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'Viramos expert no remédio que vem dos outros'

15 de julho de 20263min
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Rossandro Klinjey afirma que percebemos sempre na vida dos outros, porém nunca entendemos os problemas na própria casa. Como do chefe, da mãe, de um namoro. 'Dessa forma, normalizamos o que não conseguimos largar', declara.

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Participantes neste episódio1
R

Rossandro Klinjey

HostPsicólogo
Assuntos2
  • Reconhecimento de relações tóxicasNormalização do que não se consegue largar · Dificuldade em admitir problemas familiares · Instinto de sobrevivência
  • Trauma e ComportamentoRegistro da ameaça pelo organismo · Corpo trava antes da consciência · Cabeça adoecida defende agressor
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

Lima. How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes. Hey Meta, what should I do with my life? That's one of life's biggest questions. What do you think? Ask anything with the new Meta Glasses.

RKRossandro Klinjey

Refletir para Viver com Rosandro Klinger. A gente virou expert no veneno que vem dos outros. Perceba um detalhe: A gente reconhece relação tóxica na novela das 9 em 3 capítulos, aponta o vilão antes do primeiro intervalo. Enquanto isso, o vilão de nossa casa escapa ileso por um simples motivo: porque vem com selo de afeto e nota fiscal de amor. E é por isso que a maioria das pessoas não diz: minha mãe me adoece. Diz: minha mãe é assim mesmo.

Ninguém fala: Meu chefe me humilha, diz, ele é exigente. A palavra certa fica presa na garganta, porque admitir custa muito caro. Um namoro ou uma amizade ruim você consegue terminar mais fácil, mas da família você não se demite e do emprego você depende. E desse modo a gente normaliza o que não consegue largar, instinto puro de sobrevivência, igualzinho ao do eleitor que defende com unha e dente o sujeito que o trai há 20 anos, E que é tão ou mais corrupto do que o adversário, só porque encarar o erro machuca mais do que continuar apanhando.

O pesquisador Peter Levine passou décadas estudando como o trauma se instala no corpo antes de chegar à consciência. O organismo registra a ameaça muito antes de a cabeça decidir se aquilo é perigoso ou não. É por isso que o estômago aperta quando certo número aparece na tela, Que a respiração muda quando você ouve a voz de determinada pessoa, ou o corpo trava antes de você entender por quê. O corpo já deu o veredito, mas a sua cabeça adoecida segue fazendo campanha para o agressor.

Relação tóxica não tem só um endereço. Mora no amor, na família, no trabalho, na política. Na verdade, só uma coisa muda nessa história, que é o nome que a gente dá Para continuar ficando e se envenenando.

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