05/05/2026 - Irã não baixa o tom sobre o Estreito de Ormuz
Carla
Megali
Sheila
Philip Killing
- Estreito de OrmuzTáticas de intimidação dos EUA · Irã não cede a pressão americana · Tática de guerrilha do Irã · Projeto Liberdade de Trump · Ataque a petroleiro sul-coreano
- Estratégia iraniana contra países árabesPreparação para guerra desde 1979 · Aprendizado com a história · Resistência e disposição a pagar o preço · Exploração da opinião pública americana · Paciência como virtude
- Comparação com Conflitos AnterioresGuerra do Vietnã · Guerra do Afeganistão · Guerra do Iraque
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Hora de conversar com o Philip Killing, os Estados Unidos. Na verdade, Donald Trump, a Casa Branca, tem usado todo tipo de tática de intimidação em relação ao Estreito de Hormuz, até a divulgação de um mapa em que o Estreito de Hormuz passa a se chamar Estreito de Trump. Inacreditável, né? Quem vê isso pensa que o cara está por cima da carne seca, ganhando todas. Mas, por incrível que pareça, mesmo conhecendo o poderio...
Militar dos Estados Unidos, para usar uma expressão aqui bem da nossa época, Killing, o Irã não arrega, né? O Irã não cede um milímetro, não pisca e continua falando grosso com os Estados Unidos. Bom dia para você, Killing.
Tudo bom, Megali? Bom dia a você, Sheila Carli, a todos que nos acompanham. E o Irã tem uma tática ali de guerrilha, de mandar botes, atacar cargueiros, colocar minas no estreito de Ormuz, drones relativamente baratos e pequenos, e dificulta muito, nem mesmo poderia...
do exército americano consegue reabrir o Estreito de Hormuz. No final de semana, o Trump falou em Projeto Liberdade que os Estados Unidos iriam guiar alguns petroleiros para sair do Estreito de Hormuz. O Irã disse não, isso não vai acontecer. Quem comanda o Estreito de Hormuz?
é o Irã, e não deu outra. Durante o dia de ontem, bombardeios foram registrados na região. O Irã afirma que atacou uma embarcação militar dos Estados Unidos, os Estados Unidos dizem que não é bem assim, e aí tem um petroleiro que teria ligações com a Coreia do Sul, que foi atacado, e a Coreia do Sul reconhece que esse petroleiro foi atacado, os Estados Unidos também teriam...
atacado essas lanchas rápidas do exército iraniano, que são usadas para fazer ataques contra navios que passam pelo Estreito de Ormuz, mas a verdade é que é muito difícil você reabrir o Estreito de Ormuz por meios militares, pela força. O próprio Irã falou isso, analistas também, falam que é muito difícil hoje na guerra, então você tem drones aquátricos, você tem minas marinhas, você tem drones... isso aqui dentro da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore da árvore
aéreos mais pequenos, de difícil detecção, e o Irã tem muitos desses drones, você simplesmente garantir que nos passem por ali de forma tranquila. Mesmo quando o Trump fez o anúncio desse projeto Liberdade, os empresários do setor estavam bastante receosos, olha, precisa ter um acordo com os dois lados, então se você se coloca...
no lado do empresário, será que eu vou arriscar o meu cargueiro, passar pelo Estreito de Urnuz com tudo o que está acontecendo? Colocar em risco a vida das pessoas que trabalham para mim? Aí você tem seguro altíssimo, simplesmente não vale a pena. Então, os Estados Unidos não estão encontrando uma forma de reabrir o Estreito de Urnuz. Eles falam que outros países devem colocar pressão, como a China, mas a China afirma que o Estreito de Urnuz estava aberto.
Quem fechou foram os Estados Unidos com esse ataque, Israel. Por que a gente tem que entrar para reabrir algo que já estava aberto? O ministro de Relações Exteriores do Irã, o Abbas Arat, está indo para a China, conversaram com o ministro de Relações Exteriores, é chinês. A China compra muito petróleo que vem do Golfo, mais da metade do petróleo que consome passa por ali. E na semana que vem existe a expectativa do Trump fazer uma viagem a Pequim, ser recebido por Xi Jinping.
E a gente não sabe se até lá a situação estará mais resolvida, estará mais tensa ou não, mas, ao que tudo indica, já houve uma violação do cessar-fogo. Então é muito provável que bombardeios se intensifiquem nos próximos dias.
O Killing, a gente já falou isso aqui, né? Primeiro, o Irã, ele está se preparando para essa guerra desde 1979. O Irã passou a existir como regime teocrático, imaginando que um dia teria de enfrentar uma ofensiva dos Estados Unidos, né? E se preparou para isso. E mais, o Irã, diferentemente de Donald Trump, estuda e sabe que se você aprende com a história, você não comete os erros do passado e você consegue repetir os acertos.
Do que eu estou falando? O Irã sabe que se você resistir às estocadas americanas, se você estiver disposto a pagar o preço humano, a pagar um preço bem alto, você vai conseguir fazer com que os Estados Unidos eventualmente desistam de guerrear contigo, porque os Estados Unidos têm de lidar com uma coisa que um regime teocrático como o iraniano não tem, que é a opinião pública. Os Estados Unidos possuem opinião pública, os ayatollahs estão se lixando para isso.
Então, com paciência, você consegue cansar a população americana que começa a pressionar o líder e que começa a sentir os efeitos econômicos da guerra. E, de novo, isso não é um problema para um regime teocrático. A paciência, nesses casos, é uma virtude que faz diferença no final do conflito. O Irã aprendeu com o Vietnã.
O Vietnã ganhou aquela guerra. Ora, morreram 30 vietnamitas para cada americano. Mas, no final das contas, a guerra foi vencida pelo Vietnã. Não dá para a gente dizer que os Estados Unidos perderam a guerra para o Afeganistão, mas certamente não conseguiram fazer aquilo que planejavam no Afeganistão e muito menos no Iraque. Tiveram de sair ali em silêncio, fingindo que nada aconteceu. Então, esses países paupérrimos conseguiram resistir.
aos Estados Unidos que possuem o poder militar mais admirável do planeta Terra, que dirá o Irã, que controla o Estreito de Hormuz, que é um país que está preparado já há muitas décadas para receber um ataque como esse dos Estados Unidos e que já educou a população para saber que um dia teria de enfrentar esse poderio. O Irã está fazendo aquilo para o qual se planejou durante décadas.
E enfrentando um país que, embora muito poderoso, está lutando na base do improviso, mudando de tática todos os dias. E está ganhando, está ganhando, está dando uma surra a ponto de a gente já poder afirmar que esse é o pior atoleiro já enfrentado pelos Estados Unidos desde o Vietnã. E talvez esse passe o Vietnã eventualmente.
É incrível, a gente está vendo a história acontecer diante dos nossos narizes. Aliás, nos nossos casos, belíssimos narizes, Kirim. Bom trabalho para você. Bom trabalho para você. Até amanhã. Valeu, até mais.
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