Episódios de Comentaristas

Acordo entre Mercosul e Japão avança, mas expansão de gastos preocupa economia

30 de junho de 20266min
0:00 / 6:22
Míriam Leitão destaca o potencial de um acordo comercial entre o Mercosul e o Japão e critica a aprovação de medidas que ampliam despesas públicas e pressionam as contas do país.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio3
M

Miriam Leitão

HostJornalista
B

Beatriz Pacheco

Co-hostJornalista
C

Carlos Eduardo Éboli

Co-hostJornalista
Assuntos2
  • Gastos PublicosPEC para agentes de saúde · Aposentadoria precoce · Oportunismo eleitoral no Congresso · Insensatez fiscal
  • Acordo Mercosul-UEComércio agrícola · Comércio industrial · Investimento japonês no Brasil · Comunidade Nikkei no Brasil
Transcrição12 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

— Anúncios inseridos dinamicamente —

?Voz C

Dia a dia da economia com Miriam Leitão. Bom dia para você, Miriam.

MLMiriam Leitão

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte da Rádio CBN.

?Voz D

Bom dia, Miriam.

?Voz C

Vamos propor para você aqui dois assuntos. Vamos começar pela reunião do Mercosul?

MLMiriam Leitão

Vamos. Pois é, a reunião do Mercosul, eu acabei de conversar até com negociadores, eles acham que é uma reunião importante, que vai analisar várias possibilidades de acordos comerciais com outros países, outros blocos, mas que o mais importante que vai acontecer, ou já aconteceu, né, e está sendo realizado nessa reunião é a conversa com o Japão. O Japão há muito tempo tem, o Brasil tem a intenção de fazer um acordo do Mercosul com o Japão e sempre estava pegando concessão na área do comércio agrícola, porque na agricultura eles não querem abrir mão de nada porque eles têm uma agricultura heroica, né, feita lá naquele arquipélago, aquelas ilhas.

Com todas as dificuldades, eles foram desenvolvendo a capacidade de produção. Então eles são muito protecionistas em relação a isso, porque querem a capacidade própria de produção, mas eles não são autossuficientes, precisam de comércio. Então, agora o Japão concordou em também incluir a parte agrícola junto com a parte industrial. O Japão que ontem nós vencemos no jogo da Copa, É, na verdade, nesse jogo da economia é uma ideia de um ganha-ganha, de ninguém eliminar ninguém da Copa e todo mundo ficar junto nesse crescimento.

O Brasil já teve 17 bilhões de comércio entre os dois países, tem caído, caiu em 2024 para 11 bilhões, mas de qualquer maneira o Brasil é o principal mercado da América Latina que o Japão tem na América Latina, e para nós o Japão é o segundo maior mercado na na Ásia, logo depois da China. A China é esse gigante, nosso maior parceiro, mas o Japão é o segundo maior. Em relação ao Mercosul como um todo, já é um comércio muito mais fraco.

Então a ideia é pegar o Mercosul e com o Japão e fazer muito mais áreas de comércio, de investimento. O Japão também é um grande investidor no Brasil, é um investidor tradicional. Acho que talvez o mais importante que tem entre os dois países de que nos liga para sempre ao Japão é a comunidade Nikkei no Brasil, a comunidade descendente de japonês, tão importante para nossa vida, tão importante para tantas áreas da atividade. Nós somos a maior colônia de descendentes japoneses, né, que tem, e tem 2 milhões de pessoas de origem japonesa que fazem tão bem a vida brasileira.

Então isso nos liga para além do comércio. Mas com tudo isso, o que os negociadores me dizem, que o mais importante realmente avançar e transformar essa tentativa de acordo num acordo mesmo. Cássia e Milton.

?Voz D

E outro tema para a gente conversar hoje, Miriam, é uma PEC que deve passar pelo Senado e terá um impacto fiscal de R$30 bilhões em um período de 10 anos. Já passou pela Câmara, agora vai para o Senado, e a expectativa é que passe com relativa facilidade, né, Miriam?

MLMiriam Leitão

Pois é. E esse, essa pauta bomba que vai ser aprovada agora, ela vai no sentido contrário do que tem que caminhar, que o Brasil tem que caminhar. O Brasil tem trabalhado pelo fato de a população felizmente viver mais e a Previdência já ter problemas de desequilíbrios, é pessoas aposentar mais tarde e nunca com aposentadorias especiais. Toda reforma da Previdência foi feita, a gente conversou muito aqui naquela época, para reduzir esse tipo de vantagens setoriais.

E eles estão criando para agentes de saúde, todo, todo o grupo em torno desses agentes comunitários. Eles são muito importantes para o país, eles foram muito importantes na pandemia, mas isso é, mas a gente não pode por causa disso Além disso, criar vantagens e diferenças e aposentadorias muito precoces. O Brasil tem, é um país de aposentadoria precoce. Então, essa é uma pauta bomba que o Congresso vai aprovar por oportunismo eleitoral.

E a gente tem que pensar que tem outras pautas bombas. O Congresso, ele está aumentando o gasto como se não houvesse amanhã. O governo também tem aumentado gastos e também tem tomado decisões eleitoreiras. Nesse, nessa atuada, a gente faz uma eleição e depois tem uma em seguida. Isso é muito ruim para democracia. Então, infelizmente, o caminho que o Senado tá tomando, Congresso tá tomando nesse caso e em outros casos, é a marcha de uma insensatez fiscal que não deve ser feita. Infelizmente, a gente tá indo nessa direção.

?Voz C

Muito obrigado, Miriam, e um bom dia para você.

MLMiriam Leitão

Bom dia.

?Voz D

Bom dia.