anos segurou um monte de barras, e a gente é muito agradecido ao Mal por todos esses anos de trabalho, não tem como escolher, foram muitos anos de cumplicidade.

E a gente só tem a agradecer ao mal e desejar tudo de bom pra ele nessa nova fase da vida, nessa nova jornada. Quero agradecer aos Nesk Donald, sangue salvaram vidas, olha que foda, Caio Bonatti, Alexandre Oliveira, Rodrigo Arcego, José Félix Jr., João Teodoro, Glauco Custódio, Alberto Bafini, Thiago Dias, Samuel Canuto, Landel Coloda...

Vinicius Gomes e Samuel Modesto Nunes. Caraca, muito, muito obrigado, galera. Doando sangue. Dois sangue. Tira uma selfie se você doando sangue e manda aqui pra netcast.com.br pra gente agradecer e sempre estimula. Galera, doar sangue é salvar vidas. Se você puder, tem condição. Por favor, faça isso. Você vai salvar vidas. Tem um pedido de doação urgente pra Ian Matheus de Sá no Norte Dorn, na Unidade Centro, no Rio de Janeiro.

Informações aí no post. Lembre-se, doação nominal é sempre urgente. Ajude o Ian. Muito, muito obrigado, galera. Muito obrigado.

Bruno Bonin, 38 anos, doutor em agronomia Santa Catarina. Olá, nerds. Atualmente trabalho com pesquisa de uva e vinho em Santa Catarina. Já sei, falamos, né, que a gente falou sem pauta no ano passado. Sim, da questão climática, regiões do Brasil, etc.

Venho em auxílio contra as caneladas do último Nerdcast. Mais especificamente sobre a parte das uvas, vinhos da casa e vinhos do sul do Brasil. Carteirada aqui, né? Vamos lá. Durante o mestrado e o doutorado, estudei aspectos fitotécnicos de uvas viníferas no sul do país. Especificamente Santa Catarina e Paraná. Comecei a escutar o Nerdcast por indicação do meu irmão lá no Lungico 2015. Caralho. Muito bom, cara.

Tamo junto. Quando já trabalhava com uvas viníferas. Baixava os episódios pra ouvir offline no campo. Caraca, aí as H.O. Anest Cache foi muito longe. Isso é bonito. Offline, no fundo de ouvido, nas vinícolas de Santa Catarina. Olha que bonito. Baixava, ouvia, maratoneia durante meses, enquanto podava vinhedos, avaliava uvas no campo e analisava vinhos no laboratório. Caraca, olha aí. Porra, cara aí. Se a Terra tiver em perigo e o problema for uva...

Você é o nosso Ryan Gosling. Primeiramente, a principal diferença entre as uvas que o Azaghal e sua senhora aprovaram na região de Bordeaux e as variedades mais comuns no Brasil é a espécie. Aquelas são Vites vinífera, originárias da Europa e apresentam características ideais para vinho. Elevado a acúmulo de açúcar nas bagas, alta concentração de polifenóis e antocianinas nas cascas.

Açúcar alto é convertido em álcool durante a fermentação, gerando naturalmente uma graduação alcoólica ideal. Os compostos das cascas dão ao vinho a cor intensa, estrutura e capacidade de envelhecimento. Correto. Parece o Astrofeide, maluco. Parada, é sinistra, é complexa.

As uvas super doces que a senhora da Oceania mencionou provavelmente eram Merlot ou Cabernet Sauvignon. As variedades clássicas usadas no famoso vinho Bordeaux. Um detalhe importante, essas uvas viníferas, quando são consumidas in natura, costumam ser enjoativas, porque o açúcar é muito alto em relação à acidez. Provavelmente, porque realmente era uma mini uvinha. A gente comeu uma só e foi uma explosão de doce mesmo. Talvez se você comer um cacho, você fique...

Vai dar um enjoo. Por isso, embora uma baga pareça deliciosa à primeira vista, as uvas viníferas são geralmente não tão boas pra comer em maiores quantidades. Legal, né? Cada parada tem um propósito. Sim. A não ser que você seja esse maluco que come doce. Tem gente que... Pô, mas aí tu faz um brigadeiro, rapaz. Segundamente, sobre os vinhos em Santa Felicidade. Aí, pediu. Vamos lá, mas eu quero ouvir o que que eu ia falar. Na verdade, eles não são feitos com uvas produzidas em Santa Felicidade. Obviamente. Com certeza não.

São elaborados, principalmente com variedades de vines de labrusca, compradas majoritariamente da Serra Gaúcha, que foi onde a gente filmou a própria carne. Tinha vinícola pra caralho lá. É mesmo? Olha aí. Em volta, um monte. A vites labrusca é originária da América do Norte.

Ela chegou ao Brasil na metade dos anos 1800 com a variedade Isabel, que se disseminou primeiro entre os colonos alemães. Quando os imigrantes italianos chegaram em março a partir de 1875 para colonizar a Serra Gaúcha, trouxeram variedades europeias, devido ao hábito de produzir e consumir vinho como parte da cultura e da alimentação diária. No entanto, as viníferas sofriam muito com as doenças fúngicas provocadas pelo clima quente e muito chuvoso do verão brasileiro, justamente na fase crítica de maturação.

Diante disso, os italianos adotaram a Vides labrusca, que já estava presente na região e se mostrou muito mais rústica e resistente. O problema dessa espécie é o menor teor de compostos fenólicos e a dificuldade de atingir o alto teor natural de açúcar nas condições úmidas do sul do Brasil, o que resulta na graduação alcoólica baixa. Por isso, nos vinhos de mesa tradicionais, estilo Santa Felicidade...

A adição de açúcar, Azaghal. Chamada de chaptalização. É uma prática bastante... Por isso que... Por isso que quando vocês provaram lá, foram em Bordeaux, caralho, e viajaram, né? Em outros lugares. Não tem essa adição de açúcar xixilenta de Santa Fe.

Porque nem é culpa de um espaço fazer o quê? O que ele tá explicando, que a gente até esqueceu de falar na semana passada, é que toda essa junção de elementos, a planta, o solo, o clima, a chuva, né? Sim. Isso é chamado de terroir. É um termo usado... O conjunto dos...

fatores climáticos. O que faz o vinho ser como ele é é o terroir. Ah, entendi. E aí é o único, de região pra região. Às vezes, de uma plantação de altitude. E uma plantação que era uma montanha inclinada uns 5 metros, já é o terroir. Mesma coisa que acontece com o café também.

Sim, sim. Não sei se esse é o mesmo termo que eles usam, mas ele também é muito sensível ao clima, à terra, a tudo que acontece em volta, etc. Bom, ele continua. Esses aspectos, características aromáticas e a genética da uva americana colocam, do ponto de vista técnico, esses vinhos em um patamar inferior às variedades europeias. Ainda não vi canelada, mas...

É, não, ele tá complementando com bastante conhecimento, isso é? Certo. O que eu particularmente concordo. Mas o vinho é, antes de tudo, gosto pessoal, hábito e memória afetiva. Não, com certeza. Muita gente cresceu bebendo desse estilo e o aprecia exatamente assim. Ok. Pra quem, assim como a portuguesa, prefere o estilo de vinhos europeus, é possível encontrar ótimos vinhos Vite Vinífera produzidos no Brasil. Visite Vinícolas com produção local de uvas viníferas ou busque uma loja especializada.

Ao contrário da Europa, que vê redução do consumo, principalmente por parte da população mais...

jovem e até erradicação de vinhedos. O Brasil vive na última década um crescimento consistente na produção e consumo do vinho. Regiões como Serra Catarinense, regiões de altitude de Minas Gerais e a própria região metropolitana de Curitiba, olha aí, já entregam vinhos de excelente qualidade. A caramba!

O Tagão me fez uma cara agora. Aquele riso com as sobrancelhas arqueadas e tristes. Eu fiquei curioso, porque é isso. É o que ele apontou no começo ali de condições climáticas, né? Então eu fiquei me perguntando em que regiões Curitiba é conhecida como chove-tiba. Chove pra cacete, né? Óbvio, é. Tem as quatro estações do ano um dia, aquela meta. Mas eu fiquei curioso, realmente.

claro que nem tudo são flores, o grande desafio por aqui é sensibilidade às uvas às chuvas e doenças fúngicas então deve ser bem difícil cultivar, isso eleva os custos de produção exigindo aplicações frequentes de fungicidas, muito trabalho manual já não é mais um gran cru

Botou fungicida, acabou. Perdeu o Grand Cru. É, pois é. Sendo assim, os vinhos BR bons são normalmente caros. Diferente dos vinhos da casa europeus, que são bons e acessíveis. Entendeu? Porque o nosso processo é caro. Porque o clima não é tão propício. É por isso. Como a gente falou, não tem canelada no nosso lado aqui.

Ele também não, exatamente. Os caras estão se matando pra fazer um vinho em Curitiba. É porque a porra da participação é muito cara pro também, porra. Mas eu acho que... Eu posso estar errado, mas eu acho que talvez, pelo que eu tô entendendo aqui, pelo que a gente já tinha falado no Nerdcast, o clima e as condições do Brasil como um todo sejam mais propícios pra outros cultivos. Entendeu? Isso é quase uma forçação de bater. Uma forçação. Vamos fazer um vinho de Curitiba. É, sim, sim, sim.

Talvez, sei lá, não sei o que que dá em Curitiba. Não, mas ele tá dizendo que fica... Sabe o que é? Mas você viu o que ele explicou? Ele fica... O teor alcoólico fica menor porque tem menos açúcar e tal. Então não vai ficar tão maneiro. Não, não... Não, não é nem esse ponto. Ele falou, ó, tem vinhos bons de nível europeu. Mas o trabalho pra isso acontecer... Isso, é ficar caríssimo.

E não é por causa da capacidade técnica das pessoas envolvidas. É por causa do clima. Porque ele não é igual. Ele termina falando justamente isso. Por fim, o terroir de uma região é a soma de características. Olha aí, o negócio do terroir que eu falei. Solo, adaptação das plantas e da mão do homem.

É isso que explica porque Bordeaux é Bordeaux, séculos de tradição, aprendizado, acumulado e manejo precioso e conforme as condições locais. Aqui no Brasil, com pesquisa científica, tradição crescente e adaptação das variedades às nossas condições, estamos construindo o nosso próprio terroir. E os vinhos de alta qualidade só tendem a aumentar. Olha aí que bonito, legal. É isso. Sem caneladas aqui. Zero caneladas. Zero caneladas.

Leandro Lopes, a.k.a. Sabe o que significa a.k.a.? As known as. Também conhecido por... Leo Lopes. Olha aí. AK, Leo Radiofobia. Idade, 51 anos. Olha aí que boa ideia, Leozinho. Profissão, profissional da voz, empreendedor do podcast e editor do Nerdcast há 13 anos. Nossa.

6 meses e 21 dias. O Léo conta os dias. Ele não perde a contagem. Serra Negra, São Paulo. O Léo, se você quiser contar que nem o Rocky, tem que contar segundos. Porque ele só fala em segundos. Que alegria poder celebrar os 20 anos do Nerdcast, o programa mais importante da história do podcast no Brasil. Que isso, cara. Muita arrascação.

de ser, né? Mas lembrando que isso aqui a gente pediu no último Nerdcast, reforço o pedido aqui. A gente tá comemorando 20 anos de Nerdcast esse ano. Exato, então mandem suas histórias, qual é o episódio preferido, se você tem alguma história curiosa a respeito de algum episódio específico ou do Nerdcast como um todo, a gente quer usar esse ano pra celebrar ouvindo de você. É, muito bom. Mas o Léo continua aqui. Inclusive fiquei surpreendido que eu achava que o nome dele era Leonel e é Leandro, né? Que ridículo, até parece. Até.

13 anos! O cara não sabe o nome do... É mentira isso, gente. Eu não sei o nome do Tucano até hoje.

Vocês talvez não possam afirmar isso, claro, mas eu afirmo categoricamente que o Nerdcast foi, durante muitos anos, responsável não só pela popularização do podcast como a mídia, como também do formato conhecido como conversa entre amigos ou papo de boteco. Não, mas a gente não inventou isso, isso já existia. É que a gente fez do nosso jeito, do nosso jeitinho.

Isso sem falar em elementos que fazem parte da plástica do podcast brasileiro que só se viu lá fora anos depois, como vinhetas de abertura, a chamada sonorizada pontual, onde a trilha conversa com o que está sendo dito no momento em que é a recheada de inserções e as vírgulas sonoras inventadas por vocês e que são uma marca do podcast brasileiro.

Então, mas assim, inventada, para esse formato de podcast, mas as vírgulas sonoras são algo que a gente pegou inspirado do desenho Super Amigos, que tinha aquelas estrelas, sabe? Do Batman também. Do Batman, da série 260 do Batman. É, mas a gente trouxe e aplicou isso para um podcast, coisa que não era feita. É, tipo, foi uma inspiração que a gente aplicou no podcast que a gente...

nunca tinha visto antes nesse formato. De verdade, é muito legal. Bem, continua ele. Pode ser que alguns achem que estou exagerando, mas eu posso afirmar que o Nerdcast mudou minha vida. Ô, meu querido. Não vou detalhar aqui toda a minha história até começar a editar o programa, porque já tive a honra de ter essa história contada pelo querido Rafael de Pino em oito páginas do Zerando a Vida. Olha aí, que bonito, Léo.

Algo que me encheu de alegria por ser considerado esse tanto. Sou muito grato por fazer parte dessa família. Tamo junto, Leozito. Focando no objetivo desse e-mail, que é dizer qual o meu Nerdcast preferido, eu poderia dizer que é o primeiro dos que participei. O Nerdcast 307, Nostalgia do Humor Brasileiro, de abril de 2012. Olha aí. Ou o Nerdcast 440, Making of Podcast, novembro de 2014. Nossa senhora, não lembro de nada mais.

É muito Nerdcast, mano. Ou mesmo o Nerdcast 453, Saudades das Tias Rana e Barbera. Isso eu lembro. As Tias Rana e Barbera. Fevereiro de 2015. Poderia citar o Nerdcast 329, o primeiro que eu editei ainda em segredo.

É isso, teve isso, né? Que a gente tinha tanto nesse negócio com o Nerdcast e tal, que a gente o Neo editou durante meses. Uns três meses. Ghost editor. Ghost editor, sem a gente falar que tinha trocado. Exato. Muito bom. Ou o Nerdcast 342, que foi o primeiro tesombre, a gravação dos mortos em dezembro de 2012. Ele sonorizou, né?

Primeiro audiodrama que eu editei e levei mais de 80 horas pra concluir. Pode demais, pode demais. Tá dando frutos aí agora. Teve filhos agora. Nós temos T-Zombie, segunda temporada na Audi. Bom, você pode ouvir. É isso aí, cara. Mas a minha escolha não é nenhum desses. É o Nerdcast 94. Ah, já sei. Max, traga a minha capa. Entrevista com o Guilherme Briggs, de janeiro de 2008. Nossa, o tempo passa. Meu Deus do céu, eu acabei de envelhecer.

Não só o primeiro Nerdcast que eu ouvi, como o primeiro podcast que eu ouvi da vida. Nossa, eu lembro dessa história. Essa história eu lembro, que ele contou, que ele foi procurando, aí viu o Briggs, aí... Puta, muito bom. Depois de ouvir esse episódio, eu passei a ouvir somente Nerdcast. Geralmente em CDR. Ah, clássico. Que eu queimava pra ouvir no meu toca-CD do carro, nos trajetos de ida e volta para o trabalho. Coisa linda. Essa juventude não sabe o que quer queimar um CD.

Não sabe. Quem quer comprar um espeto de CDs. Ah, pô. A vida é muito fácil hoje em dia. Poucos meses depois, em março de 2009, eu tiraria da gaveta o projeto do Radiofobia. Olha aí. Originalmente pensado para o rádio. E publicaria como podcast. O resto da história o nosso ouvinte pode conhecer lendo o Zerão da Vida. Olha aí. Muito bom. Vamos acabar, Léo. Tamo junto demais.

Para finalizar, eu quero dizer que tudo que eu tenho hoje, eu devo aos meus 17 anos de podcast. Boa, meu querido. E tudo isso começou ouvindo um episódio do Nerdcast. Que foda. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Trabalho, amigos, histórias, experiências e até mesmo a minha amada Natália, que me conheceu na leitura de e-mails do Nerdcast. Olha aí. Olha. Ah, vocês não sabiam, mas tudo deu certo. Nós nos casamos na data de ontem.

Que isso? 9 de abril de 2026? Ah, eu não tô sabendo disso. E hoje, eu posso dizer que também a minha esposa e eu só tenho graças ao Nerdcast. Caraca, maluco. Olha, você encontra-se de surpresa na leitura de e-mails? Parabéns, Neuzita!

Que coisa bonita. Parabéns, Natália. Incrível. Mais um casamento power by Nerdcast. Mais um casamento. Olha que bonito. Porra, parabéns. Felicidades. Que foda. Foda demais. Não falei que o Nerdcast mudou a minha vida? Ah, que coisa linda. Obrigado por tudo. Obrigado você, Léo. Você mudou a sua vida também, Léo. Puta merda. Tamo junto. Você é o editor do Nerdcast há muito mais tempo que a gente.

