Como uma escola tradicional decidiu trocar a gestão centralizada por uma liderança compartilhada?
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- Gestão Compartilhada em SPTransição da gestão centralizada para liderança compartilhada · Valdenice Minatel · Angela Martins · Elenice Ziziotti · Evitar lentidão no processo decisório · Desapego do poder na liderança
- Educacao e TecnologiaColégio Dante Alighieri como escola tradicional e inovadora · Produção de conhecimento científico e tecnológico · Equilíbrio entre formação acadêmica e humana (high-tech, high-touch) · Impacto da internet e inteligência artificial na educação · Regras para uso de IA por alunos · Prioridade nas relações humanas sobre a tecnologia · Formação de professores e pais sobre IA
- Lideranca FemininaCaracterísticas da liderança feminina · Visão rizomática e 180 graus · Complementaridade entre olhares masculino e feminino · Presença feminina em posições de liderança · Conselhos de administração e diversidade de gênero · Valdenice Minatel · Conselho Estadual de Educação · FIESP
- Educação empresarial como modelo de negócioRespeito entre as pessoas como estrutura de regramento · Escuta ativa e genuína · Liderança que promove novas lideranças · Escuta do aluno, família e colaboradores · Colégio Dante Alighieri
- Importância da aprendizagem contínuaAprendizado contínuo para profissionais · Prazer pelo aprender · Escola como espaço de aprendizado
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Olá, tudo bem com você? Seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo a mais um capítulo do Mundo Corporativo, que hoje se dedica a falar sobre educação, gestão colaborativa e governança feminina. Nossa convidada é Valdenice Minatel Melo de Cerqueira, diretora institucional e de tecnologia do Colégio Dante Alighieri. Ô Denise, muito obrigado pela sua gentileza de ter aceitado o nosso convite aqui no Mundo Corporativo. Um bom dia.
Obrigada a você, bom dia, é um prazer estar aqui com vocês.
Você está mais acostumada a ser chamada de Nisse, de professora?
Pode ser Nisse, pode ser professora. É sempre— professora é um orgulho ser chamado, né? Então, como você preferir.
Tá certo então, professora Nisse.
Pois não.
O Dante Alighieri é uma escola tradicional, uma escola italiana fundada por italianos em São Paulo. E faz uma ação inovadora no ponto de vista da sua governança, da administração. Substituiu a figura do diretor único, né, por um modelo de gestão compartilhada entre 3 diretoras. Como é que surge essa ideia?
É, eu estou na gestão, na escola eu estou há 33 anos, há quase 33 anos, e na gestão desde 2019. E quando eu fui convidada, trouxe um pouco da perspectiva que a tecnologia me ajudou a construir e outras passagens profissionais, de que não é possível fazer uma boa gestão de forma isolada e de maneira unilateral. Então, quando assumi, tentei entender aquele cenário, aquele novo papel que eu precisava desempenhar, e rapidamente entendi que era preciso constituir um novo tipo de gestão, uma gestão, como você disse, compartilhada, que trouxesse novos olhares, que constituísse um comitê, um colegiado para não só tomar as decisões mais estratégicas, mas continuar construindo esse projeto de escola.
Então hoje eu represento, estou aqui representando tanto Angela Martins quanto Elenice Ziziotti, que fazem as outras duas direções, e nós então, com muito orgulho, levamos aí o projeto da escola adiante.
A Ângela, que é diretora pedagógica, e a Helenice, diretora de admissões e de cursos extracurriculares.
Isso mesmo.
Que uma das impressões que se pode ter, ou dos receios que se pode ter, é que a participação de mais pessoas no processo de decisão torna esse processo mais lento. Como evitar que isso aconteça?
Acho que é um risco, mas nós trabalhamos sempre com senso de urgência na escola. Eu acho que não preciso dizer o quão complexo é a escola hoje em dia, e nós estabelecemos níveis de urgência. Então há assuntos que precisam ser demandados em horas, há assuntos que precisam ser demandados em dias e há assuntos que podem esperar, como nós dizemos, dormir algumas noites para que nós possamos tomar a melhor decisão. Obviamente que toda mudança que é proposta ela traz um desconforto, inclusive para nós, né, que estávamos habituados a ter uma gestão mais centralizadora.
