"Hit Me Hard and Soft", "Michael", "13 Dias, 13 Noites", "A Dança das Raposas"
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- Hit Me Hard and SoftExperiência imersiva no mundo da cantora · James Cameron e Billie Eilish · Carreira de Billie Eilish · Temas de filmes de James Bond e Barbie · Inovações técnicas em 3D · Filmagens em Manchester
- MichaelBiografia cinematográfica autorizada · Sucesso comercial e críticas negativas · Alegações de abuso sexual · Documentário Living Neverland · Acordo extrajudicial de 1994 · Reações da família Jackson · Período focado no filme (Jackson 5 a Bad)
- A Dança das RaposasJovem pugilista talentoso · Acidente e dor psicossomática · Reflexão sobre saúde mental · Metáfora das raposas · Filmagens na Bélgica · Aprendizado de boxe para cenas de luta
- 13 Dias, 13 NoitesRetirada do exército norte-americano no Afeganistão · Conflito Paquistao-Afeganistao · Evacuação internacional · Testemunho pessoal e religioso · Marrocos · Solidariedade e luta pela paz
Nesta sessão, o Cinemax apresenta... Uma biografia musical, um filme-concerto e duas ficções francesas em exibição nos cinemas neste mês de maio. Michael Jackson é um sucesso nos cinemas. Eat Me Hard and Soft junta Billie Eilish e James Cameron.
13 dias, 13 noites e a Dança das Raposas, dois filmes escolhidos, a partir da seleção do Festival de Cannes e agora nos cinemas nacionais.
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O dia de uma show é, para mim, parece que é qualquer dia em todo. Eu sinto que estou indo para ir com meus amigos.
A última turnê de Billie Eilish, Eat Me Harder and Soft, pode ser vista nos cinemas numa versão realizada para esse efeito. É um documentário com momentos da digressão mundial da cantora, mas também inclui cenas de bastidores e momentos de encontro com o público. Não é apenas um filme-concerto, foi criado como uma experiência imersiva no mundo de uma das cantoras e autoras pop mais populares do momento.
Um filme criado por dois vencedores de Oscars E começamos por recordar quem são os protagonistas deste It Me Harder and Soft de tour em 3D Com António Quintas, editor do Cinemax.rtp.pt Olá António Olá, viva Tiago Viva E os protagonistas são verdadeiramente os realizadores Ou seja, Billie Eilish, como é evidente Mas quem diria James Cameron
É verdade, é verdade. James Cameron conseguiu conversar a Billie Eilish a fazer este filme. Se quer, vamos recordar um bocadinho quem são James Cameron e Billie Eilish. A Billie Eilish foi jovem, Billie Eilish, com apenas 24 anos, tornou-se em pouco tempo uma das artistas mais influentes na música pop, neste início do século XXI.
leva três álbuns de estúdio editados o mais recente é precisamente este Hit Me Hard and Soft que serve de paz ao filme escrito e gravado em Los Angeles com o irmão Phineas que é o parceiro criativo de longa data uma carreira que começou a ganhar projeção em 2015 com símbolo, Roshan Eyes que seguiu o álbum de estreia When Will Fall Asleep, Where Do We Go? em 2019 atingiu o primeiro lugar da Bielsa
de 17 países. É esse álbum que seguiu-se um segundo, Happier Than Ever, de 2021.
Repetiu sucessos, tirou igualmente em primeiro lugar nos Estados Unidos, em mais de 19 países. E nesta curta carreira, a Billie Eilish já leva 10 prémios nos grandes. Tornou-se a mais jovem, nomeada a avançar em todas as principais categorias, em 2020. Desta relação, prémios para o mundo do ano, gravação do ano, criação do ano, melhorar algum vocáculo. É alguém que já tem uma carreira em pouco tempo. Ela começou também bastante jovem, que já tem uma carreira bastante consolidada.
Billie Eilish já tinha tido uma presença no cinema, vale a pena lembrar isso, quando criou o tema do filme 007, James Bond, sem tempo para morrer, tornou-se na altura mais jovem de sempre a escrever e a gravar o tema de um filme de James Bond. E portanto esta relação faz de certa forma sentido, António.