E que venham muitos anos mais assim, sem nunca ter atrasado uma entrega sequer. É verdade. Dos mais de 1.300 que eu e minha equipe da Radiofobia editamos nesses mais de 13 anos. Foda demais. Amo vocês. Foda demais, Léo. Valeu. Muito bom. Juntos.

e mande sua experiência com o Nerdcast seja conforme a experiência onde o Nerdcast fez parte da sua vida de alguma forma movimentou a sua vida de alguma forma e a gente quer contar essas histórias durante esse ano todo sempre lê um e-mail pra isso vai mandando pra gente mesmo que a gente não leia na primeira semana logo após você mandar o pessoal tá aguardando aqui e tal a gente...

quer ler o máximo possível, então muito, muito obrigado. Léo, tamo junto, cara, muito obrigado por essa cumplicidade, por tantos anos, muito obrigado por esse trabalho excepcional do Nerdcast, a gente tem paz de espírito de que o Nerdcast é editado por você e pela galera da radiofobia e tal, então tamo junto demais. Mandem seus depoimentos, Nerdcast da sua vida, 20 anos de Nerdcast, pra nerdcast.com.br, a gente quer ler aqui toda semana algum e-mail de vocês, muito obrigado, cara. Tamo junto demais!

Quero começar dizendo que o quão legal é a gente ver um filme desse, né, de ficção científica, espacial, né, no momento que tá rolando Artemis 2 e, puta, chegando perto da lua de novo, é uma parada muito foda. Foi um timing, né? Foi um timing foda. O período que a gente tá, apesar de, tipo, tá tendo coisas maneiras, mas é um filme, tipo, pra cima. É, isso é uma parada maneira mesmo. Porra, é um filme que te dá aquele gostinho, assim, de alto astral, de você sair do filme feliz. Foi o filme dos 80.

foi o que eu vi em termos de reação mundial que não só porque o filme, a história em si e o livro é igualmente bem humorado, pra cima aquela coisa bem good vibes mas assim, eu acho que existe também o entendimento coletivo que a gente tá precisando disso, que a gente não aguenta mais ver coisas o próprio Ryan Gosling falou assim é muito a história distópica e sem falar mal das histórias, mas é tipo assim eu queria fazer coisas que, entendeu? a família toda pode sentar junto e ver e curtir

parabéns pra ele que teve essa visão 5 anos atrás exato, ele comprou os direitos antes de sair o livro por causa desse fenômeno do Andy Weir o autor de 3 livros que já teve 2 que viraram o filme não vejo a hora de sair o terceiro vamos Artemis, é agora com você

Aliás, o segundo livro dele se chama Artemis, que é um assalto numa colônia lunar. É muito maneiro. Se você está na vibe de Andy Weir, que é um excelente escritor, é todo assim. Toda ciência, sempre em primeiro lugar. A minha expectativa é assim. O que eu vou gostar? Porque o cara primeiro me fez gostar de uma pedra, depois ele me fez gostar do Matt Damon. O que ele vai fazer agora?

Ele não teve esse mérito comigo. Ele não conseguiu nem me levar no cinema pra ver o Matt Damon. Tu não viu o Matt Damon? Não. Eu não consigo. Porra, cara. Que vacilo. Eu só dei chance pro Matt Damon Interestelar porque eu não sabia. Eu falei, ah, não. Eu não sabia. Vai embora. Doctor Man? Não. É o traidor, certo? Eu tô zoando, mas eu gosto do Matt Damon. O Registro de Saldrona também. É surpresa, né? Surpresinha.

Sim, sim. O Andy Weir, ele é um escritor muito azimoviano, no sentido de que ele preza a ciência como parte da construção da história. Obviamente, os livros, se você não leu nenhum livro dele e gostou do filme e quer ler, é o seguinte, o filme é maravilhoso, assim como o Pedro de Márcia é muito bom, também excelente, maravilhoso. Mas ele é como se fosse um caldinho de feijão. Ele é aquele caldinho de feijão bem temperado. Hum, que delícia, nossa, que dá um quentinho que você bebe o caldinho de feijão e tal. O livro...

é a feijoada completa. É verdade. Mas aí você está desmerecendo o caldinho de feijão. Então eu não estou falando mal do... O filme é maravilhoso. Mas você... Quando você bebe demais o caldinho de feijão, às vezes é a salvação. Exato. E a feijoada pode ser a sua destruição. Pode, pode. Pode ser, pode ser. O livro não vai ser para todo mundo, porque ele tem muito... Por exemplo, no início do filme, é um bem exemplo... Eu não vou ficar também essa de toda hora comparando o livro com o filme, mas no início ele acorda...

E aí ele vê, meu Deus, onde é que eu tô? Onde é que eu tô? Aí ele vai e mete uma mão no trackball, ele vê que ele tá fora do censo solar, indo pra tal set, etc, e tal, pra outra estrela. E no livro você degusta muito mais cada momento, cada descoberta. Porque o Andy Weir, assim como as imóveis, que é muito analítico, muito científico, ele também tem muito estilo do Michael Crichton, autor do Jurassic Park e de um monte de outros livros incríveis, tipo Andromeda Strain, que virou filme no final dos anos 70, etc.

Michael Crichton, ele era um escritor científico também, mas que ele era uma excelente porta de entrada para hard sci-fi, sabe? No sentido que ele vai falar uma coisa mega complexa, cabeçuda, científica, mas antes ele vai te explicar, tim, tim por tim, tim. Ele pega na mão do público que é leigo em ciência...

E, é claro, tem um pouco, você tem que saber o que é um átomo de hidrogênio, sabe? Você tem que saber um pouco sobre básico, né? Mas quando ele vai na química e bioquímica mais funda, ele vai te explicar tudo. Ele vai te pegar na mão, entendeu? Quando ele vai fazer toda uma descoberta, ele vai fazer um experimento, ele explica.

Tintim por tintim como é. Então ele vê que tem uma estrela na tela. É o Sol. Eu estou me aproximando do Sol. Aí ele fala como ele faz a conta. Porque ele não sabe. Ele não é astronauta. Então ele não sabe como mexer na nave. Mas ele vê os pixels. Como ele está aumentando. Depois de tantas horas. Ele aumentou dois pixels a estrela. Então ele começa a calcular. Pela quantidade de pixels. Pelo tempo que passa. Qual é a velocidade dele.

É que eu acho que quando a gente fala assim, parece que é um jeito muito cabeçudo de escrever, mas eu acho que existe uma diferença bem grande entre o Asimov e o Andy Weir, nesse sentido que, tipo, ambos fazem a ciência como grande base do que eles estão escrevendo ali, e eles constroem uma coisa impressionante em cima de teorias que depois, daqui a um tempo, vão se tornar fatos, né? No caso do Asimov é bizarro. Mas o jeito que o Asimov fala parece um pouco mais de cima pra baixo, sabe? Sim.

Sim, sim, sim. E eu acho que o Andy Weir, ele é um cara que escreve de maneira, na minha opinião, extremamente cinematográfica. Sim. Parece que você tá lendo o filme já. Eu acho que é por isso que é tão... É difícil de adaptar em alguns aspectos, mas é tão legal de adaptar. Mas eu acho que ele faz uma coisa sensacional, que é tipo...

Se você não é uma pessoa de exatas, se você não gosta muito de ciência, se você foi uma pessoa que tava no colégio e aí chegava o professor de física e começava a explicar as coisas e você ficava, ai meu Deus, isso aqui é um saco, eu nunca vou usar essa fórmula, não sei o quê. Eu acho que ele faz ciência parecer uma das coisas mais legais do mundo. Tipo assim, ele faz ciência rock and roll de verdade.

Perfeito, é isso mesmo. Vou dar a minha opinião de quem não leu o livro, eu só vi o filme, eu tive essa impressão assim, eu falei, cara, eu não sou cientista, né? Eu só entendo de timeline de edição e de pagar mico. Mas eu vendo aquilo lá, fazia sentido. Eu falei, cara, eu não sei se ele tá falando certo, mas parece que essa ciência é real, existe. Não parece aquele lenga-lenga de filme de, não, nós precisamos pegar aqui a curva de não sei de onde? É a...

Tecnobabble, né? É, Tecnobabble. Não parecia um Tecnobabble. Parece realmente Cristian Ponte de Ciência. E esse cara, o protagonista, ele realmente passa a ideia de que ele é muito inteligente. É, e ele gosta. Aquele começo do filme que ele tá ensinando pras crianças, que ele diz assim, ah, tem que as ondas sonoras, e aí ele vai fazendo na prática, assim. Pelo menos eu acho que você lendo o livro, você se sente essas crianças o tempo inteiro, sabe? Porque você fica assim, caraca!

É assim que funciona. Meu Deus, é muito legal isso aqui. Caraca, a gente sabe calcular isso? Que negócio impressionante. Caraca, a humanidade é muito legal. E é palatável, entendeu? É essa aula, só que não é chata. Ela é palatável. Completamente palatável. É muito legal. A Katia já falou que você... Parece que você tá lendo o filme, né? Quando tá lendo o livro. Mas eu vi uma entrevista do Andy Weir falando que ele não tem uma mente muito criativa.

Ele não chega a ter a fantasia. É visual, né? É, mas ele não... Ele fala que quando tá escrevendo a história, os personagens são bolhas.

Não tem uma forma, ele não define a forma especificamente de como é o Rocky, de como é o Grace. São blocos, bolhas que ele vai fazendo montar na cabeça dele a história. Tanto que eu não consegui entender bem o Rocky no livro. E aí ele diz que a partir do momento que a produção definiu que o Rocky é esse aqui, que o Ryan Gosling é o Grace, pra mim é isso. E eu faço um reticol automático na minha mente. E tudo meu livro passa a ser isso. Excelente, excelente.

Que alegria ser assim, né? Os fãs decepcionados com algumas coisas e ele, não, gente, sempre foi assim. É, exatamente. Eu acho que ele escreve de um jeito muito cinematográfico mesmo, assim. Esse lance que tem no filme de você ficar em duas linhas temporais diferentes e de você ir descobrindo aos poucos qual é o funcionamento do próprio projeto e da própria vida do Ryland.

enquanto ele tá lembrando desses detalhes e aí ele poder usar essas novas memórias pra fazer uma coisa que ele precisa ou entender uma coisa que ele precisa no projeto, né? No espaço. Tudo isso tá no livro, cara. Tudo isso tá no livro. A grande dificuldade que tem em adaptar um livro do Andy Weir é porque ele é muito viciado em diálogo interno. E aí, cara, você... A galera vai adaptar e você se lasca, né? Tem que fazer, tipo, o Perdido em Marte. Tem que colocar 20 mil diários de vídeo, porque senão... Exato.

O narrador é a primeira pessoa, então ele tá toda hora falando com você, o Grace, né? Falando com a gente, com o leitor, né? E aí ele externaliza muito os pensamentos dele. E no filme tem que tomar outro rumo e tal. Mas assim, o Ryan Gosling trouxe pro filme algo até notado pelo Andy Weir. Ele falou assim, cara, ele transformou esse personagem.

E eu entendo muito bem a gente, né, Zé? A gente viu isso quando o Celton Mello entrou no Flamirinto e ele mudou o personagem também. Pela experiência dele como ator. Porque ele falou assim, eu não sou bom escritor de personagem, não. Meus personagens são meio tudo a mesma cara. Tanto que esse, o Grace, ele é o Mark Wattley do Perdido e Marcos. Totalmente. No livro, quando você lê, parece o mesmo personagem. É o mesmo sacado, é o mesmo piadinha de nerd.

Fala de Star Trek, fala de Star Wars, faz uma piadinha ali e tal, não sei o que. Sacado, super inteligente e tal. E aí dá pra você, quando começar a transparecer, ele fala assim, esse é o Andy Weir. Isso é ele falando, não é o...

personagem. Exato. Ele fala isso, ele fala em entrevista, né? Que ele diz assim, ah, eu peguei as minhas melhores coisas e aí eu coloquei nos meus personagens e os meus defeitos eu não botei nenhum. Ah, não, os defeitos, foda-se. Mas os personagens super analíticos do Asimov eram um Asimov. Foi o próprio Andy Weir que fez o roteiro desse filme, não? Não, não, não, foi o mesmo roteirista do Perdido e Marte. Mas ele trabalhou próximo. É, mas ele ficou com o produtor desde o início, é.

Mas você vê que ele tem que fazer um trabalho muito bom, que você vê, se você tem um personagem que tem muito pensamento interno, né, a voz em off, na hora que você vai colocar isso daí num filme, o que você vai ter que fazer? Você vai ter que arranjar outro personagem pra que ele tenha com quem falar e você vai ter que dar um motivo pra ele falar. Ele não vai poder explicar do nada, né? Eu tô aqui com uma pessoa, nossa, eu que sou casado com a Livinha...

Eu não vou explicar uma coisa óbvia, entendeu? Então, eu tenho que criar uma situação em que seja óbvio. Então, assim, eu não sei nem se tem a cena da escola exatamente como é que tá no filme, tá no livro. Mas ela é ótima pra poder explicar o problema. É, é de explicar diferente, mas é foda. É uma exposition natural, né? O orgânico. É, natural. Assim como, rapidamente, tem que botar o Rocky pra falar, pra que você tenha pra quem explicar. Tanto o Rocky e o Ryan Gosling.

Você falou isso, Gaveta, e aí eu já cito aqui de novo o França Labirinto, porque é assim que surgiu Bonaparte, o cachorro do França, né? Como é que a gente ia fazer ele pensar, né? Porque a ideia é que a gente ia ficar muito confuso, né, assim, no áudio. Quando ele tá falando e quando ele tá pensando, ia ficar uma voz com eco, sabe? A gente, puta. Então a gente, ah, vamos botar um cachorro, porque aí ele conversa com o cachorro e ele tá pensando, na verdade, quando ele tá falando com o cachorro. É, isso aí, é um artifício, né? It is time go. Grace Rocky Save Stars.

Vocês que não leram, ficou claro a parada do astrofate, né? A ameaça é um micro-organismo espacial, que ele meio que faz um paralelo com uma alga espacial, né? Ela se prolifera e se não tem um predador, não tem nada assim, ela vai...

se proliferando forever até acabar com o oxigênio do mar e aí, sabe? Já viu isso acontecer em Lagoa, né? Uma proliferação de... Logo é Rodrigo de Freitas, enfim, dia sim, dia não, tem um milhão de peixes mortos lá porque teve uma proliferação de alga e tal, não sei o que, roubou o oxigênio da água, os peixes estão do morreiro. A ideia do Astrofade era isso, mas ficou claro, muito claro isso no filme, nas explicações e exposições no início, ou vocês ficaram meio ampassã pra você?

Pra mim ficou bem claro que era uma criatura, um ser vivo, um ser ali que estava se alimentando.

da energia do sol. Era essa a ideia que passou no filme. Ele conseguiu identificar isso, e aí ele leva isso pro laboratório lá, vai começar a estudar e consegue multiplicar isso. Ele conseguiu reproduzir. Mas eu fiquei com essa mesma dúvida, porque eu acho que o astrofage é uma das coisas mais detalhadas no livro. Ele passou muito tempo debruçado sobre isso. Pois é!

No caso da Via Láctea ali, no nosso sistema solar, o Astrofade ia se alimentar no Sol, consumia o Sol. Aí ia transar em Vênus. Ia transar em Vênus. Aí voltava mais Astrofade pro Sol, consumia mais e ia transar em Vênus. É isso. É, esse é o ciclo de vida deles, exatamente. Perfeito. Eu que não li o livro e vendo o filme, me pareceu uma coisa... Tipo algo que você tá falando. Me pareceu uma coisa involuntária. Tipo, é um ser vivo, mas ele vai fazer o que ele precisa fazer.

É uma célula, é um ser unicelular, é isso. Ele consome alguma coisa que faz o sol ser o sol, e isso vai... A gente sem sol, todo mundo morre, então... É o suficiente pra entender a trama, é. Não é feito por maldade, nada... Não, não, é um ciclo natural de vida, é isso. É que nem as algas multiplicando na lagoa, entendeu? É isso. É um infortúnio. É um infortúnio. É um infortúnio evolucionário. Agora, eu não lembrei tanto exatamente a explicação científica, e eu, sinceramente, não sei se precisava, pelo menos pra ver o filme. Precisar não precisa.

Eu acho que o que precisa é exatamente isso que a Vagal falou e você entender que a gente só pode fazer o tipo de viagem espacial que é colocado no filme porque o astrofeio já apareceu. Então, ao mesmo tempo que ele é o problema, ele é a solução pelo motivo que a gente não consegue sair daqui.

Isso foi elegantíssimo. Essa parada... Porque sabe o que é a gaveta? É que a gente, como a Catrícia já falou, a gente fica debruçado sobre o problema no início e ele vai desmiuçando. Por exemplo, num filme... Até em Star Trek ou qualquer filme mais normal de fixação científica, você fala assim, tem um ser alienígena que tá comendo sol. É tudo que você precisa saber. Você não precisa saber por quê. Você não precisa saber a explicação disso.

é a trama, é essa. Só que ele, no livro, ele vai te explicar, tim, tim, tim, tim, como eu falei, ele vai primeiro procurar uma referência científica e ele vai extrapolar dentro da referência científica. Então o que ele faz? Ele explica pra você como funciona a nível celular.

coisa toda, entendeu? Ele fala que o astrophage ele é uma célula que consome todo o tipo de radiação possível, luminosa que existe. Qualquer frequência de luz, radiação, ele suga. É como se fosse quase uma fotossíntese, sabe? Só que ele, na Terra, a fotossíntese é, tipo assim, as plantas pegam algumas ondas, né? Algumas frequências de ondas.

