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Estatais federais têm rombo recorde de R$ 4,1 bilhões no pior 1º bimestre da história

31 de março de 20266min
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Teco Medina traz dados recentes sobre os déficit das estatais. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (31), as estatais federais têm rombo de R$ 4,1 bilhões, selando o pior bimestre da história. Ouça.

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Participantes neste episódio2
T

Teco Medina

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos1
  • Deficit e situação econômica do EstadoRombo de R$ 4,1 bilhões · Correios · Reestruturação dos Correios
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O assunto é dinheiro. Com Luiz Gustavo Medina. Boa tarde, Teco Medina. Oi, Cássia. Boa tarde. Boa tarde aos ouvintes. Tudo bem? Tudo certo. Tudo bem, Teco?

Oi, Sardenberg, tudo bem? Boa tarde. Tema do momento, tema de hoje e de muitos períodos, déficit das estatais.

Pois é, viu, Salimber Cássio. Acho que esse, dentro da pauta econômica da próxima eleição, esse é um assunto que precisa ser debatido entre os candidatos, com a sociedade. É uma coisa espinhosa, né? Que curiosamente piora muito no governo Lula, especialmente.

Mas os números são grandes, né? O primeiro bimestre dado divulgado hoje pelo Banco Central é o pior bimestre da história. Só em janeiro e fevereiro, 4,1 bilhões de déficit das estatais, né? Lembrando que não inclui a Petrobras, nem Banco do Brasil, os bancos públicos não entram nessa conta, nunca entraram.

Só para o ouvinte ter uma ideia da magnitude, o ano passado inteiro o déficit foi de 5,1. Então a gente fez 4,1 em dois meses. A gente está indo para o quarto ano seguido de déficit das estatais. O pior déficit da história é 2024, que é 6,7 bi. Então nesse ritmo a gente deve ter não só mais um ano de déficit, como o pior déficit da história.

grande parte desses déficits aqui passam pelo correio de alguma maneira mas não é só o correio e acho que a gente vai precisar discutir, porque é um país que falta dinheiro para tudo todas as áreas reclamam que precisam de dinheiro de investimento e a gente precisa talvez fazer uma peneira aqui por uma lupa para saber o que é dessas estatais todas, o que é estratégico o que é investimento e o que é o que é

Moedas de troca, cabide de emprego, coisas que não beneficiam o país de maneira geral, né? Porque se não, também a gente coloca tudo no mesmo bolo, parece que tudo é uma porcaria, nada serve para nada. E também não é o caso, né? Mas o fato é que se falta dinheiro, não dá para a gente ficar tendo déficit todo ano, numa coisa que aparentemente não está fazendo sentido em boa parte das estatais, né? Agora, quando a gente pensa nesses números ruins das estatais, tem muita influência dos Correios?

Ah, tem, Cássio. Os Correios drenaram muito dinheiro, principalmente do ano passado. Não são todas as estatais que dão prejuízo. Acho que os Correios são, de longe, o caso, por diversas razões, o caso que se está analisado. Tanto se ainda faz sentido ser desse tamanho, se ainda faz sentido ser estatal. Acho que tem muito ponto que é relevante da história dos Correios fazerem entrega em lugares onde ninguém mais faz. E acho que isso, o país precisa arrumar um jeito de manter.

Mas assim, olhando como a gente vive hoje, está na cara que é um serviço que ficou para trás. Muita coisa do que sempre foi feita pelos Correios, ou não existe, ou já é feita de outra maneira. E a gente precisa entrar nesse jogo, porque de novo, toda vez que falta dinheiro em algum lugar, você vê que tem dinheiro que a gente está levando para outro lugar. E tem uma série de coisas que a gente deveria analisar. Fundo partidário, dinheiro com estatais, tamanho de alguns órgãos.

A gente precisa olhar isso porque, no final das contas, é o nosso dinheiro primeiro, e é um dinheiro que certamente poderia ser melhor utilizado em outras áreas, penso eu. Então, acho que é uma análise, evidentemente tem muita coisa que não dá para abrir mão, tem muita coisa que é estratégica, tem muita coisa que hoje não dá dinheiro, mas lá na frente vai dar, e tem muita coisa que não faz ou sentido, ou do jeito que está sendo feito, não faz sentido.

Na minha opinião, os Correios, em grande parte, preenchem essas respostas do que precisa ser olhado. Porque, por quase todos os ângulos, Cassio, eu acho que é um serviço que não precisa ser estatal em sua grande parte, por exemplo.

E tem uma novidade, um dado que foi conhecido de ontem para hoje, é que o Correios apresentou um plano de reestruturação, de corte de gastos e tal, abriu um programa de demissão voluntária e que teve pouca adesão.

É, por exemplo, as pessoas estão estimando, ainda não saiu o número fechado, mas que o Correio pode ter dado um déficit de 9 bilhões no ano passado. 9 bilhões, Sardenberg, é o orçamento maior que de ministério, né? Exatamente, maior que de ministério e de muito município.

Exatamente, então assim Precisa ser analisado se não está faltando dinheiro E um monte de pasta E se o dinheiro desse déficit não poderia ser melhor usado ali Por exemplo, né? Teco Medina, obrigado Teco Até amanhã Até amanhã, tchau, tchau

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