Faz. Foi a escolha da Eilish para compor um tema do James Bond foi um reconhecimento da popularidade da cantora. É ritual que sejam escolhidos intérpretes que são facilmente reconhecidos num dado momento. Em 2002 a Madonna, a Adele em 2012, na altura do Scarfall, o Sam Smith, em 2015, compôs o tema do Spectre. Para a Billie Eilish, o que não surgiu com o No Time To Die, que ganhou o Oscar de melhor canção original em 2022.
Depois, em 2023, volta a estar ligado ao cinema com o tema What Was I Made For, o tema do filme Barbie, realizado por Greta Gerwig, que foi um dos maiores sucessos de ter depois da pandemia. E a cação venceu mais um Oscar de melhor cação original e acabou por fazer diários, assim, do pé para a mão, a pessoa mais jovem de sempre a conquistar dois prémios.
da Academia Norte-Americana e penso que está feita a apresentação da Biliadas James Cameron é um dos realizadores mais bem sucedidos na história do cinema, gosta de desafios no fundo como aquele a que se propõe, digamos assim ao filmar este concerto
Ele marca, obviamente, a indústria do cinema através de inovações técnicas, sobretudo em obras de ficção científica, como O Exterminador Implacável, Aliens ou O Abismo, mas também aquilo que fez em Titanic, ao afundar. Exatamente. O James Cameron é uma personagem curiosa. Destaca-se em duas frentes. Por um lado, é um realizador importante, grandes sucessos de luteira. Por outro erro.
Ele realmente começou a carreira muito ligada à ficção científica e ao terror, mas depois alcançou esse marco histórico que foi o Titanic, que se tornou o filme mais lucrativo de sempre à época, e venceu 11 Oscars, melhor filme e melhor realização. Um recorde que foi posteriormente superado por Avatar, também um filme de quebra que na altura revolucionou o uso do 3D no cinema.
olhando para os registros históricos no total, Cameron escreveu e realizou nada mais nada menos do que 3 ou 4 filmes com maior receita inteira da história ou seja, de repente temos aqui um filme musical temos aqui dois Oscarizados
Na realização, não é verdade? Sim, quanto a Billie Eilish Enfim, ela está aqui Protagonizando a turnê do álbum Hit Me Harder and Soft Uma digressão mundial Que aconteceu na América do Norte Em países da Europa Também no Japão E James Cameron é de uma geração Totalmente diferente Como é que os dois se juntam Para criar este filme?
quase que um incidente doméstico.
A ideia para o filme surgiu, já estava a digressão a decorrer, e curiosamente partiu de uma conversa dentre duas pessoas de gerações mais aproximadas, a mãe de Ellis e o James Cameron. É preciso explicar que a atual esposa do Cameron e a mãe Ellis partilham uma paixão. Ambas são muito dedicadas à causa da alimentação sustentável, mantém o contacto próximo, costumam estar em eventos relacionados com o tema, mas a partir daí está...
estabelecido a linha de contacto mas o clique mesmo para a ideia que originou o projeto com a Billy Ellis foram as imagens em 3D do Avatar Fogo e Cinzas a segunda sequela do Cessitara que se estreou em finais de 2025 o câmera mostrou a Amelie Ellis o que estava a conseguir fazer com o 3D e acabou de repente do nada quase por lançar a ideia porque é quando vamos registrar os concertos quando vamos filmar os concertos da Billy Ellis também em 3D at messaging at messaging at messaging at messaging at messaging at messaging at messaging messaging at messaging messaging at messaging messaging
O facto de o autor da ideia, sempre o senhor chamado James Cameron, ajudou-me muito a decidir a resposta positiva da cantora. E foi para a ideia inicial de filmar concertos em 3D, que o focus acabou por se expandir e acabou por incluir um pouco algo mais, uma tal experiência mais completa. E assim o conceito do filme acabou por evoluir para uma abordagem imersiva e íntima ao mesmo tempo.
com o objetivo de colocar o espectador na perspectiva de uma artista durante um dia em digressão o Cameron contribuiu com a experiência narrativa e o domínio da tecnologia 3D mas como era a Elis que conhecia em grande detalhe os elementos visuais nos espectadores
realizadora e de repente temos os tais dois oscarizados na realização. As filmagens correram ao longo de quatro dias na Co-op Livre Arena em Manchester, um lugar que foi escolhido precisamente pelo Biblia de Águas, pelo cantor, um processo que exigiu meses de preparação técnica.
