Ovos de Páscoa sustentáveis ganham espaço, mas ainda enfrentam barreira de preço
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Cássia
Rosana Jatobá
- Ovos de PáscoaCadeia produtiva do chocolate · Bean to bar · Acessibilidade dos preços · Crescimento do mercado · Impacto ambiental
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CBM Sustentabilidade, com Rosana Jatobar. Rosana? Boa tarde para você, para a Cátia e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana.
Bom, estamos na semana da Páscoa e a Rosana Jatobá, Cássia, vai nos falar sobre ovos de Páscoa sustentáveis. Olha, quero começar bem do começo entendendo o que são ovos de Páscoa sustentáveis, Rosana.
Vou explicar direitinho, viu, Cássia? Mas olha, eu trouxe esse tema, porque acabou de sair pesquisa da Tapulha, mostrando que cerca de 98 milhões de pessoas devem comprar ovos de páscoa este ano. 4% a mais do que no ano passado. Quantas pessoas?
98 milhões aqui no Brasil. Muita gente. Você vai comprar, Cárcia? Eu vou. Está dentro dos 99 milhões. Eu estou dentro dessa estatística. Você não? Estou dentro também. Tá bom. 97.999.998. 97, porque a Rosana já disse que vai também.
Eu também vou. O ovo de chocolate é o principal produto da Páscoa. Pode faltar o bacalhau, o vinho, o azeite, mas o pessoal não...
chocolate de lábio não. E aí surge um segmento que está disparado na frente em termos de crescimento, que é o ovo... Está um pouquinho ruim o áudio da Rosana. Vamos ver se a Rosana vai fazer o seguinte, a gente vai tentar o contato de outra forma aqui com você, porque a gente está com o áudio muito ruim, a gente está perdendo alguma coisa do que a Rosana está nos dizendo. Bem na hora que ela vai explicar para a gente o que é o tal do ovo de Páscoa...
sustentável. O que já sabemos é que em relação ao ano passado está aumentando a demanda por ovos de Páscoa sustentáveis. Sabe o que está aumentando também? Que eu fico impressionada. Os tipos de ovos de Páscoa, Carlos Alberto. Como assim? Ah, tem ovo de tudo que é jeito, com um monte de recheio. Eu vou falar uma coisa. Nesse aspecto eu sou conservadora. Eu gosto dos mais tradicionais. Ovo de Páscoa é forma de ovo mesmo. Isso.
E chocolate ao leite tradicional. Até pode ser o chocolate amargo, mas aquele cheio de recheio, por exemplo, alguns me incomodam, alguns recheios acho que não funcionam muito. Mas a Rosana Jatobá já está de volta, em melhores condições técnicas. E, Rosana, agora sim. Então, você estava dizendo que aumentou o consumo de ovos de Páscoa sustentáveis. Falta dizer ainda o que é que nós estamos falando.
É esse segmento, gente, chamado de bean to bar, o nome em inglês, para o processo do grão até a barra. É uma lógica em que a marca controla mais de perto toda a cadeia produtiva do chocolate, conhece a origem do cacau.
o manejo dos produtores, investe na qualidade do fruto, na logística, nas embalagens sustentáveis. Então, cuidado muito maior, preservando as relações sociais e o meio ambiente. Já são cerca de 60 marcas brasileiras.
altamente sustentáveis, e elas estão crescendo em torno de 20% ao ano e movimentando quase 200 milhões de reais. Essas marcas querem proporcionar ao consumidor a experiência de degustar um chocolate sem culpa.
E ainda gerando impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Só que o segredo do sucesso dessas empresas é a estratégia de comunicação. Elas perceberam que não adianta vender apenas a consciência socioambiental, porque, no fundo, ninguém compra chocolate por uma questão ética.
apenas pela ética, a pessoa compra pelo prazer, pelo afeto, pela indulgência. Então, essas empresas dizem o seguinte para o consumidor, olha, esse chocolate aqui veio de um cacau da Amazônia ou do sul da Bahia, ele tem terroir, você sabe o que é terroir, né, Sardenberg? Já falamos tanto disso aqui no momento do Bride.
O terreno do rio. Então explica aí para os nossos ouvintes o que é terroir. É o local que, no caso, o cacau é plantado e que tem a ver com o tipo de terra, o tipo de clima, o modo de fazer a cultura e assim por diante.
Isso, é o gosto do lugar aparecendo ali no chocolate, o sabor da terra, do clima, da floresta de onde ele veio. Então, nesse sentido, o chocolate deixa de ser um doce apenas e vira um produto de origem, como o vinho ou um café especial. Um outro argumento dessas empresas, ele é mais gostoso, mais puro, mais sofisticado, porque tem maior teor de cacau.
ingredientes naturais, uma produção artesanal. E essas empresas também estão investindo muito no argumento do design. As embalagens são mais elegantes, minimalistas, muitas feitas em papel para evitar aquele plástico laminado, que é mais espalhafatoso. Tem algumas de pano também bem bonitas. Algumas de pano, né, Cassa? Essas marcas também estão apostando numa tendência a granel, dispensando a embalagem, exatamente para diminuir o impacto ambiental.
Então, o chocolate, no final das contas, não é uma compra racional, é uma compra afetiva. Por isso que essas marcas sustentáveis, além de mostrar essa cadeia produtiva mais limpa e justa...
eles estão tentando conectar o produto a ideias como cuidado, afeto, bem-estar, esses valores todos que têm tudo a ver com as datas religiosas, como a Páscoa. Pois é, está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas a gente já tem ouvintes escrevendo aqui, Rosana, que o ovo sustentável não é muito acessível, que fica caro. É, fica caro. No Brasil, infelizmente, o chocolate sustentável costuma custar de duas a cinco vezes mais do que o chocolate industrial.
É por isso que ainda não virou um consumo de massa, representa apenas 5% do mercado, porque sai caro você cumprir todos esses critérios socioambientais e investir ainda numa comunicação que consiga comover as pessoas. A média de um ovo sustentável de 200 gramas é de 100 reais.
Está salgado, está um pouco caro, não está nada doce. Não está muito doce, mas tem diferenciais, né? Se a pessoa tiver a possibilidade, acho que é uma experiência que vale a pena passar por ela, claro, se a pessoa tiver condições para isso. Agora, Cássia, a boa notícia é que esse movimento do chocolate rastreável, que você conhece a origem, todo o processo, ele já está influenciando o chocolate comum no mundo todo. 57% dos lançamentos globais de chocolate de Páscoa Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit Cit
já estão trazendo algum apelo ético ou ambiental. Então, isso mostra que a sustentabilidade entrou mesmo na indústria, na estratégia da indústria. E a gente vai ver daqui para frente, cada vez mais, esses critérios entrando nas receitas de ovos de Páscoa, que eu sou apaixonada, ganhei aqui alguns ovos e estou esperando outros presentes chegarem. Tá certo.
Agora eu vou dizer uma coisa aqui, que eu preciso fazer uma observação que veio de um ouvinte de Minas. O Simon Bessa, comentando a história do terroir, que vocês estavam falando, né? Do território, que hoje a gente trouxe aqui o terroir do cacau, mas geralmente a gente fala de terroir quando fala de vinho. Ele falou que lá em Minas, sabe como que eles chamam o terroir? Terroir. Ai, não, vai. Gostei, é o terroir. Ai, não. Uai, por que será uai? Por que será?
Adorei. Boa. Eu também. Rosana, já estou obrigado com a Rosana. Até.
BYD
Dolphin Mini