Mercado reduz projeção de alta do IPCA de 2026 de 5,30% para 5,16%
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Luiz Gustavo Medina
Teco Medina
- Geopolítica do PetróleoOriente Médio · Petróleo · Estreito de Ormuz · Donald Trump
- Dados de Inflação nos EUAIPCA · Boletim Focus · Banco Central
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Lima. How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes. Hey Meta, what should I do with my life? That's one of life's biggest questions. What do you think? Ask anything with the new Meta Glasses.
O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
Oi, Teco!
Oi, Stratenberg, boa tarde! Boa tarde, Cássia! Boa tarde, meus ouvintes! Tudo bem? Tudo certo, Teco, boa tarde!
Bom, hoje saiu aquele relatório Focus, Boletim Focus, que o Banco Central publica com opinião do mercado e dos analistas. E pela primeira vez depois de muito tempo, a projeção de alta de inflação para esse ano caiu, né? Mas isso provavelmente reflete a situação da semana passada, e a situação lá no Oriente Médio piorou de novo, né?
Pois é, isso mesmo. Na verdade, segunda semana de queda. Semana passada tinha caído 0,03 ali a inflação. Depois de muito tempo, acho que 4 meses subindo, e agora de fato teve uma queda mais relevante, né? Caiu de 5,30 para 5,16. Acho que muito, muito por conta do IPCA, que veio bem menor, né, que foi divulgado na sexta-feira. Acho que a gente poderia ver essas previsões aí caminhando para próximo de 5, até um pouquinho abaixo disso.
Mas aí, como você falou, tudo mudou de novo, né? Mudou pela 25ª vez essa história. Piorou a história no Oriente Médio. Petróleo hoje subindo bastante, né, subindo mais 5%. Petróleo há uns 10 dias atrás tava ali a $70, agora piscamos, já tá $80 de novo. Então isso de novo vai atrapalhar a expectativa de inflação, consequentemente de juros, né. O foco de hoje manteve a Selic para esse ano em 14% e para o ano que vem em 12%. Então a gente teria mais um corte aí na reunião de agosto e depois pararia.
Mas se a gente não tivesse esse, se não tivesse tivesse essa piora aí da guerra e as coisas seguissem normalmente, a gente podia ali sonhar com mais um corte ali depois de agosto, né? Mas de novo ficamos na mão do Trump, e tem sido ruim ficar na mão dele nessa, né, Bérico? Tem sido complicado, tem sido imprevisível. Então, para essa guerra recomeçar ou acabar, não custa nada, né?
E hoje ele veio com essa novidade aí de que ele vai controlar o Estreito de Ormuz e vai cobrar pedágio. Dos navios que passem lá, sejam navios de países inimigos ou de países amigos.
E uma taxinha bem cara, hein?
20% sobre toda a carga. Se você calcular que 25% do petróleo e do gás liquefeito passam por lá, se meter 20% sobre todo esse petróleo, dá um dinheiro, né? Aliás, o Trump falou que ele pretendia ganhar muito dinheiro com essa questão. Essa é a mesma ganhar muito dinheiro com a cobrança de pedágio lá.
É, essa história do estreito tá sempre enrolada nessa, né, Mery? Porque tem uma briga para abrir, tem uma briga para não sei o quê. Eu fico sempre na dúvida se a imprensa americana tá repercutindo o fato de que até 27 de fevereiro o estreito tava aberto e era de graça, né? Porque parece uma briga para abrir um negócio que até outro dia tava aberto durante 2000 anos ali, né? Parece que a gente tá brigando para voltar onde a gente sempre teve e não consegue voltar para onde a gente sempre teve, né?
Porque tá na cara que o Trump não vai conseguir pôr esse pedágio, tá na cara que se ele puser esse pedágio é péssimo para todo mundo, inclusive para ele. Se o Irã cobrar também é ruim para todo mundo e não é o que o Trump quer. Ou seja, a gente tá brigando para voltar onde a gente sempre esteve, né?
Tá certo. Bom, o dólar tá em alta, né, e a bolsa em queda. É isso aí. E as ações da Petrobras subindo porque o petróleo subiu.
Exatamente, tá tudo seguindo o script.
Teco, obrigado, Teco.
Até amanhã, tchau tchau.