Inflação dos EUA anima mercados, mas cautela do Fed limita ganhos
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Yasmin Tavares
- Dados de Inflação nos EUAQueda do CPI · Federal Reserve · Kevin Walsh
- Mercado FinanceiroDólar frente ao real · Ibovespa · Apetite por risco
- Geopolítica e Segurança RegionalGuerra no Oriente Médio · Petróleo · Irã
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Hoje com Yasmin Tavares. Boa tarde, Débora, Carol e ouvinte da CBN. Olha, se ontem o cenário internacional cobrou um pedágio pesado com a escalada da guerra no Oriente Médio, a terça-feira trouxe o alívio que os investidores tanto esperavam. E o grande motor do dia foi a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, o CPI, que registrou a maior queda em 6 anos desde a pandemia e caiu como um bálsamo sobre os mercados. A reação foi imediata: uma forte onda de apetite por risco fez o dólar derreter e atingir a mínima em um mês frente ao real, sendo negociado abaixo de R$5,10.
Mas a festa só não foi completa porque o novo presidente do Banco Central americano Kevin Walsh resolveu jogar um balde de água fria no otimismo generalizado. Em sabatina no Congresso americano hoje, ele adotou um tom bastante duro e avisou que ainda é cedo para declarar vitória contra alta de preços nos Estados Unidos. Esse recado cirúrgico serviu como um freio para as bolsas. Por aqui, o Ibovespa até ensaiou uma abertura mais firme, mas acabou perdendo tração ao longo da tarde e fechou em alta de meio por cento.
Com as tensões no Oriente Médio no foco, o alívio temporário com o recuo do petróleo no início do dia também se desfez depois de relatos de novas explosões em território iraniano, lembrando o investidor que o risco geopolítico ele continua vivo. Amanhã a gente segue com uma agenda carregada com a divulgação de mais um dado de inflação nos Estados Unidos, dessa vez a inflação ao produtor. Por hoje, o mercado calibrou as expectativas e preferiu não esticar a corda. Eu volto com vocês, Débora e Carol.