Novo Datafolha mostra que Flávio Bolsonaro 'vai ter que gastar sola de sapato' em SP
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Pesquisas DatafolhaLula · Flávio Bolsonaro · Simone Tebet · Marina Silva · Tarcísio de Freitas
- Debates EleitoraisEleições presidenciais · Eleições para o Senado · Importância do Estado de São Paulo
— Anúncios inseridos dinamicamente —
sorry, I think there's been a mistake. I bought it from Carvana.
You what?
Yeah, great price. I even have 7 days to love it or return it.
So there's no—
No, no buyer's remorse. More like buyer's rejoice.
I guess I'll let myself out. Congratulations! I mean it.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Conversa de Bastidor com Bernardo Melo Franco. Bernardo, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da CBN.
Boa tarde, Bernardo.
Bernardo, o tema é uma pesquisa do Datafolha feita aqui no estado de São Paulo, pesquisa sobre candidatos a presidente e aos cargos majoritários para o Senado. E bom, Marina e Simone Tebet aparece aí liderando na corrida para o Senado e o Flávio Bolsonaro liderando, né, na corrida para presidente. Mas enfim, o que que você nos conta?
Pois é, Sardenberg, acho que a gente não precisa falar da importância do Estado de São Paulo numa eleição presidencial. São Paulo representa 31% do PIB brasileiro, 22% do eleitorado, e o resultado em São Paulo não é determinante para quem vence eleição presidencial, mas obviamente é muito importante. E por isso o estado concentra a atenção dos candidatos todos. Não é à toa que os principais presidenciáveis esse ano, Sardenberg, vão lançar suas candidaturas justamente com convenções no Estado de São Paulo, mesmo aqueles que não são do estado, mesmo aqueles cujos partidos têm sede em Brasília.
Esse novo Datafolha, ele aponta dados interessantes aí em relação à disputa no estado, ou a disputa da presidência dentro do Estado de São Paulo. No primeiro turno, os principais candidatos estão rigorosamente empatados: Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 35% das intenções de voto. E no segundo turno é uma situação de empate técnico com vantagem numérica para o Flávio Bolsonaro. Ele aparece com 46% e Lula aparece com 43%. Essa pesquisa, Sardenberg, ela embora aponte esse cenário de empate, ela foi mais bem recebida no quartel-general do Lula do que no do Flávio.
Por quê? Porque o histórico das últimas duas eleições presidenciais mostrou uma vantagem do pai do Flávio, do Jair Bolsonaro, em relação aos candidatos do PT. Se a gente olhar o resultado de 2022, quando a eleição foi muito parelha nacionalmente, o Jair Bolsonaro terminou o segundo turno com uma vantagem de 11 pontos em relação ao Lula, venceu 55 a 44 ali, sem o arredondamento, né? Então a gente vê que nesse momento o empate, né, o empate em São Paulo acaba beneficiando o presidente Lula, que tem uma frente de votos maior, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Claro que a gente tá ainda no momento inicial da campanha, né, a campanha nem começou oficialmente, ainda tem bola rolando na Copa do Mundo, né, o eleitor não tá 100% ligado ainda na eleição presidencial, mas são indicadores que mostram aí que o Lula vive uma situação um pouco mais confortável do que 4 anos atrás, e que o Flávio Bolsonaro vai ter que gastar sola de sapato em São Paulo e vai depender, Sardenberg e Kass, especialmente do apoio do Tarcísio de Freitas.
Tarcísio que, como a gente sabe, tem um amplo favoritismo para se reeleger como governador de São Paulo, mas não tem demonstrado muito interesse, muito engajamento na campanha do Flávio, até pelo fato de ter sido preterido como candidato à presidência pela direita.
E também temos, Bernardo, aquela confusão, né, numa fala iniciada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele fez críticas a Simone Tebet e Marina Silva por não terem origens políticas em São Paulo. E a gente já teve até resposta aí das candidatas ao Senado. A pré-candidata ao Senado aqui por São Paulo, a Simone Tebet, candidata do PSB, rebateu hoje as críticas feitas pelo governador Tarcísio de Freitas. Fez isso ainda ontem, dizendo que ela é corintiana, não flamenguista, e paga imposto em São Paulo há 10 anos.
Pois é, parece, Cássia, que nesse caso o governador Tarcísio perdeu uma chance de ficar calado, né? Porque o telhado de vidro dele é enorme. Tarcísio é carioca, ele é flamenguista, aliás, como eu, e foi para São Paulo por um plano do Jair Bolsonaro de ter um candidato ali artificialmente plantado é para ajudá-lo na eleição de 2022. Se o ouvinte lembrar, o Tarcísio não tinha nem sequer moradia, residência em São Paulo. Deu o endereço ali do cunhado em São José dos Campos, chegou a ser alvo de questionamento na Justiça Eleitoral.
Acabou que a candidatura dele foi autorizada e ele conseguiu se eleger com os votos dos paulistas, o que é legítimo, né? Ele não é o primeiro governador de São Paulo inclusive nascido em outro estado. Jânio Quadros tinha nascido lá no Mato Grosso. Mas enfim, o fato é que ele não tava exatamente com legitimidade para criticar as candidatas ao Senado que nasceram e começaram suas carreiras políticas fora de São Paulo. O caso da Marina Silva especialmente, Cássia, chama atenção pela incoerência ali, porque a Marina ela não chegou agora em São Paulo, ela foi eleita deputada federal pelo Estado de São Paulo 4 anos atrás pela Rede Sustentabilidade, né?
Então nesse caso a transferência de domicílio não foi feita agora para eleição para o Senado, foi feita 4 anos atrás, quando a Marina resolveu transferir a base dela para São Paulo, que eu repito, é legítimo. Ela poderia ficar no Acre, onde ela começou a carreira, poderia ir para São Paulo, onde ela aliás passou a morar depois das campanhas presidenciais. Agora, no caso da eleição para o Senado, muita calma nessa hora, né? O que a gente está vendo nesse momento são pesquisas que espelham o recall, né, o conhecimento dos candidatos em relação a eleições passadas.
Tanto Tebet quanto Marina já disputaram a presidência da República, por isso são muito lembradas pelo eleitor. Não quer dizer que elas sejam, tenham favoritismo consolidado para se eleger, até porque a gente sabe o voto de direita em São Paulo é muito forte, e tanto o candidato André do Prado quanto o candidato Guilherme de Ritchie vão ter naturalmente o impulso dado pela candidatura do Tarcísio à reeleição. Então é uma disputa que embora mostre nesse momento a liderança das duas candidatas da chapa do Lula, é uma disputa ainda aberta para os candidatos da chapa do Flávio Bolsonaro.
Tá certo. Bernardo Melo Franco, muitíssimo obrigado e até a semana.
Até a semana, um abraço para vocês, boa tarde para os ouvintes.
Até mais, Bernardo.