Natação em águas abertas e o desafio dos 7 oceanos l Travessias aquáticas com a Leca
- Desafios em águas abertasTravessia Santa Fé Coronda · Desafio dos 7 oceanos · Preparação física e mental
- Empate do Vasco na ArgentinaTratamento como atleta · Condições da prova
- Técnicas de nataçãoNatação em água doce vs. água salgada · Suplementação e hidratação
- Impacto ambiental e preservaçãoImportância dos rios · Conscientização ambiental
Olá, seja muito bem-vinda, muito bem-vindo ao podcast Outra Visão. Eu sou o Paulo Cunha, o Paulão, e falo da redação da Outra Visão Comunicação em Belo Horizonte. Este é o episódio 180, com a Leca, Alessandra Penariol Melo. Nadadora e ultramaratonista aquática.
A LECA tem uma trajetória marcada por desafios extremos em águas abertas, com travessias que ultrapassam dezenas de quilômetros em diferentes cenários no Brasil e no exterior. Entre suas conquistas estão as travessias entre Salvador e Morro de São Paulo, Sobradinho e Juazeiro, todas que exigem preparo físico, estratégia e resistência mental.
Recentemente, ela concluiu a travessia entre Santa Fé e Coronda, na Argentina, uma travessia de mais de 50 quilômetros, que é mais um marco dentro de um projeto maior, completar o desafio dos sete oceanos. Uma jornada que vai além do esporte e revela disciplina, superação e propósito.
Hoje, vamos conversar com a Leca e conhecer os bastidores das travessias e saber o que move uma atleta que faz da água o seu palco principal. Alô!
Alessandra, Penaria, Almeiro, Leca, tudo bem com você? Seja muito bem-vinda mais uma vez ao podcast Outra Visão. Oi, Paulão, muito obrigada pelo convite mais uma vez, é uma honra para mim estar aqui. O seu podcast é um podcast que eu amo participar, já falei isso para você. Foi o último ano de travessias e para começar, Leca, até falei na abertura, recentemente você foi lá na Argentina...
fazer uma travessia lá, uma travessia muito conhecida lá na Argentina, que é entre Santa Fé e Coronda, mais de 50 quilômetros, várias horas de natação. Eu acompanhei pelo YouTube. Queria que você contasse um pouco dessa experiência, de como que foi também nadar fora do país. Enfim, o que você pode contar um pouco para a gente iniciar nossa conversa hoje?
Então, para mim foi uma experiência muito marcante, eu jamais vou esquecer, porque foi minha primeira travessia fora do Brasil, foi minha primeira travessia representando o meu país. Santa Fé Coronda é uma travessia super reconhecida mundialmente, é uma etapa do circuito mundial profissional, e pela primeira vez eles abriram uma etapa para os amadores.
Então teve a etapa dos profissionais um sábado antes e no sábado seguinte foi a etapa só para os atletas amadores. Porém, eles deram o mesmo tratamento como se fosse atleta profissional.
Então, nossa, eu me senti muito prestigiada como atleta, né? Eles... A Argentina, a maratona aquática lá na Argentina, é um esporte muito popular. É tão popular quanto o futebol, só para vocês terem uma ideia. Então, a gente foi tratado assim como estrela, sabe? Então, assim, os organizadores dessa prova são ex-atletas, né? São atletas de maratonas aquáticas, de ultramaratonas aquáticas, que estão atualmente...
Assim, aposentados, né? Porque já passaram a época de competir. Então, Diego Degano, Fernando Fernandes. Então, são atletas que são, assim, referências para mim, né? Que hoje organizam provas, que hoje vivem no mundo...
desse mundo de ultramaratonas aquáticas, maratonas aquáticas, mas nos bastidores, organizando prova. Então, são referências, são ídolos meus. São ídolos meus. Então, eu pude conhecer essas pessoas. E essas pessoas nos tratam como se nós fôssemos as estrelas.
do momento, né? Então, assim, eu me senti muito reconhecida, eu me senti muito prestigiada. Fora que é uma maratona, assim, muito bonita, você vai cenada da cidade de Santa Fé para a cidade de Coronda, na Argentina, pelo Rio, ali no final do Rio Paraná, que é o que começa no Brasil. Leca, para ir mostrando aqui. Pode mostrar, pode mostrar.
E eu estava mostrando um vídeo também Com a live que foi Vai falando, Leca, que eu vou mostrando aqui Para as pessoas visualizarem
E é uma travessia muito bonita, porém é uma travessia muito dura, porque nadar em rio, nadar em água doce, é bastante desafiador. É muito diferente do que nadar em água salgada, no mar. Então, o sal, ele te ajuda a flutuar. Então, nadar no mar, nadar em água salgada, é uma natação mais leve do que nadar em água doce, que não tem o sal que te ajuda a flutuar. Então, a água é muito pesada.
E ainda, nós tínhamos como regra da prova até 10 horas para concluir esse trajeto. Então, foi muito desafiador para mim, eu treinei muito. Foi uma prova que me foi apresentada pelo Igor de Souza.
que é um dos grandes ultramaratonistas de Águas Abertas do Brasil, que tem a mesma idade do Diego Delgano, do Fernando Fernandes. Então, eles eram contemporâneos, competiam, são amigos, competiam juntos na mesma época. Hoje, o Igor é um grande técnico, ele é diretor de marketing da Speedo, ele é ele que está levando a Ana Marcia. Ele é um dos maiores e melhores guias do Canal da Mancha, até indicado pela própria associação.
que oficializa a travessia do Canal da Mancha lá na Inglaterra. Então, é ele que está levando a Ana Marcela para fazer o Canal da Mancha esse ano. Então, o Igor de Souza, para mim, é um ídolo mesmo, não só da natação, como um ser humano incrível. E foi ele que me apresentou essa prova, ele que...
entrou em contato comigo, falou sobre essa prova, falou, olha, tá precisando de mulher lá pra nadar essa prova, o Diego queria que tivesse mais mulheres, veja se você não se interessa, e eu super me interessei, comecei a treinar, mas assim, eu passei um ano treinando pra essa prova, e algumas vezes eu duvidei de mim mesma, porque eu sei que eu nado 50 quilômetros, isso eu não tenho dúvida, o problema é que eu nado no meu tempo, no meu pace.