Ele não, ele pega tudo. Então, o que ele inventou, ele fala assim, eu sou muito orgulhoso, o Andy Weir falou na entrevista, eu sou muito orgulhoso de que o bullshit da minha ciência você só consegue achar lá no nível quântico. Porque todo o resto é tudo baseado em como a ciência funciona, entendeu? Então ele quer dizer o seguinte, a célula chega na fonte de energia gigante, que é o Sol, ou seja, ela quer luz, é isso, basicamente. Só que ela consegue acumular 1,5 megajoules de energia dentro dela.

o que acontece? Quando ela satura de energia, que é quando eles chamam até no livro de enriquecer o astrofade, né? Quando ele fica saturado de energia, ele tem energia suficientemente para ele reproduzir. Só que ele tem tanta energia dentro dele, e ele é tão micro-microscópico. Olha só que foda.

Ele sabe pegar aquela energia e transformar em luz infravermelha. Enquanto se ele tivesse um laser pointer, sabe o que é? Ele sabe atirar a energia dele em forma de luz infravermelha num ponto. Só que ele é tão pequenininho, micro, que esse impulso dos fótons de infravermelho saindo dele funciona como um sistema de propulsão.

Então quando ele cospe fótons infravermelhos para um lado, ele vai para o outro lado. Então o que ele fala? Por isso que você lembra que a impressão 3D lá que o Rocky faz é do planeta, sai um rabo por cima da estrela e vai para um outro planetinha? Então aí ele explica, não, quando eles estão saturados, eles procuram o caminho para fora da estrela. Eles seguiam pelo campo magnético da estrela, por isso que eles saem por cima ou por baixo.

E aí eles vão procurar a fonte de gás carbônico mais próxima. E como Vênus, nosso planeta Vênus, em 97% da atmosfera é composta de gás carbônico, ele tá brilhando. É ali, ali é a casa de fuder, ali é a casa de swing. Casa de fuder.

Incrível. Aí eles vão viajar, usam a propulsão. Olha que foda. Ele fala que só astrônomos amadores, assim, a maioria dos estudos profissionais de astronomia são feitas no deep space. Você tá procurando coisas, galáxias lá no fundo, estudando coisas lá no fundo. Pouco se olha pras estrelas que estão ao nosso redor, entendeu? Porque se você tem um telescópio suficiente pra poder observar lá no outro lado do universo, você vai fazer isso. Os astrônomos amadores são feitas.

que tem equipamentos menores, eles que asteroide é descoberto por astrônomos amador, esmaecer da luz de estrelas próximas também já foi muito catalogado por astrônomos amadores. Isso, inclusive, é a forma como a gente começou a descobrir exoplanetas, né? Quando a gente vê que a luz de uma estrela diminui, depois aumenta, tem alguma coisa passando na frente, etc. Então ele...

Até na hora de chamar a Petrova Line, Petrova era uma astrônoma armadora que estava investigando estrelas próximas e começou a ver que existia, né? As estrelas estavam diminuindo a intensidade e ela achou essa linha infravermelha, entendeu? Então ele preza por...

como até a ciência é construída pra explicar como as pessoas descobrem as coisas. Então, o astrofeite era esse organismo, foi descoberto dessa forma, e eles não sabem o que fazer, porque quanto mais ele se reproduz, mais o Sol vai tapando, né, a emissão de radiação do Sol, e aí a Terra vai esfriar e entrar numa era de gelo, né, cara, e isso...

É a trama básica. E o fato de que eles sabem enriquecer a parada e eles podem colocar isso como propulsor de uma nave, resolve elegantemente o problema deles terem que ir pra uma estrela a 13 anos-luz daqui, que levaria, tipo, milhares de anos pra você ir com a tecnologia atual. Então, maravilhoso. Elegante, sabe? Fica-se científica de elegância. O problema é a solução, sabe? É muito foda, cara.

Mas vou te falar, esse filme pra mim tem duas facetas, dois caminhos. Que você tem o caminho nerd dele, dele ter toda a fala dele científica e ela convence. Ela é legal, ela gera debate aqui. Mas ele tem o outro lado que é o seguinte. Ela funcionando ou não, a maçaroca do filme é um filme emotivo. Total. É um filme que te pega, cara. Então assim, ele é um filme emotivo, legal. E pra mim, ele tem um bônus de cientificamente ser muito interessante, sabe? Sim, total. Ele tem tipo...

Ele é humano, né? Ele é humano. E é eridiano também, Carlos. Inclusão. Ele é humano e ele é eridiano. Também. É verdade. Por que vai tirar o astrofejo dessa equação? Ah, porque o astrofejo não é consciente, né? Mas tá levando o ser humano pra onde jamais esteve. É verdade. Criando laços de amizade. Nunca antes pensados, tá certo?

Astrofeja é que nem planta, a gente corta pra fazer fogo. Basicamente foi isso aí. Muito bom, mas aproximou a duas civilizações. E nesse tripé de qualidade do filme, vamos dizer assim, que é a científica, como o Gaveta colocou, e a da história, eu colocaria também a da produção do filme.

Esse é um filme que dá vontade e dá orgulho de ver como ele foi feito. Depois de ver tanto filme de CG pra cacete, sabe assim? E agora com essa ameaça do AI, vai roubar tudo, não sei o que lá. E você vê um filme que tá sendo produzido há cinco anos. Que todos os cenários foram construídos. Que tem cenas lindíssimas que são de efeitos práticos. Que o Rocky era realmente um marionete que tava lá sendo...

superado por um monte de pessoas ao mesmo tempo e tinha um rock tamanho real, tinha um rock pequenininho controlado por controle remoto pra fazer a cena em escala, não sei o que. Cara, é muito maneiro. Então o filme, ele agrada em vários aspectos, né? Cinematográficos, por assim dizer, né? Até a cena quando ele tá na Petrova Line fora, né? Fazendo Spacewalk.

Essa cena, pra mim, ela é a cena do filme. A cena. Fenomenal. Essa cena é emocionante, cara. Essa cena é linda, cara. Linda demais. Ô, Gaveta, é a cena que a compressão do YouTube chora, né? É. Aquele monte de partícula pra tu que o teu lado é lindo demais. Não sei se vocês sabem, na verdade, mas os closes dessa cena, quando tá tudo vermelho, né? É efeito prático. Eles colocaram um monte de luzes de LED em volta do capacete dele ali, né? E tiraram... Infravermelhas, né? Infravermelhas, de verdade.

Isso, mas eles tiraram o filtro infravermelho da câmera e aí capta daquela maneira que a gente vê. Foda demais. E aí, cara, é lindíssimo, é lindíssimo. Essa cena é muito emocionante, cara, assim. Isso que tu falou, não só, não é só CGI ou então essa grande ameaça do AI, mas também não é o domo de tela de LED que a gente vê desde o Banda Loreana em tudo, né?

É, exato. Eu acho legal isso porque, por exemplo, uma cena dessa, é uma cena muito bonita, pra mim é uma cena icônica, e ela não é gratuita. Volta e meia você vai ver um filme, sei lá, vou pegar a Ad Astra ou pega algum outro desse, que é lindo também. Chato, mas é chato. É chato, é chato, é lindo, mas é chato. Mas você vai ter muita cena bonita porque você tem cena bonita.

Acabou. A cena bonita desse filme, ela tem um porquê, ela tem um propósito. Ele tá navegando no feixe principal que é o assunto do filme, sabe? Não é por acaso. E ele tá coletando coisas pra mover a história. Não é só pra ser bonito por acaso, tem um porquê, sabe? Agora, eu vou falar uma coisa. Eu tô vendo muita gente assim, a maioria das pessoas gosta desse filme, mas tem gente que não tá gostando desse filme.

Fala assim, ah, não gostei desse filme, achei que, não sei, eu esperava mais e tal. E eu sinto que as pessoas estão ficando presas um pouco no lance do tom do filme. Porque é um tom muito leve, é um tom meio... Ele parece um filme de comédia. Ele é praticamente uma ficção comédia, né? Eu vi alguns leitores do livro que reclamavam disso, do personagem do Ryan Gosling, né? Que ele, pô, ele parece um pateta, tropeça toda hora, cai, o cara não consegue andar em linha reta, não sei o que lá.

Mas ele, sim. Eu adorei o personagem, mas eu vi essas reclamações de mais de uma pessoa falando... Ah, mas que beijão.

Interestelar. Talvez seja um problema de expectativa. Sabe quando a pessoa vai ver um filme como o... Interestelar. Vou pegar o Interestelar, que todo mundo sabe. Tem uma galera que quer comparar também, né? Ah, porra. Então, o Interestelar, ele tem uma pegada mais séria. Tu consegue imaginar o personagem do Ryan Gosling no Interestelar? Ah, não. Claro que não. Não. Mas o Tars traz um humor no Interestelar. Sarcástico. É, mas é leve. É.

Eu acho que muita gente foi ver esse filme com essa expectativa de Interestelar. Cara, eu vou ver esse filme. E ele é muito mais zoeira, muito mais leve do que isso. Ele é leve. É um filme muito mais leve. O filme começa já te deixando... Ó, esse é o tom. É um filme mais engraçado. Não vai ser pesado, né? Eu adoro os dois, na verdade. O Interestelar é só desgosto do fim. Eu acho que ele tem o mesmo tom do Perdido em Marte. Eu acho que uma comparação que pode ser feita é muito mais com o Perdido em Marte.

que é até do mesmo autor do Andy Warhol, do que com qualquer outro filme, né? É o tom do autor, gente. É como ele escreve as histórias, entendeu? E eu acho que a principal diferença que tem nesse filme, em relação até ao próprio Perdida em Marte, é que, como você falou, os personagens são muito parecidos, o tom dos dois filmes são muito parecidos. Só que esse filme tem muito mais o lado realmente emocional. Tem muito mais a presença ali do personagem do Rocky torna esse filme uma parada de outro nível.

Ele traz a emoção que você tem ali no Interstellar. Que é muito mais emotivo do que um Perdida em Marte. Que é basicamente uma comédia. Eu acho que esse filme consegue fazer um casamento da emoção. Tipo, de te botar ali chorando no momento em que você quase tá perdendo o Rocky. E ao mesmo tempo se divertir e rir. Eu acho que isso que o Javeta falou faz sentido.

dele falar, ah, é porque eu acho que é uma questão de expectativa mesmo, e eu acho que é, e eu acho que é também uma questão de como o público foi treinado pra reagir a certas coisas, porque eu acho que durante muitos anos a gente foi treinado como sociedade pra achar que as coisas elas só são profundas e significativas e elas só devem ser levadas a sério e tipo assim, uma coisa pra virar o seu filho

O filme preferido da vida quando você é adulto, ela tem que ser uma coisa pesada, tem que ser uma coisa séria, tem que ser uma coisa dramática. Aquele filme que você passa o filme inteiro com a testa meio franzida, né? Porque se não, se for leve demais... Porque assim, a comédia aqui, ela realmente, ela tá em tudo. É um filme muito engraçado, muito leve. Mas não é o mesmo tipo de comédia que a gente viu o público dando, talvez, uma cansada aí que a gente viu nos filmes do MCU, por exemplo.

É um outro tipo de comédia, é um outro tipo de coisa, entendeu? É leve, mas não é do mesmo jeito.

É. Inclusive, vocês estavam falando do filme Setá, o clima dele desde o início, né? De ele ser comédia. Todos vocês notaram e pode ser muito óbvio. Pra mim não foi e eu vi esse filme com a minha esposa, com a Lívia. Ela falou logo de cara, no início, já nasce ele caindo da mesa e tal. Ela falou, tu reparou o subtexto desse início? Que é como se fosse uma borboleta nascendo? Ele tá num casulo, ele fica pendurado pra baixo e ele cai como se fosse uma borboleta, como se ele estivesse saindo do casulo.

Uma nova vida. Sim. Ele tá se transformando. E aí, quando chegou no final do filme, isso fez até muito mais sentido.

Porque ele até então, ele achava que ele não era um herói Ele não podia, ele não podia fazer o sacrifício Quando ele vai pra lá, ele se torna uma outra pessoa Ele se torna um herói de fato É, e eles estavam até preocupados com esse final Nas exibições de teste, né? Porque eu acho que ele não fala isso no filme, ele fala no livro E em algum momento no livro ele fala assim Caralho, eu sou um covarde, entendeu? É uma paz que se der, é

É, eles tiraram, então não tem a frase, mas eles passavam a ideia e ele ia dizer será que as pessoas vão passar a não gostar dele? Porque o cara, ele disse não até o final. Ele ficou obrigado aí. Inclusive no livro, a amnésia dele é proposital, porque ela injeta uma droga lá francesa de interrogatório que tem como objetivo apagar as últimas semanas, até meses de memória da pessoa. Ele inventou essa parada. E ela fala assim, você vai acordar sem memória do que você é, mas eu acredito que você vai pegar no tranco. Basicamente isso.

É, e tipo, a memória volta depois de umas semanas, mas você já vai estar muito envolvido pra voltar atrás, né? Vai estar envolvido, exatamente. E aí, o que acontece? Tem uma parada do personagem que é muito foda, que é essa jornada dele. Porque você vê isso o tempo inteiro no filme, eu acho que no filme mostra muito bem isso. Que ele evita ser alguém na vida. Ele tentou lá, ele escreveu um projeto lá, um paper pra ciência, que deu errado, e aí ele se escondeu.

E aí, ele vai se escondendo de tentar coisas novas o tempo inteiro. Ele é aquele cara que, tipo... E aí, o que...

Mas que nunca viveu o potencial dele. Exatamente, porque ele não teve coragem de fazer isso. E aí o filme vai mostrando ele lutando contra ele ser quem ele deveria ser. Até o momento final em que ele decide. Eu vou abandonar tudo pra salvar o Rocky.

É a virada, é o momento do personagem. É exatamente o que o Gaveta falou, porque ao acordar totalmente sem memória, ele é a pessoa que ele acredita que os outros colocariam ali, né? Ele não é a pessoa que ele sempre foi. Ele tá interagindo com o mundo e as coisas e a própria missão dentro de um papel que ele entende, que é tipo, se me colocaram aqui, é porque eu sei fazer as coisas, tem um propósito e era pra ser eu mesmo, entendeu? Então eu tenho que confiar.

Exatamente. E no filme mostra isso de uma maneira muito legal, que é, quando ele acorda lá, saindo o casulo, né, que nem o chucrute lá do Vida de Inseto, ele acha um quadro, né, de pilô, e ele começa a escrever, né, quem eu sou, não sei o que lá, coisa sobre ele ali, né. E é interessante porque no final, quando ele se transforma numa linda borboleta, assim como o chucrute, e ele abre mão dele, né. É.

Ele apaga esse quadro. Ele apaga esse quadro negro, onde tinha quem eu sou e as coisas que ele tava tentando lembrar e pesquisar. E ele desenha a trajetória, ele calcula, né? Eu percebi isso. O que eu vou fazer? Eu vou pra Terra? Dá tempo? Não dá. Qual é a minha escolha? A minha escolha é salvar o Rocky. Isso foi muito maneiro, cara. Aí tu sacou o negócio muito foda. Não tinha notado isso aí. Foda, foda demais. É isso, gente. Obrigado. Próximo Nerdcast eu tô aí.

não, mas olha só Kati, você nota, né, que além de ter toda essa evolução dele não lembrar quem ele é, e aí não lembrar que ele tava se acovardando que ele não queria aceitar a missão mesmo que a Terra fosse destruída, e aí ele muda etc, é muito legal

Porque isso também serve como uma narrativa em camadas que ele vai deixando você interessado sempre com um mini cliffhanger. Tipo assim, você começa com ele, sem saber o que está acontecendo, e você vai descobrindo aos poucos, e a cada flashback é uma memória que vai voltando a ele. E aí você vai entender... Olha só que elegante esse texto! É muito elegante, muito. Você vai conhecendo o personagem enquanto ele vai lembrando. E é exatamente o que tu falou, é um cliffhanger.

Porque todas as vezes que vai entrar em um flashback no livro, você fica assim, não, agora não, agora não, tá com...

Mas assim, ele permeia isso com muito humor, até coisas que não deu tempo de colocar no filme, que quando ele tá lá perguntando quem sou eu, etc, ele tem uma frase do livro que a galera tava até lendo, que é muito escroto, que ele fala assim, então eu sou um homem solteiro na casa dos 30, que mora sozinho no apartamento pequeno, eu não tenho filhos, mas eu gosto muito de crianças, eu não tô gostando pra onde isso tá indo, professor de escola, puta!

que pariu, graças a Deus, eu lembrei eu sou profissional várias coisas não entraram no filme, mas eles colocam de um jeito assim, simples pra quem vai assistir várias vezes, notar os detalhes, tipo nesse quadro que ele fica quem eu sou, o que é tal coisa, no final ele escreve assim, why hot, por que gostoso por que eu sou gostoso pra caralho, o que que tá acontecendo que é uma coisa que no livro ele explica com muito mais cuidado

Por que eu sou gostoso? Estou aqui no espaço. Porque eu sou o Ryan Gosling. Eu sou o Ryan Gosling.

O Gaveta notou essa dualidade, né? É claro que o filme vai puxar mais a parte emocional, que é a relação entre ele e o Rocky, que é o ouro dessa história, né? Eu, inclusive, faço um aponte disso. Até quando eu fui ler esse filme, ele me passa uma vibe que me lembra E.T. Total. Que é o alienígena que parece que vai te fazer mal, mas, na verdade, ele tá ali pra te ajudar. E, no final das contas, você ama ele. No final, você tem que se despedir. É uma choradeira, sabe assim? É, faz crer.

