Lei que proíbe uso de celulares nas escolas: 'importância marcante para novas gerações'
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Milton
Cássia
Mário Sérgio Cortella
- Legislação sobre Celulares nas EscolasImplementação da lei · Aumento da socialização · Melhora no foco · Dificuldades de adesão dos estudantes · Falta de estrutura para guardar aparelhos · Fiscalização contínua · Redução da violência escolar · Ministério da Educação
- Relação com tecnologia e celularRedução do tempo de uso · Descompasso na convivência · Tecnologia benéfica e malévola
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Conversa de Primeira, no Meio do Caminho, com Mário Sérgio Cortella. Muito bom dia, professor Mário Sérgio Cortella.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia.
Bom dia, professor.
Uma pesquisa nacional para entender como que o país, como as escolas, como os estudantes se adaptaram àquela lei que restringe, proíbe o uso de celulares no ambiente escolar, mostrou que boa parte das escolas brasileiras já diz ter implementado essa restrição. No entanto, pelo menos uma em cada três escolas ainda enfrenta obstáculos para aplicar a lei. Entre os principais desafios estão a adesão dos estudantes, a falta de estrutura para guardar os aparelhos e a fiscalização contínua nos intervalos e nas salas de aula.
Como que a gente, olhando esses números aqui, pode refletir sobre esse tema, Professor Cortella?
Milton Kassler, nós temos de voltar a esse tema várias vezes porque ele tem uma importância marcante para pensar em relação às novas gerações. Isso que você fala, a pesquisa ainda não lidou com o impacto disso na relação ensino-aprendizagem direta, isto é, uma avaliação de percepção de conteúdo, né, de absorção de ideias. Mas ela já tem esses efeitos que você lembrava: aumenta a socialização, a capacidade maior inclusive de foco.
E claro, a dificuldade que uma parte das escolas ainda tem, porque se você, eu, o Cássio, quem nos ouve, também tem dificuldade para em vários momentos deixar o celular de lado, imagine, né, uma criança, um adolescente. No entanto, acho que o que é mais importante para mim nessa pesquisa é uma parcela grande de diretores e diretores terem indicado, né, que houve uma redução da violência, isto é, do confronto interno entre estudantes, à medida em que a a ansiedade ficou menor.
À medida em que não havendo a provocação vinda pela mensagem no celular, isso reduz um pouco, né, o tipo de alteração. E eu acho que isso é bom pra gente olhar nessa direção.
E o quanto isso tem a nos ensinar, né, Professor, pro mundo adulto, pro mundo do trabalho, o que de repente a redução do tempo que a gente passa no celular poderia trazer para nossa vida também.
Pois é, o que a gente imagina é o quanto algo que veio e vem, né, para nos auxiliar ou nos dominar em várias situações, produz, né, Cássia, um descompasso forte da nossa convivência. Não imaginávamos, nenhum de nós, né, tinha uma percepção de que uma tecnologia desse porte, que tanto é presente, também benéfica no nosso cotidiano. Haja vista, né, que eu estou nesse momento conversando com a CBN exatamente utilizando um aparelho celular.
Ainda assim, né, se pode você pode ter ali a maldade de um lado, efeito malévolo do outro. E é claro, isso tem que ficar atento. E é isso que você e Milton chama atenção, e nós temos de voltar a pensar nisso.
Professor Cortella, muito obrigado pela sua análise aqui no Jornal da CBN.
Um bom dia, abraço, abraços.
Eu quero apenas lembrar aqui que essa pesquisa, Pesquisa Nacional Primeiro Ano da Lei número 15.100, foi realizada pelo Ministério da Educação em parceria com Instituto Alana, com cooperação da UNESCO.
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