Um balanço de junho
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Mercado FinanceiroFuga de risco no Brasil · Ibovespa · Especulações sobre juros · Selic · Inflação · Guerra · Estreito de Hormuz · Petróleo
- Cenário Econômico InternacionalJuros americanos · Cena local · Eleições · Gastos do governo · Abacaxi fiscal · Dólar
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe, já tá com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Boa tarde, seja bem-vindo, tudo bem?
Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes, boa tarde, tudo bem e você?
Boa tarde, tudo certo, Gustavo. Qual é o saldo desse mês de junho, último mês do primeiro semestre?
Vamos lá, um mês em que a fuga de risco prevaleceu aqui no Brasil, mas com menor intensidade quando a gente compara com maio. Em maio, vale lembrar, a bolsa brasileira acumulou perdas de mais de 7%. No mês de junho A queda acumulada pelo Ibovespa foi mais modesta, ficou na casa de 1%. Depois do recuo de hoje de 0,7%, no ano o principal índice da bolsa tá positivo em quase 7%. No pano de fundo seguem as especulações sobre juros.
A Selic deve cair menos do que se pensava no começo do ano, mas especialmente nos últimos dias a média dos negociantes passou a apostar em pelo menos mais um corte de juros chegando aqui no Brasil. Estrago inflacionário da guerra já foi feito, é verdade, mas a inflação já dá sinais de perda de fôlego. Ajuda-se no decorrer das próximas semanas Estados Unidos e Irã fecharem um acordo de paz definitivo. O Estreito de Hormuz já foi reaberto, devolvendo ao mercado global cerca de 20% da oferta de petróleo.
Preços de barris já voltaram aos níveis pré-guerra, com uma queda de mais de 20% em junho para pouco acima de $70. Ainda que juros americanos subam como é esperado, devem apenas retardar quedas de juros aqui no Brasil. Uma alta da Selic, que era uma aposta crescente nas últimas semanas, essa aposta aí parece fora de questão. Agora, com a cena internacional menos trevosa, vai ganhando mais destaque nos radares a cena local. De olho nas eleições, este governo vai gastando mais, vai jogando para o próximo governo, reeleito ou não, um abacaxi fiscal para ser descascado.
E isso preocupa investidores por essas e outras de saída do Brasil. O dólar ficou 2,4% mais caro em junho, tá cotado agora aos R$5,16, orbitando os maiores níveis desde março. No ano, a moeda americana acumula no Brasil queda de 6%.
Próxima reunião do COPOM no início de agosto, então no dia 5 de agosto saberemos como vai ficar a taxa Selic. Gustavo Ferreira, muito obrigada, até mais.
Eu que agradeço. Boa noite a todos. Boa tarde ainda, né, mas já já boa noite a todos. Como sempre, convidando a acessarem o valorinveste.com.