E eu tinha que nadar em 10 horas, né? Então, você vê aí nas imagens que eu estou nadando de traje, que é uma coisa que eu não faço, eu não nado de traje. Eu até estou um pouco polêmica em relação à traje. Eu não gosto de nadar de traje. Vaso constritor, aperta demais.
como fala, me limita nos meus movimentos, não, o traje ele não ajuda com frio, com calor o traje da arena que é isso que eu estou vestindo aí é um traje tecnológico que te ajuda apenas a melhorar a flutuabilidade diminui o atrito na água ou seja, te ajuda demais a melhorar seu pace principalmente no rio na água doce, então eu nadei de traje e por nadar de traje eu tive que para orar de traje para orar de traje
acabar treinando muitas horas de traje, que é uma coisa que eu não tenho esse costume de usar traje, então o traje incomoda. Então foi uma experiência diferente, foi uma experiência bacana, não achei ruim. E por nadar de traje, acabei terminando a prova em nove horas, cravado, fiz nove horas, zero, zero minutos.
E 14 segundos, que eu não esqueço nunca, né? Cada segunda, eu lembro. E fui super bem, nadei super bem. Tive um curioso... Me senti bem, assim, ao longo da prova. Me senti bem, me senti bem. Paulão, foi uma coisa muito curiosa, né? Foi a minha primeira prova fora do Brasil, representando o meu país. Eu estava um pouco nervosa, assim. Apesar que é uma característica minha, eu sou muito tranquila, muito calma.
porque eu treino muito, então tudo que eu podia fazer durante a jornada de preparação eu faço, eu sou muito disciplinada, eu não falto, eu sou muito caxias mesmo, então assim, quando chega a hora da prova, eu sou uma pessoa muito tranquila.
porque eu fiz tudo o que eu podia ter feito e a prova vai ser resultado disso e se porventura algo acontecer, que meu esporte depende da natureza ou eu passar mal, está fora do meu controle. Tudo o que eu podia fazer, até ali eu fiz. Então eu chego para a prova geralmente muito tranquila, ou para uma prova ou para um desafio, como Salvador Mouro de São Paulo, Sobradinho Juazeiro, muito tranquila, muito feliz, feliz de estar ali para concluir.
para fazer o fechamento daquela jornada, daquele processo todo. E apesar de tudo isso, eu confesso que estava um pouco nervosa, porque estava fora do meu país, é outra língua, não conhecia ninguém, primeira vez representando o meu país, estava um pouco nervosa. E aí o Diego, que é um dos donos da prova, ele me arrumou.
um time de apoio, mas sensacional. O meu guia foi Guilherme. O Guilherme é um baita nadador argentino, também contemporâneo do Igor de Souza, do Diego. Mas, assim, o cara que a gente se entendia no olhar, entende? Ele não precisava nem falar comigo. A gente se entendia no olhar.
Então, eu tive um Mirko de marinheiro com um barco maravilhoso, não deu problema, o Mirko também maravilhoso, conhecia as partes mais rasas, mais fundas do rio. Então, ia me jogando para onde a água corria mais, onde tem mais água, onde a água corre mais.
e a minha juíza que foi no meu barco também muito querida ela também é nadadora é uma menina bem jovem, nadadora mas todos os momentos de parada pra hidratação todos os momentos que eu parei pra trocar alguma ideia com o Guilherme, com o meu guia ela ali muito atenta, se eu não encostava no bar se eu tava cumprindo as regras mas uma equipe muito coesa e todo mundo se conheceu ali entendeu?
no Congresso Técnico, um dia antes da prova. E todo mundo se entendendo no olhar e assim, tem que ver o mais bonito, foi como os três se uniram para me levar até o fim, porque vai chegando uma hora que realmente o rio fica muito pesado, você está cansado. Esse rio tem muitas aquelas plantas.
chamada camalote, que são aquelas plantas que ficam flutuando no rio, aquelas plantas que são densas até, e muitas, e tem muitas, então tinha momentos que eu me batia nessas camalotes.
E eles acenavam para mim, para que eu saísse dali. Muitas vezes me guiaram perfeitamente, me tirando da linha, das camalotes, para que eu não entrasse, para que eu não batesse nessas plantas. Porque depois, graças a Deus, o meu guia me disse depois. Ele me disse, eu tentei te desviar ao máximo das plantas, porque às vezes elas são tão densas, que tem cobra ali dentro. Eu falei, poxa!
Aqui, ó, a gente consegue visualizar aqui, né? Isso aí, pronto, é, isso mesmo. Elas se soltam da beira do rio, né? Daquele, enfim, vai se soltando e vai descendo o rio. Ô, Leca, e a gente observando aqui esse vídeo, que, pessoal, isso aqui é o vídeo da transmissão ao vivo.
da travessia, que eu acompanho aqui ao longo daquele dia, eu vi a largada, a gente observa que estava 29 graus, estava calor, né? Como é que estava a água? Muito quente, então, a água... Eu estou buscando sempre nadar em rio, em água doce, porque a temperatura da água é mais fria que nadar no mar aqui de Salvador, né? Aqui no mar de Salvador eu tenho temperatura no inverno em torno de 26 graus.
