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PSD do Rio não se empolga com candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência

01 de abril de 20267min
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A decisão do PSD de lançar o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República não empolgou a maior parte do partido no Rio, onde o comando é do ex-prefeito Eduardo Paes, aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A leitura feita à coluna é de que nomes cogitados pela legenda e que acabaram preteridos por Caiado, como Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr, governador do Paraná, trariam mais impacto para a campanha no Rio.

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Participantes neste episódio1
B

Bianca Santos

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Ronaldo CaiadoEduardo Paes · Eduardo Leite · Ratinho Júnior
  • Política no Rio de Janeiropolarização Lula vs Bolsonaro · Carlo Caiado · Cláudio Caiado
  • Eleições RJVitor Júnior · Chico Machado
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Conversa de Bastidor.

Vamos nessa, Bianca Santos. Semana... Momentos animados que o Rio de Janeiro tem vivido, né? Na sua política. Bastante. Mas agora você traz, para começar, um bastidor de algo que repercute nacionalmente, né? E também tem impacto aqui no Rio de Janeiro a pré-candidatura de Ronaldo Caiado ao Planalto pelo PSD. O que achou o PSD do Rio?

Não ficou muito empolgado, não, Bianca. Não ficou, porque no PSD do Rio de Janeiro, os nomes que eram apontados ali como que poderiam ter um impacto relevante na reeleição e por a vida dos próprios políticos aqui do partido eram os do Ratinho Júnior, governador do Paraná.

e o do Eduardo Leite, que foram preteridos pelo ex-governador de Goiás. Bom, a situação é a seguinte, todo mundo sabe que o Eduardo Paes é super aliado do presidente Lula, que é do PT, e que os dois vão estar juntos no palanque da eleição de outubro. Vamos esquecer agora a eleição de mandato tampão? Vamos focar só na eleição de outubro.

Vamos estar juntos, Eduardo Paes e Luiz Inácio Lula da Silva. A questão é, como que o Eduardo Paes vai se comportar num cenário em que o próprio partido dele terá um candidato à presidência da República? Bom, fui atrás de saber isso e, por enquanto, o Eduardo Paes e o Gilberto Kassab, que é o presidente do PSD, não conversaram sobre isso. A leitura que os aliados do Paes fazem é a seguinte.

O Lula e o Eduardo Paes, o ex-prefeito do Rio, vão estar juntos, vão estar no mesmo palanque. Mas, se o Kassab determinar, o Paes vai ter que estar no palanque junto com o Ronaldo Caiado também. Isso vai ser algo muito diferente do que a gente já viu na história do Rio de Janeiro? Não, né? Em 2014, só para ficar em uma eleição, a então candidata à reeleição Dilma Rousseff subiu no palanque do Pezão.

E do Lindbergh Farias também. Isso de um candidato ao governador, no primeiro turno, acender vela para dois Santos, ou três Santos, já aconteceu. A gente teve aqui no Rio de Janeiro o movimento Aezão, em que o Luiz Fernando Pezão fazia campanha para a Dilma e fazia campanha para o Aécio Neves também.

muito mais complicado naquela época do que é hoje. Ronaldo Caiado apontou muito mal nas pesquisas de intenção de voto e a polarização hoje Lula versus Bolsonaro, seja pai ou filho, ela é muito mais consolidada no nosso país do que era lá atrás em 2014. Então, a leitura geral.

Ronaldo Caiado como candidato tem pouco impacto. Havia uma predileção, sobretudo por Eduardo Leite, pela leitura de que o governador do Rio Grande do Sul poderia tirar votos tanto de eleitores de Flávio Bolsonaro e de Lula por ser uma novidade na política. E Ronaldo Caiado é tudo menos uma novidade na política. Foi candidato às eleições presidenciais de 1989. Ficou naquela época ali numa eleição que tinha 21 candidatos com menos de 1% dos votos.

O Lula também foi candidato em 1989, a diferença é que ele acabou vencendo as eleições três vezes para a presidência da República. E aí, nesse sentido...

O impacto que terá a candidatura de Ronaldo Caiado será sobre a vida de seus primos distantes, que no caso aqui, Carlo Caiado, presidente da Câmara de Vereadores, e Cláudio Caiado, que vai ser candidato à reeleição para deputado estadual. Na leitura do PSD, eles são políticos mais ligados a um eleitorado de direita.

que por isso poderão se envolver um pouco mais nessa campanha de Ronaldo Caiado, que o próprio Kassab já colocou, ele liberou os diretórios do Nordeste e a tendência é de que não faça nenhuma grande pressão no Rio de Janeiro para que o Eduardo Paes participe da campanha presidencial do ex-governador de Goiás.

E sobre presidência da Alergem, Leandro, já contamos hoje que há uma data prevista depois de 14 de abril para a nova eleição da mesa diretora. Tem novidade? Tem novidade, um novo nome que está pintando nas bolsas de apostas como um candidato para enfrentar Douglas Ruas e o PL, partido do ex-governador Cláudio Castro.

Vitor Júnior, deputado do PDT do Rio de Janeiro, ele que foi eleito com 44 mil votos, ele é do PDT, mas embora esteja num partido ligado à esquerda, ele tem também uma associação ali a políticos de direita.

e o Vitor Júnior está sendo, há uma tentativa ali de convencê-lo, o grupo do ex-prefeito Eduardo Paes, uma parte da esquerda, incluindo até o PSOL, que tem uma bancada robusta na Assembleia Legislativa, de convencer o Vitor Júnior como um possível nome para enfrentar um cenário que é muito complicado. E aí vários políticos com quem eu conversei dizem é preciso encontrar alguém que tenha coragem.

para fazer esse enfrentamento, de enfrentar a direita na busca pela presidência da Assembleia Legislativa, eleição que só acontecerá depois do dia 14 de abril. Isso porque se apresentou um outro nome, o Chico Machado, que seria um nome possível para disputar contra o PL, o Chico Machado seria esse nome, até perguntei para o prefeito Eduardo Cavalieri sobre isso, mas tanto ele não quis.

Bianca, o Chico Machado, que ele está indo para o PL. Ele não só não quis disputar, como ele decidiu engrossar as fileiras do Partido Liberal. Então, é uma eleição muito tumultuada, mas o Vitor Júnior, que é natural de campos de Goitacás, tem uma atuação ali no Norte Fluminense, é ligado também ao grupo político de Niterói. Enfim, ele foi vereador de Niterói durante um tempo e agora ele está sendo apontado como um possível nome para disputar a presidência da Alerj. Veremos.