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Mesmo sem Cláudio Castro, disputa para o Senado tem inelegíveis e tentativas de acordo

03 de junho de 20268min
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Solitário, ex-governador do Rio reclamou de abandono antes de ser alvo da PF pela segunda vez no mês passado.

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Participantes neste episódio3
S

Speaker B

HostJornalista
S

Speaker D

Host
C

Cláudio Castro

ConvidadoEx-governador do Rio de Janeiro
Assuntos5
  • Possível afastamento do governoPolícia Federal · Rio Previdência · Rodrigo Bacelar · Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
  • Senado FederalCláudio Castro · Inelegibilidade · PL · Pedro Paulo · PSD · Eduardo Paes · Carlos Portinho · Carlos Jordi
  • Pré-candidatura ao SenadoSostenes Cavalcanti · Silas Malafaia · Marcelo Crivella · Vaguinho · Helena Vieira · Julinho do Pneu · Marcos Dias
  • Governo Interino de Ricardo CoutoRicardo Couto · Rodrigo Amorim · Assembleia Legislativa · Palácio Guanabara
  • Prefeitura do Rio· PoliticaFlávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Valdemar da Costa Neto · Altineu Cortes · Carlos Jordi · Carlos Portinho
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CCCláudio Castro

Gente, não é nada combinado aqui, tá tudo sem roteiro.

?Voz B

Vamos começar a combinar as coisas nesse programa para ver se dá errado, né?

CCCláudio Castro

Modéstia à parte. Ó, então, sem Castro, a disputa para o Senado fica como?

?Voz B

Um caos, em resumo, porque apareceu uma porção de gente querendo essa vaga, né? Porque é para quem acompanha o conversa de bastidor e tá ligado no noticiário político do Rio de Janeiro, sabe que o ex-governador Cláudio Castro sai do governo, cria um caos na linha sucessória. Mas ele tinha ali o favoritismo imenso para se tornar senador, para se eleger senador ao fim do ano, né, ali no mês de outubro. Ele tá inelegível. Isso seria um problema, obviamente, porque ele teria que concorrer pendurado por uma liminar na qual ele confiava.

Que isso aconteceria, mas aí vieram duas visitas da Polícia Federal e esse plano foi-se embora. A direita e a esquerda, todo mundo dava a eleição do ex-governador como certa. Quando ele decide na semana passada não ser mais candidato, ele cria mais um problema para o PL, o partido dele, e fortalece o Pedro Paulo, que é o presidente do PSD, principal opositor dele. Afinal, no PSD tá lá o ex-prefeito Eduardo Paes. Vamos, vamos por partes, começando aqui pelo PL.

Qual o cenário do momento ali? Quem vai decidir é o Flávio Bolsonaro e o Jair Bolsonaro, porque o PL, todo mundo sabe, é um partido que foi hipotecado pelo Valdemar da Costa Neto para família Bolsonaro. Eles fazem o que querem ali. Há uma divisão na Assembleia Legislativa. O favorito é o Carlos Portinho, que já é o senador. Entre os bolsonaristas, o predileto é o Carlos Jordi, deputado federal, que não conta com a simpatia da galera que é ligada ao Altineu Cortes, que é o manda-chuva do PL aqui no Rio de Janeiro.

E aí você tem o Sostenes Cavalcanti, que não vai concorrer para o Senado, vai disputar a reeleição para Câmara por decisão do Silas Malafaia, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Escolheu o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella como seu candidato ao Senado. Já voltaremos a falar do Crivella nesse contexto de indecisão. Quem avança é o Pedro Paulo, porque ele consegue tomar uns votos que iriam no interior, principalmente para o Cláudio Castro.

E aí ele trabalha para nos próximos dias anunciar a candidatura dele ao Senado. Para isso, ele precisa convencer dois partidos aliados a não avançarem no projeto de terem candidaturas próprias ao Senado. Hoje você tem um PSDB super poderoso que tá se tornando um dos principais partidos do Rio de Janeiro ali, entre médio e grande. PSDB que tava morto voltou com tudo, sobretudo ali graças à figura de pessoas da Baixada Fluminense que juntas decidiram lançar a vereadora Helena Vieira ao posto de senadora.

