‘O Rio de Janeiro é um exemplo típico da política que usa o estado em benefício próprio’
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Merval Pereira
Cássia
Leandro
- Política no Rio de JaneiroFuncionários fantasmas em órgãos públicos · Alerj · Uso da máquina pública em benefício particular · Corrupção · Transformação da máquina política em recolhedora de votos · Remuneração de pessoas que não trabalham para o estado · Limpeza da área pelo presidente do Tribunal de Justiça
- Copa do Brasil: Oitavas de finalTabu de nunca ter vencido a Noruega
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Momento da Política com Merval Pereira.
Boa tarde, Merval.
Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Leandro. Boa tarde, Merval.
Herval, ontem nós falávamos aqui a respeito da política no Rio de Janeiro, todas as complicações relacionadas à política no Rio, muito ex-governador preso, muito integrante da Alerj preso também. E hoje, Merval, a gente tem uma reportagem aqui no Jornal Globo mostrando o seguinte: que todos os 77 órgãos da máquina fluminense tinham funcionários fantasmas. Esse foi um balanço realizado pela Controladoria Geral do Estado E a reportagem do Globo aponta que a maioria destes funcionários fantasmas era ligado a políticos justamente da Assembleia Legislativa do Rio, Merval.
Olha, esse é o problema central do Rio de Janeiro, além da corrupção que cruza todos os partidos praticamente. Você tem um hábito político que vem de longe de transformar a máquina política do governo numa máquina recolhedora de votos. E esse pessoal que é empregado e não trabalha É, faz parte disso. São pessoas que fazem trabalhos para deputados específicos e são remunerados com dinheiro do Estado. Então eles não trabalham no estado, mas trabalham para o deputado, fazendo contatos, fazendo propaganda, fazendo qualquer tipo de trabalho.
Então todos os congressistas da Assembleia, né, Tem uma vaga nas secretarias, tem um bico na secretaria para favorecer seus aliados. Isso é a velha política que vem dominando o Rio, que não se modernizou, que não conseguiu sair desse marasmo, que é o uso da coisa pública em benefício particular. É esse o caso do Rio. O Rio é um exemplo típico dessa política que usa o Estado em benefício próprio dos deputados e governadores, todo esse grupo que domina o Estado.
Realmente, o nosso governador interino, quase que um interventor, né, o presidente do Tribunal de Justiça, ele tá fazendo um trabalho magnífico de limpeza da área, né, limpeza da área. E esperemos que o próximo governador mantenha essa postura de controle dessa, desse tipo de corrupção. Isso no fundo, fundo é uma corrupção, né?
Sem dúvida. A gente vai continuar acompanhando essa história. Merval, bom fim de semana para você. Voltamos a conversar na segunda. Mas antes de me despedir, domingo tem Brasil e Noruega. A gente tem esse trauma de nunca ter vencido a Noruega. Eu espero que esse tabu seja quebrado no domingo. Qual que é o seu palpite para essa partida?
Tomara que seja 2 a 0. Vamos ver. 2 a 0, Brasil!
Obrigada, meu irmão. Até a próxima.
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