Quem manda no Estreito de Ormuz?
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O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. A guerra entre Irã e Estados Unidos continua, os ataques só crescem, e agora surge a questão: quem é que manda no Estreito de Ormuz? O pedágio deve ser pago agora para quem? Para os Estados Unidos ou para o Irã? Trump disse agora que os Estados Unidos vão tomar conta, vão cuidar do Estreito de Ormuz. Disse ele à Fox News: vamos manter o estreito aberto e provavelmente vamos administrá-lo.
Vamos nos tornar os guardiões do estreito, seremos o anjo da guarda do estreito, e devemos ser pagos por isso. Sim, Trump disse que os Estados Unidos receberiam 20% de remuneração sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz. E isso já seria agora, início imediato, mas ele não deu nenhum detalhe. O que temos visto agora é que alguns navios tentam driblar o pedágio do Irã, passam por uma rota mais próxima a Omã. O Irã não permite isso e foi justamente por causa disso que 3 navios foram atacados na semana passada e foi estopim para a retomada da guerra.
Vamos lembrar que no meio do Estreito de Ormuz está repleto de minas navais. Bem, o Irã voltou a afirmar que não permite nenhuma travessia não autorizada. Quem controla Ormuz é Teerã. Segundo a empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic, o tráfego de embarcações caiu 52% entre os dias 10 e 12 de julho em comparação com a semana anterior. Agora, se a intensidade dos bombardeios continuarem nesse ritmo, os estoques de armamento estratégico dos Estados Unidos serão significativamente reduzidos, o que pode elevar o risco caso surjam novos conflitos em outras regiões, por exemplo.
De acordo com dados levantados pela CNN Internacional, quando os combates em larga escala entre Estados Unidos e Irã terminaram lá em abril, os Estados Unidos já tinham disparado pelo menos metade dos interceptadores antimísseis chamados THAAD. Também já tinham lançado quase metade dos interceptadores conhecidos como Patriot e cerca de 30% dos mísseis de ataque terrestre chamado Tomahawk. O ponto é: o Pentágono consegue receber 15 novos mísseis Tomahawk e 20 novos Patriot por mês.
Não há previsão de entrega de novos THAAD em 2026. Outra dificuldade é o Congresso americano, que não aprovou nenhum único dólar para substituir um único míssil nos Estados Unidos. Agora passamos para Colômbia, onde o presidente Gustavo Petro e seu sucessor, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, não se entendem sobre onde será a posse de Espriella. A data tá chegando, dia 7 de agosto. O que acontece lá é o seguinte: de la Espriella inventou de tomar posse numa base militar, num quartel fora de Bogotá.
Isso nunca aconteceu na Colômbia. A tradição é: presidente toma posse e faz o juramento no Capitólio Nacional, na presença dos congressistas. O que Petro fez? Ordenou às Forças Armadas, às forças militares, que se abstenham de usar qualquer instalação militar para posse de seu sucessor. Já de la Espriella fez um pedido ao Legislativo, que começa agora no dia 20, pediu ali um parecer jurídico para que os congressistas se desloquem até um quartel.
Gustavo Petro ainda não reconheceu a vitória de La Esprilla. Mundo em 3 Minutos, até amanhã.