Ela conta com apoio de lideranças que são muito cortejadas pelo Eduardo Paes, tipo o deputado federal Julinho do Pneu, que é muito influente em Nova Iguaçu, onde o Eduardo Paes tenta penetrar. Pedro Paulo negocia também com Podemos para garantir que o vereador Marcos Dias também não se lance ao mesmo cargo. A leitura do partido é de que se todo mundo for para disputa, facilita a vida da direita. E aí você tem ainda, disputando essa vaga no Senado, nesse vácuo do Cláudio Castro, 2 ex-prefeitos, os dois unidos também, além do cargo, pela inelegibilidade.

O ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que tá inelegível, e o ex-prefeito de Belfor Roxo, Vaguinho, que também está inelegível. Quer dizer, a saída do Cláudio Castro empolgou toda uma turma que ia, ah, não vou ficar aqui para disputar deputado federal, ah, vou tentar aqui ver minha vida de outra forma. A saída do Cláudio Castro empolgou mó galera para disputar essa eleição para o Senado. Nesse caso do Republicanos, Vaguinho, Crivella, são candidaturas que estão lançadas, estão articulando.

Vaguinho, por exemplo, já escolheu ali evangélicos para estarem na suplência dele. Enfim, há um desenho, mas como eles estão inelegíveis, a situação é um pouco mais complicada.

CCCláudio Castro

Enquanto isso, Castro lá focado na defesa dele, da família dele, né? Como é que tá esse ânimo, hein?

?Voz B

Desanimado, triste, se queixando aí alguns aliados que foi abandonado. Vê só essa história: dias antes da Polícia Federal bater lá pela segunda vez, dessa vez por causa do Rio Previdência, o ex-governador Cláudio Castro telefonou para alguns ex-prefeitos e alguns deputados estaduais meio aleatoriamente, ligou para trocar ideia, ligou para desabafar. Ele muito queixoso do fato de ninguém mais procurá-lo desde que ele saiu do governo e se queixou do fato de que pessoas que ele considerava aliados se afastaram dele.

Essas pessoas me relataram que disseram aos governadores o seguinte: olha, você criou uma rede de proteção em torno de si que era impossível de avançar. Essa rede de proteção tinha nome: Rodrigo Bacelar, que era o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Então ele reclamou que a proximidade dele com Bacelar, que ele mesmo criou, acabou o afastando desses amigos da política. Hoje, atualmente, uma figura fora do baralho da política do Rio de Janeiro, que não é ouvida.

São poucos, pelo que eu consegui apurar nos últimos dias, que ainda atendem, que ainda procuram o ex-governador. Mas muita gente observa também o seguinte, né, quando o cara tava bem Todo mundo ia lá tirar foto. Agora usa um plenário da Assembleia Legislativa para falar mal do ex-governador. Tá todo mundo de olho nisso. Quem vai concorrer aí, deputado estadual, deputado federal, será lembrado de que lá atrás teve de braços dados com governador quando se achava que ele seria facilmente eleito para o Senado do Rio de Janeiro.

CCCláudio Castro

É isso. E Ricardo Couto já tá no terceiro mês no cargo. Gente, passou voando, hein?

?Voz B

Passa voando. E veja como são as coisas. Não tem líder no governo. Líder no governo, já explicamos aqui, mas sempre vale lembrar para o nosso ouvinte: o líder é o deputado que defende os interesses do governo na Assembleia Legislativa ou na Câmara de Vereadores, na Câmara Federal, no Senado. O Ricardo Couto não escolheu ninguém para ocupar esse posto. E aí o Rodrigo Amorim, deputado estadual que foi escolhido pelo Cláudio Castro como líder do seu governo, tá lá ficando.

Ele tem inclusive uma estrutura maior na Assembleia Legislativa por conta dessa posição que ele foi escolhido pelo governador anterior, mas que ele tá lá ficando, tá tocando barco. Além do posto, o Rodrigo Amorim também tem a Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Obras Públicas, Comissão de Normas Internas e Proposições Externas. A Alerje tá vivendo um momento de redistribuição desses espaços de poder e a galera tá bem satisfeita com o governador interino Ricardo Couto.

Que é o seguinte: olha, ele pode não querer descer para fazer política aqui no centro do Rio de Janeiro, né, não quer atravessar do TJ nem pegar de Laranjeiras para ir lá na sede da Assembleia Legislativa, mas alguém ele tem que indicar para o cargo. Porque no Diário Oficial tá lá: governador Ricardo Couto, líder do governo Rodrigo Amorim. E o que se diz no Palácio Guanabara é de que a Lesch não indicou Rodrigo Amorim não, mas tá deixando ele lá fica nesse posto. Deputados tão lá com tantas dores de cabeça, também tão com essa.

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