E no verão pode chegar até 30 graus.
No geral fica no inverno 26, no verão 28. Então eu estou procurando, desde Sobradinho Juazeiro, que é lá em janeiro de 25, eu tenho procurado nadar em Rio para derrubar a temperatura da água, para que eu me acostume a nadar com águas mais frias. Inclusive, ano passado eu fiz a tripla escuroa paulista, que das três travessias, duas são no Rio Itapanhaú, em Bertioga.
É um rio que recebe toda a cachoeira da Mata Atlântica, da região de Betioga. Então, um rio bastante gelado. Nadei uma em maio e outra em agosto. A de agosto peguei bastante fria a água, 17 graus. E venho buscando isso. E Santa Fé Coronda é uma água que fica em torno de 20, 22 graus. 20, 21, 22 graus. Só que estava tão quente.
a temperatura externa. A típica não é normal dar essa temperatura lá, principalmente nessa época do ano. E aí a temperatura, eu acho que estava 25 graus, estava bem quente para mim, né? Assim, todo mundo achou a temperatura, no geral, todos os nadadores acharam que a água estava muito quente. Para mim, estava fresquinha, porque eu moro em Salvador, então estou acostumada com a água muito quente mesmo.
Eu acho que tá. Se não me falha a memória, estava 25 graus a temperatura dada. E pra mim é certo, né?
Então, quer dizer, isso não impactou tanto para você, porque você já vem de um lugar mais quente, estava em um ambiente quente, né? É, e uma coisa super importante de falar também é que minha suplementação, minha hidratação, foi perfeita, perfeita. Doutor Fabrício Silveira, meu médico do esporte, nós conversando, eu falei, doutor Fabrício, eu estou indo viajar, estou com a malinha de avião, não quero levar latas e latas de...
de suplemento, fórmulas em pó. Ele falou, Leca, vamos fazer em gel? E aí, isso tudo a gente faz bem antes, né? Como a prova era em fevereiro, eu fui lá nele em dezembro, novembro já fui para fazer todos os exames, e aí discutimos essa questão do gel, aí eu fiz as formulações, treinei em Salvador com essas formulações.
Então levei tudo bonitinho. Então o gel muito prático, muito simples do meu guia, que não me conhecia, entender como é que funcionava a minha suplementação. Foi uma coisa tão incrível, Paulão. Eu nadei nove horas, cravado, com 68 braçadas por minuto. O meu ritmo não aumentou nem diminuiu em nenhum momento.
E o meu guia, o Guilhermo, ele ficou muito impressionado, porque ele falou, eu nunca vi isso, você não cansa, você nem acelera seu ritmo, nem diminui. É 68 braçadas por minuto, que é um ritmo muito bom, tá? É um ritmo muito bom. Fomos 9 horas assim. Você vê isso, como que a suplementação tá encaixada, tá redonda. Porque é pelo ritmo de braçada que a gente diminui os horários de suplementação ou espaça, sabe? Dentro de um limite.
E eu estava indo tão bem que meu ritmo não caiu em nenhum momento. Então, o que aconteceu? No início da prova, eu estava lá para trás. Aí no meio da prova, eu já estava ali no meio. E no final da prova, eu estava entre os primeiros. Mas não porque eu fui crescendo, porque meu ritmo não mudou nunca. E as pessoas foram se cansando, foram derrubando o ritmo.
Então, eu acabei ficando em segunda entre as mulheres e fui a sétima geral de 22 atletas. Então, foi uma coisa, um resultado para mim muito, muito bom e surpreendente. Eu costumo ser... Eu sou uma atleta que eu não tenho um pace muito veloz. Entre as mulheres eu vou bem, mas no overall, no geral, eu costumo ficar lá para trás. E foi maravilhosa a prova para mim.
O Leca, mas não é quem chega mais rápido, é quem chega mais longe e quem chega, porque imagino também que muita gente acaba nem completando. Foi uma travessura muito difícil mesmo, várias pessoas passaram de 10 horas, a organização da prova deixa chegar, deixa chegar, premia e tudo, mas várias pessoas chegaram depois de 10 horas.
Não tem esse pódio, sabe? O que eles fazem? Eles colocam todo mundo no pódio. Todo mundo no pódio eles colocam. E eles vão falando... Eles colocam na ordem, sabe? Você vai para o pódio na ordem. Então, quem chegou por último, fica sentadinho na beira do pódio. Aí vai fazendo aquela fileirinha. Aí depois, no meio, as pessoas que ficaram intermediárias. E lá atrás do pódio de pé, os primeiros, assim. Eles fazem dessa forma e todo mundo...
é aplaudido, todo mundo ganha medalha. E incrível aí que eu estou vendo toda a minha prova, né? Você filmou toda a minha prova. É, ô Leca, esse aqui é você aqui ficando? Sou eu, sou eu. É você, né? Que eu estava tentando localizar. Vamos assistir. Perfeito. Ô Leca, então, mais ou menos, que horário do dia você encerrou essa prova? A largada foi que horas? Hora da tarde. A gente largou... Cinco horas eu encerrei, a gente largou...
Foi oito horas da manhã, gente? Oito, nove, dez, onze, uma, duas, três, quatro, cinco, oito horas da manhã largada. E eles são super pontuais, super pontuais. Nenhum momento eu me senti insegura no Rio, super bem assistida. Toda hora passavam barco de juízes, barco médico da ambulância, barco da organização.
A Ná, e não sou eu mais... E você, então, só pra ainda explicar, você foi com algum familiar, namorado, filho, que te ajudou, te deu um bastidor assim, né? Ou não, você foi sozinha mesmo, com uma alentuia, só você?