Da mesma forma como o E.T. que é... Vamos falar a verdade. O E.T. é horroroso. E você acaba achando ele fofo. Exato. O E.T. é horroroso. Como é que você consegue gostar daquele bicho? Porque ele é lindo por dentro. É. Ele conta a história de uma forma que você gosta do bicho. Ele parece um testículo gigante, não é, T. Para pensar. Exatamente. Total. Estica ali. Tem ereção ali no pescoço.

Ele é só de pescoço. E o Rocky, cara, é uma aranha de pedra sem rosto. É. É, não, é muito foda. Faces are overrated. Faces are overrated. É. Então, eu sinto que tem essa construção de você gostar do personagem. Você vai fazer eles dois se entendendo. Você vai fazer eles se comunicarem. Você vai fazer eles passarem por experiências juntos. Você vai ver que um se importa com o outro. Quando você tem o risco de um partir, você fica pra morrer, cara.

Então, eu senti muito essa conexão com o filme do ET, sabe? Eu fiquei vendo. Falei, caraca, tem um gostinho de Spielberg.

É engraçado você ter citado a ET porque numa entrevista do Ryan Gosling ele endereça essa questão de ter mostrado Rocky no trailer. E usado em toda a campanha que é um plot twist do livro, uma surpresa. E aí ele fala na entrevista, mas gente era que nem a pessoa vender o filme do E3 e falar, ah, a ET é sobre um filho de dois pais divorciados.

E não mostrar que tem um alien ninja, não é tenso. Vai com vender esse filme. Eu sou do tamanho de entender isso. Mas eu tive a experiência de não saber, sabe? Eu não quis ver nem trailer, porque já tinham me falado, olha, não ver o trailer porque tem um spoiler que é mais maneiro. Tinham me falado, fui eu que falei, literalmente. Eu falei, não ver o trailer. Não foi você, eu falei. Várias pessoas. Eu falei assim, não vejo o trailer.

No dia que saiu, não vejo o trailer. Você tá lendo o livro. Não, mas já tinham me falado o ano.

É que no livro demora muito, né? Pro Rocky aparecer. Demora bem mais do que no filme. Porque no livro a experiência é isso. Você tá lendo Perdi de Marte. O cara tá sozinho. Ele tá resolvendo um problema científico super cabeçudo. E você tá com ele. E aí de repente vê uma nave que é alienígena. Aí eu fiquei. Não, deve ser relatividade. Os humanos vieram mais rápido. Só que do futuro. Só que... Eu pensei também.

E aí quando você vê que é uma criatura alienígena mesmo, no livro eu falo assim, what the fuck? Inclusive, a reação dele no livro era mais assim, caralho, isso é first contact. Eu sou o primeiro ser humano a ver o alienígena. É aqui, tá acontecendo na minha frente aqui. Não tem ninguém aqui, eu tô sozinho. Ele reage muito mais com empolgação, sabe? Tipo assim, caralho, first contact. Isso porque ele falou que não ia falar que o livro era melhor que o filme, hein? Vamos lá, hein? Não, mas olha só. Não, o Will é produtor também, deixa o cara.

E o foda é que, assim, como a Cátia falou, a gente tá muito treinado a certos conceitos em termos de qualquer coisa que a gente vê, né? Pela quantidade de coisas parecidas. Então, filme de alienígena, raríssimo não ter o alienígena que é matar os seres humanos, né? A gente sempre vai pra esse lugar onde a violência é o que resolve os problemas. Não, a ET não tem isso. Não, eu sei, porque é raro, entendeu? Nem ninguém com medo.

A chegada também, o Arrival, é outra, tipo, hard sci-fi, foda, sem ETs querendo destruir a humanidade e tal. É contato também, né? Contato, exato. Alf.

Alf, Alf, bem lembrado. O legal é que, assim, mesmo pra quem é fã de Star Trek, nem o Andy, o Yere, etc. O alienígena, ele é muitas vezes um humanoide. É isso, é um alienígena com uma protuberância na testa e você entende isso, né?

Por isso que eu falei, o Andy Weir é um excelente escritor, porque ele vai procurar primeiro o conceito científico e depois ele vai criar em cima do conceito científico. Então, quando ele escolheu o planeta que seria lá em Tau 7... Esse planeta existe? Então, na época que ele escreveu, existia a descoberta de um exoplaneta que seria o planeta que ele usou para ser o planeta do Rocky.

Mas hoje, ele até tá falando assim, hoje os astrônomos já botam em dúvida a existência desse exoplaneta. Mas assim, na época que ele escreveu, existia uma ideia do que? Seu planeta mais próximo da estrela dele do que Mercúrio é do Sol. Só que ele era, tipo, oito vezes mais massivo que a Terra, teoricamente. Então ele começou por aí, sabe? Ele falou assim, deixa eu estabelecer de onde esse bicho vem e eu vou estabelecer todo o ecossistema de como seria a evolução da vida nesse planeta e aí eu vou criar o meu alienígena.

entendeu? Então ele pensou, pra um planeta ser tão perto assim da estrela e etc e tão massivo, ele teria uma atmosfera densíssima muito densa, porque ele queria água a 200 graus, mas que a água não evapora, entendeu? Porque ele queria colocar dentro do bicho quente, etc e tal e aí

Água para 100 graus Celsius. Beleza. Mas isso é na condição atmosférica básica que a gente tem aqui na Terra. Atmosfera 1. Tanto que no livro Artemis, que é numa coluna lunar, ele até fala sobre isso. Que o café lá, quando a gente vai fazer café, a água ferve a 61 graus porque a pressão atmosférica da coluna lunar é bem menor do que a da Terra. Então quando você tem pressão atmosférica menor, a água ferve a uma temperatura menor. Caralho, que nerd.

Está honrando o nome do Nerdcast. E quando você tem uma pressão atmosférica muito maior, a água não evapora a 100 graus Celsius. Então ele inventa, ele falou assim, então esse planeta tem uma pressão atmosférica de 29 atmosferas em relação à Terra. Então o que acontece? Ele imagina assim, por causa dessa pressão absurda, esses animais, esses seres vivem numa superfície que a luz da estrela deles não chega. É que nem a profundeza dos oceanos, onde a luz do sol, ela chega uma hora e quando...

chega. Então o meu alienígena vai ser cego, porque eles nunca evoluíram a necessidade de ver luz. Inclusive tem uma hora no livro que, quando o Grace tá tentando explicar esses conceitos, essa diferença biológica deles, né? Ele tá querendo explicar pra ele o que que é ver. Só que ele não consegue. Como ele nunca teve esse sentido, você não tem como explicar o conceito. Então tem uma hora que o Rocky pergunta, peraí, você ouve luz?

Aí ele fala assim, é, é como se a gente ouvisse a luz, entendeu? E aí depois ele tem que explicar o conceito de cor. Mas aí é coisa de drogado.

Ah, é? A galera fala que ouve cor, né? É porque a linguagem também está sendo evoluída entre eles dois no mesmo momento que essas coisas estão acontecendo. Então ele diz, ah, é como se você escutasse luz, ele diz sim. Mas ao mesmo tempo que existe essa palavra escutar, a gente entende que aquilo ali é como se fosse assim, ah, você processa sensorialmente essa informação. Sim, eu processo sensorialmente essa informação.

Que é o que o nosso cérebro faz com todas as outras informações. Gente, lembre-se, nós somos seres que estão presos dentro de um quartinho escuro, dentro de um crânio ao nosso cérebro. E a gente tem alguns sensores que captam informação do mundo exterior e formam uma imagem, uma realidade simulada, percebida, dentro dessa caixinha escura que é onde nós vivemos.

Assim como deve ter frequência que a gente não vê. Não, tem. Várias. Ué, a gente não veio pra vermelho, pra começar. Onda de rádio. Onda de rádio é luz. É uma frequência de luz. Onda de rádio não é um negócio que você escuta. Onda de rádio é fóton, entendeu? Só que é uma frequência de vibração das ondas de luz que a gente não vê. E a gente sabe, hoje em dia, a gente sabe colocar informação nessa frequência, entendeu? Não, existe até um efeito bem prático que dá pra testar em casa.

Aqui em casa, por exemplo, a gente tem um aspirador robô, né? Você pode comprar parcelado Magalu, inclusive.

E aí uma noite eu fui olhar a câmera Pra ver onde os cachorras estavam A câmera que fica na sala E a sala tava com luz pra todo lado Eu falei, que porra é essa, maluco? Ah, tomando discoteca, nada, nada É, eram os sensores do aspirador robô Que ele usa pra mapear a sala Só que como as luzes estavam desligadas Porque era de noite Que eu boto o aspirador pra funcionar na madrugada A câmera tava no sensor noturno O único foi vermelho Ah, você viu pela câmera Night Vision É

Tanto que teve um youtuber, eu não lembro quem foi agora, que quis criar um óculos contra reconhecimento facial. E o que ele cria é justamente um óculos que tem uma puta lâmpada infravermelha. Ah, eu vi. Maneiríssimo. Que gera uma bola de luz em volta da cabeça da pessoa, na visão infravermelha de câmera, e não lê a cara da pessoa. Ficou uma bola de luz. É muito foda isso, cara. Uma luz de infravermelha que tem de controle remoto de TV, isso tudo.

A gente não vê nada disso. Muito foda, muito foda. Aí quando ele tá tentando explicar aquele planeta lá que eles vão pescar... A Tumburu Taka. A Tumburu Taka, vê mais. O Camarão do Mar. Aham.

Que ele enxerga 16 trilhões de cores, de conetes e sei lá como é que é. Tecnobubbles também. Enxerga muito mais cores que a gente, exato. Mas tem uma hora que ele tá querendo falar que o planeta era verde, né? O planeta que eles vão lá pescar, né? Os predadores. Adrian. Adrian, né?

ele fala assim, caralho, como é que eu vou explicar isso pra ele? Aí ele fala assim, não, então, a gente ver frequências de luz diferentes, de formas diferentes, então a gente dá nome pra grupos dessas frequências de luz. E aí o nome dessa frequência de luz que esse planeta emite é verde.

É muito maneiro essa exploração e ao mesmo tempo as diferenças, a gente vê um pouco isso no filme com o Rocky meio que reclamando das coisas, né? Human small brain, sabe? Esse tipo de coisa e tal. Ele olhando o planeta naquele iPad dele lá de areia, aquele boring. Boring, é boring.

Porque pra ele o planeta não é nada. O Rocky, ele explica toda a fisiologia do Rocky, sabe? É muito maneiro, porque, mais uma vez, tem filme, série e tal que você pode dizer esse é o alienígena de pedra, ponto. É o Baby Yoda, sabe? E no Andy Weir é assim, não, esse é o alienígena de pedra, porque... Aí ele...

dá uma enciclopédia científica de como que funciona o corpo do Rocky e tudo é lindo no momento que isso, claro, que não é só um tecnobabble, mas que isso faz sentido científico e faz sentido pra história. Vou te dar um exemplo. O negócio de você ver o Rocky dormir. Ah, é muito legal isso no livro. Rocky ficou dormindo 46 anos no espaço sem ninguém olhar ele.

Cara, isso dói, tá? Isso dói. Quando o Gracie nasceu, ele já tava lá em cima sozinho esperando ele. É isso aí, ele já tava na missão. Porque o que acontece? Ele explica que o Rocky, ele evoluiu, né, esses seres, eles evoluíram de uma forma completamente diferente da gente. Onde dentro deles existem organismos independentes que trabalham juntos pra fazer o organismo maior funcionar. Ele explica assim, é como se fosse como uma colmeia de abelhas que tivesse pernas e andasse.

Você entendeu? As abelhas não são células que nem o nosso corpo, que tem funções, etc. São seres que trabalham junto e esse trabalho junto delas forma uma coisa maior, que é a colmeia, que é toda aquela... O gigante guerreiro Dailon. Exatamente, o Rocky é uma união de muitas formas de vidas, trabalhando junto, microscópicas, etc, trabalhando juntos pra formar um ser ainda maior. Olha que coisa fascinante, cara.

mais. E aí, quando ele dorme, na verdade, ele explica todo o processo biológico onde, teoricamente, essas abelhinhas, essas células abelhas, teoricamente, elas têm que fazer a faxina no corpo, sabe? Consertar as coisas, a musculatura, descansar.

Só que pra elas fazerem isso, elas têm que se ausentar da parte onde forma a consciência do Rocky. Então quando eles estão dormindo, eles não só ficam inconscientes, eles viram pedra. Eles morrem, entendeu? Entre aspas. A consciência deles é inergerente. É como se você tomasse lá uma anestesia pra ser operado, sabe qual é? Tu não sente que passou o tempo e tal. Então o que acontece? Se acontece qualquer emergência, na cultura dos eridianos...

Você não tem como salvar. A pessoa pode morrer porque não tem como acordar. Se pegar fogo, se alguma coisa explodir. Qualquer parada. Então, eles desenvolveram a cultura de observar os outros dormindo pra proteger a integridade física das pessoas que eles amam. Olha que coisa linda. Não é uma bizarra isso só. Eu, na minha cultura, eu observo você dormir. E aí, essa é um clash cultural que a gente acha engraçado. Não, ele explica o motivo biológico de por que isso é uma parada cultural dele. É muito foda.

E quando isso acontece, ele ainda fala assim, ah, isso aqui é uma coisa que faz surgir um instinto tribal, e o instinto tribal é necessário para uma espécie se tornar inteligente com o tempo de evolução. E fora isso, o cérebro deles é de cristal. Então eles têm uma memória idética, né? Que é memória fotográfica. Ou seja, quando eles recebem informação do mundo, eles...

gravam no cérebro deles cristalizado como se a gente estivesse gravando no HD. Por isso que ele fala, Rocky Never Forgates, ele fala alguma coisa, né, que ele nunca vai esquecer. Eles nunca esquecem nada, então ele acha bizarro o cérebro dos seres humanos que esquece as coisas, que quando fica cansado faz erros, tipo assim, you, small brain, very tired, you sleep now, I watch.

Ah, eu amo. Sabe, tipo, você já tá fazendo decisões de estúpidas porque o seu cérebro pequeno, idiota, não tá conseguindo... E eles não. Então o que acontece? Olha só que foda, Gaveta. Como eles são computadores vivos, eles são imensamente inclinados à matemática, cálculos, etc, porque eles não esquecem. Eles nunca desenvolveram computadores. Então eles chegaram ao espaço antes de desenvolver um computador. Porque eles são computadores. Aham.

Então ele fala que por causa disso, a gente é treinado pra achar. Tem um alienígena? Então é uma raça superior em tudo. A raça humana, né? Em tecnologia, então. Olha que ideia foda. A raça dos eridianos, eles não são mais avançados que os terráqueos. Eles são avançados o suficiente pra...

ir pro espaço, mas eles tem um monte de coisa, eles não sabem nada sobre relatividade, porque eles não sabem nada sobre radiação, porque eles viviam num planeta completamente, eles não sabiam nada sobre luz, eles não tem olhos nem nada. Ele fala que eles começaram a imprimir aquele, eles são impressoras 3D gigantes, né, com os Xenonites, né. Ele fala que a primeira coisa que eles desenvolveram, que levou eles ao espaço, foi tipo um elevador espacial. Eles foram construir uma torre

The Night são grandes, que aí eles, opa, peraí eles saíram da escuridão e eles começaram, de alguma forma a entender que existiam outras coisas no universo por isso que eles entendem que eles estão sob perigo, mas eles não sabem nada sobre relatividade eles não sabem nada sobre radiação toda a tripulação dele morreu por causa da radiação, entendeu? Eles não sabiam se proteger de radiação, e o Rocky só não morreu porque como ele era engenheiro e ele ficava na casa de máquinas, onde tava todo o tanque de combustível da Astrophage, o Astrophage é um escudo de radiação foda, então ele não morreu por...

sorte de ele estar ali. Não morreu porque é engenheiro. Olha que conceito foda de duas raças se encontram e elas são tão incompatíveis tecnologicamente, mas elas estão mais ou menos no mesmo ponto. Elas têm vantagens e desvantagens em relação a uma com a outra. E isso é fascinante, cara. Eu nunca tinha visto nada assim. Ele deve ter algum problema de criatividade, né? Justamente por ter o pensamento muito lógico. Não sei se fala isso em livro e tudo mais, mas acredito que os heridianos devam ser bem menos criativos do que os humanos.

Até porque a força da criatividade está no seu pensamento vagar, né? De você tentar conexões e testar elas. Não sei. Mas sabe como é que ele explora isso? Ele dá até um nome. Chama Trumming, em inglês. Eu não lembro em português. Os eridianos, os cientistas eridianos se juntam e eles começam a se comunicar com aquela forma, né? Que eles se comunicam, né? Com aqueles sons. A soma dessa comunicação forma pensamentos que nenhum indivíduo conseguiria formar. Entendeu?

Vem do coletivo, pela média da frequência de todo mundo, né? É como se fosse uma hive mind, entendeu? Mas isso que o Gaveta falou... Isso é um brainstorming. Não, mas é exatamente o pensamento do Andrew Weir. Porque a coisa mais legal é essa. É a ficção científica especulativa. É você dizer, tipo, tá, mas se esse bicho vive nesse planeta, como que ele é? Tá, mas se ele é assim, quais são as implicações sociais? E quais são as culturais?

