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ByteDance vai investir R$ 200 bilhões em data center no Ceará

06 de julho de 20266min
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Pedro Doria destaca que a ideia é que esse data center seja alimentado 100% por energia eólica. Saiba mais

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Participantes neste episódio3
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Cássia

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Milton

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Pedro Doria

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Assuntos2
  • Data center do TikTok no BrasilByteDance · TikTok · Ceará · Energia eólica · Cabos oceânicos · Resfriamento de máquinas
  • Inteligência Artificial e o mercado de tecnologiaOpenAI · Anthropic · ChatGPT · Claude · IA Generativa
Transcrição15 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PDPedro Doria

Conversa de Primeira, Vida Digital com Pedro Doria.

MMilton

Muito bom dia para você, Pedro Doria.

PDPedro Doria

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Sei lá, eu acordei com uma dor de cabeça hoje.

MMilton

Todos nós, sei o que que é aquela Dor de cabeça com 6 estrelinhas girando sobre a nossa cabeça.

CCássia

É dor de cabeça nórdica.

PDPedro Doria

É, pois é, parece a impressão de que um viking bateu na minha cabeça mesmo.

MMilton

Vamos lá, vamos falar aí sobre as oportunidades e os desafios que a inteligência artificial nos proporciona. O Brasil terá O primeiro data center de grande porte por aqui será no Ceará, mas com todos os cuidados que se deve ter nesse momento, né? Deve-se olhar essa questão com bastante cuidado, Milton.

PDPedro Doria

Sim, deve-se. Vai ser, vai ser um data center da ByteDance. A ByteDance é a empresa que é dona do TikTok e ela faz modelos principalmente de vídeo, de produção de vídeo, que são bastante bons, bastante competitivos, inclusive quando comparado comparado com os modelos americanos. A ideia da ByteDance é construir um data center no complexo de Pecém, no Ceará. R$200 bilhões, B de bola, tá? Quer dizer, um super investimento. E por que o Ceará?

Bem, são 3 as razões. O Ceará não tem engenheiros de inteligência artificial e vai precisar, mas tem um data center, eles vão porque vai ter emprego ali. O que que o Ceará tem? Tem vento o ano inteiro, E o plano é que seja o vento que vai alimentar 100% desse data center. Ele tem um litoral ligado por cabo oceânico tanto à África quanto à Europa pela internet. Ou seja, não é só o Brasil, América do Sul, América Latina que pode usar esse data center.

É Europa e África também, estão conectadas diretamente. E o próprio clima do Ceará, o Ceará não é muito quente, tem ótimas praias, principalmente para windsurf e tudo mais. Mas ele não é muito quente. Isso favorece o resfriamento das máquinas. Quer dizer, você gasta menos energia e menos água para fazer esse resfriamento. O Brasil tem vários pontos assim, tá, para data centers. Aparentemente, o primeiro escolhido é o Ceará pelos modelos chineses.

E eu desconfio, do jeito que o mercado tá indo, que o Brasil vai ser mais explorado pela China do que pelos Estados Unidos, sabe?

CCássia

E tem alguma expectativa de quando vai ficar pronto esse data center no Ceará?

PDPedro Doria

Não, Cássia, esses anúncios são sempre assim: vamos fazer. E o vamos fazer quer dizer vamos fazer. E aí tem todo o processo de começar. Evidentemente, ano eleitoral, então você sabe, com essas conversas os políticos se entusiasmam e tudo mais. Mas não temos prazo ainda. Mas esses data centers, eles são levantados em um ano aproximadamente. Quer dizer, eu acho que não seria absurdo a gente falar que 2028 esse data center já existe.

MMilton

Você falou na construção desse data center no valor de R$200 bilhões. É bem impressionante que todos os números que nós temos tratado aí sobre inteligência artificial são gigantescos, né?

PDPedro Doria

São, são gigantescos. Eu te dou dois exemplos, Milton. É quando a gente olha para a abertura de capital da OpenAI, da Anthropic. Anthropic quer fazer esse ano em outubro. OpenAI queria fazer esse ano, tá um pouco assustada, vai jogar para o ano que vem. As duas estão pretendendo levantar 1 trilhão de dólares. Dizer que, olha, a empresa vale 1 trilhão de dólares é uma quantidade absurda de dinheiro. Nunca, a gente nunca teve IPO, né, abertura de capital desse tamanho.

Agora, existe nesse momento um questionamento sério, tá, a respeito dessas duas que estão na fronteira, né. OpenAI e Anthropic, com o Claude da Anthropic, o ChatGPT, o GPT da OpenAI, são os melhores modelos que existem, é quem tá na crista do futuro, quem tá na crista da onda. Quem tá no melhor ponto, e sempre disputando uma com a outra. Agora saiu um relatório de uma empresa, de uma consultoria chamada Exponential View, que tá se debruçando justamente sobre esse mundo da IA generativa.

O que ela levantou é o seguinte: olha, no ano passado, IA generativa, esse tipo de inteligência artificial nova, levantou 110 bilhões de dólares. Isso é muito dinheiro. Isso é mais do que se esperava. Então isso meio que acenou: ah, tem de fato um negócio grande nesse mundo de inteligência artificial. Só tem um problema nesse relatório: os modelos de fronteira, ou seja, o último GPT, o último Claude, representam apenas 11% do uso de inteligência artificial do mundo.

Então tem muita gente começando a olhar para Anthropic e OpenAI e perguntar: vem cá, vale a pena você gastar tanto dinheiro quanto você gasta? Para estar sempre na fronteira, talvez não seja isso que o mercado deseja. Esses modelos terminam sendo caros demais porque eles são caros demais de serem produzidos com tanta velocidade quanto eles estão sendo. A gente tá aparentemente entrando numa fase diferente da inteligência artificial.

Se antes era monta, monta, monta, faz, faz, faz, agora a gente já tem uma noção de quanto que empresas estão usando, de qual é o tamanho real desse mercado, que negócio é esse. E parece que aposta da China talvez esteja dando mais certo do que a aposta americana.

MMilton

Muito obrigado, Pedro Doria, e bom dia para você, para todos nós.

PDPedro Doria

Hoje vai ser duro.

CCássia

Vamos lá, até mais.