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Funeral do aiatolá Ali Khamenei começa e deve durar uma semana

03 de julho de 20264min
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Começa nesta sexta-feira o funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Khamenei foi morto há quatro meses num ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel.

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Participantes neste episódio1
B

Beatriz Pacheco

HostJornalista
Assuntos3
  • Morte Ali KhameneiAli Khamenei · Ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel · Cerimônias em cidades do Irã e Iraque · Slogan "Devemos nos levantar" · Líder de um sistema teocrático · Chefe da Guarda Revolucionária Iraniana · Insatisfação popular com governo autoritário · Manifestações por direitos das mulheres e comerciantes
  • Xenofobia na África do SulPrazo para saída de imigrantes ilegais · Violência e saques a lojas · Culpa dos imigrantes pelos problemas econômicos · Desemprego na África do Sul · População de imigrantes e refugiados · Manifestações convocadas pelas quintas-feiras
  • EUA e Irã - Cessar-fogo rejeitadoSucessor de Khamenei · Mostaba Khamenei · Governo militarizado pela Guarda Revolucionária
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?Voz B

O Mundo em 3 Minutos. Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Começa nesta sexta-feira o funeral do líder supremo iraniano, o Ayatollah Ali Khamenei. Khamenei foi morto há 4 meses num ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel. Então, ao longo de quase uma semana, ocorreram cerimônias em pelo menos em 5 cidades do Irã e também no Iraque, país com grande população xiita e abriga milícias apoiadas pelo Irã. E aí pense em milhares e milhares de pessoas.

O símbolo da cerimônia é um punho fechado com o slogan "Devemos nos levantar". O objetivo é transformar o funeral, cheio de simbologias e significados, numa demonstração de continuidade e não de incerteza. E aqui é bom lembrar o seguinte: Khamenei não era apenas um chefe de estado, ele era um líder de um sistema teocrático, uma autoridade religiosa do islamismo xiita muito respeitado no Iraque, como eu já disse, mas também no Líbano, no Paquistão e em outros países com populações xiitas.

E era o chefe da Guarda Revolucionária Iraniana. Mas antes da guerra, parte da população estava muito insatisfeita com o legado de quase 40 anos de um governo autoritário que prendeu, que torturou e matou muita gente. Também casos de corrupção e concentração de poder. E estávamos vendo uma série de manifestações antes da guerra. Houve manifestações por direitos das mulheres, mas também dos chamados bazares, que são os comerciantes do país muito influentes.

E aí veio a guerra, bom, parou tudo. Agora, um desafio para dar essa cara de continuidade é saber, ou melhor, é não saber Onde está o sucessor de Khamenei? Seu filho, Mostaba Khamenei, que assumiu o lugar do pai, ele nunca apareceu em público desde que o pai morreu. Falam que ele foi ferido, tá desfigurado, mas não aparece nem áudio nem nada. E devido a esse vácuo de poder, hoje quem governa o Irã é a Guarda Revolucionária. Hoje é um governo mais militarizado do que religioso.

Agora passamos para África do Sul, onde o país Tenta voltar ao normal após uma série de protestos contra imigrantes ilegais. Vários grupos estabeleceram o dia 30 de junho como prazo para que todos os imigrantes em situação irregular deixassem o país. As manifestações em sua maioria foram pacíficas, mas causou pânico em algumas regiões, em alguns bairros, com violência, grupos armados agredindo imigrantes, fechando e saqueando lojas.

Milhares de imigrantes, principalmente do Zimbábue, do Malawi procuraram suas embaixadas para solicitar ajuda. Nigerianos também fugiram do país. O que acontece lá é o seguinte: os sul-africanos culpam os imigrantes pelos problemas econômicos do país. Hoje, um terço dos sul-africanos está desempregado. Agora vamos aos dados: a população total de imigrantes na África do Sul é de cerca de 3 milhões, o equivalente a 4% da população.

Uma proporção considerada bem baixa em padrões internacionais. Outro dado: a África do Sul abriga cerca de 167 mil refugiados e solicitantes de asilo, segundo a ONU, número também pequeno em comparação com outros países africanos. Uganda, por exemplo, recebe 1,8 milhão de refugiados. O Chad, 1,2 milhão. O Quênia, 850 mil. E vem mais por aí. Esses grupos anti-imigração convocaram manifestações todas as quintas-feiras. Entre as exigências deles estão deportações em massa daqueles sem documentos. Mundo em 3 Minutos, até a próxima edição.

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