Plantio de trigo na reta final: produção deve desabar
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Cassiano Ribeiro
- Desenvolvimento do TrigoPlantio na reta final · Área prevista · Emater
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CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural.
E hoje o Cassiano Ribeiro conversa com a gente sobre o plantio de trigo, que preocupa devido a uma preocupação então com a produção que pode desabar aqui no país. Bom dia, Cassiano!
Oi, Pedro, bom dia. Bom dia para você, ouvinte. O plantio da nova safra de trigo no Rio Grande do Sul entrou na reta final, já alcançou 87% da área prevista, segundo a Emater. O avanço na última semana foi de 4 pontos percentuais e tá acima do ritmo registrado no mesmo período do ano passado. O estado do Sul é o maior produtor nacional de trigo, responsável, portanto, por maior parte do abastecimento no mercado brasileiro. Apesar do bom desempenho, o excesso de umidade no solo tem dificultado aumentado o trabalho de campo e a entrada das máquinas porque há um risco de atolamento.
Mas a expectativa é de que o plantio seja concluído até o fim deste mês sem grandes problemas. Esse é o prognóstico hoje. E as baixas temperaturas, além das geadas nos últimos dias, favoreceram o desenvolvimento inicial das plantas sem causar grandes prejuízos aí às lavouras. Para essa safra, a Emater do Rio Grande do Sul projeta uma área cultivada de pouco mais de 800 mil hectares, com produtividade média de 2,7 toneladas por hectare.
No país, a área cultivada com trigo deve cair 14%, segundo a estimativa da CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento, e a produção deve cair mais ainda. A previsão é que a colheita nacional de trigo fique em torno de 6 milhões de toneladas. Se esse volume for realmente confirmado, o Brasil terá de recorrer ao trigo plantado em outros países, sobretudo na Argentina, porque tá aqui mais próximo a nossa fronteira, para conseguir suprir o abastecimento interno.
As importações do cereal podem alcançar inclusive um novo recorde com esse quadro de oferta insuficiente. Não há risco de abastecimento porque a Argentina é um grande produtor de trigo. Agora, se os preços dos derivados do cereal, como pães, massas e farinhas, se esses preços vão ficar mais altos, mais caros por causa dessa situação, aí vai depender de quanto vai custar essa importação de trigo, das cotações e, claro, do câmbio.
Eu volto na segunda-feira com outras informações. Bom fim de semana e até segunda.
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