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Tarifa dos EUA deve atingir produtos brasileiros, mas lista de exceções ainda é a principal incógnita

14 de julho de 20266min
0:00 / 6:44
Sardenberg afirma que empresas dos dois países atuam para preservar setores estratégicos das tarifas e minimizar impactos nas cadeias produtivas.

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Participantes neste episódio3
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

Cássia

ConvidadoJornalista
M

Milton

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Tarifas de ImportacaoLista de exceções · Impacto em setores específicos · Estratégia empresarial brasileira · Clientes americanos · Cadeias produtivas nos EUA
  • Políticas IndustriaisDisputa Trump vs Lula · Bolsonaristas vs Governo Lula · Aspecto empresarial e industrial · Exportações brasileiras para os EUA
Transcrição6 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CACarlos Alberto Sardenberg

Linha Aberta com Carlos Alberto Sardenberg. Bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg.

?Voz B

Milton, como vai? Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Carlos Alberto.

CACarlos Alberto Sardenberg

Adenberg, a impressão que se tem é que a tarifa de 25% vem. Questão agora é saber quantos produtos entram nessa lista.

?Voz B

Pois é, o que significa dizer quantas exceções haverá à tarifa determinada, né? E com base, tem duas vertentes desse caso aqui. Uma é o lado político, né, da disputa entre Trump e o lado lado do Lula, né, que, melhor dizendo, é do debate político entre bolsonaristas e o governo Lula. E de outro lado tem um aspecto industrial do caso, aspecto empresarial, que é o seguinte: a estratégia das empresas brasileiras que podem vir a ser afetadas pelo tarifazo, aquelas empresas exportadoras para os Estados Unidos, foi uma tarefa, uma uma missão, digamos assim, um plano bastante prático e que envolveu largamente os clientes americanos.

Naquela reunião em que o Flávio Bolsonaro foi, que não serviu para nada para os interesses das empresas, o que aconteceu foi que as empresas brasileiras conseguiram convencer os seus parceiros americanos, quer dizer, os importadores americanos, a também comparecer na reunião promovida pelo governo americano para discutir sobre conveniências e inconveniências da tarifa. Então vários empresários americanos falaram, por exemplo, sobre a importância para as suas cadeias produtivas internas lá nos Estados Unidos da madeira brasileira, dos móveis brasileiros, de produtos de pequena exportação, mas muito importante, como mel e outros alimentos.

E é com o objetivo de mostrar pela fala, pela descrição dos próprios empresários executivos americanos, como a tarifa afeta a distribuição dos produtos e o preço dos produtos nos Estados Unidos. Porque o caso aqui é o seguinte: o conjunto da maior parte das exportações brasileiras não vai para os Estados Unidos, e a maior parte da, da boa parte das exportações brasileiras já está isenta de tarifas. Mas esse novo tarifado ele atingiria alguns setores muito específicos, setores pequenos e muito específicos da economia brasileira que sofreriam perdas fatais.

Quer dizer, setores como, por exemplo, madeira e móveis do Paraná, que vivem basicamente de exportar para os Estados Unidos, terão que fazer um grande esforço para arranjar outros mercados. Então a estratégia foi bastante técnica e teve essa ideia de levar os empresários executivos americanos para mostrar para o governo americano que o tarifato afeta os norte-americanos, afeta a cadeia de produção nos Estados Unidos e vai terminar no preço do varejo.

Por exemplo, casas nos Estados Unidos utilizam muito madeira, vários tipos de madeira, e vários tipos de madeiras que são produzidas e exportadas do Brasil. Então a expectativa dominante no setor empresarial, no setor privado, é que vai ser aplicado uma tarifa sobre os produtos brasileiros, assim como de diversos outros produtos, nesse processo levado a cabo pelo governo americano. A grande expectativa é sobre a lista de isenções.

Quer dizer, quando os empresários brasileiros, executivos, foram à reunião no governo americano, não foram com o objetivo de derrubar todas as tarifas, foram com o objetivo de mostrar que há setores que são essenciais para a economia norte-americana, na expectativa de que esses setores tenham isenção da tarifa nos Estados Unidos. Um outro setor, por exemplo, que eu soube é o setor de café solúvel, por exemplo, que tem esperança de ter a tarifa para o seu setor, a tarifa isenta, isenção de tarifa para o seu setor.

Então há todo um barulho político em torno desse caso, mas por outro lado há toda uma discussão técnica entre empresários brasileiros e americanos, executivos brasileiros e executivos americanos, para mostrar o efeito das tarifas de importação nos preços e nos processos, nas cadeias de produção nos Estados Unidos, atingindo indústrias americanas e atingindo o consumidor americano. Daí a ideia de que haverá um tarifazo que o governo vai acabar aplicando, mas que poderá abrir lista de exceções para determinados produtos importantes na pauta brasileira de exportação e importantes para determinados setores da economia brasileira.

É esse o sentimento no setor privado e uma certa bronca, né, sobre a politização desse assunto.

CACarlos Alberto Sardenberg

Milton e Cássia, muito obrigado. Sardenberg, bom dia para você.

?Voz B

Até mais aí no CBN Brasil. Até.