E depois envolveu entre 16 e 20 câmeras 3D. E as câmeras 3D não são exatamente câmeras pequenas e portátil. São equipamentos gigantescos destinados a captar o maior número de cidadãos, os resultados específicos do cenário, da iluminação. E, portanto, com essas enormes câmeras, com toda esse equipamento, um dos grandes desafios da equipa foi mesmo torná-los invisíveis, ou praticamente invisíveis, o que exigiu.
que houvesse um planejamento rigoroso marcações muito precisas para cada movimento
e a resolver também problemas técnicos. Um dos grandes problemas das câmeras TGTI é a captação de imagens a longa distância, portanto não se podia tocar as câmeras muito em cima do palco, e quem resolveu isso foi o habitual engenho da equipa de câmera que criou protótipos, ou seja, inovou novamente a nível técnico com protótipos de câmeras, com uma separação entre lentes superior, bastante superior ao habitual, permitiu-lhe ter a profundidade adequada às grandes distâncias.
Depois, outros problemas, a mobilidade do cenário também foi um desafio, obrigou a utilizar câmeras robóticas controladas remotamente para filmar junto ao palco, câmeras portáteis no meio do público para apanhar a interação entre artista e fã, que é bastante importante no caso da Biliandes. E depois, por fim, foi preciso convencê-la a colocar uma câmera no próprio palco, algo que envolvesse depois toda a ação.
do espetáculo. Houve grande resistência por parte da Billie Eilish, mas acabou por se chegar a uma solução de compromisso. Foi o cameraman habitual da equipa de Eilish, alguém que está habituado aos movimentos dentro da digressão e dentro do espetáculo, que levou-o para o palco uma câmera leve, mais uma vez, especialmente conseguida por o efeito. O resultado depois é este Hit Me Hard and Soft A Tour, um filme criado ao longo de quatro noites.
Nos conceitos tais É uma hipótese, como diz o James Cameron De ver os conceitos como se estivéssemos lá Estado no meio da ação E vamos ouvir um dos temas Deste Terceiro álbum de Billie Eilish Que sustenta esta Turné que agora pode ser vista Nos cinemas
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E aí
E nós não temos que lutar Quando não é worth lutar E você não quer que lutar
Obrigado.
Meu amor e a personalidade
The Greatest na banda sonora do mais recente álbum de Billie Eilish e do filme-concerto Eat Me Harder and Soft. A turnê é agora exibida nos cinemas num documentário de James Cameron. Você está confiante. Você está forte.
Você é bonita. Você é o maior dos todos os dias. Deixa eu te dizer algo. Neste vida, você é um ganho ou um perigo. Você quer trabalhar em um milho como eu para o resto de seus dias? Não, senhor. Porque eu sou as hell de um. Você é capaz de lutar? Sim, senhor. Eu preciso ouvir um pouco. Você é capaz de lutar? Sim, senhor.
Pronto quando você está, Michael.
Maio é um mês marcante do ponto de vista da exibição nos cinemas de filmes dedicados a estrelas da música. Michael, a biografia cinematográfica autorizada pelos herdeiros de Michael Jackson, está em exibição e é um sucesso comercial. Atingiu resultados sem precedentes no primeiro fim de semana de exibição nas salas.
Vamos perceber melhor com o António Quintas, editor do cinemax.rtp.pt, qual é a dimensão do sucesso de Michael. Tendo em conta, António, este ponto de partida, não se esperava um resultado tão alto nas meteiras de cinema. Não, as projeções eram consideravelmente mais baixas, quer por parte do estudo.
dos analistas que habitualmente publicam os números que são esperados no box office da América do Norte. Acabou de chegar aos 200, passar os 217 milhões de dólares a nível mundial um tal recorde para este género que está muito em voga das bibliografias de estrelas de música da US.
Despejar um bocadinho rapidamente as contas Estados Unidos e Canadá Foi um som de 97 milhões de dólares Aliás, coloverizou números de lançamentos Como Straight Outta Compton E Blame in Rhapsody Uma recepção comercial entusiástica Mas que não impediu Contudo uma vaga de críticas negativas Tanto a nível cinematográfico
do próprio conteúdo do filme. Filme esse que é acusado de passar uma esponja pelo passado do Michael Jackson a omitir problemas como as operações plásticas, o consumo de substâncias e, principalmente, o elefante na sala, as alegações de abuso sexual de nós. Uma das pessoas que veio ao público criticar o filme foi James Safechuck, um dos rostos do documentário Living Neverland, que foi feito para HBO em 2019.
