Como demonstrar mais confiança na comunicação?
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- Desenvolvimento da comunicação em criançasComunicação e Liderança · Percepção de confiança · Recursos verbais, não verbais e vocais · Postura e gestos · Contato visual · Tom de voz e articulação · Organização de ideias e escolha de palavras · Expressar necessidades sem desculpas
- Comunicação AssertivaPostura ereta e tronco aberto · Gestos naturais e evitar fechamento · Olhar direcionado · Voz clara e audível · Articulação de sons · Evitar monotonia · Organizar ideias · Escolha de palavras
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CBN Comunicação e Liderança com Leny Quirilhos.
Leny Quirilhos aqui com a gente depois de um bom período de férias.
Duas semanas, Sardenberg, não exagere, vai.
Duas semanas de qualidade.
E perceba que mesmo nesse período ela deixou material gravado, né?
Exatamente, mas agora tá aqui ao vivo e aqui nos nossos estúdios. E a pergunta, como sempre respondendo pergunta de ouvinte, a pergunta do Jefferson de Curitiba. Ele diz o seguinte: preciso aprender a demonstrar mais confiança na minha comunicação.
E aí, como é que faz? Não é ótimo? Vocês sabem que eu fui pesquisar a respeito e eu me deparei com um livro de um chará do nosso ouvinte Jefferson. Que é o Jefferson Fisher, um americano. Ele é um advogado e ele tem um livro, gente, muito interessante chamado Discuta Menos, Dialogue Mais: Como Transformar Suas Próximas Conversas. E ele traz a respeito dessa questão da confiança, primeiro assim, né, a importância que é realmente quando a gente falar construir percepção dessa confiança, porque é assim que a gente gera adesão às nossas ideias, a gente gera boa vontade por parte dos outros em reagirem positivamente na linha do que a gente tá buscando.
Agora, é uma perrenga, porque confiança é um sentimento e é muito complicado você invocar um sentimento na hora que você quer. Agora, tem uma dica interessante que eu quero compartilhar, gente, que é o seguinte: cada pensamento nosso gera em nós uma emoção e cada emoção gera uma atitude. Claro que é essencial que a gente cuide do nosso estado interno então, para que a gente tenha atitudes positivas. Porém, nem sempre esse cuidado com estado interno está ao nosso alcance.
Saber que na prática o que vai gerar percepção é a atitude nos ajuda a focarmos a nossa atenção no comportamento. E comportamento sim está no nosso controle, tá na nossa autonomia. A proposta é a seguinte: como que eu percebo confiança? Quando eu noto atitudes assertivas na comunicação do interlocutor. Então, quais são os cuidados aí em relação ao Jefferson? Primeiro, a gente relembra que o que constrói percepção é aquele trio de recursos verbais, não verbais e vocais.
Então vamos lá, do ponto de vista do não verbal, para eu demonstrar confiança, eu preciso me ater à minha postura. Eu devo manter uma postura ereta, com o tronco aberto, com os ombros relaxados, voltados na direção da pessoa com quem eu estou falando, com o grupo. Eu devo utilizar gestos naturais, evitando posturas de fechamento. Então, por exemplo, falar me protegendo, com as mãos na frente do peito, com os braços cruzados, acaba gerando uma ideia de afastamento.
Ainda no não verbal, a importância do olhar direcionado. Então, quando eu quero falar algo que tem um peso importante, uma importância grande, eu tenho que fazer isso olhando no olho do meu interlocutor. Do ponto de vista vocal, tem a ver com usar uma voz que alcance facilmente. Quando a gente fala muito baixo, a gente demonstra um certo desconforto, uma certa insegurança. Então, usar um tom de voz que atinja facilmente o outro.
Cuidar da articulação dos sons. É muito típico, Cássia, quando a gente tá na dúvida em relação a alguma coisa que nos perguntam, a gente responde com a boca meio fechada, tipo, tô dando um chute, né? Tô falando aqui uma coisa que eu não tenho muita convicção. Então caprichar voluntariamente na movimentação ajuda muito. Evitar monotonia enfatizando, destacando os trechos mais relevantes. E o Jefferson nos traz, o autor, algumas sugestões práticas relacionadas ao verbal?
Bom, primeiro assim, eu tenho que organizar as minhas ideias e empacotá-las de uma maneira que faça sentido, que tenha uma linha, uma linha de raciocínio, um fio condutor, organizar bem. Segundo, quando eu vou fazer a escolha das palavras, é essencial que eu leve em conta que eu preciso gerar essa ideia de convicção e de confiança. Então evitar palavras que demonstram menos valor, Por exemplo, vale a pena limpar o eu acho do discurso.
Eu acho é uma expressão que passa uma ideia de dúvida, de tô chutando aqui, parece, pode ser, vou tentar, e por aí vai. Usar, ao contrário, palavras de mais valor, como tenho convicção de que, quero destacar que, são formas positivas da gente embalar isso. O tempo verbal que a gente escolhe também é bem relevante. Quando a gente usa o pretérito imperfeito, eu queria agradecer, eu queria falar, a gente tá no terreno da intenção.
Se eu quero ser assertiva, eu tenho que ir para o terreno da ação. Então é o verbo no tempo presente. Eu quero agradecer, ou eu agradeço agora positivamente, dessa maneira. Expressar as nossas necessidades sem pedir desculpa. Não cabe, ai, olha, desculpe, não sei o quê. Não. Eu preciso de tal coisa. Falar o mínimo necessário. Aqui menos é mais. Quanto menos eu falo, quanto menos palavras, mais eu consigo dar força para os meus argumentos.
Eliminar os ruídos, que é o lance do né, sabe, percebe, entende, que são expressões também que demonstram a busca pela aprovação. E cortar expressões excessivas. A pessoa que tá meio perdida, ela usa muito Basicamente, realmente são advérbios que acabam gerando esse tipo de impressão. Então, na dúvida, recorra à experiência. Olha, pelo meu modo de ver, na minha experiência, eu proponho tal coisa. Porque aí a gente consegue uma entrega que vai transmitir essa impressão de mais confiança e, consequentemente, de mais assertividade.
Leny Quirilos, mais uma vez, muitíssimo obrigado e até a semana.
Obrigada, gente. Um ótimo restinho de semana aí para todos. Obrigada, Leny.
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