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Mercado já aposta em pausa nos cortes da Selic após reunião de junho

03 de junho de 20263min
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Embora a expectativa seja de redução da taxa para 14,25% neste mês, investidores veem cenário mais incerto para os próximos encontros do Copom em meio a tensões geopolíticas e atritos com os Estados Unidos. Ouça a análise de Gustavo Ferreira.

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Participantes neste episódio3
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
G

Gustavo Ferreira

ConvidadoEditor-assistente
Assuntos3
  • Cassação de Castro e BacellarReunião do Copom em junho · Taxa Selic · Manutenção da Selic a partir de agosto · Projeção de 13,25% ao ano para o fim do ano
  • Impacto Econômico da Crise GeopolíticaGuerra · Atritos entre Estados Unidos e Brasil · Perda de atração do Brasil em relação a dólares · Carimbo de terroristas dado pelo governo americano às facções brasileiras · Ameaça de novas tarifas · Irã e Estados Unidos
  • Mercado FinanceiroIbovespa · Dólar · Renda fixa
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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?Voz C

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe, já tá com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes, boa tarde.

?Voz C

Boa tarde, Gustavo. Daqui duas semanas tem reunião do Copom e a expectativa era de que houvesse mais um corte na taxa Selic.

GFGustavo Ferreira

Era no passado, pois é, essa expectativa tá mantida, mas depois dela as coisas mudaram. Vem chegando próxima reunião do Banco Central, investidores vão sofrendo por antecedência, já de olho na reunião de agosto agora, dia 17. É quase consenso que a Selic cai de novo dos 14,5% aos 14,25% ao ano, mas o preço dos ativos aqui no Brasil já tá embutindo a ideia de uma manutenção da Selic a partir de agosto. É uma previsão um ponto mais pessimista que os 13,25% ao ano para o fim do ano, que é porque são projetados por analistas.

E por que mais juros? O principal é a guerra, mas os atritos com os Estados Unidos, dos Estados Unidos com o Brasil, né, não ajudam em nada. Especula-se sobre perda adicional de atração do Brasil em relação a dólares, o que exigiria mais juros. O carimbo de terroristas dado pelo governo americano às facções brasileiras pode assustar estrangeiros. E a ameaça de novas tarifas também não colabora, né, cria incertezas sobre o futuro da economia nacional.

Somemos esse pano de fundo mais nebuloso às novas notícias sobre a guerra. E aí chegamos ao resultado do pregão de hoje. Oficialmente, o cessafogo e as negociações entre Irã e Estados Unidos continuam de pé. Na prática, ataques vão sendo trocados e investidores empurrados para os juros em alta oferecidos pela renda fixa. E o Ibovespa, principal índice da bolsa, antes do feriado afundou pouco mais de 2%. Enquanto isso, o dólar subia hoje 1,15% aos R$5,07.

?Voz C

Valeu, Gustavo, bom feriado para você.

GFGustavo Ferreira

Até para todos nós. Como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.

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