Então, Paulão, eu não consegui muito apoio para essa travessia. Eu fiz uma rifa novamente, meus amigos todos, nadadores, meus amigos da empresa que eu trabalho. Só tenho a agradecer, porque sempre estão ali me apoiando, comprando minhas rifas. Eu fiz uma rifa, a qual eu só consegui pagar a passagem.
então eu não consegui muito apoio, então eu fui sozinha não foi ninguém nem uma amiga, nem minha família ninguém nem meu namorado, ninguém assim a gente já prometeu eu e a minha família, meu namorado a gente já se prometeu que isso nunca mais vai acontecer porque minha mãe minha mãe falou fiquei nove horas sem notícia sua
E aí eu fui reclamar com o meu namorado Eu falei, pô, minha mãe é muito dramática Pô, eu tava lá no YouTube Era só perguntar Ele olhou e me olhou e falou assim Sua mãe tá coberta de asas Aqui a gente tá visualizando no mapa É mais ou menos aqui Desse pedaço aqui onde saiu É
Dá uma estrada onde está escrito Santa Fé, tem uma estrada que corta o rio, tá vendo? Que é a ponte. Foi bem aí que a largada. A largada foi um pouquinho antes da ponte. A gente passou embaixo da ponte nos primeiros segundos de natação. Nem minuto. Por aqui assim, né? Por aqui assim. Dá um zoom maior aí. Isso.
É que a ponte sumiu aqui. Eu me perdi da ponte. Pronto, foi aí. Exatamente aí que a gente pagou. Até descendo aqui o canal. Vai descendo. A maior parte do tempo sempre à direita, que é onde o rio é mais fundo. À direita. Descendo à direita.
Não, aí, perceba, sempre na parte mais larga, que é onde o rio é mais fundo. Isso é o guia, né? O Mirko, dono do barco marinheiro, que realmente tinha essa expertise. A grande maioria deles tem, né? Éramos 22 atletas solo, tinham 22 barquinhos e todos eles... Essa prova acontece todo ano, tá?
é uma das provas mais antigas de ultramaratona do mundo ela acontece há mais de 50 anos então esses barqueiros são muito experientes e eles fazem isso todo ano e no restante do ano eles são pescadores eles são
E também nadadores, nossos amigos nadadores. Isso, o meu marinheiro é nadador também. Meu marinheiro é nadador. Então, ele também conhecia muito o rio por causa disso. Nas melhores trechos para natação.
Eu montei aqui, eu falei com a Leca antes da nossa conversa, ela me passou uma lista de todas as travessias dela. Aqui no podcast Outra Visão já é a terceira vez que eu recebo a Leca. Então, na primeira vez, a gente conversou sobre a travessia que a Leca fez entre Salvador e Morre de São Paulo. Aí eu coloquei aqui no Google Maps, aqui ó, Salvador.
Morro de São Paulo. Depois a Leca me contou numa outra conversa, já no ano passado, sobre a travessia dela entre Sobradinho e Juazeiro. E aí eu falei, Leca, eu preciso de um mapa aqui, eu preciso colocar no mapa todas as que eu consegui listar aqui. Então, pessoal, eu quero contextualizar um pouco para a audiência que ainda não conhece a...
a Leca, como nadadora, outra maratonista, das várias travessias que ela já fez aqui. Leca, conta um pouquinho aqui, dá um apanhado geral aí das nadadas que você já deu aí, por exemplo, na região de Salvador, os três faróis aqui que eu tô mostrando. Nossa, Salvador eu já mapeei, já mapeei, tô no litoral aqui, eu conheço cada metro cúbico.
de trecho de água salgada aqui de Salvador. Todo o litoral, desde na verdade todo o litoral norte também, que eu moro em Lauro de Freitas, que é o litoral norte de Salvador. Então, nado muito por ali também. Mas toda essa parte do mar aberto que você está vendo aí, que é o farol de Itapuã, até o farol da Barra.
é toda a parte de Mar Aberto de Salvador, também do Farol da Barra até Mouro de São Paulo. E aí essa parte mais para dentro, que parece um grande lago, é a Baía de Todos os Santos, que é a segunda maior baía.
do mundo, então você imagina o volume de água dessa baía, quando está maré vazando, maré enchendo, então eu já nadei aí a baía toda, já nadei circundando aí todos esses pontos da baía, já nadei atrás da ilha de Itaparica aí também. Aqui, né, esse botar, né? Isso.
Deixa eu ver. Isso aí. Está vendo? É um braço da Ilha de Todos os Santos, onde você está bem em cima do mouse. Já nadei toda essa costa aí atrás da Ilha de Itaparica. Esse é um gancho. Esse é um gancho, Lec. É um gancho. Então, Bahia, você já deu todas as braçadas.
Que visitava aí na Bahia, entendeu? Já pode ensinar o caminho, já. Já pode ensinar os caminhos. Só que, pessoal, a LECA, ela tem um projeto que é o Desafio dos Sete Oceanos. E é um pouco... E essa travessia que ela fez agora na Argentina, ela já é a primeira etapa desse grande projeto, né?
que, Leka, eu quero que você conte, enquanto você conta, eu vou compartilhando aqui com a audiência, pedir licença, a apresentação que você me mandou sobre esse projeto, que é uma forma de dar visibilidade a esse projeto e também as pessoas, empresas, pessoas físicas, jurídicas, que estiverem interessadas e puderem apoiar o projeto da Leka, já vão conhecer agora. Posso soltar aqui, Leka?
Pode, pode. Então, eu nado no mar, sou nadadora de águas abertas, sempre nadei no mar, desde 2003. Ou seja, tem 23 anos já que eu sou nadadora de águas abertas.