Um documentário que se entrou nos depoimentos de duas pessoas, Wade Robinson e precisamente James Safechuck, duas das alegadas vítimas de Michael Jackson, que terá abusado sexualmente anos, quando eram crianças, alguns entre finais dos anos 80 e meados dos anos 90. Uma dessas pessoas, James Safechuck, descreveu Michael como...
um gatilho traumático para sobreviventes e ao mesmo tempo lamentou a forma como o filme ignora a dor das vítimas em prol da mera celebração de um líder.
O Dan Ruiz, o razador deste documentário, o Living Neverland, também questionou a autenticidade da história, o historial de Michael, precisamente por ignorar as graves atuações que marcaram as últimas décadas da vida do artista. Living Neverland, o documentário da HBO, que foi difundido publicamente há cerca de seis anos, remete para o rancho Neverland, a grande propriedade onde Michael Jackson viveu.
onde terão acontecido vários crimes de abuso sexual de menores. Michael Jackson esteve envolvido em dois processos, sempre por causa de alegações de abuso sexual. O mais recente, em 2005, há cerca de duas décadas, acabou por ser elibado das acusações, mas num outro julgamento.
que aconteceu em 1994, nesse julgamento foi feito um acordo extrajudicial com uma alegada vítima. Esse acordo veio a afetar a produção deste filme que estamos a ver agora.
Sim, toda a produção do filme foi assinatada, teve que enfrentar, lembrando, as greves que houve de atores e de argumentistas, mas depois, com os herdeiros de Michael Jackson, acabaram também por ter que pagar cerca de 50 milhões de dólares. Os valores aqui, eu acho que são um bocadinho entre os 15 e os 50 milhões de dólares.
Mas trouxe-me uma contia A voltada para Refilmar, voltar a fazer partes do filme E eliminar cenas Que mencionavam esse tal caso De 94 No caso de Jordan Chandler Devido a essas restrições legais Estabecidas no tal acordo E apesar De todos os cuidados Nem todos gostam do filme No clã Michael Jackson No clã Michael Jackson
Sim, o filme gerou reações antagónicas. Por exemplo, Tyson Jackson, o sobrinho de Michael Jackson, que terá sido um dos mais presentes, mais vocais, usou as redes sociais para atacar a comunicação social no meio. Um discurso que levou um bocadinho do populismo atual. Afirmar que os jornalistas já não controlam a narrativa, que os críticos terão de se retratar perante a reação do público. Tudo para acabar por...
de vestar grande o orgulho na obra e de defender que o tio Michael Jackson realmente merece a homenagem. Alguém mais envolvido, mais diretamente envolvido no filme, o ator Colman Domingue, que dá a vida a Joe Jackson, o pai de Michael, o patriarca da família. Colman Domingue respondeu às acusações de que o filme é apenas uma geografia, ou seja,
uma manobra de propaganda e de defesa da personalidade do Michael Jackson a explicar que o filme termina propositadamente em 1978, antes das primeiras denúncias públicas, e que se foca apenas na exceção artística através dos olhos do protagonista.
E é verdade, o filme decorre sobretudo nas épocas menos polémicas da carreira de Michael Jackson. A parte é que integrava os Jackson 5, com os irmãos, dos anos 60, e tem como fim a década de 80, na altura da diversão que acompanhou o lançamento do álbum Bad. E mesmo assim nem todos ficaram convencidos.
Sim, ainda dentro do campo familiar, algumas figuras bem próximas continuam a mostrar-se céticas e foram muito claras em colocar grande distância em relação ao filme. Uma dessas pessoas foi a parente Jackson, principalmente a filha do Michael Jackson. Ela foi clara a afirmar que não teve qualquer envolvimento na produção e que ainda leram as primeiras versões, as versões iniciais do argumento.
apontou diversas imprecisões, quando viu que os erros que apontou nunca foram progredidos, simplesmente afastou-se do projeto, e continua a achar que narrativamente, simplesmente para agredir uma fatia específica de seguidores que vive, continua a viver numa fantasia. A Janet Jackson, na irmã do Michael, também recusou qualquer participação, nem sequer aceitou o convite, nem sequer esteve presente na estreia mundial, ou seja, o Michael não agradou.
