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Brasil diminui quantidade de alimentos desperdiçados em 7%

18 de junho de 20266min
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Rosana Jatobá conta que houve uma queda no índice de desperdício de alimentos no Brasil, que desperdiçou 7% menos alimentos no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Participantes neste episódio3
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

Cássia

HostJornalista
R

Rosana Jatobá

HostJornalista
Assuntos2
  • Repensar hábitos alimentaresBrasil desperdiça 7% menos alimentos · ONU · Perdas na cadeia produtiva · Desperdício em residências · Hortaliças, frutas, arroz e feijão
  • Reduzir, Reutilizar e ReciclarAplicativos de receitas com sobras · Feiras orgânicas e frutas feias · Economia para o consumidor · Consciência ambiental · Programas de reaproveitamento e doação · Metano em aterros sanitários
Transcrição15 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RJRosana Jatobá

CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá.

?Voz C

E aí, Rosana?

RJRosana Jatobá

Oi, Sardenberg, boa tarde para você, para casa e para os nossos ouvintes.

?Voz E

Boa tarde, Rosana.

?Voz C

Uma boa notícia, né, Rosana, que houve uma queda no índice de desperdício de alimentos aqui no Brasil.

RJRosana Jatobá

É isso, Sardenberg. O Brasil desperdiçou 7% menos alimentos no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso significa que o Brasil poupou comida suficiente para alimentar mais de 6 milhões de pessoas. Ainda tá longe do índice ideal estabelecido pela ONU, que é de 50% até 2030, mas já é um avanço. Considerando que o Brasil desperdiça anualmente cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos.

Você tem perdas em todas as etapas da cadeia produtiva, mas dessa vez o índice caiu mais nas residências, que é onde justamente mais se joga fora. 60% do desperdício de comida tá em casa. E tem um dado muito curioso, é que o maior aproveitamento dos alimentos se deu com relação a hortaliças, frutas, arroz e feijão, porque são itens que antes, né, frequentemente ficavam ali esquecidos na geladeira e não eram consumidos, mas agora estão demandando mais atenção aí dos consumidores. Agora, oi, Cássia!

?Voz C

Não, você falou, tá, até, enfim, o pessoal Não tá deixando sobrar o feijão e arroz como deixava antes por causa do preço?

RJRosana Jatobá

Eles não, as pessoas estão desperdiçando menos, Sardenberg. O preço influencia, mas tem dois motivos aí que estão realmente motivando essa mudança de comportamento. Crescimento de aplicativos de receitas com sobras é um deles. São aplicativos que ajudam as pessoas a aproveitar os alimentos que ela já tem em casa. São aplicativos que sugerem receitas a partir do que sobrou da refeição ou dos ingredientes que estão disponíveis na geladeira.

Esse é um dos fatores: as pessoas estão acessando mais esses aplicativos, aprendendo a utilizar o que sobrou. E as feiras orgânicas que passaram a vender pacotes de frutas feias pela metade do preço. Frutas feias são aquelas frutas e legumes que estão perfeitamente próprios para o consumo, mas que não atendem ao padrão estético tradicional do varejo, né, porque são menores, são tortos, manchados, tem ali um formato irregular. Então, como muitos consumidores ainda escolhem ali a fruta, o legume pela aparência, esses alimentos costumavam ser descartados, só que agora as pessoas estão prestando mais atenção.

E a boa notícia é que esse comportamento Já tá se refletindo no bolso. Eu tenho dados aqui do Instituto Akatu mostrando que o brasileiro tá economizando em média R$89 por mês na feira. E tem um aspecto também muito interessante dessa prática, que é uma atitude mais, da atitude mais consciente com relação à comida, que é o seguinte: você destina mais alimentos para os programas de reaproveitamento e doação. Como por exemplo o Banco de Alimentos e a Mesa Brasil.

Então a gente precisa realmente comemorar esse índice de redução de desperdício de alimentos, né? Isso é sinal de maior consciência ambiental dos brasileiros, porque quando a gente desperdiça alimentos, a gente além de jogar fora aquele alimento, né, a gente joga fora também a água que é usada no cultivo, a energia que é usada na produção, refrigeração, no transporte, o solo com fertilizantes e outros insumos agrícolas, e o trabalho de quem plantou, de quem colheu e distribuiu.

Sem falar um dado interessante, que quando os alimentos são desperdiçados, né, vão para os aterros sanitários, eles se decompõem e liberam metano, que é um gás de efeito estufa muito potente, muito mais potente que o dióxido de carbono. Eu sei, Cássia, que você é craque nesse aspecto, né, de aproveitar tudo que tem em casa.

?Voz E

Ah, tem que aproveitar. E você sabe, Rosana, que eu me lembrei te ouvindo aqui, você falou dessas feiras orgânicas, né, que vendem ali as frutas consideradas feias, e tem muita gente consumindo. Tem uma moda atualmente que é a moda de assinatura, e tem assinatura de tudo. Tem assinatura de café, tem assinatura de ovo. Quem não quer ir ao mercado sempre comprar ovo, recebe em casa, faz uma assinatura por mês. E tem assinatura também desses vegetais considerados feios, né?

Então tem de fruta, tem de legume, que a pessoa paga uma mensalidade, recebe em casa. Normalmente quem tá fazendo isso tem essa consciência de não desperdiçar. E em relação aos aplicativos que você mencionou, que ensinam a fazer receitas com alimentos que antes seriam desperdiçados, você sabe que além dos aplicativos, outro dia vi uma coisa que me chamou muita atenção. Eu adoro reality show ligado à gastronomia e à culinária. E aí tem os mais variados, de competição.

Outro dia eu assisti um que o desafio era as pessoas cozinharem com sobras. Então, a partir de sobras de geladeira, elas tinham que fazer um prato novo. E aí tinha uma temporada inteira. Quem fazia o melhor prato em cada um dos capítulos ia ganhando pontos para ganhar a temporada toda. E eu fiquei impressionada com os pratos autorais e bacanas que as pessoas conseguiam fazer a partir de sobras na geladeira. É inspirador, viu, Rosana?

RJRosana Jatobá

É inspirador. Agora, Sardenberg, foi interessante você ter levantado essa questão da inflação dos alimentos, né? A maior preocupação aí com orçamento Porque também tem impactado as escolhas do consumidor com relação à comida.

?Voz C

Tá certo. Rosana, obrigado, Rosana, e até a semana.

RJRosana Jatobá

Um beijo para vocês dois.

?Voz E

Até mais.

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