Hamas deixa a administração de Gaza
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Guga Chakra
- Hamas deixa governo GazaHamas · Faixa de Gaza · Governo tecnocrata · Autoridade Nacional Palestina · Acordo pós-guerra
- Candidatura Marine Le Pen· PoliticaMarine Le Pen · França · Eleições presidenciais 2027 · Reagrupamento Nacional
O Mundo em 3 Minutos.
Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com informação sobre o Hamas. O Hamas decidiu dissolver o governo que comandava a Faixa de Gaza e deve agora transferir a administração do território para um grupo formado por tecnocratas, formado por palestinos, mas sem a participação da Autoridade Nacional Palestina. Isso fazia parte do acordo pós-guerra proposto pelos Estados Unidos. Mas tem um detalhe: o Hamas seguirá controlando a segurança, o policiamento do que resta em Gaza.
Ou seja, não vai se desarmar. Eu conversei sobre esse assunto com o comentarista Guga Chakra na última edição do Mundo em Meia Hora.
Em primeiro lugar, o Hamas não quer ter o ônus da administração. É complicado, eles não querem ter isso. Eles preferem se focar na parte militar. Em segundo lugar, com governo tecnocrata, pelo acordo do Trump, entra dinheiro, entra dinheiro, bastante dinheiro ali para, para faixa de Gaza, para esse governo tecnocrata administrar, o que indiretamente acaba favorecendo o Hamas, que o dinheiro acaba chegando de uma forma ou de outra ao grupo, né, melhora a situação de Gaza.
Em terceiro lugar, também para pressionar Israel a fazer concessões. Israel não pretende, inclusive, que entre esse governo tecnocrata, não é? Israel não quer nada disso. E também para pressionar Israel, algo que não vai acontecer, mas eles querem que os Estados Unidos pressionem Israel a se retirar dos 60% de Gaza.
O governo de Israel classificou a medida como uma encenação. Enquanto isso, os combates continuam em menor escala, mas continuam. E só um detalhe: nesses 60% de Gaza que são ocupados por forças israelenses, todas As edificações foram destruídas. Passamos agora para a França. Um tribunal de apelação francês decidiu que a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, pode disputar as eleições presidenciais em 2027. O tribunal aceitou um recurso apresentado por Le Pen contra a decisão que a tornava inelegível por 5 anos.
A condenação foi mantida por desvio de recursos públicos. Ela terá agora que usar uma tornozeleira eletrônica por 1 ano, Mas a corte reduziu o período de inelegibilidade. Pode não ser conveniente para Le Pen disputar uma eleição usando uma tornozeleira eletrônica. Caso não entre na disputa, ela pode indicar seu herdeiro político jovem, Jordan Bardella. Fato é que o partido dela, Reagrupamento Nacional , lidera as pesquisas de intenção de voto e Emmanuel Macron não pode concorrer à reeleição.
Le Pen foi condenada em 2025 por desviar mais de 4 milhões de euros em recursos do Parlamento Europeu para pagar funcionários de seu partido. Mundo em 3 Minutos. Até amanhã.