Muita gente, agradou a alguns fãs Teve um grande sucesso comercial Mas não está longe de ter uma opinião Obrigado, António Quintas Editor do Cinemax.rtp.pt Um abraço Pode ler mais justamente No sítio do Cinemax E aqui na rádio O que faz sentido Tendo em conta que este filme Biografa o percurso de Michael Jackson Até ao sucesso obtido com Bad O que faz sentido
Impõe-se que escutemos essa música na rádio.
E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí
E aí
E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí
Bad de Michael Jackson, a canção de um álbum marcante no percurso que é imaginado no filme biográfico que já está em exibição nos cinemas.
Em 13 dias, 13 noites, é proposta uma dramatização dos acontecimentos ocorridos depois da retirada, apressada, atribulada, do exército norte-americano no Afeganistão. A jornalista Margarida Vaz diz-nos como é ficcionada a queda de Cabul na perspectiva francesa.
O filme, 13 dias, 13 noites, recria um acontecimento real durante a retirada das tropas americanas e a queda de Cabul nas mãos dos talibãs em 2021. 20 anos depois, os talibãs fazem o seu retorno ao poder.
No dia 15 de agosto de 2021, os talibãs tomam Cabul. A Embaixada de França, na capital do Afeganistão, é um dos últimos redutos de resistência. Na época, a notícia impressionou Martin Bourboulon, que estava longe de imaginar que iria realizar um filme sobre o sucedido.
Foi em agosto de 2021, eu lembro-me bem, estávamos em Paris, estávamos até de férias, eu estava a filmar os três Moscoteiros e é verdade que me lembro muito bem. Ficámos muito chocados com o que estávamos a ver. Depois estávamos aqui no nosso país em segurança, por isso é sempre estranho quando estamos um pouco protegidos e vemos que há pessoas a sofrer tanto num país que fica longe de nós. Na altura não pensava fazer isto, gosto de fazer filmes muito diferentes, interessa-me.
É verdade, mas na altura não imaginava a fazer o filme. O cineasta Martin Bourboulon sentiu vontade de realizar o filme depois de ler 13 dias e 13 noites no inferno de Cabul. O livro é o testemunho na primeira pessoa do comandante Mohamed Bidah, o polícia francês que coordenou a operação de evacuação da Embaixada de França e que salvou centenas de afegãos em agosto de 2021.
Quando li o livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado com a combinação da história e do tema. Por um lado, uma história muito forte sobre a evacuação, o lado muito emocionante da ação e da forma como essa equipa francesa conseguiu organizar tudo isso.
E havia também um tema fascinante sobre o desenraizamento forçado de um povo que se viu obrigado a deixar um país, a fugir de um país que não queria abandonar, na realidade. Foram obrigados a partir. Era um tema bastante forte, por isso interessava-me contá-lo.
Quando leu o livro e durante a escrita do argumento do filme 13 dias, 13 noites, Martin Bourboulon pensou no ator Roche Tizem para interpretar o papel de Mohamed Bidat. O realizador francês contou mesmo com a colaboração do comandante da polícia durante as filmagens.
Quando começámos a trabalhar no enredo e na escrita, ele partilhou connosco as suas experiências e isso ajudou-nos imenso. Contou-nos alguns detalhes visuais, como era a embaixada, como estava organizada, o que a rodeava.
Também nos contou o que tinha acontecido antes do dia 15 de agosto, antes de tudo isso acontecer. Ele estava lá desde 2016, por isso foi também muito marcante ter acesso a todos os seus sentimentos, a toda a sua experiência. Foi muito interessante, foi uma colaboração muito enriquecedora com Mohamed. Ele ajudou-nos imenso.
Ele esteve nas filmagens. Mostrei-lhe o filme no mesmo dia que mostrei ao ator que o interpretava no cinema. Foi muito emocionante mostrá-lo nesse dia. Foi uma colaboração muito bonita, baseada na confiança. E gostei muito disso. As personagens inspiram-se em pessoas reais, integram o elenco a atores afegãos. As filmagens de 13 dias, 13 noites foram em Marrocos. Os locais de ação foram recriados em Casa Blanca.