E eu moro em Salvador, eu sou daqui. Então, até o ano de 2024, até janeiro de 2024, que foi quando eu nadei em Salvador, Morro de São Paulo, eu só nadei por aqui, né? Por Salvador, litoral norte de Salvador, Bahia de Todos os Santos, contra a costa da Ilha de Itaparica, ali na região próxima à Ilha de Morro de São Paulo.
E aí eu me prometi, depois que eu nadei em Moura de São Paulo, que eu queria nadar pelo Brasil todo, sair de Salvador, até mesmo para divulgar as nossas travessias que a gente tem aqui em Salvador. Temos uma travessia muito tradicional aqui, que é a Mar Grande Salvador.
que é justamente vir nadando da ilha de Itaparica para Salvador, são 12 quilômetros, e é uma travessia muito bonita, e eu queria muito sair de Salvador, viajar pelo Brasil, para conhecer outros ares, nadar outras águas abertas, principalmente água fria, porque o Sete Oceanos, que é meu projeto, é meu grande projeto.
Meu próximo desafio, meu grande projeto é das sete travessias, né? Que compõem os sete oceanos, seis são em águas muito frias. Então, também para ter contato com águas frias, eu me prometi que ia sair de Salvador. Então, ano de 2025, de 2024, perdão, foi o ano que eu já viajei muito. Eu nadei no Rio de Janeiro, nadei muito em São Paulo, nadei no interior de São Paulo, nadei em Brasília, no Lago Paranoá.
nadei em Maceió, nadei muito no Rio São Francisco, então fiz outros trechos do Rio São Francisco, em Alagoas, que o São Francisco é água bem fria, bem geladinha para mim, 19, 20 graus é muito frio.
Aí, no ano de 2025, eu fiz a Tríplice Coroa Paulista, então já peguei, já nadei quase uma das travessias da Tríplice no Rio Itapanhaú, lá de agosto. Eu nadei seis horas numa água de 17 graus, já de maiô, então já comecei a pegar águas bem mais frias.
Vou ter a nadar de seu sal. Como é que foi essa experiência nessa temperatura de água? Como é que você se sentiu? Queria saber. Bom, tudo também tem a suplementação tem que ser adequada, né? Então, suplementação de água salgada é diferente da suplementação de água doce, né? É totalmente diferente, que na água salgada eu engulo a água salgada, eu tenho muito sódio, né? Na água doce eu já não tenho isso, então precisa ter mais sódio. E outras particularidades, né? Que só o nutricionista...
um médico nutrólogo que te conhece muito bem para ajustar também. E, além disso, também a água fria e a água quente é bem diferente da suplementação. Então, por exemplo, a água fria, a suplementação nossa, a minha, que o meu doutor Fabrício prescreve para mim, é uma suplementação toda com açaí, beterraba, gengibre, cúrcuma, porque é tudo vasodilatador. Então, tudo promove o aquecimento do seu organismo.
Então, logo que eu pulei na água, de maiô, foi uma prova que era permitido o uso de neoprene, o neoprene que esquenta, mas eu nem neoprene tenho. Não faz sentido eu estar treinando para os sete oceanos e botar um neoprene. Eu nem neoprene tenho, eu nunca nadei de neoprene na minha vida. Então, eu fui lá de maiô.
E na hora que eu mergulhei assim, realmente a gente fica sem sentir a ponta do nariz, os lábios, a ponta dos dedos, da mão, do pé. E nas primeiras hidratações, então essa prova é uma prova que eu hidratei de 20, 20 minutos, justamente por causa da água fria.
Então, nas primeiras hidratações, meu guia, ele falava pra mim, cara, você tá roxa, a ponta do nariz tá roxa, a boca tá roxa. Eu olhava pros meus dedos, outra coisa que é importante, a gente não passa esmalte, né? Porque a gente vê a coloração da unha, que é um bom indicador de se você tá com hipotese, se você tá indo pra um caminho sem volta, né? De tratamento cardíaco também.
Também, eu nadei com um anel. O meu relógio Garmin, ele é daqueles bem antigos, então não tem batimento cardíaco no Garmin. Eu usei aquele relógio da Samsung e o meu celular foi com o meu guia no barco. Então, ele tem um aplicativo que você baixa.
Então, a gente foi monitorando tudo isso, batimento cardíaco, braçada por minuto, braçada por minuto, é outro indicativo se a suplementação está fazendo efeito, está indo bem ou não, se você está consciente ou não está consciente que numa água muito fria pode vir a perder a consciência. Nessa etapa teve caso de gente que é muito... Paulão, a gente largou 120 atletas, 50 atletas desistiram.
Teve gente que teve hipotermia. Então, foi bem difícil. Mas eu fui trabalhando, né? Tudo que eu treino, minha mente, principalmente. Quando deu duas horas de prova, meu guia falou assim pra mim. Cara, você não tá tão roxa mais. E aí eu falei pra ele, eu comecei a sentir. Tô sentindo as pontas do dedo. Então, você vê que a suplementação vai fazendo efeito, sabe?
Agora, assim, é uma sensação de queimação que ela te acompanha a trajetória toda. Durante as seis horas, eu me sentia totalmente queimada. E aí, quando eu cheguei, um amigo meu, nadador,
que na dor de sunga ele tá treinando fazer o canal da mancha, que é uma dos sete oceanos até, ele virou pra mim e falou assim, não, me diz uma coisa, qual a diferença da queimação da água fria pra queimação da caravela? Eu falei pra ele, ó, vou te explicar, a queimação é a mesma, é que a caravela, a sensação que eu tenho é que eu tô no meio de uma fogueira, e essa água fria é a sensação que eu tinha que eu tava no iceberg.
