Estudo faz comparação dos principais usos e evoluções da IA
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- Pilares da Saúde EmocionalSolidão e ansiedade · Risco de substituição de relações humanas · Disponibilidade e ausência de julgamento da IA
- Uso da IA na gestão e tomada de decisãoProdutividade e tarefas · Apoio emocional e autoconhecimento · Harvard Business Review
Futuramente com Marta Gabriel. Muito bom dia para você, Marta Gabriel.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Marta. Muito bom estar de novo aqui.
Marta, você está em mãos com um estudo da Harvard Business Review. Que fez uma comparação dos principais usos e evoluções da inteligência artificial aí entre os anos de 2024 e 2026. O que que isso nos mostra sobre o comportamento humano?
Então, esse estudo é bem interessante, Milton, porque ele acompanha ano após ano os 10 principais usos que as pessoas fazem da inteligência artificial. Ou seja, ele mostra menos sobre a tecnologia e mais sobre como nós estamos mudando, né? Então, em 2024, aí a IA era usada principalmente para produtividade, escrever textos, resumir documentos, pesquisar e programar, né? Foi quando o pessoal começou a descobrir o que a IA podia fazer.
Em 2025, ela começou a assumir um novo papel, que é ajudar as pessoas a pensar melhor, aprender, tomar decisões. Então ela já entra num nível mais estratégico aí na vida das pessoas. Mas a grande mudança vem esse ano, em 2026, com essa pesquisa, esse estudo que acabou de ser publicado. Os usos que mais cresceram foram apoio emocional, terapia, autoconhecimento e organização da vida. A gente em algum outro momento aqui já falou sobre isso, né, como a IA tá se tornando mais companheira.
Mas na realidade, além de companheira, né, a IA passou a ser usada para cuidar da mente mais do que aumentar a produtividade. Então tem essa outra dimensão e isso mostra uma transformação profunda. A IA tá deixando de ser apenas ferramenta de trabalho para uma tecnologia que participa da nossa vida cotidiana e das nossas reflexões. E talvez essa seja a principal mensagem do estudo: a maior revolução não tá acontecendo nas máquinas, mas tá acontecendo na gente, né, da forma como a gente usa a IA.
E o futuro deve ser definido não apenas pelo que a IA pode fazer, mas pelo espaço que a gente decide dar a ela na nossa própria inteligência e nas nossas relações.
Isso dá muito o que pensar, Marta. O fato de a inteligência artificial estar sendo usada mais para apoio emocional do que para produtividade, isso é um sinal do avanço da tecnologia ou a gente pode considerar um sinal de alguma fragilidade da sociedade?
Eu diria que é um pouco dos dois, Cássia. A tecnologia evoluiu muito, mas ela também encontrou uma necessidade que já existia, né? As pessoas estão cada vez mais conectadas, mas ao mesmo tempo elas estão mais solitárias, ansiosas, sobrecarregadas. Isso vem antes da IA, né? Então a gente só vê uma acentuação disso. E a IA tá disponível 24 horas por dia, não julga, tem paciência, responde imediatamente. Então isso explica parte desse crescimento, né?
Você encontra um acolhimento, mesmo que seja artificial, ali. E o ponto interessante é que isso revela menos sobre a IA e mais sobre nós, né? O estudo acaba funcionando como um retrato das necessidades humanas em 2026. E o risco é começar a substituir as relações humanas. A gente Elo falou um pouquinho sobre isso também. Tem um episódio do Futuramente muito bacana que é sobre paixão por IA, relacionamento com IA, vai a fundo, né?
Então não deixem de assistir lá, de assistir, ouvir lá. Então o risco é começar a substituir as relações humanas por relações com máquinas. Então apesar da IA ser uma excelente ferramenta de apoio, ela não pode substituir vínculos, afeto, convivência, né? Então talvez a pergunta para o futuro, para ver, né, se a gente está se tornando frágil ou não, ou mais forte, é o que nós estamos deixando de encontrar nas relações humanas para buscar isso em uma máquina, né?
Perfeito. E você falou em Futuramente. Toda terça-feira sempre temos um episódio novo do Futuramente, que você encontra nas plataformas de podcast. Programa com a Marta Gabriel e a Caroline Tamacia, sempre com novidades para quem quer pensar a inteligência artificial de uma forma inteligente e não ser só serviçal da inteligência artificial. Muito obrigado.
Oi, inteligente humana, né, Milton?
Exatamente.
Bom dia para vocês.
Até mais, até mais, Marta.
Bom dia.