O que é o último lugar em Carvalho onde qualquer um pode ir agora.
Depois de assinar filmes como Papai e Mamã, Eiffel e Os Três Mosqueteiros, o cineasta Martin Bourboulon lança-se na realização de 13 dias, 13 noites. O cineasta considera uma obrigação do mundo ocidental ser um defensor da paz.
Acho que é importante que os países livres, como os nossos, países onde reina a paz, não se esqueçam da desgraça e da tristeza em que alguns povos vivem. De facto, saber que a Embaixada de França, naquele momento, tenha decidido acolher e abrir as portas a um povo que está a sofrer, acho que foi bom contar isso. Pareceu-me que era importante contá-lo e eu gostei de o contar.
motivou-me muito a contar essa história. O problema é que a história se repete, infelizmente. Não cessa de se repetir, apesar de terem ocorrido tragédias que nos podiam ter levado a pensar que era preciso parar. Mas o que aconteceu nessa história repete-se no mundo e é doloroso, é triste.
13 dias, 13 noites é um drama baseado numa história verídica, um exemplo contemporâneo de solidariedade e de luta pela paz. Sou o realizador francês. Falo-vos do meu último filme, que é 13 dias, 13 noites.
Um thriller político e também um melodrama. Uma proposta distinta, igualmente francesa, A Dança das Raposas. O filme foi premiado na quinzena dos cineastas do Festival de Cannes há um ano. Chega agora aos cinemas nacionais. A Dança das Raposas é a história de Camus, um jovem adolescente, talentoso, permissor no pugilismo, que sofre um acidente fora do ringue e que vai pôr tudo em causa.
A dança das raposas é a primeira longa metragem de Valéry Carnois. O cineasta belga parte de um acontecimento que viveu na adolescência para realizar o filme. Queria falar de alta competição, colocar frente a frente a dor física e a dor psicológica. Eu quero falar de um campeão.
Queria falar de um campeão, de alguém que é colocado num pedestal, que é honrado e idolatrado pelos amigos, mas que de repente sofre um acidente que vai mudar completamente a visão sobre tudo o que lhe acontece, tudo o que o rodeia. E, acima de tudo, que lhe permite compreender que não é invencível, que é vulnerável. Ao aceitar essa vulnerabilidade, ele vai evoluir e tornar-se uma pessoa melhor.
Foi daí que nasceram as ideias sobre um pugilista, sobre esta dor psicossomática. Porque quando se é pugilista está-se habituado ao sofrimento, pelo menos à dor física. Mas não se está habituado à dor mental, que é o que perturba o Camille.
que de repente pergunta, mas de onde vem esta minha dor? Por que é que sinto isto? E é o cérebro que lhe transmite uma mensagem que lhe diz, tens de parar agora, isto já não serve para ti. Porque ele é um jovem sensível, que gosta de observar raposas, que gosta de as alimentar, que tem uma relação especial com a natureza.
A partir da personagem do jovem pugilista no filme A Dança das Raposas, o realizador Valéry Carnois desenvolve uma reflexão sobre as dores psicossomáticas, uma área da saúde ainda pouco compreendida pelas pessoas. Ele é totalmente incompreendido. É esse também o grande problema da saúde mental. É invisível e é muito difícil comunicar sobre o assunto.
Era importante fazer este filme para sensibilizar para a necessidade de ouvir o outro, mesmo que não se veja nada, mesmo que pareça que não há nenhum problema. Se o outro nos diz que está a sofrer e que não se sente bem, então há um momento em que é preciso ouvi-lo. Neste caso não se trata de depressão, mas sim de uma espécie de esgotamento que este jovem está a sofrer, desde o momento em que sofre uma violência muito grande, desde que sofre o acidente.
A rodagem do filme A Dança das Raposas foi numa floresta na região das Ardenas, na Bélgica. O realizador belga Valéry Carnois traz as raposas para o filme como uma metáfora da história e para passar para a tela o fascínio que tem por estes animais.
