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O custo da espera: inadimplência cresce e ameaça o crédito rural

30 de junho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que um novo sinal de alerta surge no crédito rural brasileiro. Produtores vêm adiando o pagamento de parcelas de financiamentos na expectativa de uma eventual renegociação das dívidas. Saiba mais.

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Participantes neste episódio3
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
P

Pedro

ConvidadoJornalista
R

Rafael Wallendorf

ReporterRepórter
Assuntos1
  • Crédito RuralInadimplência de produtores · Expectativa de renegociação de dívidas · Projeto de lei em discussão no Congresso · Impacto no sistema de financiamento do agro · Plano Safra · Rafael Wallendorf
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro da Globo Rural.

CRCassiano Ribeiro

E hoje o Cassiano Ribeiro nos conta sobre o custo da espera. A inadimplência cresce e agora já ameaça o crédito rural. Bom dia, Cassiano.

CRCassiano Ribeiro

Bom dia, Pedro. Bom dia para você, ouvinte. Um novo sinal de alerta surge no crédito rural brasileiro. Produtores vêm adiando o pagamento de parcelas de financiamentos na expectativa de uma eventual renegociação das dívidas. O movimento se intensificou nos últimos meses, segundo apuração do repórter da Globo Rural em Brasília, Rafael Wallendorf. Em algumas instituições financeiras, o ritmo dos atrasos chegou a dobrar em junho.

O comportamento reflete a expectativa em torno do projeto de lei que está em discussão no Congresso Nacional, mas ainda não há muitas definições sobre quais contratos poderão ser realmente contemplados. As incertezas em Brasília têm levado parte dos produtores a postergar o pagamento, aguardando uma solução para o endividamento no campo. Os números oficiais do Banco Central ainda não capturaram esse movimento. Em abril, as operações de crédito rural em atraso ultrapassavam R$15 bilhões.

Considerando também parcelas renegociadas, prorrogadas ou classificadas como problemáticas, o volume supera R$180 R$ 68 bilhões, equivalente a cerca de 21% de todo o crédito rural do sistema financeiro no país. O principal risco é que a elevação da inadimplência avance e pressione o próprio sistema de financiamento do agro. Ou seja, o aumento dos atrasos pode reduzir a disposição das instituições financeiras em conceder novos empréstimos, elevar a percepção de risco e dificultar o acesso ao crédito em um momento decisivo, justamente às vésperas da nova safra e de um novo Plano Safra, que será divulgado pelo Governo Federal em Brasília daqui algumas horas.

A apuração do Rafael Wallendorf também indica que muitos produtores têm deixado de quitar parcelas, acreditando que as operações poderão ser incluídas em futuras medidas de renegociação. Mas é importante ressaltar que o texto em discussão ainda não tem data para votação e há muita incerteza, como eu disse, sobre sua eventual aprovação, e além da regulamentação e o alcance dessa medida. O resultado é um ambiente de espera que amplia a insegurança no mercado de crédito, e se esse quadro persistir, os efeitos podem ir além da inadimplência vidor, afetando aí o fluxo de recursos para o setor e atingir de imediato o financiamento da próxima safra brasileira.

Vamos acompanhar, eu volto mais tarde no CBN Brasil para comentar os dados do novo Plano Safra. Até depois.

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