Mas é a partir desse desconforto que a gente vai encontrar um conforto para seguir considerando que a escola é um lugar do coletivo. Ninguém faz nada sozinho. E para que nós possamos atender de uma maneira eficiente, adequada e nos propondo a fazer uma escola de excelência, é impossível pensar que uma pessoa sozinha consiga fazer isso. E aí quando nós ampliamos e tornamos mais colaborativa essa gestão, no nosso entendimento, e acho que a história tem mostrado isso, ela fica de uma qualidade superior, ela engaja mais as pessoas e ela traz uma escola mais humana e mais conectada ao mundo real.
Eu fico imaginando aqui que para quem exerce essa liderança compartilhada há necessidade de um desapego do poder.
Total. Ele, o poder é uma palavra que nem pode estar presente nas nossas relações, né? Até porque as diretoras, elas trazem backgrounds totalmente diferentes e nessa junção desses conhecimentos diversos é que a gente propõe uma nova camada aí de olhar a escola dentro das suas necessidades do melhor atendimento aos seus alunos e famílias. Então, Não cabe a disputa de poder e muito menos entender o poder como um elemento estruturante dessa relação, senão não dá certo.
Ele existe, ele existe dentro dos seus espaços, porque obviamente existem decisões que vão ser tomadas e elas são baseadas no nível de responsabilidade que nós temos, mas é preciso ter bom senso para lidar com esse poder.
Essa junta aqui tem uma outra característica que eu quero destacar. Que é o fato de ser uma junta feminina.
Sim.
O Dante tem hoje esse trio de diretoras à frente da instituição. De que forma isso marca as decisões de vocês? Mas antes até disso, foi proposital?
Acho que assim, não sei, acho que não, acho que era o contexto da época. Eu tava, eu era apenas diretora de tecnologia, e quando assumi a direção, na época, educacional Eu pedi para continuar como diretora de tecnologia porque entendo que é um elemento estruturante. Então fiquei já desde 2019 acumulando esses dois chapéus. E aí trouxe para gestão as pessoas que já tinham uma liderança estabelecida e um conhecimento muito grande de escola.
Porque a escola, diferente de um banco, de um hospital, ela tem a sua idiosincrasia, um jeito de ser, de estar e de se apresentar bastante característico. Então chamamos aí as pessoas que tinham já essa vivência e eram mulheres. Então formamos aí esse grupo e que tem dado muito certo, primeiro porque nós trabalhamos, nossas salas são muito próximas e todo dia, invariavelmente, nós nos falamos. Às vezes para falar coisas simples, mas às vezes para falar de coisas difíceis.
Então essa proximidade Essa troca, essa sororidade, ela está presente e ela permite então que o grupo se fortaleça.
A liderança feminina tem características específicas?
Eu vou dizer que sim e vou defender, obviamente. Eu acho que a mulher ela tem um olhar que é muito mais rizomático, digamos assim, mais 180, né? E a gente sabe que que o olhar masculino às vezes é mais direto. Acho que os dois se complementam, mas como eu estava dizendo, nesse caso desse ex-aluno, acho que trazer diferentes olhares compõe às vezes uma melhor decisão. Então eu acho que a presença feminina ela traz uma camada muito interessante de uma percepção diferente de mundo. Então eu vou sempre defender a presença das mulheres em posição de liderança.
Inclusive tem feito trabalhos para que as mulheres ganhem espaço nos conselhos das empresas também. Isso eu tenho percebido nas diversas conversas que tenho aqui no programa Mundo Corporativo, essa intenção das mulheres de ocuparem espaços que hoje são cadeiras basicamente masculinas, os conselhos das empresas. E a gente tem conseguido mostrar aqui, através das várias experiências, o como a mulher, dentro de um conselho, consegue muitas vezes— vou usar uma palavra que talvez não seja mais apropriada, mas— desvirtuar aquela visão que vinha tendo durante um determinado momento e ser impactante do ponto de vista positivo.
Que trabalho é esse que você está fazendo de chegar aos conselhos e por que você entende que essa deve ser uma missão das mulheres.
Sim, bom, eu fui conselheira no Conselho Estadual de Educação por 3 anos, agora estou no Conselho de Educação da FIESP. São conselhos plurais e eu defendo que essa diversidade ela é necessária sobre todos os aspectos, porque nós vamos entender o mundo de uma maneira mais plural e Não é possível fazer esse entendimento sem pessoas que trazem diferentes experiências, quer seja de gênero, raça, enfim, você precisa ter uma diversidade que vai no limite e no fim do dia trazer um olhar mais qualificado de todo e qualquer problema.
