Por que a força mental decide jogos e também transforma a vida
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Carol
Nadie
- Jogos competitivos e saúde mentalResiliência em campo · Controle emocional após erro · Concentração e confiança · Tomada de decisão sob pressão
- Esporte e Qualidade de VidaSuperação física e mental · Preparação para imprevistos · Maturidade e vivência
- Força mental na vidaLidar com a adversidade · Gerenciamento de energia · Ações no presente
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Treino de domingo com Calça Adi.
Calça Adi, boa tarde, Cal!
Boa tarde, Nadie, tudo bem?
Tudo certo, e com você nesse domingão?
Também tudo bem, um pouco de frio, mas o pior ainda vai ser essa semana que eu tô embarcando para neve para fazer esporte de neve. Então no outro domingo vocês vão me ver, vou estar juntinho com vocês congelando. Então não vou nem reclamar desse friozinho que tá.
Boa! E hoje, Cal, a gente tem mais um assunto ligado à Copa do Mundo. Afinal, nós fomos eliminados, mas a Copa continua. E quando você me mandou o tema, eu pensei muito no jogo de ontem da Argentina contra a Suíça, né, Cal? Um jogo em que a gente viu que os jogadores estavam esgotados, muito cansados, Tão fazendo muita prorrogação, disputa de pênalti, cada jogo tá tendo muito mais do que 90 minutos. E eles arrancaram uma garra não sei da onde para ampliar aquele placar e se classificar, Carol.
Olha, eu não consegui dormir analisando friamente, esquece os times, analisando friamente, que é uma das coisas que eu mais amo fazer, é a ligação do nosso corpo e da mente. Então, muito mais que a nossa imunidade do organismo, muito mais que o alto rendimento físico, muito mais do que a técnica individual, a preparação física em si, existe uma coisa que comanda tudo e que é a nossa mente. E uma frase que eu gosto de usar muito é: mostre para sua mente quem manda em quem.
Como você consegue treinar, além do seu corpo, o seu emocional após um erro? Você não perder o foco diante de provocações, diante da arbitragem. Se você achou que você foi de repente punido de uma forma diferente? Como você controla a sua impulsividade, reatividade? Como você mantém sua concentração, confiança, criação e a capacidade de dar resiliência na hora que o bicho pega? Que foi o que aconteceu ontem nesse jogo e em vários outros jogos.
A capacidade de dar a volta por cima, que é a resiliência, tomada de decisão, concentração, transparência, respeito respeito com os outros e transparência para não fazer falcatruas. Coisas que são erradas hoje no futebol, eles estão pegando bem firme. Como ontem teve a expulsão de um dos melhores jogadores, admiro demais aquele jogador, e ele encenou uma, sabe, despreparado mentalmente para fazer isso, sendo que ele é um dos melhores do mundo, na minha opinião.
Mas É, você acaba deixando o seu time tentando criar alguma coisa na emoção e deixando o seu time prejudicado numa hora que não tem como. Então a capacidade de treinar a mente, de ser frio no momento que precisa ser frio, de se concentrar, isso não é só em campo, é numa leitura, numa palestra, quando os outros estão falando, como você consegue se manter dentro daquilo ali, do seu pote, do seu tema, da sua meta, do seu objetivo, sem deixar a emoção tomar conta.
E o físico já foi embora faz tempo, que foi ontem o que nós vimos, jogadores exaustos, exaustos fisicamente. Então, como fazer isso? Tá tudo aqui. Por isso que hoje, Nadi, é As pessoas, às vezes, eu vou dar um exemplo de alta performance, elas entram no gelo. Muito mais do que estudos científicos, se aquilo ali vai denigrir a massa magra, se vai desinflamar, se vai— é a capacidade de superação, de você entrar num ambiente que você não estava e conseguir segurar alguns minutos ali na respiração.
A respiração faz, regula o nosso sistema simpático e parassimpático. Então, como nós conseguimos fazer a nossa capacidade de superar, de ir além? Super mais ação. Então, tomar uma atitude que vai além do que o seu físico, do que a sua própria mente tá esperando, é você preparar ali naquele momento, mas Acima de tudo, já ir preparada até o ponto que dá, porque daqui para frente são os imprevistos que acontecem, e que é essa maturidade que a gente precisa ter, e frieza para se manter e não sair do jogo, ou sair do jogo vencedora, ou sair do jogo dando tudo de si. Você fez o seu melhor, mas não venceu.
E acho que explica muito alguns resultados que a gente vê, né, Carol? Por exemplo, disputa de pênaltis, né? Você tem aquele melhor cobrador que Marca tudo na hora do treino, mas na hora que é decisivo mesmo, na hora do vamos ver, não consegue. E não pode ter outra explicação que não seja psicológica, né? O momento de pressão.
