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Brasil eliminado: e agora, qual o futuro da Seleção?

06 de julho de 20269min
0:00 / 9:22
Carlos Eduardo Eboli e Gabriel Dudziak discutem o trabalho de Carlo Ancelotti, possíveis mudanças no elenco e os desafios do próximo ciclo até 2030.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Eduardo Éboli

HostJornalista
G

Gabriel Dudziak

HostJornalista
Assuntos3
  • Pressão sobre a Seleção BrasileiraEliminação na Copa · Carlo Ancelotti · Ciclo de jogadores · Neymar · CBF
  • Filosofia de jogo e metodologiaEstilo de jogo · Posse de bola · Cultura da Seleção Brasileira · Talento brasileiro
  • Campeonato Brasileiro de FutebolContratos de publicidade · Neymar
Transcrição24 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CECarlos Eduardo Éboli

Quatro em campo, preleção.

?Voz C

Ai ai, Carlos Eduardo Éboli, Gabriel Dudziak, boa tarde.

CECarlos Eduardo Éboli

Brasil!

?Voz C

Aí eu me não chamei a roupa, não adianta.

GDGabriel Dudziak

Entra de qualquer maneira, né?

?Voz C

Eu não vou abandonar o Brasil córner, eu vim vestida de brasileira.

CECarlos Eduardo Éboli

Tá certo, muito bom, Dani.

?Voz C

É isso aí. Boa tarde a vocês. Põe um arraia, vamos embora com uma música norueguesa. Ô gente, eu acho que tudo já foi dito, né, da eliminação do Brasil nessa Copa de ontem para hoje. Mas eu quis muito que vocês estivessem aqui com a gente hoje nesse estúdio CBN curtinho. Pra gente pensar um pouco essa seleção brasileira pra frente, a partir daqui, tem ouvido muito que é um ciclo que se encerra pra muitos jogadores, turma de Neymar, Casemiro, Marquinhos, os caras que são, eu acho o cúmulo dizer que são mais velhos, né, mas são mais velhos, estão ali beirando os 35.

E o que é que a gente pode vislumbrar, uma vez que o contrato do técnico foi renovado, né, Dudziak?

CECarlos Eduardo Éboli

É, isso foi citado pela gente no momento da renovação, né? Foi um argumento político muito forte, né, dessa atual gestão da CBF, tanto a contratação do Carlo Ancelotti quanto a renovação do contrato dele antes mesmo da Copa do Mundo, né? Então se blindou essa gestão com esse técnico muito famoso, muito celebrado, né, pelas conquistas que tem. E no momento ali em que havia toda uma parafernália comercial para convocação do Neymar e da seleção brasileira que disputaria o Mundial de 26, aproveitou-se, né, para colocar também a renovação de contrato do treinador.

Contratos podem ser rompidos mediante pagamento de multa, o tempo todo a gente vê isso, mas a tendência não é essa agora. Carlo Ancelotti deve ficar comandando a seleção brasileira. Só é necessária uma reflexão crítica de que a vida para ele continua muito tranquilamente. Foi eliminado da Copa, o trabalho continua, o salário continua e tudo mais. Para os outros jogadores pode ser um fim de ciclo. Para quem torce muito para a seleção brasileira, hoje é um dia muito, muito triste.

Para quem tava vivendo muito legal esse clima de Copa, fica uma frustração muito grande. E aí cabe a cada um fazer essas gradações de quem merece toda essa consideração ou não. Mas o fato é que não deve mudar grande coisa em relação ao trabalho. Talvez com mais tempo a gente veja outras coisas do Carlo Ancelotti, mas nesse momento não me parece assim injusto ou mão pesada demais e nem nada assim muito exagerado, né, é falar que o trabalho até agora é fraco, né, o trabalho do Carlo Ancelotti até aqui é fraco.

É um momento no time ontem, Dudu, é um momento, né, de que poderia definir uma partida e a opção dele foi um jogador que não trabalhou com ele praticamente, que é o Neymar, numa função que Deslocou outros 2 da função original, talvez não fizesse sentido. É óbvio, né?

GDGabriel Dudziak

Popular, ele desarrumou o time, desarrumou, até arrumado, isso mesmo, tava começando a gostar do jogo.

?Voz C

Até eu que não entendo nada de esquema tático percebi isso. Qualquer um, né, olhando o jogo percebeu que desandou ali, né?

CECarlos Eduardo Éboli

É óbvio que se fizesse o gol de pênalti, se fizesse o gol com o Endrick, não chegaríamos nisso. E o futebol é assim mesmo, né? Tem erros e acertos. Mas naquele momento ali, a condução dele acho que deixa a desejar e E não é preciso muito mais que isso para se sair de uma Copa do Mundo.

GDGabriel Dudziak

Fala, essa é a crueldade do futebol. Mas é isso aí, o futebol ele, ele premia muito a eficiência, né? E quando você não consegue atingir a eficiência, você corre o risco de ser castigado. Foi exatamente o que aconteceu com o Brasil ontem. Mas pensando para frente, eu sou a favor da permanência do Carlo Ancelotti, acho que tem que completar o ciclo dele agora, o ciclo completo até 2030. Mas vou ficar com uma lupa gigantesca, né, em cima desse trabalho, porque o que entregou até agora a mim não agrada.