Essa é a minha defesa e fui me formar, fiz um curso para conselheiras apenas para mulheres, porque também entendo e concordo com você que tem um caminho ainda longo para que nós tenhamos aí um cenário, um ecossistema de conselhos sobretudo mais equilibrados.
Nós falamos aqui dessa liderança compartilhada e da governança feminina. O que essas experiências dentro do Dante Alighieri podem servir para as empresas de uma maneira geral que necessariamente não estão atuando no campo da educação?
Bom, eu acho que o que acontece hoje na escola é um microcosmo do grande cosmos, né? Eu acho que o John Dewey, um pensador do início do século passado, ele dizia que a escola não é o laboratório da vida, senão a própria vida. Então, se nós olharmos para tudo o que acontece na escola, é possível transcender e alocar esses processos, essas relações para fora da escola. Vou dar alguns exemplos aqui. Por exemplo, na escola tem um regramento, mas o que estrutura esse regramento é o respeito entre as pessoas.
E vamos combinar que isso vale para qualquer lugar. Um lugar onde as pessoas se respeitam, ele é um lugar menos tóxico, é um lugar mais harmonioso, é um lugar mais onde as pessoas podem ser mais felizes. Nós fazemos muita escuta ativa, o que é uma arte. Não é simplesmente estar na sua frente e ouvir o que você vai falar. É genuinamente se interessar pelo que você está trazendo, sem julgamentos, mas no sentido de trazer você para a roda dessa conversa.
Isso também é importante em toda e qualquer instituição, na família, nas empresas. E a liderança sem essa escutativa, ela é uma liderança estéril, ela não promove a construção de novas lideranças, que é o que a gente precisa, né? Porque daqui um tempo eu não estarei no Dante, mas eu espero que o nosso legado seja lembrado. Essa é uma aposta.
Que desafio é esse escutar o outro, considerando aí, pegando a realidade de uma escola, que vocês trabalham com diversos públicos internos e externos.
Sim, acho que tem uma escuta ativa que se faz presente e estrutura a nossa operação, que é a primeira escuta do aluno, quando ele traz as suas demandas, quer sejam demandas pedagógicas de aprendizagem, quer sejam demandas socioemocionais, porque hoje na escola nós temos também uma diversidade de temas, não é só, a escola não se limita a a ensinar de um lado e que os alunos aprendem do outro, isso seria empobrecer hoje o ecossistema escolar.
Mas então há um primeiro acolhimento desses alunos, um acolhimento que se pauta no respeito, ao diálogo, mas também na entrega de um cenário de mundo onde ele daqui a pouco vai enfrentar, né? Como eu disse, um preparo para a vida que pulsa fora da escola. Numa outra camada, há uma escuta das famílias, porque são nossas parceiras e precisamos que elas se conectem ao projeto de escola para que ele possa seguir de uma forma não só plena, considerando qualidade, mas também que ele se conecte com as expectativas das famílias, do mundo que nós vivemos, mas sem que a escola perca a sua essência.
Então, acho que é um balanço aí bem complexo de se fazer. E há também que se escutar todos os colaboradores, né, sobretudo quem cuida de quem cuida, né. A gente precisa olhar para essas pessoas que cuidam dos alunos, das famílias, de uma forma mais direta. E também estar disponíveis para essa escuta, para cuidar também desses atores.
O Dante está completando 115 anos. Apresenta para nós hoje esta escola de 115 anos, qual é a sua dimensão, considerando que estamos num mercado extremamente competitivo.
Sim, eu acho que o Dante é uma escola fundada por italianos, sem fins lucrativos, um pouco difícil às vezes de entender nesse mundo onde a educação virou um negócio, mas para o colégio isso é inegociável. Então, acho que existia lá nos italianos que chegaram aqui em São Paulo, que poderiam ter construído várias coisas e fizeram, mas fizeram uma escola. E acho que isso tem algo que precisa ser observado. E desde então O Dante, apesar de ter essa, ser conhecido como uma escola tradicional, não é um tradicional anacrônico, que se prende ao passado, que não se conecta com o que nós estamos vivendo.
A contemporaneidade está presente no colégio, não só pela parte tecnológica, mas pelas inovações pedagógicas que nós propomos, por um programa de iniciação científica júnior completa 20 anos, onde nós acreditamos que na escola se produz conhecimento científico e tecnológico. Então, está na nossa missão lá que nós não consumimos tecnologia, mas desenvolvemos tecnologia. Então, é muito ousado para uma escola de educação básica assumir que vai contribuir para o avanço do conhecimento.