Então a cultura deles foi formada como? Tudo isso, ele olha isso de um jeito tão...

curioso, sabe? Eu acho que o que define esse livro, na verdade, é esse autor, né? Tudo que ele faz é... Como ele acha curiosidade a coisa mais legal do mundo e como ele consegue convencer a gente com uma audiência da mesma coisa. Eu vou falar que eu tive um impacto com o Rocky máximo porque eu mal vi trailer e eu não fazia ideia que tinha alienígena nesse filme. Porra, excelente. Agatha também não. Ela foi sem saber e eu li sem saber.

Essa surpresa é muito gostosa. Foi foda porque, assim, eu fui pra ver o filme. Eu falei, é do autor que fez Perdido em Marte. Eu tava esperando um Perdido em Marte.

Quando apareceu a nave espacial, eu falei, caraca, é um humano. Eu não tinha entendido que era alienígena. Ele fala, não, não, não. Eu falei, ih, são os caras que estão perdidos ali. Ih, são os caras que estão perdidos. Assim, eu demorei. Quando apareceu o Rocky, bateu lá. Eu falei, caraca, é um bicho. Mentira, é um alienígena. Eu estava igual a ele. Eu falei, caraca, é alienígena. É alienígena. Caraca, tem uma patinha. Assim, para mim foi uma descoberta.

E o caraca é um filme de alienígena. Não esperava. Assim, para mim, o filme tomou uma curva que eu não esperava, sabe? Maneiríssimo. Aconteceu a mesma coisa comigo no livro também.

Eu não sabia sobre o que era e quando ele apareceu, parece que a história toma outro sentido, né? Porque você tá ali pelo, sabe, empolgação da ciência, empolgação da ciência e tal. E aí, de repente, vira meio que um filme de humanas, entendeu? Porque você fica, ah, é sobre empatia, é sobre essa comunicação. Estabelecer a comunicação é necessário pra que a ciência aconteça. Essas duas criaturas, elas estavam se sentindo sozinhas e elas estavam se sentindo incapazes de fazer a quest delas, né? Se eles não tinham...

tivessem se encontrado, eles não teriam conseguido fazer nada. Ele é um humano de ciência e o Rocky é um eridiano de mecânica, né? De engenharia. E juntos eles são um time. E aí, até você olhar aquela criatura e você dizer, não, isso aqui não é um cachorrinho. Isso é um cara que é muito mais inteligente do que o Grace e infinitos aspectos. Tipo, são duas pessoas iguais, né? E pra outras coisas, ele é como se fosse uma criança, né?

É bem maneiro que os dois chegam no mesmo lugar, mais ou menos no mesmo momento, e exatamente passando pela mesma coisa, pela mesma situação. Eles acabam se unindo também pelo próprio sentimento de estarem chegando ali pra tentar salvar o planeta deles, salvar a civilização deles, tendo perdido todo mundo da tripulação que tava com eles. É, os dois em uma missão desesperada, né? Você nota que é uma vida inteligente com a piada logo do início, que ele taca o tubo, depois ele taca a marleta, ele tá tacando lento, porque acho que eu sou burro, quando pega a marleta.

Maravilhoso, isso foi maravilhoso É muito bom, é muito bom Mas na hora que você descobre que o Rocky também tá sozinho Nossa, eu dei uma morrida Caraca, o que eu posso fazer por você? É muito foda, é muito foda, cara Como a Zagal falou que o Rocky foi basicamente efeito prático, né? Eles falaram que eles fizeram uma computação gráfica Em alguns momentos, detalhes e tal Não, tem computação gráfica no filme, é inegável Não, não, não, não

É, nunca é um ou outro. Eu já falei disso muito no canal, assim, é sempre uma mistura dos dois. Mesmo que você tenha um efeito prático, você tem complemento digital em cima do efeito prático e vice-versa. Por exemplo, a cena daquela bola de vidro, né, de bola transparente, que é o casulo dele, né? É o garoto da bolha lá, o John Travolta. Aquela bola, no set de filmagem, ela tá girando vazia. É impossível ter um boneco ali, o moleque ia ficar capotando dentro. É, então eles tinham, o cara vinha, o ator, né, o ator é um... J.M. Ortiz.

Ele é um... Puppeteer. É um puppeteer, é um marioneteiro. Sei lá como é que é. Não tem um nome pra isso específico. Marioneteiro. Ele não ia fazer a voz do Rocky. Ele ia ser só esse cara que é o líder da equipe de boneco. Exato. O Rocky, tamanho real, eram várias pessoas manipulando, né? Porque um mexia uma perna, outro mexia a outra, sabe? Tem todo esse rolê, assim. Só que ele tava no set pra interagir com o Ryan Gosling. E as pessoas gostaram tanto da voz, de como ele fez a voz do Rocky, que falaram, puta, é você. Então depois ele, claro, dublou novamente.

Exatamente, né? Pra ficar... Mas, assim, tem muito improviso nas cenas de interação entre os dois. A cena do I Hate Mark é improviso. Ah, o I Hate Mark. É? Ela tá com o Mark. É porque o Ryan Gosling tem um amigo já no Mark. O Mark tava lá no dia de filmagem e aí ele botou, ele falou, né? Ela tá com o Mark só porque tava na cabeça dele, porque o amigo dele tava lá. Não tava no script e isso não vai fazer diferença nenhuma. E aí foi de improviso que ele respondeu. O cara mandou o I Hate Mark. E aí entrou no filme.

maravilhoso, cara. Então, essa é a graça, tipo, ele não tava contracenando com a bola de tênis, né, no fundo verde. Sim. Ele tava contracenando realmente com... Porque ele tinha a resposta na hora. Na hora, tinha a resposta da tua marionete, que os profissionais lá mexiam e faziam as paradas, e do ator que tava realmente interagindo com ele, sabe? Então, isso transforma. É o resultado que a gente viu, que a gente adora a porra de uma pedra. Aranha de pedra.

E só pra falar da parte da produção em relação a isso, como é que isso daí é real. Tenta você se gravar falando como se você estivesse conversando com uma pessoa e depois você conversando com uma pessoa. Você vai ver que você vai soar fake. É difícil, é difícil. E eu digo isso daí porque eu fiz um vídeo há muito tempo atrás no canal, Gaveta Gordo vs Gaveta Magro. Ah, lembro. Nunca eu esquecerei. E, cara, quando eu falei sozinho, era uma coisa. Quando eu falava me respondendo, é outra. É muito mais vivo, com certeza.

Por mais que seja uma gravação, eu não sei, alguma coisa na sua cabeça parece que te dá uma direção. Eu não sei, você age diferente, você fala diferente, você atua diferente. É porque você tá respondendo também. No outro você não tá respondendo, você tá jogando pro ar. Não tem interação. Mas quando você tá respondendo de verdade, faz a diferença.

Eu fiquei feliz com esse filme. Eu fiquei muito feliz de ver a Sandra Hewler nesse filme. Porra, ela é demais, né, cara? Que essa mulher, cara, ela fez o... Foi indicada ao Oscar de Mila Atriz para Anatomia de uma Queda. Eu achei ela fantástica. Ela fez esse e ela fez Zona de Interesse também. Mas o Anatomia de uma Queda, eu acho que ela está fantástica. Eu fiquei... Caraca! Eu quero ver mais essa mulher atuando. Ela manda muito.

Ela ganhou mais momentos do que até no livro. A Eva Stratt, ela é maneiríssima no livro. Ela ficou um pouco mais soft no filme. Ela é muito autoritária, muito séria.

é alemã né é alemã é alemã não ela é holandesa ela é holandesa eu pensava que ela era alemã mas a Sandra Hill era alemã eu acho ela tem momentos diferentes no livro ela também tem outros momentos que não foram pro filme mas realmente ela é fantástica o karaokê o karaokê é filme eu achei que foi um momento tão legal de humanizar ela tudo bem ela é um personagem que não vai conectar muito com nada depois que a missão começa né e aí

Mas ela foi um personagem tão interessante pra dar uma base pra isso tudo, porque ela tem que pisar no pé de todo mundo. O objetivo dela é salvar a humanidade, né? Ela até fala, no filme não fala, mas ela fala que assim que a missão for lançada, a minha missão acaba e eu vou ser presa. Porque...

Ela quebrou todas as patentes de tudo, porque no Hail Mary tinha todo o conhecimento da humanidade acumulado de tudo. O Grace até fala quando ele tá voltando, eu falo assim, bom, pelo menos eu tenho todos os videogames já feitos, eu vou ter bastante coisa pra fazer até eu voltar pro coma. Então ela quebra todas as patentes de tudo.

Ela vai ser perseguida, ela vai ser massacrada porque ela tinha uma puta humanidade daquela união dos países. Mas quando o Hail Mary saiu, cara, a missão muda. E o mundo tá na merda, entendeu? E no filme até mostra pouco, pra não ficar mais bad vibes. Mas, pô, eles enchem o deserto de Saara de espelho solar pra enriquecer o Astrofet, pra servir de combustível. Então isso fode com o clima da África e da Europa inteira. Eles jogam bombas nucleares na Antártica. Isso tinha que sair, né, Ferma, cara? Fiquei tristão aqui, não saiu.

pra liberar gás carbônico preso no gelo porque a Terra tá esfriando. Então eles têm que acelerar o aquecimento global. Acredita nisso, né? Então eles nucam a Antártica, caluco. Mas o que o Gaveta falou é total real, né? Porque eu acho que a Sandra Hewler, ela carrega esse papel muito bem. Pra caralho.

Trazer ela de Anatomia de uma queda é muito bom, porque ela consegue entregar essa dureza, mas ela também consegue entregar essa sensibilidade que está escondida ali embaixo da superfície. Que é a cena do karaokê, que é maravilhosa. Ela se deixa ser humana, e aí nem termina a música. Ela fala assim, tá bom, acabou. E vai embora, volta a ser a Fraulein.

Eu tenho uma missão. E o Anatomia de uma Queda tem muito disso também. Porque naquele filme você tem a desconfiança se ela matou ou não matou o marido. E ao longo do julgamento você vai entendendo que as relações são muito mais complexas do que você pensa. Ela pode às vezes não demonstrar alguma coisa ali, mas não significa que ela já não amou uma pessoa. Então assim, ela tinha essa internalização de sentimentos que eu acho que foi muito útil nesse filme também.

Ela é aquela alemã que é fechada, mas ali não é um momento que você... Não, olha, eu sou humana, eu sinto, mas eu tenho uma missão que é salvar todo mundo.

então eu vou passar por cima disso. Atriz perfeita, né, cara, pra esse papel. Um papel difícil de você conseguir, porque é um papel muito silencioso, assim, você pega essa sensibilidade dela nos silêncios mesmo da atriz, porque ela não tem tanto tempo de tela, assim, como ela tem no livro, né? Ela matou a pau, cara, ela realmente mandou...

No livro ela é presa, né? É, você não vê, né? Ela fala que ela vai ser presa. É que no filme que eles mostram a tatuagem de prisão no final. É, tem uma tatuagem no pescoço que vai ser lá no finalzinho, num relance numa cena que é um V cortado, que é uma tatuagem de prisão da França. É, eles sugerem que ela foi presa e que de alguma forma ela conseguiu sair e ela continuou na missão de salvar a Terra, mas ela tem a marca. É uma referência ao livro dela dizer que ela ia ser presa, que ela ia se fuder também, que não era só ele que ia se fuder, entendeu?

Eu vi que a música que ela canta no karaokê, do Harry Styles, foi ela, foi a atriz que escolheu. Ela escolheu porque ela escutou, tipo, alguns dias antes da cena e leu a letra e ficou, ah, isso aqui é muito... Tem muito a ver com o que a gente vai fazer. Pô, a música pegou demais. Mas parece que ela perguntou pra filha dela se era cringe.

Sério? Ela deve ter respondido se você cantar, vai ser. É o que todo filho falaria. Então eu vou cantar. É o que eu quero, né? Eu quero passar exatamente isso. Eu achei um toque de humanidade perfeito, porque senão parece que só o Ryan Gosling é o cara humano e todo mundo é robô, todo mundo é missão e tal. Foi bonito, foi maneiro. Isso é a edição do filme maravilhosa. Parece besteira, mas eu realmente fiquei com vontade de cantar essa música.

É pena que eu odeio o karaokê. É uma das coisas que eu mais odeio na minha vida. Eu também, Gaveto. Eu odeio. Mas olha só o que a ficção científica faz com a gente. It is Time Go. Grace Rocky Save Stars.

Uma coisa que eu queria perguntar, pra vocês entendidos, quanto tempo se passou na viagem do Grace? Eu também. Não foram o tempo que passou na Terra ou o tempo que passou pra ele? É, os dois, na verdade. Ele passou, acho que, 4 anos e na Terra passou 13, sei lá, não foi? 13 anos. Quem ele volta vai ser 26 anos.

Por causa da relatividade, porque ele foi numa velocidade próxima da luz, né? Com o spin drive lá de astrophage, né? Porque é a única forma dele chegar, que o Tau-7 é uma estrela real, você pode chegar, ela é vizinha, ela fica a 13 anos-luz da Terra, pertinho. Gostei do Você Pode Chegar. Gostei, gostei. Lança fake news aí. Tem que ser otimista.

Não, desculpe, eu falei errado. Eu queria dizer que você pode enxergar ela daqui. Ah, tá, tá. Sim, sim. Você pode enxergar ela, se eu não me engano, a olho nu, eu não tenho certeza. Mas é porque as estrelas que a gente vê a olho nu são todas da nossa vizinhança. A gente não enxerga nenhuma estrela fora de, sabe, é tipo um globo, assim, a vizinhança local de estrelas. Mais longe, só com o telescópio, entendeu? Então, quando você olha para o céu e vê aquelas estrelas todas, além da Via Láctea, que, enfim, está lá longe, mas é muita luz.

você vê a maior parte das estrelas são só nossas vizinhas aqui. E, tipo assim, pra você chegar em Alpha Centauri, que é a estrela mais próxima do Sol, que fica 4 anos-luz daqui, com a propulsão atual, sei lá, tipo, Voyager 1 é a nave mais veloz que a gente lançou. Saiu do sistema solar, tá 40 anos. Mais de 40 anos, né, indo pra fora do sistema solar, e só saiu por agora. A gente levaria 40 mil anos pra chegar nessa velocidade até Alpha Centauri, que fica 4 anos-luz daqui. Sabe, tipo, algo assim, nessa grandeza. Pô, até...

13 anos-luz nem se fala. Então ele teve que inventar que ele foi quase a velocidade da luz e por causa disso aplica-se um pouco de relatividade no sentido de que na Terra... Tanto que no final, ele ainda passa 16 anos no final lá com o Rocky. Ele já tá velho. Já tá com mais de 50 anos. Não, peraí. Então deixa eu entender aqui. Ele levou 4 anos de Ryan Gosling. Ficou 4 anos em coma. Isso. E na Terra passaram... 13. 13, é. 13. Aí ele ficou quanto tempo com o Rocky brincando de pedra pra pedra de tesoura? Ah, ele fica uns meses.

meses, meses não sei se chegou a um ano quando eles se separam ele ainda fica mais 3 meses indo embora até que dá aquela merda com Astrophage de novo que ele decide voltar mas aí essa viagem de volta dele ia ser mais 4 anos e que ia passar mais 3 anos na Terra tá, 26 mas aí quando ele mandou aqueles Beatles eles também iam na velocidade quase na velocidade da luz e é porque eles também tinham o Spin Drive, entendeu?

Então a terra ficou na beira da extinção. Na beira da extinção. Porque aquela mulher tinha dado 30 anos. Isso, tanto que ele fala assim, pra eu voltar hoje, eu vou chegar lá, já passou uma geração inteira, eu não conheço mais ninguém. Não, se eu saísse agora, semana que vem, eu já não voltava. Não voltava. Tá foda, que a terra tá foda. Se eu tivesse um teleporte e eu encontrasse uma pedra amistosa...

Volta. Mas ele não voltou. Ele não voltou. Exato. Acerto ele. Provando o ponto. Não, porque pra ele tem três pontos. Um, já morreu todo mundo que ele conhece. Ele vai voltar, vai encontrar um mundo completamente... As crianças estão todas vivas, calma. Sim, mas é... Não se sabe se elas vão estar vivas. Tecnicamente, pela idade, elas estariam vivas. Mas a gente não tem noção das implicações ambientais e políticas. A Terra estaria devastada. Estaria se recuperando de uma catástrofe.

absurda. Os caras jogaram o bombe nuclear na Tática, maluco. Entendeu? Pra sobreviver. É como eu falei, fora a catástrofe política, porque no filme não tem isso, mas no livro tem um discurso muito grande da Strath, que é quando a gente descobre esse lado um pouco mais humano dela, que é quando ela fala que ela estudou história, que todo mundo acha que ela estudou administração ou alguma coisa do tipo, porque ela é muito fria, né?

Mas ela fala que estudou história. Ela diz assim, ah, você acha que na hora que começar aqui a desgraça acontecer, todo mundo vai dividir recursos igualmente?

Você acha que vai acontecer o quê? Porque todas as guerras da humanidade, a gente justifica de vários jeitos. A gente justifica com religião, a gente justifica com evolução social. Mas todas elas, todas elas são sobre fome. Então, quando a fome começar... É, cara, ela descreve um cenário apocalíptico pra Terra. Ele volta, então, no Fallout. Volta no Fallout. Não, ele não volta, ele não volta. Não, é, não, mas assim, mas a coisa mais importante que faz ele não voltar é que ali ele tem amigos.

