Medo de perder o emprego para a IA cai entre brasileiros, aponta Datafolha
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Cássia
Ana Letícia Loubak
- Léo Dias e ameaças à Seleção BrasileiraQueda no medo de substituição por IA · Aumento do uso de IA no trabalho · Datafolha
- IA e Impacto no Mercado de TrabalhoPosicionamento de CEOs de tecnologia · Dario Amodei · Anthropic · Claude · Meta · Mark Zuckerberg
- Relação Brasil-EUA e EleiçõesFGV · Trabalhadores em profissões com exposição à IA · Áreas de alto risco de IA · Jovens com mais escolaridade · Setores de finanças e tecnologia
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CBN Tecnologia, uma parceria Tec Tudo.
Hora de conversar com a Ana Letícia Lobac, editora de celulares no Tec Tudo. Tudo bem, Ana Letícia?
Tudo bem, Cássia? Boa tarde para você, para o Leandro e para os nossos ouvintes.
Boa tarde.
Ana Letícia hoje vai falar conosco a respeito de uma pesquisa que mostra que os brasileiros estão com menos medo de perder o emprego para inteligência artificial. Que história é essa, Aninha?
Então, Cássia, é uma pesquisa do Datafolha que eles fizeram agora em junho e soltaram no finzinho do mês, mostrando justamente isso, né, que o brasileiro pode estar deixando de ver a inteligência artificial como uma ameaça nesse sentido, né, de roubar o emprego, e talvez começando a vê-la como uma ferramenta de trabalho. Segundo os dados da pesquisa, o medo de ser substituído por uma IA caiu de 56% para 48% no intervalo de 1 ano, e ao mesmo tempo o uso de inteligência artificial no escritório, né, ali no dia a dia de trabalho, subiu de 17% para 24%.
Cenário que a pesquisa, cenário que a pesquisa do Datafolha mostra é interessante porque ele de certa forma contrasta com o posicionamento de grandes nomes do setor de tecnologia. É, por exemplo, o Dario Amodei, que é o CEO da Anthropic, que é a empresa por trás do Claude, ele é bem alarmista com relação a esse avanço da IA no mercado de trabalho e ele defende inclusive algumas políticas para estimular contratações diante do risco de desemprego.
E a gente já vê isso acontecendo lá fora, né? Em maio, não custa lembrar, a gente até comentou isso aqui na CBN, a Meta demitiu 8 mil funcionários, cerca aí de 8 mil funcionários, mais ou menos o equivalente a 10% da força de trabalho global, para priorizar investimentos em inteligência artificial. Inclusive parece que não tá dando muito certo, a empresa tá enfrentando uma crise por conta disso, e o Zuckerberg estaria inclusive repensando essa decisão.
Mas aqui no Brasil, para a gente voltar para um recorte uma questão mais local, a gente tem também um estudo da FGV que mostra que quase 30 milhões de trabalhadores atuam em profissões com algum nível de exposição à IA. Isso dá quase 30% da força de trabalho, mas só uma parte menor, cerca aí de 5 milhões, é que está, segundo essa pesquisa, realmente em áreas de alto risco. E aqui entra um ponto interessante, porque essa fatia menor é justamente aquele pessoal mais jovem, com mais escolaridade, setores como finanças e tecnologia.
Ou seja, são pessoas que em tese têm mais ferramentas para se adaptar e até criar novas atribuições, novas profissões a partir da inteligência artificial, e não ser engolido por essa onda de avanço daí.
Faz bastante sentido. Ana Letícia Lobac, muito obrigada, um ótimo fim de semana para você.
Para vocês também.
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