E nós achamos que se não for na escola, se nós não priorizarmos a escola como espaço de produção desse conhecimento, nós colocamos a educação em risco. Então, eu não digo só sobre o Dante, nós temos escolas públicas fazendo trabalhos incríveis de valorização dessas jornadas, desses alunos, desses professores, e o Dante assume esse papel de forma muito respeitosa e corajosa de levar essa educação de qualidade, respeitando toda a base curricular que está posta, mas trazendo o que tem de melhor também de fora da escola para dentro da escola, criando esse, esse amálgama bem interessante e respeitando a história que nos trouxe até aqui.
O Dante, sempre quando se apresenta, se apresenta também com os resultados obtidos através dos seus alunos nos diferentes cursos superiores, nas premiações internacionais. Queria entender uma coisa: como é que se equilibra essa formação, sim, que é importante, educacional, no sentido do ensino e também a formação humana, porque às vezes eu temo muito que a escola preze muito mais a medalha do que o cidadão. Como é que se consegue fazer esse ponto de equilíbrio para que essa mensagem chegue a todos e que dali daquela escola saiam sim cidadãos preparados, plenos, sabendo dos seus direitos, dos seus deveres?
Milton, acho que o que você traz é uma das coisas mais desafiadoras, mas mais interessantes. Eu costumo dizer que nós temos uma jornada lá que é high-tech, high-touch. O que significa isso? Nós vamos proporcionar o que tem, as experiências que nós entendemos que podem melhor ser mais significativas para a formação acadêmica, sem desconectar com a parte de criatividade, do empreendedorismo, da produção de conhecimento tecnológico-científico, E como é que é possível fazer isso?
Primeiro, é um esforço muito grande das equipes, porque nós precisamos que eles tenham um bom desempenho nos vestibulares, né? E os vestibulares, infelizmente, ainda não cobram criatividade, né? Não vão perguntar se ele empreendeu ou não, se ele foi voluntário ou não, os vestibulares nacionais. Mas, de um lado, então, olhamos para os vestibulares, E não é ou, e é também precisamos olhar para o mundo que pulsa fora da escola, como eu disse aqui, é um mundo onde ele precisa ser um líder positivo, ele precisa saber escutar, ele precisa empreender, ele precisa ser criativo, ele precisa ter hard skills, soft skills e as invisible skills, que é tomada de decisão, saber quando é o melhor momento, se engajar, engajar as pessoas, e nós entendemos que Também a escola pode proporcionar esse tipo de aprendizagem.
Não é fácil, porque nós equilibramos alguns pratos aí nesse cenário, mas não dá para pensar numa escola que só se preocupe com vestibular. Acho que é muito reducionismo. Então, para nós é importante ir além.
Bom, o Dante e você trabalham com o tema da tecnologia educacional já há muito tempo. Você mesma Você disse isso para nós logo na abertura aqui do programa. O que mudou mais profundamente nesse período todo aí, nesses últimos tempos?
Eu acho que nós temos dois grandes momentos de disrupção. O primeiro foi na década, meados da década de 90, com a chegada da internet, que traz uma mudança na forma como nós nos relacionávamos, nos relacionamos com a informação e com a produção de conteúdo. A gente começa então, todo mundo pode postar alguma coisa, obviamente na carreira disso vem as redes sociais, que eu não vou comentar sobre, mas que caberia aí quase um programa inteiro sobre isso.
E agora mais recentemente a inteligência artificial deslocando a questão da aprendizagem para um lugar onde se nós não cuidarmos, nós de fato vamos não conseguir entender qual é o nosso papel, né? Porque hoje tá posta, eu acho que é irreversível, e a escola novamente assume esse papel de entender como é que acomoda essa nova tecnologia dentro dos seus ritos, dentro do seu propósito, dentro do seu projeto de escola. E de novo, as tecnologias nunca nasceram para as escolas.
As escolas precisam ir lá e fazer uma customização, quase uma tropicalização daquilo que nasce para o mercado, mas que precisa, é mandatório que a escola de alguma forma trabalhe com essas tecnologias. Então nós estamos vivendo um momento único agora com a inteligência artificial, com certeza.
