Episódios de Comentaristas

Semestre de ouro para a carne bovina

06 de julho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que o primeiro semestre de 2026 foi o melhor da história para os exportadores de carne bovina do Brasil. As vendas brasileiras para o exterior somaram 1,7 milhão de toneladas entre janeiro e junho, com faturamento superior a US$ 9,8 bilhões. Saiba mais.

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Participantes neste episódio2
Á

Álvaro Machado Dias

HostEspecialista
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
Assuntos2
  • Produção de CarnesMelhor semestre da história · China · Estados Unidos · União Europeia
  • Prognóstico climático para o segundo semestreRedução de embarques · Cota de exportação para China · Férias coletivas em frigoríficos · Exigências da União Europeia
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural.

?Voz B

E o Cassiano Ribeiro chega para conversar com a gente, conta sobre o semestre de ouro para carne bovina aqui no Brasil. Bom dia, Cassiano!

CRCassiano Ribeiro

Bom dia, Pedro. Bom dia para você, ouvinte. O primeiro semestre de 2026 foi o melhor da história para os exportadores de carne bovina do Brasil. As vendas brasileiras para o exterior somaram 1 milhão e 700 mil toneladas entre janeiro e junho, com faturamento superior a 9 bilhões e 800 milhões de dólares. Os números representam um crescimento de 15% em volume embarcado e de 36% na receita em comparação com o mesmo período do ano passado.

O destaque nesse comércio internacional internacional continua sendo a China, principal destino da carne bovina brasileira, responsável por movimentar 4 bilhões e 870 milhões de dólares. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, seguidos pelo Chile, União Europeia e Rússia. Em junho agora também entrou para a história como o melhor mês já registrado nas exportações de carne bovina do Brasil. Foram embarcadas mais de 317 mil toneladas, com uma receita próxima de 2 bilhões de dólares.

A carne in natura respondeu por mais de 90% desse faturamento no mês. Mas apesar dos recordes, o setor já demonstra uma preocupação com o segundo semestre. A expectativa é de redução no ritmo dos embarques por causa do preenchimento da cota de exportação para China, o que já levou alguns frigoríficos a anunciarem férias coletivas e suspensão temporária de abates. Além disso, há o risco de interrupção das vendas para a União Europeia a partir de setembro, em função das novas exigências do bloco sobre uso de antimicrobianos na produção animal, assunto que a gente já tratou aqui em outras ocasiões.

O primeiro semestre termina agora, portanto, com resultados históricos, mas o restante do ano deve ser marcado aí por desafios para manter esse ritmo recorde nas exportações de carne bovina. A gente, claro, continua acompanhando. Bom início de semana, eu volto amanhã.