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Brasil corre contra o tempo para manter clientes europeus

03 de julho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que, depois da pressão do mercado europeu, que tirou o Brasil da lista de fornecedores a partir de setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária decidiu aplicar, a partir desta semana, novas regras de fiscalização para atender às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção de carnes e produtos de origem animal. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
Assuntos1
  • Venda de carne para EuropaNovas regras de fiscalização da União Europeia · Uso de antimicrobianos na produção animal · Brasil · União Europeia · Ministério da Agricultura e Pecuária · Carne bovina · Impacto de 1 bilhão de dólares
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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. E hoje o Cassiano Ribeiro conta para a gente que o Brasil corre contra o tempo para manter clientes europeus. Bom dia, Pedro. Bom dia, ouvinte. Depois da pressão do mercado europeu que tirou o Brasil da lista de fornecedores a partir de 11 de setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária decidiu aplicar a partir desta semana novas regras de fiscalização para atender às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção de carnes e produtos de origem animal.

A partir de agora, empresas que exportam para o mercado europeu terão que comprovar por meio de documentos auditáveis e sistemas de rastreabilidade que os animais e os insumos utilizados na produção não receberam medicamentos proibidos pela legislação da União Europeia durante por todo o ciclo de vida. As mudanças atingem as cadeias de aves, ovos, mel, pescados e carne bovina. No caso do frango, por exemplo, a adaptação deve ocorrer com mais rapidez, já que o ciclo de produção é de cerca de 40 dias.

O Brasil corre contra o tempo para evitar interrupções nas exportações quando as novas regras entrarem em vigor no dia 3 de setembro. A maior preocupação está na carne bovina. Isso porque a União Europeia exige a comprovação de que o animal nunca tenha recebido determinados antimicrobianos desde o nascimento até o abate. O bloqueio das carnes brasileiras no mercado europeu pode ter um impacto de 1 bilhão de dólares por ano, considerando o valor exportado pelo Brasil para todo o bloco no ano passado.

Além de ampliar os controles nas propriedades e nos frigoríficos, o Ministério da Agricultura também determinou fiscalização mais rigorosa por parte dos auditores federais. Em caso de suspeita do uso de medicamentos proibidos, os lotes poderão ser bloqueados e perder habilitação para exportação. No site globo.com.br, a gente mais detalhes dessas regras, incluindo as listas de antibióticos, antivirais e antiprotozoários que não podem ser usados em criações comerciais com destino à Europa. Eu volto na segunda-feira. Bom fim de semana e até lá.

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