Ele não vai ter nada na Terra. Se bater uma solidão, vai buscar o quê? Uma pedrinha lá.

Não, mas... Mas, cara, ele ia morrer, cara. E ele virou professor. É lindo. Ele começa falando sobre som para as crianças e termina falando sobre luz para as pedras. Que coisa linda. E sobre relatividade. É foda demais, cara. Puta que pariu. Eu vou chorar. Pedra. Quero pedras.

Agora é engraçado a gente falar disso, das tensões políticas, né, geopolíticas e tal, porque uma das coisas mais difíceis de fazer na produção do filme não foram os efeitos, os cenários, o rocket, o puppet, foi aprovar as bandeiras do pet da missão. Como é que é? Tem aquele pet, né, da missão. Sim. Projeto, é, Missão, é um Hail Mary com a nabezinha, NASA. É sempre um sim.

E aí tem as bandeiras. Tem a União Europeia, Brasil, Estados Unidos, Rússia, China, um monte delas. Cada país tem que aprovar a sua bandeira. É sério? Cada país tem que aprovar a bandeira vizinha. Vou ficar onde? Vou ficar perto da China? Não vou, não. E aí tem que aprovar as cores, proporção, redução. Que pesadinho. Falou que demorou anos.

Sério? Não. Para o mais burocrático, mais difícil. É por isso que a gente vai entrar na extinção, entendeu? Tá vindo um meteoro, a gente tá decidindo com a bandeira que vai do lado do pet. Anos, anos pra acontecer. Cara, então, isso é uma coisa que a Strath, ele explica, ela tem que pisar no pé de todo mundo, ela não é uma porra nenhuma. Assim, é isso que a gente tem que fazer? Então foda-se, faz, sabe? E aí, por isso que ela é presa. E você nem vê ela no final do livro, né?

Ele sabe que deu certo porque depois de 16 anos que ele tá lá, eles informam ele que o sol, eles conseguiram ver que o nosso sol recuperou a luminescência. Aí ele tem paz, ele chega à conclusão que a missão foi bem sucedida, que eles conseguiram reverter a parada.

É, porque não teria acontecido isso se o conhecimento não tivesse chegado à Terra. Eles terem criado a coisa necessária pra parar o astrofage e terem agido. E isso ter acontecido e dar pra Luz chegar, a informação, na verdade, chegar até Erid e eles poderem falar pra ele, né? Porque tudo é muito longe. É, porque ele só ia ver 13 anos depois, entendeu? Que o Sol recuperou. É, ele fica tranquilo que ele fica aí, então deu certo.

Cara, isso dá uma esperança. Isso é um perigo, pô. Isso é um perigo. Eu acabei o livro e acabei o filme também pensando assim, brother, eu acho que eu amo a humanidade.

humanidade, pô. A gente tem jeito, Cátia. É, eu fico meio... Mas, cara, como a gente é legal, olha como a gente é legal. Isso é um negócio que eu acho muito foda do Andy Weir. Tem uma entrevista dele que... O entrevistador pergunta, ah, mas você não acha que é muito otimista? Porque, assim, as pessoas falam muito disso e tal, você tem muita esperança na humanidade. Aí ele fala assim, sim, eu tenho. Eu tenho, eu acho que a gente vê as notícias e as notícias, elas estão... Estão...

falando coisas horríveis e tudo mais. Mas eu acho que elas estão ali justamente porque elas são fora da curva. É porque elas são fora da curva que elas são dignas de serem noticiadas. Eu acho que, no geral, nós somos bons. Mas, ó, acabei de abrir um portal de notícia aqui. Haja curva fora, hein? É, então. Mas é que tem muito portal de notícia, né? E a notícia de desespero vende, né, cara? Então é isso, né? Nós somos brasileiros, Gaveta.

Então, enquanto todo mundo está pesquisando no Google, o Brasil está buscando o Big Brother. Exatamente.

O Brasil é fora da curva pra caralho. É, exatamente. Não é à toa que é o povo mais feliz aí. O rock tem que vir pra cá. Nossa, o rock no Brasil, pô. A gente ia fazer miséria, miséria. A primeira coisa é jogar bola com ele. A memória fotográfica dele, caraca, ele ia se arrepender muito. Eu acho que o Brasil tem que ir pra Iridia. Eu acho que o Brasil é que tem que ir pra lá. Não, não, não. Tá tudo certo lá, Carlos. A gente vai acabar rapidinho lá. Vai botar trânsito, não? Trânsito.

Deixa ele vir pra cá. É, ele vira influencer. Ficam esses influenciadores que falam bem do Brasil. Os gringos que vêm pra cá e ficam fascinados. Você não sabe como que é que você tá falando. Não. Eu sou feito de mármore. Você é feito de quê? Cascalho? Isso que é lá. Ah, paraleza. Tá maluco? Ia ser isso mesmo, galera. Ah!

Eu vou trazer um tópico aqui que vai ser de interesse de todos, acho que talvez mais do Alexandre do Gaveta, que é a trilha sonora. Teve gente que ficou comparando, ah, Interestelar é melhor, esse filme é melhor. E eu não acho, eu não comparo isso. Mas eu tenho uma coisa que eu fiquei pensando bastante, que é, uma parada notória do Interestelar é a trilha sonora. Ela é fascinante, é incrível. Você escuta qualquer música do Interestelar, você lembra da cena.

Você tá lá. Eu vi o filme duas vezes, né? Eu vi... Em uma semana eu vi... Eu fui a primeira vez, não tinha lido o livro, eu adorei, e aí eu fui ver de novo. E eu acho que a música, ela podia ter deixado o filme mais marcante em alguns momentos. Por exemplo, vou dar um exemplo bem significativo, que é a cena justamente que eles vão pescar lá a moeba na atmosfera. Eu acho que se tivesse uma musicona, Hans Zimmer, da vida, sabe qual é? Esse momento teria crescido muito.

Sabe? Então eu queria ouvir de vocês que vocês acharam. Porque eu ficava... Nessa hora eu não conseguia não pensar em Interestelar e nas músicas fodas do Interestelar, sabe? Ela até tem uma música grandona que toca, só que falta uma coisa nela que é uma vantagem do John Williams e do Hans Zimmer. Eles são excelentes criadores de temas. Então eles produzem temas, ou le motif que seja, né?

Esses dois, eles criam temas e esses temas são recorrentes no filme. Então você vai vendo a evolução desse tema quando chega nesse momento que explode. O tema do Interestelar, por exemplo, ele não toca só no momento específico. O tempo inteiro você tem variações desse tema ao longo do filme. E aí quando chega no momento do auge, ele explode. Então você não é só uma música bonita, você reconhece ela.

Evoca todos os sentimentos que você teve até ali, né? É, ela é tipo uma memória dentro do próprio filme. Você encara ela como um tema, você decora ela, você pode até cantar ela. Eu não senti isso. Não sei se ele não fez uma frase, um le motif, ou se fez, ela não é chiclete o suficiente pra ficar na tua cabeça, sabe? E isso daí é pra poucos, tá? É o que todo músico quer, é fazer uma música que fique na sua cabeça. Eu acho que esse é um dos grandes vantagens de Hans Zimmer, Alan Silvestre, John Williams, esse tipo de coisa.

Ludwig Gorenson agora, né? É, também. Essa parte, a musical, e todo mundo no mesmo lugar, que é do Spider-Verse, né? A Amy Pascal é a produtora do filme, então ela trouxe os diretores, e o Daniel Pemberton, ele... Eu vou te dizer, eu concordo, mas eu não quero tirar o mérito do cara, não tem um tema super...

mas porque ele trouxe muita coisa de percussão de todos os tipos, porque ele queria trazer essa identidade mais Rocky. Então tem muita coisa de percussão, de vários sons diferentes, que eu acho que funciona muito bem, apesar do tema não marcar muito, mesmo porque o Rocky, se ele foi fazer o leitmotiv do Rocky mais na percussão, naqueles... Vocês estão ouvindo aí. Não tem muita musicalidade nisso, apesar da fala do Rocky ser completamente musical, né? O Andy Weir fala que a gente fala em um tom só, né? É...

A gente fala uma coisa de cada vez. Depende, que isso? Se eu for uma Bahia... Não, não, não, eu quero dizer o seguinte. A gente só consegue falar uma coisa de cada vez. Ah, tá, ok. Mais uma vez, a biologia, o Rocky fala que nem baleias, né? Ele não respira oxigênio nem amônia. Ele usa amônia pra regular a temperatura, etc e tal, né? Nem a respiração. Então, ele faz os sons internamente, passando de um lado pro outro a amônia que ele respira, né?

Entre aspas, nas cordas vocais dele. Que é como as baleias fazem, porque a baleia canta de barra d'água, não sai muito de bolha.

Então como é que é? Ela abaleia o mamífero. Ela respira oxigênio. Tem ar lá dentro. Então ela faz movimentos com ar rotativos dentro dela. E ela produz aquele som. Então é assim que o Rocky fala. Só que o Rocky fala até cinco notas ao mesmo tempo. Ele faz acordes.

Então ele fala que os eridianos têm uma densidade vocal até seis vezes maior do que os humanos, no sentido que os eridianos podem estar conversando sobre dois assuntos ou três assuntos ao mesmo tempo, simultaneamente, entendeu? É muito foda. Essas coisas não tem como filmar. É jantar de Natal. É um jantar de Natal. Então a gente também consegue. Mas eu acredito que você consegue entender todas as conversas ao mesmo tempo. Não, não consegue entender nenhuma. Aí é difícil, é difícil.

Aliás, o Rocky, ele enxerga... Eles tentaram fazer aquela visão de ecologização parecida com o do Demolidor do Ben Affleck, sabe? Pra gente ver como ele enxerga. Parece aquele brinquedo de criança que a gente desenhava na parede da cena. O traço mágico, né? Exato. Isso. Mas acho assim, é mais impressionante porque o Rocky só enxerga através das paredes por causa... Essa cena é muito mane...

Ele tá fazendo o log, né? O diário de viagem, o diário de bordo, né? E ele vai falando baixinho. Puta, é muito engraçado, muito bom. Ele vai cada vez mais baixinho e eu tô escutando. Mas assim, não é só dele enxergar através das paredes por causa da ecolocalização. Ele enxerga 360 graus simultaneamente. A gente não consegue imaginar o que é isso. A gente só enxerga em um ponto focal. E é muito maneiro essas diferenças, que pra ele, a gente enxerga a luz, coisa que ele não vê. Mas ele vê muito melhor.

que a gente. Pelo menos nos ao redores dele, né? É muito maneira essa parada. Mas voltando na música, o Daniel ele traz uma música foda, que é a música do filme, que é essa cena onde eles vão lá na Petrova Line e você vê os pontinhos infravermelhos e tal.

Essa música aqui é linda, é um coral, é emocionante. E outro ponto forte da música é que é a cena mais emocionante do livro pra mim e que me fez chorar no livro e lacrimejar no cinema. Que quando... É a cena besteira que eu nunca achei que ia chorar. Quando ele descobre que ele vai pra casa. Quando o Rocky fala, quando quiser nada. Ah não, eu te dou. I give you. Eu volto seis anos mais devagar pra casa, tá tudo certo.

E aí ele começa a chorar porque ele vê que ele vai viver, sabe? Tipo assim, isso... Eu acho que isso fala com a nossa esperança. Tipo assim, mesmo quando... Ele fala assim, ó, eu já fiz paz com o fato de que eu vou morrer. Aí quando ele começa a chorar, ele fala assim, ó, amor, você não fez paz? Não, não, isso é um negócio só que a gente fala. Na verdade, a gente não tinha feito porra nenhuma de paz. Eu tô feliz que eu vou sobreviver.

É muito foda. E a música... Eu acho que esses são os dois momentos de ouro da música. Mas eu concordo com vocês que o resto ficou meio... Falta um pouco desses temas, entendeu? Eu não sei. Não marcou tanto.

Eu não acho que pra mim falta. Eu não queria falar mal dessa trilha, porque eu gostei da trilha. É uma trilha muito foda. É, não, é, é injusto falar assim que faltou. O que eu acho, qual é a diferença, é o seguinte. Por exemplo, comparando com o Hans Zimmer ou com o John Williams. Eu sinto que o John Williams, ele é muito mais autoral. E esse cara é muito mais funcional. Ele faz uma trilha que o filme precisa, sabe assim?

Eu acho que ele é mais experimental também, né? Ele usa várias coisas que não estão lá e tal, mas talvez não fique tão na cabeça. Mas então, tu vê que ele tá trabalhando pro filme. Cara, o que essa cena precisa? Ela precisa de um brilho, de coisa, de não sei o que lá. O John Williams, pra mim, ele é um cara muito autoral. A música dele funciona até fora do filme. Com certeza. Sim.

Esse cara, não é que assim, eu não sinto que ele é um autor, cara, eu pensei numa música, não, o que o filme precisa, eu vou entregar o que o filme precisa. Então ele, pra mim, é muito mais funcional, mas eu gostei muito também, eu achei que ele funcionou bem. Você não vai lembrar dela, porque ela não tem esse fator autoral. Calma, se você ver a cena da Petrova Line de novo com a música, você vai, ela marca... É só ouvir uma vez esse filme. É só treinar o seu algoritmo que ela vai aparecer toda hora no teu Instagram.

Então eu vou botar aqui. Não, eu gostei bastante. Eu gostei bastante da trilha sonora. Eu acho que todas as vezes que você se emociona, quando o rock tá ali entre a vida e a morte e volta, sabe assim? Nossa, nem me fala. Essa cena é desesperadora. Tem filmes que marcam a gente. A gente tá falando de Interestelar. Quer ver aqui outro? Que eu não lembro de um tema, mas a trilha também é funcional e mexeu comigo? Gravidade. Ah, não, é incrível. Puta que...

Pariu. Cara, quando ela tá voltando, que ela tá caindo e a música sobe, eu chorando que nem um louco, aquilo ali, eu não lembro exatamente do tema, mas, caraca, me pegou, me fez chorar e eu não esqueço disso. Eu só lembro do momento, assim. Eu sei que é um momento musical mágico, não lembro como é que era o tema, mas eu lembro que era mágico. Eu senti a mesma coisa que esse filme.

Eu acho que esse filme tem um outro fator também, que é diferente do Interestelar. Ele tem músicas na trilha sonora, né? Sim, sim. Músicas cantadas, né? Famosas. Famosas e tal, reconhecíveis. Então, em vários momentos, em vez de entrar o tema ou o motif, tá entrando uma música pra ilustrar. E é interessante porque são várias músicas diferentes, de culturas diferentes do planeta, né? Sim. Tem música de Maori. Tem música de Beatles.

spending someone's modern hair styles hair styles porra

Aliás, você estava falando, Gaveta, que é essa cena quando eles vão pescar lá com as tal Meebas, né? Essa cena no livro eu achei muito mais tensa. Sabe por quê? Eu acho que é por causa da preparação. Eles ficam semanas, os dois, fazendo aquela maldita corrente. Ele está querendo se matar, já. Está pensando, hein? Porque cada astronauta escolheu como ia se matar. No início eles falam assim, a russa queria uma...

Infeição letal com LSD, né? Com heroína. Ela queria heroína, mas ela fala que ela queria ter a viagem de heroína antes de morrer. Falei assim, deixa rolar, faz um negócio pra que eu tenha uma viagem super foda, e aí depois eu morro. E aí tinha um cara que queria uma arma, que queria levar uma arma, etc. E aí ele tava tipo assim, ele já tá pensando, meu Deus, eu vou me matar se eu fizer mais um elo dessa coca.

Tem várias opções aqui. E aí, quando começa, cara, é uma coisa alucinante. Você lembra que a nave, ela vai inclinada, ela vai descendo no planeta, só que ela tá inclinada e atrás dela tem uma pada de fogo, assim? Maluco, ele explica por que ela tá assim no livro, sabe?

E eles fazem toda uma... Eles usam as Beatles pra manobrar isso, sabe? As navezinhas e tal. E aquela merda, aquele fogo lá atrás, era o Spin Drive gritando. Eles não podiam ir devagar demais, porque senão eles iam cair no planeta. E não podiam ir rápido demais, porque senão eles iam acabar queimando as porras das armas. Tipo assim, a tensão é porque você sabe o que tá em risco. E como é difícil aquilo que eles estão fazendo, sabe? E como pode dar errado de mil formas.

Mas acho que ficou bom no filme, apesar de não ter tudo isso. Acho que a atenção, ela tava lá. É porque não é do mesmo jeito. A gente que lê o livro fica tipo assim, ah, eles colocaram a nave de lado, teve isso, teve aquilo. Tem a corrente e tal. Mas acho que no filme funcionou também perfeitamente. É diferente, funciona diferente.

Apesar de você estar falando que eu que li o livro era muito melhor. Não, não é isso que eu quero dizer. Mas eu que não li o livro, eu estava na pontinha da cadeira. Ai, que bom, que bom. Eu também. Toda essa sequência, eu estava desesperado, assim. Tipo, eles estavam caindo. Depois volta, tem que girar a nave para... Nossa, mãe. Eu estava, cara, sem respirar esse momento. Toda vez que ele fica no espaço, que ele fica solto, você fica em desespero, cara.