Com certeza tivemos isso também no nosso jogo do Brasil. Então a confiança e a coragem para assumir grandes momentos decisivos. Quem é você na sua vida? Como você age na hora de precisar tomar grandes decisões, decisões que são opostas, ou é isso ou é aquilo. Ah, ficou na fila do meio, ficou na indecisão, meu amigo, não vai rolar alta performance, não vai rolar, e nem para vida. Você vai mais um ciclo e as coisas vão se repetir até você conseguir se preparar mentalmente para encarar aquilo de frente.
A gente tá vendo bons exemplos também em relação à coisa da idade, né? Claro que a gente não tá falando de quaisquer homens de 40 e poucos anos, né? A gente tá falando de atletas de alto rendimento, mas dos quais poderia se esperar muito menos do que eles entregaram. A gente tem um exemplo do Cristiano Ronaldo, do Messi, mas a gente tem o Vozinha, né, o goleiro de Cabo Verde, que acho que ninguém se surpreenderia se o desempenho dele fosse muito abaixo, e não foi.
Ele acreditou ali, pegou tudo e conseguiu levar a equipe muito mais longe do que a gente imaginava que seria, ainda mais sendo estreante na Copa, né?
Para mim, esses, os que você citou, e os jogadores também, o camisa 9 da Argentina tem 33 anos. Então assim, esses mostram o quanto a maturidade mostra, o quanto o caminho precisa existir e você passar assim por altos e baixos para você ter a capacidade de poder conduzir os momentos decisivos. Nadi, eu gosto também de, em palestra e para os meus pilotos, para os meus alunos de alto rendimento, falar assim: você vai de escada para você aprender a chegar até o último andar com a vivência e o coração e o cardiovascular e a força e a garra de escada.
Se você for de elevador, você tem a possibilidade Mas você vai chegar lá direto e muito rápido. Legal, é o que a gente quer. Depois que você tiver preparado, depois que você subir todos os lances de escada, depois que você fizer, estiver exausto, e você tiver que fazer 2 em 2 degraus, você tiver que dar um pique na escada, o elevador tá ali como um suporte, mas você vai passar pela vivência da escada. Então a maturidade deles é é o concurso, a presença deles.
A gente pode até ver, por exemplo, o Messi nesses dois últimos jogos, como colaborativo também, o coletivo já entendeu que ele joga, entre aspas, parado, mas na hora que ele pega a responsabilidade que ele chama para si é sempre 90% decisiva pro time inteiro.
E aí são só exemplos, né, Caldi? Claro, a gente tá falando mais uma vez aqui, né, de atletas de alto rendimento, de competições que valem muita coisa. Mas para muita gente o grande desafio pode ser, sei lá, começar aí uma vez, enfim. E demanda essa força mental que inclusive a prática de exercício físico ajuda, né? Uma coisa retroalimenta a outra. Para quem tem problema de depressão, de ansiedade, precisa da força da mente para conseguir vai fazer, mas precisa fazer exercício para ter essa força da mente, né?
E eu concordo absolutamente com você. A gente tá aqui falando no caso da Copa do Mundo e dos jogadores de alto rendimento, mas isso, desculpa, é reflexo da nossa vida, as nossas escolhas, como você age diante de um problema. Começou a garoar, você pode reclamar: poxa vida, tá garoando! Você pode falar: que bom que é só uma garoa. E você pode continuar seu dia sem reclamar. Garoar é igual a fazer sol e nós precisamos de ambos. Então, a energia que a gente perde reclamando é mais do que necessária para a gente ter e aplicar para nós mesmos, seja para começar uma língua nova, seja para começar um esporte, seja para começar a se mexer, seja para o trabalho novo, porque a nossa cabeça já tava condicionada trabalho antigo.
Então ficar reclamando ali, ai, mas não era igual, ai, o namorado antigo não era igual o novo, tudo reclamar. Pega essa energia e transmuta. A nossa energia direcionada, ela é capaz de superar muitas coisas que nem nós mesmos sabemos aonde nós podemos chegar. Às vezes a gente não confia na gente Mas é porque a gente perde tanta energia. E se, e se? Não existe se. Existe o presente momento, existe os 45 minutos do primeiro tempo e do segundo tempo para você fazer acontecer, e depois a prorrogação.
Existe o aqui e agora. Você vai ficar, desenvolver, ou você prefere ir? As decisões e as escolhas refletem quem nós somos. Assim, em campo e fora de campo, na vida da gente e fora de campo, dentro de campo, fora de campo.
Boa, calça AAD no treino de domingo. Cal, muito obrigada por hoje, boa viagem. Já estamos ansiosos para te ver na neve semana que vem.
Semana que vem estou junto com vocês. Tenha uma semana maravilhosa, proveitosa, e não xinguem as pessoas que estão jogando. Aprendam a fazer a leitura Das pessoas que estão jogando, que a gente ganha muito mais com esporte e com o mundo.
— Anúncios inseridos dinamicamente —