Brasil cresce na Copa, e zebras mostram que favoritismo não garante classificação
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PVC
Carol
Débora
- Brasil na Copa do MundoCrescimento do futebol do Brasil · Vitória do Brasil contra o Japão · Eliminação da Alemanha · Eliminação da Holanda · Brasil nas oitavas de final · Análise da saída de bola brasileira · Pressão individualizada do Japão · Evolução tática do Brasil
- História e Curiosidades das CopasCoreia do Norte eliminando Itália em 1966 · Coreia do Sul eliminando Itália em 2002 · Suécia eliminando Argentina em 2002 · Brasil eliminado por Portugal em 1966 · Alemanha após 7x1 e queda nas oitavas
- Copa do Mundo e Seleção BrasileiraNoruega · Costa do Marfim
Prancheta do PVC na Copa do Mundo.
PVC tá em deslocamento, gravou o comentário de hoje.
Tudo bem, Débora? Tudo bem, Carol? Muita coisa para falar hoje, né? Porque tem o crescimento do jogo, do futebol do Brasil, embora ainda tenha muita coisa para melhorar. E tem as quedas dos dos favoritos, de dois dos candidatos ao título. A Alemanha sempre é candidata. Mas assim, vamos começar pela seleção brasileira, que teve problemas contra o Japão, mas também muito em função de uma coisa que tem no futebol, não sei se você sabe, chama adversário.
O adversário é uma coisa importante, um fator relevante. E o Japão fez um jogo grande contra o Brasil, embora tenha sido muito defensivo, teve medo do Brasil, teve respeito excessivo pelo Brasil. O Brasil conseguiu a vitória no último instante, ante no finalzinho do jogo, minuto 51, 53, para ser mais preciso, e tá nas oitavas de final. Aliás, o Brasil é o único país que, desde que começou a haver fase de oitavas de final em 86, é a única seleção que esteve em todas as fases de oitavas de final.
O Ancelotti vê crescimento no time, eu também vejo. Acho que o time tá evoluindo, tá melhorando, tem coisa para acertar. Mas, por exemplo, quando se critica a saída de bola da seleção brasileira por causa do erro do Danilo, ah, foi um erro meio individual, não foi um erro coletivo. A saída de bola não errou no coletivo. E o Japão, depois da parada para hidratação, subiu a marcação pressão, individualizou a marcação, fez sem sobra.
E isso foi o que dificultou a vida para a seleção brasileira. Teve paciência, mudou a forma de jogar no segundo tempo, abusou dos cruzamentos a mando do Ancelotti, fez gol de cabeça por causa disso e conseguiu a classificação. Aí você vem para a questão dos candidatos a título que estão caindo. Não é inventar a roda. A Coreia do Norte eliminou a Itália em 66, a Coreia do Sul eliminou a Itália em 2002, a Suécia eliminou a Argentina na primeira fase de 2002.
Sempre teve surpresa. O Brasil foi eliminado por Portugal em 66, quando era bicampeão do mundo. A Alemanha não tá bem. E aí é uma coisa que a gente volta lá pra 2014, quando a Alemanha fez 7x1 no Brasil e todo mundo falou: "Ah, a Alemanha é o modelo a ser seguido, a ser copiado." Tem até um livro de um jornalista alemão chamado Rafael Ronenstein chamado Das Reboot. Que é como se resetou o futebol da Alemanha. Reboot de rebotar, de dar reboot no seu equipamento.
E a Alemanha deu reboot ao contrário, porque depois do 7x1 foi campeão do mundo no Maracanã e nunca mais passou das oitavas de final. É uma coisa assustadora o que acontece com a Alemanha. E o Ronald Koeman, técnico da Holanda, mudou o sistema e perdeu para Marrocos. Brasil tá nas oitavas Domingo, decisão. Eu vou amanhã analisar com mais cuidado o adversário próximo do Brasil no jogo de domingo nas oitavas de final. Boa noite, Débora. Boa noite, Carol.
Adversário esse que será a Noruega, sim, que venceu a Copa do Marfim hoje mais cedo por 2 a 1. Costa do Marfim hoje mais cedo por 2 a 1. E o jogo Brasil-Noruega então no domingo, dia 5, a partir das 5 da tarde.