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Novas tarifas americanas e pesquisa eleitoral impactam mercado

16 de julho de 20263min
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Se o investidor brasileiro já vinha lidando com seus próprios problemas internos, esta quinta-feira mostrou que não existe porto seguro quando o vento global também sopra contra.

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Participantes neste episódio3
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
Y

Yasmin Tavares

Comentarista
Assuntos4
  • Impactos do El Niño no BrasilDiferencial de juros · Atratividade de ativos locais · Dólar
  • Relação Brasil-EUA e EleiçõesNovas tarifas americanas · Pesquisa eleitoral · Preocupações fiscais · Lula · Flávio Bolsonaro
  • Mercado FinanceiroRealização de lucros em tecnologia · Dados de varejo e empregos nos EUA · Juros americanos
  • Rodadas BrasileirãoCautela do mercado · Ibovespa
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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valorinvest.com.

CCarol

Hoje com Yasmin Tavares. Boa tarde, Débora, Carol e ouvintes da CBN. Olha, se o investidor brasileiro já vinha lidando com seus próprios problemas internos, a quinta-feira mostrou que não existe porto seguro quando o vento global também sopra contra. O grande motor do dia veio de Nova York. Uma forte realização de lucros no setor de tecnologia azedou o humor nos mercados por lá. Somado a isso, dados de varejo e empregos nos Estados Unidos vieram acima do que era esperado pelos investidores, indicando que o Banco Central americano pode não ter espaço para reduzir os juros por lá.

E é nesse ponto que a dinâmica se complicou para o mercado brasileiro hoje, porque com os juros americanos mais altos e a nossa atividade, por outro lado, demonstrando sinais de fraqueza, o diferencial entre as taxas ela encolhe. E esse conjunto de fatores, né, por si só, ele acaba reduzindo a atratividade dos nossos ativos locais da bolsa, as ações, afastando o investidor estrangeiro e por outro lado impulsionando o dólar, né?

A moeda americana avançou sobre o real hoje, fechando aí negociada na faixa dos R$5,09. E o mercado ainda precisou processar outros dois fatores de incerteza aqui no Brasil: as novas tarifas americanas de 25% sobre os produtos nacionais e a repercussão da última pesquisa eleitoral que mostrou o presidente Lula ampliando a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro, trazendo de volta as velhas preocupações fiscais para o centro das negociações.

Com tantas pressões internas e externas, o mercado acabou optando pela cautela e a bolsa brasileira não encontrou fôlego para reagir. No fim da sessão, o Ibovespa caiu mais de 1% para os 173.825 pontos. Eu vou ficando por aqui, volto com vocês. Débora, Carol.