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Sucessão em Minas segue indefinida e expõe disputa estratégica para 2026

09 de julho de 202612min
0:00 / 12:27
A sucessão ao governo de Minas Gerais permanece aberta, apesar da importância do estado no cenário eleitoral nacional. O PT deve lançar Patrus Ananias, embora Lula preferisse uma candidatura de ampla aliança, enquanto nomes como Cleitinho Azevedo e Nikolas Ferreira enfrentam impasses políticos e partidários. A disputa pelo Senado ganha protagonismo, impulsionada pelo interesse em temas ligados ao STF e pelo maior poder orçamentário dos senadores.

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Participantes neste episódio2
C

Carol

HostApresentadora
P

Patrus Ananias

ConvidadoDeputado federal
Assuntos3
  • Situação do PT em Minas GeraisPT e Patrus Ananias · Lula e alianças · Marília Campos · Gabriel Azevedo · Jarbas Soares Júnior
  • Candidatura PL MinasRomeu Zema · Mateus Simões · Cleitinho Azevedo · Nikolas Ferreira
  • Disputa pelo Senado em SPProtagonismo eleitoral · Poder orçamentário · STF e impeachment
Transcrição24 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño?

?Voz B

Hey Meta, is a hot dog a sandwich?

?Voz C

Technically, no. Spiritually, yes.

CCarol

Hey Meta, what should I do with my life?

?Voz C

That's one of life's biggest questions. What do you think?

CCarol

Ask anything with the new Meta Glasses. Tudo é Política com Maria Cristina Fernandes.

PAPatrus Ananias

Oi, Maria Cristina, boa tarde.

CCarol

Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvintes.

PAPatrus Ananias

Maria Cristina hoje se debruça sobre a sucessão em Minas Gerais, estado chave, importante não só por ser o segundo maior colégio eleitoral do país, né, Maria Cristina?

CCarol

É, não apenas, o que não é pouco, mas Minas que historicamente é um mini Brasil, né? Quem ganha lá ganha no país. Então Porque reproduz um pouco as características de várias regiões do país, o Norte muito semelhante ao Nordeste, o Sul, o Triângulo Mineiro ao Sudeste. Então isso faz com que seja preciso contemplar várias realidades e é aqui, é a isso que se atribui essa coincidência de resultados. Agora, Espanta que um estado de tamanha importância tenha um quadro tão aberto, Tati Fernando, porque o último desdobramento que a gente teve foi a colocação do nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, o Patrulha Ananias, foi ministro de Desenvolvimento Agrário e Combate à Fome tanto do governo Lula quanto do governo Dilma Rousseff.

É um deputado federal muito experiente, mas não está ali na, hoje, com, quer dizer, nunca disputou um mandato majoritário no estado, nunca exerceu mandato majoritário, seja de governador, seja de senador. Então, e não tá ali na crista da onda de um estado que tem fornecido algumas, alguns nomes. A renovação política no estado tem sido intensa, né? O deputado Nicolas Ferreira é de lá, o Cleitinho Azevedo um senador muito votado, é de lá, e o Patrus não pertence a essa geração.

Bem, o que se sabe no PT é que o presidente Lula está bem nas pesquisas lá, está liderando as pesquisas no estado de Minas Gerais. Então só precisa de um palanque para segurar a candidatura, porque na verdade o que o presidente queria era a ex-prefeita de Minas Gerais, ex-prefeita de Contagem, Amarília Campos, só que ela não quer. Ela tava no projeto Rodrigo Pacheco, o ex-presidente do Senado, que Lula cortejou durante muito tempo.

Hoje tá no PSD do Gilberto Casas Sábio. Lula cortejou por muito tempo para ser um candidato de uma ampla aliança em Minas. Ele resistiu e a Marília Campos não quer. O projeto dela é um dia vir a ser governadora, mas de uma aliança mais ampla. Não é esse o cenário que tá sendo que parece ser possível hoje. Tem dois nomes que não são do PT, que até seriam da preferência da Marília para disputar o governo do estado. Um, o Gabriel Azevedo, do MDB, da Assembleia Legislativa.

Outro, o procurador, ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, que é do Partido Socialista Brasileiro, PSB. Mas o PT não quer se coligar a nenhum desses nomes. E pelo lado da atual situação lá, o Minas foi governado há 2 mandatos pelo Romeu Zema, que renunciou e diz que vai ser candidato à presidência. Deixou no seu lugar o vice, o Mateus Simões, que é um professor e não é muito carismático. Ele é candidato à reeleição, né, vai disputar na condição de governador a renovação do mandato, mas tem tido dificuldade de emplacar.

É um Ele não tem muito jogo de cintura, não tem, não tem muito carisma, não vai ser uma candidatura fácil. O Cleitinho Azevedo, que lidera em todas as pesquisas, ele tem dito que recebeu até dinheiro para não disputar, mas ele ainda não decidiu. O Cleitinho hoje ele é candidato do Republicanos, ele é, digamos, ele apoiou Jair Bolsonaro, mas hoje ele tá um pouco mais afastado do, já foi apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro para ser o candidato do seu grupo político em Minas.

Mas o fato é que ele disse que ainda não sabe. Só que o entorno ali do Cleitinho tá difícil, viu? Porque o suplente, o suplente dos senadores geralmente são aqueles que financiam as candidaturas dos senadores. O suplente do Cleitinho é um empresário que tem sido aí citado em investigações recentes de sonegação e corrupção no estado de Minas. O deputado federal e o grupo político também tem enfrentado, o grupo político dele, os deputados federais a quem eles são, que ele é ligado, também tem enfrentado dificuldades na justiça.

