‘Resiliência não é romantizar sofrimento’
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- Desafios de Saúde e ResiliênciaResiliência como romantização do sofrimento · Diferença entre resistir e se resignar · Reconhecer limites e ir embora
- Fuga de Ada e EduardinhoEngolir sapo com sorriso no rosto · Apanhar com elegância · Viktor Frankl e o espaço entre estímulo e resposta
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Refletir para viver com Rosandro Klinge.
Resiliência é a palavra predileta de quem quer que você aguente caladinho.
Virou apelido para engolir sapo de sorriso no rosto e chamar de superação.
O conceito original, tirado da física, diz outra coisa: o galho resiliente não é o que se recusa a quebrar, é o que verga no vento e volta.
Quem fica duro racha.
Aí entra uma distinção que incomoda porque obriga a escolher lado. Resistir é uma coisa, se resignar é outra bem diferente. Enquanto resistir empurra para frente, se resignar nos ensina a apanhar com elegância. É a velha conversa do tem que ter paciência, do vai melhorar, que serve tanto para o casamento que foi embora faz tempo quanto para o país que promete se consertar há 30 anos e nunca consertou.
Viktor Frankl sobreviveu ao campo de concentração e escreveu que entre o estímulo e a resposta existe um espaço, e nesse espaço mora a liberdade de escolher.
Resignação é quando a gente desiste desse espaço e deixa o estímulo decidir por nós.
Ser resiliente não é aguentar tudo de qualquer jeito. Às vezes, a atitude mais resiliente que alguém pode ter é justamente reconhecer o limite, juntar as próprias coisas e ir embora. Porque nem tudo foi feito para ser suportado. Algumas situações precisam ser enfrentadas. Outras encerradas. Algumas pessoas merecem diálogo, outras distância. Resiliência não é permanecer onde a alma adoece, não é romantizar sofrimento nem transformar abuso em prova de força.
Saber a hora de insistir é sabedoria, saber a hora de sair é maturidade.
O resto é teimosia com nome bonito e muita dor que só você paga a conta enquanto te chamam de gente boa.
Quando na verdade é traidor da própria felicidade.
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