Candidaturas presidenciais vivem dificuldade de montar palanques fortes no Sudeste
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- Desafios eleitorais e infraestruturaisLula e problemas em Minas Gerais · Flávio Bolsonaro e Operação Unicarne · Importância de São Paulo nas eleições · Rodrigo Pacheco · Marília Campos · Fernando Pimentel · Cláudio Castro · Haddad
- Outros jogos brasileirosPalpite de placar
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Viva Voz com Vera Magalhães.
Boa tarde, Vera.
Oi, boa tarde, Cássia, Leandro, todo mundo que nos ouve, nos assiste.
Boa tarde, Vera Magalhães. Hoje você vai falar conosco a respeito de um tema que você aborda aqui na sua coluna no Globo, que é o seguinte: os dois principais pré-candidatos à presidência da República, aqueles que estão mais bem cotados nas pesquisas de opinião, estão com problemas em diferentes estados do Sudeste.
Vera, pois é, Cássia, a gente tem aí como um dos grandes pressupostos de campanhas políticas A importância de se ter palanques fortes regionais, porque isso ajuda a impulsionar candidaturas presidenciais, isso garante ali musculatura também para as chapas, para a formação de bancadas e bancada no Senado, que esse ano é especialmente importante na estratégia dos candidatos. E para isso, o que se imaginava e o que se tentou foi estruturar esses palanques alguma antecedência.
Só que tá havendo problemas justamente na região Sudeste, que é a que concentra o maior eleitorado, e por isso mesmo é aquela que foi descrita e eleita como prioritária pelos dois principais candidatos. O Lula tentou e bateu várias vezes na trave para tentar montar uma chapa de apoio à sua candidatura em Minas Gerais. Minas tem 5 tido ao longo de muitas eleições, mas prioritariamente desde 2014, o estado que decide a eleição no Brasil.
Pelo fato dele ser um estado muito heterogêneo em termos populacionais, de IDH, de desenvolvimento, ele mais ou menos replica num microcosmo a condição geral do Brasil. Então ele tem um norte que é mais pobre e que vota majoritariamente na esquerda uma região ali da capital de Belo Horizonte que se divide e oscila uma hora para cada lado, e um sul mais próximo do Rio de Janeiro mais de direita. Então, vencer em Minas tem significado vencer no Brasil.
E o Lula tentou emplacar o Rodrigo Pacheco, não conseguiu, e agora o PT está praticamente compelindo a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, a ser candidata. Sendo que ela prefere disputar o Senado porque ela sabe que é difícil o PT vencer o governo lá. Vem de um desgaste da gestão do Fernando Pimentel, do impeachment da Dilma, e que até hoje o PT não se recuperou por lá. Então eles vivem uma crise e uma dificuldade de escolher um candidato.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro assistindo essas operações que atingem seguidamente, repetidamente, o grupo político do PL. Lá que comandava o estado enquanto o Cláudio Castro era governador e que tem sido alvo de diferentes e sucessivas fases da Operação Unicarne da Polícia Federal.
Por falar em contagem, tem contagem regressiva, né? Porque até o fim do mês que os partidos têm que definir os candidatos. Só aqui em São Paulo que o negócio tá fechado.
Aqui em São Paulo eles deram muita ênfase, né, Leandro? Porque é justamente o maior eleitorado. E tem esse case da eleição de 2022 que o PT escolheu, porque o Lula perdeu em São Paulo, mas perdeu por uma margem menor do que aquela que as pesquisas projetavam. E venceu na capital, o Haddad venceu na capital, e isso é considerado um dos fatores pelos quais ele ganhou por pouco do Jair Bolsonaro no plano nacional. Então ele fez o Nordeste, ganhou ali por uma pequena margem em Minas, mas perdeu por pouco em São Paulo.
Então repetir esse mesmo esquema, esse mesmo script é o que o PT está querendo fazer esse ano. Então obrigou ali praticamente o Haddad a ser candidato e montou uma chapa forte também para o Senado. Aqui a direita vai bem com o governador Tarcísio, que é o favorito para se reeleger e que inclusive por muito tempo foi o candidato dos sonhos do mercado à presidência, o que acabou não acontecendo. Então aqui as coisas estão definidas com antecedência, promete ser uma eleição bem disputada, muito concentrada aqui, a agenda concentrada aqui, os pré-candidatos todos fazendo seus QGs, os seus comitês em São Paulo pela importância do estado, mas aqui a gente já sabe direito o que vai se dar, como essa disputa vai se dar.
Mas nesses dois outros importantíssimos colégios, o segundo e o terceiro maiores do país, As coisas ainda muito difíceis e difíceis para o Flávio naquela que é a sua base eleitoral. A família Bolsonaro é oriunda do Rio de Janeiro, ele é um parlamentar do Rio de Janeiro e vão ter esse constrangimento de ter de explicar as relações do grupo do ex-governador Cláudio Castro com vários tipos de organizações criminosas.
A gente ainda vai voltar a esses assuntos. Antes da gente se despedir, Vera Magalhães, seu palpite para domingo, Brasil e Noruega?
Ai, eu tô com medo desse jogo, eu não aguento mais ver esses remadores. Já peguei um ranço absurdo desses times. Eu acho, eu acho eles muito altos, tenho medo, mas eu vou falar 2x1, mas tô com medo.
2x1, 2x1, acho que é um placar realista. Vera Bagalhães, obrigada, bom fim de semana.
Leandro Gouveia falou o quê?
Porque ele tá esperando o fim. Vou falar agora então, 1x0.
1 a 0?
Tá, se você tá com medo, eu então.
E você, cacimboi lindo?
Eu caí no bolo, tô lá na 4ª posição agora. Eu acho que eu vou no 2 a 1, mas tá sujeito a mudança ainda. Vou pensar melhor até domingo. Combinado?
Então tá bom, gente. Vai Brasil!
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