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‘Tem abandono de meta que é sabedoria’

13 de julho de 20263min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre a reavaliação de metas estabelecidas em janeiro. ‘Tem abandono de meta que é sabedoria e tem abandono que é fuga. A pergunta que separa os dois é uma só: essa meta ainda é minha ou eu só tenho vergonha de enterrá-la?’ Ouça.

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Participantes neste episódio2
C

Caio Blat

HostAtor
R

Rossandro Klinjey

HostPsicólogo
Assuntos2
  • Gestão de metasMetas de janeiro · Abandono de meta · Sabedoria vs. Fuga · Discrepância do eu
  • AutoconhecimentoMetas pessoais · Vergonha de enterrar metas · Investigação vs. Punição
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RKRossandro Klinjey

Refletir para Viver com Rosandro Klinger. Você já abriu a lista de metas de janeiro hoje? Tenha cuidado e vá devagar. Pois provavelmente ela virou tribunal. Julho é o mês do acerto de contas. A pessoa encontra as metas e faz o que todo réu faz: se defende ou se condena. Quase ninguém escolhe a terceira via, que é investigar. Tory Higgins, psicólogo de Columbia, passou anos estudando o que ele chamou de discrepância do eu. Boa parte do nosso sofrimento nasce da distância entre quem a gente é e quem a gente jurou que seria.

Julho é o mês em que essa distância fica visível, a olho nu. E aqui vai a provocação: as metas de janeiro foram escritas por um sujeito de férias para um sujeito que ia trabalhar o ano inteiro. O você descansado da praia assinou promessas em nome do você exausto de março. Cobrar em julho o contrato de janeiro é cobrar dívida de outra pessoa, E que fique claro aqui: isso não é licença para desistir de tudo. Tem abandono de meta que é sabedoria e tem abandono que é fuga.

A pergunta que separa os dois é uma só: essa meta ainda é minha ou eu só tenho vergonha de enterrá-la? Quem se pune olha para o passado procurando culpado, já quem investiga revira o mesmo passado atrás de informação. Um vai repetir o ciclo em dezembro, o outro corrige a rota em agosto. Então, faça o seguinte com sua lista de janeiro: leia como se fosse carta de um desconhecido que gostava de você. Guarde o que ainda faz sentido.

Enterre o resto com honra, sem velório comprido. O ano não terminou, só está esperando você negociar com quem você é de verdade, não com quem você jurou ser depois de duas taças no Réveillon.

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