Vocês desenvolveram projetos ali envolvendo inteligência artificial de forma mais estruturada, e há inclusive regras para os alunos na utilização da IA. Como é que isso funciona lá dentro hoje?
É, nós fizemos, então desde 2023 a escola vem se preocupando desse tema, considerando já, como eu disse, tudo que já foi feito e como é que nós integramos esse novo conceito, essa nova, que não é nova, a IA não é um conceito novo, mas a generativa, e a generativa ela veio com uma força descomunal. E aí, primeiro formamos professores e estabelecemos o que eu chamo de alguns guardrails provisórios, porque também é um tema que precisa ser revisitado quase que diariamente, para que nós não deixemos de lado a questão humana que você tão bem mencionou.
Porque a escola é feita de pessoas. A tecnologia chegou e nós já estávamos lá. A gente não pode perder essa relação que tá, que muitas vezes por um erro muitas pessoas priorizam. Então, para nós a prioridade é o humano, são as relações humanas e a tecnologia vem para melhorar, para potencializar. Então fizemos formação de professores, fizemos um guia e oficina para pais, webinários para que esse assunto pudesse ser levado às famílias e levado aos alunos com o cuidado que ele merece, sem muita tecnia, com muita responsabilidade no aluno que nós estamos formando.
Porque esse aluno não é só que ele vai trabalhar com inteligência artificial quando ele sair do Dante, mas ele vai poder criar agentes, criar outras inteligências artificiais. E se nós não tivermos senso crítico, a questão, a noção clara dos vieses, a gente pode criar problema. E é isso que a gente não quer. Então, um senso de responsabilidade, de cuidado. E eu sempre digo que a gente vai vamos pagar porque a gente tem pressa.
Então, com muita calma, trazendo soluções onde nós entendemos que aí a pode sim ajudar, porque em muitas situações não vai fazer diferença, é puro investimento de dinheiro e perda de tempo, perda de dinheiro também. Então acho que é um olhar, né? E aí não vale só para educação, vale para qualquer e todo negócio, né? Aí ela precisa bem entendida para ser bem aplicada.
Fechando aqui a nossa conversa, me traga assim um olhar para todos aqueles que estão nos acompanhando, uma mensagem para todos aqueles que estão nos acompanhando, que o mundo da educação, porque você viveu o mundo da educação desde o início, foi professora, passou por toda essa formação, entrou na área da tecnologia, está numa diretoria como a diretoria que você ocupa hoje lá no Dante Alighieri, enfim, você fez toda essa trajetória esteve na sala de aula, quer dizer, não é alguém que chegou da gestão de cima para baixo, né?
Passou por todo esse processo. Uma lição que o mundo da educação que você conhece, que você aprendeu, pode trazer para o mundo corporativo?
Bom, é uma coisa meio batida, mas eu não vou me cansar, é o lifelong learner. A gente continua aprendendo o tempo todo. Nós aprendemos com os alunos, a escola aprende diariamente, e nós profissionais precisamos buscar as melhores práticas, as melhores teorias para acomodar, para integrar com o trabalho que todos fazem na escola. A escola é um espaço do coletivo, assim como é qualquer instituição, e todos aprendem. Acho que isso é muito importante, acho que essa é a grande lição.
E na escola nós temos algo que me encanta, que é o prazer pelo aprender, né? Imaginar que quando alguém tem uma epifania, que entendeu alguma coisa e fala: "Uau!" É maravilhoso isso, é a vida pulsando. Então é isso.
Professora Anice, muito obrigado pela gentileza e também pela oportunidade que você nos dá de compartilhar esse conhecimento e a experiência que você desenvolve no Dante Alighieri e também na sua própria carreira com todos aqueles que nos ouvem aqui no Mundo Corporativo. Muito obrigado. Obrigado e até uma nova oportunidade.
Eu que agradeço, um prazer falar com vocês. Obrigada.
Valdenice Minatel Melo de Cerqueira, diretora institucional e de tecnologia do Colégio Dante Alighieri, foi a nossa convidada do Mundo Corporativo. Mundo Corporativo que também está disponível no Spotify ou no podcast mais próximo do seu celular. Estamos no canal da CBN no YouTube, lá no site E no meu blog, miltonjung.com.br. Jung você escreve com J-U-N-G. Você pode nos acompanhar e conversar conosco também. Colaboraram com esta edição do Mundo Corporativo Carlos Greco, Letícia Valente, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gobiotti. Até o próximo capítulo do Mundo Corporativo.
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