Ele vai um milhão de vezes no espaço. É um vazio. O vazio assustador. Gravidade feelings, né, Gaveta? Total, né? É, esse que já amaldiçoou. Agora eu vejo os caras andando no espaço e fico desesperado. Tu sabe aquela cena que ele pula pra pegar o... Ele sai correndo no hall, fora da nave, né? Com aquela corda. Aí ele pula pra pegar o cilindro. Sim. Eles filmaram isso com ele pulando mesmo. Ele tava com cabos. Isso. Aí ele falou, né? Eu odeio cabos, né? Amaldito seja quem inventou os cabos. É, sabe?

eles quiseram que ele pegasse o negócio, não quiseram, ah faz em computação gráfica eu pegando o negócio não e eles fizeram um milhão de vezes, até ele não aguentar mais, mas assim, a cena que tá é a cena que ele conseguiu pegar e foi tão foda, o pulo dele e tal, não sei o que, ele

você viu o Ben Koffer eles gritando, comemorando, puta que pariu e a cena que tá no filme, sabe pra mim isso é mérito da produção, como o Azaghal falou, sabe, de fazer as coisas serem sentidas pelos atores pelos personagens, né. Outra coisa que ele tava contando, o Ryan Reynolds Ryan Gosling o Ryan Gosling é que ele filmou 100 dias sozinho no set, né, dentro da nave 100 puppets ainda, só na 100 dias? Foi o que ele falou 100 dias? É muita coisa, isso não é possível é uma coisa, isso não é possível.

É, todas aquelas cenas dele acordando, ele fazendo os cálculos. Sozinho, 70 pessoas atrás da câmera, né? Não, não, mas ele diz que dentro, parece que dentro do cenário não tinha ninguém, era só ele. O câmera operado remotamente. É porque o espaço é muito contido. Tem um vídeo de um cara mostrando como é que o site funciona e é bizarro, assim. É realmente muito contido. Eu entendo ele se sentir sozinho, ele faz sentido mesmo. Eu entendo, mas, gente, a gente tá pós-pandemia. Eu tô aqui sozinho na gaveta firme já há um tempo bom, já.

Aliás, esse cenário interno de nave é um dos mais bonitos que eu já vi. É muito maneiro o cenário, cara. Que nave forte. Tudo, tudo. Tudo é lindo. O uniforme vermelho, que pra mim é uma clara homenagem a 2001. Não sei se é pra mim. Total, total. Total, 2001 tá no filme inteiro. Nossa, achei lindo. Achei lindo. A roupa, tudo. Achei muito irado. Design de produção todo desse filme, né? Vale uma indicaçãozinha, Oscar? Vale. Uma indicaçãozinha? Eu acho que remerece várias.

Você acha que vai receber várias? Merece todas, merece. Técnico todas, com certeza. Oscar técnico todos, porque é incrível. Eu acho que o Ryan Gosling merece levar uma indicação de melhor. Não sei se vai ter um melhor ator até o final do ano. Vamos ver, tem muita coisa a acontecer aí, né? É, mas merece. Mas porra, cara, é um filmaço, sabe? É um filmaço, cara, é um clássico. Clássico instantâneo. É clássico instantâneo, concordo com vocês.

A fotografia, cara, e não tem tela verde, nem tela azul. Aquela cena dele com a Petrova Enclosa e com as luzinhas, porra, aquilo é uma fotografia inacreditável, cara. Não, é maravilhoso. Aquilo é lindo demais. Não, e o Planeta Age também. Porra, cara. Tudo é maravilhoso, né? É fácil de você falar assim, ah, é um filme de espaço de nave que você fica com o título. Não, mas o filme vai te mostrar as palavras inacreditáveis. Ah, foda demais.

E, aliás, puta que pariu, quando explodiu o laboratório, você vê a luz e só depois que vem o sol. Obrigado, Andy! Obrigado, você inaugurou uma nova era em Hollywood. Por favor, só façam filmes assim, o sol chega depois. A gente não se importa do realismo, de que não é ao mesmo tempo. É lindo quando vem, cara, quando eu vi aquela explosão em silêncio. E as cenas de espaço também. Assustador.

Silêncio total. É muito foda isso. Você, cara, no meu cinema, não ouvia a respiração das pessoas. Silêncio total. Lindo, lindo, lindo, lindo demais. Essas coisas cientificamente acuradas.

Tinha um time de cientista lá pra manter tudo cientificamente acurado, mas erraram. Erraram. É, teve muita coisa que a galera implicou. A centrífuga foi um negócio que todo mundo falou, cara. É, a centrífuga... Por quê? Por quê? É que quando você vai colocar uma coisa em uma centrífuga, você quer deixar ela perfeitamente equilibrada, né? Então você coloca, tipo, a substância de um dos lados e você tem que colocar exatamente oposto a ele o mesmo volume.

Pra que quando ela centrifugue, tipo, seja mínimo o problema da centrífuga, né? Tem uma cena que deve ter sido gravada depois de tudo, né?

Porque é tipo uma mãozinha colocando as coisas na centrífuga e ele coloca dois tubinhos assim, um do lado do outro. Aí a galera ficou, gente! Ah, isso com certeza é a unidade 2 que filma esses close-ups, essas coisas. Pô, mano, tinha um estagiário de cientista pra falar, ô, esse dia não tinha. Isso aqui é o básico. Isso é ciência um a um. É, tivesse uma pessoa de laboratório de exame de sangue, pô. A pessoa tinha ditado, isso aqui é loucura, tá? Pois é, faltou isso, faltou isso. Mas a gente perdoa.

É muito doido, como isso é uma besteira, a galera vai atrás das coisas que é pra você ver como o filme é perfeito, porque o problema é a centrífuga. Incrível. Exato. Tem a pedra falando. Tem a pedra falando. Exato. O benchmark é altíssimo, Catiúcha. Por isso que um deslize bobo desse se ressalta, né? A gente fica querendo a mesma autoridade científica em todos os micro detalhes.

Não tem jeito. É, mas eu acho que, tipo, quando você sabe muito de alguma coisa, assim, não necessariamente muito, porque esse negócio tá centrífugo, eu acho que é um pouco mais básico do que o resto. É normal você ficar vendo defeito, né? É igual a gente que, ah, li o livro, aí vou assistir o filme, e diz assim, isso aqui não tá igual. Isso aqui não tá... Tipo, você automaticamente vira um saco, né?

Mas é porque ele era microbiologista, né? Então eu pensava que isso é a parada que a única coisa que ele não ia errar era isso. É, mas eu fiquei assim, eu tava assistindo o filme e aí eu ficava... Acho que o Rocky não deveria ter falado desse jeito. Essa palavra é muito complexa pra eles terem conseguido chegar nisso aqui. Mas dava pra colocar isso em outro tipo de linguagem, sabe? Só que eu nem sou linguista, cara. Eu sou apenas uma chata.

Ensinar linguagem pro rock, a primeira coisa que a gente ensina é palavrão, né? É, exato, né? Eu lembro que uma vez lá no condomínio que eu morava era isso, cara. Chegou uma australiana lá, cara. Era a primeira coisa. Era, vai tomar no cu, filha da puta. Era só isso, assim. A galera fica empolgada pra ensinar palavrão, hein? Eu não sei como explicar esse comportamento humano. E, cara, é por isso que o Fist My Bump...

É maravilhoso. É uma parada. É muito bom. E é direto do livro também, o Fist My Bump. Que coisa maravilhosa essas coisas perdidas na tradução. Mas aí que o Ryan Gosling domina, sabe? A reação dele é tudo. Cara, não podia ser outra pessoa que não o Ryan Gosling. É bizarro. Você vê as entrevistas dele, cara. Ele fica sério e é engraçado ele ser sério. Porque o tipo de humor... O Grace, ele tem um tipo de humor que se a pessoa tentar muito, vai ser só tosco e meio antipático, entendeu? Mas ele não. Ele ficou aquela cara assim que a pessoa fala absurdo dele. Não.

É isso não. É muito bom. Ele é muito carismático. Cara, como ele é carismático? Difícil uma pessoa carregar um filme desse jeito. Carismático. Gostoso. Gostoso. E carismático. Perfeito. Quando a gente saiu do cinema, eu falei pra Piccolo assim, você sabe que esse astronauta do filme é o Ken do filme da Boba? Aí, ooooh! O que você sabe aqui? It is Time Go. Grace Rocky Save Stars.

O Andy Weir falou que estava com vontade de escrever uma continuação. Ah, agora a pressão é grande. Ele disse que estava escrevendo um outro livro, Stand Alone, que não tem nada a ver com esse. É, porque ele falou isso, eu vi ele falar isso numa entrevista. Eu fiquei pensando, será que é só uma empolgação dele, né? De, ah, está fazendo muito sucesso e tal. Pode ser.

Porque que história? Que história que vai contar? Tudo bem, tem histórias, né? Esses 20 e poucos anos de Terra, né? Mas assim, vai ser uma história só desgraça da Terra? Só desgraça, sabe? Talvez a história dele tendo que voltar pra Terra por algum motivo, trazer alguma coisa, acho que do pessoal.

personagem, né? Qual a perspectiva de quem ficou aqui? É ele e o Rocky, né? Não vai ter um spin-off para mostrar o que é a condição da Terra que é todo mundo se fudendo. Qualquer continuação é ele e o Rocky são o centro da parada. Ele ficando louco porque no livro ele mora num quartinho, não é isso? No livro ele não tem uma praia, é uma casa só, exatamente. Ele ficando louco, né? Esfolando o pau em pedra. É isso. Fomenta as próprias coxas.

Vai ser ele e o Rocky vindo para a Terra para as férias em Palm Springs. Para as férias no Rio de Janeiro.

Cara, é professor, ele tem o que se ocupar. Tá aprendendo o Gíria Nova, o 6x7.

Bota a peruca na pedra. É isso, cara. É isso, cara. Tama de carmelita e é isso. Inclusive, tem a lá Mari Eugênia, né? Na nave, né? Olha o Big Brother. Que Mari Eugênia. Olha aí, Big Brother. Olha aí. Boneca do Bambam. É, ele tem uma bonequinha que ele fica dançando lá de vassoura que ele fez de esfregão. Pô, você tá Big Brother de bom. O cara foi lembrado a Mari Eugênia do Big Brother. Porra, quando ele tava dançando com os esfregão, na hora, eu falei, Mari Eugênia. Big Brother core.

Só os brasileiros pegaram. Mas eu fiquei perguntando mesmo que história que ele poderia contar e eu não vejo muito sentido, sabe? Acho que vai ser uma história paralela, de repente, no mesmo universo, no máximo. Ah, cara, mas não é com a graça. A gente quer ver o Rocky. As pessoas querem ver o Rocky e ele. É isso. Não existe outro filme nesse universo que não tem os dois. Ah, mas aí dá pra fazer. O Perdido e Marte é outra história.

Não, existe uma história que eles podem fazer que, assim, o Grace e o Rocky, eles têm empolgação, espírito aventureiro o suficiente pra entender que o Astrofage tá em outros sistemas. Se tem vida em Erid e tem vida na Terra, quer dizer que pode ter em outros sistemas. E eles saem em busca de outras vidas, outras coisas pra se levar do Astrofage. Salvar outra estrela, será? É o que eles deixam engatilhado lá. Eu espero que ele não faça nenhuma continuação, tá? Acho que ficou per...

Uma outra história possível é o Rocky vir pra Terra, mas aí é um filme de terror, né? Não, pelo amor de Deus, me lembrou Planeta do Macaco 3. Vai ser Alf, vai ser o final de Alf de novo, né? O Rocky não pode conhecer a Terra, infelizmente, porque ele só vai se decepcionar.

É, não, é uma história sendalone, cara. Ela tem começo e meio fim. Não sei o que seja. Ache uma história que nem o The Last of Us parte 2, que o cara achou uma história que você achava que não precisava ter e de repente, nossa, tá, ele achou uma história que precisava ter sim. Mas a impressão que eu tive é que o The Last of Us, parece que ele teve essa ideia de história desde o início.

É tão amarrado que parece que ele teve essa ideia desde o início. Sabe de onde pode vir essa coatinação? Porque no livro ele fala que tanto o Astrofades quanto os eridianos, as talmibas e toda a vida na Terra são fruto de panspermia.

Panspermia, essa teoria científica aceita de que a vida na Terra pode ter vindo de fora. Porque a gente sabe que os aminoácidos, os building blocks da vida e até organismos super simples, tipo o tardigrado, ele sobrevive no espaço. Então, tipo assim, não é impossível de que a gente tenha sido semeado. Ah, cara, prometeu-os não.

Não, não, não, não, não é Prometheus. É que Prometheus, ele usa a panspermia, que é uma teoria científica válida, que a gente nunca conseguiu provar, ao contrário, de que a vida é impossível ela sobreviver. Não, é possível, dá pra ter vindo de fora, sim. Star Trek também é uma panspermia galáctica, né, Carlos? É a desculpa que eles deram pra a maioria dos alienígenas serem humanoides.

É um episódio esquecido. Exato. Mas aí ele entra nessa ideia de que ele fazia como o Astrofade só está afetando as estrelas locais. E eles descobrem que o Astrofade nasceu em Talcete. Por quê? Em Talcete tinha um ecossistema de predadores. A Talmeba, ela mantinha o ecossistema equilibrado. É o que acontece que eles descobrem que o Astrofade tem energia suficiente para viajar até oito anos de luz. Se ele não encontrar outra estrela, ele morre.

no espaço. Então, o que acontece? Ele tem uma limitação até pra expansão dele, né? Pra infecção de outras estrelas, né? É, não é só a estrela, né? Ele tem que achar uma estrela e achar um planeta similar a Vênus pra que ele possa reproduzir. Gás carbônico pra ele se reproduzir. Então, ele diz que, tipo assim, mais uma vez, o Andy Weir tentando ser o máximo científico...

possível. Pra gente poder compreender que o astrofase é uma célula, tem mitocôndria, etc, ele teve que dizer ó, elas vieram do mesmo ancestral. Por isso que eu me permito usar mecânicas biológicas que nós temos na Terra pra esses seres alienígenas, entendeu? Então ele inventou que eles descobrem que todos somos frutos de uma panspermia. Todos vieram do mesmo ancestral. Então isso pode ser base de uma nova história com eles. Eu espero que não, meu Deus. Talvez, espero que não.

Eu entendo que o Andy Weir fala Ai, porque eu sou muito ruim em fazer personagem. Respeitosamente, discordo. Pois é, o Rocky e o Grey são incríveis. E acho que a alma são os personagens. Cara, eu quero um livro novo dele. Eu quero uma nova coisa de tipo assim Ai, cara, como esse personagem é engraçadinho. Ai, como sim, esse é legal. Ai, como é bom viver. Ai, que espírito explorador. É isso que eu quero.

Mas ele falou que vai ser uma continuação? Ele não sabe. Ele especulou isso. Mas eu me perdi aqui nos meus pensamentos sobre uma música Predador de Astrofade. Levanta a mão pro alto. Predador de Astrofade. Eu nem sei que música é essa. Qual é a referência original? Porque eu tô pensando em Predador de Perereca. E aí... Levanta a mão pro alto. Só quem gosta de carbono. Predador de Perereca é ótimo. Me perdi nos meus pensamentos.

CO2 é igual a sexo pra AstroFage, é isso? Toda vez que você inspira um AstroFage fica excitado Caraca, que desgraça Dorme com esse pensamento It is TimeGo Grace Rocky Save Stars

Eu felizmente fui ver esse filme no cinema, né? Porque eu fui ver o filme lá do Divirta-se, não sei o que lá no Morra, vi na TV de casa. Ainda bem, na verdade, né? Não é maneiro? Não, mas... Sério? Porra! Ah, eu tava com uma esperança com esse filme, cara. Ah, desculpa. Desculpa, já vi... É ok. Qual o nome dele? Sam Rockwell.

Sam Rocker. Isso, Sam Rocker. Eu esperava mais do filme, porque eu fiquei com a minha cabeça, fiquei com 12 macacos, né? É, esse filme parece ser legal. Esse eu fui ver no cinema, né? Eu vi muita gente começar a falar e tal. A gente viu tardiamente, na verdade, né? Porque ele já tá há algum tempo no cinema, já tá meio que saindo. Então a gente ter visto junto com o Artemis foi uma cagada da gente ter se atrasado no final das contas. É verdade.

Mas eu fiquei feliz. Aí eu fiquei procurando que eu gosto de ver ou com o melhor som ou com tela grande. A gente sempre fala isso, né? E aí não tinha na... Na verdade, tinha uma sessão numa sala Adobe Atmos, mas era muito tarde. E aí aqui no Disney Springs, que é onde eu... O cinema mais perto da minha casa, tinha uma sessão numa sala 70mm. Eu falei, caralho, que foda! Eu vou ver numa sala 70mm! Mas não é 270, né?

Cara, eu não sei o que era. Era o pior 60mm possível. Porque quando a imagem ficava toda branca, o branco flicava, sabe? Ai, que merda! Sério? Flicava? Aí, quando a tela ficava muito branca, tipo, cenas de dia... Dentro da nave foi tudo ok. Mas as cenas durante o dia e tal, começava a dar aquela... Sabe? Do branco flicar. E eu, caralho, que merda é essa? Não sei...

Mas depois do filme foi e isso deixou de ser um problema. Mas, cara, o filme é tão legal que tem esses momentos de todo mundo rir junto no cinema. Quando tem os alívio cômicos e tal. Você sabe do cinema? E eu saí feliz. Saí, puta, que filme legal. Eu fui com o André e a gente saiu comentando e tal. E a gente sempre vai ao cinema aqui meio preocupado, né? Por quê? Porque não tem legenda. Eu fui ver oito odiados aqui. Eu odiei o filme porque eu não entendi nada. Não entendi.

