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Recuo da Ford no plano de substituir pessoas por IA

03 de julho de 20266min
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Thássius Veloso destaca que a Ford é uma grande companhia que vinha se movimentando no sentido de implementar novas tecnologias, buscando inovação, e substituiu pessoas por IA, e não deu muito certo. A empresa decidiu voltar com cerca de 350 engenheiros considerados veteranos e que participam de processos importantíssimos. Ouça o comentário.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Eduardo Éboli

ConvidadoJornalista
T

Thássius Veloso

Comentarista
Assuntos3
  • Ford· NegociosRecuo da Ford na substituição de pessoas por IA · Charles Poon · Ford · Engenheiros veteranos · Inspeção de qualidade de veículos · Dificuldade em treinar computadores · Falta de mentoria para funcionários jovens
  • Projeto DNA do BrasilRedução do medo da IA e substituição no trabalho · Aumento do engajamento com IA · Cursos e eventos sobre IA
  • IA e Impacto no Mercado de TrabalhoPressão por substituição de pessoas por IA em nível gerencial · Web Summit Rio · Implementação defeituosa de IA
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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TVThássius Veloso

Dia a Dia Digital com Tássios Veloso.

?Voz C

Os barba grisalha estão de volta. Esse foi o recado dado pelo vice-presidente de engenharia de hardware de veículos de uma montadora muito importante, a Ford. Ele se chama Charles Poon. Kácia, Milton, bom dia para vocês, bom dia para os ouvintes. Esse tema tem tudo a ver com o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, porque a Ford é uma grande companhia que vinha se movimentando no sentido de implementar novas tecnologias, buscando inovação, e nisso substituiu pessoas por máquinas.

Máquinas aqui no caso computadores, a inteligência artificial. E não deu muito certo. Tanto não deu certo que eles decidiram voltar com cerca de 350 engenheiros considerados veteranos e que participam de processos importantíssimos. Eles são responsáveis, por exemplo, para a checagem da qualidade, a inspeção de qualidade dos veículos. Então a Ford havia tomado essa decisão e nessa semana voltou atrás. Isso ganhou as manchetes porque eles detectaram que existia uma grande dificuldade de treinar, ou seja, de fazer com que os computadores agissem, compreendessem o ambiente e conseguissem atuar de forma profissional assim como esses engenheiros veteranos.

E além disso, os funcionários mais jovens tinham diversas dificuldades e faltava ali uma pessoa pessoa que pudesse passar as informações, que pudesse mostrar, por exemplo, formas de melhorar as ferramentas de automação, ou então acompanhá-los para que eles aprendessem novas tarefas e se desenvolvessem. Então esse é um assunto que certamente ainda vai se desenrolar pelos próximos meses, porque conforme eu já antecipei aqui no nosso dia a dia digital, muitas empresas vêm pensando em formas de aplicar inteligência artificial.

E poucas, poucas delas vão admitir, mas aqui a gente manda real, as lideranças já vêm fazendo pressão para que, principalmente no nível gerencial da cadeia de comando da empresa, ocorra essa substituição de pessoas por inteligência artificial. No Brasil, inclusive, foi algo que eu detectei durante a cobertura do Web Summit Rio. Então essa pressão ela é grande, todo mundo querendo embarcar nessa onda da inteligência artificial, mas de que forma, quais são os benefícios, como você faz de maneira segura, são grandes questões.

E aí pode ocorrer de, numa implementação defeituosa, ter que voltar com os profissionais de antes. A Ford não é a primeira, certamente não será a última. Isso acontece em âmbito global, mas principalmente impactando o mercado dos Estados Unidos. Mas para fechar aqui com vocês, saiu na última semana uma pesquisa do Datafolha mostrando o interesse, o impacto, o engajamento do brasileiro, especificamente brasileiro, com a inteligência artificial.

E os números, eles são interessantes. Olha só, para vocês terem uma ideia, o percentual de pessoas que diz não ter medo da inteligência artificial e do seu, da sua substituição no trabalho pela inteligência artificial, portanto quem não tem medo Aumentou de 41% para 49%, isso comparando junho de 25% com junho agora de 26%. E por outro lado, aquelas pessoas que afirmam ter muito ou um pouco de medo, esse número também caiu. Caiu de 56% para 48% agora.

Então essas placas tectônicas, elas vão se reacomodando. Muita gente, muitos ouvintes inclusive me acionam nas redes sociais querendo dicas de cursos de como faz para entender E há em eventos, em palestras e por aí vai. É o assunto do momento. Tenho falado muito disso. Mas o nível de informação tem aumentado a ponto de algumas pessoas já entenderem que, talvez o impacto não seja tão grande, talvez não destrua tantos empregos quanto se imaginava anteriormente.

Seguiremos acompanhando. Torcendo para que por muitos anos ainda eu possa ocupar esta coluna e não um robô aqui conversando com vocês. Milton e Cássia, uma boa sexta-feira.

TVThássius Veloso

Esse foi o Tassius Veloso. Agora, é o seguinte, né? Tá longe dele ter barba e ter cabelo grisalho, então ele pode ficar tranquilo ao longo desse tempo, né? Que ele começou com barba e grisalha, que o grisalho que são uma forma de caracterizar aqueles funcionários que estão sendo retomados pela Ford, né? Pessoal da antiga que tá retomando ali, mas ele tá longe de ter cabelo grisalho, né?

?Voz C

Vai continuar com a gente por muitos e muitos anos.

TVThássius Veloso

E até porque desenvolve conteúdo.

?Voz A

Sem dúvida.

TVThássius Veloso

Enquanto você desenvolve conteúdo, você continua tendo espaço no contato com as pessoas. Pelo menos é o que a gente espera, né, Cássia Godoy?

?Voz A

É isso.

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