Então uma razão apontada é que uma candidatura ao governo do estado exporia o Cleitinho aos problemas dos seus aliados. E finalmente, o Nicolas Ferreira, que agora em maio fez 30 anos, ou seja, seria elegível para disputar o governo do estado. Governador tem um limite ali de 30 anos, senador 35. Então Nicolas, que é filiado ao PL, ele estaria elegível, só que o PL não quer lançá-lo porque o Nicolas ele não faz parte do grupo do Flávio Bolsonaro.

Então o Valdemar descartou a candidatura dele ao governo do estado. Nicolas é o deputado federal mais votado do país inteiro, né? Ele teve 1 milhão, praticamente 1 milhão e meio de votos, e ele seria uma candidatura bastante competitiva, mas o PL não quis lançá-lo. Aí a gente vê, não é um quadro fácil E é curiosíssimo como se a gente pega a disputa, mas isso aí é para um outro dia. Se a gente pega a disputa pelo Senado, não apenas em Minas, mas em muitos estados, a disputa pelo Senado hoje é uma disputa com mais nomes, mais competitiva do que a dos governos estaduais. Tati, é impressionante.

PAPatrus Ananias

Eu ia perguntar isso. Enfim, a disputa pelas vagas ao Senado este ano estão ganhando um protagonismo que eu acho que a gente ainda não tinha visto. Né, da redemocratização para cá. Vide esse exemplo em Minas Gerais da candidata pretendida pelo PT que quer sair para o Senado e não para o governo do estado. Por que, hein, Maria Cristina?

CCarol

Tem a ver com o Supremo Tribunal Federal, do impeachment? Pois é, eu tenho alguns palpites, não sei se eles, digamos, guardam correlação tão precisa com a realidade. Mas o que é que eu tenho ouvido? Por exemplo, Maurício Moura, que é do Instituto Ideia, ele diz, conversando com ele sobre as pesquisas para o Senado, ele diz o seguinte: olha, o eleitor continua sem saber o que é que faz um senador, mas ele sabe que senador caça ministro do Supremo Tribunal Federal.

Então é esse apelo, esse, pois é, esse, isso, sabatina e aprova, e também caça, faz impeachment. Então esse apelo despertaria candidaturas à direita e na extrema-direita. É uma outra razão, é que os governos estaduais estão com dificuldades financeiras. Toma Minas, por exemplo. Minas é um estado com dificuldades que já vem aí se arrastando de anos. Então, um governador para assumir Minas é o Romeu Zema, ele se deu bem porque teve a indenização lá de Brumadinho e ele conseguiu fazer obras por conta dessa indenização bilionária do desastre de Brumadinho.

Não fosse isso, talvez ele não tivesse sido reeleito, porque a situação do estado realmente é difícil financeiramente. Então você vai assumir um estado em condições fiscais muito frágeis. E ou vai ser senador para ter uma bolada de dinheiro de emenda parlamentar para gastar.

PAPatrus Ananias

Maria Cristina, queria te colocar mais uma outra coisa. O senador Camilo Santana, que é um dos integrantes da coordenação de campanha à reeleição do presidente Lula, deu uma entrevista para a Jennifer Goulart no Globo hoje afirmando que o PT não deveria ter candidatura própria em Minas Gerais. E o receio é sofrer um revés eleitoral justamente nesse colégio eleitoral deste tamanho, que tem uma, um mini Brasil, como você disse, né? Isso pode acontecer, né?

CCarol

Sim, esta também é a posição não da Marília Campos, que queria uma candidatura de composição E o argumento dela é que a situação do Estado é tão difícil que você deveria compor com vários partidos que ajudassem nesse esforço, inclusive junto ao Congresso, junto ao governo, para viabilizar uma saída financeira para o Estado. Então esse é o argumento dela, mas o PT não quis fechar essa aliança. Há divergências locais com esses nomes que estão aí postos, seja pelo MDB, seja pelo PSB.

PAPatrus Ananias

Ele fala em conversar com União Brasil também.

CCarol

Isso não avançou. Pode ser.

PAPatrus Ananias

Eu não me lembro se ele citou algum nome do União Brasil, mas apesar de ter admitido que a relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é do União Brasil, não está ali muito boa depois do caso Messias, né?

CCarol

Pois é. Então, mas o fato é que a informação que eu tive é que na reunião que o presidente fez na terça-feira no Palácio do Planalto, no Palácio do Alvorada, com os seus coordenadores de campanha, o nome do Patrus teria sido sacramentado. Ainda não foi anunciado, não foi oficializado, mas que estaria encaminhado em torno desse nome. A entrevista do senador Camilo Santana indica que ainda há quem aposte numa reversão desse cenário.

PAPatrus Ananias

Perfeito. Maria Cristina Fernandes conosco diariamente aqui no nosso Tudo é Política. Vou tomar liberdade de citar aqui o comentário do ouvinte Luke Vilaque dizendo: as análises da Maria Cristina são Muito didáticas, dá um norte para gente. Por isso que ela tá aqui todo dia, para nos entender, nos ajudar a entender e ler a política brasileira. Obrigada, Maria Cristina, um beijo para você, até amanhã.

CCarol

Um beijo, Tati, Fernando e Lucas, né? Boa tarde a todos.

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