Para o filme fomos buscar um filhote de raposa, porque é mais fácil de treinar. Era um raposinho que foi encontrado e que estava num abrigo de animais. Alimentava-no com comida numa corda pendurada numa árvore, tal como se vê no filme. E por isso ele estava habituado. Assim, nas filmagens, quando viu a comida na árvore, pronto, foi logo para lá. Saltou e pegou no pedaço de carne. Ter as raposas também foi...
importante para mim porque é um animal muito presente na minha cidade, Bruxelas. É um animal que eu observava muito, que encontrava frequentemente na rua à noite. Por isso quis trazer para o filme essa minha fascinação de adolescente e permite tornar a realidade um pouco mágica ao ter estes animais que acompanham o cotidiano destes jovens.
Trazem uma espécie de brutalidade, mas também trazem ternura. Vêm preencher aquilo que não se vê, que é a ferida mental, que só existe na cabeça da personagem. Como é uma doença mental, ela não existe que na cabeça do heró.
Samuel Kircher, que se revelou no filme O Último Verão, ao lado da atriz Leade Rouquer, tem no filme A Dança das Raposas o papel de Camille, um jovem interno numa escola de desporto que se destaca na prática do boxe. Um acidente na floresta interrompe-lhe os treinos, recupera, mas diz continuar a sentir dor.
É um adolescente que frequenta uma escola de boxe, de competição, com o objetivo de se tornar um pugilista profissional. Tem a esperança de alcançar esse sonho. Ele é talentoso, é o mais talentoso de todos os colegas da escola. Todos esperam que ele tenha sucesso, que ele consiga viver aquilo com que todos os outros jovens sonham.
Todos têm interesse em que ele se torne um campeão de boxe. Todos têm algo a ganhar com isso. São muito elevadas as expectativas em relação a ele. Um dia ele tem um acidente e vai lesionar-se e depois vai sentir uma dor psicosomática que vai permanecer. Vai sentir uma dor que o impedirá de fazer boxe.
Quando luta, sente dor. E isso vai obrigá-lo a questionar-se. Se é mesmo isso que quer fazer, será que eu quero praticar boxe? Ou são apenas as pessoas que querem que o faça? O filme fala de competição, da relação com os outros, do que estamos dispostos a fazer para ter sucesso e se, no fim de contas, se queremos mesmo ter sucesso.
No filme A Dança das Raposas não há duplos. O ator francês Samuel Kircher aprendeu boxe para interpretar as cenas de luta. No filme não há figurantes, são os atores que lutam. Treinei durante quatro meses e ia ao boxe todos os dias. Além disso, muitos dos atores já eram bons pugilistas e ajudaram-me imenso. Eu gostei muito de praticar boxe.
Aprende-se que se o adversário se aproximar, em vez de se recuar, devemos analisá-lo e ver como nos podemos esquivar ou mesmo enfrentá-lo, lançando golpes. A lição de boxe é valiosa. Aprende-se a reagir perante os problemas. Se um problema vier na tua direção, um adversário...
Como é que vais fazer? Vais-te esconder ou defender? Vais aprender a enfrentá-lo. É muito interessante. É uma boa lição para a vida.
A Dança das Raposas é um drama sobre as escolhas na juventude e traumas físicos e psicológicos. Sou ator no filme A Dança das Raposas e convido todos os ouvintes da rádio Antena 1 a irem vê-lo ao cinema.
Estão feitas estas duas sugestões, antecipando no cartaz de estreias filmes revelados na programação do Festival de Cannes do ano passado. A Dança das Raposas e 13 dias, 13 noites, os dois filmes vão estrear na próxima semana nos cinemas nacionais. Soco a soco.
É uma melhoridade sábia. Vox é esgrimado. É dos inteligentes. Um ecletico sem inteligente em cima de um reino tem um milhão de vantagem.
Jesus, uma lenda do boxe nacional, vai estar em destaque na próxima sessão, quando o estrear nos cinemas. Até lá, fique bem. Saúde. Eu hoje poderei dizer, sem vaidade nenhuma, que sou um cientista do boxe. No Cinemax correm os créditos finais. Edição e coordenação de Tiago Alves com Margarida Vaz.
Sonorização de Edgar Barbosa, Rui Fonseca. Pós-produção de Cláudio Calado. Banda sonora original de Cinemax, composta por Nuno Miguel e remisturada por César Martins.
O Cinemax é um canal de cinema em português. Pode ver as sessões de curtas-metragens na RTP2, ouvir as emissões na Antena 1 ou em podcast. Encontra toda a atualidade na página digital cinemax.rtp.pt e também nas redes sociais. Siga-nos no Instagram, Facebook e no X.