Então, assim, a sensação de queimação é a mesma. O que muda... Na verdade, assim, a queimação... Como posso dizer? O fator físico, né? O fator físico. Você sente a queimação no seu organismo, na sua pele.
Isso não muda. O que muda é a sensação. Que nas caravelas, a sensação que eu tinha é que eu estava no meio de uma fogueira. E na água gelada, a sensação que eu tenho é que eu estou no meio de um iceberg, de uma banheira de gelo, sabe? É isso. Nossa. Eu gosto de água gelada. Eu gosto de nadar em água gelada. E, claro, não por tantas horas, assim, né? Mas é uma sensação realmente que você...
Eu estou chegando à conclusão Eu estou chegando à conclusão Que eu prefiro nadar longas horas Em água fria Muito mais em água fria do que água quente Água quente vai te dando uma moleza Uma lezeira Parece que você está numa sauna
Você vai, sabe, seu músculo vai ficando mole, você não consegue... Água fria, ela te traz, assim, um alerta. Você está o tempo todo ali em alerta. Prestando atenção na sua respiração, nos seus movimentos. E eu acho que aí você cansa menos do que na água quente. Você cansa, é muito cansativo nadar longas horas.
em água quente. E eu tenho buscado muito água fria, né? E aí, por conta disso, em 2024 e 2025, eu nadei muito pelo Brasil, ao longo do Brasil. Claro que eu tenho muitos lugares ainda que eu quero nadar, então eu quero ir para o Amazonas, para o Rio...
Tem o meu amigo de Manaus, que também acompanha o seu trabalho, as suas travessias. Já falou que lá em Manaus tem lá o pessoal da natação lá. Eu quero nadar essa prova. Eu quero nadar essa prova, que é super conhecida lá. E também para o Sul. Eu não desci mais de São Paulo. Então, por exemplo, eu penso em fazer o ano que vem a Ilha do Mel, que é lá no...
no Paraná, eu quero muito descer pra nadar em Santa Catarina, em Porto Alegre, eu tenho muitas amigas que moram, né, pro sul, e eu também, aí também, mas aí também, né, quando virou o ano de 2026, eu falei, bom, agora eu quero começar a sair do Brasil, né, pra nadar fora do Brasil, aí veio a prova da Argentina.
Santa Fé Corona, que foi agora em fevereiro, esse ano já até viu, vai abrir as inscrições, eles vão fazer a prova para amadores em novembro desse ano. Eles estão chamando de segunda etapa para amadores. Se não me falha a memória, é 28 de novembro.
E é uma prova maravilhosa, assim, como eu comentei aqui no início do podcast, a gente é muito bem tratado, sabe? Fica todo mundo no mesmo hotel, tem o jantar de recepção dos atletas, tem o congresso, aí você vai para a maratona, você nada, aí chega lá, em coronda, tem...
um receptivo, sabe? Comida, bebida, todo mundo fazendo festa, fogos, premiação. Depois você volta no ônibus pro hotel, todos os atletas, escoltado com a polícia, porque nós somos atletas importantíssimos, entende?
Então, assim, foi tão incrível essa travessia que eu recomendo para todo mundo que estiver assistindo. E agora a ideia é continuar fazendo algumas travessias no Brasil, mas também fora do Brasil, porque o ano que vem eu começo, uma dos sete oceanos eu começo ano que vem.
E também eu preciso captar o recurso para continuar, preciso ter recurso para continuar realizando esses sonhos que eu tenho de nadar, essas ultramaratonas ao redor do mundo. E aí, realmente, esse projeto é muito desafiador. É um projeto que é mais ou menos 100 mil reais cada travessia. E aí eu estou falando do custo mesmo, tá? Do custo de ir lá e nadar. Isso fora... Por isso que esse projeto tem mais ou menos exato...
eu preciso mais ou menos de um milhão de reais porque tem um custo todo da parte de treinamento, né? Que pra treinar pra um projeto desse é... É, tem que ter que saber. É um treinamento eterno, né? Eu imagino fazer uma travessia por ano. Então, né? Por aí...
E a primeira descecia desse desafio seria essa da Espanha, isso? É a primeira? Isso, o Estreito de Gibraltar, que eu vou nadar da cidade de Tarifa, na Espanha, para Pontacinhos, no Marrocos. A gente nada pelo Estreito de Gibraltar, são 16 quilômetros, é a menor delas. E agora a temperatura da água é entre 14 e 16 graus.
E é uma região com muitas correntes e uma região de muito vento, que torna a travessia muito difícil, apesar de apenas 16 quilômetros.
Coleca, não sabia que era congelado ali no Gibraltar, não? Não sabia, não. É, é congelado, é uma das mais geladas. Eu começo pelo Estreito de Gibraltar, que é a menos custosa das sete. Inclusive, para me inscrever, não precisei desembolsar nenhum custo, né? Porque as outras todas, até para se inscrever, você tem para reservar seu lugar.
você precisa pagar. Então, uma dos sete que todo mundo conhece, que um dia eu vou nadar com fé em Deus, é o Canal da Mancha. Essa é uma das mais custosas de todas. Só para me inscrever no Canal da Mancha e guardar a minha janela, que geralmente, uns três anos para frente, são 12 mil reais, que atualmente é 1.500 libras.
Então, são travessias muito caras, com janelas muito longas, de pelo menos 15 dias, você tem que se manter no local por 15 dias. Exigem a presença do seu técnico, de mais um apoio, então é eu e mais dois que eu tenho que levar. Então, tem todo o estado de alimentação dessas pessoas. Então, são travessias muito custosas, mas que com certeza eu estou...
eu vou conseguir fazer e é um sonho muito muito grande. E, Léca, conto aqui com o apoio do podcast Outra Visão para ajudar, dar visibilidade, o que for possível para a gente colaborar e hoje aqui, dando uma visibilidade aqui ao projeto.