Eu tô falando de filosofia de jogo, proposta, a maneira como a seleção brasileira está se comportando. Eu não, eu não nasci para ver a seleção brasileira terminar um jogo contra a Noruega com 34% de posse de bola. Para mim isso não é seleção brasileira. Eu sei que muitos vão falar, mas há diversas formas de você ganhar no futebol. Sim, claro, inclusive tendo pouquíssima posse de bola, mas isso fere demais a cultura da seleção brasileira.

Uma seleção conquistou 5 títulos mundiais. Isso não é saudosismo, não é nostalgia. Para mim, isso é uma constatação. Nós ainda temos talento, e esse talento precisa ser trabalhado da melhor forma. E para mim, a melhor forma é uma seleção que tem fome de bola, é uma seleção que controla seus adversários, que controla o ritmo do jogo com a bola. Sempre foi assim. E para mim tem que ser sempre esse conceito de entregar a bola para o adversário, ficar jogando pelo erro do adversário, de muita eficiência defensiva.

O Brasil em vários momentos se postou muito bem defensivamente, isso é importante no jogo, mas a gente precisa ter mais ideias para atacar, a gente precisa ser mais agressivo, a gente precisa ter jogo de imposição, a gente precisa explorar melhor os nossos talentos. E é isso que eu vou ficar de olho nesses próximos 4 anos aí que o Ancelotti vai trabalhar a seleção para 2030. Essa seleção que eu tô vendo até agora, essa seleção não me representa como gosto de futebol, como que eu penso sobre futebol e o que eu penso para seleção brasileira. Para mim, isso que a gente tá vendo até agora não é seleção brasileira.

?Voz C

Só o Neymar, né, gente? Sei lá, nota lamentável do jogo, né? Que comportamento Sem decoro, sem educação, sem—

CECarlos Eduardo Éboli

o pior é que não surpreende, né?

?Voz C

Não, de jeito nenhum. Só vai renovando a fé na baixeza da humanidade.

CECarlos Eduardo Éboli

Se alguém se surpreendeu com o que aconteceu ontem é porque não tem acompanhado. Mas assim, só rapidinho, você perguntou dos outros jogadores, né, Tati? De fato, a gente imagina que esses que você citou não vão estar numa próxima Copa, né? Como Casemiro, Marquinhos, Fabinho, Alisson, talvez goleiro, Ederson, entre outros. Mas ao mesmo tempo a gente talvez tenha imaginado que eles não estariam nessa Copa do Mundo, não por idade, mas talvez por um fim de ciclo, porque eram duas Copas do Mundo com o Tite, era hora de mudança, era hora de renovação.

E aí no fim das contas eles voltaram porque ninguém assumiu a bronca, nós não encontramos jogadores aptos a segurarem a bronca. Então assim, acho muito difícil que um jogador com 39 anos, 40 anos, vá jogar uma Copa do Mundo pela seleção brasileira. Em seleções menos tradicionais acontece porque há menos, né, pé de obra, por assim dizer. Mas no Brasil é um pouco mais difícil. Mas vale ficar de olho nisso porque nós já meio que vacinamos algumas vezes o fim de este ou aquele jogador, incluindo aí o Neymar, né, que tem muita gente que falou que acabou a era Neymar.

Não necessariamente. A gente vai ter uma Copa América em 2028, pode ser uma despedida dele da seleção. Ele pode, se tiver chance de jogar em um outro clube, pleitear uma vaga na seleção para a próxima Copa do Mundo. É óbvio que nesse momento isso parece muito longe, Mas depois do que nós vimos nesse ciclo em que ele jogando muito, muito pouco no Santos ganhou uma vaga, ganhou a camisa 10 e foi acionado no momento decisivo de um jogo de mata-mata, não dá para discutir a possibilidade disso acontecer de novo.

E vale só observar também, acho que a gente vai fazer essas observações mais tarde no 4 em Campo, coisas que vão para além do campo, das 4 linhas, como os caminhos da CBF, importantíssimo, a mercantilização de tudo que envolve o futebol brasileiro. Neymar tinha contrato de publicidade assinados em caso de conquista de Éxer. Isso antes da Copa começar. Isso não pode ser normal, isso não pode ser aceitável.

?Voz C

Bem lembrado, bem lembrado. Bom, a partir de agora eu quero agradecer Dudi, Éboli. Obrigada, estão trabalhando pouco esses homens hoje, hoje nesses últimos tempos, né, Éboli? O que vocês precisam fazer agora?

CECarlos Eduardo Éboli

Vou fazer Espanha e Portugal.

?Voz C

Perfeito. E você, Éboli?

GDGabriel Dudziak

Não, esse jogo eu não tô. Então agora eu vou, tô no programa da noite hoje, tô no jogo de amanhã da Argentina.

?Voz A

Perfeitamente.

?Voz C

Então a A gente vai encerrar por aqui o Estúdio CBN, vai passar o bastão para Gabriel Dudziak e a equipe de esportes da CBN, que vão trazer para você a partir de agora as emoções de Portugal e Espanha. Obrigada, Dudzi! Obrigada, Éoli! Bom trabalho para vocês!