Parecia que eles estavam falando alienígena. Porque era inglês antigo também. Não, parecia que eu estava vendo um filme do Bad Bunny. Eu não entendia nada que era de isso. Puta que pariu. E esse filme, ele é bem compreensível. Sem legenda. Você consegue entender tudo que está rolando, mesmo com conceitos científicos e tal. Mas ele é bem explicado. Ele é um filme que ele não fecha, né? Ele abre. Ele é para todo mundo poder ver e curtir.

Então, pô, eu achei uma experiência. Tanto que eu falei, caraca, eu quero ver de novo. Eu quero ver de novo, tá?

Esse roteirista, ele é muito bom, porque ele sabe cortar as paradas que vão fazer o filme ficar chato pra certo tipo de público. E ele sabe abrir. Então esse filme é um filme cabeçudo, de um autor que é um autor que tá ainda começando a carreira, mas ele tá indo pra um hard sci-fi pra caralho. E um filme que tá fazendo dinheiro pra casa. Não é um filme de festival, conceitual, cacete, sabe? Ad Astra, essas porras.

Um filme que funciona pra adulto, pra criança, pra quem gosta de ficção científica, pra quem não gosta. Gente, um filme de ficção científica que é tão humano, entendeu? É tão humano. Não, as pessoas pegam. Eu vi com a minha filha. Minha filha com 16 anos. Viu, entendeu, gostou. Pois é, fica com 11. Adorou.

Cara, você sai feliz, você sai feliz. Eu saí do cinema assim, tipo, eu olhei ao meu redor. Porque tem algumas coisas, cara, que elas são fodas, né? Que tem a ver até com Artemis, né? Porque, cara, quando você vê a Terra de longe, você tem um sentimento muito universal, muito humano, muito específico. Que é tipo assim, caraca, todo mundo tá lá. Aí quando tá a transmissão da Artemis, aí você... A gente tá ali. Todo mundo que eu já conheci na minha vida tá ali, entendeu?

Você viu o selfie com a cápsula, a lua e a terra? Nossa, cara, foi lindo. É um negócio lindo. É muito massa você se enxergar nessa coisa. E mais do que isso, né? Enxergar a humanidade como plural. E aí você sai desse filme. Porque, na verdade, a mensagem desse filme é essa, né? Tipo, todo mundo busca companhia porque a gente busca pertencimento. Porque a gente busca conexão. E aí, tipo, quando o Grace pensa em voltar pra terra, ele pensa em voltar pro canto que ele pertence.

Mas, na verdade, o canto que ele pertence é a relação de amizade que ele construiu ali com o Rocky.

entendeu? Perfeito. Ali é a casa dele. É, e aí acaba o filme. Você olha ao seu redor no cinema e você pensa, todo mundo que tá aqui viveu também essa experiência. Todo mundo gostou, todo mundo tá saindo feliz. Nos créditos desse filme, não sei se vocês viram isso. Todas as imagens que aparecem nos créditos, elas foram tiradas por um astrônomo amador.

É, foda demais, né? Que ele tira, ele passou centenas de horas tirando aquelas fotos e tal, e eles pegaram as fotos desse cara e colocaram ali, porque é esse espírito explorador do ser humano que faz a gente ser tão incrível, sabe? É uma coisa, é olhar pra cima e pensar, como será que deve ser lá? E construir um jeito de chegar até lá, e conseguir se unir pra fazer o impossível acontecer, é uma coisa que une a gente com os heridianos, né?

Exato, por isso que eu amo de paixão A frase simples Que é Rocky Grace Save Stars Essa frase Ela vende, a ideia Caralho, me arrepiei todo aqui Os poros estão tudo pra fora aqui Não gostei de imaginar isso

Cada um tem o astrofeio que merece. É que nem vê o Rocky comendo, né? Mas eu quero dizer o seguinte. O que esse filme mostra de duas formas é como a ciência, primeiro, ela fala sobre ciência no sentido que a ciência é uma atividade compartilhada. Cientistas não querem que você não saiba de alguma coisa. Sabe esses vídeos conspiratórios?

Isso que os cientistas não querem. Os cientistas querem que você saiba de tudo. Os cientistas querem. Eles lutam, vivem e morrem para dizer para vocês coisas fodas de ciência, para que as pessoas compartilhem da melhor forma possível a realidade objetiva. Nós temos realidades subjetivas que não compartilhamos.

fulano não acredita em um Deus, fulano não acredita em outro Deus, tem cultura X, tem cultura Y e tal. Mas a realidade objetiva, nós compartilhamos, a realidade material, as necessidades materiais da humanidade, do indivíduo e do coletivo, são compartilháveis quando a gente entra no campo da ciência, porque a ciência é objetiva. Então, esse filme e as histórias do Andy, em geral, mostram como que a ciência, por definição, é uma atividade de união da humanidade.

sim, e de conhecimentos diferentes porque eu acho que essa é outra coisa muito forte que precisa ser falado hoje em dia, de como o diferente pode ser enxergado de um jeito negativo, mas se você der a oportunidade de partir de um ponto de empatia, o diferente te completa e te faz melhor

é toda a história da relação dele com o Rocky. Eles são absolutamente diferentes, tem culturas diferentes, tem escadas evolucionárias diferentes. Não podem nem estar no mesmo ambiente. Não podem estar no mesmo ambiente, exato. Que tem cenas muito bonitas, quando o Rocky vai salvar o Grace do giro gravitacional, etc. É a cena bonita no filme e no livro, porque no filme você vê ele quebrando a esfera protetora dele e etc. Sabe que ele vai se fuder pra caralho, porque no livro ele fala que, como ele é muito quente, quando ele entra em contato com o oxigênio, ele começa a pegar fogo.

É tanto que no filme você vê algumas paradas queimadas no chão. Não, no corpo dele, né? Ele tá meio derretido, a pedra tá meio... Quando ele encosta no Gracie, ele queima o Gracie, ele fica com cicatriz de queimadura pra sempre. Isso, aparece no filme, inclusive. É, exato. E já no livro, você não vê ele arrebentando, porque ele é descrito em primeira pessoa, né? O Gracie não pode narrar o negócio enquanto ele tá inconsciente, né?

Ele tá narrando a história toda, entendeu? Então, ele narra que ele tá quase inconsciente, e ele sente um cheiro de amônia absurdo, que é cheiro de xixi. Que é o xixi que é de xixi.

Morrer nessa vergonha, né? Morreu todo mijado. Ele sente o cheiro de misto. E aí quando você tá lendo, você fala assim, meu Deus, Amônia, o Rocky saiu da parada dele. Ele rompeu o negócio, né? Tanto que quando ele abre, no filme ele abre aquele cilindro, quando ele tá indo... Essa série é muito engraçada, cara.

ele abre não ele cheira ele sente o fedor ele tô maluco eu tô abrindo cheirando um negócio alienígena maluco era amônia né porque essa atmosfera do planeta dele mas eu achei engraçado que tipo assim eu fui impactado de formas diferentes duas vezes uma que quando você vê ele dando um soquinho você não e quando você lê e você sente o cheiro da amônia você não

Você tem o mesmo sentimento por forma diferente. Esse tipo de experiência é incrível. E pra mim é mérito da adaptação. Ele não podia passar pra gente o cheiro de mijo no cinema. A gente não vai sentir nada. Apesar do John Waters ter tentado, né? Quem? Tem um filme de John Waters que você... Eu vi esse filme no Rio, no festival do Rio, olha aí. Que você tinha que raspar o negócio e cheirar. O Dorama era o negócio. O Dorama. Uma cartela com vários negócios pra raspar.

E aí em determinados momentos do filme aparecia um número na tela. E aí você raspava e cheirava. Caralho. É claro que tinha merda no filme, né? Ah!

Ah, não. Tinha um negócio de cocô? Tinha, tinha. Ai, que nojo! Tinha, claro que não tinha. Nesse daí vai ter, sei lá, pedra mijada, né? Pedras quentes mijadas. O cara acabou de escrever o The Rock malhando, né? Meu Deus, cara. What's that smell? The Rock is cooking.

E o filme foi super bem, né? Assim, ainda tá indo, né? Mas fez 400 milhões já. Mais de 400 milhões. E aqui, que já tava saindo de cartaz, eles já anunciaram que vai voltar pros IMAX. E custou 200 milhões. E é um filme da Prime Video, né? Caraca, não foi um filme barato não, mano. Porra. Cinco anos de trabalho, só os sets de filmagem, a quantidade de gente envolvida. Puta merda. É, muita coisa prática. Ele foi um filme que foi feito pra envelhecer bem, cara.

Não, mas você vê que o filme custou 200 milhões, é uma aposta que a Prime Video fez, né? A MGM, né? A Prime Video. Que aposta, hein? Mas deu super certo. Se pagou e é maneiro até porque é uma plataforma de streaming, né? Mas apostando em sala de cinema, né? Isso é muito bom. Com essa parada de as pessoas não querem ir ao cinema, as pessoas não gostam de ir ao cinema, não sei o que lá. Porra, as pessoas estão indo ao cinema, o filme.

tá fazendo um puta sucesso. E é um filme longo que você também não sente. Você não sente. Não parece, maluco. Tem quase 2 horas e 40 de filme. Tem 2 horas e 30, é pouco de filme. O corte original tinha mais uma hora. Tinha 3 horas e varada. E eu vi a galera na internet falando assim, gente, vocês têm mais uma hora de filme filmado? Pode entregar pra gente aqui que a gente quer. Eles vão, eles vão lançar, cara, eles vão lançar, não é possível.

Ah, vai sair na Prime Video, com certeza, não é isso? Mas é impressionante que um filme de quase três horas e você não sente. Não sente. Não sente nada. É muito foda. É impressionante. É muito leve, cara. Muito leve. Não, e você vê que o filme é absurdo pelo semana após semana, né? Todo mundo sai falando tão bem que todo mundo vai assistir.

E o filme, ele atinge, eu acho que, o ápice do divertimento. Da sensação de que, tipo, o tempo não passa. Que é o momento que você chega... Toda a parte científica, toda a parte ali do rádio sci-fi, tá ali naquele começo do filme. Você tem coisa depois, mas daí quando você chega no Rocky e nele, o filme, tipo...

vira outra parada, tão leve, o filme vai pra um caminho que você fica, tipo, bem mais aliviado. E tu vai vendo o filme, e aí depois você tem mais a coisa dramática, mais emocional, mas tipo aquele meio ali que é ele e o Rocky aprendendo a se comunicar, interagindo, a vida dos dois. Porra, o filme fica perfeito. E eles ainda tem desafios científicos pra resolver, porque eles tem que entender sobre a tal Merba, que ela é um predador, eles tem que ir lá pescar essa merda, e depois ele tem um vazamento lá que ele tem que voltar, tipo assim, é perrengue o...

O tempo todo. E a gente leva isso, sabe? Tão leve. É um equilíbrio muito sutil, muito delicado de humor e esperança e conflito, drama. Tanto que a gente chora, brother. Cade uma pedra, brother. Tá louco? É. Esse filme, ele é remédio pra cinismo, né?

Exatamente, receita aí Uma sessão de Demoradores de Estrela É cara, tipo eu saí pensando assim Quem são os amigos que eu votei e ainda não conheci E normalmente eu sou tipo Como eu posso não conviver E agora eu tô, sei lá, eles tão em todos os cantos Caraca, quando eu vi o trailer, porque eu vi o trailer Depois do filme né, eu vi o trailer e toca Champagne Supernova do Oasis Nossa, me fez até voltar a gostar um pouquinho De Oasis Nossa

Aí quando fala assim Someday you will find me Aí eu, meu Deus, o tio Grace encontrou o Rocky É incrível, é incrível It is time go Grace Rocky save stars

Parte desse sentimento que a gente tem não é só da amizade do cara com a pedra e tal, não sei o que, que a gente acha engraçado, que é um desafio, que não tem face, não tem, né, tem toda a expressão, assim... Rostos são superestimados. É, pois é, não. Então ele é um conjunto, né, dos Puppeteers, do texto, do ator, né. Eu viveria tranquilamente com um Rocky e um Tars. Tranquilamente. Tranquilamente. Mas aí o Tars é muito... Eu não preciso de menos nada, sério.

Mas aí o Taz, quantos por cento de humor? Ah, regula conforme o dia.

Conforme o dia, você quer falar, conforme o dia. Mas o Rocky, tu não regula, não. O Rocky, tu vai ter que ir comigo. Mas eu falo pouco, então eu sou a companhia perfeita pro Rocky. Ah, boa, é verdade. Mas assim, o legal é que como eles têm essa barreira de tradução, acontece no livro, acontece no filme, que às vezes eles falam o negócio e aí vem o som dele e não tem tradução. Eu preciso de uma nova palavra pra explicar isso. Então, o vocabulário deles ainda é...

muito simples, né? E isso cria um ar de inocência no Rocky, porque, por exemplo, ele quer falar um negócio que é muito bom, só que eles não tiveram tempo de ensinar superlativos, então ele fala good, good, good, ou fala bad, bad, bad, sabe? Amém? Amém? Amém? É muito bom.

Ele repete a palavra que eles conhecem, do vocabulário limitado que eles têm entre eles, pra dar ênfase de que isso é muito bom. E esse tipo de linguagem, que é quase infantil, eu acho que dá esse ar de inocência pro Rocky, né? Que o Rocky, ele é todo bom.

Ele em nenhum momento tem uma discussão de, sabe, de eu não confio em você, de não sei o que. Não, não. É, não. Ele só dá umas cutucadas, leve mau humor. É muito fofo, é muito legal. É, não. É o mau humor do dia a dia. Ele foi muito feliz porque o texto do Rock é muito preservado do livro. Ele é até um pouco mais improvisado e fica um pouco mais orgânico no filme do que no livro. No livro ele é mais mecânico porque, entendeu? Ele sempre fala question no final, né? Não sei o que é question quando ele tá perguntando uma coisa.

No filme ele fala até, mas tem uma hora que ele já tá falando que nem um ser humano. É porque no filme isso acaba ficando cansativo. Fica cansativo. Por isso eles excluem, porque é meio que tá subjetivo e subentendido que ele vai fazer isso. Mas toda hora ele falar dessa maneira, isso cansa. Então é uma escolha narrativa. Quando é muito importante, aí ele marca. Ele fala question, sabe? Exato. Exatamente. Ele para de usar toda vez.

Statement. Ele fala também statement. Exatamente. Mas no livro ele falava question em toda pergunta.

É, quando o Grace volta pra encontrar ele e bate assim na estrutura da nave, aí ele fala, Grace question. Aí eu, ah, meu Deus. Mas é engraçado, sabe por quê? Isso é o Andy Weir, a pegada ciência, etc. Porque ele não tem a nossa pergunta no tom. Você entende que é uma pergunta pelo tom como a frase termina, né? E cada cultura tem forma diferente de fazer isso, né? Brasileiro que acabou de mudar os Estados Unidos. Pergunta afirmando. Como? Ué, você em vez de falar, can you, você fala, you can.

É verdade, verdade. You can do this. Você fala na intenção. Mas se eu pudesse manter um question aqui, quando eu mudei pra cá, seria maravilhoso. Facilitar demais, amigo. Foda. You can do this question.

Mas essa é legal, porque ele fala o question porque ele não sabe fazer a inflexão vocal da pergunta. Porque ele não faz, ele fala na língua dele, com os sons dele, né? E aí eles descobrem que eles têm que pontuar as inflexões que a gente usa naturalmente na linguagem, entendeu? Então, quando ele vai fazer a pergunta, ele tem que falar question, né? É muito maneiro isso.

É, mas no final, faz sentido acontecer como acontece no filme. Acho que é até mais bem feito do que no livro. Porque o Grace fala que, ah, eu já tô entendendo o Eridiano fluentemente. Ele não tá com o computador ali do lado dele na hora que o Rocky vai dar a pergunta, né? Ele só entende que é uma pergunta. Ele não precisa mais do computador no final. Eles falam que nem Star Wars, que nem o Han Solo e o Chewbacca. Que nem o Luke e o R2-D2, sabe?

Cada um fala na sua própria língua e eles entendem. É, exatamente isso. Que nem eu aqui em casa com a Piccola.

É literalmente isso. Vocês sabem, né? A gente fala português e a resposta é inglês. E é natural como Star Wars. Meu Deus, deve ser incrível. Eu vou ser julgado por isso, mas o André Souza já me deu uma explicação neurocientífica. É normal e funciona. Eu acho uma coisa muito fascinante. Falar diálogos em línguas diferentes, né? E no final ele tá assim com o Rocky e o Rocky tá assim com ele, né? Ninguém precisa mais de tradutor. Achei muito foda isso, cara. E é possível. E não é bizarro. Funciona. É legal.

É muito foda como a comunicação funciona. Você sempre sabe quando alguém tá xingando. Alguém fala... É tua mãe. É tua mãe. É a mãe. É a mãe. Cara, se o Rocky vier para o Brasil, a primeira coisa que a gente tem que ensinar para ele é teu cu. É a melhor resposta para tudo. Universal. Rocky, eu preciso achar o Juve fazer esse cálculo. Teu cu. É. Lá ele, lá ele, lá ele também, amor. Lá ele. Ah! Ah!

Aí ele ia falar, ele lá. E a gente, não, não, não. Exatamente, fiz my bump. Ele podia ter traduzido assim, né? Ele lá. Não, não, não. Ele lá fiz my bump.

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