E quem fala, pô, eu quero apoiar a Leca Nesse primeira travessia lá em Gibraltar Como é que a pessoa faz? Fala, manda um direct lá no Instagram Pode estar em contato comigo através do meu direct No Instagram
que é arroba leleca underline ssa, está até aí no final da apresentação, então, de novo, arroba leleca, o leleca é com c, não é com k, tá? Então, arroba leleca underline ssa, o ssa é de Salvador, né? Então, pode entrar em contato comigo.
E a minha janela é julho, julho de 2027, na Dal Estreito de Brautara, então eu tenho aí um pouco mais de um ano para captar o recurso de passagem, de estadia de alimentação, e não só isso, do próprio, toda a parte de treinamento, daqui até lá, suplementação.
E tem outros, enquanto isso, eu vou desenvolvendo outros projetos, porque eu gosto muito de participar de competições, como, por exemplo, essa que eu fui na Argentina, de Santa Fé até Coronda, nadando, mas eu também gosto muito, Paulão, de desbravar trechos.
de nadar em trechos que ninguém nunca nadou. Então, eu estou estudando muito agora um trecho... Eu tenho dois trechos no Rio Paraguaçu que eu quero nadar. Ninguém nunca nadou no Rio Paraguaçu. Eu estou estudando um trecho que é da Cidade de Cachoeira.
descendo o Rio Paraguaçu até encontrar com a Baía de Todos os Santos, são 40 quilômetros, então, assim, 33 quilômetros é no rio e os últimos 7 quilômetros já é na Baía de Todos os Santos, na localidade de Maragogipe.
Estou estudando muito. A Prefeitura de Cachoeira está me apoiando, então a gente está tentando ver se é o ano que vem, no início do ano que vem, que é no dia da cidade, para dar uma repercussão, porque eu quero chamar atenção para o Rio, como ele é importante para a nossa região, para a nossa localidade.
para que a gente tenha consciência, não suje o rio, não jogue. Quando eu fiz a Travesseira Sobradinho-Juazeiro, foi uma coisa que me impressionou muito, que eu desci 50 quilômetros no rio. Os primeiros 25 quilômetros são inóspitos.
Eu não vi uma casinha e eu não vi um lixo no fundo do rio. Nada, uma tampinha de garrafa. Porque a água do Rio São Francisco é extremamente cristalina. Então, você vê tudo. Profundidade enorme. Você vê como se estivesse, sim, próximo aos seus olhos, porque é muito cristalino.
Paulão, quando eu vi a primeira casinha, nunca me esqueço, uma casinha de madeira no meio de uma ilha, cara, eu comecei a ver lixo no fundo do rio. Impressionante, sabe? Então, quero trazer, inclusive, a prefeita é uma mulher, o secretário de esporte, Cachoeira, eles querem muito chamar a atenção das crianças, dos adolescentes, querem que eu vá lá algumas vezes nas escolas, faça palestra antes de eu nadar.
para tomar atenção para essa questão do meio ambiente, de quão esse rio é importante para a nossa região e quão a preservação dele é importante para a nossa geração, mas também para as gerações futuras, em termos de alimentação, de água potável, etc., da nossa região. Então, estou...
Com certeza essa travessia vai ter aí o ano que vem para a gente conversar no novo podcast. Ô, Leca, travessia não vai faltar. Não, Paulão. Eu vou, enquanto eu não consigo desenrolar todo o sete oceanos, eu vou desenrolando outras coisas. E me deu um insight aqui de uma sugestão, uma travessia que você poderia que é ali na região de Iguape.
cananeia, ali naquele canal não, então calma, eu tenho uma coisa pra falar, se tu poderia falar mas como o nosso tempo tá chegando ao fim, eu vou falar que fica só um gostinho aqui, eu vou fazer uma coisa bem diferente no final desse ano, que eu nunca fiz eu vou nadar em revezamento com oito mulheres, eu e mais sete oito mulheres, eu fui convidada, tá? o projeto não é meu, mas eu achei fantástico então estamos nós oito mulheres nesse projeto oito mulheres
imbuídas de conseguir recurso, de dar o nosso melhor pra gente dar a volta nadando na Ilha Bela olha é esse aqui né? o litoral norte de São Paulo vamos dar a volta nadando na Ilha Bela eu com oito mulheres não, eu sou a oitava mulher cadê o banner desse projeto aqui no seu índice?
Esse da Ilha Bela não tem ainda. Da Ilha Bela não tem. Como eu falei, eu não sei nem se eu poderia falar. O que tem aí que você está mostrando é o livro, né? O livro... O livro... Aqui, olha o livro. Isso. Esse livro foi uma coisa tão incrível que aconteceu na minha vida. A escritora Denise Vitale, que é uma nadadora também, de águas abertas.
E é uma pessoa super estudiosa. Ela é, se não me falha a memória, ela é advogada, mas ela é professora da UFBA, coordenadora de cursos da UFBA, que envolve esse tema de meio ambiente. E ela também escreve. Escreve de hobby. Foi o primeiro livro dela de ficção, porque ela escreve, ela lançou livros técnicos na área dela. Como ela...
nadadora de Águas Abertas e a gente amiga, ela acompanhou minha travessia para a Moldo, São Paulo, tá? E no dia seguinte, numa sentada, ela escreveu esse livro. Inspirado na minha... A personagem principal desse livro infantil, inspirado na minha pessoa como nadadora,
E toda a história é inspirada na minha travessia para a Moura de São Paulo, trazendo um tema de preservação do meio ambiente, dos oceanos, dos animais marinhos, etc. Então ficou um livro tão lindo, uma linguagem tão lúdica, tão incrível. E o lançamento foi agora na Bienal.
