Lula tenta destravar impasse do PT em Minas antes das convenções partidárias
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Plantão Lauro Jardim.
Muito bom dia para você, Lauro Jardim.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte.
Bom dia, Lauro.
Ô, Lauro, falando aqui da corrida eleitoral, Vamos olhar para o estado de Minas, um estado sempre muito importante e impressionante a indefinição que existe hoje na disputa eleitoral por lá, não?
Pois é, Milton, o PT e o Lula querem mais, aliás, mais do que querem, eles precisam resolver toda essa indefinição até segunda-feira que vem, porque na segunda-feira que vem começa a correr o prazo do TSE para realização das convenções partidárias que vão escolher os candidatos para as eleições desse ano. E o PT continua enrolado em alguns estados, mas o rolo mais evidente, você citou aí, é Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
O estado tem 16 milhões de eleitores, isso dá mais ou menos 10% do eleitorado brasileiro. E vai caber ao Lula, Milton, desatar esse nó que virou a escolha do candidato do PT que é o governo de Minas Gerais, do candidato que no fim das contas vai pedir votos também para o Lula. Então nesta semana vai acontecer obrigatoriamente uma conversa cara a cara entre o Lula e o deputado Patrus Ananias. O Patrus, ele na verdade ele queria mesmo era disputar a reeleição dele para deputado federal, mas só que o Lula precisa dele para preencher esse buraco que o PT tem em Minas.
Vou lembrar aqui que durante meses o Lula apostou no senador Rodrigo Pacheco como candidato ideal, mas Rodrigo Pacheco acabou desistindo. Depois o Lula e a direção do PT acharam que a solução era a ex-prefeita de Contagem, Amarília Campos, só que ela, de uma forma inédita, e eu diria ousada e inédita, ela disse não à pressão do PT para ser candidato ao governo e bancou que preferia continuar como candidato ao Senado. Quando eu falo que o não dela foi ousado e inédito, Milton, é porque ninguém no PT costuma dizer não a uma convocação do partido, quanto mais uma convocação do Lula.
O Haddad, por exemplo, ministro Fernando, ex-ministro Fernando Haddad, também não queria ser candidato ao governo de São Paulo. Mas ele acabou cedendo em nome de um projeto maior, que era a reeleição do Lula. A Marília Campos, no entanto, ela disse não. Então, a partir daí, surgiu o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, o Patrulha Ananias, como uma solução, como uma espécie de última cartada do partido. O comando do PT confia que o Patrulha vai topar ajudar o Lula e topar essa missão.
O Patrus, ele é filiado ao PT há 45 anos, ou seja, ele tem apenas um ano a menos do que o próprio PT tem de idade. Então é alguém que, por esse histórico, não negaria um pedido do Lula. Outra peça importante para o convencimento do Patrus, Milton Nicasia, é uma pesquisa que foi encomendada pelo PT Essa pesquisa foi feita entre domingo e quarta passada e mostrou que o nome do Patrus tem um bom grau de conhecimento por parte do eleitorado.
Também mostrou que o nome dele alcança basicamente o mesmo resultado que Amarília Campos havia conseguido em pesquisas anteriores. Então, como eu disse, é difícil imaginar alguém com perfil do Patrus Ananias que tá aí há quase meio século no PT, que já foi ministro do Lula lá atrás. É difícil imaginar ele dizendo não numa conversa cara a cara com Lula. Então Minas Gerais não é o único estado em que o PT precisa fazer essa definição do candidato ao governo nessa semana.
Goiânia, por exemplo, tem uma situação semelhante. Mas Minas, pelo tamanho do eleitorado, é definitivamente o estado que mais preocupa o Lula e o PT nesse momento. Então vamos aguardar essa conversa que vai acontecer essa semana, sem dia marcado ainda.
Ok, muito obrigado, Lauro, por essa avaliação. Lembrando sempre a importância do Estado de Minas Gerais, é o segundo maior colégio eleitoral que nós temos e bastante representativo. Por isso sempre há um olhar especial ali para como que as candidaturas nacionais se posicionam no Estado de Minas. E aí chama atenção todo esse embrólio e dificuldade para se fechar uma chapa por lá. Muito obrigado e um bom dia para você.
Bom dia para você, Milton, para você também, Cássia, para os ouvintes, e até quarta.
Até quarta, Lauro.