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Redução do metano deve ganhar protagonismo nas discussões da COP31

09 de julho de 20263min
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Rosana Jatobá comenta que a redução das emissões de metano deve estar no centro das negociações da COP31, conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

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Participantes neste episódio1
R

Rosana Jatobá

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • Gases refrigerantes e climaMetano como gás de efeito estufa · Impacto do metano no aquecimento global · Níveis recordes de metano · Fontes de emissão de metano · Compromisso global de metano · Punições financeiras e barreiras comerciais
  • Catástrofes Climáticas no BrasilBrasil como 6º maior emissor de metano · Agropecuária como principal fonte de emissão · Tecnologias de redução de metano na agropecuária · Embrapa
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRosana Jatobá

CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá.

?Voz B

A Rosana gravou o seu comentário, vamos ouvir.

?Voz C

Oi, ouvintes, boa tarde. A presidência da COP31 quer colocar a redução do metano no centro da discussão climática. É que o metano é o gás de efeito estufa que mais acelera o aquecimento global no curto prazo. Ele fica cerca de 20 anos na atmosfera, mas tem o poder de esquentar 80 vezes mais que o CO2. Se a gente conseguir cortar as emissões de metano agora, a concentração do gás cai rapidamente e o ritmo do aquecimento global desacelera ainda nesta década.

Traz um alívio térmico quase imediato para o planeta. A ciência recomenda uma redução de 45% de metano até 2030. Acontece que o metano atingiu níveis recordes e continua subindo no setor de combustíveis por causa da produção de petróleo, gás e carvão. Cresceu também na agricultura e na pecuária porque o rebanho mundial aumentou e a demanda por carne e leite continua forte. E também não diminuiu nos aterros sanitários. Para os ambientalistas, chegou a hora de apertar os 150 países que assinaram um compromisso global de metano com a promessa de cortar as emissões em 30% até 2030.

O problema é que vai precisar mudar a abordagem. Ou a gente começa a pensar em punições financeiras e barreiras comerciais para os países que não cumprem metas de reduzir o metano, ou a gente espera pelo avanço de tecnologias de mercado que possam tornar o corte de metano Algo lucrativo para as empresas. Porque se for depender de vontade política dos países, vai ser mais um apelo da ONU sem resultado concreto. O Brasil tem grande responsabilidade nesta tarefa de reduzir as emissões de metano.

Nós somos o 6º maior emissor de metano do mundo. Nós temos o maior rebanho comercial do planeta e 75% das emissões de metano no Brasil vem exatamente da agropecuária. O país já desenvolveu tecnologias junto com a Embrapa que permitem reduzir 30% a intensidade de metano no rebanho. Já temos vários casos de sucesso em redução de emissões, mas o desafio agora é ganhar escala, levar essas práticas para todos os setores da economia.

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