Episódios de Comentaristas

França é berço do vinho que conhecemos hoje

14 de julho de 20265min
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Em dia de França x Espanha pela Copa do Mundo, Suzana Barelli destaca a França como berço do vinho moderno e país dos tintos mais longevos e celebrados do mundo. Ouça o comentário.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
S

Suzana Barelli

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Características da Munich WineFrança · Vinhos tintos longevos · Champanhe · Sauternes · Borgonha
  • Vinho e Reconhecimento InternacionalFrança · Espanha · Itália · Argentina · Inglaterra · OIV
  • Vinhos e EnologiaRioja · Ribera del Duero · Cava · Malbec · Espumantes ingleses
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CACarlos Alberto Sardenberg

Momento do Brinde com Suzana Parelli. E aí, Suzana?

SBSuzana Barelli

Oi, Sandenberg, Cássio, ouvintes, tudo bom? Suzana, boa tarde.

CACarlos Alberto Sardenberg

Bom, futebol e vinho. Nós temos hoje França e Inglaterra, dois grandes produtores de bons vinhos.

SBSuzana Barelli

Suzana, eu acho que a gente tem França e Espanha hoje, não é?

CACarlos Alberto Sardenberg

França e Espanha, exatamente.

SBSuzana Barelli

Então eu comecei, quando a gente começou a Copa, eu comentei aqui, né, será que tem alguma relação vinho e futebol? Eu não consegui fazer nenhuma, a não ser que para ganhar a Copa do Mundo tem que ser produtor de vinho. E agora a gente chegando na semifinal, isso se confirmou porque todos os 4 finalistas são produtores de vinho. E a gente começa com hoje, né? França e Espanha são mais conhecidos pelo vinho. E aí eu acho que a França dispensa apresentação, né?

O berço do vinho como a gente conhece hoje, os vinhos tintos mais longevos estão em Bordeaux, os melhores brindes são com champanhe. Se a gente pensar em vinho de sobremesa, Sauternes, Gorgonha, até a Domène Romanée-Conti, que tá sempre entre os vinhos mais caros do mundo. Ou seja, a França domina aí nesse universo de vinho e talvez de futebol, a gente vai saber daqui a pouco. Agora, quando a gente for pegar os dados, tipo assim, a França hoje é o segundo maior produtor de vinho, ela produz 16% do total que é produzido no mundo de vinho, né?

Além disso, ela é o segundo maior consumidor e consome 11% do total de vinho que é consumido no mundo. Quando a gente vai para Espanha, a Espanha também é uma potência, né? Esses dados todos que eu tô citando são da OIV, que é a Organização Internacional da Vinha e do Vinho. E a Espanha é o país que tem a maior extensão de vinhedos, ela tem 919 mil hectares de vinhedos, que é muita coisa. Mas quando a gente pensa em produção, a Espanha não, apesar de ser líder em extensão de vinhedos, não é o maior produtor porque os vinhedos da Espanha são mais espalhados, né?

Então ela tá, quando pensa em produção, ela tá em terceiro lugar atrás da França, que tá em segundo lugar, e atrás da Itália, que não foi para Copa, mas é o maior produtor de vinho que a gente tem hoje. Além disso, tanto eu falei França, a Espanha é o sexto maior consumidor de vinhos, né? E tem os seus vinhos clássicos, que são os tintos Rioja e Ribera del Duero, que são super conhecidos, badalados. Tem os cavas para quem quer brindar o jogo, né, com espumante.

Você pode brindar com champanhe lá na França ou com cava aqui na Espanha, né. E se a gente for pegar o jogo de amanhã, né, Inglaterra e Argentina, a Argentina também impressiona bastante na sua produção. Ela é o 8º maior produtor, tem 196 mil hectares de vinhedos. Ela sempre, ela tá em geral entre 5º lugar entre os maiores produtores mundiais. Ela disputa com Austrália quem ocupa esse sexto lugar, esse quinto lugar. Atualmente ela tá em sexto e Austrália tá em quinto, mas tem uma disputa de produção aí entre Argentina e Austrália.

E Argentina tem a Malbec, que acho que todo ouvinte conhece bem. E os ingleses são os menos conhecidos dos vinhos, mas eles são um grande consumidor de vinho. Eles são o quinto maior país consumidor de vinho, que é muita coisa. Ainda mais para um país que é comparativamente pequeno, eles são super importantes no consumo de vinho e atualmente eles também são bons produtores de vinho. A produção de vinho inglesa está no sul da Inglaterra e isso é possível pela mudança climática, que agora os vinhedos conseguem fazer com que as suas uvas amadureçam.

E tem alguns espumantes ingleses no Brasil. Não são caros, eles rivalizam com bons champanhes, né? A Zarril, por exemplo, é uma importadora que traz um bom espumante inglês, que a marca chama Gusborne, e o Blanc de Noirs dele, que é o vinho mais premium dele, tá na faixa de R$700. Ou seja, é caro, é bom, né? E rivaliza com champanhes franceses. Aí agora é ver quem vai levar a copa Do vinho, vamos dizer assim.

CACarlos Alberto Sardenberg

Tá certo. É a menor produtora aí é a Inglaterra, né? Mas é o grande consumidor, né?

SBSuzana Barelli

Exatamente. É o menor, tá, é mais recente, né? Também nesse mundo, mas faz boas coisas e consome, que é, né, o mais importante, vamos dizer assim.

CACarlos Alberto Sardenberg

Tá certo.

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