aqui, Salvador, sábado, o qual eu estive lá para dar autógrafo. Gente, que loucura. Eu nunca imaginei isso na minha vida. Mas foi tão legal. Cheguei lá umas horas da manhã.
três da tarde, e vai começar hoje, hoje eu acabei de receber os links aqui, logo que a gente terminar aqui, eu vou postar tudo isso, começa a vender hoje pela Amazon, e também, ela lançou esse livro através de um edital da UFBA, que é a Universidade Federal de Salvador, para vender nas escolas municipais e nas escolas privadas, como leitura obrigatória para as crianças, trazendo esse tema de preservação.
do meio ambiente, dos oceanos, animais marinhos, mas também essa questão de realização de sonho, superação, de mulher, homem, de divino. Então, assim, é um livro que ficou muito lindo, muito legal, que está lançando agora pela Amazon hoje para o público em geral, né? E eu espero que realmente atinja muitas crianças, muitas crianças, muitos adolescentes.
Porque eu realmente acredito muito, muito no esporte como ferramenta prioritária na educação das nossas crianças. Não tem, para mim, nada melhor do que o esporte para dar consciência de preservação, para dar disciplina, para ensinar a perder e continuar, levantar a cabeça e continuar. Então, para mim, o esporte é uma das ferramentas mais importantes na educação de crianças e adolescentes. Então, espero muito que esse livro...
atinja esse público mesmo. E aí eu conto com você, podcast aqui, pra gente divulgar isso. Ah, mas com certeza. Ó, eu vou deixar os links da Amazon, do livro, todos os links aqui que eu naveguei na descrição desse episódio. Eu te passo o link da Amazon porque eu recebi agora, tá? Acabei de receber aqui, meu notebook tá aberto, acabei de receber. Eu vou te mandar, assim que a gente desligar aqui, eu já te mando pra você me ajudar a divulgar, tá bom?
E parabéns pela...
por ter um livro inspirado na sua história, porque merece. Olha que coisa louca isso. É, muito legal. Ô, Paulo, você sabe que eu nado. Eu te falei isso no primeiro podcast. O meu objetivo, eu quero ter histórias incríveis para contar para os meus netos. É isso que eu quero. Comecei a fazer essas ultramaratonas, desbravar. Eu quero ter histórias incríveis para contar para os meus netos. Era isso que eu queria. Mas aí, daí...
Tanta coisa reverberou, né? Eu inspiro crianças e adoro, assim, mulheres e todo mundo. E isso aí, pra mim, é um negócio que não tem preço, entende? O que eu puder fazer pra continuar ajudando as pessoas a realizarem seus próprios sonhos, eu vou fazer. Porque não há nada mais feliz do que você realizar um sonho, entende? Então, por favor, pode contar comigo sempre, tá? Pra o que você precisar também.
Muito obrigado, Leca. Eu vou treinar agora, eu vou treinar. É, exatamente. A Leca tem treino.
Pode acompanhar também a rotina dela lá na rede social, no Instagram, que eu vou deixar aqui o link direitinho. Mas para fechar, Leca, então assim, eu gostaria de agradecer muito a você por novamente dedicar um tempo para conversar comigo, compartilhar suas histórias travessias. A gente poderia ficar aqui mais umas duas horas. Paulo, eu ficaria aqui duas horas falando com você. Mas é bom não fazer isso.
fica aquele gostinho de quero mais porque assim, eu sempre tenho muita curiosidade muitas perguntas e assim, muita admiração então é por isso que a gente sempre quer saber, quer perguntar e tudo então Leca, muito obrigado por mais uma vez atender o convite e pra gente fechar, você conhece, você já é aqui de casa do podcast Outra Visão gostaria que você deixasse um recado final, uma mensagem pra gente concluir hoje a nossa boa conversa
Olha, a minha mensagem talvez eu já até tenha deixado em outros podcasts, mas o inacreditável só acontece quando você tenta. Hoje nós estamos cercados, rodeados de limites que estão impostos por outras pessoas que vieram antes da gente. Só que a gente pode desafiar esses limites.
muitas vezes hoje a gente fica sentado olhando para esses limites, acredita naquilo e aquilo te limita não, não se limite ainda mais se tratando de realizar um sonho seu então o inacreditável só acontece quando você tenta e no verbo tentar, obviamente, tá dedicação, disciplina, né ir atrás do seu sonho mesmo não é também exato
Eu acredito muito em Deus, eu oro muito, mas não adianta só orar, você precisa agir, você precisa fazer. Então é esse o recado que eu sempre deixo. O inacreditável só acontece quando você tenta. Se você tem um sonho, por mais inacreditável que ele possa parecer, vá em busca de realizar. Não acredite nos limites que estão aí impostos.
Vai em busca de se desafiar, de romper essas barreiras, de romper esses limites. Ou de você mesmo ver que, de repente, esse limite é o real mesmo e para por aí. Mas a minha experiência, eu sou a prova viva de que quando você...
Com disciplina, com consciência, você acaba desafiando alguns limites, você supera esses limites. E eu penso sempre assim, eu não quero ser melhor do que ninguém, eu só quero ser melhor do que eu ontem. Entende?
E com isso, na hora que eu realizo isso, eu posso ajudar outras pessoas. Eu quero trazer essas pessoas comigo. Eu quero ajudá-las a realizar seus sonhos. Por mais inacreditáveis que pareçam. Então, nunca se esqueça disso. O inacreditável só acontece quando você tenta.
Muito obrigado, Leca. Boa natação, muita saúde. Obrigada. Um beijo. Um beijo grande, Paulão. Até a próxima. Obrigado, pessoal.